sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Carnaval Chegou!


Começou o carnaval! Esquentem os tamborins e façam o povo esquecer esse péssimo começo de ano. Acho que a pior notícia é o desmatamento incontrolado da Amazônia. O governo possa de bonzinho, mas todos sabem que estão nem aí. O interesse do executivo é arrecadar cada vez mais. Se um fazendeiro preservar os 80% do seu terreno, conforme estipulado em lei, planta menos. Se planta menos, vende menos. Se vende menos, paga menos impostos. Daí a farra dos cartões corporativos – entre outros gastos sem sentido do dinheiro público – não pode ser financiado.

E o Lula vem e diz que o desmatamento não é uma doença, mas sim uma coceira! Uma coceira na carteira dele, isso sim. É fato que os bancos estaduais, como BASA e BB, financiam o desmatamento por meio do crédito rural cedido aos fazendeiros. Os mesmos que fazem grilagem, desmatam, expulsam as populações nativas e exploram os trabalhadores locais.

A solução seria dar um cartão corporativo a cada cidadão brasileiro. Assim, a gente também poderia sair por aí gastando feito louco e o estado bancaria tudo!

A sede por arrecadação não é só do executivo. Aqui no DF, foi sancionada o tal do imposto da varanda. Funciona assim: se você tem um prédio com varanda, escada de incêndio, antena ou qualquer outra projeção que ultrapasse o volume da edificação, tem que pagar imposto. Coisa de louco! Nem no auge do feudalismo, quando o rei inventava impostos malucos para financiar seus gastos na corte, alguém bolou algo tão perverso!

Tenho certeza que no estados de vocês têm histórias semelhantes. O gozado é que imaginação para cobrar mais é farta, o que falta é imaginação para gastar menos, cortar a farra pública.

Samba, suor e ouriço! Adoro essa frase. Bom carnaval.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Bandas Desenhadas


De vez em quando tenho uma recaída por uma paixão antiga: histórias em quadrinhos. Curto tanto os europeus, como Jano, Alejandro Jodorowsky, Moebius, que fazem um estilo mais “intelectual”, até o comercialzão mundo Marvel.

Por falar em mundo Marvel, esse está em mutação total, com o final da guerra civil, que dividiu os heróis em pró-governo e aqueles que preferiram ficar no underground. A saga, que durou meses nos EUA, saiu aqui publicado pela Panini e está nos últimos números.

O que está pegando mesmo na Marvel é que eles contrataram um desenhista chamado Frank Cho (veja seu site aqui) que tem um mania de erotizar seus traços. Cada vez que entrega uma capa para a editora, é censurado. Consegui a última capa rejeitada pela Marvel, que mostra a Feiticeira Escarlate e o Wolverine (não, não é o Nasi, há há há) em momento íntimo. Quero ver quanto tempo o Cho vai manter o seu emprego.

Finalizando, começaram ontem os testes para escolha dos figurantes para o filme do Thor, novo empreendimento da Marvel. Eu tenho algumas reservas, pois pode ficar muito legal se o diretor e roteiristas escolherem uma história com violência nórdica, mas muito gay se mostrar um Thor loirinho voando com seu martelinho por Nova York. Vejamos...

Em 2008 saem filmes do Homem de Ferro (que promete) e o segundo Hulk.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Dica Alternativa da Semana

Uma banda francesa que canta um refrão "I fucked my american cunt/i loved my english romance" não pode ser levada a sério. Ou pode? Bem, a dica não é bem de 2008, mas o disco sai agora nos EUA, onde os Teenagers (nome da banda) vão estar tocando em NY no dia 2 de fevereiro com os carinhas do Hot Chip atuando como DJs. Que carnaval perfeito seria esse......

Primeira Dica de 2008

O You Tube tá me sacaneando! Já bloguei esse duas vezes e não aparece. Mais uma tentativa, pois essa é "A" dica desse início do ano. Banda escocesa Sons and Daughters e uma prévia do novo disco The Gift.

Terceira Dica de 2008

Essa tem muito leitor que vai esnobar, mas não deixem o electropop do Hot Chip te afastar desse excelente grupo. Considerado o Depeche Mode deste século. Tem gente que viu no Tim Festival e não entendeu, preferindo o fácil The Killers.

Segunda Dica de 2008

Essa é barbada, consigam antes que os moderninhos descubram e estragem a festa! Banda francesa Steeple Remove e o disco Radio Silence.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Niguém Quer Comer o Bacalhau da Galisteu!!!


Se tem alguém que acho que representa todo o podre de nossa sociedade é a Adriane Galisteu. Num país onde a educação é tratada como moeda de troca orçamentária ente nossos congressistas e o executivo, o jovem brasileiro tem que rebolar para subir na vida. Uns rebolam usando a criatividade, o esforço, se mantendo dentro da ética e demonstrando cidadania. Outros, rebolam literalmente.

A carreira de Adriane todos conhecemos, do início junto ao grupo onde a Meia era Soquete, porém o boquete era inteiro, passando pelos vários “noivos” que deixavam gordos cheques a cada fim de “relacionamento”, até sua atual fase de madrinha da Portela. Dando um banho no Gérson, a “apresentadora” deu um novo sentido à cunha “jeitinho brasileiro”.

Não admira que recentemente, Adriana deu uma bacalhoada pré-carvavalesca para unir as várias madrinhas de bateria. Só que de todas as convidadas, só três foram. Deve ser por precaução, qualquer contato com ela sempre termina em indenizações a favor da anfitriã. Pergunte à família Senna.

Eu não compro nada que ela anuncia. Galisteu faz propaganda de cerveja, não bebo mais aquela marca. Meu protesto funciona assim.

Para os que quiserem saber mais, leiam a excelente crônica do Arnaldo Jabor comparando o estilo Galisteu ao estilo Dra. Rosa Célia. Cada um escolhe como tocar sua vida....

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Créu e Suassuna!


Zapeando no domingo a noite, invariavelmente, a gente cai no Fantástico. Foi exatamente na reportagem sobre a moda verão, um tal de Créu, funk de segunda. Fico pasmo como o povo caí numa roubada dessas. É muito ruim. Teve uma parte que botaram um banhista, na praia, discutindo com o “autor” da “música”, perguntando para ele qual era a mensagem. Resposta: não tem mensagem, é só diversão.

Impressionante como a desculpa para qualquer lixo cultural produzido é a diversão. Esse filme é muito ruim. Resposta: mas foi feito para divertir. Esse livro é mal escrito, não contém valor literário nenhum! Mas a proposta não era essa, foi feito para divertir. Acho que nesse país, diversão e educação não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

Fico feliz e acho que fui sortudo, pois em Pernambuco a trilha sonora ficou restrita à Ivete!

Resumindo, acho oportuno o funk do Suassuna, acima. Diz tudo.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

200 Anos de Portos Abertos

O Brasil comemora, este ano, 200 anos de abertura de seus portos. Dois séculos atrás, Dom João VI permitiu que a colônia Brasil interagisse economicamente com o restante do mundo. Já era tarde, tínhamos perdido toda e evolução da prática de comércio exterior e me pergunto se hoje somos um participante ativo ou rastejamos atrás do prejuízo.

Estar a duzentos anos no jogo do comércio mundial é muito pouco. Nações muito mais retrógadas que a gente já estão nessa a mais de mil. Eu considero a interação entre povos, raça e culturas como um dos fatores de maior benéfico para a humanidade. Quando um vende, outro compra, outro se especializa, outro atualiza, outro aperfeiçoa – o dinheiro roda, pessoas interagem, se conhecem e todos saem ganhando.

Tudo bem, alguém vai me falar de barreiras de entrada, de proteção governamental, de subsídios. Repudio tudo isso. Quero permitir, não proibir. Chega de regras e impedimentos, que todos troquem com todos. Que as raças se misturem numa grande orgia, que as culturas colidam, gerando mais “sambas”, “bossanovas” e rock n roll.

Quando era adolescente, em Brasília, graças a uma política restritiva do governo ditatorial, não tínhamos acesso a nada do exterior. Muitos empresários, basicamente aqueles ligados ao regime de exceção, faturaram muito. Calça Levis, Lee ou brim de boa qualidade era um absurdo de caro. Camisa Hang Ten era vendida no mercado negro. Discos importados eram guardados como tesouros. Fora livros, filmes e músicas que nos eram proibidos. Ficamos décadas isolados culturalmente do restante do mundo, tendo que agüentar Rita Lee e Raul Seixas.

Quem se lembra da lei que proibia a importação do computador. Justificada com uma força à indústria nacional, nos deixou para trás na revolução tecnológica, e só beneficiou uns empresários que se vinham diante de um mercado dominado só por eles, sem incentivo nenhum de fazer melhor, pois não havia competição.

Ou aquela lei que exigia que na programação das rádios houvesse 50% de músicas nacionais. Era um merda! O gozado é que hoje, sem uma lei dessas, o percentual é bem maior. Na minha opinião, se um mercado precisa ser protegido, não deveria existir.

Alguém certamente vai te parar na rua e falar: fazem 200 anos que abriram os portos. Responda: isso é motivo de comemorar? Tudo bem, antes tarde do que nunca. E abrir a cabeça? Derrubar as barreiras e mitos que nos impedem de voar em novas idéias e pensamentos? Preconceitos que são tidos como verdades e o povo baixa a cabeça e diz béééééééééééé!

Temos que colorir fora da linha, seguir caminhos diferentes. Valeu Dom João!!! Open Up!!! Open Up!!!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Plebe: Metas para 2008

Bom, vamos ao assunto: o que a Plebe Rude quer de 2008? Como todos sabem, está em nossos planos o lançamento de um DVD. Não rolou em 2007 por várias razões, sendo a mais impactante as propostas ambíguas em termos de divulgação e distribuição. Então isso ficou para 2008. Show são sempre o objetivo principal, tocar mais e em mais lugares. Não tão fácil como parece, não basta pegar um ônibus e ir ao Maranhão, terra de Dunha, por exemplo, e tocar. Tem toda um infra local necessária da qual não temos controle. Compor novas músicas!!! Isso sim mantém uma banda viva. Não entendo como 2007 inteiro passou e nenhum riff se quer foi inventado pelos Plebeus (minto, um riff foi aperfeiçoado pelo Philippe para uma música antiga.....). Temos que trabalhar mais em 2008, se até o Ednaldo consegue (vejam os "melhores momentos" da turnê), a Plebe vai arregaçar as mangas.

Ednaldo Pereira - What is the brother

Quer saber, cansei de Ivete, Asa e Chiclete (epa, até rimou!). A realidade da música popular brasileira é bem outra. Veja o Ednaldo Pereira, vai dizer que esse aí não merece um lugar ao sol?

Estou de volta à mesa de trabalho, postando regularmente.

Que venha o Carnaval! (arhg!)

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Tirem a Ivete Daqui!!!

Férias no Nordeste. Longe de tudo, inclusive da internet, sem possibilidade nenhuma de atualizar o blog. Mar, sol, areia e muito Ivete Sangalo. Sim, isso mesmo. Descobri que o mercado não fica parado no verão, pelo contrário, trabalham dobrado. Tem uma nova música dessa infeliz que toca a cada meia hora em todas as praias, tipo lavagem celebral mesmo. Nada me tira da cabeça que não se trata de um esquemão promovido pela gravadora para empurrar esse troço para cima da gente.

Ivete Sangalo é anti-música. Não só porque é ruim, muitas músicas ruins são, isso mesmo, músicas. Mas o jeito que é tratado, massificado, empurrado guela abaixo dos despercebidos, me soa mais como operação de traficantes do que arte. E é isso mesmo, pois é uma droga. Sem perceber, você está fisgado, cantarolando aquele refrão que não diz nada e, como todo ano, usa as palavras “fevereiro”, “galera”, “carnaval” e “diversão”.

Até aí, tudo bem. Mas esse processo todo, essa logística de dominar a cabeça dos veranistas, está nos tornando um país culturalmente míope. Um povo que, de norte a sul, canta as mesmas músicas, facilmente manipulado por um esquema criminoso (na minha opinião) que pretende afastar novos talentos e arrebanhar milhares de pessoas desavisadas, que se divertiriam muito mais havendo um leque de opções para ouvirem e dançarem em suas férias.

Pois, estou de volta e não consigo tirar essa porcaria da minha cabeça!!!

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Engarrafados pela Expansão Econômica!

A notícia não poderia ser pior: as festas natalinas de 2007 foram registrados o maior número de mortes nas estradas nos últimos dez anos. Aqui em Brasília, alguns acidentes também marcaram o fim do ano, com mortes cinematográficas de inocentes. Aliais, são sempre os inocentes que morrem, nunca o motorista que vinha chutado, desrespeitando tudo e todos. Não conheço um motorista preso por dirigir embriagado, mas, sim, várias pessoas enterradas, vítimas de tal ato.

Com a tal “expansão da Classe C” propagada pelo governo, pela primeira vez um monte de pessoas tiveram acesso ao carro próprio. Todos comemoram, principalmente o governo, que arrecada um quinhão de impostos a cada veículo vendido. Eu acho triste. Mais carros nas ruas, dirigidos por pessoas não acostumadas a dirigir, somando a todos os egoístas das classes A e B, ilhados dentro de suas máquinas, isolados um dos outros, queimando combustível fóssil – some tudo isso e veja que não vai dar certo.

Porque não antecipar a tal da ampliação do poder de compra e prover as cidades de transporte público de qualidade? Já que podem comprar um carro, podem pagar um pouco mais nas passagens. Assim, para incentivar o uso do transporte público, poderiam instalar vias exclusivas, implantar novos metrôs, colocar para circular ônibus confortáveis, fazer de tudo para que a pessoa pense: “para que pegar um carro se posso chegar lá com mais conforto, menos stress?”

Mas o pensamento é sempre o contrário: vamos incentivar a compra de carros, a ampliação de nossa malha rodoviária, causando mais engarrafamentos, mais mortes, mais frustrações.

Um estatístico especializado em trânsito deu uma entrevista outro dia dizendo que, pelos seus cálculos, no feriado de 15 de novembro de 2014, São Paulo viverá um engarrafamento tão grande que durará dias. Pessoas irão abandonar os carros. Veículos terão que ser guinchados por helicópteros. Ainda há tempo, ainda há tempo.....

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Nick Cave and the Bad Seeds DIG, LAZARUS, DIG!!!

Vejam só que legal. Nick Cave vai lançar novo disco no ano que vem, chamado Dig, Lazarus, Dig. Fez um comercialzinho, lançou no You Tube. Genial, nada que qualquer bandinha de garagem não possa fazer. Sempre advogei que a internet nos dá acesso a tudo. Não esperem que gravadora entrem e façam de você uma celebridade, começe em casa!

E nada melhor que terminar o ano com a expectativa de um novo N.C. no próximo ano.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Boas Festas para Todos!


Boas festas, alegria e muito rock n roll! Bom natal, galera!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

2007 quase já era! Que venha 2008!

Fiz os cálculos ontem à noite: estou “no rock” a 33 anos! O início foi em 1974, quando um tio me presenteou o Viagem ao Centro da Terra, do Rick Wakeman. Depois, ouvia o 10 Years After do triplo LP do Woodstock. Led Zeppelin me fez esquecer tudo isso e 1977, com o advento do punk, me orientou para o underground. O pós-punk me converteu e, em 1995, eu vi a luz. E ela era estroboscópica. Alguns anos curtindo o house me fizeram chegar a outros sons, como bossa-nova, jazz e muito experimentalismo. Tudo isso para ser sugado de volta ao rock em 2000, com a volta da Plebe por ocasião do Porão do Rock.

2007 cristalizou bem a força do rock, pois esse voltou todo temperado de influência provindas da pista de dança. Não sou um purista, muito pelo contrário, admiro a música mestiça. Que o caldeirão seja entornado e a mistura despejada em nossos ouvidos!

Todo esse blá-blá-blá só para justificar a cada fim de ano postar aqui o que, na minha opinião, são os melhores sons dos últimos doze meses. Acho que daqui para o final do ano não serão lançados mais discos, então é seguro finalizar a minha avaliação. Além dos mencionados nos posts abaixo, quero colocar o holofote em cima do Prinzhorn Dance School, com sua simplicidade, sua música bastante básica e a baixista mais bonita de todos os tempos. Também, uma rodada de aplausos para os crossovers Digitalism e Simian Mobile Disco, diversão pura para mentes não contaminadas.

Melhor show da Plebe em 2007: difícil escolher, provavelmente esse último em SP, no Belfiori.

Melhor pizza: a Arabesque, do Dona Lenha, com queijo árabe ao invés da tradicional mozarela, que me dá dor de barriga.

Melhor programa de TV: Sopranos.

Melhor livro: Londres, de Edward Rutherfurd.

Melhor compra: uma caneca com a estampa de um Moog.

Feliz Festas para Todos!!!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Melhores de 2007 - Panda Bear

O Animal Collective lançou o excelente Stawberry Jam em 2007, mas quem chega a nossa lista é o trabalho solo do seu baterista na forma de Panda Bear. Disco mais bonito de 2007. Uma pérola.

Melhores de 2007 - Grinderman

Depois de uma pequena pausa, continuamos com os melhores do ano. Nick Cave, ao contrário de nós, fica melhor a cada ano que passa. O envelhecer faz bem para o velho morcego. Grinderman, seu novo projeto, trás um pouco de indisciplina ao rock. Coisa para ser ouvida numa tempestade de areia.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Melhores de 2007:!!! (Chk Chk Chk)

E tem essa banda que se chama !!! e o pessoal pronuncia chk chk chk, com o excelente Myth Takes. Essa música é ideal para a pista de dança lá pelas 2 da madruga.

Melhores de 2007: Of Montreal

Of Montreal lançou Hissing Fauna, Are You the Destoyer? em 2007, mas não tem nenhum clipe de músicas do disco (pelo menos, eu não achei). Então vai aí um cover de Bat Macumba dos Mutantes (que não está no disco, he he he). Outra bandinha que o prazer de ouvir compensa o esforço.