terça-feira, setembro 30, 2008

Um Mundo Sem Carros.

Como todos sabem, dia 22 de setembro foi o Dia Mundial Sem Carro. Uma utopia pela qual vale lutar, na minha opinião. Sorte dos motoristas que não sou um poderoso líder da nação. Veriam o transporte coletivo ganhar um mega-upgrade, faixas exclusivas para bicicletas e outros meios de transportes limpos, IPVA ter um aumento mais do que significativo, gasolina taxada (ainda mais) e a Petrobrás ser sucateada. Tudo para fazer com que o povo se locomova coletivamente, deixarem os carros enferrujarem e as cidades mudarem de hábitos. Claro, a classe média brasileira, tão apegadinha a seus veículos particulares, ira me crucificar. Mas no longo prazo, seria saudado como herói. (Sonhe, X, sonhe.....).

É confortante saber que tem outros que pensam como eu. Vejam esse site: FUH2, ou seja Fuch You and your Hummer Too! A idéia é, quando você ver um Hummer, mande o dedo, tire uma foto e posta no site. Tem milhares de participantes e muitos vídeos no You Tube. O Hummer consome uma quantidade enorme de gasolina, poluí muito, geralmente só carrega um mala dentro (e não é no porta-malas, mas sim na direção). Foi escolhido como o Judas dos carros.

Tem esse outro que bolou uma forma de protesto bem interessante, no site Tag a Dummer. Você baixa uns stencils com a letra D e prega em cima do H no Hummer, que fica Dummer (ou seja, mais idiota).

Finalmente, recomendo o site nacional Apocalipse Motorizado, dando notícias de protestos anti-carros pelo Brasil. O mais legal é o pessoal que está criando ciclovias piratas. À noite, eles pintam numa via qualquer que ela é exclusiva de bicicletas. Põe placas nos postes avisando a mesma coisa. Fica tão real, que os carros evitam andar naquela mão! Obviamente, o DETRAN já vem no próximo dia apagando tudo.

Esse Brasil foi modernizado para os carros, para o individualismo. Não temos senso coletivo, não agimos como comunidade. O carro não é a causa, mas é o símbolo mais possante dessa falta de civilidade nacional. Pedalem mais, acelerem menos. Façam amigos no ônibus. Leiam um livro no metrô.

9 comentários:

anonimo 2 disse...

X,

Para se analisar essa questão, é preciso fazer uma comparação entre a filosofia americana e a europeia.

Os americanos acham que cada pessoa deve ter o seu carro (claro, pois assim a industria de Detroit enche o rabo de dinheiro), enquanto os europeus comunistas acreditam no transporte publico.

Por exemplo, em LA os onibus são raros, não existe metrô. Como os bairros são cidades distantes, os taxis são inviáveis. Então, em LA todo mundo precisa ter carro. Nobody walks in LA

Já em Londres é o contrario, pois lá tem metrô fantastico, onibus double decker e as distancias não são assim tão grandes para se pegar um taxi ou outro de vez enquando.

Enfim, essa filosofia americana do carro para todos, isso foi criado nos anos 20, quando a população e as cidades não eram assim tão grandes.

Hoje em dia, isso está ficando inviável, mas, ainda assim, para vender carro, querem exportar essa merda para o mundo todo.

Imagine 2 bilhoes de chineses, mais 1 bilhão de indianos, todos andando em seus proprios carros. Vai chegar um dia em que vão querer ter um SUV tambem. Então, assim o mundo acaba.

Ou seja, esse american way of life é ultrapassado e inviavel para a situacão atual.

Porém, no Brasil querem fazer assim. Começou com o JK e sua cidade de merda. Brasilia foi feita para os carros. Niemeyer andou em LA, copiou muita coisa de lá (e copiou muito mal)

Bancado pelo lobby de Detroit, JK inaugurou a industria automobilistica "brasileira"(não é brasileira, é dos gringos).

Copiaram essa filosofia escrota e ultrapassada dos americanos. No lugar de ferrovias, JK fez estradas, pois Detroit queria vender seus carros.

Agora, com o barateamento dos carros, qualquer peão pode ter um. As cidades lotaram de carros. O colapso está proximo.

Além disso, quase todo mundo quer dirigir alcoolizado. É um povo sem educação que dirige mal e só faz merda. Virou o caos. Morre mais gente que no Vietnan e Palestina.

As estradas brasileiras são infestadas de caminhões fodidos, dirigidos por caminhoneiros peões assassinos. É um verdadeiro circo de horrores, um banho de sangue, cheio de cadaveres esmagados em ferragens contorcidas.

E essa desgraça só vai piorar. É preciso mesmo haver uma terrivel recessão mundial, para que esse povo consumista possa baixar a bola. Só assim o governo toma vergonha na cara para criar um sistema de transporte publico decente, com ferrovias, bondes e metrôs.

Para terminar, sobre a classe media apagada aos carros como um simbolo de status, não adianta nada ter um automovel importado de luxo, roupas de grife, se no CD está tocando Bruno & Marrone ou Zezé de Camargo & Luciano. Continua sendo brega do mesmo jeito.

zé mendes disse...

Não sou contra a existencia dos carros, pois as vezes são importantes. Mas é preciso haver transporte publico decente tambem, para que o carro seja usado somente quando necessario.

Prefiro andar de onibus ou metrô, pois as vezes tem uma gostosa sentada ao seu lado. Mas, as vezes tambem, para se fazer compras no supermercado, para levar um parente no médico, é preciso ter um carro.

Gosto do esquema finlandes onde a pessoa pode alugar carro por hora. Eles ficam estacionados em locais estratégicos, com a chave dentro. Basta pagar atraves do celular e sair dirigindo.

O problema é que no Brasil o povo iria depenar, depredar e vandalizar. Os mendigos iriam dormir e até cagar dentro do veiculo.

André X disse...

R-A-D-I-C-A-L!
Mas, tirando os exageros, é por aí. Tem um interesse maior nos governos querer que cada um tenha seu próprio carro:
1. gera mais imposto para o governo, transporte público não.
2. isola as pessoas. Se todos pegassem ônibus ou metrô, teriam que conviver juntos, trocar idéias, etc. Isso gera pensamento independente, coisa que destrói qualquer populista.

Anônimo disse...

Trabalho a 25 km de casa, então, geralmente vou de carro.
Na maioria das vezes procuro pessoas para irem comigo, a fim de evitar que dois ou mais carro sigam o mesmo destino.

O que ‘pega’ em BH é o transporte coletivo, como já escrevi anteriormente é uma máfia fudida das empresas de ônibus, e isso, a mais de 50 anos. O metrô te pega em nenhum lugar e te leva em lugar nenhum.

Vez e outra fico reparando as pessoas, às vezes num tem onde morar, mas tem um Stilo na ‘garage’, prestações a sumir de vista, mas o carro tá lá todo equipado...
Fico admirado quando vejo uma patricinha num ford KA (é a cara delas) falando ao telefone, tirou carteira ontem está colocando a vida dos outros em perigo... Isso sem falar nos playboyzinhos que pegam o carro do pai e desfilam como se fosse uma Ferrari. É difícil...

Gosto muito de usar a bicicleta, mesmo BH sendo uma cidade para NÃO ciclista, problema é a falta de respeito, os motoristas estão se lixando para ciclistas, outro dia por sacanagem quase caí no arrudas (rio imundo que atravessa a cidade) por gracinha de um motorista de ônibus, ele viu pelo retrovisor e ficou rindo.

Todas as questões do Brasil estão direcionadas à EDUCAÇÃO... Temos que evoluir mmuuuiiiittttooo ainda.

Paulo Henrique disse...

Pra mim o governo atual está mantendo o transporte ruim propositalmente
para as pessoas comprarem mais carros e o governo ganhar mais com impostos.
Onde já se viu um transporte público ser dominado por empresas? Era de se esperar de uma ciadde construída pelo financiamento de automobilísticas.
E também acho que deviam proibir propaganda de carro, principalmente as atuais
que andam mostrando: "vc sofre com o trânsito? A culpa é sua por não comprar 1 moto na Motopoint ou um carro na Esave".
Quem mora no DF pode confirmar isso com um teste: No primeiro comercial do DFTV diga pra si mesmo "a primeira propaganda será de carro". Se não for será uma do CEUB ou de loja de material de construção (q inscentiva a cnostrução em áreas irregulares)

E de quebra deviam proibir propaganda de cerveja também.

anonimo 2 disse...

É verdade X,

Antigamente, no Rio de Janeiro, era uma beleza andar de onibus e andar pelas ruas. Conhecia mulheres bonitas, conversava com o povo de todas as classes e me socializava muito mais.

Todos andavam de onibus e a pé pela rua, até mesmo as celebridades. Via o Vinicius, Mario Lago, Tim Maia, Isabela do Volei, Gabeira...

Porém, hoje isso está acabando. Parece estar acontecendo um nova decadencia de Roma. As pessoas passaram a viver em feudos fortificados (shopping e condominios), onde só se chega de carro.

João disse...

Ouvi hoje na radio Bandeirantes "Plebe Rude in the ruts". Boa propaganda, estarei lá, mesmo não tendo nenhuma noção onde fica essa Bocanegra.

Dri Dri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dri Dri disse...

Falando em um mundo sem carro, trabalho em uma publicação da Editora Abril (revista Vida Simples) e acabamos de lançar um especial "Vá de Bicicleta" onde falamos tudo sobre as bicicletas no Brasil e no mundo. Manual de segurança nas ruas, guia de manutenção, ativistas da bike, viagem de bicicleta e muito mais.
Ah, inclusive nosssa equipe de redação adotamos as magrelas para vir trabalhar.