terça-feira, fevereiro 14, 2006

Cães velhos não mordem!


Num almoço, no último sábado, o Balé fez a seguinte afirmação: não existe nada que mais faz uma afirmação do que uma banda de rock. Concordei, afinal, bandas novas têm um visual que influencia milhões. Não é a toa que estilistas correm atrás das recém celebridades para que vistam suas criações, vide o Franz Ferdinand e o Gucci. Roqueiros são, por natureza, quebradores de paradigmas, trazem uma atitude nova à geração que os ouve.

Assim sendo, qual a função das bandas velhas? Existe razão de ser para quarentões subirem no palco, se vestirem de adolescentes e tentar ser os porta-vozes dos mais jovens? Penso, por exemplo, no Capital Inicial, ou, cortando na carne, a Plebe Rude. Será que um Dinho ou um Philippe tem credibilidade para pregar aos adolescentes. Será que a opinião deles ainda é válida para a nova geração? De que entendem eles quanto aos problemas que afligem os jovens? Não tenho resposta para essas questões, é uma dúvida com a qual debato diariamente.

Vejo os Stones e acho deprimente. Tudo bem, a mídia em massa consegue fazer com que sejam idolatrados, mas o que têm eles a dizer? Quando tinha uns vinte anos, queria ouvir pessoas da minha idade, não a experiência dos velhos. Radical? Talvez. Qual a razão de ser de um Lulu Santos pregando para as massas? De uma geriátrica Paula Toller cantando bobagens de amor? O que ela entende de como funciona o relacionamento de jovens nesse início de século? Nada! Para falar a verdade, nem nos anos 80s ela tinha o que dizer, imagine balzaquiana como agora.

Vi o Dado ontem na MTV, na praia, entrevistado pelo Edgar. Junto, o ex-baixista do Charlie Brown Jr., um tal de Champignon (?). O garoto não só falava melhor, como tinha o que dizer. O quarentão ex-legionário se esforçava para dizer algo que os jovens ouvintes pudessem se identificar. Não conseguiu. Ficou falando de ficar em casa, parecerias com amigos, nada palpável para um adolescente.

Então como é que é? Nós roqueiros de meia-idade, temos razão de ser? Ou vamos deixar cães velhos dormirem e os novos latirem?

27 comentários:

Anônimo disse...

Musicalmente os velhotes ainda tem a acrescentar. Prefiro as bandas anciãs do que as novas. Talvez, porque eu também já esteja ficando velho. Atingir a mulecada de hoje me parece dificílimo.

Renato

Black disse...

Isso me faz pensar em estudar sociologia, hehehe...

A verdade é que eu tenderia a dizer que o importante é envelhecer dignamente... não como os Stones, mas como um Bob Dylan, por exemplo...

Mas quer saber?...dá uma olhada na idade das pessoas no show do capital, os jovens é que procuram eles! aqui mesmo no blog tem muito fã de Plebe que diz que não viveu os 80's...quando vc tem algo a dizer o povo vem ouvir...

E cá pra nós...ainda prefiro Phellipe Seabra a Felipe Dylon.

Henrique Alencar disse...

Bem, acho que vcs Geração anos 80, ainda tem muito a nos acrescentar, acho que o que a galera mais nova tem feito hj em dia, é falar muita coisa, e não dizer nada, e o papel de vcs é nos conscientizar, falar do que vcs já passaram e tentar fazer, com q nós não cometamos, os erros que vcs um dia cometeram, isso é uma boa causa, para vcs continuarem na estrada.
E ainda estamos perdendo uma geração inteira para a dance music (trance, house etc), pois, essas músicas, em sua maioria não tem mensagem, e sem mensagem, não tem muito sentido (minha opinião pessoal), gosto de dançar as vzs esse estilo, mas de vez em quando, e só ouço em tendas ou boates, em casa só o velho Rock.
O Black fez uma consideração importante "prefiro Phellipe Seabra a Felipe Dylon".
A Plebe tem seu legado, tem muita música que serve pra as novas gerações até hj, pois, não mudou muita coisa, as letras não envelhecem ...

by Cão disse...

Bem velho estou de carne, cabelos brancos aparecendo a cada madrugada, mas é intrigante não deixar de sentir um imenso prazer ao colocar Finnis, Detrito, Inocentes, Replicantes e os cambáu pra tocar no talo do som. Também assisti, meio que no acaso, ao Farofa MTV com o Chapolin e Dado. Compartilho seu comentário AndreX, o menino mandou palavras mais coerentes com o tema "Rock", que rolava. É a primeira vez que "posto" no seu blog, estou escutando -Mil gatos no telhado- que baixei do site, o Clemente já está presente neste trabalho? O som da Gibson "guibinha" me comove. Boa sorte a todos. Estamos aí na parada. Só pra me gabar, sou um de meia-dúzia que foram a dois shows da Plebe em Belo Horizontes, por volta de 1992 na Fábrica de Macarrão e em 2000 no Lapa Multishow. Um abraço.

Dênis disse...

André,
Devolvo a pergunta. "Acrescentar" em quê?
No que se refere à técnica musical, quase sempre os mais velhos são melhores.
Em atitude e contemporaneidade, o Champignon (ex-Charlie Brown Jr.) é uma exceção. O cara toca baixo horrores e sabe falar, algo que a juventude perde a cada dia (o que já é um outro assunto, mas enfim...).
No disco ao vivo da Plebe, após "Proteção", o próprio Philippe diz "...essa letra não envelhece...". Verdade. Sou fã maluco de vocês, mas boa parte do que está ali, letra, ideologia, já era, e você sabe disso melhor do que eu. O que falar das letras do Dead Kennedys, então??
Por favor, não vamos pensar apenas no que o público QUER ouvir, mas no que ele TEM que ouvir. O público mudou, e pra pior. Senão, o movimento punk não teria existido e todo mundo estaria ouvindo até hoje ouvindo MPB-4, 14-Bis e Caetano Veloso...
Um grande abraço,

Dênis disse...

André,
Esqueci de falar uma coisa muito importante: algo anacrônico pode ter nascido, mas o bom ***SOM*** da Plebe, DK, Stones e outros permanece. Alguém se habilita a falar que não?
Um grande abraço,

Fábio disse...

Pô, se alguém tiver saco de ler, vamos lá...

Em primeiro lugar, já são poucos os musicos que passam alguma mensagem importante para os jovens. Sem contar que há gêneros musicais inteiros em que não dá pra extrair nada: pagode farrola e axé, por exemplo

Depois, dos que tentam falar alguma coisa, há os que falam e não dizem nada; os que são incoerentes, pois quando vamos analisar suas atitudes elas são completamente opostas ao que pregam. (e aqui incluo o Chorão, do Charlie Brown Jr.)

E, por fim, há os que passam uma mensagem com conteúdo e ainda conseguem contribuir com qualidade musical. Aqui eu incluo a Plebe.

Não importa quanto anos se passem, mas letras como Até Quando Esperar continuarão sendo atuais. O que a juventude carecia nos anos 80 agora piorou. O país não foi pra frente.

Acho que o que podemos nos questionar está na forma de se fazer isso. Devemos abandonar chavões panfletários ?? sei lá.

E o Dado tem que voltar pra escola. Ah, fala sério!!! rsrs

F3rnando disse...

"Champinhão" e diálogos inteligentes é algo que definitivamente não combinam.

André X disse...

Olha, nunca me emocionei tanto com o blog como hoje. Valeu mesmo, gente, a mensagem está clara e continuaremos na frente da batalha. Com energias hiper-renovada, graças a vocês, vou ensaiar horrores hoje! Brigado!

Paulo Marchetti disse...

O rock surgiu a bem pouco mais de 50 anos. É moço e tem espinhas na cara. É a primeira vez que estamos vendo roqueiros velhos: Stones, McCartney, Bob Dylan... a lista hoje é intensa. Não existiam roqueiros velhos, digamos, da década de 80 para trás. Roqueiro velho é um fato novo na história da humanidade.
Minha opinião é a seguinte: rock é diversão e para se divbertir não há idade.
Mande um beijo nas buchechas de Balé.
Ah! Por falar em idade hoje, 14/02/06, faz 20 anos que a Plebe subiu ao palco do Noites Cariocas para lançar o clássico O Concreto Já Rachou.
André, conte-nos os bastidores desse show (14 e 15), se é que você se lembra... hehe
abs

Paulo Marchetti disse...

CORREÇÃO: O rock surgiu há bem pouco...

João disse...

Acho que o Philippe ter que se cuidar pra não virar o Felype Dylon. Como? Simples, basta não querer repetir os anos 80. Música boa envelhece sim, basta quererem fazer com ela uma repetição (falsa) da história. Os Stones são patéticos, aliás. O Philippe panfletário dos anos 80, que eu vi várias vezes no palco, não cabe nos anos 2000. Devem ser feitas adaptações. Por exemplo, no show do Porão do Rock, o Philippe se lançando pra deputado federal, e gritando o bordão "eu também quero o meu", foi ótimo, irreverente, ficando longe de qualquer ingenuidade. Não estamos mais nos governos Figueiredo e Sarney. Este é o governo Lula, com tudo o que tem dentro dele, mais de ruim do que de bom. O Dado é fosfóro riscado, basta dizer que o cara convidou Chico Buarque pra declamar um poema no seu disco.

Eduardo Reis disse...

Caro André X,

Concordo com o Paulo Marchetti: o rock é diversão. Em relação às mensagens, de repente seria o caso de não querer passar mensagens nas letras, pois quem passa mensagem é programa de correio eletrônico. Preocupe-se em se divertir. O Concreto já Rachou era um disco divertido. Dava a impressão de que vocês não estavam preocupados em vender, mas em se divertir. Foi um disco muito bom, cheio de energia. E o melhor: sem pretensão.
Li numa Bizz que o Philippe queria fazer um solo do estilo do Yngwie Malmsteen. Por que vocês não dão a ele esta oportunidade? Apenas exija que ele treine com um professor de gabarito por uns três meses seguidos para aprimorar a técnica e não passar vergonha. Cara, divirtam-se. Pelo que sei vocês todos se sustentam sem a música. Voltem àquela ingenuidade inicial.
Sugiro até que vocês esqueçam esse papo de fechar com uma grande gravadora. Velho, lancem o CD por uma independente mesmo. Seus fãs vão adorar e com certeza vão comprar. De repente, uma gravadora grande percebe o tanto que vocês venderam e chamam vocês. E se não chamarem pelo menos vocês se divertiram.
André, você está num país em que a população comenta sobre Big Brother Brasil. Não adianta esperar que as pessoas se interessem por músicas com letras inteligentes, com cifras bem elaboradas e etc.
Por fim, deixe eu te dar um bizu: pare de falar mal das Paulas Tollers da vida. Os fãs dela (e de outras pessoas que você critica) podem deixar de comprar o CD de vocês, por causa de uma coisinha boba que você tenha dito ou escrito. Faz teu rock e traz diversão para galera. Você ganha mais.

André X disse...

Eduardo Kings,
concordo com vc, rock é diversão. mas isso é vendo a coisa muito de cima. é mais que diversão, é mudança de comportamento, independente das letras ou mensagem. que melhor mensagem de revolução que as reboladas do elvis nos 1950s?

concordo quanto ao independente e aos solos do philippe. se ele quiser, ele sola. é só me acordar quando o solo terminar.

agora, paula toller? dá pra falar bem?

MIZAEL EMAKULADO disse...

iai andre!
tenho 20 anos ñ vive nada dos anos 80s porem me identifico muito mais com q a galera da quela época fala, bandas como a plebe e 365 sempre terao coisas interesantes a falar independente da época, o q faz a diferença é quem esta ouvindo pois se vc é idiota ñ importa a idade vai sempre querer ouvir coisas idiotas e quando ouve uma coisa inteligente ñ entende.
na minha opniao musica ñ tem prazo de validade se é boa ñ importa quanto tempo faz q foi gravada vai ser sempre boa
e tbm, tudo q eu vejo na tv d programaçao p/ jovem é uma merda tratam nos como se fossimos idiotas

Eduardo Reis disse...

Caro André,

Eu particularmente não gosto de Paula Toller nem de Kid Abelha. Mas eu não tenho banda, nem sou uma figura pública. Eu não me prejudicaria com alguém de uma gravadora pelas coisas que digo. Você se prejudicaria. A Plebe perderia muito com isso. Seus fãs perderiam com isso.

Concordo também com a questão da mudança de comportamento. Aí eu faço algumas perguntas a você e gostaria de ler sua resposta: Você toca só por tocar ou você espera mudar uma geração? Ou você ainda espera viver da música? Enfim, por que você insiste em manter a Plebe viva?

Um abraço e obrigado por sua resposta,
Eduardo Reis

Gustavo P. disse...

Cara! O som da Plebe, continuando o exemplo, não tem idade! Sempre amadurecido, estiloso e divertido, ao contrário do Capital, outro exemplo bem diferente que insiste em pousar de jovensinhos e fazer música voltada pra geração!
Acho que eles querem ser dinossauros, como os Stones!
Sou mais Lobão, Plebe Rude, etc. Os sobreviventes!

Ah ha, uh hu, a plebe tá de volta!

Fábio disse...

Eduardo,

Também concordo que rock é diversão. Mas não é isso, não pode ser só isso. Se fosse, ele não teria se diferenciado de outros estilos musicais, afinal música é diversão.

A postura independente e crítica sempre marcaram o rock/punk, apesar de alguns desvirtuarem isso depois de muita fama.

Acho que se a banda tem um espaço pra se manifestar, esse espaço tem que ser usado de maneira responsável. Não dá pra "esquecer" que ta tudo ruim e apenas oferecer um entorpecente pra galera (estou falando da música!), porque no dia seguinte o cara vai acordar e estar na mesma situação.

É que eu acho.

Mas o debate ta bom mesmo. Fala aí galera, quer dizer, escreve né, rsrs

Fábio disse...

Bem, a Paula Toller continua sendo meu sonho que consumo, hehehe

Daniel disse...

Consiguir falar pro jovem não quer dizer q esteja falando algo ouvível (vide Chorão e similares). Vc mesmo comprova isso qd, acertadamente, diz q Paulo Toller já não tinha muito o q dizer nos anos 80 (quando era jovem e não balzaquiana usuária de Chronos da Natura).

Qdo eu era muleque, sempre queria ouvir o q bandas como Ramones, Clash ou DK queriam dizer... Serginho Groissma tem quase 60 anos e consegue ser ouvido pelo jovem.

TODO PODER PARA A PLEBE!!!!

Daniel - Plebe na pele

Eduardo Reis disse...

Caro Fábio,

Concordo com você que o rock não é só diversão até certo ponto. Cara, o tesão da coisa é a diversão. Até fazendo música de protesto, se o cara não estiver se divertindo, ele não tem tesão com o que está fazendo e o trem não anda. Veja o exemplo de trabalhar. Se o cara trabalha só por dinheiro, ele nunca estará satisfeito, pois não faz o que gosta e será um eterno injustiçado, ainda que ganhe rios de dinheiro.

Agora, entorpecentes musicais existem aos montes. Basta você ligar qualquer rádio. Eu não consigo entender pessoas ouvindo e cantando músicas de Tchan!, Chiclete com Banana, Vavá (para a terra que te produziu) e tantos outros. O pior é que várias delas ouvem esses trens e dizem: - Essa música é espetacular!!! Aí você ouve a música: Pôe a mão no joelho, dá uma viradinha, rebola a bundinha!!! Cacilda!!!

Agora, quanto à atitude... Não sei, um caro que é rebelde a vida inteira demonstra que não sabe nem porque é rebelde. E eu acho ridículo Iggy Pops da vida que não envelhecem e usam roupinhas idênticas àquelas que usavam quando tinham 6 meses de vida. Eu acho bem pertinente, por exemplo, sem querer puxar o saco, o novo visual dos Plebeus. Philippe usando aquele topete até hoje seria ridículo. André usando os anéis de caveira, também. As pessoas amadurecem, mudam de comportamento, mas podem manter viva a essência. (Caracas!!! Isso foi bonito!!!).

Um abraço,
Eduardo

Black disse...

Eduardo,

acho que a Plebe está no caminho certo, ao menos com relação ao que vc diz...

Se não me engano, ali, todos têm um emprego fixo, então é claro que eles estão fazendo isso pela diversão antes de tudo, se dai pra frente rolar um algo mais, será apenas mérito dos caras.

Quanto à postura, você mesmo disse do visual, etc, isso é uma evolução natural...agora, eles têm tb um compromisso com o público deles que quer ouvir aquela música de protesto que os tornaram públicos...

Para citar um exemplo próximo da Plebe de artista que resolveu fazer "música de amor cabeça" depois de ser um punk, e se afundou perante seu público, foi o Renato Russo...A legião era maravilhosa de "será" até "há tempos" e depois que começou aquele papo de "gosto de meninos e meninas" perdeu toda a credibilidade de boa perte dos fãs...

Outro exemplo de "evolução" é muito bem representado no filme Spinal Tap, onde essa constante mudança e evolução da banda é hilariamente criticada...

Sei lá, vc pode evoluir mantendo a postura...tipo PIL que é muito mais sofisticado que Sex Pistols e ainda assim é bastante rebelde...

Falei demais, tenho que trabalhar, abraços.

Kalyus/RJ disse...

Seguinte,
Para simplificar isso tudo entendamos da seguinte maneira:
O rock deste pais que tanto amo se resume a APR (Antes da Plebe Rude) e DPR (Depois da Plebe Rude).
E tenho dito !!!!!
F.P.R.B.M (Frente Pleberudeana de Apoio da Boa música)

Henrique Alencar disse...

Eduardo Reis, disse: "Cara, o tesão da coisa é a diversão."

Cara esse é o X da questão !!!

Henrique Alencar

Dênis disse...

Meu!!!!
Música não é só diversão!!!!
É uma forma de comunicação!!!!
Talvez a mais avançada!!!!
Dá para descobrir quem é uma pessoa pela música que ouve ou toca...
Um abraço a todos...

Decubisar disse...

É muito fácil ser um punk rico!!!
Onde acordou com a "boa musica" onde o traseiro é limpo com papel macio, escovar ou não o dente é uma opção, claro depois de um árduo dia de não fazer porra nenhuma. Comer aquela velha e boa comida feita por sua empregada negra que já deve ter uns oitenta anos servindo ao mesmo senhor. É louvável a atitude punk a proposito alguém tem que reclamar. Mais tornar uma atitude de vanguardista ou mesmo propor algo novo sendo que vivemos no mundo velho é cair na concepção da dialética do paradigma, veja só. Fui criado ouvindo garotos podres, plebe rude e camisa de Vênus. Gostei por que tinha acesso e me identificava com minha mais nova juventude. Meu caráter e uma personalidade onde o fruto da razão era não ter razão.
Entretanto se tem algum culpado nesta historia é o próprio capital onde que tudo é comercializado em massa onde le lele lele lele traz alegria do gueto - me diga será que não usamos as mesmas armas que a burguesia clássica usava com o blues? Musica de gueto de negro descriminalizada ao ponto que hoje é consumida pela nova burguesia clássica? A Mesma que insiste em dizer que “é som de preto disfavelado mais quanto toca ninguém fica parado” mais será que isso tbm não choca a sociedade de modo geral? Os caras são punkkkkkkk!!! seja ou não uma merda! Hoje e sempre o que importou foram às drogas que consumimos e que nos dão prazer afinal é uma droga ou não. O problema é o prazer. A sei lá foda-se pouco me importo com opinião o formulação de opinião na verdade eu quero mesmo é divergência o caos. Único meio de recomeço dos valores socialmente ditos como correto ou não. Esta nova juventude esta tendo sua droga a mesma que nossos pais odiaram e quando esta nova geração tiver seu sucessor ai sim continuara o circulo de ódio onde só minha musica prestava. rsrsrsrsrs
E tbm não vejo mal algum no que se dizem as bandas velhas no cenário Ai que saudades de Raul. Afinal “Ha musica que nunca envelhece” não é mesmo???
Um grande abraço moçada velha

Anônimo disse...

Fumar maconha ao meio-dia é foda... Vai trabalhar vagabundo!!!