terça-feira, setembro 25, 2007

100 Discos = 1 Vida

Sabem aquela famosa pergunta: “qual disco você levaria para uma ilha deserta?” Ela é muito fácil de responder, pois qualquer um que fosse, um disco só para ouvir pelo resto da vida, mesmo sendo Plebe (he he he), você se cansaria.

Mais difícil é responder “quais 100 discos você levaria, para ouvir pelo resto de sua vida?” Daí a coisa complica. Não é tão fácil quanto parece, você não vai querer nenhuma droga estragando seu prazer auditivo na ilha paradisíaca. Pensando durante muitos dias, cheguei à lista, abaixo. Sem ordem de preferências, somente os discos, em vinil preferencialmente, que me deixariam felizes pelo resto da minha vida.

À consideração e comentários.

1. Stranglers – Rattus Norvegicus
2. Stranglers – No More Heroes
3. Stranglers – Black and White
4. Clash – Clash
5. Clash – London Calling
6. Sex Pistols – Never Mind the Bollocks
7. PiL – Metal Box
8. PiL – Greatest Hits
9. Damned – Damned, Damned, Damned
10. Damned – Black Album
11. Damned – Phantasmagoria
12. Leftfield – Leftfism
13. Underworld – Dubnobasswithmyhead
14. Underworld – Second Toughest in the Infants
15. DJ Food – Refried Food
16. Horrors – Strange House
17. Only Ones – Only Ones
18. Fatboy Slim – Better Living Through Chemestry
19. Nick Cave – Kicking Against the Pricks
20. Nick Cave – Murder Ballads
21. PJ Harvey – Dry
22. PJ Harvey – Stories from the City, Stories from the Sea
23. My Bloody Valentine – Loveless
24. Stiff Little Fingers – Inflammable Material
25. Stiff Little Fingers – What Then
26. Undertones – Undertones
27. Undertones – Positive Touch
28. Buzzcocks – Another Music in a Different Kitchen
29. Buzzcocks – A Different Kind of Tension
30. Gang of Four – Entertainment
31. Gang of Four – Solid Gold
32. Gang of Four – Songs for the Free
33. Slits – Cut
34. UK Subs – Another Kind of Blues
35. Angelic Upstarts – Teenage Warning
36. Carl Craig – More Songs About Food and Revolutionary Art
37. Shit Disco – Kingdome of Fear
38. Shriekback – Tench
39. Lords of the New Church – New Church
40. Shriekback – My Spine is the Bassline
41. Sisters of Mercy – First & Last & Always
42. Sisters of Mercy – Floodland
43. Jesus & Marychain – Darklands
44. Justice - ┼
45. LCD Soundsystem – Same
46. Cure – Faith
47. Cure – Seventeen Seconds
48. Bauhaus – In a Flat Field
49. Bauhaus – Sky’s Gone Out
50. Bauhaus – Mask
51. Dali’s Car – Waking Hour
52. Led Zeppelin – Led Zeppelin
53. Led Zeppelin – III
54. Led Zeppelin – Physical Graffiti
55. Mark Stewart & the Mafia – As the Veneer of Democracy Starts to Fade
56. Goldie – Timeless
57. Siouxsie & the Banshees – Scream
58. Siouxsie & the Banshees – Join Hands
59. Siouxsie & the Banshees – Juju
60. Human League – Travelougue
61. Cabaret Voltaire – 2X45
62. Deep Purple – Made in Japan
63. Deep Purple – Come Taste the Band
64. Joelho de Porco – Joelho de Porco
65. Adam & the Ants – Dirk Wears White Sox
66. Grandmaster Flash & the Furious Five – The Message
67. B.A.D. – 10, Upping Street
68. Talking Heads – Fear of Music
69. Velvet Underground & Nico
70. Talking Heads – More Songs About Buildings and Food
71. Frank Zappa – One Size Fits All
72. Sector 27 – Sector 27
73. Tom Robinson Band – Power in the Darkness
74. King Crimson – In the Court of
75. League of Gentlemen – same
76. Magazine – Real Life
77. Magazine – Secondhand Daylight
78. Magazine – Correct Use of Soap
79. Names – Swimming
80. Howard Devoto – Jerky Versions of the Dream
81. Pete Shelly – Homosapien
82. Daftpunk – Homework
83. Beastie Boys – Paul’s Boutique
84. Sonic Youth – Daydream Nation
85. Sonic Youth – Evol
86. Sonic Youth – Sister
87. Minor Threat – Complete Discography
88. Rezilloes – Can’t Stand the
89. Cockney Rejects – Greatest Hits Vol. 1
90. Joy Division – Unknown Pleasures
91. Joy Division – Closer
92. New Order – Movement
93. Killing Joke – Killing Joke
94. Killing Joke – Extremities, Dirt and Various Repressed Emotions
95. Prinzhorn Dance School – same
96. Echo & the Bunnymen – Crocodiles
97. Echo & the Bunnymen – Heaven Up Here
98. Echo & the Bunnymen – Ocean Rain
99. Teardrops Explode – Kilimanjaro
100. Saints – Eternally Yours

33 comentários:

Black disse...

Algum desses 3 do Magazine tem "Eu sou boy" ?

Marcus disse...

hino de uma vida, junto àquela do arrigo.
"nome: durango
profissão: office boy
trabalhava feito um desgraçado..."

DEMAIS ISSO

Anônimo disse...

Ohh animal não é o magazine do Kid Vinil!!! caralho sem comentários!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk para os leigos segue uma breve , mas muito breve histórico dessa grande banda de rock

Magazine (ler mais)
O Magazine foi formado por Howard Devoto após sua saída dos Buzzcocks em 1976. Em abril de 1977 ele conheceu o guitarrista John McGeoch e eles começaram a escrever as músicas que viriam a ser o primeiro material da banda. Eles recrutaram Barry Adamson, Bob Dickinson e Martin Jackson para formar o primeiro line-up da banda, que assinou com a Virgin Records. Bob Dickinson deixou a banda pouco depois do lançamento do single "Shot By Both Sides" e foi substituído por Dave Formula. "Shot By Both Sides" alcançou o top 50 na lista de singles da Inglaterra.

Após a turnê de promoção do primeiro álbum, Real Life, Martin Jackson saiu da banda e foi substituído por Paul Spencer, e depois John Doyle. Em 1979 o segundo álbum, Secondhand Daylight foi lançado. Devoto deixou a banda em 1981, e depois de uma rápida carreira solo e dois álbuns com a banda Luxúria, ele desistiu da carreira musical e se tornou um arquivista de fotos

João disse...

Pra uma ilha deserta não levaria disco nenhum que já tivesse escutado. Esperaria cair do céu os discos bons que fossem lançados, como os próximos da Plebe, os de bandas desconhecidas que trouxessem algo novo.

Marcus disse...

trazer bula junto com a piada é de lascar!!!!!!!
abraço aos magnânimos da objetividade humorista!
fala pro philippe atender a porra do celular que eu tô mandanO...

Anônimo disse...

Pô André que falta de consideração com as bandas brasuka.

Há uma porrada de discos legais.

Cólera - Tente mudar o amanhã;
Inocentes - Ao Vivo (sem nenhuma correção de estúdio);
Sepultura - Morbid Visions (imagine gravar um disco desses em BH, sem nenhuma estrutura. Totalmente na marra e na vontade);
Ira! - Psicoacustico (acho que é assim que se escreve);
Camisa de Vênus - Batalhões de estranhos (no dia em que escutei esse disco, tudo escureceu);
Plebe Rude - O concreto já ...
Virna Lise - Virna Lise;
Lobão - Ronaldo foi pra guerra (deveria se chamar, Ronaldo foi pra casa do ca...);

E, tantos outros...

Ficou devendo!

Elizabete disse...

Concordo com o anonimo falta unas bandas nacionais....
e ai viu o video?
beijos...

Fábio Borges disse...

Passei a vista rapidinho que estou um pouco com pressa aqui, mas diz aí, nenhum disquinho nacional mesmo? Nenhumzinho da Plebe? hehehehe.

André X disse...

Tem um monte de discos nacionais legais, mas eu não levaria nenhum, ha ha ha..... pelo menos não no momento em que fiz a lista.

Black disse...

Poxa Anônimo, muito obrigado pela explicação...hoje posso dormir trankilo que aprendi algo de novo...

Agora..."animal" é pegar pesado!!! afinal o único idiota aqui, que não consegue entender uma piada deve ser vc!

Ainda assim, parabéns pelo seu talento em buscas no google! Afinal buscando em http://pt.wikipedia.org/wiki/Magazine fica fácil ser entendido de tudo...

Daniel Farinha disse...

Boa Black!!! Mandou bem!!!

Se gabar de uma explicação pescada no wikipedia é coisa de gênio... hehehehehe (será q ele vai entender essa piada???)

Bem... faltaram discos nacionais, isso sem dúvidas... mas o André encontra mais qualidade lá fora. É a vida. E não é um defeito, é só a formação dele...

Abraços

Daniel Farinha - Plebe na pele

André X disse...

Será que alguém reparou o Joelho de Porco no meio da lista?

kiloton disse...

Farinha,

Sobre a atitude lamentável do anonimo, concordo 100% contigo. Todo mundo entendeu a piada do Black, menos ele. O cara perdeu uma boa chance de ficar calado. O cara deveria ser mais educado, deveria colocar apenas o link da wikipedia.

Porém, sobre a seleção do André, eu discordo. Não se trata da formação dele. Acontece que o rock gringo é mil vezes mais evoluido que o rock brazuca. Para cada bandinha brasileira, podemos colocar pelo menos 10 bandas gringas muito melhores.

Foram os gringos que inventaram o rock, estão há 50 anos desenvolvendo o negocio. Eles tem equipamento, know how e tecnologia. Não dá para comparar e concorrer. Foram muito poucas as bandas brasileiras que atingiram o nivel de qualidade dos gringos.

Ainda assim o André colocou o Joelho de Porco. Eu, talvez, colocaria os Mutantes (Tudo Foi Feito Pelo Sol)

kiloton disse...

André, eu reparei. Juro que escrevi o meu comentário antes de ler o seu.

kiloton disse...

Certa vez, no final dos anos 70, assisti um excelente show do Joelho de Porco. Teatro Teresa Raquel, no Rio. Nesse teatro havia acustica boa e PA razoavel.

A banda era com Tico Terpins, Billy Bond e Luis Carlini. Tinha um tecladista doidão, que ficava comendo e cuspindo cigarro marlboro. O Show foi otimo em termos de guitarra. O Carlini tinha uma Les Paul violenta, com ampli cabine dupla de cabeçote valvulado.

Uma coisa engraçada desse show era a atuação do Billy Bond. Enquanto o show rolava, ele deixava a banda tocando sozinha e sentava na platéia, ao lado de mulheres bonitas, e ficava conversando. Nisso o Carlini ficava improvisando loucamente... O cara era bom, foi a peça pivot do show.

Quando subia palco, Billy Bon deitava no chão e fioava rastejando. Era louco de pedra. Acho que tambem estava meio de saco cheio da banda. Talvez brigaram, pois pararam logo depois desse show.

Pois é, nos anos 70 haviam tambem algumas bandas de rock brazuca. Foram as pioneiras. Tinha Casa das Maquinas, Tutti Frutti, Made in Brazil,o Peso, Som Nosso de Cada Dia... (em Brasilia tinha o Tellah).

Contudo, acho que o JDP teve algo especial. Foi a primeira banda punk brasileira. Me corrija se estiver errado.

Anônimo disse...

Kiloton,
A primeira banda Punk que teve no Brasil se chama Banda do Lixo (aqui de BH), ouvi dizer que nos shows eles mandavam lixo na platéia. No DVD do Gastão – Butinada, a banda é citada.

Já procurei por todos os guetos e buracos da cidade algo sobre a banda e nada achei, nem mesmo os nomes dos integrantes.

Abs,

Belo Horizonte

Marcus disse...

kiloton, "por favor retire-se com sua insignificância" é o recado da galera! e sem mais delongas...

caso contrário despejaremos uma kiloton(elada) de merda coletiva de volta para sua boca, seu bafo de privada entupida! Assim conseguiremos equilibrar ecologicamente o meio ambiente de tanto dejeto de CACA a sair por suas fossas nasais (nariz, boca, faringe, laringe, traquéia, broncos , pulmões e oréias, conforme a cartilha da quarta série primária).

deixe de lado a geléia de suco de cacete e faça diariamente seu gargarejo com cepacol. E volte imediatamente às suas aulinhas de tricô...

Seus comentários didáticos são A COISA mais CHATA que já pairou pelos comments do blog de Diví...

E TEMOS DITO!!!!
PS: favor não cAfundir com a vocalista do Goxip, pois o Lucio, filho de Pery, agora tb é nosso amigo...

abraços

Anônimo disse...

Dos 80, não podemos deixar de citar o disco 'Corredor Polonês' da Patife Band. Clássico absoluto!!!!

kiloton disse...

Olha só... Ele agora é lider da "galera" e vai me "expulsar" daqui. HAHAHAHAHAHA

Na verdade, voce está é cavando a sua propria sepultura. Todo mundo está lendo essas idiotices e palavrões escrotos que voce escreve. Estão vendo a sua arrogancia, a sua implicancia babaca, esse seu complexo psicopata nutrido pela inveja...

Rapaz, se toca, pare de fazer esse papel de palhaço. Estou aqui particpando numa boa, e voce fica no meu pé, em enchendo o saco.

Ora, vc pensa que é soberbo e superior, mas não é isso que a galera está vendo. O que eles estão vendo é um troll bunda mole e agressivo que nem sabe escrever direito. A galera saberá julgar quem é o babaca aqui.

kiloton disse...

Anonimo,

Não conhecia essa banda punk mineira. Vc sabe o ano, mais ou menos, que eles existiram?

De qualquer modo, apesar de gostar muito do Joelho de Porco, vale aquela regra: para cada bandinha brazuca, posso colocar 10 bandas gringas bem melhores:

1- Sex Pistols
2- Ramones
3- Stranglers
4- Buzzcocks
5- UK Subs
6- New York Dolls
7- Clash
8- Damned
9- Magazine
10- Devo

kiloton disse...

alguém aí em cima escreveu com o meu nome e só posso assinar embaixo de quase tudo ali escrito.

quero dizer que não é o fato de eu ser um homossexual passivo e gostar de um pimentão enfiado na minha bunda que me faz gay.

sou muito macho e, apesar de cantar fino desde os tempos de minha banda de metal, quando me fantasiava de capitão gay, num fetiche homoerótico para fins de mercado, sou espada.

espada de dildo em meu popô!

andré, por favor, peça para esses mequetrefes como esse tal de marcuzinho que parem de implicar comigo porque estou ficando muito magoado e bravo.

adoro listas porque adoro fazer compilações de nabos que meu rabo metal já apreciou. me lembra também que PRE-CI-SO escrever o próximo editorial sobre pintos da revista NOVA.

Beijo da velha

kiloton disse...

Porra, olha aí o babaca clonando o meu nome outra vez. Mas que rato sujo e pilantra!!!

André, estou perdendo a paciencia. Vou acabar levando isso a sério. Vou ter que tomar umas providencias legais ou ilegal. Vou conversar sobre isso com um advogado.

kiloton disse...

Marcus Marçal , leia isso aqui com muita atenção: Direito Penal

Marcus disse...

Mas que loucura é essa?
Meu nome não foi concebido ortografica e numerologicamente para estar em bocas de maltides...

Não tenho nada a ver com a discussão acima!!!!!!
Marcus

kiloton disse...

Melhor assim. Melhor negar e baixar a bola.

De qualquer modo, o numero ip pode revelar, junto ao provedor, de quem é a conta de origem desses ataques. Caso aja uma ordem judicial, a google revela o numero e o provedor diz de quem é a conta.

Sugiro então acabar com essa discussão, agora mesmo, de uma vez por todas. Cada um na sua.

Anônimo disse...

LER POST ANTERIOR

Anônimo disse...

frases populares para estes comentaristas habitues - que mais lhe parecem colunistas residentes deste hilario espaco de comentarios do Divino:
ta na chuva eh pra se molhar,
se nao sabe jogar, nao aperta o play, temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos,
cao que late nao morde, a carapuça parece que te serviu, na cadeia a literatura mais popular é a biblia e o código penal, queria ver se tu nao tivestes um irmao mais velho, faça-me rir!

Anônimo disse...

XUPA!
CAGAREI EM SUA BOCA!

kiloton disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
kiloton disse...

É aquilo que eu digo. Quanto mais escreve merda, mais fundo cava a sua propria sepultura.

Isso tudo aí é prova produzida contra vc mesmo. E não adianta se esconder no anonimato covarde. Os numeros ip são os mesmos. Basta uma ordem judicial para o provedor de caguetar todo.

Reze para que o X não mude de idéia. Se ele me apoiar e testemunhar comigo, vão acabar com a tua raça.

Portanto, pode escrever mais. Escreva bastante idiotice. Quanto mais melhor. E uma coisa vc tem razão: cão que ladra não morde. Por isso, essa é a ultima vez que eu vou avisar. Já vc pode latir bastante. Para mim isso é otimo.

Anônimo disse...

Entrevista com o Jander , Muito legal!!!

Com pouco mais de 17 mil habitantes e aproximadamente 77,5 km² de área total, Mendes é um lugar onde, em pleno sábado a tarde, é possível encontrarmos um senhor de cabelos brancos e óculos fundo-de-garrafa, trajando uma camisa vermelha abotoada até o alto do pescoço, cantando bolero para uma praça vazia. Dona do 4º melhor clima do mundo – como gostam de repetir, com orgulho, os moradores –, é uma daquelas cidades do interior do Rio de Janeiro que não pareceriam deslocadas se fossem cidades do interior de Minas.

Roadie do Nando Reis, violeiro, fotógrafo amador, ex-engenheiro de som, ex-produtor e, é claro, ex-guitarrista da Plebe Rude, Jander Ribeiro, um sujeito grande e forte, de fala pausada e barba desgrenhada capaz de fazer inveja em muitos Hermanos, morou aqui por 16 anos. Não mora mais. Depois do término de seu casamento com a “menina mais bonita” citada na letra de “2ª feriado” (do terceiro disco da banda), mudou-se para São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, mantendo assim a preferência por locais afastados dos grandes centros urbanos. Suas visitas à Mendes, hoje em dia, restringem-se a ocasiões esporádicas, como quando vem visitar as filhas Carina e Bianca, de 17 e 13 anos.

“Não fui eu quem escolhi morar em Brasília. Não foi vontade minha”. Mineiro de nascimento, Jander, que já havia morado na capital por volta de 1974, mesmo sem querer, voltou à Brasília em 1980, período de efervescência de um cenário punk no país. Tornou-se amigo da “Turma da Colina”, da qual faziam parte, entre outros, futuros membros de bandas como Capital Inicial, Legião Urbana e Escola de Escândalo, além de André Mueller (“a discoteca da turma, o cara que adorava gravar compilações em k7 com umas duas músicas de cada banda e distribuir para os amigos”) Philippe Seabra e Gutje, a já formada Plebe Rude a qual “Ameba” (“isso é apelido de moleque mesmo, sem maiores razões”) veio se juntar, ainda que não soubesse muito bem tocar guitarra. “Muita gente olha pra mim e pensa ‘esse cara é o maior roqueiro’, e eu nunca fui roqueiro! Eu nunca tive um disco rock, e muita coisa eu vim a conhecer bem mais tarde, com meu irmão Julian, que é uns 10 anos mais novo que eu. Eu nunca soube tocar guitarra e acabei tocando numa banda punk, já que pra ser punk não precisava saber tocar. Eu era punk não pela música, mas por questões ideológicas”, garante.

Músicas como “Até Quando Esperar?”, “Proteção”, do mini-disco O Concreto Já Rachou (1985) e “Censura”, de Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987) tornaram a banda conhecida em todo país. Não repetindo o sucesso dos primeiros discos com Plebe Rude III (1989), repleto de experimentações como a mistura de ritmos regionais em faixas como “Valor” e “Repente”, por exemplo, a relação entre os membros da banda se tornou tensa e Jander, já morando em Mendes e tendo sido pai há pouco tempo, acabou “convidado a sair”. Pouco depois montou o Tira Saibro, grupo com o qual se apresentou durante 6 anos em bares, comícios e em “onde mais tivesse espaço”, tocando o que pedissem. “No nosso primeiro show, em Valença, o cara que contratou teimou que queria ouvir só bossa nova, e foi lá a gente tocar bossa nova a noite inteira”.

Fez direção de palco para Lulu Santos, trabalhou como roadie para Fernanda Abreu, Engenheiros do Hawaii, Pato Fu e Gabriel, o Pensador. É melhor estar à frente de um palco ou nos bastidores? Jander garante que não gostaria de estar nem em um lugar nem em outro. “Parei de estudar no 1º ano. Não me especializei em nada. Isso é o que eu sempre fiz, é só o que eu sei fazer. O showbussines é ingrato. Ninguém faz o mesmo sucesso por anos. Eu trabalhei com o Gabriel quando vendeu 1 milhão de cópias e… cadê ele?! Nem faz tanto tempo assim!(…) Se pudesse, estava fora! Quando puder… estarei. Já foi meu tempo!”

Em 1999 a Plebe Rude ensaiou um breve retorno com a formação original, que rendeu o disco ao vivo Enquanto a Trégua Não Vem, em 2000, e alguns poucos shows (“uma lona cultural sei lá onde hoje, uma outra daqui a 15 dias… uns poucos shows bons em Brasília onde deu pra tirar um dinheirinho…”), mas a participação de Jander ficou só por aí. “Enquanto Philippe recebe a pensão por conta dos trabalhos do pai dele e o André tem um emprego no banco, com mobilidade pra sair uma sexta-feira mais cedo e viajar pra tocar, eu sou duro. Eu era duro. No começo era só um projeto: a gente toca, grava um ao vivo, faz uns shows. E mesmo com as poucas apresentações dessa época, os caras teimaram que dava pra fazer coisa nova. Isso eu não quis. Saí fora.”.

Há quem considere esse retorno da Plebe em 1999 como um dos primeiros sinais de um movimento de revival dos anos 80 no Brasil. “Eu acho muito estranho esses caras com seus 40 anos fazendo a mesma coisa que faziam aos 18, tendo a mesma atitude que tinham há 25 anos atrás. Pegam o que era pra ser anti-comercial na década de 80 e como não sabem fazer mais nada, tentam ganhar um dinheiro com isso agora.”. Perguntado se aplica a mesma opinião à Plebe, pensa um pouco, olha para os pés, coça a barba e diz que sim, “com a diferença de que pelo menos eles tentam fazer alguma coisa nova”.

Enquanto seus ex-companheiros batalham a divulgação de R ao Contrário (novo disco da Plebe que trouxe Clemente, dos Inocentes, no lugar de Ameba), Jander, que tem aprendido desenho e que, tendo a fotografia como hobby, recentemente vendeu alguns cartões-postais de Nova Friburgo (“Tem que ser hobby mesmo! Minha máquina está ruim e uma boa nova custa uns R$3000! Teria que vender uns mil cartões pra comprar uma máquina boa e poder levar a sério!”), diz que tem como plano montar um bistrô (“para vender artesanato e comidas típicas”) ao lado da namorada, artista plástica, com quem passou as férias vendendo tapioca numa barraca montada nas ruas de São Pedro da Serra. “Sempre estive mais para ‘Jander do interior’ do que para ‘Jander da cidade’”.

Se o fato de não ter ouvido R ao Contrário pronto (e nem demonstrar qualquer pressa em fazê-lo) não chega a surpreender, os fãs mais radicais, aqueles mesmos que, ainda hoje, criticam Plebe Rude III, devem torcer o nariz ao descobrir as preferências musicais atuais de Jander: “O que eu tenho ouvido? Tonico & Tinoco! Conheço pouco mas acho maravilhoso! Os caras por aí endeusam… Chico Buarque, mas o cara hoje em dia está cheio de coisas que não dá pra ouvir! Tonico & Tinoco foram os maiores artistas brasileiros, com mais de… sei lá… 800 músicas gravadas!”

Ele tem fama de mal humorado, mas… desfrutando de um momento de sossego após três dias de estrada, talvez esteja cansado demais para demonstrar seu tão falado mau humor. Trabalhando muito desde agosto, quando começou a turnê de Sim e Não (disco mais recente de Nando Reis), “Jander do Interior” fez o trajeto Rio de Janeiro/São Paulo/Ribeirão Preto (onde Nando se apresentou na quinta-feira, 26 de outubro), foi para Recife (onde Nando tocou no dia seguinte, 27 de outubro) e então voltou ao Rio, para poder, finalmente, aproveitando a pausa para as eleições, visitar suas filhas em Mendes.

Alheio ao posicionamento político que consagrou a banda da qual fez parte durante a década de 80, Jander de hoje, na véspera das eleições de segundo turno, não sabe em quem vai votar. “Devo votar no Lula mesmo. Não sei ainda.”, diz, deixando sua voz transmitir uma certa insegurança, comum a muitos outros eleitores.

Jander Ribeiro nunca foi tão brasileiro.
**************

Cristiano disse...

Puta q pariu!!!! Como assim uma lista de 100 cds para levrar para uma ilha e não tem Ramones, caraca vc é um cabra depressivo, iria suicidar nessa ilha. Cadê o fun fun rock'n roll high school!

Luciano Vandalo disse...

SISTERS
ECHO
PLEBE
COLERA
DORSAL
ACCEPT

JA SAO SUFICIENTES PRA MIM !!