segunda-feira, julho 17, 2006

De 4 no Ato!



Nós brasileiros nos orgulhávamos do nosso futebol. Também, era uma das únicas áreas onde o país empunhava respeito, com muita raça e competência. Em 2006, isso mudou, como é de conhecimento e motivo de tristeza de todos. Para o consciente coletivo da nação, viramos motivo de chacota e a moral do povo torna a baixar. Se nem no ludopédio podemos nos impor, imagine na política externa?

Tem uma piada que rola em Brasília sobre diplomatas, totalmente infundada, mas, dizem as más línguas que todos são, digamos, efeminados, para não usar outro termo mais pejorativo. Besteira pura, não vem ao caso. Mas a atual atitude do nosso Itamaraty, sempre de quatro quando o interesse do Brasil está em jogo, não ajuda muito a limpar essa imagem.

Cedemos para a Argentina em todas as negociações do Mercosul: sobre geladeiras, linhas brancas, peças automotivas, produtos agrícolas, prazos e outros. Tudo para manter o mercado comum funcionando, mas a que custo? Cedemos para o Hugo Chaves, deixando a Venezuela entrar no Mercosul para torná-lo mais um palanque de discursos do coronel usurpador. Isso, depois dele ter acabado com a união dos países do norte da América do Sul. Cedemos para o Evo Morales, quando a Bolívia roubou ativos da Petrobrás naquele território. E ainda, como recompensa, o Lula manda o BNDES emprestar não sei quanto bilhões ao Evo Morales! Como se o BNDES não tivesse nada para fomentar dentro do Brasil.

Vi uma entrevista com o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim na qual ele diz que condena as ações do Hezbollah, mas acha a reação de Israel desproporcional. Concordo, mas gostaria muito que a reação dele fosse, só uma vez, pelo menos proporcional aos nosso interesses. Nós aqui não temos Hezbollah, mas temos que rebolar muito para tornar esse país grande, para inseri-lo no contexto global. Celso Amorim deveriam ir para a reserva, junto com o Ronaldo, Roberto Carlos e Cafu, para nunca mais ser convocado.

9 comentários:

Fábio disse...

Pois é. Esse nosso governo é o mais submisso que eu já conheci. Foi-se o tempo das bandeiras da auto determinação e da soberania dos povos...

Israel está massacrando a população dos países vizinhos e ninguém fala nada.

A ONU é uma vergonha também. Só funciona pra tentar legitimar os interresses americanos. Por mim podia acabar que não fazia a menor diferença.

Sobre o último post:
1- o show do Teatro Odisséia foi espetacular, mas aquele bêbado encheu o saco mesmo. rsrs. Quase no fim do show ele tentou se jogar "dentro" do palco e acabou deslocando uma caixa de som (acho que é o tal do retorno, que o Tim Maia tanto reclamava). Pra ela não cair no chão eu fiquei segurando durante umas três músicas. E olha que eu também estava bêbado, ahaha

2- Voto em Branco e Voto Nulo:
Um pouco de juridiquês. Ambos são considerados votos inválidos, não sendo, portanto, computados. Apura-se o total de votos, desconsideram-se os votos inválidos (nulos e brancos) e o candidato que tiver a maioria dos votos válidos é declarado eleito.
Fonte: art. 211 do Código Eleitoral, arts. 2º e 3º da Lei 9504/97.


abs.

DUNHA disse...

PORRA! ISRAEL FAZ CADA UMA! NÃO SEI COMO DEUS ESTÁ COM ESSES CARAS!

NOSSO MINISTRO TINHA DE CONDENAR OS GRINGOS FILHAS DA PUTA QUE VEM AQUI FAZER TURISMO SEXUAL!


VCS TEM QUE TOCAR EM SÃO LUÍS, LUZES TOCOU MUITO NAS RÁDIOS DAQUI!
UMA GALERA CONHECE VCS!AQUI NÃO ROLA SÓ REAGUE!

João disse...

O lance do BNDES é o seguinte: a Bolívia vai fazer uma série de obras e pra tanto vai lançar uma licitação; empresas brasileiras estão interessadas em participar dessa licitação para ganhar os contratos das obras; só que a Bolívia quer financiar o pagamento das obras e pra ganhar a licitação tem que ter financiamento; daí que o BNDES financia o pagamento às empresas brasileiras, ficando no Brasil a geração de empregos e o lucro desses contratos. De qualque modo, chegar perto de Evo Morales não é recomendável.

Mikele disse...

André, discordo de seus argumentos.
A politica externa ta sendo feita de forma certa nesses casos q vc citou. O Morales, como vc disse roubou a petrobras 1,5 bilhao, pra uma empresa avaliada em 100 bilhoes, consegue viver com um calote desses. Depois tem a pressao externa, uma atitude brusca do Itamaraty causaria um impacto na imagem do BRasil. o chamando de imperialista, assim como fazem com os ianques.E como a Petrobras vai bem o governo nao fez nada.
Sinceramente vale a pena manter o Mercosul, pagando esse preco, o mercosul é algo a longo prazo. E depois, kem gosta de atacar os EUA é o Chavez, pq BRasil e Argentina nao tem grana pra fazer isso, a entrada da VEnezuela, vai ajudar os paises menores com seus petrodolares e de kebra, uma postura anti-EUA, mesmo q indireta.

E depois tem a velha tradicao de sempre perdemos em tudo qt é coisa, menos no futebol...heheheh
Abracos

Paulo Henrique disse...

Concordo! Afinal, além do Brasil estar cheio de cachorro abanando o rabinho (pra não chamá-los de viado por estarem de 4, dando tudo para todos) sem saber o motivo da felicidade (futebol+falso nacionalismo), está também cheio de pentelho. Passou da hora de depilar o país!

O Lula tá perdoando dívida externa de um monte de país enquanto Petrobrás sofre pra concertar a merda que fizeram.

"Ê, povo ê..." Não foi isso que você disse, Gilberto Gil?!

Fábio. Isso quer dizer que o voto branco/nulo é inútil?

PS: Acho que a ONU devia mudar o nome pra ONUSA.
Ah. Mikele. Pra atacar os EUA não é necessariamente obrigado a ter grana. Extratégia também funciona.

André X disse...

Mikele, bacana você me chamar para o debate. Vamos lá.

Estudos levados a efeito pelo National Intelligence Council nos EUA (Mapping the World in 2020), mostram a evolução do Brasil como uma potencial economia global ao lado da Rússia, da Indonésia e da África do Sul. A América Latina praticamente desaparece dos radares dos agentes econômicos, imersa em problemas políticos, econômicos e sociais, e com um crescimento bastante inferior aos pólos mais dinâmicos do mundo.

Qualquer decisão externa séria iria, primeiro, potencializar a inserção global, junto com aqueles país pares ao nosso, e, em seguida, consolidada a estratégia, agir como líder econômico e comercial junto aos nossos vizinhos, posição natural do Brasil.

Não é isso que se vê, mas sim a prevalecência política que guia as decisões externas, sempre cedendo em prol uma utopia economica que até os mais flexíveis cientistas políticos dizem ser impossível pela desigualdade de interesses e condições dos participantes.

Se um ladrão roubar 10% dos seus bens você diria: tudo bem, consigo viver com isso? E se o ladrão fosse seu vizinho? Ser imperialista ou defender seus interesses são dois lados da mesma moeda. Não concordo com as reações ianques, israelistas, norte-coreanas, mas consigo entendê-las.

A entrada da Venezuela no Mercosul não fortalece o pacto, mas sim o enfraquece. Vide o que o Chaves aprontou com a União Andina. Os membros menores, Paraguai e Uruguai estão extremamentes insatisfeitos. A Argentina só concordou porque a Venezuela comprou um monte de títulos podres do país, coisa que nem o Burundí gostaria de ter em sua tesouraria. O Brasil aceitou porque o Lula está sendo mal aconselhado pelo Itamaraty.

Até dentro do Ministério das Relações Exteriores a insatisfação com a condução da política externa está se manifestando. Continua a afirmar, somos o bobo-da-corte nesse campo.

Fábio disse...

Paulo,

No plano eleitoral, os votos nulos e brancos podem cancelar uma eleição se forem superiores aos chamados "votos válidos". Essa é a única consequência. Não é pouca coisa, mas é difícil de acontecer.

Agora eu acho que são relevantes no plano da legitimidade política. Um governo eleito em uma eleição com alto número de votos nulos e grande abstenção é um governo enfraquecido.

abs.

Mikele disse...

Bom, nao conheco muito bem esse estudo q vc mencionou, sei q existe outro se nao o mesmo estudo q poe o Brasil junto da China e India como as maiores economias em 50 anos. Nao gosto muito desses estudos, pois, existe uma serie de condicoes para q um pais alcance patamar dito.Nao vou desmerecer os estudos, mas muita das vezes o pais nao consegue manter o crescimento pra chegar ao tal patamar ou acontece mudadas de rumo radicais.

Na Argentina o Brasil simplesmente usou a lei da boa vizinhanca, como sempre, perdendo, como sempre, em prool da continuacao do Mercosul e de outros setores, sendo q a Argentina é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.


No mais, concordo com o q disse sobre as politicas externas sendo feitas na base da politicagem. Apesar q cada acao pode ter várias formas de traducao sendo a acao em si ou um contexto geral e a longo prazo, mas o q impera mesmo é a politicagem.
abracos!
PS: Quando q vcs vao aki na Suécia tocar ??? heheheheheheh

André X disse...

É possível a política de boa vizinhança sem prejudicar a economia interna, Mikele. Lembra do complemento do Give'em Enough Rope......




..... and they'll hang themselfs!