segunda-feira, junho 01, 2009

Entrevistas com o C.M.


Quando lê-se que o Carlos Marcelo entrevistou as pessoas mencionadas,não é apenas aquele bate-papo protocolar para inserir nomes no release e na contracapa. Comigo, foram horas de conversas, trocas de e-mails e telefonemas. Foi muito legal, pois revivi muitas das coisas que tinha esquecido, a principal sendo como eram emocionantes aqueles tempos. Emocionantes e inocentes.

No livro, tem uma página de caderno rabiscado pelo Renato que relata um dia típico do Manfredini. Contém pessoas com quem ele quer falar, necessidade de pagar a sala do Rádio Center onde Plebe, Legião e Escola ensaiavam, notinha sobre a não participação do Dado em coisas da banda, etc. Muito bacana.

Vejam aí a capa com as cores corretas.

17 comentários:

zé mendes disse...

A emoção não está na época, mas na idade. Para X foi emocionante naquela época. Para a Alice está sendo emocionante agora. Para a Aninha ainda vai ser.

Os primeiros voos da adolescencia, o desconhecido, as aventuras da juventude, tudo isso é muito emocionante. E a emoção é o grande fixador da memoria.

Depois dos 40 as coisas perecem perder a graça. Nada mais é novidade. Porém, para a geração atual, as coisas estão acontecendo. Aconteceram nos anos 60 e outras épocas. Sempre acontece. Basta ser jovem.

Anônimo disse...

Pago para ler o(s) depoimento(s) do R.Rocha.

dg disse...

Gente, fiquei estarrecida ao ler no jornal que o Maestro Silvio Barbato foi vítima do acidente do avião da air france.
Gostava de ir aos concertos das 3ª feiras, no Teatro Nacional, prestigiar a OSTNCS.
Não fui ao concerto especial com a Banda TRAMPA (Te presenteio com fúria!), me arrependi, esses shows sempre eram de grátis! Vi os vídeos e espero ver o DVD.
Me parece que ele era um daqueles do berço cultural de Bsb e o Concerto Cabeças, que deu origem ao também talentosíssimo Renato Russo, Liga Tripa, Nicolas Von Behr, Renato Mattos, Cássia Eller, momentos da cidade que também merecem ser registrados!

dg disse...

tb fiquei triste quando ele teve problemas com a Secretaria de Cultura e ^deixou a regência da Orquestra...
êta mundo lôco!

dunha! disse...

quando se fala em legião, por ter uma legião de fanaticos nego mete a mã!o


59,90 é caro pra caralho, depois reclamam q brasileiro ler pouco, vao tomar no cu!


mas comprarei o livro, mais um pra coleção sobre o rock de "Brasolía"!

André X disse...

Zé Mendes, concordo 50% com você. Naquele época, não existia o acesso à informação que a Alice tem hoje. A gente tinha que garimpar, as novidades tinham cara de novidade mesmo. Adolescentes tinham diferentes perfis dependendo da cidade. Hoje, todos se vestem, se divertem e pensam iguais. Mas que, aos 40, a gente fica saudosista, fica!

dg, só para citar o RR: "porque são sempre os inocentes que morrem?". Nunca tem um Sarney abordo desses aviões....

dunha disse...

Nunca tem um Sarney abordo desses aviões....



concordo plenamente!

dg disse...

caramba!
se eu citar o que realmente a minha cabecinha torta pensa
sobre grandes corporações, seguradouras e etc, posso ser exterminada!!!

e a culpa é desses filmes trashes que adoro!

Dunha disse...

dg, eu tambem!

Anônimo disse...

Brasília acabou...

João disse...

Zé Mendes falou tudo. Nada como ter 15 anos.

zé mendes disse...

Dos anos 80, uma das coisas que mais sinto falta é a Brasilia c/ clima de cidade do interior. Na época, eu reclamava disso, mas, por outro lado, me sentia dono da cidade. Sempre que ia em algum lugar, conhecia alguem e me enturmava fácil.

Hoje a cidade cresceu e, quando saio nas baladas modernas, não conheço ninguem. São muitas as opções e isso fragmenta tudo. Então, me sinto um estranho, fico perdido na multidão.

Assim tambem eram as novidades. Porque a cidade era pequena, tudo era passado de mão em mão, entre os amigos. Apesar da dificuldade de informação, era mais facil estar na vanguarda. Existiam poucas bandas. As novidades tinham mais sabor.

Como era bom comprar um disco novo. Não era todo dia que isso acontecia. Corria da loja para casa, louco colocar o vinil na vitrola. Preparava um rango, abria um refri e chamava os amigos. Será que isso ainda acontece na nova geração?

Hoje todo mundo tem acesso a mil novidades. Tem milhares de bandas e DJs. Rolou uma certa banalização. Deste modo, me sinto um estranho nessa modernitude, tambem fico perdido nessa multidão de coisas.

Agora tem muita coisa, existe uma grande concorrencia e disso sai coisas boas. Contudo, poucas novidades se destacam. No meio desse mar de informação existe muita merda.

Portanto, para o jovem moderno, essa enxurrada de informação torna as escolhas e filtragens muito mais dificeis e confusas. Antes, as novidades eram poucas e mais saborosas. Apesar das dificuldades, as novidades eram mais simples e suculentas.

Será que fiquei velho?

João disse...

Você ficou velho, não há dúvidas quanto a isso, e isso realmente é chato.

Sobre a solidão no mundo moderno, leia os livros de Zygmunt Bauman, "Modernidade líquida" e "Medo líquido".

E ouça a música "Remota Possibildade", de uma banda chamada Plebe Rude.

Cibernei da Cunha disse...

Vi esse fenomeno do rock n' roll acontecer no surf. Nos anos 70, haviam poucas pranchas. No mar, não haviam muitom surfistam. A turma do surf era pequena, todos se conheciam. Surfista era cabeludo e parafinado. Ouvia Bob Marley, Led Zeppelin e fumava maconha. No surf, havia uma influencia de flower power "podi crê" e contracultura vadia.

Hoje são milhoes de pranchas e surfistas de diveros tipos, todos disputando uma onda. Vem gente de morro e asfalto, de suburbio e zona sul. As novas turmas explodiram e se fragmentram em mil pedaços. A velha e caracteristica turma sumiu. O surf virou cidade grande.

Agora, até pagodeiro pega uma onda. Tem surfista de Cristo. A crowd tornou o surf impraticavel. Tem gente boa, mas do lado tem uma multidão de paneleiros.

Apesar das pranchas modernas, apesar da nova tecnologia avançada, no mundo antigo, quando tudo era mais simples porém dificil, surfar era mais facil e saboroso.

Foi assim com muita coisa. No cinema e na fotografia, a modernidade digital trouxe uma tsunami de imagens. Qualquer um tira foto, faz filme e divulga isso na net. Contudo, nessa explosão voa muita merda. A maior parte é merda.

Hoje, antigos fotografos e cineastas enfrentam muitas dificuldades. A oferta e concorrencia de merdas é imensa. Qualquer um faz. Fazem até de graça.

Anônimo disse...

Acho que não sou tão estranho como eu pensava, Zé Mendes, estou torcendo para que vc descubra o "x da tua questão" e narre aqui, pois estou passando por isso, cara, é ruim demais, nasci aqui em Brasilia, antes saia, tudo era simples, achava demais, chegava a época da mesada, corria para Discodil, comprava um LP, e ia escutar até a agulho da vitrola decorar. Hoje tu mostra um som novo para a rapaziada, o cara nem escuta direito, "porra muda esse som ai", acho que você não envelheceu na cidade não, os valores que não são mais os mesmos.
Tudo hoje é fácil, então a galera não dá valor mesmo.

Paulo Jorge - DF

dg disse...

bom,
penso que as coisas mudam e as pessoas também, melhor acompanhar sem perder os princípios, afinal, são eles que nos fazem ser o que somos;

- importante estar receptivo para o novo, tentar não ser tão crítico, não ter opiniões prévias, apenas conhecer, pq ele sempre vai vir e vir e continuar vindo sem parar
e se eu puder contribuir de alguma forma, melhor ainda! me divirto muito com isso

É uma pena perceber o que acontece hoje com a cultura, a informação e a formação de opiniões, mas
existem jovens muito interessados em fazer as mesma buscas que fizemos,

minha filha tem 21,e cresceu sob algumas influências, por força da convivência,
estava sempre comigo,nos shows, viagens, passeios,amigos, trabalho, estudos, essas coisas
hoje, se tornou companheira;

AHAMM!! não sou tão velha! (bem, acho que não) me tornei mãe muito cedo!

percebo neles um encantamento com as descobertas, com as pesquisas que fazem, tanto para o novo quanto para o velho, acho isso bem legal e acabo aprendendo tb;

não sinto saudades, me recordo com carinho desse passado, que não é tão diferente de alguns aqui, guardo comigo o melhor dessa vivência.

penso tb que esse "espírito" jovial é algo que a pessoa tem ou não tem!
tem gente que já nasce velha,
tem gente que não amadurece e acaba se tornando um estranho para si e para os outros, acho que pq não consegue respeitar o tempo
e tem gente que consegue chegar ao ideal;
bom, é o que eu penso e vou atrás

JhonnyMagi disse...

A não é bem assim...
Tenho meus 17 anos,moro aqui em S.P. e quando eu acho,ou algum amigo meu acha um L.P.,CD ou K-7 novo ficamos em alvoroço e nos reunimos aqui para casa escutar.E querendo ou não as mídias sempre viram várias K-7s hehehe xD
Nós compramos um gravador de K-7 e gravamos nossas bandas Punk.
Dividimos estúdio,show,etc...
Acho que tudo pode ser fácil pra quem gosta dessas músicas da moda ou quem tem dinheiro...
E este não é nosso caso
Um grande abraço a todos
Batique