quarta-feira, março 05, 2008

Brasília em 1967 e Kraftwerk, tudo a ver.

Brasília
Música e letra: Plebe Rude

Letra

Capital da esperança
Asas e eixos do Brasil
Longe do mar, da poluição
mas um fim que ninguém previu

Carros pretos nos colégios
em tráfego linear
Servidores Públicos ali
polindo chapas oficiais
Brasília tem luz
Brasília tem carros
Brasília tem mortes
Tem até baratas

Brasília tem prédios
Brasília tem máquinas
Árvores nos eixos
a polícia montada


Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais

As luzes iluminam
os carros só passam
A morte traz vida
e s baratas se arrastam Utopia na mente de alguns
Utopia na mente de alguns

O concreto já rachou!

Brasília, Brasília, Brasília


Os prédios se habitam
as maquinas param
as árvores enfeitam
e a polícia controla

Os comércios só vendem
os porteiros só olham

E essas pessoas
elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! Nada!
Utopia na mente de alguns
Utopia na mente de alguns







Brasília, Brasília...

18 comentários:

João disse...

O vídeo dos DJs do Crepusculo de Cubatão, na hora que mostra a capa do Concreto e ele aponta pro baixista e fala: "Olha esse visual dark", me fez, inevitavelmente, voltar para 1985/1986. Sem saudosismos, mas impossível não lembrar que esse disco foi um marco. Quando ouvi Até Quando no rádio, não esperava que fosse além daquilo, pois entao com 13 anos já tinha ouvido a estória-preconceito de que as bandas brasileiras não prestavam, bom só o que era de fora. Quando minha irmã me deu de presente o disco, na volta de uma viagem pelo Marista para Curitiba, e comecei a escuter o resto foi engraçado, eu pensava: a próxima música não presta e vinha Proteção, Jonnhy, Minha renda, Sexo & karatê, Seu jogo e por fim esta, Brasília, que antes dela eu imaginava: como é a última deve ser muito ruim. Mas ela mantinha o nível das anteriores e eu dizia: pô, mas é uma banda nacional e de
Brasília. Hoje Brasília está rumando para o caso em termos de trânsito, tal como SP.

kiloton disse...

Exelcente video X. Só vc mesmo para achar coisas assim. Obrigado pela peróla. Vou guardar essa com carinho.

E a obra magistral do Kraftwerk,na trilha sonora, isso nem se fala.

Enfim, não faço parte dos "alguns". Esse tipo de utopia não entra na minha mente.

A Brasilia podia até ser bontinha, tinha um certo senso estetico modernista. Mas a vida naquela cidade, pelo menos nesse começo, era uma merda desesperadora. Para quem vinha do Rio, SP, Curitiba ou qualquer outra cidade decente, Brasilia era um puta choque traumatico. Muitos se suicidaram.

Anônimo disse...

X,

Mudando um pouco de assunto, para vc que gosta dessa coisas, gosta de conhecer todos os lados de uma questão, vai aí um link sobre quem realmente é o Uribe Se contar com as manipualções da midia brasileira vendida, vai ficar mal informado.

Anônimo disse...

Enquanto isso nos EUA, Hillary Clinton dá , em Barak Obama

Anônimo disse...

(era banho de Michael Jackson invertido)

David disse...

Carros pretos nos colégios
em tráfego linear
Servidores Públicos ali
polindo chapas oficiais


X, o que vcs quiseram dizer com isso???

André X disse...

Antigamente, em Brasília, à época dos militares, os carros oficiais eram pretos, com as placas brancas. Os demais carros tinham placas amarelas. Carro oficial não é para ser usado para serviços particulares, como levar filhos para o colégio. No entanto, todo filho de militar, político e servidor público graduado era levado para escola por motoristas e carros pagos pelo erário público. Tráfego linear, porque Brasília só tem reta. E os servidores públicos são os motoristas que dirigiam essa cambada e ficavam polindo os carros, esperando enquanto os figurões ou filhos/esposas ficavam cuidando de seus assuntos particulares. Chapas oficiais são as placas brancas que indicam ser um veículo do Estado.

Anônimo disse...

Tive um amigo cujo o pai era funcionario publico graduado aí do BC. Além do carro oficial que servia apenas a esposa, tinham tambem um fusquinha oficial para qualquer eventualidade.

Depois que os pais saiam, esse amigo, ainda com uns 14 anos, pegava o fusquinha para aprontar. A diversão era dar cavalo de pau num pavilhão de lama no lago sul. Acelarava o fusquinha ao maximo, até atingir pelo menos 80km/h, então virava o volante e puxava o freio de mão. O fusca dava uns dez 360s.

Elizabete disse...

André,
mudando um pouco de assunto você viu o caso do menino de 8 anos que passou no vestibular e os pais querem que ele seja aprovado de qualquer jeito.

Anônimo disse...

X,

Veja só como é a luta de Bush por "democracia" e "liberdade" no Iraque. Que beleza!

http://www.youtube.com/watch?feature=related&v=mAe6ZYehlG4

Anônimo disse...

Tem mais esse tambem:

http://www.youtube.com/watch?v=AlUErooGnzo&feature=related

Anônimo disse...

bem, os link sairam incompleto. Vou tentar de novo:

video 1

video 2

Anônimo disse...

Já que o negócio está meio paradão, vou contar uma piada:

Um judeu visita um clube de swing.
Detalhe: Não levou mulher.
Paquera as mulheres e finalmente tranza com várias, de todas as
maneiras.
No troca-troca misturam alguns homens e ele acaba enrabado.
No dia seguinte começa a ter agudos e constantes remorsos do bacanal e
vai até
a Sinagoga para se confessar com o rabino e assim obter perdão.
Começa a explicar a sua noite se swing:
-Tomei álcool, tive sexo com outras mulheres que não a minha e ao
final fui enrabado.
O Rabino diz que é extremamente grave e que no dia seguinte deve
voltar com R$ 15.000
para a sinagoga.
Sai feliz por ter achado a solução mas bem incomodado com o monte de
grana que terá de doar.
Em seu caminho passa por uma Igreja Católica.
Reflete que apesar de não ser a sua religião, póderá obter uma
absolvição mais em conta...
Entra e fala com o padre:
Na noite de swing...tomei bebidas...Fiz sexo com várias mulheres e
acabei enrabado.
O Padre diz para ele não se preocupar, que isso acontece e que, mesmo
não sendo católico,
pode ajudar a paróquia e se quizer o perdão de Deus deve voltar com R$
8.500
O Judeu sai mais aliviado por ter conseguido um desconto no preço do
pecado.
Mesmo assim é muita grana.
Caminha mais um pouco e passa em frente de um terreiro.
Entra conta a história e o Pai de Santo diz que tudo bem, que esse
tipo de encosto dá-se um jeito, é só dar uma ajudinha pro Santo de uns
R$ 1.000, trazer uma galinha e uma garrafa de cachaça que volta a ter
o corpo fechado.
O Judeu fica mais feliz ainda!
Mas quando está indo comprar a galinha e o goró, passa em frenta a uma
Mesquita e, claro, fica tentado a ver quanto eles cobrariam.
Então entra na Mesquita, procura o Iman e conta-lhe que, se bem que
não seja mulçumano,
está ali na Mesquita porque teve uma noite de orgia... Bebeu muito,
tranzou com várias mulheres e acabou enrabado... E agora tem remorsos.
O Iman o escuta atentamente e diz que para obter o perdão basta voltar
no dia seguinte com refrigerantes, biscoitos, bolos e outras
guloseimas.
O Judeu se surpreende e se alegra por ter de cumprir sua penitência
por tão pouco e então pergunta ao Iman:
-É tudo o que tenho que fazer? O senhor tem certeza de que o que está
me pedindo é tudo?
O Iman responde:
-Absolutamente! É isso mesmo! Com a gente ser assim: cada vez que um
judeu toma na cú,
nós fazer uma festinha!

Anônimo disse...

"Os comércios só vendem
os porteiros só olham

E essas pessoas
elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada"


Eu entendi bem ou essa parte relata a impotencia dos civis vivendo em uma ditadura???

Paulo Henrique disse...

Anônimo. Não é por causa da ditadura. Até hoje isso acontece. É por causa da monotomia mesmo. Brasília é uma cidade feita apenas para morar, quase não há o que fazer aqui. Pra você ter uma idéia, na 412 Sul e na 202 Norte tem um supermercado Big Box no final da quadra comercial, mas se você fechar os olhos e abrí-los em frente a um desses Big Box não saberá se está na asa sul ou norte de tão idênticos são os lugares nessa cidade.

Outra coisa que vem mostrando a monotomia da cidade são os suicídios. Antigamente (como mostra o clipe O Que Se Faz) o "point dos suicidas" era a Torre de Tevê. Agora as pessoas estão pulando do alto do Pátio Brasil Shopping, não só os emos mas também pessoas adultas, como a tia de um amigo meu que ninguém imaginou ser capaz de fazer isso.

kiloton disse...

Pois é Paulo Henrique,

Concordo contigo. Era isso que eu iria dizer.

Não sei quando vc chegou em Brasilia. Porém, se vc acha Brasilia monotona hoje, multiplique isso por 1000 e vc obterá a monotonia dos anos 60 e 70.

Dos anos 80 em diante, especialmente nos anos 90, Brasilia cresceu muito. Hoje vc vê gente na rua. Tem até transito. A noite a cidade é até movimentada. Os bares vivem lotados.

João disse...

Não sei o que me provoca mais medo: a Brasília de 1967 ou a de 2008.

kiloton disse...

Compatilho tambem o sentimento do João.

Apesar de tudo, aprendi a gostar do cerrado. Existe um certo espirito em Brasilia, que vem da natureza local, que me trouxe nostalgia e saudade.