terça-feira, dezembro 30, 2008

Philippe e Opala, 40 anos de história.


Há quarenta anos atrás, a GM lançava o Opala no Brasil. Lendo essa notícia, me veio o flashback da época que o Philippe, no auge dos seus 14 anos, rodava as ruas semi-iluminadas do Plano Piloto no Opalão branco de sua família. Fazia isso atrás do volante, com o som no máximo tocando Carpetts ou XTC ou Van Halen (urg!), com uma garrafa de Sangue de Boi gelada. Geralmente era a fonte de carona para todo o pessoal da tchurma que morava na Asa Norte ou Lago Norte. E isso ele explorava bem, geralmente com a frase: “com a chave na mão, ninguém lhe diz não”!

Imagine só, fim de noite no Gilbertinho, 1984. Lá pelas tantas da madrugada, o Philippe decidia voltar para casa. Era a chance dos nortistas conseguirem dormir em casa (em Brasília, não existe transporte público). O Opala branco saia lotado. O Philippe no volante, geralmente o Bernardo (Escola de Escândalos) no banco do co-piloto, Loro (Capital), Geraldo (Escola), Rogério (Elite Sofisticada), entre outros enfiados onde dava. Já vi o carro com quatro pessoas na frente e uns seis atrás.

Para descer nas respectivas paradas, o caronista tinha que rezar um mantra: “eu sou um carro de bombeiro, todo vermelho, com vinte homens trepados em cima, gritando píru-píru-píru”. O Philippe era sádico, enquanto a pessoa não se humilhava entoando o mantra, o carro não parava. Teve uma vez que o Rogério salto do carro em movimento, se recusando a recitar esse simples poema.

O Opala era também uma festa móvel. Quando não existia programa, íamos para a beira do Lago Paranoá (naquela época, inabitado e sem invasão pelos bacanas do Lago Sul), colocávamos o som no máximo, abríamos umas garrafas de vinho e era a tchurma se socializando no máximo.

Eu, com meu TL branco, era outra fonte de carona, mas não ficava até tardão, geralmente porque namorava e seguia o lema de que dois é bom, três é demais e uma galera é derrota total.

Hoje, o Philippe não dirige mais. As ruas estão mais seguras, mas menos divertidas.

sábado, dezembro 27, 2008

Plebe Roots - Bocanegra/dez08

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Finalmente, as fotos do Bocanegra, onde o Plebe Roots encerrou as atividades de 2008 com o melhor show dos três. Pena não haver nenhum clipe no You Tube, o pessoal tava mais para se divertir do que tirar fotos ou filmar..... ainda bem!
As fotos tiradas pela Rosa estão aqui.
Txotxa Metal

terça-feira, dezembro 23, 2008

X com Capital.


Acho que o ano era 1999. O Capital estava no final da turnê do disco da volta, se preparando para negociar o acústico, que iria mudar a história e perfil da banda para sempre. Fizeram um show no Teatro Villa Lobos, em Brasília. Fui convidado para levar Até Quando Esperar, que o Loro tocava bem na guitarra. Sem ensaio, até que saiu direitinho. Agora, graças ao Bruno, podemos compartilhar com todos.

Feliz Natal.

Se o Lula mandou gastar, começem a poupar hoje mesmo!

sábado, dezembro 20, 2008

São Sebastião - Novas Fotos!

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PlebeRude_PauloPereira_011
A Janaína, que fazia parte da organização do show em São Sebastião, mandou um monte de fotos tiradas por ela e pelo fotógrafo Paulo Pereira. Todas foram acrescentadas ao respectivo álbum, no Flickr. Tem umas ótimas, vejam aqui.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Fim de Ano/Fim de Atividades

Encerramos o ano com chave de ouro no Bocanegra ontem, com a apresentação do Plebe Roots. Mais duas músicas adicionadas ao repertório: We're Not Gonna Take It (Twisted Sister) e Damaged Goods (Gang of Four). Ontem foi a melhor apresentação de todas. Público excelente, tirando um maluco que ficava reclamando que pagou para ver Plebe e não covers. Não deve ter lido o panfleto, nem o cartaz na porta, nem os artigos de jornal. Prá que ler, né?

Como dira o Macaco Simão, esse ano, só ano que vem!

Em breve, fotos do Bocanegra e adicionais de São Sebastião.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Seabra, Nasi e Bonfá - Festival 20 e poucos anos

Esse clipe é da festança dos anos 80s em Fortaleza, com participação do plebeu Philippe, do ex-Ira! Nasi e do ex-Legião Bonfá, que está tocando com uma pressão nunca vista antes.

terça-feira, dezembro 16, 2008

São Sebastião/SP

Foto da Banda
Elizabete e Bruna
A Bruna, a Elizabete e o Guilherme são presenças constantes em nossos shows em São Paulo. Se não estiverem no público, sabemos que o show será ruim. Em São Sebastião não foi diferente, lé estavam os três. Então, pedi para que fizessem a resenha do show, que a Bruna me enviou e copio, abaixo. As fotos, grande maioria tiradas pela Elizabete, estão no nosso flickr.

Só gostaria de acrescentar que a palestra ogranizada entre a Plebe e as bandas do festival foi muito bacana.

Decidimos ir para São Sebastião um dia antes para podermos conhecer a cidade e saber ao certo onde seria realizado o festival.
O festival foi legal, tinham algumas bandas fazendo um som interessante. No sábado a banda conhecida foi Autoramas,mas não atraiu grande público. Por falar nisso, apesar da grande divulgação local, o publico foi pequeno em todos os shows, o que obteve o maior foi o show da Plebe.
No domingo, antes do show teve um bate papo com as bandas participantes do Cena Independente e a Plebe, que foi bem legal pois houve perguntas sobre a historia da Plebe, sobre jabá e a Plebe também chegou a perguntar para as bandas de onde eles eram,com se conheceram. Após isso a banda foi para o hotel descansar e nós fomos assistir as outras bandas, enquanto o show da plebe nao começava. A Plebe entrou no palco por volta das 20:30. Foi contagiante era nítido que a maioria das pessoas ali não conheciam as musicas, mas todos estavam pulando e curtindo o som . Houve alguns errinhos,mas nada que atrapalhasse. Eles começaram com Censura com o X cantando, o que nós adoramos, e tocaram também Bravo Mundo Novo, O Que Se Faz, A Minha Renda, Medo, A Ida, Este Ano, Dançando No Vazio, Johnny Vai a Guerra, Sexo e Karatê, Brasília, Luzes, Até Quando Esperar e terminaram com Proteção, no bis.
Depois do show fomos para o camarim onde o Txotxa autografou a baqueta que pegamos e ficamos lá conversamos e tirando fotos.
E agora estamos esperando o próximo show.

Anúncio da Palestra

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Panfleto.

Bettie Page se Foi!




Um grande sniff-sniff e um brinde à Bettie Page, que faleceu ontem, quinta-feira, em Los Angeles aos 85 anos de idade. Não importa se você é macho, fêmea ou indeciso, certamente Miss Page é responsável pelo aprimoramento de suas fantasias, pela quebra de tabus nos anos 50s e 60s que hoje nos permite levar uma vida sexual saudável, sem interferência de estado ou religião.

Poucos sabem que a partir dos anos 1950s ela se tornou uma das mais fotografadas modelos do mundo, à época. Cada vez mais aprimorando seu look, começou a apimentar suas produções, que beiravam oras o sadomasoquismo, oras o fetiche puro. Fez um Playboy em 1955, quando isso ainda era reservado à mulheres com algo especial e não à Big Brothers e outras “produtoras”, “modelos” e “manequins”.

O final de sua vida foi meio triste, pois teve alguns problemas mentais que resultou em uma auto-reclusão. Nos anos 1990s se tornou evangélica, dando um novo rumo à sua vida.

Bettie Page, we salute you!

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Brasília, Capital do Rock?

O brasiliense roqueiro está acostumado com aquela sensação vazia quando o fim-de-semana se aproxima. O que promete o sábado e domingo? Como aproveitar melhor essas 48 horas de liberdade? Muitas vezes a opção é cinema, shopping, TV. Agora vai ter que decidir> no mesmo sábado, Plebe com Arnaldo Antunes, Raimundos e NX Zero estarão tocando simultâneamente em locais diferentes da Capital Federal.

E você, já decidiu onde vai?

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Watchmen Trailer

Quem conhece alguma coisa de quadrinhos, sabe a importância de Watchmen, considerado a mais referenciada "graphic novel" de todos os tempos. Lembro, à época, quando li (estava na estrada com a Plebe), a cada desfecho, virada da história, a cada segredo revelado, arrepios eram provocados. Foram 12 meses de leitura, para aquele final inesperado. Nunca heróis mascarados foram tratados desse jeito, de forma tão, digamos, humana.

De acordo com a Wikipedia: "Watchmen é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora estadunidense DC Comics entre 1986 e 1987. A série foi reimpressa mais tarde em brochura (ou trade paperback[1]).

Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. O sucesso crítico e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel (ou "romance visual"), até então pouco explorado pelo mesmo mercado. Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com The Dark Knight Returns de Frank Miller e Maus de Art Spiegelman) — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil."
Agora, a despeito dos protestos do criador, Alan Moore, a publicação virou filme. E parece que ficou bom!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Agenda Fim de Ano e Philippe em Fortaleza


A foto, acima, é de um show que rolou no fim-de-semana passado, em Fortaleza, Ceará. Fizeram uma banda dos sonhos dos anos 80s, com Philippe na guitarra, Nasi nos vocais, Bonfá na bateria, entre outros.
Anotem aí onde ver a Plebe em dezembro:
Dia 13, sábado, na Asbac, Brasília, com Aranldo Antunes e Edgar Scandura
Dia 14, domingo, em São Sebastião, SP
Dia 18, quinta, no Bocanegra, a última aparição do Plebe Roots em 2008.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Furacão na Copa Sulamericana!!!




Desde pequena, já escolheu seu time! O Furacão sopra em suas veias. Para quem não conhece, essa é a terceira camisa do Atlético, que ele usou para bater o Vasco naquele 3 a 1 em junho.

Atléééééééééééééééééééééético!!!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Losing my religion.


E para terminar a semana, um presentinho para aqueles que apreciam uma música nacional de qualidade. E vocês achavam que eu não sacava nada de rock nacional, heim?
Esse Po Para Com o Po destronou Seu Jogo como a melhor música anti-drogas do país.
Bom fim-de para todos!

terça-feira, dezembro 02, 2008

Wire.

Se tem uma coisa que me alegra hoje em dia é constatar que existem roqueiros cinqüentões que ainda fazem um bom e original rock, e ainda conseguem manter a credibilidade entre os fãs. São poucas as bandas que se qualificam com essas características. Poucas que fazem a gente ficar antecipando com ansiedade um novo lançamento e não ficar apenas ouvindo os primeiros discos.

Estava falando com o Philippe outro dia sobre isso. Bandas que adorávamos, tipo Stranglers e Stiff Little Fingers, apresentam um trabalho novo chato e sem inspiração. Não é o caso do Wire. Já em 1977, o Wire era uma banda fora dos padrões. O primeiro disco, Pink Flag, tinha umas vinte músicas – estamos falando de vinil – sendo dez de cada lado, muitas com menos de um minuto. Eram músicas pequenas, porém maravilhosas, o pop levado a outro extremo.

Mês passado saiu o 47º disco do Wire, o Object 47. Muito muito bom. Existe rock após os cinqüenta! São poucos os discos do Wire que não deixam a gente pelo menos curioso. Vejam a excelente faixa One of Us. O vídeo é ruim, barato, pois eles são a própria gravadora, portanto, tem orçamento baixo. Mas a música é de ficar na cabeça.


Tem um fato bastante curioso envolvendo o Wire e a banda Elastica, que teve um minuto de fama nos anos 90s. O Elástica plagiou a canção Three Girl Rumba, do LP Pink Flag. Plagiou brabo e não deu crédito. Daí rolou aquela disputa judicial e eles se acertaram foram dos tribunais, ou seja, o Wire merecidamente embolsou uma grana. Comparem e votem no melhor.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Dia 13 de Dezembro: Plebe + Arnaldo Antunes

Área 51 Outside
Sábado, dia 13 de dezembro, a partir das 22h, no Varanda Tropical (Asbac, Setor de Clubes Sul). Festa-show com Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra e Plebe Rude. Ingressos à venda na Área 51 (203 Norte e 515 Sul). Mais informações: 9638-2323.

Plebe Roots toca Queen


A música é o Now I'm Here, do Queen, de uma época que a banda ainda era roqueira.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Plebe Roots - 20/11/2008 I Will Folow (U2)

Mais uma do show do Plebe Roots em novembro!

quinta-feira, novembro 27, 2008

A Revolução não será Televisionada!


Se tem uma música que todos devem conhecer, memorizar e repetir muitas vezes por dia, usar como arma contra chatos, agressivos, moderninhos e neuróticos, é The Revolution Will Not Be Televised, do Gil Scott Heron. Achei esse vídeo que pode ajudar.

Quando quer testar se uma banda é séria, pergunte a qualquer um dos membros se conhece. Se o cara falar não, saia de fininho do camarim....

quarta-feira, novembro 26, 2008

Te cuida Guilherme Fontes: Carros Verdes vêm Aí!


Minha bronca com carros é conhecida pelos leitores. Acho que, além de poluir, são símbolos de individualismo e egoísmo social. Eles estão em todos os lugares, ocupando espaços que poderiam servir para outros fins urbanos, como parques, espaços verdes e quadras de esporte. Pessoas pacatas, que não fariam mal a ninguém, dentro de seus veículos se tornam agressivos, violentos e totalitários.

Qual a minha surpresa quando li que a Land Rover está tocando um projeto para fabricar um Range Rover elétrico? O Land Rover é tudo menos “verde”. Queima muito combustível e polui adoidado. Comparado a um carro normal, que tem a emissão de 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetros, o Land Rover emite 376 gramas. Para um carro que se diz preocupado com o meio-ambiente, isso é inaceitável.

A idéia é boa. Se pegar, e tudo indica que vai, pois parece que a BMW também está estudando um Mini elétrico, não terei mais a bronca poluente dos carros. Não só poluição do ar diminuirá, mas também a sonora, tendo em conta que carros elétricos são silenciosos.

O protótipo do Land Rover elétrico roda 322 quilômetros com uma carga da bateria. Mas tudo indica que uma nova tecnologia, estado-da-arte, será usada, que será capaz de dar carga extra só com o movimento do ar em volta do carro enquanto ele desliza pelas estradas. Genial, parece coisa de ficção científica.

Nos livrando da dependência do petróleo, podemos ignorar os árabes e venezuelanos e deixar que sigam seus próprios caminhos. De uma hora para a outra, estarão sentados em cima de um monte de combustível fóssil que não vale nada. Também poderemos fechar a Petrobrás, mandar para casa um monte de “amigos de governantes”, além de deixar um monte de cineastas sem recursos para fazer seus filmes. O mundo seria mais belo!

Anos 80s: C&A Shop Show


Os anos 80s eram cafonas. Mas havia muita novidade no ar. Era uma época pré-jabá, onde as emissoras faziam programas segmentados, sem procurar catalogar toda a juventude no mesmo Caldeirão. Onde a Plebe, Bauhaus e Cocteau Twins podia aparecer no mesmo programa.
Achei essa pérola sem querer. Trata-se do C&A Shop Show (sim, até os nomes eram cafonas) apresentado pela Luciana Vendramini (ex-modelo, ex-numero uno no imaginário masculino da época, ex-Paulo Ricardo, próxima Brasileirinha?)com uma gangue muito "moderna". Era um programa legal. Foi uma época de surpresas.

terça-feira, novembro 25, 2008

Plebe Roots 20/11/2008 - Midnight Oil e AC/DC

Vídeo do Marcelo Éboli, que veio de SP só para ver o Plebe Roots. Gravado com uma câmera no meio da platéia, mesmo assim o som tá legal. Apreciem e venham no último do ano em dezembro.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Ceilândia: 22/11/2008


Sábado tocamos um dos shows mais memoráveis do ano. Foi na Ceilândia, que é uma das cidades satélites mais tradicionais do Distrito Federal. Os organizadores deram sangue para conseguir montar o festival, que começou ao meio-dia, teve várias bandas, entre as quais o 10zero4, com o qual nos identificamos muito. Ceilândia vem de Centro de Erradicação de Invasões, com lândia.
Ceilândia
O local do festival foi num ginásio no qual três administrações da Ceilândia já “investiram” R$ 13 milhões, e que só tem quatro paredes erguidas. Um marco da roubalheira que é esse DF, especialmente o entorno, onde há menos fiscalização, policiamento, cidadania. A obra, abandonada, é ocupada por famílias sem-teto (que esperaram no lado de fora durante o festival) e drogados. A entrada para o camarim era um buraco na parede.
Entrada do Camarim
Era uma noite que faria qualquer londrino sentir saudades de casa: neblina, chuva, frio e um vento persistente, que teimava em derrubar as laterais do palco, feitas de vinil amarelo. O público, um dos mais fiéis e animados que já vi, agüentou a noite toda, com um entusiasmo sem igual. Foi literalmente uma festa, onde a garra dos organizadores e do público nos levaram a tocar com adrenalina a mil.


A volta para casa foi uma viagem de trem fantasma. Uma Kombi do GDF, com uma motorista pé-de-chumbo. A estrada molhada, derrapando em cada curva, era um perigo mesmo a baixa velocidade. Não era o caso, a dona estava com pressa e pisava mesmo, levando o motor a gritos de agonia. Pensei que seria o fim da Plebe. Cada vez que pedíamos para ir mais devagar, ela respondia: “ vocês não estão com pressa, mas eu estou!”. No próximo jogo do Bezerrão, o Arruda devia tirar o troféu do Massa e passar para ela.

As fotos do Flickr estão aqui.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Integração Transporte/Saúde no GDF

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É só assim que temos a integração da gestão do transporte público e saúde pública no GDF, quando um tromba no outro! Acidente verídico onde ninguém se machucou, nem o cara na maca dentro da ambulância. Reparem o motorista pulando pela janela.

Bush Explica a Crise Financeira Global

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terça-feira, novembro 18, 2008

Ceilândia: Mega Confirmado! (Flyer Legível)


Quanta maldade, acusando os ceilandenses de não saber fazer flyers! O erro foi meu na hora de scanear o panfleto. Agora sim, uma versão legível.

segunda-feira, novembro 17, 2008

PunkMovies



Tem um site que eu abro diariamente, além das versões virtuais dos jornais Estado de São Paulo e Gazeta do Povo, que é o Omelete. Eles se auto-definem como “entretenimento levado à sério” e a idéia deles de entretenimento é a mesma que a minha: música, quadrinhos, games e filmes. Fala “sério” desses assunto é um trabalho difícil, e o pessoal do Omelete consegue fazer um excelente trabalho.

Hoje eles postaram um texto sobre punks no cinema, e está bem escrito. Começando pelo Jubilee e indo até o SCL Punk. Vi todos e recomendo que baixem já! Concordo com a teoria de que Rock n Roll High School, com os Ramones, iniciou toda onda de filmes escolares dos anos 80s, aqueles que sempre tinham uns nerds e uns playbas e umas gostosas e humor muito bom.

Interessante também a sacada sobre o filme Blank Generation, do Richard Hell, que é basicamente como os punks NY se viam, como um bando de intelectuais não reconhecidos. Bacana mesmo.

Discordo, porém, dos comentários do Rude Boy, com o Clash. O filme é muito legal, comovente e mostra como a questão ideológica era importante tanto para as bandas como para os ouvintes punks 77. Além disso, após assistir numa noite de chuva e relâmpagos, o Philippe e eu compusemos Mentiras Por Enquanto. Só isso já merece uma indicação de Oscar para o filme.

Ainda bem que mencionou os filmes do Alex Cox. Acho que Repoman é um dos meus favoritos de todos os tempos. Straight to Hell, com os Pogues e o Joe Strummer é um clássico (mesmo com a participação da “yoko ono” Courtney Love, fazendo papel dela mesmo, ao que parece!).

Música e cinema tem tudo a ver, ainda mais quando é tratado a “sério”, sem o intuito de encher salas e arrecadar bilheteria. Arte levada a “sério”. Caramba, quanto sério aí......

Triste é constatar a história do rock nacional com o cinema. A primeira coisa que vem na cabeça é Rock Estrela, um filme ruinzinho, mais caracterizando o alienismo carioca dos anos 80s do que a situação ímpar que o País passava e que o rock estava engajado. Tem também o recente dos Titãs, mas eu não pagaria um centavo para ver isso....

quinta-feira, novembro 13, 2008

Novo Round de Plebe Roots



Confirmadísso! Plebe Roots volta no dia 20 de novembro no Bocanegra. Dessa vez com o Clemente. O que estamos preparando? Bem, se você não está familiarizado com o XTC, Queen, Stiff Little Fingers e Generation X, é melhor se informar. Ou não, simplesmente venha para se divertir nessa plebe-festa.

Duel de Titãs: Plebe x Capital


Esse foi a manchete do caderno cultural do Jornal de Brasília de ontem. Por acaso, a Plebe e o Capital fizeram shows muito próximos em Brasília, e o editor do jornal teve a idéia de comparar os dois, na forma de um torneio. Se alguém se der ao trabalho de contar os pontos, a Plebe venceu, ha ha ha ha ha.... ainda bem que não levaram em conta o bordereau das bilheterias, ha ha ha ha......
Bacana como o JB vem fazendo excelentes matérias na área cultural. Brasília merece.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Sho Nuff!!

Quem é o mestre? Sho Nuff!!! Quem já assistiu Shogum do Harlem sabe do que estou falando e vai ficar maravilhado que estão sendo inicializadas as refilmagens. Para quem não conhece, assista os trailers abaixo.



Que Bruce Lee, que nada. Eu aposto minhas fichas no Sho Nuff.

Bom fim de semana para todos. Lembrando que dia 20 de novembro tem a segunda rodada de Plebe Roots, dessa vez com o Clemente.

quarta-feira, novembro 05, 2008

A Minha Renda!


Um commodity é uma mercadoria que é globalmente negociada, de qualidade quase uniforme, produzida em grande quantidade por muitos produtores e, mais importante, cujo preço é estabelecido pelo mercado e não pelo produtor. Alguém pensou em música? Pois é isso mesmo que está acontecendo com a música, uma “commoditação”.

As gravadoras, até algumas décadas atrás, eram os únicos produtores de música. Controlavam tudo, desde a matéria prima (artistas), passando pela produção, distribuição e marcação de preço. Daí veio a primeira onda, que eles ignoraram: a proliferação de selos independentes. Foi logo anulada pelas gravadoras grandes, pois eles compravam os selos pequenos. Acharam que, assim, estavam em controle de novo. O que não perceberam é que os consumidores gostavam da relação que tinham com os independentes, que atendiam demandas de segmentos (punk, heavy, trash, jazz, etc.) com uma rapidez e competência impossível nas mega-corporações. Também gostavam do fato de que os que estão à frente dos selos independentes colocam música em primeiro lugar, pensando mais como um fã do que um executivo. Bem ao contrário das gravadoras multinacionais.

A segunda onda que até hoje esses altos executivos da indústria fonográfica não entenderam foi a digitalização da música. Esse fato, junto com a troca de músicas pela internet, foi o principal que empurrou a música de um produto único para ser um commodity. De acordo com uma pesquisa recente, os jovens consumidores de música acham que essa deveria ser grátis. Isso desesperou as gravadoras, que estão vendo suas vendas caírem ano após ano.

Parece que agora há uma luz no fim do túnel na forma de uma solução que irá satisfazer ambos, os consumidores e as gravadoras. Se trata da venda de produtos, como celulares e assinaturas de banda larga, com o direito à download ilimitado de músicas. Graças a um acordo entre empresas e gravadoras, isso se tornou possível.

Quem saiu na frente foi a Nokia com o serviço “Comes With Music”, CWM, que entrou em efetividade esse mês, na Inglaterra. Funciona assim, você compra um celular Nokia e tem o direito de, durante um ano, baixar o que quiser de fontes seguras e legais. Você ainda pode guardar tudo que você baixou e usar como quiser, queimando CDs, etc. Terminou o ano, pode fazer outra assinatura do CWM ou, como espera a Nokia, comprar outro celular.

A empresa dinamarquesa TDC, também fez o mesmo com assinaturas de banda-larga. A Orange, uma operadora de celular, também entrou na onda com o Musique Max, que funciona muito igual a CWM.

Apesar de ter muitas reservas contra a indústria fonográfica, acredito que sem ela, a qualidade e acessibilidade à música podem piorar. É importante para o artista e para o público que a produção musical só cresça e melhore. Tomara que, com soluções como a descrita acima, os executivos fonográficos sosseguem seu apetite por lucro ilimitado e repensem a indústria. Poderiam para de tratar músicos como reis, como deuses. Não há razão nenhuma para um músico ganhar mais que um trabalhador normal. Gostaria muito que parassem com atividades sujas, como pagar jabás, congelar artistas, criar sucessos artificiais. Talvez um dia nós teremos uma indústria fonográfica que ponha música em primeiro lugar.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Bem vindo micro, não sei prá que....

A Nova Era Tecno me deixou para trás! Adoro modernidade e tecnologia, mas quando não funciona é tão útil quanto o jornal de ontem.

Deixei meu MacBook convertendo um filme de avi para MP4. Estava demorando para finalizar. Quando fui ver, estava travado o sistema. Forcei encerrar e quando tento religar, aparece um símbolo de “proibido”. Levei para o conserto, resultado: HD queimado! Fui obrigado a trocar, perdendo todas minhas fotos (ainda bem que tenho Flickr!) e toda a minha agenda!

Meus MP3s e filmes são guardados, muito bem organizados, em um HD externo. O MacBook volta do conserto, ligo o iTunes e vou adicionar as músicas à biblioteca. Esqueci de desmarcar a opção de auto-organizar as músicas do iTunes. Quando abro o HD, vejo tudo duplicado, dentro da pasta ROCK, que tinha mandado adicionar, e solto dentro do HD externo. Como se trata de duplicação, deletei as pastas soltas e ainda entrei no lixo e deletei para sempre. Para minha surpresa, quando vou na pasta ROCK, as pastinhas de cada disco estão vazias! Perdi em dois cliques 10 anos de músicas!

Não terminou ainda. Ontem, meu celular dá uma piscada e, de uma hora para outra, apaga todos meus contatos! Aqueles que eu tinha na minha agenda no HD do MacBook que queimou! Estou refazendo meus contatos......

Agora acabou. Alguém sabe de alguma proteção para mal olhado tecnológico?

quinta-feira, outubro 30, 2008

Luana e Dado


Luana Piovani declarou: “faz tempo que não via Dado”. Todos em volta rirem, incrédulos. Um até comenta com o outro: “12 horas?” O outro responde: “não, dez minutos.”
“Gente, não tô falando disso, mas sim do meu ex-noivo, o Dado Dollabela!”
Ahhhhhhhhh bommmmmm.

Eu rolo no chão de rir com essas nossas “celebridades”. Grazzi, Piovani, Letícia, Dado, são todos uns manipulados, jogados sob holofotes pela imprensa, geralmente a Globo. Aliais, o site da Globo é o único que dá destaque em pé de igualdade para notícias importantes, como a crise financeira global, e o mundo fútil e besta das celebridades.

Dado e Luna aproveitaram a mídia em cima do namorico e alavancaram sua exposição nos meios de comunicação. E acaba assim: roupa suja lavada em público. Eu, que não leio Caras (a não ser no dentista), não acesso globo.com, não leio Contigo, sei que ela deu pra ele (sem trocadilhos) um Crusier Pt de aniversário. Ele retribuiu com uma Vespa. Iam para praia juntinhos, com um exército de paparazzi atrás. Fico puto em ocupar espaço ROM de meus neurônios com frivolidades desse tipo.

Agora o casalzinho se separou e os paparazzi não sabem qual seguir. Sim, porque não tenham dúvidas que o anonimato e low profile não faz parte dos planos de nenhum dos dois. Que tal outra entrevista do Dado com o João Gordo? Quem viu a primeira, sabe que o playboy chegou lá doidão e quase destruiu o estúdio. Vejam abaixo.

“Seduzidos pela luz
Oprimidos pela cruz
Sem noção do ridículo
Adivinhe quem é o próximo a engolir

A capa do mês, o eliminado da vez
Só preenchem a lacuna da sua estupidez
A melodia no ar, demagogia no ar
Iluminando as paredes da sala de estar”


quarta-feira, outubro 29, 2008

Quando Punks se Vendem


Em 1979, quando a Levi's anunciou que iria lançar campanha de jeans na TV tendo como trilha "Should I Stay or Should I Go", foi um momento de reflexão. Sempre havia no ar um sentimento de que punks não deviam "se vender". Propaganda, então, nem pensar! Depois, foi o João Gordo fazendo propaganda de Ki-Bom e de Gol VW. Muitos radicalizaram, expulsando ele do "movimento".
Sempre fui meio contra esse tipo de visão. Se o artista é coerente, ou seja, não muda seu estilo para ser chamado para fazer propaganda, não acho que esteja "se vendendo". Pelo contrário, está permitindo que uma obra sua chegue intacta a um público maior. O problema é ter sua música ou imagem tachada como a de certa marca. Então o artista tem que escolher muito bem a forma de fazer isso. Se não, quando toca a música, alguém pode dizer: "ei, é a música da Levi´s!" ou "olha, o gordo da Ki Bom!". Para divulgar um produto, o artista tem que ter certeza que ele é maior que a marca. Tipo, o Clash é maior que a Levi´s, o J. Gordo maior que a Ki Bom.
Todos merecem ganhar dinheiro com sua obra, ainda mais sendo coerente com seu legado. Daí a diferença entre Ivete Sangalo e Clash. A Ivete empresta sua imagem para qualquer merda. O Clash escolhe. Pessoalmente, não compro nenhum produto que se associa às imagems da Ivete Sangalo ou da Adriane Galisteu. Nem do Zeca Pagodinho! Esses não tem credibilidade nenhuma para mim.
O Moby conseguiu licenciar todas as músicas de um disco dele sem perder o controle de sua imagem. É um fato incrível.
Mas em Londres vi uma propaganda no metrô que me chocou: John Lydon (ex-Rotten) divulgando manteiga! Se fosse o Dinho, entenderia, mas o cantor do PiL? Líder dos Pistols? Tenho que repensar meus parâmetros.

Rotten Butter

terça-feira, outubro 28, 2008

Killing Joke no Forum.

Killing Joke
Killing Joke
Killing Joke
Killing Joke
Se tem uma banda que é um denominador comum na Plebe Rude (entre o Philippe e eu) é o Killing Joke. Influenciou nossas batidas, baixo e guitarras. Tive o prazer de vê-los, com a formação original, pela primeira vez desde 1989, tocando o Pandemonium inteiro, todas as faixas, mais todos os compactos. Foi um momento muito especial para mim, igual a quando vi Pixies em Curitiba. Nunca pensei em presenciar isso, Youth no baixo, Big Paul na bateria, Jaz nos vocais e Geordie nas guitarras. Só música boa. E o público, todo, tinha minha idade e eram roqueiros! O que acontece com os quarentões brasileiros, de minha geração, que viraram pacatos cidadãos? Londres respira rock n roll, para qualquer idade.

Duas bandas de abertura, horríveis! Que saudades da época que o Play Dead abria para o Killing Joke. Depois, meia hora de, adivinhem, um DJ tocando só dub e o público dançando. Muito bom.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Brasil Telecom Hall: Álbum Flickr

Batucada em Até Quando
Vocês devem ter notado que acrescentei um novo link na coluna da direita. Trata-se do Flickr da Plebe Rude. Para encerrar o assunto Brasil Telecom Hall, informo que álbum foi criado para guarda e acesso das fotos do show.

Dia 20 de novembro, nova edição do Plebe Roots, no Bocanegra. Dessa vez com o Clemente, que ficará direto para possível show na Ceilândia no sábado seguinte e, no domingo, show dos Inocentes em Goiânia.

Ainda, dia 14 de dezembor, Plebe Rude em São Sebastião, litoral paulista.

sábado, outubro 25, 2008

Até Quando Esperar - 23/10 - Brasilia

Essa foi filmada do público pelo Maudornelas.

Plebe Rude: Johnny

Visão do amp de baixo.

Plebe Rude: Aurora

Da série "câmera em cima do amp de baixo."

Brasil Telecom Hall: os X-clipes

Dois clips filmados por mim. A passagem de som, onde acertamos os níveis dos instrumentos e a luz, e Medo, da câmera ligada em cima do amplificador de baixo.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Brasil Telecom Hall - E Quanto A Você?

Uma das minhas faixas favoritas do R ao Contrário. Letra muito contundente. Outra do Flutuante.

Brasil Telecom Hall - O Que Se Faz

Outro video postado pelo plebeu Flutuante.

Brasil Telecom Hall - Censura

Foi um dos shows mais legais do ano. Foi para 2008 o que o show no Sesc Pompéia foi para 2007. Público excelente, banda inspiradíssima. Rolou até Tá Com Nada, música da Plebe gravada pelo Detrito Federal, que não tocávamos a mais de duas décadas. Um clássico. Abrimos com Censura.

quinta-feira, outubro 23, 2008

É Hoje!


23/10/2008
Plebe Rude engata a quinta-feira dos brasilienses

Pedro Brandt
Do Correio Braziliense

Banda se apresenta no Espaço Brasil Telecom
Há oito anos, a banda brasiliense Plebe Rude não pisa no palco de um teatro da cidade. “A última vez foi no lançamento do Ao vivo, na Sala Villa-Lobos”, lembra o vocalista e guitarrista Philippe Seabra. Hoje, às 21h, o jejum dos rudes plebeus será quebrado com uma apresentação no Espaço Brasil Telecom (Brasília Alvorada Hotel, Setor de Clubes Norte, próximo ao Palácio da Alvorada), pelo projeto Engate a Quinta. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia) e o evento não é recomendado para menores de 12 anos.

“Será o último show do disco R ao contrário em Brasília”, avisa Seabra. Lançado em 2006, encartado na revista Outracoisa, o álbum marcou a volta definitiva da Plebe – formada, atualmente, pelo baixista André X (integrante original do grupo, assim como Philippe), o guitarrista e vocalista Clemente (também da paulistana Inocentes) e o baterista Txôtxa (ex-Maskavo Roots).

Para 2009, a banda está cheia de novidades. Além de novas composições, Philippe Seabra adianta que parte do repertório antigo (ainda pertencente à gravadora EMI) será regravado. “A idéia é lançar um CD por semestre durante um ano e meio”, conta o vocalista. No dia 20 de novembro, o grupo volta ao Bar Bocanegra (403 Sul), para o show Plebe Rude: In the roots, só com versões das bandas favoritas.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Canto dos Plebeus

Sempre advoguei que o que diferencia a Plebe das outras bandas é o fato de que nossos fäs são muito mais inteligentes. Isso cria uma relação banda/público muito mais interessante e intensa. Para provar, vejam esse blog: www.cantodoplebeu.blogspot.com. Para comprovar, amanã tem o último show da Plebe em Brasília em 2008.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Tem Plebe na Quinta!


Quinta-feira, dia 23 de outubro, às 21 horas, a Plebe Rude estará tocando no Brasil Telecom Hall, lá no Alvorada Hotel (ex-Blue Tree), ao lado do Palácio da Alvorada. Convidamos o Lula, já que poderá ir a pé, e já reservamos mesa com aquela branquinha para ele e Dona Marisa.
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sexta-feira, outubro 17, 2008

Plebe Roots - Holidays in the Sun

Abertura do show.

Plebe Roots - Hash Pipe (Weezer)

Música incluída no set graças ao Txotxa. Mandou bem!

Plebe Roots - Kaiser Chiefs


Esse clipzinho saiu no You Tube. É a gente tocando I Predict a Riot, dos Kaiser Chiefs, ontem no Bocanegra, dentro do projeto Plebe Roots. Outras músicas que rolaram:
- Money Talks (AC/DC)
- Rockaway Beach (Ramones)
- Holidays in the Sun (Pistols)
- I FOUGHT the Law (Clash
- Heatwave (vesão do Jam)
- Down, Down (BTO)
- Pinball Wizard (Who)
e mais várias outras.

Foi muito divertido, tipo uma festinha entre amigos com a Plebe tocando as músicas. Daqui duas quintas tem mais.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Plebe Roots: É Hoje!


É hoje! Plebe Rude tocando as influências e outras músicas legais. Pistols, Clash e Ramones? Claro! AC/DC? Talvez. Outras surpresas? Óbvio!
Vejam a entrevista do Philippe no Correio Brasiliense aqui.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Plebe Roots e Mais Trânsito


Um lembrete de véspera: amanhã começa o projeto Plebe Roots, no Bocanegra, que fica na 402 sul. Será uma oportunidade de ver a Plebe (Philippe, Txotxa e eu) tocando algumas músicas que nos influenciaram. Foi legal fazer a escolha das canções, tendo em vista que nossos gostos não são unânimes. Tudo à base da negociação.

Ouvi no rádio que a Câmera Legislativa do DF (uma contradição, já que distritos não deveriam ter o legislativo...) promulgou uma lei que torna obrigatório o transporte de bicicletas nos ônibus e metrô. Um bom esforço, mas daquelas coisas demagôgas que não levam a lugar algum, pois não está coordenada com outras leis e atitudes governamentais que permitam o ciclista se sentir mais seguro, nem prevê um vagão ou espaço próprio para isso. De qualquer forma, o Arruda vai vetar.

Mas o que ele não vai vetar é outra lei que dará isenção de ICMS e IPVA aos empresários de transportes no DF. Isso é um absurdo total. Primeiro porque o que esses caras deixam de pagar nunca vai ser repassado para o povo na forma de passagens mais baratas. Segundo, porque o que deixam de arrecadar vai ser jogado como acréscimo no IPTU e IPVA dos contribuintes físicos, eu e você. Se ele quer mesmo baixar o preço das passagens, basta introduzir mais competitividade ao setor, tipo permitir que pequenas empresas façam o mesmo trajeto das empresas grandes. Parece até que interesse aqui é deixar os empresários com lucros maiores (e vai ver que é mesmo!).

Agora, a lei que ele teria que ter muito culhão para vetar é a que a Câmera Legislativa (também apelidada de Casa Assombrada pela Veja) está propondo, de elevar a ajuda de representação de cada distrital para R$ 100 mil. Isso é mais que um senador recebe! Esses sangue-sugas usam essa verba como salário deles mesmos. Só o Reguffe, no qual votei, está propondo que seja diminuído o valor da verba. Está pregando para o vento, as parêdes.....

segunda-feira, outubro 13, 2008

Congestion Zone para o Mundo!


Uma das coisas que me marcou em Londres foi o esforço do governo de conscientizar os londrinos a não usarem carros. É um exemplo que deveria ser seguido em todo o mundo. Primeiro, investiram pesado em transportes públicos. A gente comprava um "day pass" que valia tanto para metrô (tube), ônibus ou barcos. Com esse passe, íamos a todos os lugares, sem o menor problema ou incômodo. Depois, demarcaram uma zona central onde quem quiser passar de carro, paga um pedágio. Vejam no mapa, é como se fosse o centrão de SP Por final, fazem campanhas de conscientização. É um governo que não está refém dos impostos vindos de vendas de carros. Que não é acuado por lobbys de indústrias.

Isso fica impregnado no dia-a-dia do cidadão. Fomos para uma exposição onde os carros eram violentamente atacados (botaram fogo numa Mercedes - isso é arte!) ou eram revistos para servirem de outra coisa (sofá, por exemplo).

Um dia Brasília será assim.......

sexta-feira, outubro 10, 2008

Espírito Coletivo da Tchurma

Antes de viajar, o Carlos Marcelo me passou duas fotos antigas, da época da tchurma. Chamaram a minha atenção para um fato que já havia esquecido: como a gente agia como equipe, como grupo, mesmo sem ter um chefe ou líder. Nas duas fotos, dois momentos diferentes onde toda a turma se mobilizava e ajudava: na preparação, montagem, desmontagem e divulgação dos shows na ABO e no Foods. Desde confeccionar os cartazes, ir atrás de patrocínio, carregar equipamento, arrumar caminhão, todos se envolviam. E o interessante é ver como os mais expostos, se envolviam menos. Havia uma urgência no ar, sabíamos que estávamos marcando presença, fazendo história, e todos queriam fazer sua parte, deixar a sua marca. Isso que tornou esse movimento único. As circunstâncias eram completamente desfavoráveis, ditadura, isolamento cultural, censura, mas mesmo assim, ou até por causa disso, a gente se unia e fazia nossa parte. Vejam as fotos aqui.

quarta-feira, outubro 08, 2008

London Calling




É o fim do mundo como conhecemos. Para financiar uma guerra sem sentido, Bush estimula crédito fácil e leva o capitalismo à pior crise que se tem notícia. E eu aqui em Londres, vendo meu Real comprar cada vez menos. Bem, amanhã voltamos para Brasília.
Essa foto na estátua, para quem reconhece, é onde foi tirada a tomada para a capa do Join Hands, segundo LP da Siouxsie & the Banshees. Deus salve a Rainha! Enquanto isso, continuo a me divertir com meu amigo, o Carrasco.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Belém Se Rasgum - Divulgação TV

Plebe na TV paraense, divulgando a participação no III Se Rasgum.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Achei a Máquina!

Recebi um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo para fazer uma promessa para São Longinho que eu acharia a câmera perdida. Como acredito em tudo, fiz, prometendo pular mil vezes. Não é que no ensaio de ontem, quando fui guardar o baixo, vi algo preso no cantinho do case e era a máquina fotográfica. Então se me verem pulando como um doido por aí, saibam que estou cumprindo uma promessa.
Entrevista na TV
O melhor é que tenho as fotos de Belém! Não do show, claro, pois tocar baixo e fotografar ao mesmo tempo é impossível. Porém, tenho várias de nossa divulgação de TV, o Philippe sendo maquiado para parecer em frente das câmeras e muitas do DJ Maluquinho, um cara que une o Brega Paraense com batidas eletrônicas. O link para o álbum no Flickr está aqui.
Vistoriando o local do show.
Mais uma notícia, amanhã, Rosa e eu estamos de viagem para Londres, de férias! Sábado tem show do Killing Joke, com formação original! Preparem-se para notícias londrinas em breve.
Entrevista na TV
E dia 16 de outubro, no Bocanegra, na 402 sul, o início do projeto Plebe Roots, onde vamos tocar nossas influências. De Pixies a Clash, passando por BTO e Stray Cats. Estejam lá!
X e as Dançarinas.

terça-feira, setembro 30, 2008

Um Mundo Sem Carros.

Como todos sabem, dia 22 de setembro foi o Dia Mundial Sem Carro. Uma utopia pela qual vale lutar, na minha opinião. Sorte dos motoristas que não sou um poderoso líder da nação. Veriam o transporte coletivo ganhar um mega-upgrade, faixas exclusivas para bicicletas e outros meios de transportes limpos, IPVA ter um aumento mais do que significativo, gasolina taxada (ainda mais) e a Petrobrás ser sucateada. Tudo para fazer com que o povo se locomova coletivamente, deixarem os carros enferrujarem e as cidades mudarem de hábitos. Claro, a classe média brasileira, tão apegadinha a seus veículos particulares, ira me crucificar. Mas no longo prazo, seria saudado como herói. (Sonhe, X, sonhe.....).

É confortante saber que tem outros que pensam como eu. Vejam esse site: FUH2, ou seja Fuch You and your Hummer Too! A idéia é, quando você ver um Hummer, mande o dedo, tire uma foto e posta no site. Tem milhares de participantes e muitos vídeos no You Tube. O Hummer consome uma quantidade enorme de gasolina, poluí muito, geralmente só carrega um mala dentro (e não é no porta-malas, mas sim na direção). Foi escolhido como o Judas dos carros.

Tem esse outro que bolou uma forma de protesto bem interessante, no site Tag a Dummer. Você baixa uns stencils com a letra D e prega em cima do H no Hummer, que fica Dummer (ou seja, mais idiota).

Finalmente, recomendo o site nacional Apocalipse Motorizado, dando notícias de protestos anti-carros pelo Brasil. O mais legal é o pessoal que está criando ciclovias piratas. À noite, eles pintam numa via qualquer que ela é exclusiva de bicicletas. Põe placas nos postes avisando a mesma coisa. Fica tão real, que os carros evitam andar naquela mão! Obviamente, o DETRAN já vem no próximo dia apagando tudo.

Esse Brasil foi modernizado para os carros, para o individualismo. Não temos senso coletivo, não agimos como comunidade. O carro não é a causa, mas é o símbolo mais possante dessa falta de civilidade nacional. Pedalem mais, acelerem menos. Façam amigos no ônibus. Leiam um livro no metrô.