terça-feira, fevereiro 19, 2008

Deus é Fidel


Gosto muito de história. Principalmente depois que entendi que ela não é estanque, que pode ser interpretada conforme o observador. Já li trabalhos sobre o mesmo fato histórico completamente antagônicos. Como o Philippe diz, hoje não vê as coisas totalmente pretas ou brancas, mas sim em tons de cinza, acho que na história não existe o certo ou o errado. Dependendo o foco dado, a interpretação muda.

Assim introduzimos nosso assunto de hoje: a renúncia de Fidel Castro, após 49 anos à frente do governo de Cuba. Não fazem nem 24 horas que o “comandante” saiu de cena, já têm historiadores e cientista políticos enaltecendo-o ou o desprezando.

Referimo-nos ao último símbolo da guerra fria, de um momento histórico no qual o mundo se dividia entre esquerda e direita, o globo dividido entre as possessões americanas ou soviéticas. Fidel fez a revolução socialista, tirando Batista do poder, fez a reforma agrária, expulsou os investidores estrangeiros, governando todo esse tempo com mão de ferro.

Não vou entrar em julgar o mérito ou demérito de seu longo tempo como chefe de Estado de Cuba. Trouxe muitas coisas boas para os cubanos, que têm um sistema de saúde de dar inveja a muitos países desenvolvidos, uma escolaridade acima da média mundial, com quase todos os jovens com ensino superior, as melhores arcadas dentárias do mundo (que os cubanos brincam terem dentes bons por falta de comida, mas isso é outra história..), avanços no desenvolvimento da vacina, erradicação de doenças populares no Brasil, como febre amarela e chagas.

Contudo, a mão que agrada é a mesma que pune. Liberdade de expressão é inexistente, o paredão ainda elimina os insatisfeitos, não há comida (também devido ao injusto embargo americano que data de 1963), não há bens de consumo. Mulheres (e homens) com empregos com advogadas, médicas, dentistas, se prostituem à noite aos turistas para completar o orçamento familiar, há praias destinadas somente à cúpula do partido e aos turistas, há censura, entre outros males típicos de uma ditadura (aliais, a mais longa desde de Franco, que durou 36 anos).

É uma escolha difícil, ter educação, saúde e segurança a troco de opressão e massificação cultural, ou vice-versa? Esse será o grande desafio cubano, como se inserir no contexto global do século XXI (e todos sabemos que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde) se livrando dos males da revolução cubana, sem perder os benefícios. Um grande problema é que Cuba sempre viveu de esmola. Primeiro, recebia mesada da União Soviética, depois de Hugo Chaves. Para ser um país, vão ter que aprender a gerar e administrar suas próprias riquezas.

Finalizando, a história só pode realmente ser analisada e julgada à distância. O fato da renúncia (talvez um primeiro passo de várias mudanças para o povo da ilha) é muito recente. Vamos deixar as emoções de lado e observar – e talvez aprender.

24 comentários:

Ellen Petersen disse...

Não sei até que ponto é vantagem ter liberdade total de expressão e não ter o mínimo de suporte na educação e na saúde. Não estou defendendo o Fidel, mas algumas coisas devem mesmo ser impostas. Se deixar tudo muito à vontade, acaba-se confundindo liberdade com libertinagem. Sou contra a maneira ortodoxa na qual ele governava Cuba, mas foi um mal necessário. O Brasil tem uma certa liberdade de expressão (não tão intensa assim), mas os brasileiros não sabem utilizar em benefício próprio. De que adianta então ter liberdade, se não se tem instrução?

Daqui pra frente, basta saber que rumo vai tomar Cuba, já que seu ditador foi enferrujado pelo tempo. Se não aparecer um outro ditador, aquilo lá pode virar um samba-do-crioulo-doido. Os cubanos, na ânsia de desfrutar da liberdade, podem acabar enfiando os pés pelas mãos e desfazendo o que foi construído de bom.

João disse...

Cuba, antes da revolução, não era um país, mas sim apenas um cassino e um prostíbulo para turistas americanos e europeus. Veio a tal revolução e com dinheiro de Moscou se fez tudo de bom e de mal que está descrito no post. Hoje o sistema está podre, quem é do partido se safa um pouco melhor. Tem muita gente querendo que Cuba volte a ser o cassino de antes, sem perceber que hoje a prostituição já é importante fonte de divisas para o país, sob os olhares complacentes do governo Fidel.

Anônimo disse...

Eu não diria que o sistema está podre, mas sim falido. Ainda assim sobrevivem.

El paredón tambem precisa de uma pintura, está com teias de aranha. Não se fuzila mais como antigamente. Na ultima vez foram uns sequestradores de um barco, que era obedientes a CIA.

Sei lá, o X acertou a mão na neutralidade. Existe um lado bom e ruim. Boa parte da merda é graças aos USA, que sabota, embarga e sacaneia desde 63.

Pra vcs verem as sacanagens do arco da velha, uma vez o Fidel pediu um equipamento de scuba dive e os gringos colocaram antraz no macacão de borracha e tuberculose no respirador. Apesar de tudo de ruim na ditadura Fidel, ainda assim simapatizo mais com a ditadura comunista do que com o grande imperio do mal.

Quanto ao Fulgencia, recentemente vi um filme antigo sobre o sequestro do Juan Manuel Fangio em 60. Haveria uma corrida em Havana, e os revolucionarios sequestraram o piloto argentino. Trataram ele muito bem, Fangio ficou amigo da galera. Porém, na hora de devolver o penta campeão, isso foi mais dificil do que sequetrar. É que o Fulgencio, para queimar o filme da revolucão, mandou a policia matar todo mundo, inclusive o proprio Fangio.

Enfim, se o embargo acabar, se Cuba abrir, esse pais tem muito potencial. É um povo muito consciente e instruido. Estão na merda porque vivem cercados pelos USA. Mas se houver uma maneira de abrir sem ser engolido, Cuba é um pais promissor.

Se não for isso, então Cuba acabará invadida e destruida pelo Tio Sam, numa outra invasão pilantra baseada em mentiras da TV.

Anônimo disse...

Quanto a guerra fria, gostaria de lembrar que os USA usaram todos os indumentarios, estratégias e artimanhas dos nazistas. Sim, o anti comunismo uniu os americanos com os antigos nazista. Klaus Barbi foi contratado pela CIA. Na Europa, no lugar de libertar do fascismo, os americanos instaram governetes com o que havia sobrado d extrema direita, na Italia, na Alemanha e no Japão. No Brasil, logo após a derrota de Hitler, todos os integralistas tiraram carteirinha da CIA. Já eram infiltrados no exercito, na politica, e acabaram dando o golpe de 64.

Não gosto de comunismo, mas os USA jogaram muito sujo na guerra fria. Aleem de se juntar e contratar ex-nazistas, fizeram experiencia de radiação com crianças, patronizaram dezenas de ditaduras militares assassinas, bandidas e asquerosas. Um deles foi Saddam Hussein. Havia uma diretriz interna que dizia que, para destruir o imperio soviético, qualquer coisa seria tolerada. Com isso fizeram guerras horrorosas, muita perseguições covardes, taticas criminosas, golpes, assassinatos, massacres e sacanagens. Esse talvez tenha sido o imperio mais cruel de todos. Soltou bomba atomica e experimentou todos os tipos de sacanagens nos couros de comunistas, vietcongs e animais.

Anônimo disse...

Durante a crise dos misseis, quando a URSS, para defender Cuba de uma invasão, colocou misseis nucleares da ilha de Fidel, aconteceram fatos inusitados. Dizem que a linha dura americana queira começar logo um guerra nuclear. Queriam atacar Cuba e URSS, queriam primeira porrada bem dada, para que os comunas caissem antes de reagir.

Porém, JFK ficou com cagaço e brigou com o pessoal da linha dura. Preferiu negociar uma saida pacifica. Os USA tirariam os misseis da Turquia e os russos tiraram os de Cuba.

De qualquer modo, a linha dura americana ficou espumando. Logo o JFk teve seus miolos estourados. logo no reduto linha dura de Dallas TX, antigo terreiro de Bush klan.

O assassinato de JFK foi como um 9/11. Rolou um golpe silencioso e a linha dura teve todas as desculpas necessarias para dominar e tocar o terror. Então tivemos a ofensiva mais escrota da guerra fria. Atacaram o Vietnam, cogitaram de jogar bomba atomica em Hanoi, propinaram bandidos e ditaduras pelo mundo todo. Rolou muita tortura, mentira, censura, sacanagem e sujeira.

Hoje vejo em Bush o retorno disso tudo. São as mumias e viuvas negras putrefadas da guerra fria, todas agora seguindo a desculpa cascateira da guerra do terror. Voltou a guerra global, a tortura, as sacanagens, a manipulação da TV. Bush foi realmente um retrocesso fodido e lamentável. Se comparado a Bush, Fidel é papai noel, é o bom velhinho.

Anônimo disse...

Ponto muito importante é a comparação entre Cuba e Haiti. Enquanto Cuba foi tocada pela ditadura de Fidel, bancada pelos sovieticos, o Haiti era uma ilha vizinha que tinha ditadura bancada pelos USA. Era a turma de Baby Doc e Papa Doc.

Hoje, olhamos os dois paises e vemos que ditadura da CIA é muito pior. O Haiti está totalmente fodido, destruido e arruinado. Enquanto isso, Cuba está caindo aos pedaços, mas sobrevive com os dentes inteiros, com saude e educação.

Houve uma época que os USA aceitavam os fugitivos Cubanos que chegavam em canoas. Ao mesmo tempo, tambem chegavam os negros do Haiti, fugindo da miséria, ditadura, fome e perseguição politica. Mas esses não era aceitos.

Anônimo disse...

Os cubanos, na ânsia de desfrutar da liberdade, podem acabar enfiando os pés pelas mãos e desfazendo o que foi construído de bom.

Não é bem assim. Os cubanos são todos universitários. São muito instruidos e conscientes. Preferem viver na merda, mas com dignidade.

Apesar de tudo, o Fidel sempre teve todo o apoio dos cubanos. A ditadura não sobreviveria esse tempo todo se o povo não gostasse.

Portanto, não vão deixar que haja uma abertura anel liberal, nem nada que crie um oba oba ou samba do criolo doido, com os americanos engolindo tudo.

André X disse...

Legal os posts. Alguns detalhes: a União Soviética jogou tão sujo quanto os americanos, porém com menos recursos, tiveram menos repercursão. Os cubanos não apoiam totalmente Fidel, nem os da ilha, e principalmente aqueles que fugiram e querem voltar e, mais importante, querem o que é deles de volta. Só esse fato vai dar uma briga danada. O paredón foi usado em 2006 e o embaixador brasileiro em Cuba aprovou. Com certeza, se dependesse só da população instruída de Cuba, o país será grande. O problema é que eles não estão acostumados com um regime de mercado. Quando a Rússia entrou para o capitalismo, quem sacava de mercado era a máfia, que se deu bem e hoje tenta ser "legítima". Isso também vai acontecer em Cuba. E,como já disse, vem os que estão de fora.... Não se pode isolar (de propósito ou imposto) um país do resto do mundo. As consequências serão sempre desastrosas.

João disse...

A comparação melhor do Haiti é com a vizinha República Dominicana, pois esses dois países dividem a mesma ilha na qual se localizam. E a República Dominicana, uma democracia, está indo muito bem. Sobre considerar que a ditadura não sobreviveria esse tempo todo se não fosse tão boa, o mesmo vale para várias ditaduras mundo afora, incluindo Franco, Suharto, Pinochet e os generais brasileiros.

dunha disse...

foto legal!

Anônimo disse...

"...Apesar de tudo de ruim na ditadura Fidel, ainda assim simpatizo mais com o comunista do que com o grande império do mal..."

Tbm penso assim, entretanto, acho complicado estarmos aqui, no país tropical, discutindo sobre a ilha, talvez, alguns que se manifestam a favor, não consigam viver 90 dias na ilha.

Tive a oportunidade de conhecer os dois mundos, o capitalista desfreado americano e o comunismo sedado cubano.

Cuba impressiona, EUA assusta.
Cuba te abraça, EUA te cospe.
Cuba não tem direção, EUA busca encontrar a direção.

Hoje, escutei na CBN que, devido ao fato de ser uma renuncia sem maiores problemas políticos, apenas de saúde, inicialmente, não haverá grandes impactos.

Espero que até o próximo ano, período do meu retorno à ilha, tudo possa estar MELHOR, principalmente, para o povo cubando.

Anônimo disse...

Em seu post ultimo aqui, o X tem razão outra vez. A URSS jogou sujo em certos casos. Ninguem era santo. Porém, apesar do interesse por detras, os socvieticos defenderam alguns fracos e opromidos, como foi o caso de Angola.

Em Angola teve uma eleição e ganhou o partido socialista. Nacionalizaram as minas de diamantes. Logo os ingleses e americanos começaram a armar os rebeldes da UNITA, FNLA e ainda mandaram mercenários sacanas. Aí os russos encheram o governo de Angola com armas tambem. O pau comeu.

No meio disso tudo chegou o regime racista do aparthaid. A Africa do Sul entrou no flanco sul e, com aviões, bombardeou legal. Mataram uma monte de gente e destruiu boa parte das armas russas. A coisa foi mais feia do que o cão comendo mariola.

Nisso, quando os angolanos já estavam para cair, Fidel resolveu, do dia para a noite, mandar as tropas dele p/ lá. Rapidinho, os cubanos fizeram o seguinte: Acabaram com a raça do FNLA. Colocaram os racistas do aparthaid para correr. Aleijaram a UNITA e deixaram os mercenarios sacana sem o rumo de casa.

A acão das tropas cubanas foi impressionante. Isso sem falar que eles tambem cuidaram e vacinaram o povão fodido.

Enfim, o João tambem tem razão em comparar Haiti com Rep Dominicana. Ambos tiveram ditaduras da CIA. Suharto, Pinoco, Franco e generais brasileiros, todos eram esquemas da CIA. Alguns deram certo, outros não. Ou seja, é dificl saber qual é o pior. Como diz o X, tem, muita coisa contra e favor, em ambos os lados.

Porém, o João interpretou mau. Não quis dizer que a ditadura Fidel é boa, quis dizer que o povo apoia até hoje. Nem todos apoiam, mas a maioria sim. O cubano pop tem enfiado na cabeça que prefere o comunismo do Fidel do que voltar ao antigo esquema Fulgencio da CIA.

Do mesmo modo, a ditadura do Brasil, apesar de tudo, teve apoio da maioria tambem. Ficou 30 anos não foi atoa. Não quero dizer que foi boa, mas a classe media apoiou. Tinham medo do comunismo.

Anônimo disse...

Sobre o anonimo 2, ele está certissimo. É romantico simpatizar com o Fidel, mas não sei se aguento passar 90 dias na ilha.

Por aqui temos um gostinho disso: os produtos importados são proibitivos devido aos impostos. Boa parte da Brazucada não pode viajar porque não tem dinheiro e pais nenhum aceita. Porém, se o cara for medico, advogado ou engenheiro, então existe a liberdade.

Já o Fidel acredita que, já que ele deu escola e saude para a macacada, então eles não podem sair da ilha para trabalhar e ganhar dinheiro em Miami. Apesar de ser medico, engenheiro ou advogado, de ter os dentes bonitos e gozar de boa saude, o cubano é aprisionado e condenado a viver, sem dinheiro, na ilha isolada.

É aquilo que eu digo: é dificil sabe. Cuba tem um IDH (indice de desenvolvimento humano) muito maior do que o Brasil. Ainda assim, não gostaria de morar lá. Sou viciado em eletronicos, adoro computador Macintosh. Apesar das sacanagens da CIA, prefiro morar em Miami do que em Havana.

Anônimo disse...

O problema é que eles não estão acostumados com um regime de mercado. Quando a Rússia entrou para o capitalismo, quem sacava de mercado era a máfia, que se deu bem e hoje tenta ser "legítima". Isso também vai acontecer em Cuba.

Não é bem questão de costume. Primeiro, as novas empresas capitalistas da Russia não tinha capital. O estado havia falido, não entrou na jogada e no resto do povo ninguem tinha dinheiro para investir. Necessitavam de capital estrangeiro.

Segundo, acontece que o capitalismo selvagem é cruel, seletivo e competitivo. No capitalismo não existe espaço para todos. Muita gente, apesar de ter curso superior, ficou desempregada. Sem as mamatas do estado socialista, foram para rua pedir esmola.

No caso da China foi diferente, porque abrir a economica com empresas que captavam investimentos estrangeiros. A alta produtividade, mão de obra barata e a qualificação dos trabalhadores tornaram a China muito atraente para o investidor estrangeiro.

Já Cuba pode seguir tres caminhos: 1- a abertura russo, a abertura chinesa ou o continuismo mesmo. Eu acredito nma transição lenta.

Anônimo disse...

Cuba é muito interessante para as empresa de biotecnologia. Uma das saidas, para se defender o imperio predador americano, é se voltar para a China, Russia e Europa. Ontem o itamaraty anunciou que está afim de fazer negocio com Cuba. A EU anunciou a possibilidade do descongelamento das relações economicas e comerciais. O embargo e isolamento pode estar acabando.

O problema é que os ianques podem fazer igual no Iraque. O Saddam tambem havia sido embargado. Esse embargo estava para acabar, pois não tinha mais sustentação. Os inspetores nunca acharam WMD nenhuma e a desculpa estava se deteriorando.

Então, o Saddam disse que, quando o embargo terminasse, só iria fazer negocio com a Russia, França e Alemanha (as unicas que ficaram contra a guerra). Com isso, logo inventaram uma campanha de jabá na TV, contando mentiras para invadir o Iraque. Além de roubar petroleo, a intenção tambem era acabar com a futura festa das empresas europeias, russas e chinesas.

Com Cuba pode acontecer algo parecido. Se houver uma abertura somente na direção dos concorrentes dos americanos, podem inventar alguma mentira na TV e assim invidir a ilha.

Só que a porrada não vai ser mole. Vai ter guerrilha, terrorismo e violencia para o resto da vida. Pode até ser pior do que o Iraque, pois Cuba fica muito perto de Miami.

Anônimo disse...

João, tenho bons argumentos para a qustão do Haiti, Cuba e Republica Dominicana.

Primeiro, as democracias latinas não são grande coisa. Existe muita corrupção e controle externo americano. Isso tambem não faz o país se tornar justo, livre e desenvolvido.

O Haiti é um extremo, enquanto os dominicanos vivem muito melhor. Porém, a rep Dominicana não é nenhum paraiso. Rola muito desemprego, favela e gente desqualificada. É como o Brasil. Tem coisas bacanas e coisas ruins.

O sistema dominicano de educação não é nenhuma maravilha. O de Cuba é muito melhor. Não existem muitas oportunidades na ilha. Apesar de ter que trabalhar para o governo e não ganhar nada, é bem mais facil arrumar emprego em Cuba. Na rep Dominicana tem muita gente pobre sem assistencia do estado. Muitos migram para os USA.

Não digo economicamente, mas tecnologicamente Cuba é muito mais desenvolvida que a rep Dominicana.

A rep Dominicana é bom porque o gringo americano se aposenta, compra uma boa casa lá na praia e vive bem com empregados e vida mais barata. É tipo Costa Rica. Esse é o desenvolvimento que aconteceu.

Anônimo disse...

Tambem tem Porto Rico, que é provincia americana. A vida em Porto Rico não é assim tão ruim, mas tem gente pobre tambem. Porto Rico não tem desenvolvimento tecnologico. Além disso, parte da ilha virou zona de manobra militar permanente dos USA. Soltam bombas, fazem experiencias malignas e etc. Dizem até que foram eles que criam e soltaram o Chupa Cabras.

Anônimo disse...

Falou o dono da verdade.

Anônimo disse...

só mais uma coisinha:

X, a mafia russa dominou o capitalismo por lá porque eram os unicos nativos que possuiam algum capital.

André X disse...

Uma vez nos EUA participei do Dia de Puerto Rico, quando os naturais da ilha saem com seus carros lowriders, música, mulheres, festas e é um balaco só. Perguntei a vários quando iam ter a independência dos EUA e praticamente apanhei. É quase concenso entre eles que é melhor ser o rabo do tubarão do que a cabeça da sardinha..... querem continuar ser território yankee. Vá explicar....

Anônimo disse...

Conheci um portoriquenho que falava a mesma coisa. Ser provincia americana tem suas vantagens.

Se fosse no Brasil, as coisas poderiam ser bem melhores tambem. O dificil é engolir o patriotismo e ser uma tipo de cidadão de segunda classe. Porém, se houver vantagens, pode ser.

Só os militares estacionados, com bases no pais, isso já cria um mercadão em Porto Rico. Muita gente vive prestando serviços e vendendo coisas para os militares.

Muitos dizem que, na época da base americana no Brasil, Natal era alimentada pelos militares ianques. Quando os gringos foram embora, a economia broxou. Seria como se Brasilia perdesse o funcionalismo publico. A aeronautica brasileira tentou então ocupar o vacuo, mas não foi a mesma coisa.

Um dia ouvi um disco de ritmos antigos do nordeste, produzido pelo baterista do Greatful dead, com musicas de 1944, que foi gravado pelos militares americanos. Foram os primeiros a gravar alguma coisa por ali.

Isso tudo é o estado americano injetando grana. Defendem muito o capital privado, a economia liberal desregulamentada, mas é o estado que mais investe.

Existem estatais fortissimas nos USA, sempre em conjunção carnal com o setor privado. Tem a NASA, as forças armadas e etc. Tem um sistema publico de educação multimilionario. A policia e os bombeiros, comparados com os do Brasil, são de um outro mundo.

Os USA gasta muito mais que muito pais socialista. São as universidades publicas, os militares e a Nasa que, com o dinheiro publico estatal, fazem pesquisas e inventam as coisas, p/ depois entregar para as empresas privadas de exploração.

dg disse...

Em transições e rompimentos históricos como estes, percebo uma semelhança: quando o Muro de Berlin rachou, a Berlin Oriental estava sucatada e alemães resistiam em aceitar aqueles que saiam desta; no Brasil, o Lula recebeu o pais em pedaços e, de tão aclamado, pareceu ser a esperança para salvação.
De Cuba (kkk), só conheço o Buena Vista Social Club e Fidel é o nome do cachorro do meu amigo Kadu!!

Brincadeira! Acho que o Fidel Castro foi o último rebelde radical mais bem sucedido da história. Manteve seu povo em rédia curta, afirmando que seus propósitos eram os melhores e quem não estivesse satisfeito, deixasse o barco. Em contrapartida, já ouvi dizer que é muito rico, o que seria um paradoxo ao princípio imposto por ele.
Investiu em educação, fez um povo qualificado e trabalhador e com mão de obra de primeira para concorrer no mercado global, embora, na minha visão cega, os países localizados a partir do México, todos, são latinos e, latino, por mais qualificado e endinheirado, fica sempre do meião para o final da fila e visto com olhos duvidosos.

Considero verdade que o EUA manda e o capitalismo impera. Torço para que tenham um desempenho melhor em gestão posterior, conjugada ao novo líder estadunidense.

André Nascimento disse...

Alguma mulher daqui se habilita a tatuar o presidente Lula nesse style ???

Anônimo disse...

Tem que ser uma mulher grisalha, pra dar maior credibilidade.