quarta-feira, janeiro 31, 2007

MPB assalta o Fisco!

Quando você for a um show da Ana Carolina ou do Caetano Veloso, podem pedir para entrar de graça, afinal das contas, você é um sócio deles nas respectivas turnês. Como assim? Oras, você paga impostos, não paga? Então, acredite se quiser, eles e outros artistas renomados estão utilizando dinheiro público para que suas convalescidas carreiras não afundem mais ainda. Para tanto, pedem ajuda das leis de incentivo cultural para arrecadar quantias volumosas de recursos públicos no intuito de realizarem turnês.

Para vocês terem um idéia, vejam os números. Ana Carolina conseguiu R$ 700 mil para realizar uma turnê pelo Rio e por São Paulo. Caetano pediu e está só aguardando o final dos trâmites burocráticos R$ 1,3 milhões para que seu show passe por cinco cidades brasileiras. Daniela Mercury deu uma facada no fisco na quantia de R$ 814 mil para uma turnê de 12 datas. Até Carlinhos Brown, com toda consciência social que faz questão de exibir, desviou R$ 768 de dinheiro dos impostos para seu Camarote Andante.

Como? Tem a Lei Rouanet que permite que uma empresa (ou uma pessoa comum) invista dinheiro em projetos culturais e artísticos, e depois possa ressarcir esse investimento na hora de fazer sua declaração de Imposto de Renda. Ou seja: o dinheiro investido é aquele que iria para os cofres do governo federal. Indo para os cofres do governo federal, deveria ser gasto nas lacunas sociais, como educação, segurança, saúde e infra-estrutura. Como não vai, é gasto para que o Caetano voe de primeira classe, para que a Ana Carolina tenha um champanhe em seu camarim e para que o Carlinhos Brown possa comprar um figurino prateado desenhado pelo Gucci.

Tem mais, uma das pré-condições para o investimento do Estado em espetáculos culturais é o critério de democratização do acesso - os ingressos deveriam ser mais baratos. Não é o que acontece. Quanto que Caetano cobra para alguém vê-lo no palco? Não fica por menos de R$100. Sua irmã, Maria Betânia, também agraciada pelos subsídio cultural, cobrou R$ 140 em show recente. Ou seja, é claramente um caso de desapropriação de recursos público, punível em lei.

De acordo com a Wikipedia, do qual sou fã, subsídio é o fornecimento de fundos monetários a certas pessoas. Subsídios governamentais fornecidos a empresas (comércio e indústrias) possuem o intuito de abaixar o preço final dos produtos vendidos por tais companhias, para que estes produtos possam competir com os produzidos em outros países a preços menores (entre outras razões, por causa dos menores custos de mão-de-obra e de diferenças de taxas cambiais). Se pegarmos essa definição, que é aceita mundialmente, vemos o quão distorcido está o emprego dos subsídios culturais no Brasil. Nem conseguem abaixar o preço do ingresso, nem do disco, nem do DVD. Não permitem o acesso dos menos favorecidos à cultura nacional, nem fomentam a produção artística popular. Uma aberração sob qualquer ponto de vista.

Li recentemente nos jornais que artistas menos conhecidos não tem a mesma sorte. Um tocador de pífanos de 86 anos do interior da Paraíba, tenta a anos conseguir algum incentivo do governo, pela mesma lei, para gravar um CD. Nunca conseguiu um centavo! Claramente há descriminação e favorecimento no Ministério da Cultura. Imaginem a turnê que a Plebe faria com o “incentivo” de R$ 700 mil dada à Ana Carolina! Com essa grana, ela fez só cinco shows, a gente faria o Brasil todo, com ingressos muito baratos ou, até, de graça. Só um detalhe que todos estão esquecendo: ela ainda fica com o dinheiro da bilheteria! Quer dizer, turnê para esses megaestrelas da MPB é um investimento sem risco, com retorno garantido, quer tenham casa cheia ou não.

Analisando assim, vemos que os subsídios fazem exatamente o contrário de sua concepção de fomentar a cultura. Dando esse dinheiro para esses artistas já consolidados, impedem o acesso de outros artistas aos holofotes públicos. Criam uma reserva de mercado, com a qual estão muito felizes, pois são um dos poucos agraciados.

Hoje em dia criatividade musical não é um bem escasso. Analisando assim, os produtos gerados – música, shows, discos, dvds – não deveriam ser caros, pois a competitividade é acirrada e a oferta é muito maior que a procura. Não há mais motivo para existirem músicos milionários, ricos, espécie a parte dos outros humanos. Só continuam com seus status quo por causa de forças que distorcem o mercado, como jabás e subsídios desse tipo.

Portanto, no próximo show do Caê, mostre seu comprovante de contribuinte e entre de graça. Aproveite também para ir ao camarim da Ana Carolina e beba um copinho de uísque, pois afinal, você já pagou por isso. Segundo relatório da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), no primeiro semestre de 2006 as vendas de CDs caíram 6,74% em valores totais (e 52% dos discos vendidos são piratas), porquê será?

37 comentários:

Paulo disse...

André e a turma de artistas da globo pedindo recusros publicos? quer dizer que eu tambem posso entrar no cinema e no teatro de graça?
Me lembro de ver na televisao, na propria globo a Fernanda Montenegro e o Ney La Torraca pedindo dinheiro dessas leis de incentivo a cultura.
Demorou, não pago mais para ver shows de mpb, filme nacional e peças de teatro
me dei bem heheheh
Valeu

Anônimo disse...

André,

Em primeiro lugar, musica baiana não tem nada de brasileiro, é coisa mais copiada do que rock, pois eles imitam tudo da Africa. MPB tambem não é brasiliero, tem muita influencia de musica portuguesa, europeia... Até mesmo o samba, esse veio do Lundu, lá de Angola.

Brasileiro mesmo é o trabalho da Marlui Miranda ( http://marluimiranda.calabashmusic.com )
que faz musica de indio. O Egberto Gismonti tambem já enveredou para esse lado, com o percussionista maluco Nana Vasconcelos... Isso sim é musica brasileira.

Portanto, se formos adotar a risca o critério de musica brasileira, somente os indios e sua musica deveriam ser beneficiados.

Além disso, o democratizante não deve ser apenas no preço do ingresso, como voce citou, mas tambem no que se refere a inventir nos jovens talentos e gente que não tem acesso a mainstream media.

Não está certo essa lei de subsidio só funcionar para as grandes estrelas da MPB. Isso deve ser feito para aqueles não tem acesso a midia, e mais ainda, para manter viva as raizes da cultura regional/nacional.

botelho pinto disse...

Dia desses ouvi que o Ministro da Cultura está estudando o Vale Cultura no qual as empresas iriam distribuir vales para serem usados em shows , teatros e compras de cds , livros e dvds ,e , depois ser deduzidas no IR.

delação premiada disse...

Essa lei Rouanet pode ser usada para lavar dinheiro. Sei de estórias de "empresarios(as)" de bandnha de rock, que contratavam show por aí, sem contabilizar nada, que então lavavam dinheiro de "patrocinadores", muitos deles fantasmagoricos e desconhecidos, que declaravam e abatiam impostos de X, porém na realidade pagavam X-Y.

Então o(a) meliante dava uma nota fria de X, com o CGC de uma instituição de "caridade cultural" de um amigo(a), e recebia X-Y. Nisso, metia no bolso o X-Y-Z, sendo que Z é a merreca restante que pagava a(s) banda(s).

No final, acertava com o amigo da "instituição de caridade", sendo que ainda levava de 15% a 20% de comissão em cima da banda otária.

Realmente, foi uma estoria que eu ouvi no zum zum zum, não posso afirmar nada, mas pode pensar aí porque existe e dá para fazer sim algum esquema de lavagem com essa lei Rouanet. Um dos esquemas, o mais visivel, é esse de beneficiar grandes estrelas do monopolio, coisa que o André expôs aqui.

botelho pinto disse...

Aqui no país tem essa mania de estatizar o prejuízo privado e privatizar o lucro privado

CÍCERO disse...

CARLINHOS BROW,ESSE NOME ME FEZ LEMBRAR DA CHUVA DE GARRAFAS QUE ESSE BABCA TOMOU NO ROCK IN RIO FOI INESQUECIVEL!!!

ricfranchetto disse...

Será que ainda existe alguma sacanagem ´´ inédita`` a se fazer com o dinheiro público neste país ??

anderson lamoya disse...

que absurdo!!!

entao alguns artistas beneficiados são aqueles mesmos que criticaram o mensalao, o aumento de 100% dos deputados etc.

e que vem fazer musicas de pseudo-protesto contra um sistema que nada mais é que o mesmo que banca toda esse circo..

ja que é pra financiar façamos um plebiscito, o povo que paga escolhe qual turnê ele quer bancar...
pensando bem melhor nao, o povo ia escolher babado novo zeze di camargo calypso...

E a nossa imprensa continua a omitir fatos relevantes... mas devemos compreender né, o carnaval, o pan e o bbb tão aí, não sobra espaço pra discutir quastões secundárias como essa...

Paulo Henrique disse...

Investimento à morte da própria cultura. É desse jeito que ela acaba mesmo; não percebem isso. Pouca gente ainda tem vontade de gostar, o show é caro e ainda nos "incentivam" com essa atrocidade. Que morra a MPB então, minhas condolências.

Não deviam dar 1 tustão pra artista nenhum pra essa finalidade. Isso cria monopólio.

Anônimo disse...

Não consigo entender a atitude de algumas pessoas que participaram de movimentos, causas, partidos e ou semelhante.

Em parte, sempre somos surpreendidos com atitudes adversas (de algumas dessas). Vejam os tropicalistas, o povinho do PT e até mesmo alguns que se diziam e ou ainda batem no peito gritando sou punk!

Comparo os tropicalistas ao povinho do PT, pois, atualmente visam somente grana, fogem totalmente dos ideais que antes praticavam. Lembram qdo o Paulinho da Viola (na qual admiro muito), brigou com Gil e cia por causa do cachê para tocar em Copacabana? Achei aquilo um absurdo, quanta diferença!

Ao citar punks, mencionei os CharliesBrown e CPMs da vida, que cortam moicano, dão porrada em aeroporto, quebram quarto de hotéis, gritam que nem loucos, e no final bebem coca cola para matar a ressaca rindo para Globo. É osso!

Apesar de pouco conhecimento, vejo que os únicos que não fogem a regra, são os Anarquistas e Atleticanos (entenda-se CAM rs rs rs ) esses sim, uma vez no sangue ou na cabeça, até morrer!

Günther Hofner

Vagner disse...

Em 1986, também havia uma lei de incentivo cultural (não me lembro como era chamada), mas que as grandes gravadoras usaram para lançar os mini-lps das bandas novas. Com certeza usaram esse incentivo para "O concreto" da Plebe e "Pânico em SP" dos Inocentes.

Anônimo disse...

minha nossa, esse tal de gunter sempre querendo apelar pra coerência alheia. porra, vagabundo adora regular caralho! que otário!

Almir Freire disse...

André: Que orgulho sinto cada vez que leio este blog, cara!!! Os teus textos são tão coerentes, tão conscientes, tão politizados e reflexivos quanto os discos da Plebe! Como é bom ter comprado "O CONCRETO JÁ RACHOU" quentinho na prateleira da loja em 1985 e seguir com vocês até o "R AO CONTRÁRIO"! Destreza e Transparência Social sempre! VIVA A PLEBE, VIVA O BLOG DO ANDRÉ!!!

Midian disse...

"Pátria Amada, é pra você esta canção Desesperada, canção de desilusão Não há mais nada entre eu e você Eu fui traído e não fiz por merecer Pátria Amada, cantei hinos em seu louvor Mas tudo o que fiz de nada adiantou Na boca amarga ainda resta esse perdão Que diz pra morrer por ti e não importa a razão Pátria Amada, como pude acreditar Em palavras vazias e promessas soltas no ar Pátria Amada, você me decepcionou Quando eu lhe pedi justiça você me negou Pátria Amada, de quem você é afinal É do povo nas ruas ? Ou do Congresso Nacional Pátria Amada, idolatrada, salve,salve quem puder "

Nesse país dinheiro pra babaquices aparece... salve-se qm puder.
Barril de porcos!!

Anônimo disse...

Coitados dos porcos, que são criaturas inocentes e indefesas, constantemente explorados e brutalizados nos currais, esses não merecem ser comparados com os pilantrões da MPB. Sugiro trocar por "barril de carlinhos brown"

Anônimo disse...

Coitados dos porcos, que são criaturas inocentes e indefesas, constantemente explorados e brutalizados nos currais, esses não merecem ser comparados com os pilantrões da MPB. Sugiro trocar por "barril de carlinhos brown"

Farinha disse...

140 mangos por Maria Bethânia??? 100 mangos por Caetano Veloso?? 80 reais por Ana Carolina??? Esses show eu tenho q receber para ir... causam dano à audição e à inteligência.

Já acho extremamente caro paga 30 reais em um show aki em Brasília, agora sabendo que tem subsídio e o filha da p*** aparecer cobrando 80 reais??? 100 reais??? com dinheiro público pra tomar champagne??? cadê o MPU nisso??? Isso é só mais uma palhaçada no Brasil...

André, faça uma premiação aqui no seu blog dos piores artistas. Abra a votação pros leitores e vamos colocar a cara a tapa!!! Descência para o Brasil!!

Daniel - Plebe na pele

Anônimo disse...

Na historia da industria fonográfica, quando o vinil foi substituido pelo CD, as gravadoras nunca lucraram tanto na vida. Isso porque o CD tinha um custo muito menor do que o vinil, mas, como era novidade, foi vendido pelo mesmo preço ou mais caro que o vinil. Prometiam baixar o preço quando os novos investimentos fossem pagos, mas nunca fizeram isso. O CD, até hoje, ainda custa mais caro que o vinil.

Então, chegou o mp3, que tem custo de produção insignificante, não precisa distribuir fisicamente... O mp3 deveria ser ainda mais barato que o CD, mas os sites como iTunes vendem isso a US$0.99. Se juntar vinte musicas, sai até mais caro do que um CD.

Diante disso, é claro, a pirataria caiu matando e agora as gravadoras estão ameaçadas. Bem feito, pois sempre exploraram os musicos (pagavam no maximo 10% das vendas) e, por decadas, enganaram os consumidores.

Portanto, para mim, a unica coisa que pode salvar as gravadoras é a vergonha na cara. É preciso vender CD e mp3 pelo mesmo preço ou mais barato do que o pirata. Caso contrario, caso não se adaptarem a essa nova realidade, vão falir dentro em breve.

Sim, todos os musicos precisam se adaptar a pirataria, senão é melhor desistir logo. E não adianta ficar reprimindo a pirataria, pois isso é tapar o sol com a peneira. Além disso, os subsidios do governo para as grandes estrelas não é justo, pois isso deve ser para os pequenos. As grandes estrelas já ganham bastante dinheiro dominando a ECAD.

F3rnando disse...

Essa lei é igual a finada EMBRAFILME: Teta pra dinossauro mamar.

E a quem interessar possa Marlui Miranda é quem cantava , junto com Jards Macalé, a música do Tio Barnabé na trilha do primeiro Sítio do Picapau Amarelo, bem antes da Plebe exister.

Pamela disse...

Quando a gente acha que já ficou sabendo das piores mutretas feitas com dinheiro público...
Vem uma notícia dessa pra nos fazer lembrar o quanto os políticos são criativos em se tratando de meter a mão no nosso dinheiro!

Hoje li no jornal que o Gilberto Gil quer ser prefeito do Rio... Socorrooooo!!!

Paulo Marchetti disse...

Diante disso, o que dizer então de 'A Grande Família - O Filme', da ultra mega trilhardária Globo que é patrocinado pela Caixa Econômica?
Viva a pirataria!
Viva os programas de troca de arquivos!

Anônimo disse...

queria ver a plebe no meio dessa corrupção, pelo menos teria mais shows!

dunha disse...

isso é inveja, ou não!?

Anônimo disse...

Não sou fanzoca de banda nenhuma, mas acredito que o caso aqui não é bem inveja. Acontece que, mesmo que a Plebe sonhe com a mesma mamata, o justo seria democratizar esse negocio. Então, não seria o caso de sentir inveja, mas sim de lutar pelo direito de tambem receber uma mamata igual.

Acho o criterio de musica "brasileira" questionavel, pois, como alguem já disse aqui, de brasileiro mesmo só tem a musica de indio. Até mesmo as violas que o Jander gosta, as musicas folcloricas, o sertanejo, os ritmos nordestinos, tudo isso veio da Europa, da Africa e das Arabias.

Portanto, essa turma de Gal, Caê, Gil, Betania e etc, esse pessoal está formando uma mafiazinha MPB, eles tem lobby forte, tem até ministro.

Vemos que para eles a grana e prosperidade vão de vento em popa. Ganham grana gorda do estado. Mas para o tocador de pifano da paraiba, para o indio maluco, para o violeiro regional, para a bandinha de rock começando, para eles o incentivo a cultura não existe. Para essa gente, o estado só aparece para ferrar e cobrar, como faz o ECAD e etc.

Anônimo disse...

O rotulo "rock" é muito relativo. Pode-se dizer que "rock" é aquilo que usa guitarra eletrica e parada tecnologica moderna. Nos anos 50 e 60, alguns jazzistas achavam que o jazz deveria se manter acustico, que o uso de guitarra eletrica era coisa de rockeiro safado. No Brasil foi a mesma coisa. O pessoal mpb bossa nova da época, alguns eram puristas acusticos, odiavam a guitarra eletrica.

Lembro que, nos anos 60, o meu avô, que gostava de boleros e marchinhas de carnaval, esse dizia que rock era coisa de transviado, pura gritaria. Para ele, o pior do barulho era a guitarra eletrica. Ele olhava os hippies e dizia: corta esse cabelo rapaz, você está parecendo uma mulher!!

E quem eram esses hippies que o meu avô esculhambava? Esses eram os hippies tropicalistas caê, gil, gal, bethania... Se fosse nos anos 60, se nessa época tivesse grana do governo para incentivar musica brasileira, se fosse o meu avô de decidisse, ele diria o seguinte: "essa musica de cabeludo, com guitarra eletrica e gritaria, isso não é brasileiro porra nenhuma"

Na verdade, "rock" significa balanço. O "rock" é um ritmo de blues acelerado. E depois, nos anos 60, o "rock" adquiriu diversos estilos e formas, inclusive brasileiras. Para época, o tropicalismo poderia ser considerado rock (com mistura de raizes regionais), pois caê, gil, gal e bethania imitavam direitinho a onda de contracultura hippie dos beatles (coisa que nasceu em San Francisco USA).

Talvez, até por causa do tropicalismo, hoje a tecnologia moderna e guitarra eletrica do rock estão mais presentes na MPB. Gente MPB que antes falava mal da guitarra eletrica, hoje usa isso até com distorção. Não tem nenhum trio eletrico de axé baiano que não seja cheio de tecnologia importada de rock, com guitarras eletricas, sintetizadores e amplificadores fodões.

Queria ver esses baianos tocando tudo no acustico, como faziam os africanos que eles imitam, usando apenas tamboretes, cornetas e reco-recos.

Anônimo disse...

E tem mais. Dar dinheiro do governo para banda de axé é incentivar a cultura da putaria.

Sim, musica axé é parada de esfrega esfrega, a dança deles é toda arreganhada. É ou não é?

As letras são vulgares e futeis, estimulam e incentivam a sacanagem, usando trocadilhos e slogans de putaria. E então ficam as cantoras rebolando, mostrando as pernas, enquanto os negões fazem pose e dão passinhos ensaiados...

O povo então fica lá embaixo se esfregando, divididos entre as elites cafonas de mortalha e a negada tarada e suada da favela, que segue o trio eletrico do carnaval baiano.

Depois não sabem de onde aparecem tantos pivetes na rua. Pode ser que surjam nove meses do carnaval baiano, ou de um show de axé bancado pelo dinheiro publico.

Felipe Lopes disse...

MUDANDO DE ASSUNTO...

Quando foi gravado o programa Berço do Rock - 50 Anos ???
É q eu tô vendo só agora no You Tube..
Vcs até tocaram a música O Que Se Faz..

abraço!

Anônimo disse...

acabei de ver um video da escola de escandalo no youtube, sensacional,pena q essa banda não vingou,andré x põe umas musicas deles no seu podcast(ainda existe?)!

Dinho disse...

PARTE da axe music fala de putaria, mas msm assim concordo que traz muitos maléficios p. a nossa sociedade, ate pq tanto o playboy e o favelado escutam esse tipo de música, incluo ae o funk que eu acho muito mais nocivo p. o´país.
Afinal, música é cultura, e cultura mal usada é prejudicial p. a saude...

Anônimo disse...

Dinho,

As raizes do Axé são ótimas, vem da Africa, mas o que temos hoje é a total comercialização disso. Por isso misturam o axé com a putaria, como tambem fazem os "funkeiros" e pagodeiros pentelhos.

A mesma coisa acontece com o sertanejo. Existe a viola caipira de raiz, mas hoje isso foi comercializado pelos Leonardos e Chitãozinhos da vida. Mas pelo menos sertanejo comercial de hoje é musica apenas de corno, não incentiva a putaria.

Quanto ao "funk", eu não sei como as pessoas podem chamar isso de "funk". Para mim isso é "break", tipo Miami Bass, da pior espécie. Funk é outra coisa, isso é musica decente que surgiu nos anos 60, com Sly &Family Stone, Parliament e etc.

Quem conhece musica eletronica, tecnicamente sabe a bosta que é o "funk" carioca. Não existe, no mundo inteiro, estilo mais pobre e vagabundo do que esse funk carioca.

E pobreza não é só musical e tecnologica, as letras tambem são umas bostas, coisa de adolecente boçal de favela, que só fala em crime e putaria.

Tudo bem, o "funk" carioca pelo menos expressa a realidade merda do Rio de Janeiro. Mas o axé não. O axé é ainda mais fútil e superficial que o "funk", sendo que esse expressa uma realidade fantasiosa, para turista ver, papagaiada colorida essa que, tirando a putaria, não tem nada haver com a realidade da negada baiana.

O pagode moderno tambem é algo asqueroso. O samba da velha guarda é muito bom, mas esse pagode de hoje, recheado de putaria e vulgaridade, isso é uma bosta repgunante.

Anônimo disse...

Alguém me explica o que é status quo?

Anônimo disse...

Quer saber o que é Status Quo? Use a Wikipedia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Search?search=status+quo&fulltext=Pesquisa

Dinho disse...

Concordo com vc...
O funk carioca me da vergonha em ser carioca.
Musica eletronica eu acho uma bosta,a criação é so no computador, nao tem aquele negocio de compor, musica tem que ter letra, p. o publico saber o que ele quer passar, mas o funk é a pior merda que ja existiu, alias é pior que a merda.

Dênis disse...

Alguns castigos já serão dados naturalmente a essa turminha da "emepebê": a pirataria e o MP3, a perda da força de seus nomes devido à inexpressiva obra (!?) atual...
Mas até aí, foram-se os anéis e ficaram os dedos.
Só sabotando show, então. Corta fio, joga Coca-cola na mesa de som, derrama Cândida no microfone... Quero ver nega cantar "chuvadeprataquecaisemparar"...

Black disse...

Caro André, esses exeplos que você nos deu são café pequeno, perto do mega-esquema que nosso ministro arrumou para tirar algum do Cirque du Soleil.

Nego conseguiu pegar uma grana fodida para incentivar a cultura DOS OUTROS!!!

A porra do circo, QUE É GRINGO, já vinha para o Brasil de qualquer forma já tinha vendido os ingressos com meses de antecipação (por preço nada convidativos); tina patrocinio de empresas internacionais como a VISA; e mesmo assim neguinho armou um esquema para tirar grana do governo para as apresentações.

Agora pergunto, a lei é para incentivar a cultura brasileira o a do mundo todo, pois aquele circo de Brasil não tem nada...

Mas fazer o que?!?!?!?!

Anônimo disse...

Dinho,

Existe musica eletronica boa e ruim, sendo que o "funk" carioca é a pior que existe.

Tambem, a musica eletronica não é, necessariamente, sempre feita com sequencer de computador. Os musicos podem tocar sintetizadores, baterias eletronicas, samplers e etc, tudo no braço.

Os sintetizadores e samplers são instrumentos fantasticos, que criam sons novos e diferentes, cheios de recusos e efeitos. Isso pode ser muito bem utilizado. Mas não é isso que vemos no "funk" carioca.

MANUEL /SALGADO-SERGIPE disse...

Vocês precisam conhecer o "arrocha do nordeste" porcaria total, música de besteira explicita. Sem contar o pagode, o forro, o axé, etc...

Sabem quanto foi a entrada do showrico da MARISA MONTE aqui em aracaju?

R$ 200,00(DUZENTOS REAIS)