quarta-feira, maio 28, 2008

Liquid Liquid

O punk veio e quebrou todas as regras, deixando o terreno livre para misturar, experimentar e, principalmente, rejeitar Chuck Berry. Eis que nasce o pós-punk, que teve em 1978 – 1984 sua fase mais fértil. Nem tudo era bom, mas tudo tinha um ar de novidade, de que o rock estava definitivamente saindo da camisa de força artística e descobrindo novos terrenos.

Uma das bandas desse período que mais tenho ouvido recentemente é o Liquid Liquid, de Nova York. Faziam parte do que hoje é rotulado punk-funk ou, outro rótulo, disco-not-disco. A banda não tinha guitarra, mas sim um cara tocando marimbas (!?!?!), coisa muito inusitada. Tudo bem, de vez em quando, o baixista pegava na guitarra e, eventualmente no piano. Na época não recebeu muita atenção, compreensível, pois eram muitas bandas, muitas coisas acontecendo, que não cabiam todos debaixo do holofote. No entanto, hoje são aclamados pela crítica como uma das maiores influências no novo rock. Tanto é que o Dennis Young que toca marimbas é convidado especial no disco do Padded Cell.

Apesar de obscuro, todos conhecem uma linha de baixo do Liquid Liquid sampleada pelo Grandmaster Flash para a música que virou um mega-hit chamada White Lines (sobre cocaína). O interessante é que o LL nunca recebeu um centavo por isso! Quer dizer, não é sample, é roubo mesmo! Comparem os vídeos.





Acabou de sair lá for a uma coletânea da banda que vale muito a pena. Isso porque o Liquid Liquid nunca lançou um disco de verdade, mas sim vários EPs. O CD reúne todos num formato só. Se chama Slip In and Out of the Phenomenon e foi lançado pela Domino.

10 comentários:

Anônimo disse...

Caraca, desculpem!
Mas eu preciso divulgar a palavra:
http://www.youtube.com/watch?v=l5FF4w6UkYM&
abs

Anônimo disse...

Dividi o link para que todos nós possamos ter acesso ao material, pois o blogger corta comments com linhas muito extensas:
http://www.youtube.com/watch?
v=l5FF4w6UkYM&
abs

Paulo Henrique disse...

Deviam fazer o mesmo com propagandas de cigarro: proibir propaganda de bebida.

Eduardo Collaço disse...

meu caro André X,

sou eu, Edu Collaço, de Santos/SP, amigo do Flavio Lemos...espero que vc lembre...
estivemos juntos aí em Brasília na gravação do DVD do Capital Inicial e, desde então, estou para te escrever e trocar uma idéia em paz.
estou iniciando uma coluna e blog de variedades e entretenimento, entre outras novidades, e quero as novidades da Plebe Rude logo de saída.
me mande um e-mail pessoal para contato.
abraço fraterno,
Edu
educollaco2@hotmail.com.br
eduardocollaco@atribunajornal.com.br

João disse...

é um raro caso de rip off de preto contra branco. Geralmente, é o contrário, branco roubando de preto na música. O que começou com o proprio Chuck Berry, cujos riffs o Rolling Stones copiou.

dg disse...

Realmente, são iguais e ditos de forma um pouco diferente. A indústria é medíocre na produção de música. Pegam daqui e colocam ali, enquadram, divulgam e engolimos.
Também gosto dos punks, mudou o rumo do rock com sua forma de pensar e se comportar.Adoro pixies, crass, ramones e toda essa porcariada suja, quanto mais ouço, mais gosto.
André,
Aquela banda XXX e o seu X, tem alguma coisa haver com straight edge?

anônimo 2 disse...

João,

Certa vez vi uma entrevista do Mick Jagger. Ele dizia que conheceu o Keith Richard comprando e trocando disco de Chuck Berry, Muddy Waters, Little Richards e outros pretos americanos. Foi assim que nasceu os Rolling Stones, inclusive o rock ingles.

Anônimo disse...

A mísica do video para baixar!

http://rapidshare.com/files/104173983/Liquid_Liquid_-_Cavern.mp3.html

Anônimo disse...

Desde Undertones vc só gosta de coisa ruim. Será porque o que é bom anda fazendo sucesso?

anônimo 2 disse...

Voltando ao axé, na Paraiba o show da banda Cheiro de Amor virou cheiro de churrasquinho. Parece piada, mas foi coisa séria. Realmente lamentável:

Trio Elétrico da Morte