quarta-feira, julho 04, 2007

aRoriz de Festa


Pobre Distrito Federal! Só é “distrito” no nome e “federal” nos sonhos. A história recente desse quadradinho no meio do Brasil mostra claramente que essas terras não têm dono – aliais, tem sim, dos expertos, dos malandros, dos usurpadores de cargos públicos.

Um distrito federal não é um estado, não é um município, não é um ente governamental. Em todo mundo, quando distritos federais são criados, a intenção é proteger alguma instituição que lá estará abrigado de pressões políticas advindas de governos menores, deixando sempre os interesses da nação em primeiro lugar. Geralmente, uma capital federal. No México é assim, em Washington é assim. A forma de governo de um distrito federal, justamente para o isolar das tensões políticas do dia-a-dia, são diferenciadas.

No Brasil não. Para atender um grupo de aliados do Palácio do Planalto, a Emenda Constitucional n° 25, de 25 de maio de 1985, em seu artigo 39 e parágrafo único, fixou a primeira representação para o Distrito Federal, estabelecendo em oito o número de vagas para a Câmara dos Deputados e em três para o Senado Federal. A partir deste momento, desencadeou-se o processo político-eleitoral no Distrito Federal. E também o processo de roubalheira, usurpação de terras públicas, grilagem, uso da máquina estatal, etc.

Comparem só, desde 1985, em cada mandato de senador, tem um que é pego com a mão na caixa. Luís Estevão, casado, Arruda, renunciou e, agora, Roriz, fazendo o que todos sabem que o Roriz faz bem.

Se tem uma pessoa responsável pela deterioração da qualidade de vida no DF, esse é o Roriz. E para conseguir fazer tudo isso impunemente, conta com largo apoio na nossa Câmara Distrital, já chamada pela revista Veja de “Casa Assombrada”. Leiam, abaixo, transcrição de um artigo da Maria Jandyra Cunha - (Coluna do Noblat) que está circulando na internet para sentirem o peso-pesado que é esse político. É meio longo e quem mora no DF já sabe de cor, mas vale a pena a leitura.

Minhas esperanças estão no governo competente que até agora está fazendo o Arruda. O DF voltará um dia a ser distrito e federal? Esperemos.....

Roriz nu e cru

Joaquim Roriz foi governador do Distrito Federal quatro vezes. Já no primeiro mandato (1988-1990), exercido por nomeação do Presidente José Sarney, começou uma política de distribuição de lotes em terras públicas, prometendo remover as favelas em torno de Brasília. Os assentamentos, que ainda hoje carecem de infra-estrutura, garantiram-lhe os votos para a histórica eleição de 1990, quando pela primeira vez se elegeu pelo voto direto um mandatário no Distrito Federal. A vitória de Roriz foi incontestável: maioria absoluta em primeiro turno.

No segundo mandato (1990-1994), a distribuição de lotes e a promessa de construção do metrô representaram a esperança de casa e a perspectiva de emprego para as populações pobres. Trabalhadores com famílias inteiras migraram de zonas carentes do Brasil para Brasília, seduzidos pela possibilidade de uma colocação nas novas obras de urbanização.

Durante o terceiro (1998-2002) e quarto (2002-2004) mandatos, Roriz conquistou um eleitorado seguro com sua política populista sem se importar com o inchaço populacional da capital, muito menos pelo seu visível desordenamento urbano. Ao invés de erradicar, Roriz incentivou e disseminou a favelização em Brasília.

Nos quatro mandatos, foram muitas as denúncias contra o governo de Roriz, a maior parte delas afetando justamente os mais necessitados, como os desvios de verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o superfaturamento da merenda escolar. Em diferentes processos, Roriz foi acusado de crimes contra a fé pública, improbidade administrativa, falsidade ideológica e até de racismo. Nada disso afastou seu eleitorado fiel que, ainda encantado pela imagem de ‘pai dos pobres’, editada por uma assessoria esperta e divulgada por uma mídia manipulada, conseguiu que Roriz fosse eleito para o Senado Federal em 2006.

No entanto, não foram necessários quatros mandatos na cadeira de senador para que Roriz mostrasse a todo o país o que os eleitores mais politizados do Distrito Federal já tinham percebido. Bastaram quatro meses. Atendendo a orientação de assessores que temiam por sua fragilidade vernacular e sua debilidade de raciocínio, Roriz silenciou durante seis dias após ter sido acusado de participar da partilha de um cheque de R$2,2 milhões, do Banco do Brasil, descontado no Banco de Brasília com a interferência do então presidente da instituição, Tarcísio Franklim de Moura.

Reaparecendo, Roriz fez, sobre os tapetes aveludados do Senado, o mesmo discurso messiânico que fazia nos grotões empoeirados da periferia do Distrito Federal, onde dominava as platéias com sua enganosa empatia. Não desconfiou que havia uma funda diferença na audiência. Com tom gaguejante e forçado, evocou santos e deuses em vão, negando explicações e camuflando a questão política ao assumir seu estudado tom religioso. Desnorteado, confundiu tribuna com púlpito. Era impossível crer no senador. Roriz queria que sua palavra de pastor fosse acreditada, suas lágrimas consagradas e perdoados seus insultos à gramática.

Um senador da República, pego e gravado em flagrante delito, não pode se esconder do país. Precisa sair de seu nobre refúgio, revelar-se e explicar-se. Mas o pregador que enganou em Brasília não consegue iludir o Brasil. Desta vez, o homem e o estilo se mostraram à Nação brasileira pelas câmeras de TV. Agora, sem manipulação, sem artifício. O Brasil viu e ouviu Roriz, nu e cru. Roriz concedeu a si próprio uma extrema-unção. Sem choro, nem vela.

Maria Jandyra Cavalcanti Cunha, lingüista, é pesquisadora do Núcleo de Estudos em Mídia e Política da Universidade de Brasília.

18 comentários:

Anônimo disse...

Aposto meu título eleitor que esta na gaveta ha 3 eleições, nunca mais votei, que NÃO vai acontecer nada com esse sujeito, e vai se reeleger com uma grande votação. Afinal, o povo ama os ladrões e espertalhões. No Brasil e especialmente em Brasília, a malandragem é uma virtude.
Como diria meus amigos OSCABELODURO: "Fodam-se Todos"

André X disse...

E eu não aposto, pois, infelizmente, você tem tudo para ganhar.

Daniel disse...

"Meus amigos prebeus que moram do lado direto do meu peito, bem no meio do meu coração!! BRASILHA é uma cidade linda!!! É uma cidade de jovos!!! É uma cidade de juventude!!! BRASÍA é a realização do sonho de João Bosco!!! A celebração das linhas de José Mayer!! Os encantos dos jardins de Paula Bulamarqui! Eu amo BRÁSILHIA!! Eu amo ela!! Amo-ela!! Me salve!!"
Joaquim Roriz, goiano, é senador da república e ex-governador do quadradinho....

André X disse...

ka ka ka ka ka ka ka!

Anônimo disse...

DEUS E MAMON

Na antigüidade, conforme sabemos, eram cultuados muitos deuses. Mamon, contudo, não era o nome de uma divindade e sim um termo de origem aramaica que significava dinheiro, riqueza. Jesus, no Evangelho, afirmou que não era possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).

Lembrando que na linguagem evangélica e consoante os costumes da época, servo era aquele que obedecia às ordens de um senhor e que as determinações divinas se acham sintetizadas no "amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo", o que seria servir a Mamon? A que diretrizes obedeceriam seus seguidores? Evidentemente, àquelas resultantes do egoísmo aplicado ao relacionamento humano, quais sejam: dureza, agressividade, astúcia, desonestidade...

As duas posições são realmente inconciliáveis. Devemos notar, contudo, que o Mestre não condenou a riqueza em si e relacionou-se fraternalmente com pessoas de todas as posições sociais. Na verdade a riqueza constitui também um tipo de prova, de experiência para o espírito que deve aprender a administrá-la de tal sorte que ela multiplique o trabalho e promova o progresso.

O que Jesus realmente reprovou foi o apego à posse material e o desejo de consegui-la a qualquer preço o que ainda hoje ocorre com freqüência e levou um filósofo de nossa época a afirmar que a religião do homem moderno era o "monoteísmo do mercado", expressão severa mas que traduz bem a atitude dos que buscam a posse como um fim em si mesma, fazendo dela o centro de suas vidas, a condição essencial de sua felicidade.

A Doutrina Espírita, ao estudar a questão da riqueza, situa-a como prova difícil pelos riscos a que expõe seus detentores mas que também, quando corretamente dirigida, é fator de progresso, conforme observou o próprio Codificador: "Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual".

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XVI (7).

João disse...

Os jardins de Paula Burlamaqui eu queria conhecer há alguns anos atrás.

Mas o vagabundo renunciou, infelizmente. Se matar que é bom, nada! O exemplo dos japoneses ainda não pegou por aqui.

Cadê o clip de Q se faz?

Anônimo disse...

RORIZ DEVERIA SER LINXADO! DUVIDO, SE ELE FOSSE LINXADO, OUTRO POLITICO TERIA CORAGEM DE FAZER O MESMO! DUVIDO!!

dunha disse...

o engraçado é q ele é cabloco e racista,só no brasil q tem mestiço racista!

Anônimo disse...

Como diz o X do Câmbio Negro em relação ao Roriz: queima no inferno vagabundo queima!!!

Paulo Henrique disse...

Sem falar que ele faz a classe média/alta pagar por toda essa fábrica de vagabundos. Roriz. Volte pra Goiás e deixe a gente em paz!!

Uma pausa para um video que adorei e recomendo http://www.youtube.com/watch?v=Sv55JusfEC8&eurl=

*O $BT está em processo de auto-destruição. Que bom. =)

Anônimo disse...

Apesar de toda gritaria da midia, mesmo que Roriz tenha renunciado, a raiz do mal continua lá, na propria mentalidade politica do congresso. Assim como Roriz e Palheiros, digo Canalheiros, exitem muitos outros. Alias, são quase todos.

Achei bacana o novo escandalo, pois atinge a bancada escrota do PMDB, que está totalmente dominada por empreiteiros e ruralistas da pior especie. Essa gente é a raposa do aquecimento global, que toma conta de um galinheiros de otários. É puro esquema de obra populista com latifundio de boi e soja transgenica.

De qualquer modo, Roriz enfim saiu vitorioso outra vez. Renunciou para se reeleger, e não duvido que consiga,. Ainda coloca seu colega suplente e amigo de maracutaia, o Gim Argelo, que vai entrar para não mais sair, pois quer a imunidade do Senado, para se safar das falcatruas que cometeu pela vida toda.

Ou seja, sai um pilantra, que logo vai voltar, e entra outro que apenas quer fugir da justiça.

Enfim, fortuna de Roriz começa com um rio de sangue, matando boi. Então vem para Brasilia, junto com uma tropa de goianos safados, para praticar uma politica populista criminosa, coisa que detonou inchaço e crescimento desordenado na Capital. Criou os seus currais eleitorais em Samambaia, Paranoa e condominios irregulares. Trocava terras publicas por votos e goianificaram tudo.

É curioso a figura de Roriz, uma anta goiana mumificada, fossilizada, totalmente gagá.

Asim assim continua com o velho cacoete de fazendeiro goiano pilantra, que já matou muito animal no horror holocaustico da pecuaria, Mesmo em sua sua velhice terminal, ainda vive como um dracula zumbificado que só pensa em maracutaia, que não se arrepende de nada.

A mumia pode estar com parkinson, cancer e alzaimer, pode ter disfunção cerebral, mas, como se tivesse um diabo no corpo, continua fazendo esquema de corrupção. É impressionante.

É por isso que eu digo: In Dog We Trust.

Anônimo disse...

Sim, obsevem a mumia Roriz: os olhos não tem vida, nem mexem. Tem voz de boneco de ventriloco e conta mentiras o tempo todo. Parece que já morreu, mas continua como zumbi goiano, que só pensa em matar boi e fazer esquema politico de corrupção.

Anônimo disse...

Vcs falam tanto de goiano, goiano pra ca, goiano pra la... O Brasiliense é um Goiano, "Goiano do Quadradim".
Isso é pra lembrar que existem muitos goianos legais, quem não conhece o MQN? o festival Bananada? sem falar no Zézé e luciano.
abç, que vou comer um empadão goiano cum Piqui

Anônimo disse...

Existem mesmo goianos legais, principalmente as mulheres bonitas (tem muitas). Mas tambem existe um povo caipira que é foda, que nem os goianos aguentam. Goiano que é legal mesmo concorda comigo. E Brasilia não é diferente.

Anônimo disse...

Os gemidos sertanejos de Zezé e Luciano é musica de corno caipira, isso não representa os goianos legais, muito pelo contrario. E pequi eu não gosto, tem um espinho sacana que fura o céu da boca. Prefiro sardinha frita.

Anônimo disse...

Goiânia atualmente é mais "rock" do que Brasília...

Anônimo disse...

Hoje Goiania pode ser mais rock, mas ainda é mais sertaneja que Brasilia.

Existem goianos urbanos, de cultura cosmopolita e internacional, mas tambem existem goianos caipiras, de cultura cafona e comercial.

Quem é goiano legal sabe e se envergonha disso. É como ser brasileiro: os bons cidadãos se envergonham das coisas ruins que existem no Brasil.

Não falo das raizes da musica sertaneja, nem da antiga cultura regional e suas tradições populares. Gosto muito disso, acho que deve ser preservado.

Falo é da cultura goiana de vaqueiro fazendeiro brega/cafona, de gente como Roriz, que fica rico devastando o cerrado, matando boi e plantando soja transgenica. Depois passam para a politica, para armar esquema de corrupção.

E o pior é que, com suas musicas e gemidos de corno, eles ainda monopolizam a midia.

Portanto, bem como em Brasilia, existe sim uma cultura escrota, politica e social, em Goiais e no Brasil todo, coisa que deve ser combatida. Assim como no resto do Brasil, uma boa parcela da população goiana é caipira, ignorante, fuinha e mediocre.

Isso deveria ser erradicado, através da educação. Então, como forma de estimulo e educação, é bom sacanear os goianos em geral, para que os legais sintam vergonha e lutem contra isso.

Anônimo disse...

E digo mais: Assim como em outros estados, Goiais elegeu no congresso uma camarilha do agronegocio, gente de uma extrema direita ruralista da pior especie, latifundiarios predadores que acabaram com o cerrado do estado quase inteiro.

São do PMDB, são da turma de Roriz e Renan. Adoram explorar boi, andar de SUV importada, escutam Zeze e Luciano, fazem esquema de maracutaia, grilagem, sacagem... São montados no dinheiro, caem na politica para viver em conjunção carnal com empreiteiras.

Trata-se uma cultura realmente asquerosa, sendo que os gemidos de corno, da musica sertaneja, que eles gostam, isso me tira do sério.