terça-feira, fevereiro 06, 2007

Filmagem do Clipe Até Quando Esperar

Ah, os anos 80s! Como éramos inocentes. Na verdade não, éramos a Plebe Rude, há há há, e tínhamos acabado de gravar nosso primeiro LP, O Concreto Já Rachou. Além do rock-Br, estava crescendo também o vídeo clipe. Toda música de trabalho ganhava uma versão visual para a televisão e para Até Quando Esperar não foi diferente. Onde gravar? A resposta foi imediata e um dos poucos consensos entre os músicos: no mesmo local onde foi tirada a foto da capa!

Sobre a capa, queria fazer um adendo para contar como foi. O Gutje vinha insistindo para a sua esposa, na época, fazer parte da banda. Queria inclusive que ela assinasse o contrato, pois assim poderia ficar no hotel bancada pela EMI. Claro que a gente recusou! Mas o cara insistia, insistia e insistia em dar alguma função para ela. Para ele parar de encher o saco, pusemos ela para coordenar a capa. Acabou não coordenando nada e ainda deu a mancada de deixar sair no encarte “Fernandinha da Blitz” ao invés de Fernanda Abreu, que fez a participação em Sexo e Karatê. Bom, quem escolheu a locação foi o Flávio Colker, fez a foto e a capa e a finalização.

Voltando ao clipe, o local era uma casarona antiga, abandonada e caindo aos pedaços em Santa Teresa, Rio de Janeiro. Tinha tudo a ver com a capa e, pelo abandono, com a música. Não vou me lembrar do nome do diretor, mas a coisa foi feita muito rápida, em uma tarde gravamos tudo. Cenas em grupo, cenas individuais, tudo. O resultado não nos surpreendeu, pois ficou igualzinho como tínhamos imaginado. Acho um excelente clipe de estréia da banda e tem uma ligação visual fortíssima com a capa.

Vale dizer que não foi nossa primeira experiência à frente das câmeras. Já tínhamos feito o curta metragem “Ascensão e Queda de Quatro Rude Plebeus” e um clipe da demo de Censura. Essa última foi feita por um pessoal de São Paulo, à época em que tocávamos pelos Napalms, Madames Satãs e Roses da vida. Lembro-me com saudades dessa época e de como éramos bem recebidos na capital paulista. Tenho que descolar uma cópia desse clipe, pois é muito bom, psicodélico, lisérgico e, claro, anos 80s.

12 comentários:

Luciano Vandalo disse...

Eu me Lembro de Quando eu vi essse Clipe no Fantastico !!!!

a 1º vez realmente nunca se esquece !!!

Anônimo disse...

Salve, Salve, André!!

Sei que vocês devem ter (ou não mais) preciosidades e relíquias da banda e sobre a banda.
Conte um pouquinho aí pra gente qual ou quais são elas...

Abraço!!

Paulo Henrique disse...

Esse video dos texugos é antigo mas não acredito que tem gente imitando. Até que é engraçado.

Passou aqui pra fazer propagar uma enquete: "Você trocaria o investimento no carnaval em investimento na educação?"

Essa eu quero ver.

Marcus Marçal disse...

fala, andré!
já que vc tá falando em primórdios da tua banda, vou aproveitar a tua audiência pra divulgar os primórdios da minha banda.

Somos um trio e aqui estão algumas demos e periodicamente vou colocar no site um monte de gravações que tenho em casa.

http://www.ijigg.com/Andaluz/albums/

abraço
PS: nos próximos shows, toquem o material mais melódico do disco novo, porra!

Vagner disse...

De quem foi a idéia do menino mendicante que aparece no início e no final do clipe ? De onde ele apareceu ?

André X disse...

A idéia do menino foi do diretor. O menino estava lá, acho. Tem a ver com a música.

sou anonimo e foda-se disse...

Bons tempos esses. Alias, eu diria que a Plebe foi uma das bandas mais fieis de Brasilia, que sempre manteve o seu estilo com muita integridade.

Eu diria que o Capital ressucitou das cinzas com o ultimo disco do Aborto, pois esses quase afundaram na lama pop. A Legião, na minha opinião, no começo foi melhor que a Plebe, mas depois degringolou geral.

Então, de uma certa forma, podemos dizer que a Plebe foi a melhor banda de Brasilia.

Mesmo depois que a Plebe rachou com a saida do Jander e Gutje, a inclusão do Clemente e TxoTxa (porra que nome estranho, como é que se pronuncia isso?) foi muito boa, deu bastante pique para a banda.

O que fica agora é a seguinte questão: evoluir para algo mais novo ou manter o velho estilo para colher os frutos do passado?

Eu acho que voces deveriam tomar muirto cuidado com as "novidades". Mesmo que esteja cimentado nos anos 80, é preciso manter uma certa tradição.

Anônimo disse...

Tirando os pulinhos do Philippe à Footlose é um ótimo clip mesmo...

Jac

João disse...

Poxa, são justamente os pulinhos do Philippe o algo mais do clipe, além do preto-e-branco. Enquanto a banda toca numa postura impassível, o Philippe não se controla em entusiasmo. À footloose é engraçado, mas na verdade é à Pete Townsehend.

Anônimo disse...

"Eu acho que voces deveriam tomar muirto cuidado com as "novidades". Mesmo que esteja cimentado nos anos 80, é preciso manter uma certa tradição."

Que mané esse cara que disse isso!
quem fica parado é poste.
e não dá pra esperar que a plebe seja igualzinha à plebe dos 80.

Sou anonimo e foda-se disse...

E quem é o mané que dá opinião atacando a opinião dos outros?

Porra, voce pode dizer o que pensa, opinião é opinião. Mas não precisa atacar as pessoas com babaquice. Voce não é o dono da verdade.

Esse seu comportamento está mais para gente ignorante e escrota do que para gente civilizada que quer dar uma opinião e debater um assunto numa boa.

Então, vamos lá, me diga o que voce quer. Voce quer que a Plebe vire banda "emo"? Ou prefere que vire trance israelense?

Cara, todo mundo tem uma identidade, um estilo proprio, uma tradição... O Rolling Stones, por exemplo, manteve o estilo proprio por mais de quarenta anos, e estouraram de ganhar dinheiro. Quer dizer então que o Rolling Stones é um poste?

Ficar mudando, que nem camaleão, isso pode fazer a banda ficar uma bosta e espantar o publico fiel.

sou anonimo e foda-se disse...

Tambem, me parece que voce é semi analfabeto ou então não leu direito, ou não entendeu o que eu disse.

Eu falei o seguinte: E' PRECISO MANTER UMA CERTA TRADIÇAO.

Veja bem, eu disse uma CERTA tradição. Não falei para ser igualzinho a Plebe dos anos 80.

Essa parada de "IGUALZINHO", quem falou isso foi voce, não fui eu.