sexta-feira, setembro 28, 2007

Chegou o fim-de-semana, fim de mês!


Vamos finalizar a semana com algumas boas notícias, alguns comentários ácidos e alguns fatos revoltantes.

O Lula está sentindo na pele o preço do apoio do PMDB, partido insaciável, sempre a busca de mais cargos, mais poder, mais indicações. Eu estou é rindo. O Mercadante, o pizzaiolo do Renan, está revoltado. Fez toda aquela palhaçada para salvar o calhorda alagoano, que não cumpre sua parte da barganha, não aprova a criação de nova secretaria e, também, ameaça não votar o CPMF. Claro, querem mais, a ganância do PMDB não tem fim. O Governo Federal, pressionado, vai ceder, dando mais cargos, consumindo mais dinheiro público. Se o povo brasileiro tivesse o mínimo de indignação coletiva estaria nas ruas hoje mesmo.

Um novo indicador elaborado pelas consultorias Economist Intelligence Unit (EIU), de Londres, e Heidrick & Struggles, de Chicago. Trata-se do Índice Global de Talentos (IGT) mede a capacidade de um país de formar ou atrair jovens talentosos e criativos em relação a outros países. Más notícias para vocês que estão se formando e querem um lugar para demonstrar sua capacidade: de uma lista de 30 países, o Brasil ficou em 25º lugar. Isso significa que o Brasil irá se desenvolver muito mais lentamente e sempre na rasteira das outras nações. Significa, também, que a educação é colocada em secundo plano pelos nossos líderes (alguém está surpreso?). Querem um emprego? Melhor se filiar ao PMDB, assim seu futuro estará garantido.

Como diria Monty Python, agora para algo completamente diferente: boas novas. Foi confirmado show da Plebe Rude em Goiânia, dia 27 de outubro, um sábado. Outra dica: fiquem espertos, Plebe Rude em aparição surpresa em algum evento no início de outubro.

Bom fim-de-semana. Não façam nada que eu não faria.

18 comentários:

Fabio Borges disse...

aí André, pra vc que não viu o especial da globo sobre o Renato Russo:

http://digitalirevolutions.blogspot.com/2007/09/por-toda-minha-vida.html

kiloton disse...

Vou escrever um texto maior que o seu, mas não é para competir não. É para irritar quem não gosta:

Esse negocio de suruba de cargos é altamente promiscuo. Isso tem que acabar. Para que os caras querem cargos? Ora, é para enfiar amigos e parentes e ainda roubar. Fazem mafias de licitação, torram as verbas de forma superfaturada, beneficiam amigos e laranjas. Temos quilos de jornais denunciando isso. Toda hora é um escandalo.

Realmente, o PMDB não presta. Mas os outros tambem não. O partido do Demo, por exemplo, isso é a antiga ARENA da ditadura. Romeu Tuma era agente do DOPS.

Quanto ao PT, o caso do mensalão mostrou que esse já vendeu a alma. E o PSDB é partido de tucanos mamiferos e sanguessugas tambem. Não é só o PMDB não.

Já economicamente falando, acho que logo haverá uma recessão mundial sinistra. Com o dolar desvalorizando, os juros americanos caindo, o petroleo subindo, a monstruosa divida interna da guerra e a desilusão politica, tudo isso vai criar inflação nos USA e no mundo.

Primeiro tudo sobe, menos os salarios das pessoas. Então vai ficando todo mundo pobre, o consumo cai. É aí que a recessão toma conta. Nisso os caras já venderam tudo na bolsa e o mercado quebrou. As fabricas fecham, os bancos não tem dinheiro para honrar o panico, e tudo explode. Isso pode acontecer de novo. Vamos ver o que o FED vai fazer.

Enfim, a verdade é que o Brasil é apenas um fornecedor de comodities e materia prima. Vende minerio, madeira, cadaver de animal e soja.. Depois compramos os produtos industrializados com tecnologia gringa embutida. É assim desde 1500. Por isso só tem emprego merda. Tem que ser algum amigo ou parente de politico do PMDB.

Mesmo as fabricas "nacionais", a maioria é multinacional de capital estrangeiro, explorando a mão de obra barata local e levando o lucro embora. Como é que o Brasil vai se desenvolver assim?

Contudo, André, o que tem me deixado mais preocupado, isso não é a cachorrada politica de sempre, nem a economia canoa furada, coisa que eu já cansei de ver.

Fiquei muito preocupado com uma estoria cabeluda de Bush, tipo "Democracy We Deliver". É aquilo que eu te disse: o perigo mesmo é o Bush.

Parece que aquele "meteorito", que caiu no Peru, aquilo era um satelite americano com reator de plutonio 238. Por isso deixou a galera passando mal.

Mas isso é o de menos, dizem que o satelite caiu porque foi auto destruido numa briga dentro da USAF.

O Bush teria ordenado um ataque nuclear no Irã, e aquele seria o satelite que guiaria os foguetes (cruise missiles).

Parte da USAF não teria permitido e um brigadeiro fodão teria mandado auto destruir o satelite.

Não sei se é verdade, mas não duvido nada. A fonte disso é um jornalista maluco chamado Waine Madsen, que tem odio dos neo cons. Então saiu no Pravda e outros.

Realmente aconteceram coisas estranhas, foi mesmo veiculada a noticia, em varios jornais, de que um B52, carregado de armas nucleares, havia cruzado os céu dos USA. Disseram que teria sido por "engano".

kiloton disse...
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kiloton disse...
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kiloton disse...

O html bichou. Se quiser ler a matéria, clique na hora da postagem

Anônimo disse...
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Black disse...

André, esse papo de aparição surpresa, vou te falar, ein!

Estou com fontes de dentro da prefeitura de Mauá/SP dizendo que vão inaugurar uma fonte na praça da cidade, vamos lá checar para ver se vcs aparecem; tem tb um batizado e uma quermecia na semana que vem...mas vai ficar phoda ficar indo a todos os eventos para procurar a Plebe...libera ao menos o estado do evento...

Ah! lembrei também de um bazar multi-marcas aqui perto de casa, tem chance de ser este?????

nick disse...

esse kiloton pode ser chato, ele só escreve livro. mas o anonimo eh pior. nao dá p/ saber se ele fugiu da febem, do pinel ou do circo! HA HA HA :-))

chupetão disse...

Quem pensa, incomoda os burros. Esse anonimo chato eh que fica perturbando o blog. Meu, tah certo que o blog eh pra todo mundo, mas esse anonimo já deu no saco! Deixa o kilton escrever quieto, caralho!
Neguinho já ate tá evitando escrever aqui pra não acabr brigando. Daqui a pouco o blog vai ser moderado por causa de criancices

kiloton disse...
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ZZ POT disse...

Eh isso mesmo. Para logo com essa porra. Ontem o Atletico PR perdeu de 5 a 0 e o X deve estar furioso. Se continuar essa veadagem, amanhã o X vai entrar distribuindo porrada.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Eh X,
Que sorte sua ser funcionário publico federal ao invés de distrital.

Viu só a lei que o Arrudão está implantando, onde os funcionários públicos não poderão usar o gerúndio para se comunicar, uma verdadeira comédia. Fico a imaginar eu num balcão aguardando uma informação e o atendente me falando estou verificando ao invés de estarei verificando. Bizarro!!!!

Aqui em BH, passa um rio no meio da capital chamado Ribeirão Arrudas, que deságua no Rio das Velhas e posteriormente no Velho Chico. O Arrudas é de dar dó, muito poluído, esgotos das fábricas, dos hospitais, das casas e etc, muito sujo, acho que o nome é bem familiar com o Arruda aí de BSB.

Anônimo disse...

Um colega me disse ontem, que a plebe estará em um capítulo da malhação?? é verdade??

Anônimo disse...

Durma com essa X!!!

Câmara abre licitação para comprar 11 carros de luxo


Da FolhaNews


02/10/2007
09h45-A Câmara dos Deputados abriu licitação para aquisição de 11 carros de luxo para atender ao presidente da Casa, a outros oito deputados com postos de comando e a dois diretores administrativos. Com custo estimado em R$ 840 mil, os veículos zero quilômetro substituirão a atual frota, composta de sete Omegas ano 1998 e quatro Tempras ano 1996.

Anônimo disse...

Entrevista com o Jander , Muito legal!!!

Com pouco mais de 17 mil habitantes e aproximadamente 77,5 km² de área total, Mendes é um lugar onde, em pleno sábado a tarde, é possível encontrarmos um senhor de cabelos brancos e óculos fundo-de-garrafa, trajando uma camisa vermelha abotoada até o alto do pescoço, cantando bolero para uma praça vazia. Dona do 4º melhor clima do mundo – como gostam de repetir, com orgulho, os moradores –, é uma daquelas cidades do interior do Rio de Janeiro que não pareceriam deslocadas se fossem cidades do interior de Minas.

Roadie do Nando Reis, violeiro, fotógrafo amador, ex-engenheiro de som, ex-produtor e, é claro, ex-guitarrista da Plebe Rude, Jander Ribeiro, um sujeito grande e forte, de fala pausada e barba desgrenhada capaz de fazer inveja em muitos Hermanos, morou aqui por 16 anos. Não mora mais. Depois do término de seu casamento com a “menina mais bonita” citada na letra de “2ª feriado” (do terceiro disco da banda), mudou-se para São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, mantendo assim a preferência por locais afastados dos grandes centros urbanos. Suas visitas à Mendes, hoje em dia, restringem-se a ocasiões esporádicas, como quando vem visitar as filhas Carina e Bianca, de 17 e 13 anos.

“Não fui eu quem escolhi morar em Brasília. Não foi vontade minha”. Mineiro de nascimento, Jander, que já havia morado na capital por volta de 1974, mesmo sem querer, voltou à Brasília em 1980, período de efervescência de um cenário punk no país. Tornou-se amigo da “Turma da Colina”, da qual faziam parte, entre outros, futuros membros de bandas como Capital Inicial, Legião Urbana e Escola de Escândalo, além de André Mueller (“a discoteca da turma, o cara que adorava gravar compilações em k7 com umas duas músicas de cada banda e distribuir para os amigos”) Philippe Seabra e Gutje, a já formada Plebe Rude a qual “Ameba” (“isso é apelido de moleque mesmo, sem maiores razões”) veio se juntar, ainda que não soubesse muito bem tocar guitarra. “Muita gente olha pra mim e pensa ‘esse cara é o maior roqueiro’, e eu nunca fui roqueiro! Eu nunca tive um disco rock, e muita coisa eu vim a conhecer bem mais tarde, com meu irmão Julian, que é uns 10 anos mais novo que eu. Eu nunca soube tocar guitarra e acabei tocando numa banda punk, já que pra ser punk não precisava saber tocar. Eu era punk não pela música, mas por questões ideológicas”, garante.

Músicas como “Até Quando Esperar?”, “Proteção”, do mini-disco O Concreto Já Rachou (1985) e “Censura”, de Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987) tornaram a banda conhecida em todo país. Não repetindo o sucesso dos primeiros discos com Plebe Rude III (1989), repleto de experimentações como a mistura de ritmos regionais em faixas como “Valor” e “Repente”, por exemplo, a relação entre os membros da banda se tornou tensa e Jander, já morando em Mendes e tendo sido pai há pouco tempo, acabou “convidado a sair”. Pouco depois montou o Tira Saibro, grupo com o qual se apresentou durante 6 anos em bares, comícios e em “onde mais tivesse espaço”, tocando o que pedissem. “No nosso primeiro show, em Valença, o cara que contratou teimou que queria ouvir só bossa nova, e foi lá a gente tocar bossa nova a noite inteira”.

Fez direção de palco para Lulu Santos, trabalhou como roadie para Fernanda Abreu, Engenheiros do Hawaii, Pato Fu e Gabriel, o Pensador. É melhor estar à frente de um palco ou nos bastidores? Jander garante que não gostaria de estar nem em um lugar nem em outro. “Parei de estudar no 1º ano. Não me especializei em nada. Isso é o que eu sempre fiz, é só o que eu sei fazer. O showbussines é ingrato. Ninguém faz o mesmo sucesso por anos. Eu trabalhei com o Gabriel quando vendeu 1 milhão de cópias e… cadê ele?! Nem faz tanto tempo assim!(…) Se pudesse, estava fora! Quando puder… estarei. Já foi meu tempo!”

Em 1999 a Plebe Rude ensaiou um breve retorno com a formação original, que rendeu o disco ao vivo Enquanto a Trégua Não Vem, em 2000, e alguns poucos shows (“uma lona cultural sei lá onde hoje, uma outra daqui a 15 dias… uns poucos shows bons em Brasília onde deu pra tirar um dinheirinho…”), mas a participação de Jander ficou só por aí. “Enquanto Philippe recebe a pensão por conta dos trabalhos do pai dele e o André tem um emprego no banco, com mobilidade pra sair uma sexta-feira mais cedo e viajar pra tocar, eu sou duro. Eu era duro. No começo era só um projeto: a gente toca, grava um ao vivo, faz uns shows. E mesmo com as poucas apresentações dessa época, os caras teimaram que dava pra fazer coisa nova. Isso eu não quis. Saí fora.”.

Há quem considere esse retorno da Plebe em 1999 como um dos primeiros sinais de um movimento de revival dos anos 80 no Brasil. “Eu acho muito estranho esses caras com seus 40 anos fazendo a mesma coisa que faziam aos 18, tendo a mesma atitude que tinham há 25 anos atrás. Pegam o que era pra ser anti-comercial na década de 80 e como não sabem fazer mais nada, tentam ganhar um dinheiro com isso agora.”. Perguntado se aplica a mesma opinião à Plebe, pensa um pouco, olha para os pés, coça a barba e diz que sim, “com a diferença de que pelo menos eles tentam fazer alguma coisa nova”.

Enquanto seus ex-companheiros batalham a divulgação de R ao Contrário (novo disco da Plebe que trouxe Clemente, dos Inocentes, no lugar de Ameba), Jander, que tem aprendido desenho e que, tendo a fotografia como hobby, recentemente vendeu alguns cartões-postais de Nova Friburgo (“Tem que ser hobby mesmo! Minha máquina está ruim e uma boa nova custa uns R$3000! Teria que vender uns mil cartões pra comprar uma máquina boa e poder levar a sério!”), diz que tem como plano montar um bistrô (“para vender artesanato e comidas típicas”) ao lado da namorada, artista plástica, com quem passou as férias vendendo tapioca numa barraca montada nas ruas de São Pedro da Serra. “Sempre estive mais para ‘Jander do interior’ do que para ‘Jander da cidade’”.

Se o fato de não ter ouvido R ao Contrário pronto (e nem demonstrar qualquer pressa em fazê-lo) não chega a surpreender, os fãs mais radicais, aqueles mesmos que, ainda hoje, criticam Plebe Rude III, devem torcer o nariz ao descobrir as preferências musicais atuais de Jander: “O que eu tenho ouvido? Tonico & Tinoco! Conheço pouco mas acho maravilhoso! Os caras por aí endeusam… Chico Buarque, mas o cara hoje em dia está cheio de coisas que não dá pra ouvir! Tonico & Tinoco foram os maiores artistas brasileiros, com mais de… sei lá… 800 músicas gravadas!”

Ele tem fama de mal humorado, mas… desfrutando de um momento de sossego após três dias de estrada, talvez esteja cansado demais para demonstrar seu tão falado mau humor. Trabalhando muito desde agosto, quando começou a turnê de Sim e Não (disco mais recente de Nando Reis), “Jander do Interior” fez o trajeto Rio de Janeiro/São Paulo/Ribeirão Preto (onde Nando se apresentou na quinta-feira, 26 de outubro), foi para Recife (onde Nando tocou no dia seguinte, 27 de outubro) e então voltou ao Rio, para poder, finalmente, aproveitando a pausa para as eleições, visitar suas filhas em Mendes.

Alheio ao posicionamento político que consagrou a banda da qual fez parte durante a década de 80, Jander de hoje, na véspera das eleições de segundo turno, não sabe em quem vai votar. “Devo votar no Lula mesmo. Não sei ainda.”, diz, deixando sua voz transmitir uma certa insegurança, comum a muitos outros eleitores.

Jander Ribeiro nunca foi tão brasileiro.
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