sexta-feira, dezembro 28, 2007

Engarrafados pela Expansão Econômica!

A notícia não poderia ser pior: as festas natalinas de 2007 foram registrados o maior número de mortes nas estradas nos últimos dez anos. Aqui em Brasília, alguns acidentes também marcaram o fim do ano, com mortes cinematográficas de inocentes. Aliais, são sempre os inocentes que morrem, nunca o motorista que vinha chutado, desrespeitando tudo e todos. Não conheço um motorista preso por dirigir embriagado, mas, sim, várias pessoas enterradas, vítimas de tal ato.

Com a tal “expansão da Classe C” propagada pelo governo, pela primeira vez um monte de pessoas tiveram acesso ao carro próprio. Todos comemoram, principalmente o governo, que arrecada um quinhão de impostos a cada veículo vendido. Eu acho triste. Mais carros nas ruas, dirigidos por pessoas não acostumadas a dirigir, somando a todos os egoístas das classes A e B, ilhados dentro de suas máquinas, isolados um dos outros, queimando combustível fóssil – some tudo isso e veja que não vai dar certo.

Porque não antecipar a tal da ampliação do poder de compra e prover as cidades de transporte público de qualidade? Já que podem comprar um carro, podem pagar um pouco mais nas passagens. Assim, para incentivar o uso do transporte público, poderiam instalar vias exclusivas, implantar novos metrôs, colocar para circular ônibus confortáveis, fazer de tudo para que a pessoa pense: “para que pegar um carro se posso chegar lá com mais conforto, menos stress?”

Mas o pensamento é sempre o contrário: vamos incentivar a compra de carros, a ampliação de nossa malha rodoviária, causando mais engarrafamentos, mais mortes, mais frustrações.

Um estatístico especializado em trânsito deu uma entrevista outro dia dizendo que, pelos seus cálculos, no feriado de 15 de novembro de 2014, São Paulo viverá um engarrafamento tão grande que durará dias. Pessoas irão abandonar os carros. Veículos terão que ser guinchados por helicópteros. Ainda há tempo, ainda há tempo.....

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Nick Cave and the Bad Seeds DIG, LAZARUS, DIG!!!

Vejam só que legal. Nick Cave vai lançar novo disco no ano que vem, chamado Dig, Lazarus, Dig. Fez um comercialzinho, lançou no You Tube. Genial, nada que qualquer bandinha de garagem não possa fazer. Sempre advogei que a internet nos dá acesso a tudo. Não esperem que gravadora entrem e façam de você uma celebridade, começe em casa!

E nada melhor que terminar o ano com a expectativa de um novo N.C. no próximo ano.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Boas Festas para Todos!


Boas festas, alegria e muito rock n roll! Bom natal, galera!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

2007 quase já era! Que venha 2008!

Fiz os cálculos ontem à noite: estou “no rock” a 33 anos! O início foi em 1974, quando um tio me presenteou o Viagem ao Centro da Terra, do Rick Wakeman. Depois, ouvia o 10 Years After do triplo LP do Woodstock. Led Zeppelin me fez esquecer tudo isso e 1977, com o advento do punk, me orientou para o underground. O pós-punk me converteu e, em 1995, eu vi a luz. E ela era estroboscópica. Alguns anos curtindo o house me fizeram chegar a outros sons, como bossa-nova, jazz e muito experimentalismo. Tudo isso para ser sugado de volta ao rock em 2000, com a volta da Plebe por ocasião do Porão do Rock.

2007 cristalizou bem a força do rock, pois esse voltou todo temperado de influência provindas da pista de dança. Não sou um purista, muito pelo contrário, admiro a música mestiça. Que o caldeirão seja entornado e a mistura despejada em nossos ouvidos!

Todo esse blá-blá-blá só para justificar a cada fim de ano postar aqui o que, na minha opinião, são os melhores sons dos últimos doze meses. Acho que daqui para o final do ano não serão lançados mais discos, então é seguro finalizar a minha avaliação. Além dos mencionados nos posts abaixo, quero colocar o holofote em cima do Prinzhorn Dance School, com sua simplicidade, sua música bastante básica e a baixista mais bonita de todos os tempos. Também, uma rodada de aplausos para os crossovers Digitalism e Simian Mobile Disco, diversão pura para mentes não contaminadas.

Melhor show da Plebe em 2007: difícil escolher, provavelmente esse último em SP, no Belfiori.

Melhor pizza: a Arabesque, do Dona Lenha, com queijo árabe ao invés da tradicional mozarela, que me dá dor de barriga.

Melhor programa de TV: Sopranos.

Melhor livro: Londres, de Edward Rutherfurd.

Melhor compra: uma caneca com a estampa de um Moog.

Feliz Festas para Todos!!!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Melhores de 2007 - Panda Bear

O Animal Collective lançou o excelente Stawberry Jam em 2007, mas quem chega a nossa lista é o trabalho solo do seu baterista na forma de Panda Bear. Disco mais bonito de 2007. Uma pérola.

Melhores de 2007 - Grinderman

Depois de uma pequena pausa, continuamos com os melhores do ano. Nick Cave, ao contrário de nós, fica melhor a cada ano que passa. O envelhecer faz bem para o velho morcego. Grinderman, seu novo projeto, trás um pouco de indisciplina ao rock. Coisa para ser ouvida numa tempestade de areia.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Melhores de 2007:!!! (Chk Chk Chk)

E tem essa banda que se chama !!! e o pessoal pronuncia chk chk chk, com o excelente Myth Takes. Essa música é ideal para a pista de dança lá pelas 2 da madruga.

Melhores de 2007: Of Montreal

Of Montreal lançou Hissing Fauna, Are You the Destoyer? em 2007, mas não tem nenhum clipe de músicas do disco (pelo menos, eu não achei). Então vai aí um cover de Bat Macumba dos Mutantes (que não está no disco, he he he). Outra bandinha que o prazer de ouvir compensa o esforço.

Melhores de 2007: Justice

Justice! Justice! Justice! Teve um mês este ano que eu pirei nesse disco, que não tem nome, mas sim um símbolo, uma cruz. Se esse é o futuro, não sei, mas é divertido pra caralho!

Melhores de 2007: PJ Harvey

PJ Harvey confundiu todo mundo com o lançamento de White Chalk. Os fãs acham que vinha porrada, veio sutileza. O mercado queria hits palpáveis, veio vocal com pianinho. É o tipo do disco que eu gosto: difícil de gostar, o ouvinte tem que querer apreciar. Mas o esforço vale a pena.

Melhores de 2007: LCD Soundsystem

Sound of Silver não foi tão bom quanto eu achei que seria (ou deveria), mas mesmo assim é o bom o suficiente para entrar na lista do X. James Murphy é um ídolo recente, pela produção, pelo conhecimento musical, pela atitude.

Melhores de 2007: Force of Nature

Banda Japa muito legal. Vídeo meio idiota, mas a música é muito emplogante. Guitarra + Tecnologia = André Feliz.

Melhores de 2007: Greenskeepers

Tudo bem, não julgue o disco pelo vídeo. Na verdade, a música é tão boa que um biruta postou no You Tube só a imagem da capa do disco com ela rolando ao fundo. Greenskeepers lançou o Polo Club e ele não sai do meu iPod.

Melhores de 2007: The Horrors

Começa aqui a lista dos melhores de 2007. Como ponta-pé inicial, os Horrors, que lançaram o fantástico disco Strange House. Finalmente, alguém consegue reviver o clima "dark" (nada a ver com o deturpado gótico).

terça-feira, dezembro 11, 2007

Aguaceira no Dia do Judiciário!







O evento era bacana, patrocinado pelo Poder Judiciário com o objetivo de trazer a justiça mais próxima do povo. Várias atividades programadas: distribuição de Constituições, barracas do SESI com atendimento à população, maracatu, reagge e com o fechamento da Plebe Rude. Só o fato deles chamarem a gente já demonstra que estão querendo sair de cima do monte sagrado do judiciário e se integrar com o resto do Brasil (será?).

Na van, a caminho do local, uma parede negra moldava o horizonte. Quando chegamos no local, parecia o céu de Twister, aquele filmeco meia-boca, assustador. Fomos empurrados ao palco, com a esperança que daria para fazer o show antes do mundo desabar. Que nada, ninguém derrota a natureza, a chuva caiu com tudo. Muito vento, tão forte que fez os estandes de microfone caírem. Conseguimos tocar 2 músicas e meia! Depois, o aguaréu tomou conta.

Fomo para o camarim, onde, lá dentro, guarda-chuvas eram abertos para proteger as luzes das goteiras. Agradeço muito aos que tiveram coragem de aparecer e, ainda, ficar na chuva para ver essa apresentação relâmpago. E relâmpago foi o que viram mesmo! Com raios e trovoadas.

Na saída, a van atolou! Como podem ver na foto, músicos e equipe juntam forças para empurrar o veículo.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

CB - Mais Fotos e Link para Resenha




Tá aí, mais três fotos (que continuam chegando! viva a tecnologia digital!!) e se quiserem ler uma resenha legal do show, leiam aqui.

Amanhã, shou em Brasília, de grátis!!! No Museu da República, também conhecido como Casa dos Teletubbies.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Fotos do show no CB






Ricardo, Silmara e Elizabete me mandaram fotosdo show realizado no último sábado, dia 1º de dezembro, no Belfiori, em SP. Joguei tudo num só arquivo, portanto não sei quem tirou qual foto. Agradeço a todos e irei publicando mais durante o dia. Se algum fotógrafo quiser gritar a autoria, façam nos posts. Foi realmente um excelente show, excelente público. Mais tarde, blogueio uma crítica do Ricardo sobre o evento.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Novo Link

Anote o novo link para acassar o site da Plebe: www.pleberude.art.br. Por motivostecnicos alheio as nossas vontades, esse sera a entrada provisoria para a nossa pagina. Ehoje tem show em SP!

quarta-feira, novembro 28, 2007

Fuera!!!


Podem me chamar de um anarquista-romântico, mas estou adorando observar o que está acontecendo na Bolívia. O levante popular contra a pseudo-constituição do Evo Morales é de fazer qualquer velho revolucionário derramar uma lágrima.

Para quem não está acompanhando, o ladrão Boliviano propôs uma mudança constitucional para o país que abole e/ou muda uma série de leis julgadas importantes. A intenção, claro, é trazer mais poder ao partido governista. Lembro que o Evo Morales foi eleito com somente 50,7% dos votos populares, mostrando que não representa a totalização de seus patrícios, muito pelo contrário.

Ao contrário de Chaves, que é louco, faz marketing em causa própria, impersonificou o Estado Venezuelano, é um caudilho de marca maior, mas trás algum progresso (mesmo que seja temporário) ao país, Evo Desmorales só tem afundado mais a Bolívia com suas ações populistas (mas que não agradam nem o pop, nem os listas).

Para vocês terem uma idéia, as mudanças à Carta Magna foram aprovadas após o camponeses partidários do governo impedirem a entrada dos opositores no Parlamento. Assim é fácil, só deixa entrar quem vai votar a favor!

Um levante popular, aos moldes do que está acontecendo e contra quem estão rebelando é muito salutar para quem acreditava que a América Latina estava anestesiada, aberta aos aventureiros políticos. Tem cidades na Bolívia onde o governo literalmente fugiu e que estão sendo administradas por juntas civis – lembrando um pouco as tomadas de bairros em Paris, em 1968.

Sei que não vai durar, que a política moderna tende a nivelar tudo, mas 2/3 do país estar paralisado é muito legal. Força, povo boliviano!!!

terça-feira, novembro 27, 2007

iDiscurso do iJobs.


Acho inspirador o discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford. Tem muitas vezes que quando que preciso de um gás à mais, releio para me dar forças. Observe como é importante pensar fora da caixa.

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Plebe em Sampa - Sexta, dia 30!


A Plebe Rude estará tocando em São Paulo, o primeiro de uma série de shows pelo Brasil até o final do ano. Seguem os detalhes:
Local : Club Belfiori Bar
Rua Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda
Data: 30/11
Horário à partir das 22h.
DJS RESIDENTES:JOÃO GORDO, LU RIOT e TCHELO

quarta-feira, novembro 21, 2007

Mulheres e Investimentos.

DICAS DE INVESTIMENTO

Segundo este site, uma mulher apelou e colocou um anúncio no Craigslist pedindo ajuda para um problema... diferente:

"Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (...) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego no nível dela?"
Sim, a garota estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta tão bem articulada e fundamentada que eu não resisti e tive que traduzir tudo pra postar aqui (os negritos são meus, pra mostrar as melhores partes):

"Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema. Fiz a seguinte análise da situação.
Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano. Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:
Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente... de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!
Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de "trading position" (posição para comercializar), e não de "buy and hold" (compre e retenha) - que é o que você deseja ... daí o problema... casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, "comprar" você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la. Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.
Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota "articulada, com classe e maravilhosamente linda" como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um "test drive".
Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.
Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica "capitalização via golpe do baú". Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo ."

terça-feira, novembro 20, 2007

Horror Friends

Acho que estou uma semana distante desse blog - um pecado na bíblia dos blogeiros. Tenho desculpa? Sim, estava fazendo mudança, computador desligado, sem banda larga, etc. etc. Como forma de redenção, um videozinho que me deu caimbra de tanto rir.

sexta-feira, novembro 09, 2007

the stranglers-strange little girl

a mensagem é simples: não tente se adaptar, crie uma sociedade paralela, com valores próprios que todos consigam se identificar. Se não pode vencê-los, ignore-os!

Joe Strummer - The Future Is Unwritten Trailer

Sem comentários. Arrepiódrometro a mil!

quarta-feira, novembro 07, 2007

Spirit, o Filme - Contagem Regressiva.


Quando tinha uns doze anos, saiu uma série de revistas em quadrinhos entitulada Gibi. Comprava semanalmente, antecipando ler as histórias de Modesy Blaze, Al Capp e, especialmente, the Spirit, do Will Eisner. Depois, segui lendo os livros do Eisner, grande figura, conhecedora do mundo, discute os problemas com uma visão muito particular. Outro herói de quadrinhos meu é o Frank Miller, que reviveu o Batman, o Demolidor e fez fama com Sin City. Pois bem, os dois agora se unem, pois o Miller vai ser o diretor e roteirista do filme sobre o Spirit. Vejam o site que entrou no ar hoje. Entra em cartaz no dia 16 de janeiro de 2009. Contagem regressiva!

PS - Se alguém souber onde posso comprar a coleção inteira do GIBI, me avisem, ficarei muito grato!

Miss Teen USA - comédia ou tragédia?




Sensação na internet, a loira (com todas as implicações que essa palavra carrega)candidata a Miss Teen USA se enrola toda para responder uma pergunta simples: porque, na opinião dela, um quinto dos americanos tem dificuldade em apontar os EUA num mapa? A resposta: porque muitos não tem mapas! ha ha ha..... muito bom, deveria fazer parte do gabinete do Lula, tomar o lugar da Marta Suplicy!!! No final, o Bush tenta responder a mesma questão.

terça-feira, novembro 06, 2007

Inside Deep Throat Trailer (Documentary)

Estou fascinado pelo documentário do Adam Curtis, mencionado no post de ontem. Descobri mais uma série dele que foi ao ar na BBC2 em 2006 chamado The Power Of Nightmare, que conta como a nova direita e o islamismo radical, hoje em lados diferentes da batalha pelo globo, tem origens similares. Outro, que também trata de liberdade e expressão, é esse de 2005, chamado Inside Deep Throat e conta como a administração Nixon foi atrás do filme. É assustador um governo escolher um alvo, como pornografia ou drogas, e usá-lo como justificativa para tentar nos coibir. Procurem na internet, achem esses documentários. E, por favor, vejam como olhar crítico, pois lembrem que a pessoa que fez cada um também defende interesses. A verdade é uma falácia!

segunda-feira, novembro 05, 2007

De volta aos Trópicos


Voar não é mais a mesma coisa. As empresas aéreas e suas reguladoras se afundam em números e estatísticas, esquecendo que nós humanos temos emoções e sentimentos. Deveria começar a olhar para o passageiro como algo mais que litros por assento, tempo de consumo e preço por vôo. Uma viagem não é mais aquela coisa agradável que uma vez foi. Hoje é preferível passar pelos portões do inferno do que pelo portão de embarque. Acho que os responsáveis deveriam se perguntar: esse é o tipo de serviço que queremos oferecer? Essa é a experiência que queremos proporcionar aos nossos clientes?

A volta de NY ao Brasil foi um inferno! Mudaram meu destino de entrada no país do Rio para Guarulhos. Nisso, perdi minha conexão para Brasília, além de ter minhas malas extraviadas. Sobre o atraso de 8 horas, nem vou mencionar.

Contudo, esse tempo todo a bordo de um avião cheio até o talo me deu a chance de assistir um documentário da BBC chamado The Trap: What Ever Happened to Our Dreams of Freedom. Se você acha que vive num mundo livre, onde há liberdade, assista e mude seu ponto de vista. Com fruto na Guerra Fria, estatísticos, psicólogos, economistas e políticos criaram uma falsa sensação de liberdade na qual vivemos hoje. Recomendo e muito. Vou mostrar para o Philippe, será inspirador para novas letras.

Chegando, abri a nova Rolling Stones e vi que tinha uma lista dos 100 discos mais importantes para a música brasileira. Feita, obviamente, por paulistas, pois incluiu, em sua maioria, discos de baianos (todo paulista adora citar a Bahia para mostrar que não tem preconceito) e de paulistas. Nada contra o Ira!, mas o proto-Jam entra com dois discos, o RPM com um (!!!) e a Legião (que é muuuuiitto mais importante que os dois juntos) com um só (acho), e mesmo assim, lá no fundo da lista. O Concreto Já Rachou, Paralamas, Joelho de Porco, Casa das Máquinas – nada.

Em fim, nunca fizemos parte da panelinha. Mas temos vocês...... ahhhhhhh!

sexta-feira, novembro 02, 2007

Halloween em NY


Halloween em Nova York. Como retrata bem o Jello Biafra na música Halloween, os americanos aproveitam a data para soltarem as suas fantasias e liberarem a franga. Desde manhã, no metrô, várias pessoas (adultas!) fantasiadas. É uma válvula de escape do dia-a-dia, assim como o nosso carnaval. Fomos ao Roseland assistir B-52s com abertura do Rapture. O que mais me chamou a atnenção é que show de anos 80s, aqui, só atrai gente dos anos 80s. Ou seja, idade média do público era de uns 50 anos! A Alice era a mais jovem no recinto.... de longe! O Rapture mandou muito bem. Entraram no palco com a música Gostbusters no PA e eles estavam vestidos de Gostbusters. Who you gonna call? Rapture! Excelente inspiração, pois são otimos músicos e cantam bem paca. Além disso, misturam com eficiência a tecnologia com os instrumentos tradicionais. Arrebentaram. Já os Bifecomxuxus não demonstraram tanta energia, foi um show médio. Depois fomos a um diner com garçons cantores, que além de servir, ficam soltando a voz. No frio, voltamos para casa.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Show Goiânia - Comentários



Vocês já devem ter reparado, mas a Plebe tomou a decisão de nunca mais perder uma data.
Assim fizemos o show da festa dos anos 80s, em Brasília, sem o André, e o show em Goiânia, sem o Clemente. Esse último foi muito bom. Público roqueiro, participativo, bandas independentes com atitude. Parecia Brasília nos bons tempos. Foi um show gratificante. Ainda espero as fotos que o pessoal prometeu. Por enquanto, seguem as acima, tiradas após a passagem de som.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Goiânia e Nova York - lá vou eu!

Plebe Rude em Goiânia, amanhã no MARTIN CERERÊ!!! Estamos indo tocar, na minha humilde opinião, na capital do rock do Brasil. É lá que tudo acontece! Brasília? Só se for capital do micarê! E, domingo, estarei viajando para NY, como prometido para a Alice por ocasião de seus 15 anos (estamos planejando isso a anos), onde, na noite de Halloween, estaremos no show dos B-52s (com abertura do Rapture!). Mandarei notícias.

Crítcas e críticos

Sensacional o post recente do Flávio Campos em seu blog Música Folk. Trata de um tema muito bacana, que é a literatura no rock n roll. Não essar criticazinha que a gente lê nos jornais ou revistas especializadas, de três ou quatro parágrafos, mas de textos extensos e que contém um "a mais" sobre o disco, show ou banda. Lembro-me de quando o NME era sério (1970 - 1990), eu comprava e ficava horas degustando as resenhas dos discos. Não eram só sobre música, mas sobre todo o contexto social e artistico no qual estava inserido. Era uma maravilha de ler. No Brasil, tínhamos a Ana Maria Baiana, o Rondeau, entre outros. Hoje, é a estagiária filha do amigo do redator que escreve sobre música e arte. Lendo, não dá para se tirar nada. O Gutje tinha outra definição de crítico. Para ele, o fã de música quando chovia, botava o disco debaixo da camisa para proteger a capa. O crítico colocava a capa sobre a cabeça para não molhar o cabelo. Sensacional, é isso mesmo. Leiam a matéria do Flávio, boa mesmo.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Henry: Portait of a Serial Killer

Em 1992, eu tinha uma loja de CDs com o Dado, chamada Rock It!. Na verdade, era mais que uma loja de discos, pois vendíamos tudo relacionado à cultura pop, de camisetas a quadrinhos. A Rock It! virou um selo, que lançou Second Come, Low Dream e Pelvs, entre outros. Caiu nas nossas mãos uns vídeos trash e a gente resolveu fazer um festival, grauito, mostrando um filme por sábado. Ganhamos uma divulgação dos jornais do Rio, entre eles, uma página inteira no Globo. O primeiro a ser mostrado era esse, do serial killer Henry. Só que a gente só resolveu ver na véspera e ficamos chocados com a violência. Não dava para desmarcar, já estava anunciado. No sábado, casa cheia, a maioria adolescentes e pré-adolescentes. A gente, ainda chocados com o filme, achávamos que todos ficariam traumatizados. Que nada, a cada morte, urros de torcida organizada: henry! henry! henry! Até hoje tenho pesadelos e essa garotada imune à violência...

Eizou Hakusho 2 Yusuke no Sho

Eu adoro esses vídeos caseiros para as nossas músicas. Johnny é porrada mesmo, ficou ótimo.

terça-feira, outubro 23, 2007

Descanse em Paz: Paul Raven RIP

Faleceu o baixista Paul Raven, do Killing Joke, mas que também teve passagens pelo Ministry, Prong e Murder Inc. Grande músico, incorporou a personalidade industrial, substituiu à altura o Youth. Grande influência. Amém.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Sobre Reis, Plebeus e Futebol


Pelé é o rei! Tudo bem que não é o REI, mas fica bem na colocação, entre o primeiro rei, Elvis, e o terceiro, Roberto Carlos. Rei Pelé pediu para ninguém mais vaiar a Seleção. Como tenho tendências anti-monarquistas, tenho algumas dúvidas em atender prontamente essa solicitação real. Se o Edson Arantes analisar a recente goleada em cima do Equador, vai reparar que os Canarinhos só começaram a jogar bem após serem vaiados. Então, concluímos que a reação da torcida foi que contribuiu para que os onze em campo se tocassem que aquilo não era amistoso nem partida de churrasco e se dedicassem ao ludopédio, que, afinal de contas, é o que fazem para ganhar a vida.

O pedido do rei Pelé tem como fundamento uma questão cultural brasileira, a de confundir a Seleção com a Nação. Pode até ser que essa representa esta, mas quando a gente analisa mais de perto, vemos que tem algumas contradições. A CBF é um ente privado. Como tal, busca lucros. Como sabemos que dinheiro transcende nacionalidade, religião e estado civil, a CBF busca o que é melhor para ela, não para o País. Se apropriam, indevidamente na minha opinião, dos símbolos nacionais, mas não são uma manifestação oficial do Brasil como povo, cultura e país.

Uma das imagens mais bacanas que me lembro foi num dos jogos de classificação para a Copa de 2006, quando, perante mais um resultado pífio, o público começou a jogar no gramado bandeirinhas do Brasil que haviam sido distribuídas pela CBF. Eram ondas de bandeiras verde e amarelas sendo descartadas, com o Galvão Bueno narrando: “que coisa feia, não façam isso!”. De vez em quando o tiro sai pela culatra.

Desde a ditadura, a Seleção é usada como ferramenta de controle do povo. Lembram da famosa foto do Médici com o radinho de pilha na orelha? Do fato do João Saldanha ter sido afastado por ser comunista? Da ordem do Arthur Bernardes de não convocar jogadores negros? Marx errou, não é a religião que é o ópio....

Mas voltando a fantástica atuação perante o Equador, não foi a realeza que energizou os jogadores, foi a plebe. Cuidado, Rei, os súditos ainda não conhecem a própria força. Viva a Plebe!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Festa Anos 80s


No dia 6 de outubro, a Plebe Rude tocou na Festa Anos 80s, em Brasília, como convidado "surpresa". Ninguém sabia que iríamos tocar no evento e fomos recebidos muito bem. Conseguiram me achar no vídeo? Quem é aquele no baixo? Como estaria em Atlanta, a trabalho, conseguimos que o Pedro Ivo, baixista do Prot(o) me substituísse, coisa que fez muito bem, como podem verificar. E a bronca do Philippe nos brigões é boa também.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Pilantra é Pilantra

Mi$$ Senado 2007


Você, jovem mulher brasileira, está na hora de rever o seu projeto de vida. Para que se matar de estudar, de se esforçar em ser uma profissional competente e produtiva? Isso não leva a nada no Brasil. Cancele suas aulas, esqueça o segundo idioma! Vá agora para a academia, tome tostesterona até seu corpo enrijecer e seu cérebro virar uma ervilha (você não vai precisar dele mesmo!). Tire de sua lista aquelas mulheres que você admira por conseguirem subir na vida por meio de seus próprios méritos e coloque no lugar delas pessoas como Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e, a mais nova craque desse time, Mônica Veloso.

Como já foi dito antes, o Renan comeu, você pagou a conta. Como se isso não bastasse, ela ainda tira a roupa, engordando sua conta bancária em mais meio milhão, e aumentando a sua aparição em “eventos” para R$ 30 mil. Agora entendi porque deixou sua promissora carreira de jornalista na Rede Globo!

Mãe muito atuante, dedicou o ensaio à filha (sim, aquela que teve com o Calhorda de Alagoas). Já imaginou o comovente diálogo mãe/filha? “Essa foto de eu de quatro, é para você, filhinha!” “Eu aqui com as pernas abertas, foi pensando em você, Renanzinha!” “Essa cara de safada, fiz em sua honra, menina!” Mas pensando bem, para quem mais que poderia dedicar esse momento feliz e lucrativo pelo qual passa? Para a filha, investimento de médio prazo que fez e está pagando com dividendos!

O interessante é abrir uma página da internet, tipo Globo ou Yahoo, que tratam de celebridades e ver as outras pessoas que figuram ao lado da notícia da Mônica. Temos lá a Brittney, viciada e má mãe, a Pamela Anderson, que ofereceu uma trepada para quem quitasse as dívidas dela, a Kate Moss, super-modelo cheiradora de primeira, e uma desculpa de um site de prostituição à Flávia Alessandra. Só gente fina! São essas as pessoas que você deve se mirar, aprenda com a nata das mulheres bem-sucedidas!

quinta-feira, outubro 11, 2007

Nas Bancas: Spin, edição especial sobre o Punk!



Voltando de Atlanta, comprei uma cópia da revista Spin de outubro. Não costumo ler essas revistas corporativas que trazem o rock junto com todo tipo de propaganda, mas a capa chamou minha atenção: edição especial sobre os 30 anos do punk. Como todos sabem, eu prego e insisto que 1977 foi o grande divisor d’água no rock. A revista capricha, tem uma entrevista com o John Lydon, com o Mick Jones e algumas fotos maravilhosas (e um tanto perturbadoras) de alguns músicos hoje. Eles dividem em turma de Londres, de NY e da Costa Oeste dos EUA. Caramba, meu herói, Hugh Cornwall, guitarrista dos Stranglers tá um bagaço! E o Captain Sensible usa camisas havaianas!!

Vale a pena dar uma lida. O que mais chama a atenção é que todos concordam que punk foi o último movimento no qual o rock era considerado algo perigoso, que chamou a atenção do sistema, que se armou para destruí-lo. E estamos falando de punk ’77, nada de moicanos, casacos de couro e piercings. Hoje, qualquer movimento musical, de jovens ou artístico é automaticamente capturado pelas corporações, embalado e vendido de volta a preços astronômicos. Uma pena.

Outra coisa que a gente percebe ao ler os artigos, é como tudo era excitante, desconhecido e empolgante. Por isso que mexeu com tantas pessoas.

segunda-feira, outubro 08, 2007

The Earl, em Atlanta





Ontem, graças à internet e aos esforços do Emílio, fomos parar no The Earl, um pub pós-punk de Atlanta. Era a noite final do Horrorfest, com uma banda cover dos Misfits tocando. Quando o vocalista subiu no palco, gargalhadas, pois o cara era gordinho, nada a ver com o cantor original. Logo um carinha grita: engordou! E o vocalista responde: pega leve, assim fica difícil fazer posse de mal. Começou bem, morri de rir. Diversão pura. Depois, bebendo umas cervas, tocando no jukebox Wire, Gang of Four, Adam & the Antz e outras coisas que não ouvia em um lugar público fazem anos. A banda que fechou a noite se chamava Featrure Creature e eu sugiro urgentemente que baixem o disco deles. Dêem uma olhada na dupla no my space dos caras. Um eletro rock misturado com o melhor (ou seria o pior) dos filmes de terror trash. Um achado no meio de Atlanta.

O anfitrião da noite era um doido, vestido de monstro cientista maluco. Hipnotizou um carinha, fez um frankenstein desfilar no palco, entrou outras loucuras. O cara estava feliz, pois tinha patrocinado uma passeatas de zumbis pelo centro de Atlanta, com mais de 300 doidos vestidos de vivos-mortos assustando a população. Queria ter visto, saiu nos jornais.

Então já sabem, em Atlanta, o lugar é o The Earl. Com direito ao melhor dos alternativos, moicanos, carecas, motoqueiros, cabeludos e cerveja de primeira!

domingo, outubro 07, 2007

X em Atlanta


Estou em Atlanta, a trabalho. Cidade esquisita, pois não tem nenhum marco que me fará lembrar dela quando partir. Brasília, Rio, São Paulo, NY, em fim, todas as cidades que conheço tem algum prédio, contrução ou marco da natureza que serve como referência visual. Atlanta, não. Só um monte de edifícios que poderiam ser qualquer outro lugar.

Mas não é um lugar ruim. Terça estou voltando e atualizo o blog.

Para aqueles que foram na festa Anos 80s do Paulinho Madrugada, em Brasília, foram graciados pela aparição surpresa da Plebe. Mais surpresa ainda quando viram que o baixista não era o André, mas sim o Pedro Ivo, do Prot(o). Como tinha essa viagem marcada, não deu para comparecer. Mas o Pedro tirou de letra.

terça-feira, outubro 02, 2007

Arruda Demite o Gerúndio!!!

Vou estar escrevendo este texto para vocês terem uma idéia do que o GDF vai estar fazendo para tornar o português mais bonito. O Governador Arruda vai estar assinando um decreto que vai estar demitindo o gerúndio de estar sendo usado pelo funcionalismo distrital. Ou seja, por meio de uma lei, o gerúndio vai estar proibido de estar sendo falado nas repartições do GDF.

Estou de acordo, o gerúndio, difundido pelo telemarketing é uma forma muito feia de utilizar o nosso idioma. Mas não está gramaticalmente errado. E será que a melhor forma de acabar com a forma de falar é por meio de lei? Alguém tem dúvida se esta lei vai estar pegando ou não? E qual a penalidade se algum servidor distrital usar o gerúndio? Vai ter que ficar ouvindo uma hora dos piores discursos do Roriz?

Tem outro método que ajudaria, que é por meio da educação, planejada, orientada a objetivos e executada com orçamento disponibilizado a longo prazo. Funciona muito bem, talvez melhor até do que uma lei banindo a mania.

Agora, dizem, que o Arruda quer banir a lei da gravidade, para ver se as pessoas passem a flutuar.

Estou gozando o Governador, mas suas intenções foram as melhores possíveis. Veja a explicação do Arruda:

“O gerúndio é uma arma da burocracia para adiar e não tomar providências imediatamente. A ironia é para chamar a atenção contra a ineficiência da máquina pública. A demissão do gerúndio é uma idéia para gerar polêmica e fazer as pessoas se mexerem.”

No entanto, já tem um movimento dos sem-gerúndio que vão estar protestando logo perto de uma biblioteca ou escola. Eles vão estar reivindicando que a forma de falar possa ser usada livremente. Vamos estar acompanhando para ver o que vai estar acontecendo.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Chegou o fim-de-semana, fim de mês!


Vamos finalizar a semana com algumas boas notícias, alguns comentários ácidos e alguns fatos revoltantes.

O Lula está sentindo na pele o preço do apoio do PMDB, partido insaciável, sempre a busca de mais cargos, mais poder, mais indicações. Eu estou é rindo. O Mercadante, o pizzaiolo do Renan, está revoltado. Fez toda aquela palhaçada para salvar o calhorda alagoano, que não cumpre sua parte da barganha, não aprova a criação de nova secretaria e, também, ameaça não votar o CPMF. Claro, querem mais, a ganância do PMDB não tem fim. O Governo Federal, pressionado, vai ceder, dando mais cargos, consumindo mais dinheiro público. Se o povo brasileiro tivesse o mínimo de indignação coletiva estaria nas ruas hoje mesmo.

Um novo indicador elaborado pelas consultorias Economist Intelligence Unit (EIU), de Londres, e Heidrick & Struggles, de Chicago. Trata-se do Índice Global de Talentos (IGT) mede a capacidade de um país de formar ou atrair jovens talentosos e criativos em relação a outros países. Más notícias para vocês que estão se formando e querem um lugar para demonstrar sua capacidade: de uma lista de 30 países, o Brasil ficou em 25º lugar. Isso significa que o Brasil irá se desenvolver muito mais lentamente e sempre na rasteira das outras nações. Significa, também, que a educação é colocada em secundo plano pelos nossos líderes (alguém está surpreso?). Querem um emprego? Melhor se filiar ao PMDB, assim seu futuro estará garantido.

Como diria Monty Python, agora para algo completamente diferente: boas novas. Foi confirmado show da Plebe Rude em Goiânia, dia 27 de outubro, um sábado. Outra dica: fiquem espertos, Plebe Rude em aparição surpresa em algum evento no início de outubro.

Bom fim-de-semana. Não façam nada que eu não faria.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Dica 10 da Elizabete.

Terra do Césio 57: Show em Vista!


Notinha rápida: alguém sabe em que cidade aconteceu o maior acidente radioativo do Brasil? Que tal o maior acidente radiológico de todos os tempos? Aconteceu a extatos 20 anos atrás quando 112 800 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, muitas com contaminação corporal externa revertida a tempo. 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa concreta vindo a desenvolver sintomas e medicadas. Porém, 49 foram internadas, sendo que 21 precisaram sofrer tratamento intensivo; destas, quatro não resistiram e acabaram morrendo.

Tirando o tom tétrico da coisa, a dica vale, pois é lá que acontecerá o próximo show da Plebe Rude. Quem adivinha?

quarta-feira, setembro 26, 2007

Di$tritai$


Vou bater de novo na mesma tecla: a Assembléia Distrital de nosso querido Distrito Federal. Para aqueles que moram aqui, mais um motivo de tristeza, sentimento de desamparo e revolta. Para aqueles que moram fora do DF, uma idéia o que acontece aqui, que é bem pior que o município mais chifrim deste Brasil.

De acordo com a Lei Orgânica do DF, os cargos comissionados deveriam ser preenchidos, em sua maioria (esqueço o percentual) por servidores concursados do GDF. O Tribunal de Contas vem insistindo que a lei seja cumprida – é claro que não é a anos. Então, pressionados, nossos distritais votaram em tempo recorde uma modificação na lei, excepcionalizando os gabinetes. Ou seja, justamente onde estão lotados essa corja de assessores não concursados que consomem milhões de reais mensais de impostos! Com isso, dão um by-pass na Lei Orgânica e atendem ao TC.

Até nosso querido Reguffe, no qual votei pelo posicionamento ético, votou a favor! Quando digo tempo recorde, é coisa de entrar no Guiness mesmo: 20 minutos para fazer a modificação, aprovar no comitê de constituição e justiça e ser votado em plenária!!! Gozado que quando é uma lei que interessa o povo, levam meses, até anos!

A principal razão que eles querem nomear os assessores é porque o repasse do salário é feito direto na conta do Deputado, que engorda seus ganhos. Se fossem servidores concursados, isso não ocorreria e milhões de reais seriam economizados cada mês.

Alguém tem o telefone do Unabomber?

terça-feira, setembro 25, 2007

2 Filmes = 2 Trailers



E por falar em favoritos, acima, os trailers de meus dois filmes favoritos de todos os tempos!!!

100 Discos = 1 Vida

Sabem aquela famosa pergunta: “qual disco você levaria para uma ilha deserta?” Ela é muito fácil de responder, pois qualquer um que fosse, um disco só para ouvir pelo resto da vida, mesmo sendo Plebe (he he he), você se cansaria.

Mais difícil é responder “quais 100 discos você levaria, para ouvir pelo resto de sua vida?” Daí a coisa complica. Não é tão fácil quanto parece, você não vai querer nenhuma droga estragando seu prazer auditivo na ilha paradisíaca. Pensando durante muitos dias, cheguei à lista, abaixo. Sem ordem de preferências, somente os discos, em vinil preferencialmente, que me deixariam felizes pelo resto da minha vida.

À consideração e comentários.

1. Stranglers – Rattus Norvegicus
2. Stranglers – No More Heroes
3. Stranglers – Black and White
4. Clash – Clash
5. Clash – London Calling
6. Sex Pistols – Never Mind the Bollocks
7. PiL – Metal Box
8. PiL – Greatest Hits
9. Damned – Damned, Damned, Damned
10. Damned – Black Album
11. Damned – Phantasmagoria
12. Leftfield – Leftfism
13. Underworld – Dubnobasswithmyhead
14. Underworld – Second Toughest in the Infants
15. DJ Food – Refried Food
16. Horrors – Strange House
17. Only Ones – Only Ones
18. Fatboy Slim – Better Living Through Chemestry
19. Nick Cave – Kicking Against the Pricks
20. Nick Cave – Murder Ballads
21. PJ Harvey – Dry
22. PJ Harvey – Stories from the City, Stories from the Sea
23. My Bloody Valentine – Loveless
24. Stiff Little Fingers – Inflammable Material
25. Stiff Little Fingers – What Then
26. Undertones – Undertones
27. Undertones – Positive Touch
28. Buzzcocks – Another Music in a Different Kitchen
29. Buzzcocks – A Different Kind of Tension
30. Gang of Four – Entertainment
31. Gang of Four – Solid Gold
32. Gang of Four – Songs for the Free
33. Slits – Cut
34. UK Subs – Another Kind of Blues
35. Angelic Upstarts – Teenage Warning
36. Carl Craig – More Songs About Food and Revolutionary Art
37. Shit Disco – Kingdome of Fear
38. Shriekback – Tench
39. Lords of the New Church – New Church
40. Shriekback – My Spine is the Bassline
41. Sisters of Mercy – First & Last & Always
42. Sisters of Mercy – Floodland
43. Jesus & Marychain – Darklands
44. Justice - ┼
45. LCD Soundsystem – Same
46. Cure – Faith
47. Cure – Seventeen Seconds
48. Bauhaus – In a Flat Field
49. Bauhaus – Sky’s Gone Out
50. Bauhaus – Mask
51. Dali’s Car – Waking Hour
52. Led Zeppelin – Led Zeppelin
53. Led Zeppelin – III
54. Led Zeppelin – Physical Graffiti
55. Mark Stewart & the Mafia – As the Veneer of Democracy Starts to Fade
56. Goldie – Timeless
57. Siouxsie & the Banshees – Scream
58. Siouxsie & the Banshees – Join Hands
59. Siouxsie & the Banshees – Juju
60. Human League – Travelougue
61. Cabaret Voltaire – 2X45
62. Deep Purple – Made in Japan
63. Deep Purple – Come Taste the Band
64. Joelho de Porco – Joelho de Porco
65. Adam & the Ants – Dirk Wears White Sox
66. Grandmaster Flash & the Furious Five – The Message
67. B.A.D. – 10, Upping Street
68. Talking Heads – Fear of Music
69. Velvet Underground & Nico
70. Talking Heads – More Songs About Buildings and Food
71. Frank Zappa – One Size Fits All
72. Sector 27 – Sector 27
73. Tom Robinson Band – Power in the Darkness
74. King Crimson – In the Court of
75. League of Gentlemen – same
76. Magazine – Real Life
77. Magazine – Secondhand Daylight
78. Magazine – Correct Use of Soap
79. Names – Swimming
80. Howard Devoto – Jerky Versions of the Dream
81. Pete Shelly – Homosapien
82. Daftpunk – Homework
83. Beastie Boys – Paul’s Boutique
84. Sonic Youth – Daydream Nation
85. Sonic Youth – Evol
86. Sonic Youth – Sister
87. Minor Threat – Complete Discography
88. Rezilloes – Can’t Stand the
89. Cockney Rejects – Greatest Hits Vol. 1
90. Joy Division – Unknown Pleasures
91. Joy Division – Closer
92. New Order – Movement
93. Killing Joke – Killing Joke
94. Killing Joke – Extremities, Dirt and Various Repressed Emotions
95. Prinzhorn Dance School – same
96. Echo & the Bunnymen – Crocodiles
97. Echo & the Bunnymen – Heaven Up Here
98. Echo & the Bunnymen – Ocean Rain
99. Teardrops Explode – Kilimanjaro
100. Saints – Eternally Yours

segunda-feira, setembro 24, 2007

Começo Dífcil de Semana!




Tem leitor deste blog que parece mais comunista durante a ditadura: só se uniam na cadeia. Fora dela, era uma discussão teórica sem fim, que não só não levava a nada, como também dividiam os esforços para combater o estado ilegal no qual o Brasil se encontrava. Como é que os ânimos podem ficar tão exaltados sobre se guitarrista toca com ou sem palheta?!?! Calma aí, povo! Temos um Senado para derrubar, uma população para esclarecer, uma vida curta para nos divertimos. Deixe cães dormindo ficarem deitados.

Dois clipes para acalmar os nervos e começar a semana com o dedão direito. Renato Russo Super Special Linha Direta (com participação do Philippe)- que eu atá achei bem legalzinho - e o Dr. Feelgood com outro guitarrista, o Gypie Mayo, que usa palheta!!! yeah!

sexta-feira, setembro 21, 2007

Dr. Feelgood


Estou surfando numa onda nostálgica, que começou com aqueles vídeos do Eddie & the Hot Rods que postei recentemente. Meu iPod está cheio de Tom Tom Club, Au Pairs, Mo-detts e outros afins. Daí me veio à cabeça o Dr. Feelgood.

Eles eram uma espécie de Blues Brothers sem o lado cômico. Aliais, pelo contrário, tocando nos pubs de operários na Inglaterra no início dos anos 70s, muitas vezes acabavam em brigas com a platéia bêbada (inglês bebe e logo quer cair na porrada). O guitarrista Wilco Johnson era considerado um virtuoso bluseiro, com uma pegada muito particular. O Lemmy cansou de convidar ele para formar uma banda. Se tivesse aceito, estaria no Motorhead, mas seu estilo é completamente diferente. Quem tem o primeiro LP do Motorhead, olhe o encarte que tem várias fotos do Wilco no estúdio com os caras. Bem gozado até, porque o cara não é cabeludo, só usa terno e gravata e tem cara de doido.

O vocalista Lee Brilleaux era um típico durão inglês. Álcool e porrada eram suas paixões, tirando os blues, claro. Graças à um empréstimo dele, a cena independente inglesa começou, pois ele cedeu 500 libras aos fundadores do Stiff Records, que lançou o primeiro compacto punk (New Rose, do Damned).

Posto o vídeo acima, gravado num programa adolescente de TV. Reparem que o Lee está para perder a calma e socar alguns manés da platéia, muito gozado. E o público tentando dançar como se entendessem o que está sendo tocado. Lembrem da época, eles estavam acostumados com Bay City Rollers e Rod Stewart, há há há!

Vi eles uma vez em Sheffield. Os caras não param de tocar, passam por todos seu repertório e ainda partem para os covers. Saí antes do fim, pois estava tão tarde que os ônibus iam parar de circular.

Finalizando, nas festinhas da tchurma, tinha uma música deles que rolava sempre: All Through the Night, que o pessoal cantava em coro uma versão tosca em português, cheia de palavrões. Ah, bons tempos......

quinta-feira, setembro 20, 2007



O rombo que a dupla Roriz/Abadia deixou no DF ainda está sendo sentido. O governo atual não pode contrair empréstimos internacionais, pois o GDF não está nas conformidades da Lei de Responsabilidade Fiscal. Resumindo, o que aconteceu é que o Roriz gastou mais do que podia e deixou a conta para o Arruda pagar. O Arruda não, nós! Sem empréstimos, tudo pára – especialmente o transporte integrado e outras ações que beneficiam, principalmente, a população dos entornos.

Para se adequar à Lei, os nossos nobres deputados distritais tiveram que cortar na carne para ficar dentro dos limites de gastos estabelecidos. Claro que não a carne deles, mas sim dos servidores da casa, da verba de educação, da segurança, entre outros. Por exemplo, se cortassem o 14º e o 15º salário que recebem, já bastaria. Não quiseram fazer esse sacrifício. Se cortassem a verba de representação (que só representa mais dinheiro em seus bolsos), também bastaria. Mas preferiram agir como anti-representantes, mandando a conta para outros pagarem.

Uma pergunta que não sei responder: já que o Roriz fez o rombo, não tem ação contra ele? Cadê a justiça nesse país?

Distrito Federal, eu choro por você. Além da natureza que nos castiga com essa seca recorde, nossos deputados nos castigam com uma seca orçamentária. Ovo neles!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Martin Atkins SG Video for the Web

Mais Martin Atkins, falando dele mesmo, como chegou de baterista do NIN, Killing Joke, Ministry, Pigface, Damage Manual, Suicide Girls, PiL, até ser um palestrante no Columbia University em Chicago. Tenho orgulho dos meus heróis, sempre inovando, sempre um paso além, nunca parando e caíndo na mesmice!

The Damage Manual: Martin Atkins

Txotxa, o Martin Atkins já tocou no Killing Joke, no Ministry e no Damage Manual. Merce um espaço no seu blog! Aprecie.

terça-feira, setembro 18, 2007

Quem Viu o Plim-plim?


Quem viu o Philippe no especial Renato Russo televisionado pela Globo, na última sexta-feira? Confesso que nem em casa estava, mas sim no Monumental curtindo um choppe por ocasião do aniversário do Chico Bóia.

Ainda me impressiona o impacto que o Renato tem sobre o público brasileiro. Talvez por ter conhecido ele antes de ser o Russo, tenha uma visão diferente – o que não significa de forma nenhuma negativa – da pessoa que era. Grande amigo, influenciador, humor muito particular, metódico, saudavelmente ambicioso, profundo conhecedor de músicas, filmes e livros.

Quando ouço as pessoas falarem dele, parece que estão se referindo a outra pessoa. Descendo no elevador do prédio, na sexta de manhã, o casal do quarto andar entra cantando em uníssono Será e antecipando: “é hoje à noite, é hoje!” No sábado, outra vizinha: “me lembrei de você na sexta!”. Tomara que a Globo tenha feito seu dever de casa, pesquisado e transmitido um bom programa.

E um sniff para Pedro de Lara, o eterno júri do Silvio Santos, o pai do Lemmy e grande niteroiense!

“I’ll take my work underground to prevent it falling in the wrong hands.” - William S. Burroughs, Naked Lunch

quarta-feira, setembro 12, 2007

Pizza Podre e o Urubu Maranhense

A casa do povo está lacrada, nossos representantes escondidos, impedindo que os eleitores presenciem a sessão que decidirá como será o futuro político do Renan Calhorda, ops, digo, Calheiros. Desde Roma, quando foi criado, o Senado sempre votou às claras, mesmo se contra o interesse do povo. Imagino a imundice, as acusações, o palavreado, a falta de ética e outras tramóias que estejam escondendo da gente.

O Fernando Gabeira soltou uma frase ótima: nesta quarta-feira, quando o plenário do Senado votar pela cassação ou não do senador Renan Calheiros, vai haver uma morte. A morte política do próprio Renan, ou a morte política do Senado. Eu já pressinto que vai ser a segunda morte, a do Senado. Aliais, o deputado fluminense foi muito macho enfrentando a polícia do Senado, que a mando de seu presidente e réu do dia, tentou barrar a sua entrada. Gabeira entrou a socos.

Estou acompanhando tudo pelo blog do Noblat, graças à indicação do Txotxa. Lá ficamos sabendo que o Mercadante, sim aquele do PT, da esquerda, da ética, está pedindo votos pela absolvição do alagoano malandro. Passem o saquinho do vomito aí, porque vem pizza podre pra cima de nós!

Enquanto isso, o Senador, ex-presidente da república, José Sarney, age nos bastidores querendo o lugar do Renan. Típico representante detestável do que é pior em nossos políticos, o urubu do Maranhão só espera para ver para que lado o vento sopra para dar seu bote.

R ao Contrário! É disso que precisamos

Casamento Jam


De alguma forma, durante a festa pré-casamento do Philippe no O'Rielleys, minha máquina captou essa imagem. Trata-se de um jam de primeira com o Philippe, Alex, Kyle e Clemente. Provavelmente a música era Encoleirado, do Supla. Fiz uma versão vídeo-remix para poderem ver mais de uma vez, tendo em vista que dura segundos.

Ana na Batera


Enquanto as crianças do mundo estão se intoxicando com o nível de chumbo acima do permitido nos briquedos da Mattel, Aninha segue tocando sua bateria eletrôncia. A menina já domina todos os comandos, escolhe o acompanhamento e manda ver. Txotxa que se cuide!

Momento corujice do blog ;>

terça-feira, setembro 11, 2007

De Lula à Luiz Inácio


Não é só com a Brittney. Não é só no mundo artístico. O marketing, a propaganda, hoje em dia, vendem qualquer coisa. Subvertem qualquer conceito. Seriam capazes, até, de tornar a Plebe Rude num Capital Incial. O Philippe num Dylon. Basta banho de loja, banho de marketing, banho de imagem e, por fim, um banho mesmo, com água e sabão.

O mal do digital.


Um dos males da digitalização de arquivos (fotos, músicas, filmes, etc.) é que temos que dar um nome ao ícone que representa o documento para conseguirmos achá-lo depois. Quando se trata de fotos, se não fizer isso, ficamos com um monte de ícones com númerozinhos que não ajudam em nada na hora que queremos recuperar a imagem.

Então, se prestarem atenção, cada vez que salvamos no nosso computador uma foto da internet, vem com o nome com que foi salva no computador de origem. De vez em quando, tem umas coisas gozadas, que ajudam o dono a achar a foto depois.

Vejam o nome da foto do Lulu Santos, acima, como foi arquivada digitalmente. Uma imagem vale mais que mil palavras ou vice-versa?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Brittney e Teoria da Regulamentação


Eu respeito muito a MTV. Formadora de opinião, sem ela, o rock-Br não seria o que é hoje. Tendências e modas foram lideradas pela emissora, que geralmente se calça num bom gosto acima de outros veículos da imprensa do mesmo porte voltado para jovens. A forma de se divulgar um artista, hoje, é o que é graças à MTV.

E ainda por cima, a idéia é de um ex-Monkees, e como todos sabem, sou mais os Monkees que os Beatles.

Podemos considerar a MTV uma entidade reguladora do gosto pop da população mundial. Um órgão regulador tem que ser independente, para poder cumprir suas obrigações agindo imparcialmente às vontades do mercado. Imaginem um Grunge surgindo com o mercado fonográfico metendo o bedelho na programação da MTV! Não aconteceria nunca. Dada sua importância na determinação dos rumos do mundo rock/pop/juvenil, é importante a imparcialidade, até mesmo para a sua reputação.

Por outro lado, a teoria econômica sobre entidades reguladoras adverte para o perigo da captura desta pelo mercado. Assim como se as companhias aéreas tivessem alguma influência sobre a Anac, por exemplo. Volta e meia, vemos algum indício de que isso está acontecendo com a MTV. Como deixar o Felipe Dilon e Vanessa Camargo apresentar uma “homenagem” ao rock n roll no VMBs. Detalhes pequenos, que indicam que ouve dedo alheio à conduta séria da emissora. Geralmente, a própria MTV enxerga o perigo e dá a volta por cima buscando demonstrar sua independência e liderança com a promoção de algum talentoso artista desconhecido ou enfatizando uma nova tendência ou fazendo campanhas pro-ética na política.

Uns desses deslizes dados pela MTV-matriz acabou sendo um tiro pela culatra. Refiro-me a tentativa desesperada de tentar reerguer a carreira titanic da Britney Spears, em recente MTV Awards EUA. A crítica caiu de pau, alguns dando a entender a pressão da gravadora em tentar recuperar os milhões investidos com a mimada, que agora, provavelmente, não darão o retorno financeiro desejado. Algumas críticas: “Depois de semanas de rumores, Britney Spears apareceu no MTV Video Music Awards mal vestida, fora de forma e com uma apresentação medíocre de sua recente canção Gimme More, que poderia ter ensaiado muito mais", "totalmente ultrapassada pelos acontecimentos, ela não estava preparada para uma hora de grande audiência" e "parecia mais Edie Sedgwick nas cenas pós-lobotomia do filme underground Ciao, Manhattan.”

A nossa MTV é muito mais ágil e antenada que a de lá. Tenho certeza que uma gafe dessas dificilmente ocorreria aqui. Ocorrendo, seria neutralizado na hora, com mudanças de programação e orientação. Lá é outra história. Slow moving, slow thinking, slow to die.

Só um PS: mal vestida e fora de forma é pichar demais! Amenizem o veneno, imprensa gringa!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Plebe e Ira!

Já que o Ira! vai tirar férias, vale a pena recordar um pouco da relação deles com a Plebe.

Quando começamos a sair de Brasília, São Paulo foi uma das primeiras cidades que nos receberam. Tocamos no fechamento do Napal em 1984 e conhecemos um mundo totalmente diferente daquele que vivíamos no DF. Tinha uma cena vibrante, com gente interessante e pessoas interessadas em ouvir, participar dos shows. Tinha casas noturnas, que tocavam música boa, rádios, lojas de disco e mulheres idependentes. As pessoas de nossa idade não moravam mais com os pais, trabalhavam, tinham fonte de renda própria. Universo paralelo mesmo.

Uma das bandas que mais nos acolheu foi o Ira! Acho que isso se deve à dificuldade de rotular – à época, claro. A grande pergunta era: vocês são new wave ou punks? Bem, punk eram aqueles moicanos, de coturnos, casaco de couro, andavam em gangs e ouviam hardcore. New Wave era o Kid Abelha. Não éramos nem um, nem outro. Ouvíamos punk 77, mas estávamos ligados no post-punk. Tínhamos um pé no punk e outro na sua evolução.

Voltamos para passar o verão em SP. Onde que fomos ensaiar? Na casa de um dos membros do Ira!, pra lá de Tatuapé. Não me lembro de quem era. Começamos a andar com o pessoal do Número Dois (depois Akira S e as Garotas Que Erraram). O Nasí estava sempre por perto. Philippe se entendia com o Edgar.

Nosso primeiro show fora de Brasília, já com o contrato foi na Bahia. O segundo, foi num festival em Juiz de Fora. O Ira! estava lá e isso foi ótimo, pois nos diferenciou dos outros que lá estavam e não tinha nada a ver com a gente.

Durante a divulgação do Mais Raiva, fizemos um show em BH com o Ira! Eles viajaram de ônibus com a gente. Foi, no mínimo, pitoresco!

Férias de uma ano! Quero o contrário! Trabalhar duro um ano inteiro. No palco, tocando. Bom descanço.

terça-feira, setembro 04, 2007

Plebe: Processo Criativo

Achei boa a pergunta da Aline: como é que é o processo criativo da Plebe? Identifico três vias pelas quais as músicas que chegam nos nossos discos saem. O importante aqui é que não importa qual, no final, a música sempre tem a chancela do Philippe e minha. Sempre foi assim, desde que compusemos a primeira versão de Nada, em 1982, no escritório da casa dos Seabras, até O Que Se Faz, em 2005, no estúdio Daybreak Gentelmen, que fica no ex-quarto do Ricky na casa dos Seabras.

A primeira é a composição individual. Geralmente vinda do Philippe, que chega com um idéia pronta, início, meio e fim. Não que outros não possam palpitar, palpitam muito, mas como a canção já tem formato próprio, já tem cara de música, não muda muito. Tudo bem que a gente fica meses aperfeiçoando a letra. Sobre isso, um fato curioso: o Philippe mantém em cadernos espiralados, tipo aqueles de colégio, todas as versões de todas as letras da Plebe. Desde da idéia inicial, até a que saiu no disco. Interessante ver como mudam, algumas drasticamente.

A segunda maneira de nascer uma música da Plebe é a apresentação de um riff ou uma meia-idéia. A música não está nem perto de pronta, não tem letra, é só uma linha de baixo, por exemplo. Daí o Philippe pega, fica tocando, experimentando, e a coisa vai ganhando forma. Geralmente isso é feito no violão, com eu no baixo, até desligado. É um processo lento, mas pelo qual sai boas canções, como O Que Se Faz. De novo, meses batalhando em cima da letra uma vez definida a harmonia vocal.

A última forma é o jam. Tem que ser com a banda toda. Começamos do nada e alguém toca algo legal. “Repita isso! Toque em Lá!” e assim idéias viram música. Remota Possibilidade e R ao Contrário surgiram de tais encontros informais.

O interessante é que estamos voltando ao estúdio do Philippe justamente para retomar o processo de compor. Vamos ver o que saí.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Eddie & the Hot Rods


Vamos falar de raízes. Quando mencionam o punk, muitos apontam para os óbvios Stooges, MC5 e New York Dolls. Tudo bem, foram importantes, mas tem uma banda que injusticadamente sempre é esquecida: Eddie & the Hot Rods. O som, em 1975, era mais pesado e rápido que o progressivo e glam que dominava. Eram virtuosos, mas na contramão do Yes e Cia., as músicas eram curtas, não passando dos três minutos.

Mas o que leva a banda para uma posição importante no ranking daqueles que influenciaram o punk são as letras. Veja (ouça) Teenage Depression. Eu ouvindo isso com 16 anos virou meu mundo! Não mais precisava ficar aquentando o Robert Plant cantando baby, baby, baby. Não mais precisava ouvir o Rick Wakeman contar a viagem ao centro da terra. Finalmente, alguém cantava sobre coisas que conseguia me relacionar.

O Jake Burns, líder do Stiff Little Fingers, já disse em entrevista que toda música que ele compõe tem como base o Do Anything You Wanna Do. De novo, ouvindo isso com 17, junto com o Never Mind e o primeiro Clash, foi identificação na hora. Faça aquilo que quiser, não seja influenciado, era a mensagem. Nessa altura, meus LPs do Deep Purple, do Rush e do ELP já tinham virado alvo da minha espingarda de chumbo.

Posto três vídeos dos Hot Rods. Dois antigos e um mais novo (sim, os caras estão acabados – põe acabado nisso! – mas ainda estão na estrada!).

E por incrível que pareça, tirando os Ramones, foi a banda gringa que mais vi ao vivo. Por alguma coincidência incrível, cada vez que viajava para fora, tinha um show dos Hot Rods. Energia pura!

quarta-feira, agosto 29, 2007

Copa 2014: Brasília, Cidade Sede.

Segunda-feira, passando pelo eixão de manhã, observo umas faixas colocadas a cada 100 metros com os dizeres: “2014 – Brasília, cidade sede. GDF”. Lá perto da rodoviária, junto à última faixa propondo trazer a Copa para o DF, um gato morto.

Fiquei pensando, se Brasília realmente for uma das cidades sedes da Copa Mundial de 2014, vai ser um desastre. Não pela infra-estrutura, acredito que até lá dê tempo de melhorar o Mané Garrincha e até construir outro estádio se necessário. Temos os hotéis, os restaurantes, a mobilidade e tudo mais que um centro urbano precise para receber os times, a imprensa e os torcedores.

A pressão em cima do GDF vai ser imensa. Todos os deputados distritais vão querer ingressos grátis. Não só um, mas também para seus assessores e familiares. O governador (não importa quem for à época) vai ter que estar presente e, como de praxe, vai levar uma comitiva considerável. Como temos outros parasitas governamentais em nossa cidade, por ser capital do país, os deputados, senadores, ministros, diretores de bancos estatais, secretários executivos, juízes de tribunais superiores, procuradores, entre outros, vão exigir seus ingressos cortesias. Claro que o presidente da república vai comparecer, mesmo com medo de ser vaiado, e trará uma penca de aspones. Isso sem falar nos VIPs da Capital Federal, os pioneiros, Carlinhos Beauty, Roriz, Luiz Estevão, entre outros.

Em fim, é inviável trazer a Copa para Brasília. Imagine a situação: estádio lotado, 75 mil espectadores, com bilheteria de cem pagantes! Se isso!

Por alguma razão estranha, as faixas desapareceram, mas o gato morto continua lá. Captei a mensagem!