segunda-feira, novembro 17, 2008

PunkMovies



Tem um site que eu abro diariamente, além das versões virtuais dos jornais Estado de São Paulo e Gazeta do Povo, que é o Omelete. Eles se auto-definem como “entretenimento levado à sério” e a idéia deles de entretenimento é a mesma que a minha: música, quadrinhos, games e filmes. Fala “sério” desses assunto é um trabalho difícil, e o pessoal do Omelete consegue fazer um excelente trabalho.

Hoje eles postaram um texto sobre punks no cinema, e está bem escrito. Começando pelo Jubilee e indo até o SCL Punk. Vi todos e recomendo que baixem já! Concordo com a teoria de que Rock n Roll High School, com os Ramones, iniciou toda onda de filmes escolares dos anos 80s, aqueles que sempre tinham uns nerds e uns playbas e umas gostosas e humor muito bom.

Interessante também a sacada sobre o filme Blank Generation, do Richard Hell, que é basicamente como os punks NY se viam, como um bando de intelectuais não reconhecidos. Bacana mesmo.

Discordo, porém, dos comentários do Rude Boy, com o Clash. O filme é muito legal, comovente e mostra como a questão ideológica era importante tanto para as bandas como para os ouvintes punks 77. Além disso, após assistir numa noite de chuva e relâmpagos, o Philippe e eu compusemos Mentiras Por Enquanto. Só isso já merece uma indicação de Oscar para o filme.

Ainda bem que mencionou os filmes do Alex Cox. Acho que Repoman é um dos meus favoritos de todos os tempos. Straight to Hell, com os Pogues e o Joe Strummer é um clássico (mesmo com a participação da “yoko ono” Courtney Love, fazendo papel dela mesmo, ao que parece!).

Música e cinema tem tudo a ver, ainda mais quando é tratado a “sério”, sem o intuito de encher salas e arrecadar bilheteria. Arte levada a “sério”. Caramba, quanto sério aí......

Triste é constatar a história do rock nacional com o cinema. A primeira coisa que vem na cabeça é Rock Estrela, um filme ruinzinho, mais caracterizando o alienismo carioca dos anos 80s do que a situação ímpar que o País passava e que o rock estava engajado. Tem também o recente dos Titãs, mas eu não pagaria um centavo para ver isso....

4 comentários:

Anônimo disse...

Pô Andre!!! Esteve em BH e nem para dar o toque...
Trabalho naquele banco ao lado do Bacen.
Se soubesse levaria vc para saborear a culinária de MG, até imagino onde vc almoçou...

Outro dia marquei com o Txotxa, se ele pisar em BH, irá entrar em contato.
Da próxima, deixe uma mensagem no blogg

Anônimo disse...

Quando o Gutje saiu houve a possibilidade de chamar o Balé para tocar?
Claro que o Txotxa é um puta batera, mas não rolou um sentimento de amizade com o Balé?

cybernei da cunha disse...

quer dizer então que txotxa entrou para dançar balé? além das habilidades de baterista, txotxa tambem é bailarino?

abs

Sandro Plebeu disse...

críticas bem elaboradas são críticas (força ae à galera do omelete) críticas idiotas ou sao pontos de vista ou sao fofocas

valeu X, muito massa o post!!