segunda-feira, setembro 05, 2005

Katarina

Bush sobrevoa Nova Orleans e diz: "Daqui de cima tá tudo azul, vamos voltar para a Casa Branca e liberar grana para bombardear escolas e mesquitas no Iraque."



O azar do povo de Nova Orleans e arredores é eles não terem petróleo, nem abrigarem um ditador sanguinário que gera ódio contra os EUA. Se tivessem, com certeza o Bush teria mandado helicópteros, médicos, marines e o caralho-a-quatro para ajudar as vítimas do furacão Katarina. Como era um povo pacífico, sem grande importância na economia global, com uma população composta principalmente por minorias, para que o Bush se preocupar? Melhor ficar torrando os milhões de dólares no Iraque.

E o mais gozado é que, já que o governo ianque não ajuda, quem vem para o resgate? O Chaves! Sim, aquele presidente da Venezuela que critica os Estados Unidos a torto e direita! Sim, aquele mesmo que vive se encontrando com Lula e Fidel, mas que prefere vender o seu petróleo para os gringos que pagam em dia e em dólar. Muito boa essa do Chaves, um golpe de mestre. A doação Venezuelana para as vítimas, até o momento, soma cinco milhões de dólares.

Outro que encheu o saco de esperar que o governo Bush ajudasse o seu próprio povo foi o ator Sean Penn, que pegou um barco e tentou, com as próprias mãos, fazer a diferença. Só que o barco dele rachou o casco e ficou à deriva. Um mico, mas um mico bem intencionado.

Mico de verdade foi a do Itamaraty, nosso Ministério de Relações Exteriores. Parece que a ajuda às vítimas brasileiras foi um desastre, quase nula. É sempre assim, você, brasileiro, se tiver que depender do Itamaraty lá fora, tá frito! Me lembro quando fiz 18 anos, morava na Inglaterra, pois minha mãe estava fazendo seu dotorado, e tive que ir para e embaixada me alistar. Fui tratado como lixo, eu e todos os outros brasileiros presentes. Enquanto isso, tratamento tapete-vermelho para os gringos. Hoje, os jornais trazem as reclamações dos brasileiros que receberam esse tratamento-Itamaraty em Nova Orleans.

Ver a maior economia do mundo ter que aceitar a ajuda da ONU, para alguns, é colírio. O que me assusta é que, se são tão incompetentes assim com assuntos internos, como é que estão lidando com os assuntos externos que afetam a todos nós, como a escalada do ódio-mulçumano contra todos? Isso é assustador.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Sinalização no Congresso

Pajelança na Capital!


Hoje tem festa em Brasília! Tem várias festas, regadas ao melhor que o dinheiro público pode comprar, mas você não está convidado e ainda vai pagar a conta! O Congresso ontem, num ato de irresponsabilidade fiscal, de inexistência de ética e de egoísmo corporativo derrubou veto presidencial que impedia o aumento de 15% para os trabalhadores (sim, eles se dizem trabalhadores) da casa. O impacto disso nas contas públicas é atroz, mas tudo bem, a gente tira um pouco da educação, um pouco da segurança e, por que não, um outro nhaco da saúde e pronto! mais grana para os barnabés do legislativo. O único jeito de unir os congressistas numa idéia única é quando o tema é aumento de salário. Reforma trabalhista, sindical, fiscal ou qualquer outro tema que possa beneficiar o Brasil? Esqueça, só com mensalão, distribuição de cargos e outros agrados.
Meu herói da semana (do ano talvez) é o Gabeira. Sensacional o que ele teve o peito de falar para o nandertal do Severino! Estou contigo, nobre deputado PV, vamos arrumar um jeito de derrubar esse símbolo de tudo que é ruim e retrógado na nossa política.
Se pudesse, cobraria preços difenciados nos shows da Plebe. Funcionário do legislativo pagaria o triplo, do judiciário o dobro, deputado teria que deixar uma mala de dinheiro na porta. Acesso para o camarim após o show? Só trabalhador com carteira assinada ou estudante ou aposentado (desde que não seja pelos cofres públicos). Já que ninguém faz a distribuição da renda, que pelo menos nós façamos a primeira tentativa.

quarta-feira, agosto 31, 2005

De Onde Viemos? Para Onde Vamos?


Não acredito na evolução das espécies, declarou a Governadora Rosinha. Casado com aquele troglodita Garotinho, até entendo a declaração da evangélica fervorosa (pelo menos enquanto as igrejas estiverem dando o apoio ao seu péssimo governo). Mas não precisava proibir as escolas públicas municipais de ensinar o que Darwin demostrou há séculos. Já imaginou o mico? O carioca, "experrto", que estudou em escola pública vai achar que realmente viemos de Adão e Eva! Que a cobra deu a maça e fomos expulsos do paraíso! Se deus criou Adão e Eva, dona Rosinha, eles não deveriam ter umbigo, mas isso já é outra história. O Presidente Bush, esse que vem pescar no Brasil no começo do ano que vem a convite de Lula (vão preparando os ovos!), também não acredita. Ele acredita em armas de destruição em massa, mas não acredita na evolução, que piada! O negócio não é de onde viemos, é para onde vamos? A Plebe vai para estrada, tocar. A Rosinha, o Bush e o Lula podem ir para o inferno!

terça-feira, agosto 30, 2005

Ovo Neles!


Dizem que o Lula só bebe uísque falsificado, porque o Genoíno dá dor de cabeça.
Péssima essa, eu sei. Me lembro quando estava na Unb, anos 80s, e o Kissinger visitou o campus. Levou ovo. O Genoíno, aí na foto, levou uma torta na cara. Bush também já levou tomates. O pai dele, após um comentário contra brócolis, teve a Casa Branca como alvo dos plantadores desse legume. Na França, os pescadores de sardinha depositaram toneladas de peixe morto na porta da prefeitura de Paris. São tipos de protestos legais, que não machucam ninguém a não ser o ego de alguns políticos. Torta neles!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Não julgue um livro pela capa.


Vejam o prédio acima. Bonito, não? Moderno, equipado com tudo que um edifício deveria ter. É da Procuradoria Geral da República. Custou uma fortuna aos cofres públicos. Agora, procurem na internet ou outra fonte de pesquisa a condição das escolas públicas no Brasil. Umas sem teto, a maioria com infiltração, sem luz, sem equipamento, tinta descascando, menos carteiras que alunos. Viram no noticiário a condição da UFF? Lamentável! Quer dizer, para os juizes, tem grana. Para o ensino, não.

Tenho uma teoria que é que o desenvolvimento de um povo pode ser medido por meio dos edifícios públicos que um país constrói. A relação é inversamente proporcional, ou seja, quanto mais suntuosos, menos desenvolvido é o país. Aplicando ao Brasil, vemos que estamos no fundo do poço. Nada justifica tribunais modernos, com ar condicionado central, vidros fume, espelhos de água internos, decorados com quadros bacanas, esculturas – um templo ao desperdício. Nos países desenvolvidos, os sérios, os prédios públicos são os mais discretos possíveis. Para que chamar a atenção com a fachada, quando o serviço oferecido é o que importa?

Em Washington, a maioria dos moradores não sabe onde fica o Federal Reserve, o banco central deles. É um prédio baixinho, que não chama a atenção de ninguém. Em Brasília, basta perguntar onde fica o Banco Central do Brasil e todos apontam: é aquela torre de 21 andares, com vidro preto, terraço no meio e recheado com quadros do Portinari.

Pagam mal aos professores, mas os técnicos dos tribunais ganham uma fortuna, ainda outras compensações como ajuda-créche, ajuda-terno, etc. Enfermeiros pegam horas de ônibus para chegarem aos hospitais públicos. Os juizes têm carros com ar pagos pelo erário, com motorista 24 horas.

A vida é dura para que é mole!

quinta-feira, agosto 25, 2005

Anarquia, Oi Oi Oi!


Outro dia estava ouvindo o nosso quarto disco, e a música Sem Deus, Sem Lei me chamou a atenção. Sim, certamente é uma letra anarquista, que visa o mundo ideal, onde não precisaríamos de regras e dogmas para vivermos bem uns com os outros. Pena que a imagem do anarquista foi tão deturpada nessas últimas décadas. Ser anarquista não significa pintar um A na camiseta, cobrir o rosto com um lenço e sair quebrando vidraças, dando porrada. Pelo contrário, é muito mais difícil. Trata-se de respeitar o próximo, influenciar por meio de ações boas, jogar flores, não pedras. Criar comunidades, agir localmente, pensando globalmente. Respeitar as diferenças.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Cariocada: a Plebe vem aí!

Atenção galera do Rio de Janeiro, Niterói e proximidades! A Plebe Rude estará fazendo dois shows, dias 8 e 9 de setembro, no Teatro Odisséia, no centro. Iremos experimentar músicas para o novo show. Servirá como um preparatório para o BMF, no dia 10. Leitores cariocas do blog, aparecam para trocarmos idéias ao vivo e dar nome aos anônimos e cara aos nomes.

Trash dos Trashes!

Imaginem um programa que mistura Hebe Camargo com Domingão do Gugu e é feito por argentinos. Imaginem que esse programa tenha um grupo de bailarinas iguais as do Faustão, com uma coreografia pior (sim, aquilo pode ficar pior!), só que desengonçadas. Imaginem que a figura central, o apresentador, está tão debilitado mentalmente pelo consumo de cocaína que precisa de outro apresentador para ficar ao seu lado ditando o que fazer. Imaginem, então, que esse outro apresentador parece um sócia do Rick Martin do subúrbio, com direito à cachecol roxo em volta do pescoço, cobrindo o terninho Armani.

Esse programa trash existe! É o Camisa 10, estrelado pelo Maradona! E é muito muito muito ruim! Trash total! Pior do que o Sílvio Santos na década de 70! E apareceu o Pelé! Que cantou com Diego! E teve uma argentina vestida de mulata tentando sambar!!!!! E apareceu uma bola-humana para dizer que sente falta das “carícias” que o Maradona fazia nela! E ele chorou para a bola!!!!

Não deixem de ver. É intragável. É trash total!

quinta-feira, agosto 18, 2005

Dirija a sua vida, não um carro

Hoje, tomava café e observava o transito pela janela da cozinha. Um rio de carros passava, todos apresados para chegar ao seu destino. Daí que me dei conta, a maioria dos automóveis continha somente uma pessoa, o motorista. A rua logo ficou congestionada, dando para observar as emissões poluentes dos motores distorcer a luz do sol. Fiquei pensando, que desperdício de espaço urbano, que falta de planejamento.

Não sei qual esse poder que carros têm sobre as pessoas. Ficam possessas, cada um querendo um mais potente, mais novo, maior. Na direção, esquecem toda civilidade, xingam quando são ultrapassados, ficam ofendidas quando são cortadas e podem até matar por uma batidinha qualquer. O pedestre é visto como o inimigo, as vias públicas pertencem aos automóveis, incluindo as calçadas. O motorista é um egocêntrico, se tranca no seu mundinho de metal e vidro, se isola do resto da humanidade e ai de quem estiver no seu caminho.

Carros isolam as pessoas, quebram canais de comunicação, poluem, matam, ocupam espaços públicos, gastam gasolina, entre outras coisas negativas. Sou muito a favor de um sistema de transporte público que fosse bom, atendesse a todos, a qualquer hora, abrangente e eficiente. Se fosse governador de Brasília, nos eixinhos iram circular somente ônibus elétricos. E muitos. E confortáveis. No meio do eixão, um trem de superfície. Metrô, de Planaltina até Samambaia. Mas nunca esperem isso de nossos políticos, eles já estão capturados pela indústria automobilística e petroleira.

Não entendo como Brasília foi projetada sem levar em conta o transporte público. Nem ciclovias passaram pela cabeça do Lúcio Costa! A capital federal é, proporcionalmente, a cidade mais perigosa para ciclistas no Brasil! Morrem mais ciclista por número de habitantes aqui do que no resto do país. Um absurdo. Ainda bem que o preço do petróleo está disparando. Há sempre um ignorante atrás do volante.

terça-feira, agosto 16, 2005

Mais Gatos, Mais Sacos

Atenção! Até a BMF, Mil Gatos no Telhado estará sendo tocada na Transamérica e na Jovem Pan, em Brasília. Se a receptividade for boa, pode entrar na programação. Favor, quem ouvir, dar a opinião. A letra trata do absurdo do brasileiro sempre achar que está tudo bem, que o Brasil é o país do futuro, só que esse futuro nunca chega. Os sinais estão claros! Há mil gatos no telhado e mil ratos no sobrado. Não tenha medo de mudanças. Em fim, grande letra do Seabra, lembrando a Plebe de antigamente, sem falar diretamente, mas por meio de simbologias que o nosso ouvinte já sabe decifrar.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Posh Spice: Linda e Burra

Quando minha filha, Alice, tinha 5 anos era a maior fã das Spice Girls. Hoje em dia ela não quer nem saber delas e morre de vergonha do passado vexaminoso (de acordo com suas próprias palavras). Eu, naquela época, elegi a Victoria Spice, também conhecida como Posh Spice, hoje Sra. Beckhan, como a mais legal. Caros leitores, peço desculpas, retiro o meu voto. Leiam a seguinte notícia que saiu no Estadão: Victoria Beckham diz que nunca leu um livro. Ela fez esta declaração a um jornalista espanhol. Explicando que prefere ler revistas e ouvir música, especialmente quando trazem seu nome na capa ou sua autobiografia.

Livros são mais poderosos que bombas! Valem muito mais que uma carreira de futebol! Mudam as pessoas mais que o rock! Que imbecil! Péssimo exemplo. A Alice tinha razão quando as abandonou e foi para o Offspring, que tem entre eles um PhD em microbiologia. Linda e burra. Linda, até envelhecer. Burra, para sempre.

O Gato Saiu do Saco!

Atenção! A Rádio Transamérica, no sul, estará tocando hoje, exclusivamente, a música Mil Gatos no Telhado! É uma iniciativa nossa, com a rede, enquanto as negociações com as gravadoras avança. Quem ouvir, favor comentar aqui.

Mais baú do fundo!


Enquanto esperamos as definições finais do CD, cavucamos no baú para mais ventos do passado. Essa é do Bem Brasil, julho de 2000.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Plebe Rude no BMF-Mix


Veja, acima, a programação do BMF. Sábado, dia 10 de setembro, estaremos tomando o palco junto com nossos irmão e colaboradores, Capital Inicial. Provavelmente, esse show marcará o início da mudança do repertório, com a inclusão de novas músicas. Mais detalhes no decorrer do mês.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Tasca a Velha!


Mordi a língua! O Lula não vai sair por aí beijando bebês. Ele vai, isso sim, distribuir selinhos em velhinhas! Deve ser a de Taubaté, aquela que não lê os jornais, não vê tv e acredita em toda declaração oficial do Palácio do Planalto.

Energia Limpa = Independência

Acredito que são as companhias de petróleo que empacam qualquer tentativa de substituir o combustível fóssil por uma fonte mais barata e limpa de energia. Os australianos tomaram a primeira iniciativa e vão construir um imenso painel solar para abastecer uma cidade inteira. Palmas! Se a gente conseguir nos livrarmos da necessidade pelo petróleo: 1. energia barata significa um melhoramento de vida para muitos; 2. as empresas de petróleo, a maioria americanas, perdem todo o poder; 3. os árabes deixam de fazer sentido econômico, teriam paz para construir o seu mundo mulçumano e se isolem do resto do planeta (mas seriam pobres como o diabo!); 4. a Petrobás fecha, significando uma economia em milhões só em salários de barnabés públicos e recursos para corrupção, que não precisarão mais ser gastos; 5. quem tiver um painel solar, não precisa pagar conta de nada, fica livre das estatais elétricas; 6. poderíamos aposentar a energia nuclear, Angra viraria um parque temático; 7. não seria mais necessário destruir a flora e fauna com repressas. Em fim, solução há.

Energia limpa, a salvação da humanidade!

quinta-feira, agosto 04, 2005

Manobras radicais num mar de lama.

Totalmente acuado, abandonado, tendo que, pela primeira vez desde que entrou para a política, pensar por si só, o nosso Presidente se volta para os desavisados, os sem informação, os que não tem como acompanhar os recentes acontecimentos, na tentativa de receber alguma solidariedade. Basta entrar no site da Radiobrás e verificar que a agenda presidencial mais parece a de um candidato. Encontro com taxistas, com o povo de sua terra natal, com estudantes – só falta comer bucho de bode e beijar criançinhas. E realmente está em campanha; esforça-se para não afogar no mar de lama que os seus partidários criaram.

Acho que agora a fachada caiu, todos estamos vendo o verdadeiro Lula: um fantoche na mão de alguns intelectuais de esquerda, com ranço pelo poder, que o escolheram com símbolo de seu partido, o PT. Eles identificaram o então operário do ABC como um porta-voz importante, arrecadador de votos e magneto de notícias. Por isso nunca o deixaram estudar, nunca o deixaram progredir como político e intelectual. Também nunca o estimularam a ocupar nenhum outro cargo público, como prefeito ou governador, por exemplo. Até quando o Lula foi deputado, não o deixaram participar de nenhuma comissão. Tudo isso para evitar que ele pensasse por si mesmo, o que fatalmente iria acontecer, e descobrir que não passava de um laranja, um manipulado.

Bom, agora está abandonado, pois o dedo-duro Jefferson resolveu chutar o pau da barraca. Todos seus colegas lhe viram as costas, mais preocupados em salvar a própria pele, e o incompetente do Lula se vê sozinho. Isso é um grande perigo para o nosso país, pois outros, piores intencionados, podem se aproximar para manipulá-lo. Então ele vai ao povão, aquele que não entende o que está acontecendo. Que não entende as manobras do PT e do Valério de se livrarem de um crime penal, preferindo um eleitoral, cuja a pena é uma simples multa. Não entendem que Lula usou caixa 2 no valor de milhões, que sangrou os cofres públicos. São aqueles infelizes que devido à falta de educação pública, não entendem nada a não ser os discursos patéticos do Presidente, com frases de efeitos e bravatas.

Pensei que depois do Collor, íamos amadurecer politicamente. Talvez depois do Lula.....

quarta-feira, agosto 03, 2005

terça-feira, agosto 02, 2005

Essa é do baú!

Quando lançamos o Enquanto a Trégua Não Vem, em 2000, fizemos uma série de programas de divulgação, entre eles o Musikaos, em São Paulo, de onde vem essa foto. A curiosidade é a seguinte: o Gutje, para variar, sumiu. A gente passou o som com outro baterista e o Clemente, que trabalhava no programa, ia dar uma palhinha. Cinco anos depois, ele está com a gente em todos os shows. Essa é a vida.

Gonzaga, populismo e o luto por Jean Charles.

Assisti abismado a consagração em mártir de Gonzaga o enterro do Jean Charles Menezes, morto pela polícia inglesa que o confundiu com um terrorista. Nem o Sérgio Vieria de Melo, representante máximo da ONU, em missão no Iraque, quando assassinado recebeu tantas honras. Vi o corpo do Jean Charles chegar em avião oficial, vi o Lula mandar ministros para representá-lo no enterro, vi o povo de Gonzaga colocar panos pretos de luto nas janelas e vi o prefeito declarar o dia como feriado municipal.

Alguém se lembra, mês passado, quando uma senhora tentou atravessar o Rio Grande, fronteira do México com os EUA e morreu afogada? Teve algum prefeito que declarou estado de tristeza municipal? No Brasil, só se torna mártir quem a imprensa quer.

Eu não fiquei de luto pelo Jean Charles. Estou de luto é pela incapacidade de nossos políticos de darem educação para nosso povo, obrigando-o a imigrar ilegalmente para fora como único jeito de sustentar a família. Estou de luto pela capacidade de nossos políticos de aproveitarem uma situação dolorida para a família do morto, usando os mais indecentes gestos populistas para se promoverem. Estou de luto pela ignorância de nosso povo em cair nessa.

Alguns dados que me chamaram a atenção nesse episódio: a polícia britânica mata, em média, duas pessoas por ano. A paulista, só em 2004, matou 313. Essas são as estatísticas oficiais, imagine as verdadeiras! O Jean Charles deve ter feito alguma coisa, como correr em direção ao trem, para ter levado oito tiros. Um tudo bem, poderia ter sido um engano, mas oito?!?

O governo inglês imediatamente se desculpou, inclusive mandando seu embaixador para Gonzaga para pedir perdão e, claro, negociar uma compensação para a família, que dizem ser na ordem de US$ 2 milhões. O governo Lula, até o momento, nem se pronunciou sobre as várias crises éticas e políticas de qual é ator principal. E será que vai compensar o povo pelos seus erros? Espere sentado.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Noitícias do Front.

Ainda estamos no ar! A pausa dos últimos dias deveu-se a dificuldades operacionais. É que estou de férias e o meu plano de atualizar o blog aqui de casa foi água-à-baixo quando a internet falou. Mas hoje, como podem reparar, já está tudo consertado e vamos lá!

Quinta-feira passada, à noite, fizemos uma audição de todas as faixas do CD, como foram mixadas pelo Philippe Seabra no estúdio Mega, no Rio de Janeiro. O arrepiómetro foi à mil, muito bom mesmo. Hoje, decidimos a ordem das músicas. O último passo, no que diz respeito à parte sonora, vai acontecer na quarta à noite, quando o Philippe volta para o Rio para masterizar o CD. Depois disso, é só mandar prensar.

Quanto às negociações, queria explicar um pouco em que pé está. Hoje em dia, as gravadoras não dão nada além de uma distribuição. Isso deixa todas em pé de igualdade, seja grande, multinacional ou independente. Temos algumas propostas, mas muita coisa só na palavra. O Ivan está tentando conseguir a melhor garantia de que o CD estará disponível a todos que queiram comprar. Em todas as lojas. Isso é o que interessa. Uma decisão deve sair nos próximos dias.

Finalmente, quem viu o Philippe no Fama? Eu não, pois não assisto TV aberta, por isso quero ouvir de quem viu. Outra: amanhã devo estar no Multishow, num programa da Oi! Fui!

sábado, julho 23, 2005

SID GOES TO HELL. (Uma fotonovela de Alice e André X)


Olha, o Sid Vicious morreu!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O ENTERRO DE SID VICIOUS

El Diablo: "Bem-vindo ao inferno, Sid Vicious!!!"
Demonique: "Tanto te esperamos que finalmente chegou!!!"

Sid: "Caraca!!!!! Os Beatles no inferno!!!"

Caverinha: "Porque o espanto, Sid???"

Sid: "Buááá,buááá,eles não merecem estar aqui!!!Não quero passar a eternidade com os Beatles."

Lennon: "Punk is dead..."
Paul: "Sorry!!"

"Cada um tem o inferno que merece..."

quinta-feira, julho 21, 2005

Assuma, Luma!

Assuma, Luma! Todos já sabem, deu até no The Independent, seriíssimo jornal inglês. Deu no jornal, assim como você dá por aí, ambos procurando o máximo de publicidade, de retornos financeiros pela exposição pública. Ou vai ficar posando de “empresária e modelo” (como gosta de ser referenciada)? Sabemos o produto que você empresaria e que sua pista de desfile é na horizontal (se bem que dizem que é boa na vertical também!).

Para quem não sabe do que estou falando, o jornal inglês publicou, hoje, um artigo sobre prostituição no Brasil e, para ilustrar a matéria, acertadamente, colocaram uma foto da Luma de Oliveira. Ela ficou indignada! Quer processar, já mandou o advogado para Londres (será que ele estava no metrô na hora da explosão?). O advogado, que estava de férias em Nova York, relata que recebeu um telefonema de uma Luma muito indignada. Ainda bem que não falou “muito puta”, pois aí todos achariam que ela estaria na condição normal, do dia-a-dia.

O teor da reportagem é sobre umas festinhas organizadas pela alta diretoria da Volkswagem/Brasil regadas a sexo. Ah, agora a ficha caiu, Luma ficou puta (desculpe a redundância), ops, digo, revoltada porque não foi convidada! Ah, querida empresária, modelo, produtora e socialite, deve ser porque você é muito chique para andar num fusca! Ou tava com a agenda tomada com outros compromissos na qual seria fotografada por um número maior de jornais sensacionalistas?

Desculpem pegar no pé dessa criatura, mas essa velha enxuta, para mim, é o pior exemplo para a nova geração. O exemplo que ela passa é de que estudar, batalhar e se esforçar não vale a pena, é uma perda de tempo. O negócio é casar com um ricaço, divorciar, fazer uns mini-escândalos, e viver dos frutos. Adriane Galisteu perde.

quarta-feira, julho 20, 2005

Fotos da Festa no Orange, em 14.07.2005


DJ Montana diz: I Want You!

Meu comuptador com todas as m�sicas funcionando a todo vapor.

Pista do Orange em 14 de julho de 2005. DJ X em a��o.

Fotos Porão do Rock, 09.07.2005


Philippe Seabra concentrado.

Duelo de guitarras no Por�o do Rock.

segunda-feira, julho 18, 2005

Seis já mixadas!

Philippe Seabra veio passar o fim-de-semana em Brasília, para tocar no Clash City Rockers, e trouxe seis músicas já mixadas para ouvir. Só posso dizer isso: está muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom! Realmente a espera está valendo a pena.

Ainda estou atrás de fotos do Porão do Rock para botar no Blog, ninguém tem?

quarta-feira, julho 13, 2005

Notícias do Front - Mixagem Vento em Popa

Philippe está no Rio de Janeiro, no estúdio Mega, mixando as doze faixas do novo CD, entitulado Erre ao Contrário (ou R ao Contrário, tanto faz). Um anônimo me perguntou: se o estúdio do Philippe é tão bom, porquê mixar fora. Bem, são processos diferentes. Imagine uma filmagem. O ato de filmar, de registar as cenas, são feitas pelas câmeras. A montagem do filme, num outro equipamento próprio para isso. Com gravações é a mesma coisa. Registra-se o som numa espécie de equipamento, que tem no estúdio do Philippe, e mixa-se com outro, que é muito especializado e caro e por isso estamos no Mega.

A capa está 90% pronta. Está sendo feito pela Eye Design, de Brasília, projeto gráfico de Cláudia El-moor. E as fotos, também já feitas, tiradas pelo Nicolau El-moor. O conceito da capa: elegantemente agressivo, ou agressivamente elegante.

As negociações com as gravadoras também estão muito adiantadas. Todas estão mandando representantes ao estúdio ouvir as mixagens. A definição de qual vai lançar sai esses dias.

That's All Folks!

segunda-feira, julho 11, 2005

Sobre o Porão do Rock

Massacration

Fui na sexta, acompanhado da minha filha, para rir com o Massacration. E eles entregaram aquilo que foi combinado: diversão, sátira e heavy metal. Muito gozado. Mais gozado ainda é um bando de metaleiro levar aquilo à sério. Isso é assustador...

Tenda Eletrôncia na Sexta

Quando me chamaram para DJ, os organizadores me avisaram: "olha, na sexta, é noite dos metaleiros, portanto, na tenda eletrôncia, vamos tocar rock". OK, lá vai o André escolher as faixas de rock para tocar. Só que esqueceram de avisar o público! Muita gente lá queria eletrônico! Muita gente queria balançar o esqueleto nos grooves para afastar o frio. Muita genter queria heavy, outros clássicos do rock. Na verdade, era impossível agradar a todos. Cansei de ficar levando dedos, e ataquei de Africa Baambaatta. Que saudades das pistas onde o pessoal queria ouvir músicas novas....

O Show

Estava em casa, terminado de lanchar e toca o telefone. Era o Raul, um dos organizadores do Porão: "se vocês não estiverem no palco dentro de quinze minutos, vão ficar para o final!" Acho que nunca dirigi tão rápido pela W3 norte! Cheguei no local junto com a van do resto da banda, que pela cara, também receberam o mesmo recado. Nem fomos direito para o camarim, deixar os casacos, e direto para o palco. O show foi adrenalina pura. Do meu ponto-de-vista, sensacional, com o público curtindo muito. Faz tempo que a gente espontaneamente não emenda as cinco primeiras músicas. Bam! Uma atrás da outra, sem pausa. A nova foi muito bem recebida, tem gente que até já aprendeu o refrão! Do palco, direto para as entrevistas coletivas, campanha pra usar camisinha, campanha para dirigir sem beber, etc... Ufa, lá pela madrugada consegui entrar no camarim para tomar umas e algumém me avisa: hora de evacuar o camarim! Tá certo, temos que manter o cronograma...

Li opiniões opostas do show. Tem gente que adorou, gente que achou fraco. Sou suspeito, mas, para mim, foi o melhor de todos deste ano. E eu até solei em Até Quando! he he he.... não esperem isso de novo.... he hehe.

Até agora, não tenho fotos para postar, se alguém tiver alguma boa, favor mandar que eu ponho no ar, com créditos, claro!

quarta-feira, julho 06, 2005

Libertadores - a tentativa de tapetão paulista!

É sempre assim. Os grandes se unem e não deixam os pequenos aparecerem. O São Paulo, morrendo de medo de joga na Arena da Baixada (o único estádio do Brasil aprovado pela Fifa, caso haja uma copa aqui), utilizou uma cláusula esquecida no regulamento das Libertadores e fez com que o primeiro jogo da final fosse transferida para Porto Alegre. E a imprensa, morrendo de medo do título sair do eixo Rio-São Paulo aplaude. Eu já estava satisfeito em chegar na final, agora, faço questão de vencer! Vamos ao gramado!

André X - Punk DJ no Orange!

Paralelamente à mostra de 30 anos de punk no CCBB, em Brasília, aceitei o convite do meu amigo JVC para ser DJ numa noite punk no Orange, boate que fica no Gilbertinho, no Lago Sul. Dia 14 de julho, próxima quinta-feira, quem quiser curtir punk 77 (Clash, Pistols, SLF, Damned, Stranglers) e satélites (Specials, Madness, Iggy Pop, New York Dolls) pintem lá. Parece que o JVC vai sortear dez CDs gravados por mim com músicas da época, mas não tão conhecidas. Preparem para pogar a noite toda!

quinta-feira, junho 30, 2005

Plebe Rude no Porão do Rock

Totalmente 100% confirmadíssimo! Plebe Rude tomará conta do palco principal do Porão do Rock no sábado, dia 9 de junho, lá pelas 22 horas. Esse é um festival tradicional de Brasília, feita por um pessoal que tem a música como principal fonte de inspiração. Conheço o trabalho que eles têm, como é duro fazer um evento desse porte e o cuidado que entra na concepção e organização. Eles estão de parabéns e fico feliz em participar.

O Porão é especial para a Plebe pois foi graças à insistência dos organizadores que a gente se regrupou em 2000, gerando a possibilidade do disco ao vivo. Pena que, por motivos de personalidade, interesses e incompatibilidade, não fomos muito adiante. Agora será a chance de testar a nova formação diante de um público querido, mas exigente. Vamos à luta!

E para quem quiser mais, o André X estará discotecando clássicos do punk e obscuridades do rock na sexta feira, dia 8, junto com o Balé, baterista do Escola de Escândalo e companheiro inseparável nessas aventuras sonoras.

Para quem quiser conhecer mais: www.poraodorock.com.br.

terça-feira, junho 28, 2005

DESARMAMENTO JÁ!

Em que tipo de país você quer morar? Todos temos uma resposta, que, na maioria vezes, quando respondidas por pessoas esclarecidas, incluem as palavras justo, paz, oportunidade igual, livre de violência e paz. Pois bem, como vocês devem saber, está sendo discutido no Congresso Nacional a emissão de um plebiscito no qual a população brasileira vai responder se armas de fogo devem ou não ser comercializadas no Brasil.

Como vocês devem imaginar, o lobby da indústria bélica está em peso tentando convencer os nossos “nobres” deputados e senadores a não aprovarem o texto do plebiscito, a deixar o assunto morrer, empurrando com a barriga até que caia no esquecimento.

Eu confesso que me sentiria bem mais seguro morando num país onde armas fossem ilegais e, claro, houvesse uma repressão imensa em cima dos portadores de armas, paralelo a campanhas maciças de desarmamento da população. Alguns dados para vocês considerarem:
· Pesquisa da UNESCO – “Cotidiano das Escolas: Entre Violências” –, realizada em escolas públicas de cinco capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belém), além do Distrito Federal, revela que 35% dos alunos (585 mil estudantes) e 29% dos professores entrevistados disseram que viram armas.
· No Brasil, os civis possuem cerca de 10 vezes mais armas do que os órgãos de governo.
· Ao mesmo tempo, o país é líder mundial em número anual de mortes por arma de fogo.
· Estudo determinou que mais de 38.000 pessoas morreram em 2002 de ferimentos causados por armas. O número inclui as vítimas de homicídios, suicídios e acidentes, e coloca o Brasil em primeiro lugar, com o mais alto número de mortes dessa natureza no mundo. Houve 30.242 mortes relacionadas a armas nos Estados Unidos em 2002.
· Mais de 550 mil pessoas morreram vítimas de disparos de armas de fogo no Brasil entre 1979 e 2003, num ritmo crescente e constante.
· Segundo o estudo, nesses 24 anos, as vítimas de armas de fogo cresceram 461,8 por cento, enquanto a população do país cresceu apenas 51,8 por cento.

Sei que não é uma solução, mas sim um primeiro passo para civilizar a nossa sociedade. Claro que um aporte fenomenal na educação seria muito mais proveitosa, mas acredito que um dia chegaremos lá (quando o Sarneys, Calheiros, Dirceus, ACMs, Barbalhos da vida sumirem).

O que você pode fazer? Mande um e-mail para o seu deputado, dizendo que está de olho na atuação dele nessa questão. Vamos pressionar, nos fazer ouvir.

Punk no CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil montou uma mostra sobre os 30 anos do punk. A primeira vista, pode parecer uma captura do movimento pelo sistema. Um banco oficial bancando uma mostra sobre o punk? Será que é o que o Clash cantava em White Man in Hammersmith Palais: "you think it's funny, turning rebelion into money"? Mas é muito válido, pois que movimento é esse que tem 30 anos e ainda interessa a todos. Depois de três décadas, não é mais movimento, é espressão cultural. Nada mais apropriado filtrar e distribuir as informações a respeito por meio de um centro cultural.

Se vocês só puderem assistir a um filme, assistam Rude Boy, do Clash. Não é um documentário, não é um musical (graças a Deus!). Trata-se da história de um menino que mora num bairro operário pobre na Inglaterra. Assistindo a esse filme que o Philippe e eu escrevemos as letras de Mentiras Por Enquanto. Muito bom, e, de quebra, tem cenas com o Clash - que escreveram a história.

Muito recomendado também assistir aos Dead Kennedys, Siouxsie & the Banhsees e the Jam, para reconhecer que o punk, no seu início, tinha várias caras, vários tons. Depois é que virou uma sonoridade só, infelizmente.

Não poderia deixar de mencionar o filme O Começo do Fim do Mundo, sobre o punk paulista. Sensacional terem incluído esse filme na mostra! Parabéns pela equipe que conseguiu recuperar essa gema. Esse festival, mesmo a distância, influenciou muito a galera de Brasília.

Já o Sid & Nancy mostra uma visão errada do que foi esse panaca, garoto mimado metido a punk. Não expõe, por exemplo, que ele não tocava nada, que o resto da banda preferia estar longe dele e que ele tentava a todo custo imitar o Dee Dee Ramone. Retrata o Johnny Lydon de forma imbecil, nada tendo a ver com o genial Rotten. O Lixo e a Fúria já é bem melhor.

Deleitem-se.

quinta-feira, junho 23, 2005

Mais Punk

Esse debate todo sobre o punk trouxe uma onda de saudosísmo. Como era bom descobrir as bandas novas no fim dos anos 70s! Cada uma levando o rock noutra direção, temperando a revolta com outros sons e sabores. A transição dos Pistols, Clash e Damned para Joy Division, Cabaret Voltaire e Cure, para Sisters of Mercy, Jesus & Marychain foi bem lógica para mim. Por isso nunca aceitei o hardcore, que não permitia variações, experimentações. Criou suas regras e todos eram obrigados a seguí-las. Essa mesma euforia eu senti em meados dos 90s quando descobri a cena eletrônica. Aliáis, me identifiquei muito com a galera eletrôncia de Brasília, correndo atrás de sua própria diversão e sons. Me lembrou muito dos primeiros punks candangos. Pena que o Luciano Hulk, o Acioli e um monte de outros playboys adotaram o eletrônico com trilha sonora de suas vidas. Pena que a MTV transformou a revolta em dólares. Porque alguém ouve Green Day ao invés de Stiff Little Fingers está além de minha compreensão.

sexta-feira, junho 17, 2005

Punk ou Punkeca?

A Plebe é punk? Vejo as duas mil e tantas pessoas da comunidade Plebe Rude no Orkut discutir o assunto. Muitos afirmam categoricamente que não!, nunca é, nunca foi. Outros defendem que sim, que as origens mostram ser cem por cento punk. O ser humano tem uma necessidade intrínseca de rotular tudo que o cerca. Ele precisa, porque precisa, nomear, apontar, apelidar, catalogar. Acho que o faz sentir mais seguro.

Lendo a coluna do Clemente no site da MTV intitulada “O Pai da Criança”, , outra discussão sobre o punk reaparece: quem inventou o punk tupiniquim: São Paulo ou Brasília? São temas recorrentes que vou tratar juntos, a seguir.

Primeira coisa: nos anos setenta não havia esse fluxo de informação em tempo real, nem a facilidade de comunicação que existem hoje. Não havia internet, as notícias chegavam atrasadas, eram filtradas pela imprensa escrita e falada. Para conseguir um LP importado, era um sacrifício! Não existia internet, nem celulares, nem TV a cabo, nem MTV, nem vídeo-clipes (sim crianças, tal época existiu não muito tempo atrás!). As tarifas DDD eram muito caras, ninguém ficava falando ao telefone em chamadas interestaduais. E mais: estávamos numa ditadura e existia censura!

Nesse cenário, não havia possibilidade de alguém em São Paulo saber do que se passava no underground brasiliense, nem vice-versa. Eu soube do começo do punk, lendo uma reportagem na extinta versão brasileira da Rolling Stone. Achei interessante. Quando o Fê Lemos, hoje baterista do Capital Inicial, foi para a Inglaterra, acompanhando o pai que estava lá para tirar seu doutorado, em 1976, viu a coisa acontecer. Sex Pistols, Clash, Damned e Stranglers foi onde tudo começou. E ele mandou fitas K7s que eu ouvia sem parar. De uma hora para a outra, meus discos do Led Zep, Deep Purple e Rush não faziam mais sentido. Aguçou a minha curiosidade política. Comecei a desconfiar dos mais velhos, não queria nada com a visão pós-hippy de minha geração.

Essa foi a semente, no DF, para o surgimento do Aborto Elétrico, da Bliz 64 e, mais tarde, dos Metralhas, entre outros. Adaptamos o punk à nossa realidade e, sim, fizemos uma diferença! Conseguimos converter um monte de pessoas e criamos um movimento cultural que até hoje é sentido em Brasília, não só na música, com também na fotografia, no cinema, nas artes, etc.

Simultaneamente, em SP, jovens vivendo outra realidade também foram contaminados pelo punk inglês. Também adaptaram o movimento e as idéias para sua própria realidade, bem mais dura e violenta do que a nossa. Esse processo todo o Clemente descreve bem em seu artigo.

O que quero mostrar aqui é que NÃO IMPORTA quem inventou antes. Foram os dois! Cada um sem saber da existência do outro. Me lembro que quando chegamos em São Paulo pela primeira vez para tocar no Napalm, viramos fãs e admiradores dos punks paulistas. Ratos de Porão, Inocentes, Fogo Cruzado, Olho Seco, Cólera – aquilo para a gente era o máximo! Nos identificamos muito com as idéias do João Gordo, do Redson, do Clemente. Para mim, esse trio são os verdadeiros intelectuais do underground brasileiro. Ouçam eles, meus jovens!

Voltando à comunidade Orkut: não vou ficar defendendo se somos ou não punk, não devo isso à ninguém. Só sei que me sinto muito punk, me orgulho de ter feito parte do movimento em Brasília. Não gosto da imagem do punk que a imprensa, principalmente a Globo, faz. Deve ser essa que esse pessoal tem como referência. Jaqueta de couro com um A nas costas, rosto coberto por um lenço e uma cabeça cheia de clichês. É assim que devem imaginar um punk. A Plebe Rude foi a única banda candanga que nunca renegou o rótulo. Me lembro de Legião e Capital se dizendo New Wave, um rótulo que carregava muito menos cobranças ideológicas do que o punk.

O punk paulista e o brasiliense certamente seguiram caminhos diferentes. Os primeiros foram para o hardcore, tiveram contato com o punk escandinavo. Nós seguimos uma linha mais experimental, mais sombria. Mas as origens foram, como não poderia deixar de ser, a mesmas.

Fim de conversa!

quinta-feira, junho 16, 2005

Na Raça!

Não sou eu quem diz, é o Estado de São Paulo:

Santos - O lanterna do Campeonato Brasileiro é um dos quatro melhores times da América do Sul. O Atlético-PR derrotou o Santos, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, por 2 a 0, e está na semifinal da Copa Libertadores. Jogando com muita raça, a equipe paranaense voltou a superar o Santos, pois vencera em Curitiba, por 3 a 2.

Que venha o Chivas!

quarta-feira, junho 15, 2005

Porquês e Comos?

Perguntar não ofende e eu só quero uma explicação simples. Alguém poderia me dizer:

· Como é que o GDF não tem dinheiro para investir na saúde básica - vemos diretores e médicos do Hospital de Base pedir demissão pois não tem condições de continuarem a atender a população - e o Roriz arruma 4 milhões de reais para embonecar o estádio Mané Garrincha para a partida Brasil e Chile, programada para setembro?
· Porque a reação de que não é possível um bom político de passado humilde, quando se referem ao Lula? Na verdade, não é possível um bom político sem estudo e base, não importa o passado, humilde ou não.
· Como que o Rio de Janeiro consegue se manter um lugar tão legal, apesar dos Brizolas, Rosinhas, Garotinhos e Beneditas?
· Porque o Furacão não ganha uma no Brasileirão?
· Como controlar a ansiedade da espera do novo CD?

sexta-feira, junho 10, 2005

Notícias do Front - O Que Se Passa.

No Orkut, na rua, na noite, nos bastidores dos shows - todos querem saber quando sai o novo CD. Tem muita coisa rolando, coisas boas que saberão em breve. Mas não posso adiantar nada, ainda. Só posso dizer que: a capa está sendo criada, o disco está para ser mixado e masterizado e as negociações com a gravadora estão bem adiantadas. Durmam tranquilos e confortem-se: nossa ansiedade está bem maior do que a de vocês!

quinta-feira, junho 09, 2005

Resumo das últimas semanas.

Leitura: Revista Nossa História - ganhei uma assinatura para o dia dos namorados!

Música: O excelente box-set Transmission Blast, com quatro CDs de todas as gravações, em estúdio e ao vivo, feitos pelo XTC na BBC. Tem algumas músicas que no disco oficial vêm cheio de detalhes, mas na BBC, por limitação de canais de gravação, são apresentadas de forma muito mais simples. E seguram muito bem! Para fãs.

TV: Lost (tá bom demais!)

Não-TV: Saia Justa. Saiu a Fernanda Young, a Marina e Marisa Orth. E elas fazem falta! Caramba, a tal da Luana Piavoni, uma das substitutas, é uma anta ao quadrado! Ontem, quando estavam discutindo o problema da ostentação da elite brasileira, ela se preocupava em comer chocolates. Deveria se restringir àquilo que faz bem: andar de vestido curto sem calcinhas e dar para quem tem conta bancária com mais de seis dígitos.

Esporte: Atlééééééééééético! Furacão rumo à Tóquio!

Não-Esporte: Parreira (será que ninguém mais percebe isso?!?)

Comida: Bolo de Cenoura acompanhado de leite de soja gelado.

segunda-feira, junho 06, 2005

ANTITABAGISMO - PARTES 4 & 5 E CONCLUSÃO.

Razão 4: Degradação dos Serviços Públicos.

É sabido que o cigarro foi responsável por 28% das mortes no serviço público de saúde no ano passado. Fazendo uns cálculos, significa que o governo deve gastar uns 35 a 40% de seu orçamento para a saúde tratando de fumantes vítimas de doenças cardíacas, pulmonares, distúrbio neurais e outras doenças provocadas pelo tabagismo. Os recursos do governo são limitados. Esse dinheirão gasto em fumantes poderia ser muito melhor aproveitado equipando nossa rede de ensino fundamental, investindo na segurança das cidades, construindo hospitais melhores, entre inúmeras atividades que beneficiariam o povo. Ou seja, o fumante é diretamente responsável pela degradação dos serviços públicos. Sob essa ótica, o fumante é um ser egoísta, que nos expõe a serviços públicos mal prestados por causa de um mimo particular.

Razão 5: Destruição de Culturas.

Essa é fácil de se observar. Durante os quinhentos anos que estudamos o hábito dos índios sul-americanos de mascar a folha da coca, não existe um só caso documentado de morte. Mascar a folha é tão importante para esse povo, que até distâncias eram medidas em quantas folhas davam para se mascar durante o trajeto. Vem o homem branco, joga agente laranja em suas plantações, proíbe o uso. Acaba com a cultura e, em contra-partida, introduz o tabaco, que ele controla e é detém os lucros sobre as vendas.

Fizeram isso com os trabalhadores mexicanos que fumavam marijuana, no século XIX, nos EUA; com os chineses que fumavam ópio e foram a principal mão-de-obra nas construções das ferrovias americanas. Em nome da civilização, de proteger as crianças, arrasamos culturas seculares e damos tabaco, cigarros em troca.

Conclusão.

A Plebe é uma banda não fumante. Não existe ninguém fumando tabaco em nossos camarins. Acima de uma decisão de saúde, é uma decisão política. Se você fuma, ou conhece um fumante, reveja as razões acima e faça a sua decisão.

Roriz: o Gobbles do Goiás!

Marketing político é hoje o esforço que mais elege candidatos. Não é a plataforma, a bagagem, o currículo como administrador público. É como sua imagem é vendida aos eleitores. Marketing político é também o esforço que mantém um governo popular. Não é como está atuando, como está resolvendo os problemas do país, como está cuidando da economia. É como se apresenta ao povo.

O grande mestre, inovado do marketing político foi o Herr Gobbles, Ministro da Propaganda do governo nazista de Adolf Hitler. Por meio de suas intervenções, Gobbles conseguiu o fanatismo necessário do povo alemão para as loucuras de seu mestre.

Mas tem que ser bem feito! Querem um exemplo de uma tentativa de marketing político, de manipulação de dados transparentemente, ingenuamente mal feito? Acessem o site www.df.gov.br e vejam a tentativa do Roriz de produzir dados positivos sobre a sua gestão. Tem uma enquete que é a seguinte:

O que você acha da mobilização “Ação Reage” que tem o objetivo de despertar o espírito de cidadania na comunidade?
1. Positiva, pois promove palestras sobre entorpecentes afastando os jovens das drogas.

2. Interessante, visto que permite que a comunidade usufrua serviços de cabeleireiro

3. Importante, pois verifica a pressão arterial da população além de realizar testes de glicemia


Reparem que todas as respostas são positivas para o “guvernador”! Isso é ridículo! Não importa como responder, sempre será positivo para o GDF! Se der a primeira, ele vai ao ar e fala: “a esmagadora maioria da população acha meu programa positivo!”. Se der a segunda, utiliza a palavra interessante, se a terceira, importante.

Não acreditem em pesquisas de opinião. A prova está acima.

sexta-feira, junho 03, 2005

ANTITABAGISMO: PARTE 3

Razão 3: Pelo Fim das Muletas Emocionais.

Quando vemos um alejado na rua de muletas, um perneta utilizando um par de muletas para se locomover, sentimos pena e desejamos que ele, um dia, consiga se livrar delas. É assim que eu me sinto quando vejo um fumante. As muletas do viciado são os cigarros que ele fuma. E tem uma diferença entre os dois casos: o perneta quer se livrar de suas muletas, o fumante não.

Cigarros são muletas emocionais, servem para dar apoio aos fumantes quando esses se sentem ansiosos, tímidos, fora do lugar, entre outras emoções. Por isso que tanto adolescente fuma: são introduzidos ao cigarro numa época da vida quando o ser humano passa pelas maiores mudanças sentimentais. O problema é que se a gente não aprender a lidar com essas emoções, nunca vamos ser seres humanos completos, sempre vamos depender de algum apoio para disfarçar sentimentos com os quais nunca aprendemos a controlar.

O adolescente tem naturalmente um complexo de inferioridade. Dizem que o cigarro, a nicotina, o ajuda a disfarçar esse sentimento. Ele vai disfarçando, disfarçando, se apoiando no cigarro, e nunca se livra. Fica emocionalmente e, depois do uso constante, físicamente viciado. Não confio muito em fumantes por esse motivo, não gosto de pessoas que utilizam supefúgios para fugir das situações complexas.

É uma covardia o que fazem com os adolescentes quando se trata de cigarros. A indústria conseguiu camuflar esse ataque covarde por meio de filmes, comerciais, anúncios esportivos, bandas, músicas, etc. E todos caem como trouxas.

quinta-feira, junho 02, 2005

ANTITABAGISMO - PARTE 2

Razão Nº 2: A Hipocrisia da Elite Dominante.

O mundo civilizado – como gostam de ser chamados os aliados americanos, incluindo a Europa e o Brasil – estão numa cruzada contra as drogas, certo? Bem, vamos analisar um pouco essa dita guerra, que já consumiu tantos bilhões de dólares e vidas.

Ano passado, 500 pessoas morreram por dia nos EUA, a razão direta sendo o álcool. Mil pessoas morreram por dia por causa direta do cigarro. A cocaína destruiu cinco vidas por dia e a maconha nenhuma. Se fosse séria essa bravata contra as drogas, analisando friamente os dados, contra quais substâncias tóxicas vocês acham que um governo sensato dirigiria suas políticas públicas?

A única razão da lei seca ser suspensa nos EUA, na década de 1930, foi porque a queda da bolsa de valores deixou o governo tão liso, com tanta necessidade de fundos extras, que foi obrigado a legalizar a bebida e, assim ter algo novo para taxar.

Não vejo helicópteros do Exército jogando veneno em cima das plantações de tabaco da Souza Cruz. Mas fazem em cima de plantações artesanais de maconha. Não vejo milhares de soldados mercenários contratados pelo George Bush invadir o Kentucky, maior plantador de tabaco do mundo, prendendo e matando agricultores inocentes e destruindo casas, igrejas e prédios públicos, como fazem na Colômbia e Bolívia.

Quando invadem um país, os Marines dão cigarros à população, que precisa de comida, água, medicamentos e condições de vida normal. Precisam de tudo menos ficar viciados em cigarros! Mas faz parte da política americana de defender a sua principal indústria. Veja os filmes de Hollywood, propagam mundialmente o quão chique é fumar. Também pudera, fazem parte de conglomerados econômicos que também fabricam cigarros.

Hoje combatemos aquelas drogas que não gostamos, e damos status às que usamos. Cigarro é o carro-chefe dos hipócritas. Quem fuma, faz parte do sistema, não da contra-revolução. Não é chique, não é moderno. É um garoto de recados.

ANTITABAGISMO - PARTE 1

Introdução ao Tema

Sou uma pessoa relativamente bem tolerante, se comparado com o homem comum. Não tenho objeções quanto ao estilo de vida que outros escolheram, nem hábitos que não combinem com os meus. No entanto, tem uma coisa que realmente piso firme e finco minha bandeira: sou um anti-tabagista confesso. Na verdade, anti-cigarrista, contra o cigarro. Aprecio um bom charuto, mas a diferença entre os dois é imensa e não vou me alongar aqui sobre esse tema.

Gostaria somente de esclarecer que o motivo pelo qual bracejo contra o cigarro não tem nada a ver com saúde. Porra, quem quiser fumar até morrer – que é o fim de todos os fumantes – que fique à vontade. Pessoas fazem outras coisas bem piores com a saúde delas e dos outros que não me oponho. Minhas razões são bem mais profundas, sérias e realistas. Durante os próximos textos deste blog, gostaria de expô-las e, possivelmente, abrir para o debate.

Razão Nº 1: O Imperialismo Americano e a Indústria de Tabaco.

Quando chegaram nas Américas, em 1492, os espanhóis ficaram admirados em descobrir que os nativos fumavam. Eles nunca tinham visto nada desse tipo antes. Curiosos, chegaram até o tabaco. Acontece que a planta era considerada sagrada pelos índios, que não tinham o hábito de fumar diariamente por prazer, mas, sim, somente durante rituais. Outra diferença, o tabaco era uma espécie mais crua, mais áspera. Nas cerimônias religiosas, eles não inalavam a fumaça, somente tragavam e deixavam-na sair pela boca e nariz. Acreditavam que, assim, a fumaça levaria suas rezas e preces aos deuses.

Os primeiros colonos dos Estados Unidos viram o grande potencial do tabaco. Conseguiram desenvolver uma espécie mais maleável, mais potente, e facilmente transformada em cigarros. Foi a primeira industria americana que deu lucro aos norte-americanos, origem do que se tornou uma indústria megabilionária, que move desde de barões da agricultura, empresários de Wall Street e os políticos de Washington. A fumaça do novo tabaco era facilmente inalado,atingindo rapidamente o cérebro, criando dependência automática à nicotina.

Cigarros são o perfeito artigo capitalista. Vicia rapidamente, é socialmente aceito, facilmente distribuído e custa relativamente pouco, se considerado isoladamente um a um. O capitalismo americano cresceu com a indústria de cigarros, se expandiu pelo mundo e, junto com a indústria petrolífera, é defendida com unhas e dentes (e bombas, tiros, corrupção, assassinatos, etc.) pelo governo ianque. Por isso fico admirado quando vejo esses anti-americanos gritando palavras de ordem em fóruns sociais segurando um cigarro na mão. São fantoches e nem sabem, já estão capturados.

Durante a colonização da China, a Inglaterra distribuiu e viciou grande parte da população em ópio. Com isso, conseguiram durante anos dominar aquele país, coisa fácil com uma população viciada. Hoje em dia, isso também está acontecendo na Ásia, mas com o cigarro. As importações da Phillip Morris para a Ásia cresceram 86% ano passado. A maioria dos novos fumantes são crianças, mulheres e adolescentes. Como o tabaco está sendo combatido no mundo ocidental, eles viciam, igual os Ingleses no século 19, os asiáticos, viciando-os, tornando-os consumidores cativos durante as próximas décadas. O lucro está garantido.

quarta-feira, junho 01, 2005

Que Pentelho!

Gérson estava se ensaboando quando viu o delito. Seu coração parece que parou instantaneamente no peito, voltando a funcionar, microssegundos depois, numa velocidade ímpar. A percepção do pentelho ruivo no sabonete o deixou um pouco tonto. A realização de que a cor daquele fio de cabelo era a mesma que o seu amigo Jorjão ostentava na sua cabeleira o deixou furioso. O flagrante só podia significar uma coisa: sua mulher o estava traindo – e justamente com o Jorgão!

Saiu puto do banho, batendo com força a porta do box. Que piranha, que vagabunda! Queria matá-la no momento em que a Marilda passou por ele no corredor, dirigindo-se ao banheiro. Vou tomar um banho para ficar bem cheirosa para meu amor, diz ela. Gérson não consegue reagir, os níveis de adrenalina e endorfina no seu sistema nervoso o deixaram paralisado de raiva. Melhor ir tomar um café na cozinha e esperar a putona sair do banheiro antes de acabar com tudo, pensa ele.

Gérson está sentado na mesinha da copa, copo de café na mão, planejando sua separação. Passa a mão na cabeça, tentando acalmar os chifres. De repente ouve um grito. Segundos depois aparece a Marilda, ensopada, embrulhada numa toalha lilás, bufando. Ela estica a mão na sua direção, quase esfregando o sabonete que segura acusadoramente em sua face.

O que significa isso, Gérson? De quem é esse pentelho?

Ele mal pode acreditar no cinismo da criatura. É do seu amante Jorjão, sua puta!

O quê?!?! Que cara-de-pau! Esse pentelho é da Joana, a empregada! Mesma cor dos cabelos. Logo com a empregada, Gérson?!!? Vou levar tudo, viu? Tudo! E sai chorando.

Duas semanas depois, estão separados, ela ficou com o apartamento, ele se mudou para um apart-hotel. Cada um ressentido com o outro. Como pode ter feito isso comigo? É o que ambos perguntam.

Meses antes, na fábrica de cosméticos do Boticário, Ximenes observa a produção de sabonetes na linha de montagem. O controle de qualidade é de sua responsabilidade. Para não contaminar o produto, está vestido como um funcionário de usina nuclear: roupão de borracha, luvas e botas de látex, e o cabelo preso numa espécie de toca. Mas algo o está incomodando, está com coceira no saco. Só pode ser daquela neguinha com a qual dormi depois do forró, pensa ele. Aproveitando que ninguém está olhando, abre o zipper do macacão, enfia a mão e dá uma coçada. Que alívio! Só que um pentelho despercebidamente flutua pelo ar e cai num sabonete recém saído do forno.

Vamos logo, ô Pomarola! É seu amigo José o chamando, avisando que o turno da tarde chegou ao fim. Ximenes, mais conhecido como Pomarola, por causa dos cabelos ruivos, desliga a máquina da linha de montagem e parte para o vestiário.

Todos sabemos onde foi parar o sabonete premiado.

segunda-feira, maio 30, 2005

segunda-feira, maio 23, 2005

CHAMADA AOS NATALENSES (E TODA POPULAÇÃO PORTIGUAR) !

NESSE SÁBADO, A PLEBE TERÁ A HONRA DE TOCAR NO FESTIVAL MÚSICA ALIMENTO DA ALMA – MADA. MAIOR HONRA AINDA SERÁ ABRIR PARA O PARALAMAS E REVER O TRIO. PARA QUEM NÃO SABE, DEVEMOS MUITO AO GRUPO CARIOCA. FOI GRAÇAS AO HEBERT QUE CONSEGUIMOS GRAVAR O CONCRETO, QUE SÓ SAIU TÃO BOM POR CAUSA DE SUA PERSISTÊNCIA (E PACIÊNCIA) EM TRANSFORMAR NOSSO SOM EM DISCO TÃO EMPOLGANTE QUANTO O AO VIVO. EM 2000, O DISCO AO VIVO SÓ SAIU POR CAUSA DA INSISTÊNCIA DO SR. VIANNA – TANTO NA GRAVADORA, TANTO PARA MINIMIZAR AS TENSÕES INTERNAS DA PLEBE QUE POR POUCO NÃO IMPLODIU O PROJETO ANTES DA GRAVAÇÃO. EM FIM, SERÁ ÓTIMO DIVIDIR O PALCO COM ELES.

MAIS UMA VEZ: QUEM APARECER COM CÓPIA DESSE ARTIGO, GANHARÁ UMA CERVEJA (ENQUANTO OS ESTOQUES DURAREM!).

A SENSATEZ POR TRÁS DO DELIRO.

POR TRÁS DE TODA TEORIA MALUCA, SEMPRE TEM UMA CERTA DOSE DE LÓGICA, QUE POSSIBILITA A QUEBRA DE PARADIGMAS, POSSIBILITANDO QUE A GENTE ENTENDA O MUNDO POR OUTRA PERSPECTIVA. FOI ASSIM QUANDO O DARWIN APRESENTOU A SUA TEORIA DA EVOLUÇÃO, QUANDO GALILEU EXPÔS SUA TEORIA DOS ASTROS, QUANDO O EINSTEIN FORMULOU SUA FAMOSA EQUAÇÃO.

RECENTEMENTE, TIVE O PRAZER DE OUVIR NUM DOCUMENTÁRIO DA RÁDIO BBC4 O DR. TERRENCE MCKENNER, CONSIDERADO O GURU DOS PSICODÉLICOS NATURAIS, FALAR DE UNS ARTIGOS QUE ESCREVEU NA REVISTA WHOLE EARTH REVIEW (http://www.wholeearthmag.com/) PUBLICADOS EM 1989. A TEORIA DO DOUTOR EM “ALIEN INTELEGENCE OF PLANTS” (A INTELIGÊNCIA ALIENÍGENA DAS PLANTAS) É QUE, NA VERDADE, AS PLANTAS SÃO MUITO MAIS EVOLUÍDAS QUE OS ANIMAIS, ESPECIALMENTE OS HOMENS, E SÃO ELAS QUE CONTROLAM O PLANETA. ALIENÍGENA, NESSE CASO, PORQUE É ALGO QUE NÃO CONHECEMOS, ESTÁ ALÉM DO NOSSO CONHECIMENTO.

REALMENTE, AS PLANTAS EXISTEM NA TERRA MUITO ANTES DOS ANIMAIS, ESTES SÃO UMA FORMA DE VIDA RECENTE, SE CONSIDERARMOS A IDADE DO PLANETA, E INCIDENTAL. OUTRA VERDADE É QUE AS PLANTAS CONTROLAM A ATMOSFERA, REGULAM A TEMPERATURA AMBIENTE, LIMPAM O AR E, ATÉ, MANTÊM O EQUILÍBRIO DOS OCEANOS. POR SEREM UMA FORMA DE VIDA INANIMADA – NÃO CONSEGUEM SE LOCOMOVER – SÃO OBRIGADAS A SE ADAPTAR A TODAS AS SITUAÇÕES ADVERSAS QUE SE APRESENTEM.

A TEORIA DO DR. MCKENNER VAI MAIS LONGE, ELE ACHA QUE OS ANIMAIS FORAM UMA INVENÇÃO DAS PLANTAS PARA LOCOMOVER AS SUAS SEMENTES. PENSEM BEM, É EXATAMENTE ISSO QUE FAZEMOS COM ELAS. OUTRO SINAL DA SUPERIORIDADE DELAS É QUE SE COMUNICAM POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS, ASSIM COMO INSETOS. REALMENTE, MUITO MAIS EVOLUÍDO DO QUE INTERPRETAR SONS, QUE CHAMAMOS DE PALAVRAS E VARIAM DE ACORDO COM A LOCALIZAÇÃO DOS INTERLOCUTORES, FORMANDO UMA TORRE DE BABEL DE IDIOMAS. A COMUNICAÇÃO QUÍMICA É UMA SÓ, É PURA, NÃO IMPORTA A ORIGEM DE QUEM FALA E DE QUEM RECEBE A MENSAGEM.

ESSA PARTE DA PRODUÇÃO QUÍMICA DAS PLANTAS FASCINA O DOUTOR. PORQUE PLANTAS PRODUZEM UMA GAMA DE QUÍMICOS QUE NÃO SERVEM DE NADA PARA ELAS, MAS AFETAM EM CHEIO OS MAMÍFEROS? EXEMPLOS: MORFINA, ÓPIOS, SERATONINA, DOPAMINA, ETC. SERIA UMA MANEIRA DE DOMINAR OS ANIMAIS POR MEIO DO PROCESSO RECOMPENSA-CASTIGO? AINDA, O GURU PSICODÉLICO TEM CERTEZA DE QUE ELAS ESTÃO TENTANDO SE COMUNICAR COM OS HUMANOS POR MEIO DESSES QUÍMICOS, MAS, CLARO, NÓS NÃO ESTAMOS “OUVINDO”.

TUDO ISSO ME FAZ PENSAR NO DESMATAMENTO AMAZÔNICO. QUEM ACOMPANHOU AS NOTÍCIAS DA ÚLTIMA SEMANA SABE QUE FOI DESMATADO, SOMENTE NO ANO PASSADO, UM ÁREA DO TAMANHO DO ESTADO DE ALAGOAS. TUDO PARA DAR ESPAÇO PARA O PLANTIO DE SOJA E PASTO DE BOIS. É MUITA GANÂNCIA! SE A TEORIA DO DR. MCKENNER ESTIVER CERTA, AS PLANTAS VÃO REAGIR E SE LIVRAR DESSES QUE ESTÃO LHES FAZENDO MAL – OS HUMANOS. ELAS PODERIAM, POR EXEMPLO, DEIXAR OS OCEANOS INABITÁVEL, O AR IRRESPIRÁVEL E O TORNAR ESSE MUNDO NUM LUGAR MUITO RUIM PARA SE VIVER. QUEM SABE JÁ NÃO ESTÃO FAZENDO ISSO, SÓ QUE NUM RITMO TÃO LENTO QUE NÃO CONSIGAMOS PERCEBER?

quarta-feira, maio 18, 2005

E na bundinha, não vai nada?

Você já se perguntou porque paga tanto impostos quanto um noruegues, mas recebe do Estado serviços comparáveis ao continente africano? Ou porque que um carro, casa própria, som, discos custam mais caros que um americano médio paga pelas mesmas coisas? Descontam do seu salário, e você ainda é obrigado a pagar do próprio bolso escola particular, segurança privada, plano de saúde e academia. Ou seja, nas áreas onde o Estado deveria atuar: educação, segurança, saúde e lazer. Aqui tudo é o inverso, o Estado nem liga para essas coisa e fica se intrometendo barrando a criatividade e a livre opção do povo. Como diria o conjunto anarquista Crass, nos auges dos anos 80s: DO THEY OWE US A LIVING? OF COURSE THEY FUCKING DO! (Eles nos devem uma vida decente? É claro que sim!). Porque sim? Porque você paga por isso.
Leiam o artigo do Estadão:

Neste ano, até 20/5, brasileiro trabalhou só para pagar imposto

São Paulo - Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que neste ano os brasileiros trabalharão quatro meses e vinte dias para pagar tributos aos governos federal, estadual e municipal, ou seja, até o dia 20 de maio, nesta sexta-feira. Em 1986, quando o IBPT iniciou os levantamentos, para pagar os tributos, o contribuinte trabalhava dois meses e 22 dias.

De acordo com o IBPT, o pagamento de impostos e contribuições aos governos representou 37,81% da renda do contribuinte em 2004, e neste ano chegará a 38,35%.

O porcentual inclui o imposto de renda, contribuição previdenciária, contribuição sindical, tributações sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS), sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR), taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública).

O levantamento demonstra também que para o cidadão de classe média, que além dos tributos paga por serviços privados que deveriam ser prestados pelo governo, tais como saúde, educação, segurança, previdência e pedágio, são necessários mais 112 dias de trabalho, ou 31% da renda.

Somando os dois índices, o brasileiro de classe média trabalhará neste ano até o dia 10 de setembro, totalizando 252 dias (sete meses e 27 dias) para pagar tributos e serviços, contra 243 em 2004 e 237 em 2003.

terça-feira, maio 17, 2005

Conspirações Sinistras

Tenho um amigo que tem um verdadeiro dom na garimpagem de sites interessantes na internet. Não fica nos endereços eletrônicos manjados. Não quer saber de pornografia digital, nem de fofocas big brotherianas. Esse sujeito quer a verdade, nua e crua. Seu talento não tem limites, se existe no ciber-espaço, ele acha. Foi assim que chegou ao meu conhecimento o site www.relatórioalfa.com.br. Não deixem de ler e descobrir tudo aquilo que eles não querem que você descubra. Ninguém está a salvo.

segunda-feira, maio 16, 2005

Brasília Ocupada.


A rodovíaria de Brasília ocupada pelo exército durante a Cúpula Países Árabes - América do Sul. Reparem, na sombra do viaduto, o arame farpado. No primeiro plano, os soldados armados. Essa é a tal "plataforma" da qual o Renato Russo se refere na canção Música Urbana. A "torre" é a torre de televisão de Brasília, visível para quem está lá em cima.

Notícias do Front - Negociações em Andamento

Quando vocês aparecerem no nosso camarim, após o show, vão notar um sujeito mal humorado, olhos nervosos, observando tudo. Trata-se do Mr. Ivan, o Terrível, também conhecido como Ivan Meets GI Joe. É o nosso empresário. A gente se diverte, se embriaga com a endorfina do show. Para ele, é tudo negócio. E tem que ser assim.

Bom, o CD já está nas mãos calejadas do Ivan para negociar com as gravadoras. Que a força esteja com ele.

terça-feira, maio 10, 2005

História das Arábias: Ali-bá-Lula e os 40 Ladrões.

Vocês já viram a cena de abertura do filme Soldado Ryan, que mostra o desembarque das tropas aliadas na Normandia? Pois a rodoviária de Brasília, bem no centro do Plano Piloto, está assim: cheia de soldados uniformizados e armados para guerra, aqueles “X” de barras de ferro, tanques, caminhões camuflados e arame farpado. Para que tudo isso? Por causa da Cúpula América do Sul-Países Árabes que a cidade está sendo anfitriã.

Na verdade, o evento já começou como uma farsa. Dos trinta e poucos países árabes convidados, somente três mandaram seus líderes mais prestigiados, entre os quais o Iraque e a Palestina. Claro que qualquer convite para sair daqueles infernos na terra seria aceito, mesmo que seja para Brasília. Os outros, mandaram seus sub-sub secretários. Da América do Sul, vieram chefes de governo, sim, mas eles ficam aqui do lado. O Chaves veio de novo, já deve ter passaporte brasileiro. Se não fosse o petróleo venezuelano, ninguém daria bola para esse louco.

O Governo diz que pretende dobrar o comércio do Brasil e países árabes. Mesmo que isso aconteça, não vai significar muita coisa para o país. Veja bem, se você é um pipoqueiro, que estaciona seu carrinho numa praça localizada entre dois colégios, e um colégio compra 98% de sua produção e o outro somente 2%, você gastaria um monte do seu suado dinheiro prestigiando qual? E o dinheiro que estou me referindo, no caso brasileiro, é o seu, o nosso.

Além de transformar a cidade num cenário de filme de guerra, o Governo também decretou ponto facultativo para os servidores público federais, alegando motivos de segurança com os convidados estrangeiros. Quer dizer que servidor público trabalhando é perigoso? É caso de segurança nacional? O gozado que o legislativo e o judiciário foram os primeiros a decretar feriado para seus servidores. Claro, não poderia ser diferente, eles gostam do salário, dos benefícios, mas não dos deveres. Bando de barnabés folgados! Pensem bem, os deputados e senadores trabalham normalmente de terça à quinta. Esta semana, por questão de “segurança” não vão trabalhar nem esses dias. E você aí, salariado, pagando o pato mais uma vez.

Na verdade, essa cúpula tem também uma agenda escondida que poucos percebem. É para validar duas coisas: a aliança PT –PMDB e a roubalheira do Governador Roriz (PMDB). Como assim? O GDF torrou uma fortuna reformando um centro de convenções que já servia bem à cidade. Onde vocês acham que está sendo realizado o evento? No novo-reformadíssimo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, inaugurado por Roriz, validado pelo Lula.

Como dizia aquele turco famoso: ademã, que eu vou em frente!

segunda-feira, maio 09, 2005

A Plebe nas Alturas.

Ao cair da noite de domingo, no caos organizado dos estúdios Daybreak, Philippe e eu fomos entrevistados pelo pessoal da TAM-TV, responsável por aqueles programas que passam nos aviões da empresa, naquelas tvzinhas que descem do teto, a-lá Star Trek. Estão finalizando um programa sobre a geração roqueira anos 80 de Brasília, e deverá estar no ar (literalmente) a partir de junho. Fiquem de olho se viajarem TAM nesse período.

Agora, querem também a sua mãe!

Todo Dias das Mães é a mesma coisa: Brasília acorda lotada de faixas contendo saudações assinadas por políticos locais e nacionais. Deputados Distritais, Senadores, Deputados Estaduais, todos querem saudar as nossas genitoras, como se fizessem parte de nossas famílias. Eu fico indignado! Esses pilantras nem sabem quem somos e, para aproveitar uma data festiva, resolvem se intrometerem naquilo que nos é mais íntimo. Anotei o nome de todos esses hipócritas, que já estão no meu banco de dados de quem NÂO votar nas próximas eleições. Bando de corruptos, não devem ter mãe que reconheça-os, então querem roubar as nossas. Que voltem para a zona e procurem as genetrizes (ou será meretrizes?) quem lhes deu luz!

quarta-feira, maio 04, 2005

Resumo da Semana - da última, até 4.5.2005

Música: Talk, Talk, Talk - do Psychedelic Furs (anos 80s no seu melhor); Awfully Deep - do Roots Manuva (hip hop inglês é o que há! nada de posses com bundudas, camisetas de basquetebol, correntes de ouro no pescoço ou cara de mau. política na veia!)

Leitura: 200 Receitas com Bons Carboidratos de Sandra Woodruff (para comer bem, saudável e ainda se satisfazer) e 48 Leis do Poder de Robert Greene com Joost Elffers (não recomendado para os ingênuos).

TV: South Park - aquele episódio sobre o Michael Jackson e a polícia corrupta e racista é muito bom, mas muito pesada também. Televisão de qualidade.

Comida: Arroz com ovo e batata palha, feita pela Rosa. Sem nenhum bom carboidrato, mas delicioso.

Rádio: documentário da BBC4 sobre o fim de tudo (A Brief History About the End of Everything) apresentado pelo Irmão Guy, astrólogo do Vaticano. Sensacional a visão da ciência de como o universo vai entrar em colapso e desaparecer (calma, só daqui a bilênios!). Tem maluco que disponibiliza no SoulSeek, procurem, vale a pena.

Diversão: Show do Finis Africae!

terça-feira, maio 03, 2005

Fotos do Show de 1º de Maio (Cortesia Balé)


A cozinha fervilhando.

Lista do Show

Luzes - com Balé, baterista do Escola de Escândalos

El Diablo X

Público

segunda-feira, maio 02, 2005

Os Shows da Semana do Trabalho

Dois shows marcaram esse último fim de semana. O primeiro aconteceu na sexta-feira, no Teatro Nacional, no âmbito do Festival Independente de Música que ocorreu aqui em Brasília. Trata-se de uma apresentação histórica: Finis Africae e 5 Generais voltaram a se grupar especialmente para a ocasião. O Finis veio com todos os músicos que já passaram pela banda: Neto, Rodrigo, Alexandre, Ronaldo, Zezinho, etc. etc. Voltei ao passado. Muito bom. E ainda com participações de Loro Jones (ex-Capital) e Philippe Seabra.

O outro aconteceu no domingo, foi o show da Plebe na concha acústica, um dos eventos do GDF para as comemorações do 45º anivesário de Brasília. O que dizer? Emocionante, instigador, eletrificante, empolgador. Público maravilhoso, é bom demais tocar em casa.

Das bandas que abriram para a gente, menções especiais para o Phonopop e o Detrito Federal.

E parece que foi confirmado, dia 28 de maio, a Plebe Rude vai tocar no Festival Mada, em Natal. Será junto com nossos mestres e brothers Paralamas do Sucesso.

domingo, maio 01, 2005

Mãos Sujas


Eu tinha todo um discruso planejado. Pensei que teria uma hora antes de meter a mão na massa na qual poderíamos endereçar umas palavras ao público. Mas não, o negócio era enfeitar o shopping logo e deixar o pessoal voltar às compras o quanto antes. Nada de ficarem parados, olhando os roqueiros oitentistas. Lá não podia, mas aqui sim, o que eu ia declamar era: "O historiador Eric Hobsbawn, no seu livro A Era dos Extremos, opinou que um dos grandes males dessa virada de século é o desconhecimento histórico, passado e futuro. Os jovens vivem hoje num estado permanente de presente, só o hoje importa. Cortamos as raízes com o passado e ignoramos o futuro. Hoje, estamos aqui cimentando um pouco do passado, olhando para o futuro. Por falar em passado, queria agradeçer dois colaboradores de antigas batalhas, Gutje Wortman e Jander Bilaphra, sem os quais não estaríamos aqui. E dar boas vindas aos colaboradores das futuras batalhas, Clemente e Txotxa, que as suas mãos sejam as próximas a racharem o concreto."

Fama!


Plebe deixa sua marca na Calçada das Estrelas (nome meio esquisito, não?) do Pier 21.

sexta-feira, abril 29, 2005

Plebe com a Mão na Massa!

Vamos enfiar a mão no cimento! O concreto vai rachar! Não é a calçada da fama de Hollywood, mas o similiar aqui em candangolândia-brasília. Trata-se de uma calçada no shopping Pier 21, onde as celebridades deixam sua marca. É bom o reconhecimento, pensei que eles iam ficar nas Elbas Ramalhos da vida, he he he. Será sábado, dia 30, às 18 horas. Philippe e este que vos escreve. Como cantam os Cockney Rejects: "I wanna be a star: S -T - A - R!" (piada, não me crucifiquem!)

quarta-feira, abril 27, 2005

Consideraçoes sobre os Juros

Assim como o tomate foi o vilão da inflação no governo Sarney, os juros Selic, determinados pelo Banco Central, são os malvados do cenário econômico do governo Lula. Tanto que o presidente chamou a classe media de frouxa por não procurar bancos que ofereçam juros mais baixos. Quem já leu 1984, de George Orwell, sabe que um vilão, falso ou não, é sempre necessário para desviar a atenção do povo dos problemas mais graves. Algumas considerações sobre os juros:
- conforme Celso Ming brilhantemente expôs em sua coluna, os juros do cartão de credito estão em 218% ao ano; do cheque especial em 159%, do empréstimo pessoal em 93%; e de compras parceladas em 103%. Compare isso com a Selic, que esta em 19,5%.
- de onde os bancos tiram esses números exorbitantes? Eles simplesmente cobram o que conseguem passar para o consumidor de credito. Assim como você gosta de trabalhar pelo melhor salário e o padeiro da esquina vende seu pão pelo melhor preço que permite que esvazie o seu estoque diário, os bancos também querem o melhor para eles.
- e conseguem por que o governo remunera muito muito (e põe muito nisso) a aplicação em títulos. Para que abaixar os juros e buscar um mercado ávido por credito acessível, quando se pode comprar títulos públicos e ganhar uma nota? E a lei do menor esforço. Lula e Alencar não entenderam ainda.

Jose Alencar, empresário e vice-presidente, quer que o Copom tenha membros do empresariado. Lembram quando era assim? Durante o governo Sarney, o CMN tinha ate o Abílio Diniz, do Pão de Açúcar. Lembram como era a inflação? 80% ao mês! Eles, os empresários, tinham como se defender, aplicavam no over-night. Os pobres, não.

Inflação também se combate cortando os gastos, gastando menos o dinheiro público. Não estamos vendo Lula nem Alencar tocar nesse ponto. Preferem desviar a atenção para os juros. Inflação também se combate com um sistema simples e justo de impostos. Também não vemos o governo tocar nesse ponto.

Tudo isso para dizer: não caiam nessa armadilha! Tudo bem que o Banco Central poderia ser mais imaginativo no combate a inflação, mas essa é necessária. Quando a Plebe gravou o Concreto, recebíamos da gravadora a cada trimestre, 45 dias depois do fechamento - sem correção. Eram centavos por milhares de discos vendidos. A inflação corroia tudo. Assim como o ganha-pão dos assalariados. Hoje, não esta perfeito, mas esta melhor. Vamos para frente, não para trás.

Alencar e Lula, obviamente, nunca jogaram Banco Imobiliário. Pois, se sim, dariam muito mais valor as suas palavras levianas.

O Kassler Perfeito

Qual a cozinha mais difícil de se fazer? Muitos de vocês provavelmente responderão francesa ou japonesa. Estão errados, amigos. O prato mais difícil, complicado de se preparar é uma boa bisteca de porco defumada com chucrute e batatas assadas. Muito mais que sushi, que para se fazer basta ser bom com facas. Palavra de Mueller, um bom Kassler é raro, e quando encontrarem um, por favor, o tratem a reverência que ele merece.

Como reconhecer um? As bistecas (geralmente vem duas) são cor-de-rosa, exibindo orgulhosamente a marca preta da grelha em ambos os lados. Não aceitem marcas diversas, essas têm que ser firmes e únicas. É como a diferença entre o tapinha da amor e a agressão, uma causa prazer à carne, a outra, destruição. O chucrute tem que ter sido lavado, retemperado e refogado. Mas a cebola não pode estar detectável visualmente. É obrigatório a presença de pelo menos uma semente de zimbro (tempero, que destilado, da o steinheger) e cubinhos minúsculos de maça. Se o cozinheiro simplesmente tirou da lata o chucrute, esquentou-o e jogou no prato, esqueça! Vá para um Mc Donalds que a refeição será mais prazerosa. As batatas têm que estar firmes e se comportarem como atores coadjuvantes, mas com uma performance capaz de ganhar o Oscar. Se forem maioria no prato, você esta sendo enganado, meu amigo.

Tudo certinho, vamos comer? Sim, mas observem os rituais, que são mais sagrados do que um haraquiri. Numa mesma garfada, tem que ter uma quantidade suficiente de cada elemento para que terminem simultaneamente. Se você chegou ao fim do chucrute e do porco e ainda tiver batata no seu prato, você errou! Tá errado. É um leigo! Devia ter pedido um hambúrguer.

Comece assim: peça um chope claro e um steinheger. Este, tem que durar até o fim da refeição. A ultima coisa que descer pela sua garganta será o derradeiro gole do steinheger. Quando o prato chegar, você deverá estar no fim do chope. Agora peça um escuro. Note que o garçom reparará que o seu steinheger esta pela metade e também quanto ao seu pedido. Saberá que você e um profissional, te servira o chope escuro com o devido respeito de estar na presença de um profissional. Lembre-se que as garfadas contêm um pouco de cada elemento. Aprecie, ria, divirta-se. E termine com aquele ultimo gole. O ritual é sagrado, os deuses da culinária alemã agradecem.

Um ultimo toque: raiz-forte e mostarda não só são permitidas, como incentivadas. Ketchup é um sacrilégio - a pena de morte e pouco.

sábado, abril 23, 2005

Agora com fotos!


Agora que aprendi a botar fotos (valeu gente!) nada me segura, vou inundar esse blog de imagens. Só para matar saudades, a foto acima é do show do Kazebre.

Plemetal Rude!

Vejam, abaixo, o lado metaleiro dos novos plebeus.

clemente heavy

txotxa metal

sexta-feira, abril 22, 2005

SHOW DA PLEBE: 1º DE MAIO

Sim! Outro show, o quinto com o mestre Clemente. Dessa vez será na concha acústica de Brasília, na comemoração do Dia do Trabalho. Domingo, 1º de maio. Nessa ocasião será anunciado oficialmente a finalização da gravação do CD. E, se tudo der certo, vamos incluir uma nova no repertório: Mil Gatos. Quem tirar uma cópia dessa página e apresentar no camarim ganha uma cerveja (enquanto os estoques durarem).

Blogeiros - me ajudem!

Alguém aí em ciberlândia sabe como colocar fotos no blog? Se sim, me mandem e-mail explicando timtim por timtim, por favor! Quero colocar fotos de shows, gravações e outra coisas do gênero para ilustrar o blog. Valeu!

Bula de Remédio

Sou um leitor compulsivo. Ler me distrai e acalma. É quase um vício. Sabe aquele clichê, do cara que gosta tanto de ler que lê até bula de remédio? Pois bem, outro dia estava no banheiro, sentando no trono, liberando o Nelson Mandela, falando com o Rambo (entre outras metáforas), quando me dei conta que não tinha nada para ler. Não tive dúvidas, passei a mão em algumas bulas e comecei a decifrar as escritas.

Quem escreve essas coisas? Aliais, a pergunta deveria ser: para que escrevem? Certamente não é para um leigo entender. Querem um exemplo: “O efeito terapêutico do Papuless na acne vulgar parece envolver principalmente a inibição da 3’-5’-fosfodiesterase e a transformação do linfócito antígeno induzido, o que inibe a proliferação epitelial da unidade pilo-sebácea, fator primário no desenvolvimento das lesões acneias.” Entendeu? Tradução: esse remédio seca as espinhas.

Vocês acham que um adolescente punheteiro, com a cara cheia de espinhas, iria aplicar o remédio na cara após ler essa bula? Não ia entender patavina, colocaria o remédio na gaveta e aplicaria a velha e boa pasta de dente na pele.

Outra: sempre tem um capítulo sobre contra-indicações, onde sempre está escrito: “em pacientes com antecedentes de hipersensibilidade aos componentes da formulação.” Oras, isso até minha filha recém-nascida sabe. É o óbvio tucanês, como diria o Macaco Simão.

Todas também trazem vários avisos como não interromper o tratamento sem autorização do médico (isso para você usar tudo até o fim e, com certeza, comprar outra caixa) ou para manter fora do alcance de crianças (que também não entenderiam a bula).

Conclusão, não é uma leitura agradável, não ajuda o paciente a entender o que está tomando e confere todo o poder aos médicos e farmacêuticos que cobram fortunas para interpretar as recomendações e informações. Minha recomendação: levem uma vida saudável, evitem ficar doentes – ou serão expostos à bula!

NOTÍCIAS DO FRONT - QUASE, QUASE

Coloquei as vozes em Voto em Branco. Pela primeira vez, vocês poderão ouvir a voz de André X num disco da Plebe Rude. O estúdio do Philippe é perfeito para a gravação dos vocais. Ele criou uma espécie de caverna talibã onde o vocalista fica enfurnado, no conforto de um pseudo-útero. Esse retorno psicológico materno engrandece a performance. Isso sem falar que é no escuro, breu total - tirando um abajurzinho que ilumina o papel com as letras. Parabéns, Sr. Seabra! A bola está rolando, há luz no fim do túnel, e não é um trem vindo na contramão. Quase, quase....

terça-feira, abril 19, 2005

NOTÍCIAS DO FRONT - PROMESSA DO PHILIPPE

Ontem liguei para o Philippe para saber o que faríamos esta semana no disco. Ele respondeu: André, você não entendeu, esta semana a gente TERMINA as gravações. Então é isso, promessa de Seabra. Na verdade, falta muito pouco, tipo minhas vozes, alguns detalhes e, voalá, estamos com o novo - e eu diria melhor, depois do Concreto - disco da Plebe Rude pronto.

Resumo da Semana - 29 março a 19 da abril

Música: Novo Beck - Novo New Order - Clifford Brown - Versão de Heart of Glass, do Blondie, com o nome de Heart ov Glass, dos britânicos Product 01 (pela Compost Records) - coletânea Future Sounds of Jazz vol. 10.

Leitura: Songs of the Doomed, do Dr. Hunter S. Thompson (jornalistas, por favor leiam e aprendam a escrever e, principalmente, ter opinião própria).

Acontecimento do ano: é campeão, é o furacão - Atlééééééééééééético!

TV: Lost (de novo!) - Truques do Oliver - Mesa a Dois, com o chefe Atala.

Social da semana: visitas dos amigos para conhecer a Ana - valeu Balé, Kelly, Leo e Luana!