segunda-feira, março 07, 2005
Notícias do Front - De volta ao ponto.
Os marcos de destruição e perda causados pelo piripaque do computador do Philippe foram rapidamente saneados pelo competentíssimo Txotxa. E tem males que vem para o bem, pois as regravações das baterias perdidas ficaram bem melhores do que as originais. Então, estamos de volta ao ponto de partida. Meu palpite: fim de março = fim das gravações.
quinta-feira, março 03, 2005
Notícias do Front- baixas e destruição!
As notícias não são boas. Lembram daquele pau que o computador do Philippe deu? Bom, perdemos todas as baterias gravadas pelo Txotxa e todos os baixos gravados por mim. Foram para o espaço!
Sem lágrimas, nobres plebeus! Perdemos a batalha, mas estamos ganhando a guerra. A regravação vai ser muito mais fácil, provavelmente num fim-de-semana estaremos de volta ao ponto de vozes e guitarras.
Mas a lição fica: façam back-up para não dar um fuck-up!
Sem lágrimas, nobres plebeus! Perdemos a batalha, mas estamos ganhando a guerra. A regravação vai ser muito mais fácil, provavelmente num fim-de-semana estaremos de volta ao ponto de vozes e guitarras.
Mas a lição fica: façam back-up para não dar um fuck-up!
quarta-feira, março 02, 2005
QUEM PEIDOU NA SAUNA?
Sábado pré-páscoa, exprimido entre a Sexta-Feira Santa e o Domingo. Caí uma chuvinha fina, daquelas que as gotas ficam suspensas no ar. Nada de bom na programação da tarde na TV, os amigos que puderam viajar já estão longe de Brasília. Aliais, aqui tem um ditado: “quando você passar pelo Conjunto Nacional e achar a fachada bonita, está na hora de sair de Brasília”. Tenho medo de dar uma volta de carro e achar lindo aqueles anúncios iluminados. Tédio total!
De repente, lembro da sauna na cobertura coletiva do prédio. Santa solução, Batman! Ligo para o porteiro, que confirma: está ligada desde a manhã. Beleza! Deve estar quentinha! Visto uma sunga, agarro uma toalha e corro escada acima até a laje superior do bloco, onde ficam as churrasqueiras, a piscina (na verdade um tanque disfarçado) e, meu objetivo, a sauna. Ficar deitado, suando, nos degraus de azulejo vai salvar o dia. Depois, talvez, saia para rehidratar e tomar uns chopes.
Chegando lá, vejo os sinais indicando que tudo não vai ser tão perfeito assim. No pé da porta metálica que dá acesso à sauna, uma coleção de sandálias, chinelos, tamancos e tênis. Na parede, algumas toalhas penduradas. Mais toalhas, dobradas, empilhadas em cima do muro. Putz, outros estão lá dentro, nem todos abandonaram Brasília! Não faz mal, tento me animar, vai ser legal ter alguém com quem conversar. Chuto minhas havaianas do Atlético Paranaense para longe, jogo a toalha em cima da pilha e adentro a sala quente.
O bafo quente força os olhos a piscarem, enquanto fecho a porta o mais rápido possível, para evitar a perda de calor. Quando me viro, e o foco de visão se acostuma à meia-luz, percebo que todos os outros moradores do bloco tiveram a mesma idéia, o lugar está lotado! Nos três degraus da sauna tem gente empilhada, sentados, seminus, espremidas, lado a lado. Ameaço ir embora, achando melhor ir direto ao chope. Quando estou dando meia volta, a gorda do andar debaixo vomita o velho clichê:
- Sempre cabe mais um para quem usa Rexona. Saí pro lado, Wilson (que é seu marido, um magricela), vamos lá, gente, vamos fazer espaço para o vizinho.
Todos mexem as bundas, movendo um pouco para a direita, com sorrisos forçados nos lábios. Logo, uma brecha se abre entre os corpos suados. Bem ao lado da gorda. Sou obrigado a aceitar, tendo em vista o esforço que fizeram. Agradeço e sento no pequeno espaço, tentando abstrair o pensamento da troca de suores quando minha pele esbarra na dos meus vizinhos de banco. E assim ficamos, calados, como galinhas no poleiro, transpirando coletivamente.
Um trovão soa, quebrando a meditação grupal. Um peido! Daqueles bem dados, altos, que animam reuniões de velhos geriátricos. Esse devia entrar para o Guiness, pois, além da sonoridade, longa e grave, enche o pequeno quarto azulejado com um fedor horroroso. É a fetidez das entranhas podre do ser humano alimentado de bacalhau, ovos de chocolate e outras coisas típicas da Semana Santa. A sauna vira uma câmera de gás. Entre gemidos de reclamação e nojo, alguns ameaçam abandonar o barco. Daí eu grito, meio por instinto:
- O primeiro a sair é quem peidou!
Os dissidentes levam isso a sério e voltam para seus lugares. Outros, que também queriam ir embora, desistem. Ninguém quer ficar com fama de peidão perante o condomínio e, assim, permanecemos no calor, que está beirando ficar insuportável. Depois de uns quinze minutos, a gatinha do 412, ainda com os dedos segurando o nariz para evitar cheirar o ar, reclama:
- Não agüento mais, tá muito quente, véio! Vamos acabar com isso. Já passou. Vou embora, falou?
A galera ri, dando a entender que se ela realmente se retirar, vai ficar subentendido que ela que é a flatulenta. Bonita, mas podre por dentro. A menina desiste e fica onde está. Melhor derreter, pegar uma insolação do que ser taxada de peidolenta. A gorda tem outra idéia:
- Vamos pelo menos diminuir o calor. Vamos deixar a porta aberta, daí o vapor sai e a gente fica mais à vontade.
Ninguém aceita a idéia. Falam todos de uma vez, argumentando que, se as condições ficarem propícias, o culpado nunca vai se revelar. Temos que sofrer, até que o peidão não agüente mais e assuma sua condição de porco anti-social. O calor aumenta, já estou tonto, transpiro rios de suor, a visão começa a falhar. Assim não dá, decido. Resolvo admitir tudo, me levantando e confessando timidamente, enquanto caminho em direção à saída:
- Tá bom, tá bom, fui eu. Tô fora, tchau!
Meus companheiros de bloco me olham como se fosse um criminoso, afinal, a idéia de todos ficarem na sauna até o criminoso se identificar foi minha. Quando estou saindo, um senhor, sentado bem ao lado da porta, reclama:
- Não sabe segurar não, rapaz?
- Eu não, o senhor sabe?
- Sei sim, filho.
- Então segura essa! – digo, soltando outro peido fedorento em sua cara e me mandando do lugar.
De repente, lembro da sauna na cobertura coletiva do prédio. Santa solução, Batman! Ligo para o porteiro, que confirma: está ligada desde a manhã. Beleza! Deve estar quentinha! Visto uma sunga, agarro uma toalha e corro escada acima até a laje superior do bloco, onde ficam as churrasqueiras, a piscina (na verdade um tanque disfarçado) e, meu objetivo, a sauna. Ficar deitado, suando, nos degraus de azulejo vai salvar o dia. Depois, talvez, saia para rehidratar e tomar uns chopes.
Chegando lá, vejo os sinais indicando que tudo não vai ser tão perfeito assim. No pé da porta metálica que dá acesso à sauna, uma coleção de sandálias, chinelos, tamancos e tênis. Na parede, algumas toalhas penduradas. Mais toalhas, dobradas, empilhadas em cima do muro. Putz, outros estão lá dentro, nem todos abandonaram Brasília! Não faz mal, tento me animar, vai ser legal ter alguém com quem conversar. Chuto minhas havaianas do Atlético Paranaense para longe, jogo a toalha em cima da pilha e adentro a sala quente.
O bafo quente força os olhos a piscarem, enquanto fecho a porta o mais rápido possível, para evitar a perda de calor. Quando me viro, e o foco de visão se acostuma à meia-luz, percebo que todos os outros moradores do bloco tiveram a mesma idéia, o lugar está lotado! Nos três degraus da sauna tem gente empilhada, sentados, seminus, espremidas, lado a lado. Ameaço ir embora, achando melhor ir direto ao chope. Quando estou dando meia volta, a gorda do andar debaixo vomita o velho clichê:
- Sempre cabe mais um para quem usa Rexona. Saí pro lado, Wilson (que é seu marido, um magricela), vamos lá, gente, vamos fazer espaço para o vizinho.
Todos mexem as bundas, movendo um pouco para a direita, com sorrisos forçados nos lábios. Logo, uma brecha se abre entre os corpos suados. Bem ao lado da gorda. Sou obrigado a aceitar, tendo em vista o esforço que fizeram. Agradeço e sento no pequeno espaço, tentando abstrair o pensamento da troca de suores quando minha pele esbarra na dos meus vizinhos de banco. E assim ficamos, calados, como galinhas no poleiro, transpirando coletivamente.
Um trovão soa, quebrando a meditação grupal. Um peido! Daqueles bem dados, altos, que animam reuniões de velhos geriátricos. Esse devia entrar para o Guiness, pois, além da sonoridade, longa e grave, enche o pequeno quarto azulejado com um fedor horroroso. É a fetidez das entranhas podre do ser humano alimentado de bacalhau, ovos de chocolate e outras coisas típicas da Semana Santa. A sauna vira uma câmera de gás. Entre gemidos de reclamação e nojo, alguns ameaçam abandonar o barco. Daí eu grito, meio por instinto:
- O primeiro a sair é quem peidou!
Os dissidentes levam isso a sério e voltam para seus lugares. Outros, que também queriam ir embora, desistem. Ninguém quer ficar com fama de peidão perante o condomínio e, assim, permanecemos no calor, que está beirando ficar insuportável. Depois de uns quinze minutos, a gatinha do 412, ainda com os dedos segurando o nariz para evitar cheirar o ar, reclama:
- Não agüento mais, tá muito quente, véio! Vamos acabar com isso. Já passou. Vou embora, falou?
A galera ri, dando a entender que se ela realmente se retirar, vai ficar subentendido que ela que é a flatulenta. Bonita, mas podre por dentro. A menina desiste e fica onde está. Melhor derreter, pegar uma insolação do que ser taxada de peidolenta. A gorda tem outra idéia:
- Vamos pelo menos diminuir o calor. Vamos deixar a porta aberta, daí o vapor sai e a gente fica mais à vontade.
Ninguém aceita a idéia. Falam todos de uma vez, argumentando que, se as condições ficarem propícias, o culpado nunca vai se revelar. Temos que sofrer, até que o peidão não agüente mais e assuma sua condição de porco anti-social. O calor aumenta, já estou tonto, transpiro rios de suor, a visão começa a falhar. Assim não dá, decido. Resolvo admitir tudo, me levantando e confessando timidamente, enquanto caminho em direção à saída:
- Tá bom, tá bom, fui eu. Tô fora, tchau!
Meus companheiros de bloco me olham como se fosse um criminoso, afinal, a idéia de todos ficarem na sauna até o criminoso se identificar foi minha. Quando estou saindo, um senhor, sentado bem ao lado da porta, reclama:
- Não sabe segurar não, rapaz?
- Eu não, o senhor sabe?
- Sei sim, filho.
- Então segura essa! – digo, soltando outro peido fedorento em sua cara e me mandando do lugar.
terça-feira, março 01, 2005
LONDON CALLING FAZ 25 ANOS
No último dia 25 de fevereiro, saiu um artigo no Correio Braziliense sobre os 25 anos do disco London Calling, do Clash. A pedidos, escrevi um complemento ao texto, que incluo abaixo.
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Imagine o cenário: Sheffield, cidade industrial no norte da Inglaterra, vizinha de Manchester, só que mais escura, mais sombria e suja. 1979, dois brasileiros, meu irmão Bernardo e eu, entramos numa loja de discos, depositamos nossas mesadas no balcão e saímos para enfrentar uma caminhada gélida com uma cópia do LP duplo London Calling do Clash debaixo de nossos braços. Assim que entramos em casa, o lado um do primeiro disco vai para a vitrola, antes de acender o aquecedor, antes de tirar as luvas e os cachecóis. Ouvimos consecutivamente os quatro lados até a hora de dormir. Um clássico instantâneo, um divisor de águas. O melhor disco de rock de todos os tempos? Sem dúvida, à época, nos pareceu que sim.
O quarteto Clash já era nosso herói punk desde a saída do Brasil, um ano antes. O primeiro disco, de 1977, trazia o ante-projeto do que seriam os anos 1980, o London Calling, cristalizou o conceito. Era um disco duplo que foi vendido, a pedidos da banda, por o preço de um. Eles abriram mão dos próprios rendimentos, isso tocava nossos corações. As músicas eram todas perfeitas e tiveram a coragem de fugir da camisa de força que o movimento punk estava forçando quanto a criatividade das bandas. Nos dois discos, tínhamos jazz, folk, funk, rock'a'billy e rock, tudo interpretado sob o ponto de vista do punk. A mensagem era que não tínhamos que ficar parados no tempo, que o movimento não era só um espasmo iconoclasta, mas sim uma reconstrução do rock n roll.
A faixa título, Brand New Cadillac, Jimmy Jazz, Lost in the Supermarket, nossa, só de escrever o nome dessas músicas consigo imaginar cada acorde, cada letra na minha cabeça. Sem o London Calling, talvez fossemos obrigados a ouvir GBH e Exploited durante o resto da vida, gritando clichês vazios em fórums sociais. O Clash nos ensinou a pensar e a lição principal está em London Calling.
Outro grande feito do disco foi ter aberto o mercado americano, e conseqüentemente mundial, ao punk e new wave. Não que seja necessário invadir a América, mas, sem isso, a banda estaria até hoje rezando para os convertidos, igual ao Fall, conjunto tão importante quanto o Clash, mas que não conseguiu produzir o seu London Calling (o quê? não conhece The Fall? tá esperando o que, a MTV te apresentar?).
E claro, sem o Clash, não haveria Plebe Rude. 25 anos depois, o disco ainda soa tão sensacional tanto. Só que agora, ligo o ar condicionado para ouvir.
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Imagine o cenário: Sheffield, cidade industrial no norte da Inglaterra, vizinha de Manchester, só que mais escura, mais sombria e suja. 1979, dois brasileiros, meu irmão Bernardo e eu, entramos numa loja de discos, depositamos nossas mesadas no balcão e saímos para enfrentar uma caminhada gélida com uma cópia do LP duplo London Calling do Clash debaixo de nossos braços. Assim que entramos em casa, o lado um do primeiro disco vai para a vitrola, antes de acender o aquecedor, antes de tirar as luvas e os cachecóis. Ouvimos consecutivamente os quatro lados até a hora de dormir. Um clássico instantâneo, um divisor de águas. O melhor disco de rock de todos os tempos? Sem dúvida, à época, nos pareceu que sim.
O quarteto Clash já era nosso herói punk desde a saída do Brasil, um ano antes. O primeiro disco, de 1977, trazia o ante-projeto do que seriam os anos 1980, o London Calling, cristalizou o conceito. Era um disco duplo que foi vendido, a pedidos da banda, por o preço de um. Eles abriram mão dos próprios rendimentos, isso tocava nossos corações. As músicas eram todas perfeitas e tiveram a coragem de fugir da camisa de força que o movimento punk estava forçando quanto a criatividade das bandas. Nos dois discos, tínhamos jazz, folk, funk, rock'a'billy e rock, tudo interpretado sob o ponto de vista do punk. A mensagem era que não tínhamos que ficar parados no tempo, que o movimento não era só um espasmo iconoclasta, mas sim uma reconstrução do rock n roll.
A faixa título, Brand New Cadillac, Jimmy Jazz, Lost in the Supermarket, nossa, só de escrever o nome dessas músicas consigo imaginar cada acorde, cada letra na minha cabeça. Sem o London Calling, talvez fossemos obrigados a ouvir GBH e Exploited durante o resto da vida, gritando clichês vazios em fórums sociais. O Clash nos ensinou a pensar e a lição principal está em London Calling.
Outro grande feito do disco foi ter aberto o mercado americano, e conseqüentemente mundial, ao punk e new wave. Não que seja necessário invadir a América, mas, sem isso, a banda estaria até hoje rezando para os convertidos, igual ao Fall, conjunto tão importante quanto o Clash, mas que não conseguiu produzir o seu London Calling (o quê? não conhece The Fall? tá esperando o que, a MTV te apresentar?).
E claro, sem o Clash, não haveria Plebe Rude. 25 anos depois, o disco ainda soa tão sensacional tanto. Só que agora, ligo o ar condicionado para ouvir.
BOBOS-DA-CORTE
Hoje o Uruguai está em festa. A posse de Tabaré Vázquez leva o povo à rua para comemorar a quebra de alternância no poder entre os Colorados e os Blancos, após longos 180 anos. Detalhe: nunca, na curta história democrática do Uruguai, houve manifestação popular na posse de um presidente eleito.
Como em toda festa que se preze, foram convidados os bobos-da-corte. Um, o Presidente Chaves, da Venezuela, aceitou, claro. Ele não perde uma boca-livre e a oportunidade de dar o fora do clima hostil que está seu país. Outro, o Fidel Castro, está doente, não vai poder visitar o mundo livre. Reparem que essas duas figurinhas carimbadas dão o toque em todas as festas públicas com cunho político realizado na América Latina. E porquê bobos-da-corte? Leiam abaixo.
Certamente vocês já viram filmes ou leram livros sobre as festas dos reis medievais. Sabem aquela figura, com o chapéu de três pontas, fazendo gracinhas o tempo todo? Pois é, esse é o bobo-da-corte. Sua origem é islâmica e sua missão era fazer imitações grotescas dos nobres para que todos refletissem sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano. De um site: “suas atitudes contrárias, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário”.
Fidel e Chaves são assim. Não é que os líderes latino-americanos gostem deles ou se identificam com suas trapalhadas políticas. É que, estando presente nas ocasiões importantes, servem para que eles reflitam sobre as bobagens que os dois fizeram nos respectivos países e não cometam as mesmas atrocidades durante seus mandatos.
Os reis caíram e os bobos-da-corte foram substituídos por figuras históricas contemporâneas, porém o objetivo permanece o mesmo: fazer refletir. Na França, após a queda da Bastilha, os ricos poderosos chamavam vagabundos imundos para participar de suas festas. Na década de 1960, membros dos Black Panthers eram convidados a freqüentar – e iam! – festas da alta sociedade. No início do movimento punk, alguns também freqüentaram como convidados especiais festas desse porte.
Aqui, onde a festança com o dinheiro público nunca tem fim, o mestre-de-cerimônias do momento, Severino Cavalcanti, quer porque quer ministérios para seu pseudo-partido, o PP. Até o governo palestino, cercado por fundamentalistas radicais, de um lado, e israelenses vingativos, de outro, ao montar seu ministério, optou pela escolha de pessoas técnicas, capazes de administrar com perfeição a pasta, mais de metade com doutorado. Aqui, no Brasil, não. O perfil técnico pouco importa, o político vale tudo.
A festa continua, e adivinha! O bobo-da-corte é você! Só não espere reflexão por parte dos nossos políticos, eles estão muito ocupados se divertindo, enchendo a pança e os bolsos para tomar conhecimento da falta de saúde e de segurança, educação precária, infra-estrutura decrépita, desemprego e outros detalhes que estão além de sua área de atuação.
Como em toda festa que se preze, foram convidados os bobos-da-corte. Um, o Presidente Chaves, da Venezuela, aceitou, claro. Ele não perde uma boca-livre e a oportunidade de dar o fora do clima hostil que está seu país. Outro, o Fidel Castro, está doente, não vai poder visitar o mundo livre. Reparem que essas duas figurinhas carimbadas dão o toque em todas as festas públicas com cunho político realizado na América Latina. E porquê bobos-da-corte? Leiam abaixo.
Certamente vocês já viram filmes ou leram livros sobre as festas dos reis medievais. Sabem aquela figura, com o chapéu de três pontas, fazendo gracinhas o tempo todo? Pois é, esse é o bobo-da-corte. Sua origem é islâmica e sua missão era fazer imitações grotescas dos nobres para que todos refletissem sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano. De um site: “suas atitudes contrárias, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário”.
Fidel e Chaves são assim. Não é que os líderes latino-americanos gostem deles ou se identificam com suas trapalhadas políticas. É que, estando presente nas ocasiões importantes, servem para que eles reflitam sobre as bobagens que os dois fizeram nos respectivos países e não cometam as mesmas atrocidades durante seus mandatos.
Os reis caíram e os bobos-da-corte foram substituídos por figuras históricas contemporâneas, porém o objetivo permanece o mesmo: fazer refletir. Na França, após a queda da Bastilha, os ricos poderosos chamavam vagabundos imundos para participar de suas festas. Na década de 1960, membros dos Black Panthers eram convidados a freqüentar – e iam! – festas da alta sociedade. No início do movimento punk, alguns também freqüentaram como convidados especiais festas desse porte.
Aqui, onde a festança com o dinheiro público nunca tem fim, o mestre-de-cerimônias do momento, Severino Cavalcanti, quer porque quer ministérios para seu pseudo-partido, o PP. Até o governo palestino, cercado por fundamentalistas radicais, de um lado, e israelenses vingativos, de outro, ao montar seu ministério, optou pela escolha de pessoas técnicas, capazes de administrar com perfeição a pasta, mais de metade com doutorado. Aqui, no Brasil, não. O perfil técnico pouco importa, o político vale tudo.
A festa continua, e adivinha! O bobo-da-corte é você! Só não espere reflexão por parte dos nossos políticos, eles estão muito ocupados se divertindo, enchendo a pança e os bolsos para tomar conhecimento da falta de saúde e de segurança, educação precária, infra-estrutura decrépita, desemprego e outros detalhes que estão além de sua área de atuação.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Feijão e Arroz
Outro dia, me lembrei de um fato bem antigo: a Plebe estava em São Paulo, todos no ônibus, e na rádio começou a tocar Eduardo e Mônica, da Legião. Daí vem aquela frase: "E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa que nem feijão com arroz", e nosso roadie, o Fred, grita lá de trás: "nada combina mais do quê arroz com feijão!!!!!!"
Daí pensei, será mesmo? Ou será outro mito urbano tipicamente brasileiro? Recentemente, fiz uma lista de combinações, que na minha humilde opinião, estão muito acima da dupla arroz e feijão:
1. strogonoff & batata palha
2. grão de bico & cerveja
3. brócolis & alho frito
4. caviar & umbigo de modelo (a gente come só o caviar, o umbigo é recipiente!)
5. kassler & chucrute
6. misto quente & mostarda
7. peixe frito & limão
8. pão fresco & manteiga
9. domingo de manhã & jornal & café recém passado
10. língua & purê de batata.
Daí pensei, será mesmo? Ou será outro mito urbano tipicamente brasileiro? Recentemente, fiz uma lista de combinações, que na minha humilde opinião, estão muito acima da dupla arroz e feijão:
1. strogonoff & batata palha
2. grão de bico & cerveja
3. brócolis & alho frito
4. caviar & umbigo de modelo (a gente come só o caviar, o umbigo é recipiente!)
5. kassler & chucrute
6. misto quente & mostarda
7. peixe frito & limão
8. pão fresco & manteiga
9. domingo de manhã & jornal & café recém passado
10. língua & purê de batata.
RESUMO DA SEMANA
Música: Dragnet e Live at the Witch Trials, CDs do Fall. Human After All, novo CD do Daft Punk.
Literatura: Ressureição, de Machado de Assis. As matérias sobre Hunter S. Thompson publicadas nos jornais por ocasião de sua morte.
Comida: Risoto de bacalhau.
Programa noturno: minha festa de casamento.
TV: mais uma vez, nada que prestasse foi transmitido durante a semana.
Piada da semana: www.gordinho.cjb.net. Vejam isso!
Literatura: Ressureição, de Machado de Assis. As matérias sobre Hunter S. Thompson publicadas nos jornais por ocasião de sua morte.
Comida: Risoto de bacalhau.
Programa noturno: minha festa de casamento.
TV: mais uma vez, nada que prestasse foi transmitido durante a semana.
Piada da semana: www.gordinho.cjb.net. Vejam isso!
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
AMANHÃ ME CASO!
Amanhã me caso. Com a pessoa que venho dividindo o teto a mais de cinco anos. Com alguém que entende exatamente o que eu estou pensando sem eu ter que falar uma só palavra. Com a mãe da Ana, que ainda não nasceu, mas dá chutes e socos sem parar. Ela está é comemorando! Mais do que uma mera burocratização de nossa união, é um passo a mais para cristalizar nossa cumplicidade. Nick Cave pergunta:
As you've been moving surely toward me/My soul has comforted and assured me/That in time my heart it will reward me/And that all will be revealed/So I've sat and I've watched an ice-age thaw/Are you the one that I've been waiting for?
Com certeza, Rosinha, you are the one. A espera chega ao fim.
As you've been moving surely toward me/My soul has comforted and assured me/That in time my heart it will reward me/And that all will be revealed/So I've sat and I've watched an ice-age thaw/Are you the one that I've been waiting for?
Com certeza, Rosinha, you are the one. A espera chega ao fim.
LÁGRIMAS PARA HUNTER S. THOMPSON
Só uma notinha lamentando a morte do grande escritor Hunter S. Thompson, que meteu uma bala na cabeça no início dessa semana. Drogas, violência, sarcasmo, política, álcool, esportes e, ainda por cima, tudo verdadeiro, nada ficção? Esse é o mundo do Hunter. Brilhante escritor, pai do jornalismo "gonzo". A Editora Conrad lançou dois livros do mestre em português: Hell's Angels (história verdadeira do início dos anos 1970 quando o Hunter se infiltrou na gangue, tomando todas, inclusive porrada) e A Grande Caçada aos Tubarões. Tá com preguiça de ler, tire o DVD Medo e Delíro em Las Vegas (Fear and Loathing in Las Vegas) dirigida pelo ex-Monthy Python Terry Gillam, estrelando Johnny Depp e Benício del Touro. Um minuto de silêncio e algumas lágrimas, em respeito.
BURNING DOWN THE HOUSE!
A manchete do Estadão me animou: Incêndio em Montanha de Esterco. Imaginei logo o Congresso Nacional pegando fogo, os deputados e demais barnabés presos lá dentro, achando que a imunidade parlamentar os salvaria das chamas. Que nada! Lendo a notícia, descobri que trata-se de uma montanha de esterco de vacas nos EUA que está queimando a quatro meses.
Para o nosso azar, o esterco produzido pelos nossos congressistas não entra em auto-combustão. Se entrasse, a fogueira iria durar muito mais. Aliais, eles fazem a merda e quem se queima somos nós. Que empregão esse, heim? Onde se pode aumentar o próprio salário quando bem quiser, negociar o futuro e vida do seu povo em troca de votos, ter regalias e ainda estar protegido da lei! Até Adão deixaria o paraíso para trabalhar num lugar assim.
Aqui em Brasília tem uma propaganda do Congresso Nacional convidando pessoas a visitarem a Instituição. Nos outdoors está escrito: “Entre, a casa é sua.” Pode ser, afinal, nós é que pagamos por aquilo, pelos salários, pelas regalias, pelas férias de noventa dias, pelos barnabés que lá parasitam. A casa é nossa, mas fomos despejados a muito tempo. Até para entrar, ir visitar, temos que nos vestir bem. Meninas, querem ir de mini-saia? Não pode. O parlamentar é sem-vergonha, mas só fora do seu local de trabalho. Garotos, querem ir de bermuda? Vão ser barrados. Lá dentro, vamos manter o respeito, por favor. Nada de pernas de fora. E deixe seu voto na porta que eles vão precisar nas próximas eleições.
A casa é nossa? Como diria os Talking Heads: Burning Down the House!
Para o nosso azar, o esterco produzido pelos nossos congressistas não entra em auto-combustão. Se entrasse, a fogueira iria durar muito mais. Aliais, eles fazem a merda e quem se queima somos nós. Que empregão esse, heim? Onde se pode aumentar o próprio salário quando bem quiser, negociar o futuro e vida do seu povo em troca de votos, ter regalias e ainda estar protegido da lei! Até Adão deixaria o paraíso para trabalhar num lugar assim.
Aqui em Brasília tem uma propaganda do Congresso Nacional convidando pessoas a visitarem a Instituição. Nos outdoors está escrito: “Entre, a casa é sua.” Pode ser, afinal, nós é que pagamos por aquilo, pelos salários, pelas regalias, pelas férias de noventa dias, pelos barnabés que lá parasitam. A casa é nossa, mas fomos despejados a muito tempo. Até para entrar, ir visitar, temos que nos vestir bem. Meninas, querem ir de mini-saia? Não pode. O parlamentar é sem-vergonha, mas só fora do seu local de trabalho. Garotos, querem ir de bermuda? Vão ser barrados. Lá dentro, vamos manter o respeito, por favor. Nada de pernas de fora. E deixe seu voto na porta que eles vão precisar nas próximas eleições.
A casa é nossa? Como diria os Talking Heads: Burning Down the House!
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
O BRASILEIRO É LIMPO?
De acordo com vários estudos de antropólogos e sociólogos, sim, o povo brasileiro tem uma higiene corporal muito apurada. Basta comparar o hábito de nossos trabalhadores de obras com os seus equivalentes anglo-saxão. O peão brasileiro, terminando o expediente, antes de voltar para casa, toma um banho. Todo fazem isso, sem exceção. O gringo não, termina o trabalho, entra no seu ônibus/carro/metrô e vai para casa daquele jeito mesmo, sujo e fedido. Me lembro de quando estudava na Inglaterra, no segundo grau, terminava educação física e ninguém tomava banho. Simplesmente botavam o uniforme e iam assistir aula, suados. O futum não incomoda, acho.
Mas por outro lado, o brasileiro é um porco quando se trata de higiene pública. Joga lixo na rua, taca papel e lata pela janela do carro. Limpa seu lote e joga o entulho no do vizinho. Ao contrário do europeu, que tem cuidado redobrado em não sujar seu habitat. Vejam um favela, no pé do morro, pilhas de lixo. Vejam os gramados públicos, toquinhos de cigarros, copos de plásticos e papel pontilhando o verde.
Porquê isso? Imagino que seja nossa falta de interesse coletivo, a incapacidade do brasileiro de viver em comunidade, de pensar no todo. Sim, nos limpamos, mas isso é um gesto egoísta, só pensando na gente. Somos individualistas. Nossa casa está bem cuidada, que se foda a vizinhança! Falta pensar no bem geral, no global. A causa: educação precária, catolicismo fortemente embutido (a mais individualista das religiões), exemplos de políticos ao longo de toda nossa história que governam de acordo com seus interesses privados, entre várias outras.
Dêem um passeio pelo Lago Norte, aqui em Brasília. Os moradores cuidam de seus jardins, mantêm as casa pintadas e o telhado reformado. Daí, cercam o terreno com uma cerca horrorosa de zinco e se isolam da comunidade. Pelo lado de fora, um labirinto metálico que lembra Auswitch; dentro de cada lote, um lugarzinho exemplarmente cuidado. O pensamento é: o quê é meu eu cuido, o quê é de todos, eu ignoro.
Por favor, não se empolguem, continuem tomando banho, mas pensando no seu vizinho. Melhor, convide-o para um banho coletivo, e destruam os muros que te separam.
Mas por outro lado, o brasileiro é um porco quando se trata de higiene pública. Joga lixo na rua, taca papel e lata pela janela do carro. Limpa seu lote e joga o entulho no do vizinho. Ao contrário do europeu, que tem cuidado redobrado em não sujar seu habitat. Vejam um favela, no pé do morro, pilhas de lixo. Vejam os gramados públicos, toquinhos de cigarros, copos de plásticos e papel pontilhando o verde.
Porquê isso? Imagino que seja nossa falta de interesse coletivo, a incapacidade do brasileiro de viver em comunidade, de pensar no todo. Sim, nos limpamos, mas isso é um gesto egoísta, só pensando na gente. Somos individualistas. Nossa casa está bem cuidada, que se foda a vizinhança! Falta pensar no bem geral, no global. A causa: educação precária, catolicismo fortemente embutido (a mais individualista das religiões), exemplos de políticos ao longo de toda nossa história que governam de acordo com seus interesses privados, entre várias outras.
Dêem um passeio pelo Lago Norte, aqui em Brasília. Os moradores cuidam de seus jardins, mantêm as casa pintadas e o telhado reformado. Daí, cercam o terreno com uma cerca horrorosa de zinco e se isolam da comunidade. Pelo lado de fora, um labirinto metálico que lembra Auswitch; dentro de cada lote, um lugarzinho exemplarmente cuidado. O pensamento é: o quê é meu eu cuido, o quê é de todos, eu ignoro.
Por favor, não se empolguem, continuem tomando banho, mas pensando no seu vizinho. Melhor, convide-o para um banho coletivo, e destruam os muros que te separam.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
TUDO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE O NOVO CD DA PLEBE RUDE MAS TEVE MEDO DE PERGUNTAR.
Acho importante passar a limpo, colocar as cartas na mesa, nivelar a informação sobre o novo disco da Plebe Rude. Como todos sabem, a gente voltou com um disco ao vivo, no ano 2000, chamado Enquanto a Trégua Não Vem. A idéia foi boa, a execução ruim. Depois de dez anos de cada um cuidando de sua vida, ensaiamos por duas horas, fizemos um show no Porão do Rock, em Brasília, voamos para o Rio, ensaiamos três semanas, gravamos o disco e caímos na estrada. Não houve tempo para discutir as ansiedades de cada um, os objetivos, lavar roupa suja e fazer a conciliação com o passado. Ou seja, as mágoas cresceram, os desafetos também. Resultado: o clima piorou e o projeto desandou.
À época, no entanto, ainda não tínhamos desistido. Compusemos, não sei como, algumas músicas novas, que, junto com outras que o Philippe tinha na bagagem de Daybreak Gentlemen (sua banda solo) fariam o grosso do CD. Tudo pronto para gravar no estúdio do Philippe em Brasília, onde já encontrávamos eu e ele. Gutje e Jander de passagens em mão e viriam numa sexta-feira, isso foi em 2002, se me recordo corretamente. Horas antes de entrar para gravar, Gutje liga: vai atrasar, está em algum lugar do Nordeste andando de wind-surf. Detalhe: nosso tempo era exíguo. Essa foi a gota d’água! O caldeirão de emoções entornou, ninguém mais quis participar do processo. Novo fim para a Plebe.
Mas, assim como a árvore cortada pelos madeireiros gananciosos renasce, ainda demos uns shows, sem o Gutje, somente o Philippe, Jander e eu, sempre com um baterista convidado. Desses, o quê mais se destacou foi o Txotxa. Philippe, aproveitando que mora dentro de um estúdio, resolve pegar as músicas e gravar um disco solo, com Iuri na bateria. E faz!
Um dia, ele me chama para ouvir. Está muito bom, ele tocando tudo menos bateria. Algumas interpretações estão um pouco fracas, mas, no geral está bom. Philippe me convida para botar o nome da Plebe Rude no disco. Eu recuso, ainda estou traumatizado da última volta. Mais shows, mais oportunidades de ensaio, mais entrosamento. A semente foi plantada, volto atrás: "Sim, Philippe, vamos chamar o Jander e ir em frente." Fazemos até outra música, que fica sensacional. Decepção: Jander não topa, tá fora. O quê fazer? Como substituir o insubstituível? Chamar o Clemente, velho colega de guerra.
E assim estamos. Regravando o quê tem que ser regravado. Gravando as novas e, talvez, até um Voto em Branco, primeira música nossa, de 1981, com eu nos vocais e o Fê do Capital Inicial na batera, como um brinde aos fãs antigos. E está ficando muito bom. Está ficando ótimo! Assim que estiver pronto, vamos levar às gravadoras. Espero que esteja em suas mãos até junho.
Explicado? Então não façam mais perguntas, ok?
À época, no entanto, ainda não tínhamos desistido. Compusemos, não sei como, algumas músicas novas, que, junto com outras que o Philippe tinha na bagagem de Daybreak Gentlemen (sua banda solo) fariam o grosso do CD. Tudo pronto para gravar no estúdio do Philippe em Brasília, onde já encontrávamos eu e ele. Gutje e Jander de passagens em mão e viriam numa sexta-feira, isso foi em 2002, se me recordo corretamente. Horas antes de entrar para gravar, Gutje liga: vai atrasar, está em algum lugar do Nordeste andando de wind-surf. Detalhe: nosso tempo era exíguo. Essa foi a gota d’água! O caldeirão de emoções entornou, ninguém mais quis participar do processo. Novo fim para a Plebe.
Mas, assim como a árvore cortada pelos madeireiros gananciosos renasce, ainda demos uns shows, sem o Gutje, somente o Philippe, Jander e eu, sempre com um baterista convidado. Desses, o quê mais se destacou foi o Txotxa. Philippe, aproveitando que mora dentro de um estúdio, resolve pegar as músicas e gravar um disco solo, com Iuri na bateria. E faz!
Um dia, ele me chama para ouvir. Está muito bom, ele tocando tudo menos bateria. Algumas interpretações estão um pouco fracas, mas, no geral está bom. Philippe me convida para botar o nome da Plebe Rude no disco. Eu recuso, ainda estou traumatizado da última volta. Mais shows, mais oportunidades de ensaio, mais entrosamento. A semente foi plantada, volto atrás: "Sim, Philippe, vamos chamar o Jander e ir em frente." Fazemos até outra música, que fica sensacional. Decepção: Jander não topa, tá fora. O quê fazer? Como substituir o insubstituível? Chamar o Clemente, velho colega de guerra.
E assim estamos. Regravando o quê tem que ser regravado. Gravando as novas e, talvez, até um Voto em Branco, primeira música nossa, de 1981, com eu nos vocais e o Fê do Capital Inicial na batera, como um brinde aos fãs antigos. E está ficando muito bom. Está ficando ótimo! Assim que estiver pronto, vamos levar às gravadoras. Espero que esteja em suas mãos até junho.
Explicado? Então não façam mais perguntas, ok?
Notícias do Front - Clemente de Férias em Brasília
Desastre total! Aqueles maconheiros fantasiados de cientistas que apresentam no Discovery o programa Mith Busters (Caçadores de Mitos) deveriam fazer uma matéria sobre o computador Macintosh. Mito: o Mac nunca dá pau. Realidade: o Mac do Philippe, coração do seu estúdio, Daybreak Gentlemen, entupiu as coronárias e deu um pití. Justo no fim-de-semana que o Clemente veio de SP para gravar a sua participação. Ou seja, nesse último fim-de, não foi feito nada.
Nada, não! Serviu para o Philippe e o Clemente passarem a limpo as músicas, determinar quem vai cantar o quê e acertar as guitarras. Rendeu um semi-ensaio, no sábado. Mas, em termos gerais, foi uma decepção.
A boa notícia é que já está tudo consertado e o Philippe começa a colocar as vozes e guitarras esta semana. Outra: esse incidente não deve atrasar o prazo de terminar tudo em março. Oremos ao Santo Steve Jobs.
Nada, não! Serviu para o Philippe e o Clemente passarem a limpo as músicas, determinar quem vai cantar o quê e acertar as guitarras. Rendeu um semi-ensaio, no sábado. Mas, em termos gerais, foi uma decepção.
A boa notícia é que já está tudo consertado e o Philippe começa a colocar as vozes e guitarras esta semana. Outra: esse incidente não deve atrasar o prazo de terminar tudo em março. Oremos ao Santo Steve Jobs.
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
CLUBBERS VÃO INVADIR O EXÉRCITO AMERICANO
O meu muito perspicaz amigo, Chico Bóia, o homem que deveria estar no lugar do Serverino, me encaminhou um artigo muito interessante do Guardian (http://www.guardian.co.uk/usa/story/0,12271,1416073,00.html) cujo título é Ecstasy Trials for Combat Stress (algo como: Experimentos com Ecstasy para Stress de Combate). Resumindo, o exército americano está testando MDMA, o princípio ativo do ecstasy, em soldados americanos lotados no Iraque que sofrem de trauma de combate. O tratamento vem completo com relaxamento e música. Não detalham qual música, mas tendo em vista a droga, deve ser um house de primeira.
Já estou visualizando um batalhão de clubbers se alistando nos Marines para combater no Oriente Médio, declarar estar estressado e receber a medicação. E porquê não? Deve ser coisa de primeira, ou vocês acham que o Pentágono compraria docinho malhado? As raves no deserto serão de primeira. Fatboy Slim atacando nas pick-ups e um monte de doidão em uniforme dançando, se abraçando e gritando “uhú!” sendo observados por um incrédulos árabes. Maomé que os perdoe. Alá é a balada!
Estou dividido. Minhas conclusões são duas, uma paranóica, outra otimista.
A paranóica, que tem todo tom de uma teoria da conspiração, é que se trata de um golpe das forças aramadas ianque para não deixar o ecstasy se tornar para a Guerra do Iraque o quê a maconha foi para a Guerra do Vietnã. Os hippies conseguiram, nos anos 1970, tornar a marijuana num símbolo da paz. Não querendo um ícone-droga para essa geração século XXI, o Pentágono dá o MDMA para seus soldados que, após o tratamento, saem em campo para matar e invadir. Ou seja, em breve, a sensação da droga será associada ao combate. Estará ligada, incoscientemente, à guerra.
A otimista é que o artigo relata também que a iniciativa faz parte de outras experiências com drogas que mexem com o cérebro visando acabar com doenças como obsessão compulsiva, paranóia e hostilidade gratuita. Estão testando, além da já mencionada MDMA, o LSD e o psilocybin (o químico ativo do cogumelo). Isso pode ser um passo grande para desmistificar as drogas e legalizá-las. No mínimo, vai servir para que a sociedade discuta esse assunto sem as idéias pré-concebidas que a mídia, igreja e políticos conservadores vomitam por aí.
O Roberto Carlos sofre de obsessão compulsiva. Já imaginaram o Rei viajandão de LSD e cogumelos? É uma brasa, mora? Ou será um elefante azul?
Já estou visualizando um batalhão de clubbers se alistando nos Marines para combater no Oriente Médio, declarar estar estressado e receber a medicação. E porquê não? Deve ser coisa de primeira, ou vocês acham que o Pentágono compraria docinho malhado? As raves no deserto serão de primeira. Fatboy Slim atacando nas pick-ups e um monte de doidão em uniforme dançando, se abraçando e gritando “uhú!” sendo observados por um incrédulos árabes. Maomé que os perdoe. Alá é a balada!
Estou dividido. Minhas conclusões são duas, uma paranóica, outra otimista.
A paranóica, que tem todo tom de uma teoria da conspiração, é que se trata de um golpe das forças aramadas ianque para não deixar o ecstasy se tornar para a Guerra do Iraque o quê a maconha foi para a Guerra do Vietnã. Os hippies conseguiram, nos anos 1970, tornar a marijuana num símbolo da paz. Não querendo um ícone-droga para essa geração século XXI, o Pentágono dá o MDMA para seus soldados que, após o tratamento, saem em campo para matar e invadir. Ou seja, em breve, a sensação da droga será associada ao combate. Estará ligada, incoscientemente, à guerra.
A otimista é que o artigo relata também que a iniciativa faz parte de outras experiências com drogas que mexem com o cérebro visando acabar com doenças como obsessão compulsiva, paranóia e hostilidade gratuita. Estão testando, além da já mencionada MDMA, o LSD e o psilocybin (o químico ativo do cogumelo). Isso pode ser um passo grande para desmistificar as drogas e legalizá-las. No mínimo, vai servir para que a sociedade discuta esse assunto sem as idéias pré-concebidas que a mídia, igreja e políticos conservadores vomitam por aí.
O Roberto Carlos sofre de obsessão compulsiva. Já imaginaram o Rei viajandão de LSD e cogumelos? É uma brasa, mora? Ou será um elefante azul?
RESUMO DA SEMANA (12 a 18 FEV/05)
Leitura: O Alienista, de Machado de Assis (Quando era obrigado a ler Machado de Assis no colégio, achava um porre. Hoje, é um imenso prazer.)
Música: CD Bryant Street, do Dubtribe Sound System. Mário Brother's Theme, tocada em versão ska pelo Mr. Bungle.
Comida: Michuê do Beirute, acompanhado com cerveja temperada com limão, sal e pimenta malagueta.
TV: Simpsons
Programa Noturno: aniversário da Kelly no Arueyla (?).
Piada da Semana: Severino Cavalcanti.
Horror da Semana: Severino Cavalcanti.
Trouxa da Semana: Povo Brasileiro.
Música: CD Bryant Street, do Dubtribe Sound System. Mário Brother's Theme, tocada em versão ska pelo Mr. Bungle.
Comida: Michuê do Beirute, acompanhado com cerveja temperada com limão, sal e pimenta malagueta.
TV: Simpsons
Programa Noturno: aniversário da Kelly no Arueyla (?).
Piada da Semana: Severino Cavalcanti.
Horror da Semana: Severino Cavalcanti.
Trouxa da Semana: Povo Brasileiro.
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
EXPERIÊNCIAS NO ÚTERO: PLANTANDO A SEMENTE DARK
Outro dia, assistindo o Discovery Health (TV aberta? tô fora!), vimos um documentário sobre o desenvolvimento do bebê na barriga da mãe. Uma das coisas que nos surpreendeu é que o feto já ouve e sonha. Sonha com o quê? Deve ser com o quê ouve, claro! E tem mais, quando nasce, o bebê reconhece vozes e, isso que nos animou, músicas. Então, resolvemos submeter nossa futura filha à uma experiência. Gravei um CD com músicas calmas, porém de qualidade. Toda noite, antes de dormir, tocamos o disco. Por incrível que pareça, ela pára de mexer dentro da barriga, se acalma e, achamos, dorme. Estou muito curioso para, quando for botar ela para ninar, após o nascimento, tocar o CD e observar a sua reação. Quais são as músicas? Into My Arms (Nick Cave), Ocean Rain (Echo & the Bunnymen), Atmosphere (Joy Division) e Lulaby (The Cure). Já tem um segundo a caminho (pois não agüentamos ouvir mais esse toda noite) que abre com 1959 do Sisters of Mercy. Será que estamos criando uma filha gótica?
terça-feira, fevereiro 15, 2005
SOBRE O CASAMENTO DO RONALDINHO
Ronaldinho casou. Ou melhor, fingiu que casou, já que ele nem a Daniela poderiam casar por ainda estarem atrelados aos seus ex's. Chamou um monte de gente para um castelo, fretou aviões, convidou o Bono e fez a festa. Dizem que o cachê de modelo da Cicarelli subiu alguns dígitos do dia para a noite. Ou será da noite para o dia, já que festejaram a madrugada toda. E prepotente como ele só, Ronaldinho foi pedir a bênção do Papa. Tudo bem que o Papa é pop e está parecendo o Jaba the Hut fantasiado de padre, mas o Papa não é burro. A igreja não dá benção para separados. Ronaldinho pisou na bola, marcou gol contra. Com o rabo entre as pernas, foi obrigado a chamar um padreco qualquer do Rio de Janeiro, que como todo bom carioca, não segue regras, normas ou tradições. O padre deu a sua bênção ao casal em troca da viagem, hospedagem e outras regalias pagãs. O nome do castelo é Chantilly, que todo bom cozinheiro sabe azeda facilmente e derrete com o calor.
SOBRE O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Ontem não foi só o PT que levou uma lavada. Quem realmente perdeu fomos nós, o Brasil. O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, é o terceiro homem mais poderoso do país. Quem diz isso não sou eu, é a Constituição Federal. Se o presidente e o vice ficam ausentes, quem assume é o Sr. Cavalcanti, que está mais para Tenório do que Severino. Enquanto o primeiro vinha armado com sua metralhadora Lourdinha, o segundo dispara tiros de regalias, aumentos e mordomias jamais vistas. E a conta vem para a gente pagar! Enquanto não houver representação distrital e proporcional no Congresso Nacional, esse tipo de absurdo vai continuar acontecendo. Os únicos que aplaudem são o PP (que agora nem quer ministério) e os barnabés que trabalham na Casa. O que precisamos é de um Guy Falks tupiniquim. Para quem não sabe, esse herói inglês tentou explodir o Parlamento da Grã Bretanha como protesto contra o descaso dos representantes do seu povo. Hoje, comemoram a audácia como feriado nacional. Alguém empresta um fósforo para acender o pavio?
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
BRASÍLIA: AME-A OU DEIXE-A. ONDE É A SAÍDA?
Meu caso com Brasília sempre foi de amor platônico, adoração completa e admiração total. Afirmava a torto e direito que não existe lugar melhor para alguém passar a adolescência, no sentido romano, que significa até os 32 anos. De um tempo para cá a ficha caiu. Como no despertar de um pesadelo, acordo me perguntando: “o quê estou fazendo aqui?” Como que louvar esse mar de marasmo, esse gerador de energia negativa, essa toca de vigaristas, larápios e usurpadores?
Talvez seja que somente agora, quatro décadas após a sua construção, a sociedade brasiliense tenha finalmente se cristalizada e mostra a sua verdadeira face. Estamos no faroeste, na terra de ninguém. A faixa de gaza tem mais moralidade do que esse quadradinho inserido no meio de Goiás chamado Distrito Federal. Gerações cresceram vendo o bem público sendo invadido, vendido, revendido. Grileiros que pousam de deputados distritais e empresários locais fazem a festa; viram deputados irem e virem, roubarem e rolarem. Juízes, presidentes, ministros e senadores deixaram péssima impressão. O, agora adulto, brasiliense acha que é normal dar carteirada, roubar, usar o bem público como se particular fosse.
E esses prédios suntuosos que nos cercam? Congresso, tribunais, ministérios e outros antros de aspones. Todos cobertos de mármore, vitrais e outros exageros? No mundo civilizado, prédios públicos são singelos, construções que não chamam a atenção. O quê chama a atenção é o serviço público prestado à população, não o palácio onde os barnabés trabalham. Em Brasília é o contrário. Oscar Niemayer, talvez inspirado na doutrina stalinista que tanto admirava na época, construiu verdadeiros taj mahais para a burocracia. Templos da ineficiência para abrigar nossos juristas e legisladores. Igualzinho na África e outros redutos atrasados do planeta.
Tem mais à caminho! Também na contramão do que é feito nos países decentes, novas obras de arquitetura estão sendo erguidas, décadas depois da construção de Brasília. Quem assina a planta do em obras Museu Nacional? Oscar Niemayer, novamente. Não houve concurso público, licitação, nada! Simplesmente contrataram o velhinho de novo, jogando fora a Lei de Licitações e impedindo qualquer outro arquiteto de receber algum reconhecimento. É uma retenção de mercado que deveria ser levado ao CADE! Até na França, país mais xenofóbico do mundo, quando vão construir um novo prédio público de importância, fazem um concurso internacional. Tanto é que o autor no anexo do Louvre é um chinês e do Pompidou é um inglês. Aqui não, estamos virando um parque temático do Niemayer, igual a Disneylândia. Vamos cobrar entrada.
Tudo isso reflete no comportamento do brasiliense. No trânsito, nas escolas, no lazer da capital. Não é um lugar agradável, meus amigos. Nossa Câmera Distrital já foi descrita na Veja como uma “casa dos espantos”. Pois é, pegaram leve. Motivo de comemoração na capital é a aprovação do bairro Noroeste, outra orgia imobiliária para um clube restrito de empresários e políticos. Denominam isso aqui “patrimônio cultural da humanidade”. Cultura é o que Brasília menos tem! Os artistas e músicos que fazem sucesso querem mais é distância! Ou você acha que a Legião, Capital e Cássia Eller moram no DF? Essa última, nem quis ser enterrada em solo distrital. Quando o Bolshói se apresentou aqui tinha político comendo Ruffles e falando no celular durante a apresentação. Temos que fazer um abaixo-assinado para a que a UNESCO retire essa calúnia de sua lista de cidades tombadas. Onde é a saída? Quero sair!
Talvez seja que somente agora, quatro décadas após a sua construção, a sociedade brasiliense tenha finalmente se cristalizada e mostra a sua verdadeira face. Estamos no faroeste, na terra de ninguém. A faixa de gaza tem mais moralidade do que esse quadradinho inserido no meio de Goiás chamado Distrito Federal. Gerações cresceram vendo o bem público sendo invadido, vendido, revendido. Grileiros que pousam de deputados distritais e empresários locais fazem a festa; viram deputados irem e virem, roubarem e rolarem. Juízes, presidentes, ministros e senadores deixaram péssima impressão. O, agora adulto, brasiliense acha que é normal dar carteirada, roubar, usar o bem público como se particular fosse.
E esses prédios suntuosos que nos cercam? Congresso, tribunais, ministérios e outros antros de aspones. Todos cobertos de mármore, vitrais e outros exageros? No mundo civilizado, prédios públicos são singelos, construções que não chamam a atenção. O quê chama a atenção é o serviço público prestado à população, não o palácio onde os barnabés trabalham. Em Brasília é o contrário. Oscar Niemayer, talvez inspirado na doutrina stalinista que tanto admirava na época, construiu verdadeiros taj mahais para a burocracia. Templos da ineficiência para abrigar nossos juristas e legisladores. Igualzinho na África e outros redutos atrasados do planeta.
Tem mais à caminho! Também na contramão do que é feito nos países decentes, novas obras de arquitetura estão sendo erguidas, décadas depois da construção de Brasília. Quem assina a planta do em obras Museu Nacional? Oscar Niemayer, novamente. Não houve concurso público, licitação, nada! Simplesmente contrataram o velhinho de novo, jogando fora a Lei de Licitações e impedindo qualquer outro arquiteto de receber algum reconhecimento. É uma retenção de mercado que deveria ser levado ao CADE! Até na França, país mais xenofóbico do mundo, quando vão construir um novo prédio público de importância, fazem um concurso internacional. Tanto é que o autor no anexo do Louvre é um chinês e do Pompidou é um inglês. Aqui não, estamos virando um parque temático do Niemayer, igual a Disneylândia. Vamos cobrar entrada.
Tudo isso reflete no comportamento do brasiliense. No trânsito, nas escolas, no lazer da capital. Não é um lugar agradável, meus amigos. Nossa Câmera Distrital já foi descrita na Veja como uma “casa dos espantos”. Pois é, pegaram leve. Motivo de comemoração na capital é a aprovação do bairro Noroeste, outra orgia imobiliária para um clube restrito de empresários e políticos. Denominam isso aqui “patrimônio cultural da humanidade”. Cultura é o que Brasília menos tem! Os artistas e músicos que fazem sucesso querem mais é distância! Ou você acha que a Legião, Capital e Cássia Eller moram no DF? Essa última, nem quis ser enterrada em solo distrital. Quando o Bolshói se apresentou aqui tinha político comendo Ruffles e falando no celular durante a apresentação. Temos que fazer um abaixo-assinado para a que a UNESCO retire essa calúnia de sua lista de cidades tombadas. Onde é a saída? Quero sair!
Notícias do Front - Baixos Prontos
Nesse último sábado, dia 12 de fevereiro, num agrabilíssimo clima de casamento de viúva (sol e chuva), foram gravados os útlimos baixos do novo disco. Coisa calma, parecia até injeção de vacina: quando menos se espera, já terminou. Agora as bases estão prontas para o Philippe colocar guitarras, violões e vocais. E parece que o Clemente vem mesmo dia 17 para fazer a sua participação no disco! Em frente!
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