sexta-feira, outubro 09, 2009

Retrô X

Retrô, eu? Antes que alguém me acuse de ser um negador dos avanços tecnológicos, um iconclausta moderno, quero deixar claro que não abandonei nosso queridinho mundo digital. Ainda tenho meus gigabytes de MP3, minhas queridas fotos que posso mandar para todos e até postar no blog e meus documentos em pdf. No entanto, um dia, parei para perguntar: "se tudo isso é digital, como é que não posso tocar com meu dedo?"

A partir daí, comecei a ter saudades de manipular um LP (para os muito novos: aquele bolachão de vinil que usamos para ouvir músicas num toca-discos). Fiz uma pesquisa e descobri que há um mercado florescendo vendendo discos novos, de vinil virgem (porque aquilo que a gente ouvia nos anos 80s era tudo reciclado, perdendo qualidade a cada reprensada), agora com 180 gramas e sulcos profundos para melhor reproduzir o som. Timidamente, comprei o novo Sonic Youth em vinil. Depois alguns compactos (Joe Strummer tocando The Harder They Come, entre eles), uns EPs e quando vi, estava viciado em ouvir LPs novamente. Meu harddrive, contendo milhares e milhares de músicas, está com inveja, mas sentar no sofá, ouvindo um som, com a capa na mão é meu novo hobby caseiro.



Em recente viagem à Alemanha, Alice e eu passamos muito tempo dando uma olhada nas sessões de LPs nas lojas e, principalmente, nos mercados de pulga. Muitos achados bons, entre eles o único e maravilho LP do Fred Banana Combo (vide o vídeo abaixo, aliais, ouça, porque a imagem não tem nada a ver com a banda).


Também fui conquistado pelo filme de fotografia por meio das máquinas Lomo. Entrei na Lomografia, que usa câmeras Lomo, de plástico, baratas, mas produzem fotos lindas (vide abaixo). Minha digital está na prateleira, pegando poeira. Esperem muitas fotos de Lomo do show no Rio, na próxima semana.

Aliáis, boas notícias: a primeira loja Lomo do Brasil vai ser no Rio e vai abrir em breve! Sigam pelo twitter dos caras aqui.




E continuo a ler livros impressos. Esse negócio de livrodigital não vai me pegar! Ou vai?

Próximo passo: dirigir um carro que não tenha a maldita quinta marcha. Sonho: um Chevette Tubarão Turbinado com um adesivo do Jaws na janela de trás e outro do Tutubarão do outro lado!

quinta-feira, outubro 08, 2009

Plebe no Canecão!


Por essa vocês não esperavam: Plebe no Rio na próxima sexta-feira, dia 16 de outubro! Será no Canecão, dentro da festa Naftalina, promivida pela Rádio Transamérica, que também irá colocar na sua programação a versão em inglês de A Ida, trilha sonora do filme O Federal.

No mesmo dia em que gravamos o DVD, foi gravado também imagens que serão usadas num clipe inédito da Plebe para essa versão de A Ida. O Philippe é o responsável pela trilha sonora do filme. Então, antes que o DVD chegue às lojas (em 2010), vocês terão oportunidade de ver a Plebe em vídeo inédito.

Rio, aguardamos vocês!

sexta-feira, outubro 02, 2009

De Volta ao Brasil!


Depois de Amsterdã, fiquei sem acesso barato à internet, impossibilitando as postagens. Parece que no final do mês faremos os primeiros shows pós-gravação de DVD. Um será em SP, no Clash, outro no Gama e um terceiro ainda a confirmar. Mais detalhes assim que eu souber mais.

Quanto à discussão de que devemos buscar nossas próprias soluções e não copiar as de fora, discordo totalmente. Acho que a gente aprende muito com as experiências dos outros. Tem um termo em inglês que é "leapfrog", traduzido literalmente como pular carniça, sabe, aquele jogo de criança. Quando usado na absorção de conhecimento alheio, significa usar a informação e dar um pulo a mais, indo mais longe. É isso que espero.

O Brasil sempre vem com essa desculpa nacionalista de querer solucionar seus problemas de forma única. Lembro-me do desenvolvimento de nossa indústria de TI, que se fechou do resto do mundo e não produziu nada de bom. Foi só com a abertura econômica que eles começaram a ter competitividade e competência.

Vejam um exemplo bom de Berlin. Essa bicicleta aí da foto tem iguais por todo canto da cidade. Você cadastra seu celular na empresa e quando quer usar uma, basta mandar uma mensagem, que eles te devolvem a senha. Você daí destrava a bici, usa quanto quiser e deixa em qualquer lugar. Todas tem um GPS que permite controle de onde estão.

Antes que alguém reclame, Berlim é maior que Brasília, tem mais gente e tem várias formas de transporte público de qualidade. Comparo com Brasília, pois a parte ex-soviética é muito parecida. Metrô, bonde, trem, ônibus e SBahn. Você decide. Ou pega uma bicicleta!

terça-feira, setembro 22, 2009

Dia Mundial sem Carros 2009


Chegamos a mais um Dia Mundial Sem Carro com entusiasmo, mas pessimistas quanto ao futuro. Essa máquina poluidora, desagregadora, que está acabando com nossa qualidade de vida não dá sinal que vai embora.
Estou em Amsterdã, passeando com a Alice, minha filha. Desde que chegamos aqui, não andamos nenhuma vez de carro. Do aeroporto até a cidade de trem, da estação até o hotel de bonde. Hoje, alugamos uma bicicleta e conhecemos os principais pontos turísticos. A cidade é toda amigável para o pedal. Os poucos carros respeitam os ciclistas, há ciclovias por tudo quanto é lugar e o holandes tem na bicicleta seu meio de transporte número um. Desde rastafaris, punks, yuppies, peruas de salto alto, trabalhadores e burocratas, todos andam pela cidade pedalando suas bikes.
A cidade tem uma trilha sonora diferente, sem aquele fluxo incessante de carros que estamos expostos todos os dias nas grandes metrópoles brasileiras. Aqui, o governo não deve ser refém da indústria automoblística como no Brasil. Devem ter sua fonte de dinheiro taxando os ricos, os bancos e as igrejas, todos ignorados pela receita brasileira.
Em fim, fizemos nossa parte, pedalamos o dia inteiro. Estou queimado de sol, testa vermelha e feliz.
Saudades de casa e de todos.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Porão do Rock é de Brasília!


Ontem o Porão do Rock, edição 2009, perimitiu que Brasília voltasse a se orgulhar com seu legado rock n roll. Tirando o Capital Inicial, todas as bandas que já foram bandas importantes para a história do rock candango subiram ao palco. E quando digo todas, não podia ficar de fora a maior de todas, Legião Urbana, com Dado e Bonfá fazendo bonito, apoiados por músicos convidados (Philippe tocou Geração Coca-Cola).

Tivemos Little Quail, Mascavo Roots (com a formação original), Escola de Escândalo (tem gente que sempre erra e escreve/fala no plural, é Escândalo, não Escândalos!), Detrito Federal e, claro, Plebe Rude. Conseguimos até arrancar um elogio do Jamari França! Faltaram Low Dream e Oz, mas não se pode tudo, né?

Fico satisfeito com Brasília mostrando sua face rock mais uma vez. Fico feliz em ver o Porão cada vez mais profissional e sintonizado com a cidade. Parabéns a todos!

O Correio Brasiliense fez uma matéria especial muito legal, rolando até um enquete sobre o melhor do rock BSB. A Plebe fez bonito, ficando em segundo lugar nos LPs, na música e o Txotxa e eu escalados com a banda dos sonhos. Leiam aqui.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Flickr da Gravação do DVD


IMG_4279
Upload feito originalmente por Plebe Rude


Achei essa bandeira sensacional. Deu um toque todo especial ao evento, valeu plebeus! Vocês fizeram o show.

Vejam, aqui, as primeiras fotos colocadas no album do Flickr. Temos fotos da Elizabete Guitzel e do Bernardo Bessa. Outras serão adicionadas em breve.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Gravação da gravação (4) - Tudo o que poderia ser

A Pamela veio de Niterói, fez esse lindo video e tem um monte de ótimas fotos no seu Flickr: http://www.flickr.com/photos/pamelakopp/

terça-feira, setembro 15, 2009

Gravação da gravação (3): Censura

Essa vai para o senador bigodudo que há décadas impõe a censura no Brasil.

Gravação da gravação (2) Proteção

segunda-feira, setembro 14, 2009

Gravação da gravação do DVD (1)

Começam a chegar na internet as primeiras imagens feitas pelo público da gravação do DVD. Nesse trecho, Até Quando Esperar.

domingo, setembro 13, 2009

Missão Cumprida (Comprida?).

Ontem mais um sonho realizado. Depois de mais de um ano de planejamento, passos para frente, passos para trás, negociações e ensaios, conseguimos gravar nosso primeiro DVD. É um registro importante da Plebe em seu ambiente natural, no palco interagindo com os plebeus.

Uma gravação desse tipo é um processo estranho. O show teve muito mais pausas que a gente geralmente faz. Isso esfriou um pouco o andamento da apresentação. Causou estranheza para aqueles que conhecem a Plebe tocando no pau, uma música após a outra. Espero que os que lá estiveram presentes entendam isso. Quando o diretor mandava parar, para afinar as luzes ou posicionar as câmeras, a gente tinha que pausar. Aí, a adrenalina baixava. Mas voltava a mil outra vez quando gritava "rodando!".

O importante é que as imagens estão lindas. O visual está de primeira, graças à habilidade do Rodrigo e sua equipe. Como é bom lidar com pessoas que entendem a nossa postura e têm pensamentos iguais.

Obrigado principalmente aos plebeus que deram um show a parte. Abraços especiais para todos que vieram de longe e perto. Desculpem a falta de atenção, valeu pela presença.

Agora, mixar, editar e colocar na rua.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Área Vip, não! Área para Plebeu!

Haverá um espaço reservado e isolado por uma passarela por onde caminharão o Clemente e o Philippe. Quem estiver lá, estará no centro de tudo. E só pode entrar lá que for Plebeu de carteirinha.

Como? Se identificando antes do show. "Ei, eu quero estar no centro de tudo!"

Amanhã: Gravação do DVD

É amanhã, gente! Lá pelas 18 horas estaremos tocando para vocês e as câmeras. Um DVD diferente, sem convidados, sem prezepadas. Só a Plebe, os plebeus, Brasília de fundo e o nosso rock.

Daqui a pouco, hoje, sexta à noite, passagem de som na Ermida!

quarta-feira, setembro 09, 2009

Transporte para as Satélites confirmado!

A Secretaria de Transportes do DF aprovou onibus especial para o evento da gravação do DVD da Plebe Rude.

Ônibus sairão da Rodoviaria do Plano Piloto a cada meia hora das 14 horas a 22 horas... (tarifa preço de onibus normal do plano piloto.

Estejam lá! Repito, o sucesso desse DVD depende dos plebeus. Vocês são a máquina, nós somos somente a gasolina!

domingo, setembro 06, 2009

segunda-feira, agosto 31, 2009

Oficial: Gravação do DVD 12 de setembro!

AGORA É OFICIAL: GRAVAÇÃO DO DVD DA PLEBE RUDE AO VIVO - DIA 12 DE SETEMBRO DE 2009 NA ERMIDA DOM BOSCO EM BRASÍLIA!!!

MAIS DETALHES EM BREVE!

segunda-feira, agosto 24, 2009

Crime/Irvine Welsh

Um dos meus autores de ficção favoritos é o escocês Irvine Welsh, mais conhecido por ter escrito Trainspotting, que todos conhecem, não pelo livro, mas sim pelo filme.
Não é uma leitura divertida. Os seus personagens são traumatizados por problemas psicológicos, que bloqueia suas reações e interações sociais. Isso é descrito de forma tão detalhada, que o leitor se vê contaminado pela doença do personagem. Muitas vezes largava o livro com uma sensação imensa de depressão.
Comecei a ler seu último livro, chamado Crime. Muito me alegrou encontrar um trailer para o livro no You Tube. Juro que não conhecia essa forma de divulgar livros. Bacana, talvez consiga trazer mais pessoas ao hábito da leitura.
No entanto, alerto aos interessados que o filmezinho não traduz bem do que se trata o livro. Não é propriamente dito uma história polical, mas sim a luta de um policial escocês tentando se livrar do fantasma de um caso de assassinato com abuso infantil e de um vício de cocaína, enquanto viaja com sua noiva obsecada em organizar um casamento perfeito para Miami. Claro, nada dá certo. Quem já viu Miami Vice sabe que escolheu o lugar errado para se livrar do vício.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Só na terra onde reina Sarney.


Só num país fictício como o nosso para um edifício pegar fogo ao lado de uma loja de extintores de incêndio! Viva o Sarney!

Philippe na Revista Caras

Alguém viu a foto do Philippe e do DJ Marquinhos na Revista Caras? Ficou hilária! Não tou conseguindo scannear, mas em breve posto aqui!

Drogas e direção.


E o pior, só um desses atos é pego no bafómetro!

Quando o Tecido da Sociedade se Deteriora

A idéia era voltar a postar com grande estilo, comunicando a data oficial da gravação do DVD, mas aconteceu o que era tão previsível, mas mesmo assim choca.

O Senado Federal, num gesto corporativista, corroborou todos os atos corruptos do Sarney, dando carta branca para que continue tratando o Brasil como seu celeiro de renda e poder. O pior, contou com ajuda de um partido que vestia legitimamente a camisa da ética na política. O Mercadante faz bem de querer sair, deixe o Lula com seus colegas do PMDB, assim como o Collor naufragou com seus cúmplices na sua renúncia.

Não posso dizer que estou chocado, simplesmente anestesiado, não sabendo o que pensar. É esse o país que quero deixar para minhas filhas? Onde uns coronéis nordestinos ditam o futuro de uma inteira geração? Ninguém está indignado? Precisamos de um Lee Oswald? De um John Booth para botar ordem na casa? Será que adianta nos rebaixar à maneira deles pensar?

Jardel com travesti, Sarney com bisturi, cortam todas as notícias que vocês não vão ouvir! Sim, agora temos uma razão sólida para voltar a tocar Censura nos shows. Refiro-me à censura que está ocorrendo no Estado de São Paulo a mando do bigodudo. Falem de mim, mas serão censurados!

Policiais civis presos com uma professora e um pastor evangélico traficando drogas. Ouvi na rádio hoje! Três profissões que deveriam ser modelos de moralidade. Num país que abençoa um Sarney, tudo é possível! É a fibra moral da nossa sociedade que está se deteriorando. Ficamos com uma falsa moral religiosa burguesa, onde tudo é permitido, desde que não balance o barco. Desde que todos tenham uma fatia do bolo.

Tenho medo. Muito medo.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Plebe In Prudente

Plebe em Pres. Prudente
Plebe Rude em Presidente Prudente. Tocamos lá no dia 1 de agosto, no Thermas Rock, cujo slogan foi "todos na mesma legião". Juro que não entendi. Também não entendi o som, que foi um dos piores que a gente já pegou. Nem as habilidades acústicas do Gustavo Dreher deram conta de transformar aquele bolo sonoro em algo perceptível.

O interessante foi que encontramos o Dado e o Bonfá que também estavam lá participando do festival - em dias separados, claro. Bacana rever os velhos amigos. Outro no qual esbarramos foi o Fernando Magalhães, do Barão, que já é velho conhecido e colaborado da Plebe, tendo até gravado umas guitarras em Mais Raiva.

A ida e a volta foram demoradas, vans, estrada e espera. Mas tudo por um show.

Fotos aqui.

sexta-feira, julho 31, 2009

Baixistas

O NME era um jornal musical sério. Referência para quem gostava de música. Hoje ele até tenta transmitir um ar de seriedade, mas não passa de uma Contigo indie. Que saudades daquele tablóide que fazia uma crítica de disco de uma página, estabelecendo a relação da música no contexto político/cultural atual.

O NME está fazendo uma enquete sobre baixistas. Entrem aqui e votem no seu favorito. Eu já fiz e estou decepcionado com o resultado. Tem gente que tá dando 4 pontos, de 10, para o Jaco Pastorius! E dez pontos para o Sid Vicious!!! Tudo bem, cada um dentro do seu estilo, o Dee Dee era o melhor naquilo que fazia, mas tudo tem um limite!

E pior, está à frente da votação dos leitores do NME um tal de Chris Wolstenholme, da banda toco-progressivo-mas-fingo-que-sou-indie Muse. A frente do John Entwistle!!! Vejam a parada aqui.

Amanhã tem Plebe em Presidente Prudente!!!!

E para terminar bem a semana, uma foto do Obama após consulta com o médico do Wacko-Jacko (Miguel Jackson).

quinta-feira, julho 30, 2009

Pós-New abre o baú!!!

A tchurma de Brasília nos anos 80s não era composta somente por músicos. Tínhamos artistas, escritores, bailarinos e fotógrafos. Muitos fotógrafos. Dois deles, Nicolau El-Mor e Bolinha (aka Ricardo Junqueira), formaram o Pós-New, que era definido assim:
“Nos anos 80, todos no mundo do Rock eram pós ou new alguma coisa. O Rock Brasília tão diverso e profícuo não era muito diferente do resto do Mundo. Dentro desse turbilhão criativo os fotógrafos Nicolau El-moor e Ricardo Junqueira fundaram a Pós-New Fotografia, agência que registrou a cena musical da cidade e fez um retrato da cultura de Brasília. Nos 50 anos da cidade, Junqueira e El-moor irão publicar suas imagens em livro e exposição.”
Eles lançaram um blog como aperitivo da exposição. Aqui está o link: PÓS NEW. Deliciem-se!

terça-feira, julho 28, 2009

Runaways


Já que estamos na sessão naftalina e eu estou meio saudosista depois de ler o livro do Carlos Marcelo, trago à tona outro vinil que mudou a minha vida. O ano era 1976, tinha 14 anos e fui ao Carrefour fazer compras com meus pais numa noite da semana (detalhe para os curiosos: eu adoro ir ao supermercado – fui voluntariado, meu irmão ficou em casa). Uma das coisa que gostava era que o supermercado tinha uma sessão de discos e, enquanto meus pais enchiam os vários carrinhos com compras para o mês, prática comum na época da inflação, eu ficava vendo as capas.
Dois discos atraíram a minha atenção. O primeiro foi o disco de estréia do Boston. Já tinha lido algumas boas notas sobre ele. Outro foi de um grupo de meninas bem jovens chamadas Runaways. Achei diferente, nunca tinha ouvido falar. Joguei os dois LPs num dos carrinhos e, como sempre, passaram pelo caixa sem que percebessem. Assim, economizava minha mesada e voltava para casa com dois novos discos!
Noitinha, no meu quarto, com fone de ouvidos e o disco do Boston no meu 3 em 1, começo a conhecer minhas novas aquisições. Bastante decepcionado com a masturbação musical do Boston (que Boston!), coloco o LP das Runaways. Primeira música: Cherry Bomb. Simples, empolgante. A letra me é estranha, estava acostumado com os baby baby push push, do Led Zeppelin, os she’s a highway stars, do Deep Purple, os songs from the woods, do Jethro Tull. Essa falava de pais bêbados, fugir de casa, ficar a noite toda aprontando. E é cantado por meninas com 16 anos! Quase minha idade!
Na verdade, o disco me fascinou, mas me assustou também. Músicas sobre ficar doidão e perder a noção. Ficar preso em prisões de delinqüentes juvenis. Quebrar a lei. Muita informação diferente para um adolescente de 14 anos, numa época em que a gente era blindado desse tipo de coisa.
As Runaways foi um projeto do produtor, empresário e músico Kim Fowley que queria fabricar um sucesso. Já havia trabalhado com o Slade, o Soft Machine e o Ritchei Blackmore. Achou esse grupo de meninas, que contava com uma jovem Joan Jett e Rita Ford. Se baseou numa performance dos New York Dolls em Hollywood e resolveu investir. Esse primeiro disco é foda, com F maiúsculo. Só depois, ganhou rótulo de punk. Considerando a idade delas, acho genial o resultado final.
O problema foi a partir do segundo disco, quando o Kim Fowley tentou meter o dedo dele nas músicas, levando mais para o heavy blues metal e dar um ar sexy às garotas, que eram na verdade umas adolescentes rebeldes. A Joan Jett foi a primeira a se rebelar, inclusive processando a revista Playboy que publicou uma foto sua com alguns comentários sexistas. Não estava no sangue delas serem vendidas desse jeito. Mais um ponto, na minha visão!
Eu mostrava para alguns conhecidos da Colina, muito mais velhos que eu, que torciam o nariz e voltavam a ouvir seus Yes e ELP da vida. Eu insistia: “elas só têm 16 anos!!!”, nem me ouviam. No colégio, foi a mesma coisa, o pessoal só querendo Kiss e Lynard Skynard. Ainda bem que tinha amigos como o Pretorious e o Fê Lemos que entenderam de primeira sobre o que se tratava.
Ninguém estava preparado para ouvir garotas adolescentes com atitude no anos 70s. A banda acabou em 1979. Gosto de bandas assim: carreiras rápidas e contundentes. Alguém agüenta ouvir outro disco do Oasis?

PS – Descobri que querem fazer um filme sobre elas, leiam aqui.

sexta-feira, julho 24, 2009

Revista Pop salva os Andrés!


O ano era 1977, com tudo que isso simbolizava no Brasil: ditadura, censura, impossibilidade de importar coisas, dificuldade de obter informação. Boatos de que uns jovens da Inglaterra começaram um movimento cultural, voltado para os jovens, vendo o mundo como ele é, indo contra o atual establishment musical começavam a soprar em Brasília. Dois jovens Andrés, um Mueller, outro Pretorius, nem tinham ouvido ainda o som que era a bandeira do movimento, mas já gostavam do pouco que liam.

Para nossa surpresa, uma revista voltada para um rock insosso lança um LP chamado: Revista Pop Apresenta o Punk Rock. Era uma sexta-feira quando compramos nossa cópia. Fui passar a noite na casa do Pretorius, que na verdade era a Embaixada da África do Sul. Quando os pais dele foram dormir, saímos da parte de moradia do edifício e entramos na parte administrativa, totalmente às escuras naquele horário. Fomos direto para o escritório de embaixador, onde tinha um toca-disco.

Como o gabinete era longe de onde o restante da família estava dormindo, podíamos colocar na altura que quiséssemos sem atrapalhar ninguém. E ouvíamos alto aqueles primeiros acordes de God Save the Queen. Em seguida, Ramones, com Loudmouth (uma das primeiras músicas que tirei no baixo). Não acreditávamos o quão bom era, pura energia sonora! Duas pedradas seguiam, Jam, com In the City, e Eddie & the Hot Rods, com I Might be Lying. Foram momentos mágicos essa primeira ouvida. Se alguém acha que música não muda nada, não entendem de música, nem de humanidade.

Não sei quem fez a seleção musical, obviamente ninguém da revista Pop. Tinha Ultravox, Runways, London (boa múscia, nunca mais ouvi falar....) e a fraquinha banda francesa Stinky Toys. Não é que não conhecíamos esse som antes, mas as experiências anteriores foram umas fitas K7 que o Fê tinha mandado da Inglaterra, gravadas do rádio. Esse foi o primeiro contato de verdade.

Outra noite, surfando a net, achei um link para baixar o LP em MP3. Não perdeu a força! Vou atrás do LP original. Ouvindo novamente, me fez ver como a gente era inocente e isolado do mundo. Hoje, qualquer um pode ouvir qualquer música quando quiser. Não sei se terão uma lembrança dessas no futuro; “ah, o dia que eu baixei o primeiro disco do Oasis mudou a minha vida”. Não bebíamos, nem usávamos drogas. Era água, invasão de espaço alheio e punk rock! Ouvimos o disco dezenas de vezes, tirávamos as letras, escrevendo-as em papeis com o timbre da embaixada. Diversão pura!

The Herbaliser Band - Ginger Jumps The Fence


O Herbaliser (nome sugestivo, não?)é uma banda de Trip Hop inglesa. Em 2000, a dupla de produtores ingleses do Herbaliser, Jake Wherry & Ollie Teeba juntaram-se a uma banda de jazz pra tocarem versões instrumentais de musicas de seus três primeiros discos. Tudo gravado todo ao vivo em estúdio, como uma jam session. As músicas, sem os samplers e os eletrônicos ficaram outra coisa, muito mais elegantes e sérias. Recomendo para aquelas reuniões a dois, no escuro, com uisquinho. Ou climas parecidos. Ouçam, ampliem seus horizontes, coisa de primeira. O resultado são dois discos: Session One e Session Two.

terça-feira, julho 21, 2009

Bob Marley com ciúmes!


Essa semana a gente ia ter um ensaião na quarta, mas o Txotxa não pode ir pois coincidia com um compromisso anual dele: assistir à estréia do novo filme de Harry Potter. Infelizmente, não tenho uma foto do super-batera trajando o uniforme de Hogwarts, mas ele promete tocar assim no próximo show, que será em Presidente Prudente, no dia 1º de agosto.

Admito que já li alguns livros, com a Alice, meu álibi, e vi alguns filmes. Gostava do bobão turbinado Vincent Crabbe, que vive seguindo o malvadinho Draco Malfoy. Achava que poderia ser um novo John Candy. Hoje descobri que o ator que faz o Crabbe foi preso por plantar maconha em casa. Dez pés! O juiz ficou abismado com a sofisticação utilizada, coisa de botar qualquer botânico no chinelo.

“De que se trata?” pergunta o juíz.
“É mágica!”, responde o Vincent Crabbe. “Mergulhei muito em meu papel, queria me transportar para um mundo alternativo,” justifica.

Agora entendo toda aquela névoa do filme! O Crabbe alegou que tudo era para consumo próprio. Dez pés! Que larica! Por isso está desse tamanho!

Vocês sabem como o personagem morre nos livros? Crabbe morre ao conjurar a magia “fogomaldito” para tentar matar Harry em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Fogoamigo, isso sim! E maconha em inglês é pot. Esse sim é o verdadeiro potter, há há há há.

“Aí, Harry, tem um fogo aí?”, pergunta o Crabbe estalando os dedos no set de filmagem.
“What som é esse?”
“A Emma Watson também quer? Relaxa, tenho dez pés!”
Há há há há há!

Foi mal a ausência prolongada de posts. É que abri uma conta no Twitter e fiquei meio obcecado com a coisa....

sexta-feira, julho 10, 2009

Scott Pilgrim: um baixista no holofote!


O meu amigo e guru Chico Bóia define a humanidade em duas categorias: carneiros ou pastores. A definição vai um pouco além de ser líder ou liderado. Refere-se à capacidade de ser independente, de ter uma visão única do mundo, de descobrir coisas novas e ter opinião própria. Esses são os pastores. Os que vão na onda, copiam, consomem produto feito para as massas, esses são os carneiros.
Tem uma série canadense em quadrinhos, desenhado por Bryan Lee O’Malley, que vai fazer a diferença entre os carneiros e os pastores. É o personagem Scott Pilgrim, um baixista de 22 anos que se apaixona pela Ramona Flowers. Só que para ganhá-la, tem que passar pelos seus sete ex-namorados maléficos. Soa meio adolescente imbecil, mas é fantástico.
Acontece que vão fazer um filme. O filme, sim, vai ser dirigido ao público adolescente. Muito difícil capturar o “legal” da história na tela. Então, antes de chegar aos cinemas, é bom vocês lerem. Daí vão poder falar: “pô, não captou nada do que eram os quadrinhos”. Vamos poder sair do cinema rindo dos “carneiros” que estão sendo alimentados cultura regurgitada.
Sejam pastores, leiam a série Scott Pilgrim, a única vez que um baixista vira herói!
E parece que a Cia das Letras vai publicar a série em português. Não porque entenderam do que se trata, mas porque vai virar filme e eles querem colher os lucros.

quarta-feira, julho 08, 2009

Lost in the Supermarket.

Fui atropelado dentro de um supermercado! Fazendo compras, domingão de manhã, lá estava descendo com meu carrinho pela esteira rolante em direção à garagem quando algo me atinge pelas costas com força. Bate na altura da cintura, me prensando contra a barra de mão do carrinho de compras. Com o impacto, as canelas são pressionadas com força contra a parte de baixo do carrinho.
Os carrinhos de compras têm umas rodas especiais que se encaixam nos sulcos das esteiras rolantes, travando sua descida pela rampa. Com a pressão vinda por trás, começamos a nos mover para frente. Para não cair, começo a correr junto, mantendo o ritmo da descida. Chegando a parte plana, já fora da esteira, me jogo no chão, para o lado, enquanto o meu carrinho e, o que vim a descobrir ser um carro de carga usado para carregar caixas e estocar as prateleiras, se chocam contra a parede do fundo.
Saldo, uma dor imensa no abdome, duas canelas sangrando e inchadas. Pareciam que havia bolas de golfe por dentro da pele! O funcionário que havia soltado o carro lá de cima (não havia agüentado o peso!) pede umas desculpas sem entusiasmo e só se preocupa em juntar as suas caixas esparramadas no chão.
Reclamei com o supervisor, fiz ocorrência na polícia, perícia no hospital (estava preocupado com hemorragia interna) e no IML. Imaginem se fosse uma criança, teria batido bem na cabeça! Ou alguém da terceira idade, já era! O perigo nos ronda, tomem cuidado.
A boa notícia é que ainda consigo tocar. E tem show em Presidente Prudente no dia 1º de agosto!

sexta-feira, julho 03, 2009

Abobrinhas de Fim de Semana

1. Artigo de hoje no Correio Brasiliense afirmando aquilo que todos desse blog já sabiam: caos no trânsito iminente nos próximos anos. Governo estimulando a compra de carros, negligenciando o transporte coletivo e os estudiosos avisando. Quando a merda bater no ventilador, quero ver o que vai dar.
2. Mercadante defendendo Sarney na tribuna do Senado? Pensei que já tinha visto de tudo! O Suplicy foi bem mais elegante, saiu de fininho. O Maranhão tem um IDH abaixo do Haiti! Pensem nisso! Todos os dedos apontam para somente uma família como a culpada, adivinhem qual?
3. Fiquei chocado com as agressões racistas da torcida do Grêmio, no jogo de ontem contra o Cruzeiro. Se tem uma coisa que me causa nojo é o racismo. Quando morei na Inglaterra, quando adolescente, uma das primeiras coisas que meus colegas de sala vieram falar comigo foram comentários negativos quanto ao fato do Brasil ter muitas raças. Um cara me perguntou como a gente suportava viver com negros. Respondi que contra negros não tínhamos preconceito nenhum, mas contra gordos sim. Que a gente olhava para um gordo e via um cara desleixado, preguiçoso e mau caráter. O cara era gordo e ficou ofendido, sentiu gosto do próprio veneno.
4. Qual a semelhança entre Grêmio e Michael Jackson? Os dois prometeram dar show, venderam todos os ingressos e morreram em casa, ah, ah.
5. Bom fim de semana para todos. Hoje tem Slim Jim Phantom!!!

quarta-feira, julho 01, 2009

Fotos do O'Rilley e Locação DVD

Vista Ermida Dom Bosco
Esse visual acima é de um local no DF onde estamos pensando em gravar o DVD. O horário seria esse mesmo da foto, visual total chocante pódes crer irmão..... bem, traduzindo, legal mesmo. Cacá, Philipe e eu acompanhamos o produtor Paulinho Madrugada na vistoria do local.
Na Ermida Dom  Bosco

Vejam algumas fotos dos shows do O'Rilley aqui.

Clicar na foto para vê-la inteira!

terça-feira, junho 30, 2009

Tudo Que Poderia Ser

Gravado no segundo dia do ensaio aberto no O'Rilley.

segunda-feira, junho 29, 2009

Mais uma no O'Rilley

Mais uma amostra do show de sábado no O'Rilley.

Ensaio Aberto no O'Rilleys

Foi um fim de semana suado! Três shows, ensaio aberto para o DVD, no pub O'Rilley. Cada um diferente do outro. Na sexta, uma apresentação bastante descontraída, com direito à piadas, Billie Jean, do Michael Jackson, erros e tentativas de acertos. No sábado, um show impecável, já com os erros da sexta acertados e detalhes passados a limpo. Na matinê de domingo, casa vazia (o O'Rilley não abre normalmente aos domingos...) e a Plebe aplicando a Lei do Gregório, um técnico de som da época do Nunca Fomos. A lei diz que, quanto menos gente, mais garra a banda tem que ter. E foi assim.

sexta-feira, junho 26, 2009

Hoje: Ensaio Aberto!

Lembrete final: hoje, amanhã e domingo, ensaio aberto da Plebe Rude no O'Rilley. Venham dar seu pitaco no que será o playlist final do DVD. Venham conferir a nova música: "Tudo Que Poderia Ser". Venham se divertir.

Para o Michael.

Música dos Stranglers que me vem à cabeça quando vejo os globais, celebridades, políticos, jornalistas e outros wannabees falando da morte do Michael Jackson.

Éis a letra:

Everybody Loves You When You're Dead

They crucify you when you get it wrong
When things are fine they put you ahead
They laugh at you with your trousers down
They pick the stones and aim them at your head
When you're alive they won't care what you said
What you deserve and all the blood you bled
It doesn't matter what you try to hide
The sun comes out and then the truth is read
Your fans'll love you when you're alive
But the wreaths are laid by the rest instead
When you're alive they won't care what you said
What you deserve and all the blood you bled
'Cos everybody loves you when you're dead
Kneel and pray by the side of your bed
And everybody loves you when you're dead
Kneel and pray just like your momma said
When you're alive they won't care what you said
What you deserve and all the blood you bled
You'll turn in your grave at what's gonna be said
You'll finally be appreciated
'Cos everybody loves you when you're dead
'Cos everybody loves you when you're dead

quinta-feira, junho 25, 2009

Entrevista para o Correio



Ontem o Philippe e eu demos uma entrevista para o Correio Braziliense que foi bem bacana. O assunto, claro, foi a temporada desse fim de semana no O’Rilley e a preparação para gravação do DVD. A matéria sairá na edição de amanhã, sexta-feira.
Tiramos fotos ao lado do Teatro Nacional, que está passando pela enésima reforma. Parece que esse tipo de arquitetura antiquada não é própria para os ares do Planalto Central, exigindo uma manutenção constante. Dessa vez, eles arrancaram todos os blocos que compõe a fachada assinada pelo Athos Bulcão, sobrando apenas os toquinhos de aço. Fotografei para vocês sentirem o ar sinistro que ficou. Logo, estará restaurado à beleza original.

terça-feira, junho 23, 2009

Afundação do Sarney


A cada dia que passa a estória melhora! Agora descobriram que dois funcionários da Fundação José Sarney estão na folha de pagamento do Senado. Você sabia que estava contribuindo para o salário deles? Veja só seu imposto sendo bem empregado!
E para que serve a Fundação José Sarney? Manter viva a memória do José Sarney! Mas não precisa de tudo isso, Senador! A gente bem que gostaria, mas não vai esquecer nunca de você! Estarás sempre em nossa memória como o Presidente que levou sem lutar, decretou uma moratória desnecessária, nos trouxe a hiperinflação, apóia quem lhe der na telha, etc. etc. Pode deixar que sua memória estará viva com a gente!
Já imaginou o trabalho lá? Veja a cena:
Empregado 1: “Cara, tudo bem que o Senado que banca nosso salário, mas vou exigir insalubridade!”
Empregado 2: “Como assim?”
Empregado 1: “Porra, ter que ler Marimbondos de Fogo é dose!”
Empregado 2: “Tá certo, vamos falar com o sindicato!”
Como sabemos que não podemos falar mal do Sarney, pois o cara é parte de nossa história, vamos botar a culpa na imprensa!

segunda-feira, junho 22, 2009

Test Drive do DVD!


Nesse fim de semana tem “test drive” da gravação do DVD da Plebe Rude! Estaremos de sexta à domingo no Pub O´Rilley. A idéia é testar o set list, ver se as músicas incluídas funcionam com o Clemente e testar também a nova música, inédita, que será incluída no DVD. Estarão presentes toda a equipe, dos roadies ao iluminador, que participarão da gravação. Tomaremos notas e aperfeiçoaremos tudo para o grande dia (que ainda será divulgado!).
É importante a presença dos plebeus mais plebeus, aqueles que nos conhecem bem e podem dar opiniões quanto ao show – pois o que sair do O´Rilley é o que será gravado!
Domingo, será um matinê que começa às 18 horas. Bom para levar a sobrinha emo.

quinta-feira, junho 18, 2009

Que Pai é Esse?

Estou dentro de um Airbus da Tam, aguardando decolagem para Porto Alegre. Abro a revistinha de bordo que contêm as últimas notícias. Manchete: "Lula sai em defesa de Sarmey!"
Alguém, algum dia, pensou que leria essa notícia? Claro que os culpados pelo desgaste da imagem do $enado e das in$tituiçõe$ nacionais é da imprensa! 500 atos secretos, contratação de parentes, contratos fraudulentos, corporativismo excessivo, trem da alegria...., Cadê nosso Guy Fawlkes?!!!

Um aviso importante: as datas e o local da gravação do DVD ainda não estão definidos. Aqueles que estão fazendo planos para comparecerem, aguardem.

A única normalidade dessa manhã são as caras tristes de alguns gaúchos colorados a bordo do avião.

terça-feira, junho 16, 2009

Mui Hermanos!

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Ops, outra sumida, outro país. Sim, me ausentei. Deixei o Philippe cuidando das negociações para o DVD e me mandei para a Argentina, Buenos Aires, com a Rosinha. Apesar de ter uma avó argentina (dessas vocês não sabiam!), nunca tinha ido à capital de nossos hermanos. Achei muito bacana, bastante européia, mas isso é chover no molhado.
O que me impressionou positivamente: eles tem 1/3 de nossa população, porém lêem 3 vezes mais, em números reais. O que significa que cada argentino lê 9 vezes mais que o brasileiro médio. A gente nota isso no dia-a-dia deles. Todos carregam livros, as livrarias são impressionantes. Um dia chegaremos lá.
A gastronomia é muito boa, porém nossa também é. Como isso não é uma competição, só temos a ganhar.
Negativamente: o excesso de patriotismo. Como anarquista e pesquisador (amador) de história, fico com muito medo e receio do nacionalismo desenfreado. Sempre é usado por governantes para manipular o povo. Desde Napoleão, passando por Hitler, Vargas, até o Chaves.
Agora estou de volta e mãos à obra para viabilizar esse DVD!


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terça-feira, junho 09, 2009

Plebe Rude Proteção Ensaio para o DVD!

A Nata do Rock foi a primeira a divulgar um ensaio da Plebe para o DVD. Lembrando: será gravado na Ceilândia, nos dias 10 e 11 de julho. O quinto membro da Plebe é o público, vocês farâo a diferença nessa gravação, compareçam, participem, gritem!

HashPipe by Plebe Rude

Essa música entrou no repertório do Plebe Roots graças ao Txotxa, e ainda bem! Mais uma tentativa do Bola receber o Oscar do You Tube.

Trasmission by Plebe Rude

Essa foi gravada no Boca Negra, num dos shows do Plebe Roots, pelo Bola (ex-Diamante Cor de Rosa, ex-Sociais, atual Poker Player). Enjoy.

quarta-feira, junho 03, 2009

The Howling by The Phantom Band (Official Video)

Finalmente saiu em forma de compacto, com direito à vídeo de promoção, a melhor música do primeiro disco do Phanthom Band. A música se chama The Howling e, até hoje, é a melhor que ouvi em 2009. Vocês devem se lembrar que, em janeiro, elogiei muito esse grupo da Escócia. Deleitem-se.

terça-feira, junho 02, 2009

Carlos Marcelo Lança Livro Hoje!


Vai ser um evento bacana hoje no CCBB. Espero ver muitos da tchurma por lá. Com sorte, até o Milton!

segunda-feira, junho 01, 2009

Entrevistas com o C.M.


Quando lê-se que o Carlos Marcelo entrevistou as pessoas mencionadas,não é apenas aquele bate-papo protocolar para inserir nomes no release e na contracapa. Comigo, foram horas de conversas, trocas de e-mails e telefonemas. Foi muito legal, pois revivi muitas das coisas que tinha esquecido, a principal sendo como eram emocionantes aqueles tempos. Emocionantes e inocentes.

No livro, tem uma página de caderno rabiscado pelo Renato que relata um dia típico do Manfredini. Contém pessoas com quem ele quer falar, necessidade de pagar a sala do Rádio Center onde Plebe, Legião e Escola ensaiavam, notinha sobre a não participação do Dado em coisas da banda, etc. Muito bacana.

Vejam aí a capa com as cores corretas.

Lançamento do Livro Renato Russo - O Filho da Revolução


O Carlos Marcelo, além de jornalista competente, é amigo e plebeu. Foi ele que escreveu o release do CD Enquanto a Trégua Não Vem, que eu considero um dos melhores já escritos sobre a gente. Amanhã, às 19 horas, no CCBB, estará lançando o livro Renato Russo - O Filho da Revolução. A abordagem é interessante, pois é resultado de uma pesquisa feita sobre a vida do Renato pré estouro da Legião. Quando ele ainda era conhecido como Renato Manfredini. Para ser bem sincero, esse é o Renato que conhecíamos e convivíamos. Depois da ida para o Rio, nossos encontros se tornaram menos frequentes. Estaremos lá! Segue, abaixo, o release do livro.



RENATO RUSSO
O FILHO DA REVOLUÇÃO
CARLOS MARCELO


"No início, queríamos fazer com que todos se tocassem de tudo, da situação geral; não aceitar de cara as ordens, as idéias e os esquemas. Fizemos isto de coração, e com o coração falamos da nossa cidade, do mundo jovem e das nossas emoções"

Renato Russo, 1983


***


Em 1988, um show para 50 mil pessoas, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, deveria ser uma celebração pela volta da Legião Urbana, no auge da carreira, à terra natal. Mas a apresentação, interrompida antes do fim por conta de provocações, brigas e depredações, acabou se transformando em um episódio de frustração e ressentimento entre os que estavam no palco e na platéia. O jornalista Carlos Marcelo, então com 18 anos, estava lá e saiu perplexo com o que testemunhou. Vinte anos depois, utiliza o episódio como ponto de partida e de chegada para a narrativa do livro Renato Russo – O filho da revolução, que está sendo lançado pela Agir e reconstitui o processo de transformação do adolescente Renato Manfredini Júnior no maior ídolo do rock brasileiro.

Além de trazer à tona as primeiras paixões e obsessões do líder da Legião, bem como sua incessante busca de conhecimento em livros, filmes e discos, o livro representa importante contribuição para se rever - ou conhecer - uma época de opressão silenciosa e, nem por isso, menos atuante. Carlos Marcelo desenvolve a trajetória do jovem Renato em paralelo à da jovem cidade, Brasília. Ambos nascidos no mesmo ano, 1960; ambos marcados pela onipresença da ditadura militar. A influência desse momento histórico na formação da juventude urbana brasileira percorre todo o livro, estabelecendo assim “um diálogo rico entre a vida e a obra de um dos nossos maiores compositores e intérpretes”, na definição do escritor Milton Hatoum: “Na figura multifacetada e inquieta de Renato Russo, a junção da trajetória de uma vida breve com o momento histórico nacional, sendo Brasília o epicentro do nosso impasse e da nossa perplexidade”, afirma o autor de Dois Irmãos, que também morou na capital durante a ditadura militar.

Para transportar o leitor à época e à cidade vivida pelo protagonista e assim mostrar a urgência da vida do personagem, o texto é todo escrito em tempo presente, recurso utilizado pelo autor para destacar a urgência da vida do personagem. Ao longo dos capítulos, Carlos Marcelo mostra como Renato Russo observou e absorveu o impacto do que acontecia com ele e suas diversas turmas de amigos em Brasília para escrever letras que sintetizavam sentimentos e anseios da juventude: “Daí a profunda identificação que suas letras despertaram em milhões de jovens. Nesse sentido, Renato Russo - O filho da revolução retrata muito mais o nascimento de um cronista atento ao cotidiano e que burilava suas letras com afinco do que o surgimento de um poeta isolado do mundo, à espera da visita da musa da inspiração”, acredita o autor.

Para escrever Renato Russo – O filho da revolução, o autor realizou uma gigantesca pesquisa. Foram oito anos de trabalho, intercalado com a atividade jornalística como editor-executivo do Correio Braziliense. Mais de uma centena de entrevistas e levantamento de documentos da época, consulta a periódicos (jornais, revistas) dos anos 1970 e 1980 e livros sobre o período da ditadura militar. Muitas das entrevistas envolveram “amigos invisíveis” de Renato Russo, jovens anônimos que conviveram com ele no colégio, no curso de inglês, na faculdade, no bloco de apartamentos onde vivia, na Asa Sul do Plano Piloto, onde chegou em 1973. “Boa parte dessas pessoas jamais tinha sido entrevistada, e conheciam o líder da Legião apenas como Renato ou Júnior: até se surpreenderam ao saber posteriormente que ele tinha montado uma banda de rock”, observa o autor. Também foram ouvidos, no Rio de Janeiro e em São Paulo, alguns nomes essenciais na trajetória profissional de Renato Russo, como Dado Villa-Lobos, Renato Rocha e Marcelo Bonfá, da Legião Urbana; Philippe Seabra e André Mueller, da Plebe Rude; Herbert Vianna e Bi Ribeiro, do Paralamas do Sucesso; Dinho Ouro Preto, Fê Lemos e Flávio Lemos, do Capital Inicial.

A dedicação rendeu frutos: a pesquisa levou à descoberta de manuscritos (reproduzidos pela primeira vez em um livro), letras de canções e documentos inéditos, como os processos do Serviço de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal. Entre eles, o que vetou a divulgação, pelas emissoras de rádio, da música Faroeste Caboclo por “apresentar expressões empregadas por viciados e traficantes de drogas”. E o de Baader-Meinhof Blues, que recebeu parecer contrário à liberação pelo fato de o autor “pregar a violência, inconformismo, descrença no próximo, individualismo e crítica à Justiça”, em “versos dúbios e mensagens negativas de pregação tendenciosa-anarquista, não toleráveis à veiculação irrestrita”.

O livro registra, entre outras curiosidades, o fato de Renato ter pisado no palco pela primeira vez (uma semana antes de completar 18 anos) não como cantor, mas como ator em montagem de alunos da Cultura Inglesa para um texto do dramaturgo Tom Stoppard. E revela também a versatilidade do cantor: formado em Jornalismo, escreveu peças de teatro, atuou em curtas-metragens, participou de antologia de poesias, trabalhou como professor de inglês, repórter e locutor de rádio. As entrevistas para o livro não se limitaram a nomes do mundo roqueiro nacional, como Paulo Ricardo (RPM) e Tony Bellotto (Titãs). Além da família Manfredini e dos amigos anônimos, Carlos Marcelo entrevistou escritores como Millôr Fernandes e Marcelo Rubens Paiva, que tiveram contatos com Renato em diferentes momentos da vida do cantor. E políticos dos anos 70, como o ex-senador mineiro Francelino Pereira, autor da frase “Que país é este?”, que se tornaria título de um dos maiores sucessos da Legião Urbana. O autor obteve ainda depoimentos de personalidades que não tiveram convívio próximo com Renato, mas passaram pelo mesmo processo de transformação ao se mudar para a capital federal, caso de Ney Matogrosso. Todas essas entrevistas tiveram o objetivo de contextualizar a trajetória de Renato Manfredini Júnior, uma história com pontos de identificação com a história de milhões de brasileiros que cresceram nas décadas de 1970 e 1980.
Desejos, angústias, sonhos e confissões de um artista quando jovem.

***

“Jornalista em Brasília, como Renato foi um dia, Carlos Marcelo rastreia a energia criadora do ídolo pela cidade. Com finíssimo texto e colossal apuração, ele reconstrói a Brasília da Turma da Colina. Que cidade linda, tediosa e insurgente...”


Arthur Dapieve, autor de Renato Russo – O Trovador Solitário


***

Nascido em 1970, Carlos Marcelo é formado em Comunicação Social pela Universidade de Brasília. Já foi repórter e editor de Cultura do Correio Braziliense, onde ocupa desde 2003 a função de editor-executivo. É autor de Nicolas Behr – Eu engoli Brasília (2004), primeiro volume da coleção Brasilienses. Renato Russo – O filho da revolução é seu segundo livro.


Renato Russo – O filho da revolução, de Carlos Marcelo
400 páginas – R$ 59,90 – Editora Agir

Informações/Imprensa: 05.08
Marlene Martelotte: marlenemartelotte@ediouro.com.br
Tels.: (21) 3882-8439 / 8291 / 8462

sexta-feira, maio 29, 2009

Felipe da Plebe Rude no Camarim Do Jota Quest

Alguém colocou esse clipe no You Tube. O Philippe discutindo guitarras no camarim do JQ e, como sempre, defendendo a Les Paul e atacando a Straocaster. Os comentários sobre o vídeo são hilárias. O pessoal leva muito à sério o que o Philippe fala, não entende seu senso de humor (se é que você pode chamar isso de humor........).

quinta-feira, maio 28, 2009

Dia da Gasolina sem Impostos.


No dia 25 de maio, em um protesto inédito, quatro capitais brasileiras venderam gasolina sem impostos. O resultado foi uma venda recorde do combustível, que estava saindo para o consumidor final, em média, 40% mais barato. Essa fatia que vai para o governo está embutido em tudo que compramos, em todos serviços pelo qual pagamos e em toda diversão que a gente consome. A grande pergunta é: o que fazem com um dinheirão desses? Pelo que a gente vê por aí, pagam passagens para mães de deputados, pagam os salários dos assessores dos congressistas, emprestam dinheiro para a Venezuela, Bolívia e outros que já quebraram contratos com empresas brasileiras, “investem” em publicidade governamental e, claro, com o que sobre constroem algumas escolas, hospitais e presídios.
A intenção do movimento é demonstrar para o brasileiro o quanto de imposto ele está pagando, o quanto ele está contribuindo para a farra governamental. O Brasil é um dos países que mais cobram impostos do mundo. A data escolhida para o protesto é a quantidade de dias que os brasileiros precisam trabalhar para pagar os tributos cobrados. De 1º de janeiro à 25 de maio, 145 dias trabalhados para encher os cofres públicos. Tenho certeza que ninguém se importaria em dar essa contribuição compulsória se houvesse uma contrapartida visível da aplicação desse dinheiro. Mas se até o PAC está emPACado, inaugurando obras pela metade ou já construídas a muito tempo, isso fica meio difícil.
Para vocês terem uma idéia, perto de minha quadra construíram um belíssimo posto policial comunitário. Só que cortaram o telefone do edifício! Os policiais e a comunidade têm que se comunicar por meio do orelhão localizado alguns metros ao fundo do posto.
Os nossos representantes são pouco criativos. Quando se vêem com algum problema de caixa, a solução é sempre aumentar os tributos. Não conseguem bolar outra forma de gastar menos, onerando menos o contribuinte.
E por falar em gasolina, fiquei muito feliz com a decisão da prefeitura de Nova York em priorizar o pedestre, colocando o carro em segundo plano. O tráfego entre as ruas 42 e 47, de Times Square, descendo a Broadway até a Macy’s, nada de carros. Isso vai tumultuar a vida dos motoristas? Vai, mas a decisão mostra a priorização do prefeito Michael Blommberg pelo transporte público. A cidade oferece um sistema invejável de transporte público, não há necessidade de veículos egoístas com um ou dois motoristas dentro poluindo e obstruindo a cidade.
Enquanto isso, em Brasília, e em todas as outras capitais do país, o negócio é duplicar vias, pontes e viadutos. Para o carro, tudo! Para o pedestre, nada! Nada de ciclovias, vias exclusivas de ônibus, extensão real do metrô, pedágios dentro das limitações urbanas para incentivar ao motorista deixar o carro na garagem (por mim, iam todos para o ferro-velho!).
Voltando ao assunto original, impostos, que têm tudo a ver com a decisão de priorizar os carros. Com tanto IPVA, ICMS, tributos, taxas em cima de automóveis e seus agregados (auto-peças, combustíveis, etc.), os governos são reféns dessa forma distorcida, nada prática e autoritária de transporte.

terça-feira, maio 26, 2009

PLEBE RUDE - QUIÍMICA

Para quem não conhece, a nossa versão de Química, que tocamos num especial do Multishow para homenagear o Renato Russo. O gozado do evento foi que eles se recusaram a pagar a passagem do Txotxa, então tivemos que usar um batera de plantão que a produção forneceu. Nossa idéia era tocar porrada mesmo, tentando dar um ar plebe ao clássico do Renato.

Por falar em RR, mais sobre ele nos próximos posts.

segunda-feira, maio 25, 2009

Dia do Orgulho Nerd!



Nerds do mundo eu vos saúdo! Hoje é dia internacional de Orgulho Nerd (ou Geek). É a quarta vez que o mundo presta homenagem aqueles que são ridicularizados, humilhados, ignorados por terem interesses diferentes do que a maioria. Tudo começou na Espanha, em 2006, quando houve uma manifestação na qual os nerds se uniram para mostrar seus verdadeiros “eus”. Na ocasião histórica, estavam presentes 300 nerds e um Pacman humano. A data é especial, pois nesse mesmo dia em 1977 foi exibido o primeiro filme do Star Wars.

Além de todos os bagulhos tecnológicos que devemos aos geeks/nerds, saibam que graças a eles seu entretenimento está melhor. Da próxima vez que assistirem um Jornada nas Estrelas, X-men (ou qualquer outra adaptação de quadrinhos), Bourne ou outros do gênero, agradeçam aos nerds por terem discutido todos os ângulos e implicações das histórias. Quando plugar seu PS2 e estiver na batalha ou no jogo de sua vida, acendam uma vela aos nerds que gastaram horas aperfeiçoando seu brinquedinho.

O que fazer hoje? Assinar a revista Wired. Baixar e ver o filme Fanboys. Pesquisar na internet o porquê do Capitão Kirk não poder aparecer em mais nenhum filme de Star Trek. Desmontar seu iPod e remontá-lo dando um tuning que faria a Apple pedir falência. Ao invés de tomar drogas normais, leia as bulas dos remédios tarja preta e descubra o que uma farmácia pode fazer por você.

Mais alguma idéia?

sexta-feira, maio 22, 2009

Um Sniff Sniff para Zé Rodrix


Ao contrário do Cazuza, meus heróis não morrem de overdose. Se vão por outros motivos. Hoje, o multiinstrumentista, multi-talentoso (compositor, cozinheiro, escritor, professor, publicitário) Zé Rodrix faleceu. Não vou nem me deter nas várias músicas emplacadas pelo Zé Rodrix nas décadas de 60s/70s, pois não ouvia Sá e Guarabyra, nem Elis Regina, nem Edu Lobo. A primeira vez que esse compositor chamou a minha atenção foi no Joelho de Porco, uma das únicas bandas nacionais que realmente me influenciaram (as outras que gosto são contemporâneas, não influências). Gostava dos seu escracho e como conseguia disfarçar músicas meio “progressivas” em canções punks (pelo menos punk 77, que é quando as águas se dividiram).

Mais do que tudo, Zé Rodrix era um plebeu. Em todas as entrevistas, mencionava a Plebe Rude. O Philippe e eu tínhamos um plano de, um dia, tocar com ele, talvez até compor alguma coisa. Não acontecerá.
Zé Rodrix, we salute you!

Sua discografia (sempre tem um pesquisador de músicas que vai atrás!):
1968: Momento Quatro - com Momento Quatro (Philips)
1970: Som Imaginário - com Som Imaginário (Odeon)
1971: Passado, Presente & Futuro - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Odeon)
1973: Terra - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Odeon)
1973: I Acto (Odeon)
1974: Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber (Odeon)
1976: Soy Latino Americano (EMI-Odeon)
1976: O Esquadrão da Morte - Trilha Sonora do Filme (RCA Victor)
1977: Quando Será? (EMI-Odeon)
1979: Hora Extra (EMI-Odeon)
1979: Sempre Livre (RCA Victor)
1983: Saqueando a Cidade - com Joelho de Porco (Lira Paulistana/Continental)
1988: 18 Anos Sem Sucesso - com Joelho de Porco (Eldorado)
2001: Outra Vez na Estrada - Ao Vivo - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Som Livre)
2009: Amanhã - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Som Livre)

quarta-feira, maio 20, 2009

Ribeirão Preto: Fotos no Flickr


Plebe Rude 029
Upload feito originalmente por Plebe Rude
Clemente desafia a gravidade e cica pelo palco. Philippe olha incrédulo. As fotos do show da Plebe em Ribeirão estão aqui.

terça-feira, maio 19, 2009

Why Bob Marley Should Not Have Acted As His Own Attorney

Vi ontem à noite e não consegui parar de rir até agora. Resolvi compartilhar para ver se tem alguem tão bobo quanto eu.

segunda-feira, maio 18, 2009

Ribeiro Preto - O Que Se Faz

Já está no You Tube: a segunda música de nossa apresentação na Virada Cultural do Estado de SP. Aliáis, nunca tocamos tão cedo num festival. A organização queria abrir com estilo, portanto lá pelas 18 horas já estavamos no palco. Tocando só para plebeus. Particularmente, adorei o show.

Parece que vem Belém pela frente em junho!

sexta-feira, maio 15, 2009

Amanhã tem Plebe em Ribeirão Preto!

Programação da Virada Cultural Paulista em RP
Dia 16 (sábado)
18 horas – Abertura Oficial com Plebe Rude (música). Parque Permanente de Exposições (Feapam)
19 horas – Cia. Experimental Dança Vida (dança). Teatro Municipal (Alto do São Bento)
20 horas – Chavala Talhada (música). Parque Permanente de Exposições (Feapam)
21 horas – Bonsucesso Samba Clube (núsica). Parque Permanente de Exposições (Feapam)
21h30 – O amor é o amor – Tributo a Dalva de Oliveira (musdical). Teatro Municipal (Alto do São Bento)
22h30 – Maxixe Machine (música). Parque Permanente de Exposições (Feapam)
22h30 – Pirofagia – Irmãos Becker (circo). Rua em frente ao Teatro Municipal (Alto do São Bento)
23 horas – O Espelho (teatro). Teatro Municipal (Alto do São Bento)
Meia-noite – Blitz (música). Parque Permanente de Exposições (Feapam)
Meia-noite – Pirofagia – Irmãos Becker (circo). Rua em frente ao Teatro Municipal (Alto do São Bento)

Vamos tocar cedo. Aí, vou poder tranquilamente ver o B.S.C., que eu adoro, e o Maxixe Machine, dos meus colegas curitibanos, ex-Beijo aa Força! Quem quiser trocar uma idéia, serei aquele com a cerveja na mão.

quinta-feira, maio 14, 2009

Oasis de C é R!


Não conheço uma música do Oasis. Minto, conheço uma, Wonderwall, mas sim uma versão cafona de um carinha inglês cujo nome não recordo. Nem tive a curiosidade de conhecer. Essa pose de bad boy, mas fazendo som comercial, nunca chamou minha atenção. Também essa briguinha de bandas não faz a minha. Entre Beatles e Stones, prefiro os Monkees. Entre Blur e Oasis, fico com Inspiral Carpetts. Entre Legião e Capital, me dê Plebe Rude.....
Oasis nunca chamou minha atenção, sempre passou abaixo do meu radar. Mas agora os caras mexeram comigo. Num blog mantido pelo Noel Gallagher, ele mete pau em Curitiba, dizendo que não entende o que a banda está querendo provar tocando em lugares como esse e Porto Alegre. Com certeza não questionou os dólares entrando em sua conta. Eu é que não sei o que Curitiba quer provar deixando o Oasis tocar lá!
Na verdade, nem foi Curitiba, mas sim na vizinha São José dos Pinhais, sede da fábrica do Nutry. Mas não comprem minha briga bairrista, comprem essa: o Noel (que nome mais natalino, não?, ho ho ho...) diz que os shows na Argentina foram bem melhores. Porquê? Na Argentina, todos os fãs de Oasis viajam para Buenos Aires para vê-los, porque não pode ser assim no Brasil?
O cara é um leigo em geografia, para dizer o mínimo. Argentina se resume à Buenos Aires. Brasil é outra história. Tem brasileiro que nem se considera latino-americano! Não quer nada com os vizinhos. Na próxima vez, atendendo ao seu desejo, coloque a banda para tocar em Santarém, no Pará, recebendo bilheteria e deixa ele ver quantos “fãs” do Oasis irão comparecer. Desses, conte quanto serão gaúchos ou paranaenses.
Já gastei tempo demais falando desses caras, tá na hora de ouvir o novo disco dos Horrors para desintoxicar.

terça-feira, maio 12, 2009

Sniff Sniff para Fábio L.


Há notícias que abrem as comportas de nossos cérebros para inundar nossa alma com sentimentos mistos de nostalgia, tristeza, amizade, perda, rock e roll. Foi o que senti quando soube do falecimento do Fábio Leopoldino, mente, braços e força por trás da banda carioca Second Come.
Tive a honra de ser um dos “descobridores” da banda, lá nos inícios dos anos 90s, identificando o rock atual, original e energético que faziam como a banda perfeita para ser o primeiro lançamento do selo Rock It!, que fundei com Dado Villa Lobos. Além de excelente músico, o Fábio tinham uma visão baste próxima à minha do que o rock deveria significar. Também era desenhista, seus desenhos sendo uma extensão de suas composições.
Aos 46 anos, o Fábio nos deixou. É impressão minha ou o rock-Br só valoriza aqueles que enchem estádios e fazem o circuito das feiras agropecuárias? Se morasse acima do equador, certamente ele seria um ícone pop.
Leia aqui o depoimento do baixista Francisco Kraus quanto à triste notícia. Lembro que o selo Midsummer Madness ainda vende os discos do Second Come. Toque qualquer um deles e o restante de sua coleção de discos irá se arrastar para debaixo do sofá e se esconder de vergonha. Esse era o caminho que o rock nacional deveria ter seguido.
Fábio, para você, nosso sniff sniff.

sexta-feira, maio 08, 2009

quinta-feira, maio 07, 2009

Velvet Club: Confirmado.


Confirmado! André X à frente dos comandos do som no Velvet Club, em Belo Horizonte, nesse sábado, dia 9 de maio. Quem se animar dançar rock, punk e pós-punk, e ainda confraternizar, estejam lá.

domingo, maio 03, 2009

quarta-feira, abril 29, 2009

segunda-feira, abril 27, 2009

"Dê-o-Meu-Cracia" em Perigo!

Prezado Ciro Gomes,
Venho por meio dessa informar que suas palavras atingiram em cheio meu coração. Quem somos nós para discutir o seu direito de utilizar sua cota de passagens pagas pelo erário público com viagens de sua esposa, mãe, gato e periquito? Ficarei calado de agora em diante, não expressando minha indignação quanto ao dinheiro que você e seus comparsas jogam pelo ralo. Sei que é tudo mentira, afinal, a mídia tem que vender jornais e, na falta de notícia melhor, tipo crise, colapso do sistema econômico mundial, gripe suína e vitória do Coríntias, tem que ficar cutucando vítimas fáceis que nem os Deputado Federais.
Você manifestou exaltação com o drama criado na mídia, comentando até que teme que o debate quanto à fiscalização externa de como gastam nosso dinheiro, ops, digo seus recursos de direito possa botar em risco a democracia. Seu comentário me tocou: “Os jovens acham hoje que a política é um paradeiro de pilantras”. Como estão errados, não? Pilantras são os que ficam apontando dedos para seus nobre colegas enquanto viajam para Disney com cotas de passagens que deviam ser usadas para visita às bases eleitorais. Realmente a democracia está em perigo! Ou devo dizer a “Dê o Meu Cracia”?
Sei que é difícil ficar longe da esposa, tão bonita, atriz global. Por isso também entendo a sua indignação quanto ao querem proibir que use dinheiro público para ela te acompanhe pelo Brasil. Você até reclamou que, caso não possa mais usufruir dessa mamata, digo, direito, que o seu casamento estaria em perigo. Nossa, não queremos isso de jeito algum. Por isso, tenho uma sugestão: largue a política, fique em casa, e nunca mais sentirá saudades dela, nunca mais será questionado quanto ao seus vôos, nunca mais estará sob os holofotes da mídia.
Espero ter sido útil.
Abraço.

Plebe Rude - Torre de TV - Tudo no You Tube

A Associação dos Músicos e Artistas Populares do Distrito Federal e Entorno (ASMAP/DF-E), foi criada sob a forma de associação singular, de natureza civil, de responsabilidade limitada, sem fins lucrativos, que se regerá pelas disposições do Estatuto, pelas leis e regulamentos vigentes no País.

A ASMAP/DF-E, tem sua sede na QNM 20/22 Conj B Loja 05 - Sub Solo Ceilândia/DF.

Eles filmaram e colocaram no You Tube na íntegra o show do dia 19 de abril, em frente à Torre de TV em Brasília. O clipe acima é somente um dos vários. Queria que alguem juntasse todos para formar um DVD "genérico" para ser vendido nas ruas.

quinta-feira, abril 23, 2009

X Clapton


BRASÍLIA49ANOS 120
Upload feito originalmente por Plebe Rude
Posse de mau..... Mao Tse Tung!
Foto de Alex Farias.

Plebe no Aniversário de Brasíia


BRASÍLIA49ANOS 188
Upload feito originalmente por Plebe Rude
Foto de Alex Farias. As outras estão no nosso Flickr.

Biquini Cavadão e Philippe Seabra em BH, 20/04/2009

Quando o Philippe foi à BH ensaiar com o J Quest, o Bikini Cavadão estava fazendo show lá. Rolou aquela participação, registrada aquil

Primeiro o Philippe, Agora o Clemente

Primeiro o Philippe sobe no palco para tocar com o J Quest (por sinal, o grupo foi muito bacana com ele, demonstraram um carinho muito grande pela Plebe e são "do bem"), agora o Clemente presta uma homenagem ao Gilberto Gil tocando Punk da Periferia. Haja conformidade para dar uma deforação, heim? Vejam:
Neste domingo, dia 26, uma homenagem especial à Gilberto Gil! Participações inusitadas, muita música e depoimentos esclarecedores, num programa imperdível. Confira, neste domingo, a partir das 20h.


RELEASE, por Alexandre Pavan
MOSAICOS – A ARTE DE GILBERTO GIL
Documentário musical revê a carreira do artista baiano e traz as participações das bandas Os Mutantes e Black Rio, do letrista Carlos Rennó, do compositor Celso Fonseca e de um grupo formado especialmente para a gravação do programa, com os músicos Andréas Kisser (Sepultura) , Clemente (Inocentes e Plebe Rude) , Charles Gavin (Titãs) e Bi Ribeiro (Os Paralamas do Sucesso).

Artista que, nas últimas quatro décadas, vem influenciando a cultura brasileira em diversos aspectos, por sua atuação como cantor, compositor ou político, o baiano Gilberto Gil é o tema do documentário musical “Mosaicos – A Arte de Gilberto Gil”, que a TV Cultura exibe no próximo domingo, 26/04, às 20h.

O programa conta com as participações da banda Os Mutantes, do compositor e guitarrista Celso Fonseca e do letrista Carlos Rennó, organizador do livro “Gilberto Gil – Todas as Letras” (1996). Além disso, o repertório do homenageado é revisto pela banda Black Rio, pela cantora Mariene de Castro e por um grupo formado exclusivamente para a gravação do especial, integrado por Andréas Kisser (guitarra e voz), Clemente (guitarra e voz), Charles Gavin (bateria) e Bi Ribeiro (contrabaixo). Os convidados interpretam sucessos como “Palco”, “Procissão” e “Punk da Periferia”.

Dirigido por Nico Prado e com narração de Rolando Boldrin, “Mosaicos – A Arte de Gilberto Gil” ainda recupera no rico acervo da TV Cultura as participações de Gil em diversos programas da emissora, a exemplo do “MPB Histórias” (1976), “Ponto de Encontro” (1979), “Roda Viva” (1987), “Tropicália a dois” (1993), “Uma vez, uma canção” (2006) e “Ensaio” (2006).

REPERTÓRIO DOS CONVIDADOS:

* “Eu vim da Bahia” (Gilberto Gil) com Mariene de Castro
* “Palco” (Gilberto Gil) com Black Rio
* “Panis et circensis” (Caetano Veloso/Gilberto Gil) com Os Mutantes
* “Pessoa nefasta” (Gilberto Gil) com Andréas Kisser, Clemente, Charles Gavin e Bi Ribeiro
* Aquele abraço” (Gilberto Gil) com Black Rio
* “Procissão” (Gilberto Gil) com Mariene de Castro
* “Punk da Periferia” (Gilberto Gil) com Andréas Kisser, Clemente, Charles Gavin e Bi Ribeiro
* “Tempo rei” (Gilberto Gil) com Celso Fonseca

Jota Seabra Quest



Graças ao Guilherme Fontes, o plebeu, não o ator, que enfrentou pivetes, xuxetes, jotaquestes, pagodetes e arrudetes, temos duas fotos do Philippe com o J Quest no mega hiper evento de 49 anos de Brasília.

quarta-feira, abril 22, 2009

Conformar para Deformar.

Philippe Seabra foi o único músico de Brasília a tocar na Esplanada dos Ministérios na megafesta dos 49 anos da capital federal. Sim, porque o palco dos artistas da casa foi aquele em frente à Torre de TV onde ocorreu o show de domingo, dia 19. Esse palco da Esplanada foi só para os artistas de fora, tipo Xuxa, Sorriso Maroto e J Quest.

O Philippe foi convidado a tocar com o J Quest e mandou muito bem tocando duas músicas, uma sendo Até Quando Esperar. Isso me faz lembrar do mote do selo independente Some Bizzare que era "conformar para deformar" (Conform to Deform). Excelente chance de expor a Plebe para as milhares de pessoas que foram consumir música de consumo....

segunda-feira, abril 20, 2009

Brasília, 19 de abril de 2009


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Upload feito originalmente por Plebe Rude



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Upload feito originalmente por Plebe Rude



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Upload feito originalmente por Plebe Rude


Foi o melhor presente de aniversário, com direito a parabéns e tudo mais. Muito obrigado, todos os que estavam lá. E conforme foi anunciado, a gravação do DVD será nos dias 11 e 12 de julho na Ceilândia. Façam planos para estarem lá!

Mais fotos do show aqui.

sexta-feira, abril 17, 2009

Dinâmico R - Lançamento do GIBI!


O Rafael Fernandes criou e desenha o personagem de quadrinhos Dinâmico R. Vocês já devem conhecê-lo do clipe da música R ao Contrário, desenhado por ele. Foi uma grande coincidência do personagem com o título de nossa música.

Amanhã, sábado, dia 18 será o lançamento da revista do Dinâmico R na Kingdom Comics (CONIC) a partir das 16h. A Plebe deve pintar lá pelas 18 horas no local para prestigiar esse grande e talentoso plebeu. Apareçam também.

Conheça aqui o trabalho do Rafael.