terça-feira, setembro 04, 2007

Plebe: Processo Criativo

Achei boa a pergunta da Aline: como é que é o processo criativo da Plebe? Identifico três vias pelas quais as músicas que chegam nos nossos discos saem. O importante aqui é que não importa qual, no final, a música sempre tem a chancela do Philippe e minha. Sempre foi assim, desde que compusemos a primeira versão de Nada, em 1982, no escritório da casa dos Seabras, até O Que Se Faz, em 2005, no estúdio Daybreak Gentelmen, que fica no ex-quarto do Ricky na casa dos Seabras.

A primeira é a composição individual. Geralmente vinda do Philippe, que chega com um idéia pronta, início, meio e fim. Não que outros não possam palpitar, palpitam muito, mas como a canção já tem formato próprio, já tem cara de música, não muda muito. Tudo bem que a gente fica meses aperfeiçoando a letra. Sobre isso, um fato curioso: o Philippe mantém em cadernos espiralados, tipo aqueles de colégio, todas as versões de todas as letras da Plebe. Desde da idéia inicial, até a que saiu no disco. Interessante ver como mudam, algumas drasticamente.

A segunda maneira de nascer uma música da Plebe é a apresentação de um riff ou uma meia-idéia. A música não está nem perto de pronta, não tem letra, é só uma linha de baixo, por exemplo. Daí o Philippe pega, fica tocando, experimentando, e a coisa vai ganhando forma. Geralmente isso é feito no violão, com eu no baixo, até desligado. É um processo lento, mas pelo qual sai boas canções, como O Que Se Faz. De novo, meses batalhando em cima da letra uma vez definida a harmonia vocal.

A última forma é o jam. Tem que ser com a banda toda. Começamos do nada e alguém toca algo legal. “Repita isso! Toque em Lá!” e assim idéias viram música. Remota Possibilidade e R ao Contrário surgiram de tais encontros informais.

O interessante é que estamos voltando ao estúdio do Philippe justamente para retomar o processo de compor. Vamos ver o que saí.

5 comentários:

João disse...

A forma que eu acho mais interessante é a música que nasce de uma idéia ainda embrionária e em seguida a banda vai trabalhando em cima. Realmente tá na hora de voltar a compor para o próximo disco. Vamos ver quais os rumos da banda em termos de som. Espero que tenha novidade por aí.

Anônimo disse...

Disco novo é sempre muito bom!!!!!

Entretanto, um novo disco sem a turnê do último é desesperador para qualquer fã.

André, já que comentou sobre o processo de criação das musicas, conte sobre o porquê de tanta dificuldade em ir para estrada.
Qual a relação do atual empresário com o "mundo" artístico?
O que pega é o cachê, dificuldade de juntar a banda ou outros compromissos dos integrantes?

Elizabete disse...

Nossa quero esse caderno pra mim...hehehe...
Pô André agora fiquei curiosa pra saber como eram essas letras no inicio....
bjus...

André Nascimento disse...

Até que a Plebe se saiu bem voltando a ser uma banda independente e conseguiu uma mídia até legal .....o Philippe Seabra foi entrevistado na Bizz , a banda foi no JÔ SOARES e fez shows bons por onde passou .
Agora esse material novo seria p/um álbum de inéditas ou a cereja do DVD ? Aí que o fica o X DA QUESTÃO ( desculpe o trocadilho xará , depois pago os direitos autorais )

João disse...

Acho que a Plebe não pode demorar muito pra lançar novo disco, com novas músicas, prazo máximo meados de 2008. Uma questão interessante no processo criativo da Plebe é: enquanto André X gosta de bandas que fogem do padrão dito normal, Philippe cada dia que se passa se torna mais um tradicionalista. Até a banda progressiva Yes ele citou em entrevista recente. Mas talvez essa dicotomia se resolva num mínimo denominador comum que seria o som da Plebe que eles tem em mente.