Razão 3: Pelo Fim das Muletas Emocionais.
Quando vemos um alejado na rua de muletas, um perneta utilizando um par de muletas para se locomover, sentimos pena e desejamos que ele, um dia, consiga se livrar delas. É assim que eu me sinto quando vejo um fumante. As muletas do viciado são os cigarros que ele fuma. E tem uma diferença entre os dois casos: o perneta quer se livrar de suas muletas, o fumante não.
Cigarros são muletas emocionais, servem para dar apoio aos fumantes quando esses se sentem ansiosos, tímidos, fora do lugar, entre outras emoções. Por isso que tanto adolescente fuma: são introduzidos ao cigarro numa época da vida quando o ser humano passa pelas maiores mudanças sentimentais. O problema é que se a gente não aprender a lidar com essas emoções, nunca vamos ser seres humanos completos, sempre vamos depender de algum apoio para disfarçar sentimentos com os quais nunca aprendemos a controlar.
O adolescente tem naturalmente um complexo de inferioridade. Dizem que o cigarro, a nicotina, o ajuda a disfarçar esse sentimento. Ele vai disfarçando, disfarçando, se apoiando no cigarro, e nunca se livra. Fica emocionalmente e, depois do uso constante, físicamente viciado. Não confio muito em fumantes por esse motivo, não gosto de pessoas que utilizam supefúgios para fugir das situações complexas.
É uma covardia o que fazem com os adolescentes quando se trata de cigarros. A indústria conseguiu camuflar esse ataque covarde por meio de filmes, comerciais, anúncios esportivos, bandas, músicas, etc. E todos caem como trouxas.
sexta-feira, junho 03, 2005
quinta-feira, junho 02, 2005
ANTITABAGISMO - PARTE 2
Razão Nº 2: A Hipocrisia da Elite Dominante.
O mundo civilizado – como gostam de ser chamados os aliados americanos, incluindo a Europa e o Brasil – estão numa cruzada contra as drogas, certo? Bem, vamos analisar um pouco essa dita guerra, que já consumiu tantos bilhões de dólares e vidas.
Ano passado, 500 pessoas morreram por dia nos EUA, a razão direta sendo o álcool. Mil pessoas morreram por dia por causa direta do cigarro. A cocaína destruiu cinco vidas por dia e a maconha nenhuma. Se fosse séria essa bravata contra as drogas, analisando friamente os dados, contra quais substâncias tóxicas vocês acham que um governo sensato dirigiria suas políticas públicas?
A única razão da lei seca ser suspensa nos EUA, na década de 1930, foi porque a queda da bolsa de valores deixou o governo tão liso, com tanta necessidade de fundos extras, que foi obrigado a legalizar a bebida e, assim ter algo novo para taxar.
Não vejo helicópteros do Exército jogando veneno em cima das plantações de tabaco da Souza Cruz. Mas fazem em cima de plantações artesanais de maconha. Não vejo milhares de soldados mercenários contratados pelo George Bush invadir o Kentucky, maior plantador de tabaco do mundo, prendendo e matando agricultores inocentes e destruindo casas, igrejas e prédios públicos, como fazem na Colômbia e Bolívia.
Quando invadem um país, os Marines dão cigarros à população, que precisa de comida, água, medicamentos e condições de vida normal. Precisam de tudo menos ficar viciados em cigarros! Mas faz parte da política americana de defender a sua principal indústria. Veja os filmes de Hollywood, propagam mundialmente o quão chique é fumar. Também pudera, fazem parte de conglomerados econômicos que também fabricam cigarros.
Hoje combatemos aquelas drogas que não gostamos, e damos status às que usamos. Cigarro é o carro-chefe dos hipócritas. Quem fuma, faz parte do sistema, não da contra-revolução. Não é chique, não é moderno. É um garoto de recados.
O mundo civilizado – como gostam de ser chamados os aliados americanos, incluindo a Europa e o Brasil – estão numa cruzada contra as drogas, certo? Bem, vamos analisar um pouco essa dita guerra, que já consumiu tantos bilhões de dólares e vidas.
Ano passado, 500 pessoas morreram por dia nos EUA, a razão direta sendo o álcool. Mil pessoas morreram por dia por causa direta do cigarro. A cocaína destruiu cinco vidas por dia e a maconha nenhuma. Se fosse séria essa bravata contra as drogas, analisando friamente os dados, contra quais substâncias tóxicas vocês acham que um governo sensato dirigiria suas políticas públicas?
A única razão da lei seca ser suspensa nos EUA, na década de 1930, foi porque a queda da bolsa de valores deixou o governo tão liso, com tanta necessidade de fundos extras, que foi obrigado a legalizar a bebida e, assim ter algo novo para taxar.
Não vejo helicópteros do Exército jogando veneno em cima das plantações de tabaco da Souza Cruz. Mas fazem em cima de plantações artesanais de maconha. Não vejo milhares de soldados mercenários contratados pelo George Bush invadir o Kentucky, maior plantador de tabaco do mundo, prendendo e matando agricultores inocentes e destruindo casas, igrejas e prédios públicos, como fazem na Colômbia e Bolívia.
Quando invadem um país, os Marines dão cigarros à população, que precisa de comida, água, medicamentos e condições de vida normal. Precisam de tudo menos ficar viciados em cigarros! Mas faz parte da política americana de defender a sua principal indústria. Veja os filmes de Hollywood, propagam mundialmente o quão chique é fumar. Também pudera, fazem parte de conglomerados econômicos que também fabricam cigarros.
Hoje combatemos aquelas drogas que não gostamos, e damos status às que usamos. Cigarro é o carro-chefe dos hipócritas. Quem fuma, faz parte do sistema, não da contra-revolução. Não é chique, não é moderno. É um garoto de recados.
ANTITABAGISMO - PARTE 1
Introdução ao Tema
Sou uma pessoa relativamente bem tolerante, se comparado com o homem comum. Não tenho objeções quanto ao estilo de vida que outros escolheram, nem hábitos que não combinem com os meus. No entanto, tem uma coisa que realmente piso firme e finco minha bandeira: sou um anti-tabagista confesso. Na verdade, anti-cigarrista, contra o cigarro. Aprecio um bom charuto, mas a diferença entre os dois é imensa e não vou me alongar aqui sobre esse tema.
Gostaria somente de esclarecer que o motivo pelo qual bracejo contra o cigarro não tem nada a ver com saúde. Porra, quem quiser fumar até morrer – que é o fim de todos os fumantes – que fique à vontade. Pessoas fazem outras coisas bem piores com a saúde delas e dos outros que não me oponho. Minhas razões são bem mais profundas, sérias e realistas. Durante os próximos textos deste blog, gostaria de expô-las e, possivelmente, abrir para o debate.
Razão Nº 1: O Imperialismo Americano e a Indústria de Tabaco.
Quando chegaram nas Américas, em 1492, os espanhóis ficaram admirados em descobrir que os nativos fumavam. Eles nunca tinham visto nada desse tipo antes. Curiosos, chegaram até o tabaco. Acontece que a planta era considerada sagrada pelos índios, que não tinham o hábito de fumar diariamente por prazer, mas, sim, somente durante rituais. Outra diferença, o tabaco era uma espécie mais crua, mais áspera. Nas cerimônias religiosas, eles não inalavam a fumaça, somente tragavam e deixavam-na sair pela boca e nariz. Acreditavam que, assim, a fumaça levaria suas rezas e preces aos deuses.
Os primeiros colonos dos Estados Unidos viram o grande potencial do tabaco. Conseguiram desenvolver uma espécie mais maleável, mais potente, e facilmente transformada em cigarros. Foi a primeira industria americana que deu lucro aos norte-americanos, origem do que se tornou uma indústria megabilionária, que move desde de barões da agricultura, empresários de Wall Street e os políticos de Washington. A fumaça do novo tabaco era facilmente inalado,atingindo rapidamente o cérebro, criando dependência automática à nicotina.
Cigarros são o perfeito artigo capitalista. Vicia rapidamente, é socialmente aceito, facilmente distribuído e custa relativamente pouco, se considerado isoladamente um a um. O capitalismo americano cresceu com a indústria de cigarros, se expandiu pelo mundo e, junto com a indústria petrolífera, é defendida com unhas e dentes (e bombas, tiros, corrupção, assassinatos, etc.) pelo governo ianque. Por isso fico admirado quando vejo esses anti-americanos gritando palavras de ordem em fóruns sociais segurando um cigarro na mão. São fantoches e nem sabem, já estão capturados.
Durante a colonização da China, a Inglaterra distribuiu e viciou grande parte da população em ópio. Com isso, conseguiram durante anos dominar aquele país, coisa fácil com uma população viciada. Hoje em dia, isso também está acontecendo na Ásia, mas com o cigarro. As importações da Phillip Morris para a Ásia cresceram 86% ano passado. A maioria dos novos fumantes são crianças, mulheres e adolescentes. Como o tabaco está sendo combatido no mundo ocidental, eles viciam, igual os Ingleses no século 19, os asiáticos, viciando-os, tornando-os consumidores cativos durante as próximas décadas. O lucro está garantido.
Sou uma pessoa relativamente bem tolerante, se comparado com o homem comum. Não tenho objeções quanto ao estilo de vida que outros escolheram, nem hábitos que não combinem com os meus. No entanto, tem uma coisa que realmente piso firme e finco minha bandeira: sou um anti-tabagista confesso. Na verdade, anti-cigarrista, contra o cigarro. Aprecio um bom charuto, mas a diferença entre os dois é imensa e não vou me alongar aqui sobre esse tema.
Gostaria somente de esclarecer que o motivo pelo qual bracejo contra o cigarro não tem nada a ver com saúde. Porra, quem quiser fumar até morrer – que é o fim de todos os fumantes – que fique à vontade. Pessoas fazem outras coisas bem piores com a saúde delas e dos outros que não me oponho. Minhas razões são bem mais profundas, sérias e realistas. Durante os próximos textos deste blog, gostaria de expô-las e, possivelmente, abrir para o debate.
Razão Nº 1: O Imperialismo Americano e a Indústria de Tabaco.
Quando chegaram nas Américas, em 1492, os espanhóis ficaram admirados em descobrir que os nativos fumavam. Eles nunca tinham visto nada desse tipo antes. Curiosos, chegaram até o tabaco. Acontece que a planta era considerada sagrada pelos índios, que não tinham o hábito de fumar diariamente por prazer, mas, sim, somente durante rituais. Outra diferença, o tabaco era uma espécie mais crua, mais áspera. Nas cerimônias religiosas, eles não inalavam a fumaça, somente tragavam e deixavam-na sair pela boca e nariz. Acreditavam que, assim, a fumaça levaria suas rezas e preces aos deuses.
Os primeiros colonos dos Estados Unidos viram o grande potencial do tabaco. Conseguiram desenvolver uma espécie mais maleável, mais potente, e facilmente transformada em cigarros. Foi a primeira industria americana que deu lucro aos norte-americanos, origem do que se tornou uma indústria megabilionária, que move desde de barões da agricultura, empresários de Wall Street e os políticos de Washington. A fumaça do novo tabaco era facilmente inalado,atingindo rapidamente o cérebro, criando dependência automática à nicotina.
Cigarros são o perfeito artigo capitalista. Vicia rapidamente, é socialmente aceito, facilmente distribuído e custa relativamente pouco, se considerado isoladamente um a um. O capitalismo americano cresceu com a indústria de cigarros, se expandiu pelo mundo e, junto com a indústria petrolífera, é defendida com unhas e dentes (e bombas, tiros, corrupção, assassinatos, etc.) pelo governo ianque. Por isso fico admirado quando vejo esses anti-americanos gritando palavras de ordem em fóruns sociais segurando um cigarro na mão. São fantoches e nem sabem, já estão capturados.
Durante a colonização da China, a Inglaterra distribuiu e viciou grande parte da população em ópio. Com isso, conseguiram durante anos dominar aquele país, coisa fácil com uma população viciada. Hoje em dia, isso também está acontecendo na Ásia, mas com o cigarro. As importações da Phillip Morris para a Ásia cresceram 86% ano passado. A maioria dos novos fumantes são crianças, mulheres e adolescentes. Como o tabaco está sendo combatido no mundo ocidental, eles viciam, igual os Ingleses no século 19, os asiáticos, viciando-os, tornando-os consumidores cativos durante as próximas décadas. O lucro está garantido.
quarta-feira, junho 01, 2005
Que Pentelho!
Gérson estava se ensaboando quando viu o delito. Seu coração parece que parou instantaneamente no peito, voltando a funcionar, microssegundos depois, numa velocidade ímpar. A percepção do pentelho ruivo no sabonete o deixou um pouco tonto. A realização de que a cor daquele fio de cabelo era a mesma que o seu amigo Jorjão ostentava na sua cabeleira o deixou furioso. O flagrante só podia significar uma coisa: sua mulher o estava traindo – e justamente com o Jorgão!
Saiu puto do banho, batendo com força a porta do box. Que piranha, que vagabunda! Queria matá-la no momento em que a Marilda passou por ele no corredor, dirigindo-se ao banheiro. Vou tomar um banho para ficar bem cheirosa para meu amor, diz ela. Gérson não consegue reagir, os níveis de adrenalina e endorfina no seu sistema nervoso o deixaram paralisado de raiva. Melhor ir tomar um café na cozinha e esperar a putona sair do banheiro antes de acabar com tudo, pensa ele.
Gérson está sentado na mesinha da copa, copo de café na mão, planejando sua separação. Passa a mão na cabeça, tentando acalmar os chifres. De repente ouve um grito. Segundos depois aparece a Marilda, ensopada, embrulhada numa toalha lilás, bufando. Ela estica a mão na sua direção, quase esfregando o sabonete que segura acusadoramente em sua face.
O que significa isso, Gérson? De quem é esse pentelho?
Ele mal pode acreditar no cinismo da criatura. É do seu amante Jorjão, sua puta!
O quê?!?! Que cara-de-pau! Esse pentelho é da Joana, a empregada! Mesma cor dos cabelos. Logo com a empregada, Gérson?!!? Vou levar tudo, viu? Tudo! E sai chorando.
Duas semanas depois, estão separados, ela ficou com o apartamento, ele se mudou para um apart-hotel. Cada um ressentido com o outro. Como pode ter feito isso comigo? É o que ambos perguntam.
Meses antes, na fábrica de cosméticos do Boticário, Ximenes observa a produção de sabonetes na linha de montagem. O controle de qualidade é de sua responsabilidade. Para não contaminar o produto, está vestido como um funcionário de usina nuclear: roupão de borracha, luvas e botas de látex, e o cabelo preso numa espécie de toca. Mas algo o está incomodando, está com coceira no saco. Só pode ser daquela neguinha com a qual dormi depois do forró, pensa ele. Aproveitando que ninguém está olhando, abre o zipper do macacão, enfia a mão e dá uma coçada. Que alívio! Só que um pentelho despercebidamente flutua pelo ar e cai num sabonete recém saído do forno.
Vamos logo, ô Pomarola! É seu amigo José o chamando, avisando que o turno da tarde chegou ao fim. Ximenes, mais conhecido como Pomarola, por causa dos cabelos ruivos, desliga a máquina da linha de montagem e parte para o vestiário.
Todos sabemos onde foi parar o sabonete premiado.
Saiu puto do banho, batendo com força a porta do box. Que piranha, que vagabunda! Queria matá-la no momento em que a Marilda passou por ele no corredor, dirigindo-se ao banheiro. Vou tomar um banho para ficar bem cheirosa para meu amor, diz ela. Gérson não consegue reagir, os níveis de adrenalina e endorfina no seu sistema nervoso o deixaram paralisado de raiva. Melhor ir tomar um café na cozinha e esperar a putona sair do banheiro antes de acabar com tudo, pensa ele.
Gérson está sentado na mesinha da copa, copo de café na mão, planejando sua separação. Passa a mão na cabeça, tentando acalmar os chifres. De repente ouve um grito. Segundos depois aparece a Marilda, ensopada, embrulhada numa toalha lilás, bufando. Ela estica a mão na sua direção, quase esfregando o sabonete que segura acusadoramente em sua face.
O que significa isso, Gérson? De quem é esse pentelho?
Ele mal pode acreditar no cinismo da criatura. É do seu amante Jorjão, sua puta!
O quê?!?! Que cara-de-pau! Esse pentelho é da Joana, a empregada! Mesma cor dos cabelos. Logo com a empregada, Gérson?!!? Vou levar tudo, viu? Tudo! E sai chorando.
Duas semanas depois, estão separados, ela ficou com o apartamento, ele se mudou para um apart-hotel. Cada um ressentido com o outro. Como pode ter feito isso comigo? É o que ambos perguntam.
Meses antes, na fábrica de cosméticos do Boticário, Ximenes observa a produção de sabonetes na linha de montagem. O controle de qualidade é de sua responsabilidade. Para não contaminar o produto, está vestido como um funcionário de usina nuclear: roupão de borracha, luvas e botas de látex, e o cabelo preso numa espécie de toca. Mas algo o está incomodando, está com coceira no saco. Só pode ser daquela neguinha com a qual dormi depois do forró, pensa ele. Aproveitando que ninguém está olhando, abre o zipper do macacão, enfia a mão e dá uma coçada. Que alívio! Só que um pentelho despercebidamente flutua pelo ar e cai num sabonete recém saído do forno.
Vamos logo, ô Pomarola! É seu amigo José o chamando, avisando que o turno da tarde chegou ao fim. Ximenes, mais conhecido como Pomarola, por causa dos cabelos ruivos, desliga a máquina da linha de montagem e parte para o vestiário.
Todos sabemos onde foi parar o sabonete premiado.
segunda-feira, maio 30, 2005
segunda-feira, maio 23, 2005
CHAMADA AOS NATALENSES (E TODA POPULAÇÃO PORTIGUAR) !
NESSE SÁBADO, A PLEBE TERÁ A HONRA DE TOCAR NO FESTIVAL MÚSICA ALIMENTO DA ALMA – MADA. MAIOR HONRA AINDA SERÁ ABRIR PARA O PARALAMAS E REVER O TRIO. PARA QUEM NÃO SABE, DEVEMOS MUITO AO GRUPO CARIOCA. FOI GRAÇAS AO HEBERT QUE CONSEGUIMOS GRAVAR O CONCRETO, QUE SÓ SAIU TÃO BOM POR CAUSA DE SUA PERSISTÊNCIA (E PACIÊNCIA) EM TRANSFORMAR NOSSO SOM EM DISCO TÃO EMPOLGANTE QUANTO O AO VIVO. EM 2000, O DISCO AO VIVO SÓ SAIU POR CAUSA DA INSISTÊNCIA DO SR. VIANNA – TANTO NA GRAVADORA, TANTO PARA MINIMIZAR AS TENSÕES INTERNAS DA PLEBE QUE POR POUCO NÃO IMPLODIU O PROJETO ANTES DA GRAVAÇÃO. EM FIM, SERÁ ÓTIMO DIVIDIR O PALCO COM ELES.
MAIS UMA VEZ: QUEM APARECER COM CÓPIA DESSE ARTIGO, GANHARÁ UMA CERVEJA (ENQUANTO OS ESTOQUES DURAREM!).
MAIS UMA VEZ: QUEM APARECER COM CÓPIA DESSE ARTIGO, GANHARÁ UMA CERVEJA (ENQUANTO OS ESTOQUES DURAREM!).
A SENSATEZ POR TRÁS DO DELIRO.
POR TRÁS DE TODA TEORIA MALUCA, SEMPRE TEM UMA CERTA DOSE DE LÓGICA, QUE POSSIBILITA A QUEBRA DE PARADIGMAS, POSSIBILITANDO QUE A GENTE ENTENDA O MUNDO POR OUTRA PERSPECTIVA. FOI ASSIM QUANDO O DARWIN APRESENTOU A SUA TEORIA DA EVOLUÇÃO, QUANDO GALILEU EXPÔS SUA TEORIA DOS ASTROS, QUANDO O EINSTEIN FORMULOU SUA FAMOSA EQUAÇÃO.
RECENTEMENTE, TIVE O PRAZER DE OUVIR NUM DOCUMENTÁRIO DA RÁDIO BBC4 O DR. TERRENCE MCKENNER, CONSIDERADO O GURU DOS PSICODÉLICOS NATURAIS, FALAR DE UNS ARTIGOS QUE ESCREVEU NA REVISTA WHOLE EARTH REVIEW (http://www.wholeearthmag.com/) PUBLICADOS EM 1989. A TEORIA DO DOUTOR EM “ALIEN INTELEGENCE OF PLANTS” (A INTELIGÊNCIA ALIENÍGENA DAS PLANTAS) É QUE, NA VERDADE, AS PLANTAS SÃO MUITO MAIS EVOLUÍDAS QUE OS ANIMAIS, ESPECIALMENTE OS HOMENS, E SÃO ELAS QUE CONTROLAM O PLANETA. ALIENÍGENA, NESSE CASO, PORQUE É ALGO QUE NÃO CONHECEMOS, ESTÁ ALÉM DO NOSSO CONHECIMENTO.
REALMENTE, AS PLANTAS EXISTEM NA TERRA MUITO ANTES DOS ANIMAIS, ESTES SÃO UMA FORMA DE VIDA RECENTE, SE CONSIDERARMOS A IDADE DO PLANETA, E INCIDENTAL. OUTRA VERDADE É QUE AS PLANTAS CONTROLAM A ATMOSFERA, REGULAM A TEMPERATURA AMBIENTE, LIMPAM O AR E, ATÉ, MANTÊM O EQUILÍBRIO DOS OCEANOS. POR SEREM UMA FORMA DE VIDA INANIMADA – NÃO CONSEGUEM SE LOCOMOVER – SÃO OBRIGADAS A SE ADAPTAR A TODAS AS SITUAÇÕES ADVERSAS QUE SE APRESENTEM.
A TEORIA DO DR. MCKENNER VAI MAIS LONGE, ELE ACHA QUE OS ANIMAIS FORAM UMA INVENÇÃO DAS PLANTAS PARA LOCOMOVER AS SUAS SEMENTES. PENSEM BEM, É EXATAMENTE ISSO QUE FAZEMOS COM ELAS. OUTRO SINAL DA SUPERIORIDADE DELAS É QUE SE COMUNICAM POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS, ASSIM COMO INSETOS. REALMENTE, MUITO MAIS EVOLUÍDO DO QUE INTERPRETAR SONS, QUE CHAMAMOS DE PALAVRAS E VARIAM DE ACORDO COM A LOCALIZAÇÃO DOS INTERLOCUTORES, FORMANDO UMA TORRE DE BABEL DE IDIOMAS. A COMUNICAÇÃO QUÍMICA É UMA SÓ, É PURA, NÃO IMPORTA A ORIGEM DE QUEM FALA E DE QUEM RECEBE A MENSAGEM.
ESSA PARTE DA PRODUÇÃO QUÍMICA DAS PLANTAS FASCINA O DOUTOR. PORQUE PLANTAS PRODUZEM UMA GAMA DE QUÍMICOS QUE NÃO SERVEM DE NADA PARA ELAS, MAS AFETAM EM CHEIO OS MAMÍFEROS? EXEMPLOS: MORFINA, ÓPIOS, SERATONINA, DOPAMINA, ETC. SERIA UMA MANEIRA DE DOMINAR OS ANIMAIS POR MEIO DO PROCESSO RECOMPENSA-CASTIGO? AINDA, O GURU PSICODÉLICO TEM CERTEZA DE QUE ELAS ESTÃO TENTANDO SE COMUNICAR COM OS HUMANOS POR MEIO DESSES QUÍMICOS, MAS, CLARO, NÓS NÃO ESTAMOS “OUVINDO”.
TUDO ISSO ME FAZ PENSAR NO DESMATAMENTO AMAZÔNICO. QUEM ACOMPANHOU AS NOTÍCIAS DA ÚLTIMA SEMANA SABE QUE FOI DESMATADO, SOMENTE NO ANO PASSADO, UM ÁREA DO TAMANHO DO ESTADO DE ALAGOAS. TUDO PARA DAR ESPAÇO PARA O PLANTIO DE SOJA E PASTO DE BOIS. É MUITA GANÂNCIA! SE A TEORIA DO DR. MCKENNER ESTIVER CERTA, AS PLANTAS VÃO REAGIR E SE LIVRAR DESSES QUE ESTÃO LHES FAZENDO MAL – OS HUMANOS. ELAS PODERIAM, POR EXEMPLO, DEIXAR OS OCEANOS INABITÁVEL, O AR IRRESPIRÁVEL E O TORNAR ESSE MUNDO NUM LUGAR MUITO RUIM PARA SE VIVER. QUEM SABE JÁ NÃO ESTÃO FAZENDO ISSO, SÓ QUE NUM RITMO TÃO LENTO QUE NÃO CONSIGAMOS PERCEBER?
RECENTEMENTE, TIVE O PRAZER DE OUVIR NUM DOCUMENTÁRIO DA RÁDIO BBC4 O DR. TERRENCE MCKENNER, CONSIDERADO O GURU DOS PSICODÉLICOS NATURAIS, FALAR DE UNS ARTIGOS QUE ESCREVEU NA REVISTA WHOLE EARTH REVIEW (http://www.wholeearthmag.com/) PUBLICADOS EM 1989. A TEORIA DO DOUTOR EM “ALIEN INTELEGENCE OF PLANTS” (A INTELIGÊNCIA ALIENÍGENA DAS PLANTAS) É QUE, NA VERDADE, AS PLANTAS SÃO MUITO MAIS EVOLUÍDAS QUE OS ANIMAIS, ESPECIALMENTE OS HOMENS, E SÃO ELAS QUE CONTROLAM O PLANETA. ALIENÍGENA, NESSE CASO, PORQUE É ALGO QUE NÃO CONHECEMOS, ESTÁ ALÉM DO NOSSO CONHECIMENTO.
REALMENTE, AS PLANTAS EXISTEM NA TERRA MUITO ANTES DOS ANIMAIS, ESTES SÃO UMA FORMA DE VIDA RECENTE, SE CONSIDERARMOS A IDADE DO PLANETA, E INCIDENTAL. OUTRA VERDADE É QUE AS PLANTAS CONTROLAM A ATMOSFERA, REGULAM A TEMPERATURA AMBIENTE, LIMPAM O AR E, ATÉ, MANTÊM O EQUILÍBRIO DOS OCEANOS. POR SEREM UMA FORMA DE VIDA INANIMADA – NÃO CONSEGUEM SE LOCOMOVER – SÃO OBRIGADAS A SE ADAPTAR A TODAS AS SITUAÇÕES ADVERSAS QUE SE APRESENTEM.
A TEORIA DO DR. MCKENNER VAI MAIS LONGE, ELE ACHA QUE OS ANIMAIS FORAM UMA INVENÇÃO DAS PLANTAS PARA LOCOMOVER AS SUAS SEMENTES. PENSEM BEM, É EXATAMENTE ISSO QUE FAZEMOS COM ELAS. OUTRO SINAL DA SUPERIORIDADE DELAS É QUE SE COMUNICAM POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS, ASSIM COMO INSETOS. REALMENTE, MUITO MAIS EVOLUÍDO DO QUE INTERPRETAR SONS, QUE CHAMAMOS DE PALAVRAS E VARIAM DE ACORDO COM A LOCALIZAÇÃO DOS INTERLOCUTORES, FORMANDO UMA TORRE DE BABEL DE IDIOMAS. A COMUNICAÇÃO QUÍMICA É UMA SÓ, É PURA, NÃO IMPORTA A ORIGEM DE QUEM FALA E DE QUEM RECEBE A MENSAGEM.
ESSA PARTE DA PRODUÇÃO QUÍMICA DAS PLANTAS FASCINA O DOUTOR. PORQUE PLANTAS PRODUZEM UMA GAMA DE QUÍMICOS QUE NÃO SERVEM DE NADA PARA ELAS, MAS AFETAM EM CHEIO OS MAMÍFEROS? EXEMPLOS: MORFINA, ÓPIOS, SERATONINA, DOPAMINA, ETC. SERIA UMA MANEIRA DE DOMINAR OS ANIMAIS POR MEIO DO PROCESSO RECOMPENSA-CASTIGO? AINDA, O GURU PSICODÉLICO TEM CERTEZA DE QUE ELAS ESTÃO TENTANDO SE COMUNICAR COM OS HUMANOS POR MEIO DESSES QUÍMICOS, MAS, CLARO, NÓS NÃO ESTAMOS “OUVINDO”.
TUDO ISSO ME FAZ PENSAR NO DESMATAMENTO AMAZÔNICO. QUEM ACOMPANHOU AS NOTÍCIAS DA ÚLTIMA SEMANA SABE QUE FOI DESMATADO, SOMENTE NO ANO PASSADO, UM ÁREA DO TAMANHO DO ESTADO DE ALAGOAS. TUDO PARA DAR ESPAÇO PARA O PLANTIO DE SOJA E PASTO DE BOIS. É MUITA GANÂNCIA! SE A TEORIA DO DR. MCKENNER ESTIVER CERTA, AS PLANTAS VÃO REAGIR E SE LIVRAR DESSES QUE ESTÃO LHES FAZENDO MAL – OS HUMANOS. ELAS PODERIAM, POR EXEMPLO, DEIXAR OS OCEANOS INABITÁVEL, O AR IRRESPIRÁVEL E O TORNAR ESSE MUNDO NUM LUGAR MUITO RUIM PARA SE VIVER. QUEM SABE JÁ NÃO ESTÃO FAZENDO ISSO, SÓ QUE NUM RITMO TÃO LENTO QUE NÃO CONSIGAMOS PERCEBER?
quarta-feira, maio 18, 2005
E na bundinha, não vai nada?
Você já se perguntou porque paga tanto impostos quanto um noruegues, mas recebe do Estado serviços comparáveis ao continente africano? Ou porque que um carro, casa própria, som, discos custam mais caros que um americano médio paga pelas mesmas coisas? Descontam do seu salário, e você ainda é obrigado a pagar do próprio bolso escola particular, segurança privada, plano de saúde e academia. Ou seja, nas áreas onde o Estado deveria atuar: educação, segurança, saúde e lazer. Aqui tudo é o inverso, o Estado nem liga para essas coisa e fica se intrometendo barrando a criatividade e a livre opção do povo. Como diria o conjunto anarquista Crass, nos auges dos anos 80s: DO THEY OWE US A LIVING? OF COURSE THEY FUCKING DO! (Eles nos devem uma vida decente? É claro que sim!). Porque sim? Porque você paga por isso.
Leiam o artigo do Estadão:
Neste ano, até 20/5, brasileiro trabalhou só para pagar imposto
São Paulo - Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que neste ano os brasileiros trabalharão quatro meses e vinte dias para pagar tributos aos governos federal, estadual e municipal, ou seja, até o dia 20 de maio, nesta sexta-feira. Em 1986, quando o IBPT iniciou os levantamentos, para pagar os tributos, o contribuinte trabalhava dois meses e 22 dias.
De acordo com o IBPT, o pagamento de impostos e contribuições aos governos representou 37,81% da renda do contribuinte em 2004, e neste ano chegará a 38,35%.
O porcentual inclui o imposto de renda, contribuição previdenciária, contribuição sindical, tributações sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS), sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR), taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública).
O levantamento demonstra também que para o cidadão de classe média, que além dos tributos paga por serviços privados que deveriam ser prestados pelo governo, tais como saúde, educação, segurança, previdência e pedágio, são necessários mais 112 dias de trabalho, ou 31% da renda.
Somando os dois índices, o brasileiro de classe média trabalhará neste ano até o dia 10 de setembro, totalizando 252 dias (sete meses e 27 dias) para pagar tributos e serviços, contra 243 em 2004 e 237 em 2003.
Leiam o artigo do Estadão:
Neste ano, até 20/5, brasileiro trabalhou só para pagar imposto
São Paulo - Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que neste ano os brasileiros trabalharão quatro meses e vinte dias para pagar tributos aos governos federal, estadual e municipal, ou seja, até o dia 20 de maio, nesta sexta-feira. Em 1986, quando o IBPT iniciou os levantamentos, para pagar os tributos, o contribuinte trabalhava dois meses e 22 dias.
De acordo com o IBPT, o pagamento de impostos e contribuições aos governos representou 37,81% da renda do contribuinte em 2004, e neste ano chegará a 38,35%.
O porcentual inclui o imposto de renda, contribuição previdenciária, contribuição sindical, tributações sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS), sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR), taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública).
O levantamento demonstra também que para o cidadão de classe média, que além dos tributos paga por serviços privados que deveriam ser prestados pelo governo, tais como saúde, educação, segurança, previdência e pedágio, são necessários mais 112 dias de trabalho, ou 31% da renda.
Somando os dois índices, o brasileiro de classe média trabalhará neste ano até o dia 10 de setembro, totalizando 252 dias (sete meses e 27 dias) para pagar tributos e serviços, contra 243 em 2004 e 237 em 2003.
terça-feira, maio 17, 2005
Conspirações Sinistras
Tenho um amigo que tem um verdadeiro dom na garimpagem de sites interessantes na internet. Não fica nos endereços eletrônicos manjados. Não quer saber de pornografia digital, nem de fofocas big brotherianas. Esse sujeito quer a verdade, nua e crua. Seu talento não tem limites, se existe no ciber-espaço, ele acha. Foi assim que chegou ao meu conhecimento o site www.relatórioalfa.com.br. Não deixem de ler e descobrir tudo aquilo que eles não querem que você descubra. Ninguém está a salvo.
segunda-feira, maio 16, 2005
Brasília Ocupada.

A rodovíaria de Brasília ocupada pelo exército durante a Cúpula Países Árabes - América do Sul. Reparem, na sombra do viaduto, o arame farpado. No primeiro plano, os soldados armados. Essa é a tal "plataforma" da qual o Renato Russo se refere na canção Música Urbana. A "torre" é a torre de televisão de Brasília, visível para quem está lá em cima.
Notícias do Front - Negociações em Andamento
Quando vocês aparecerem no nosso camarim, após o show, vão notar um sujeito mal humorado, olhos nervosos, observando tudo. Trata-se do Mr. Ivan, o Terrível, também conhecido como Ivan Meets GI Joe. É o nosso empresário. A gente se diverte, se embriaga com a endorfina do show. Para ele, é tudo negócio. E tem que ser assim.
Bom, o CD já está nas mãos calejadas do Ivan para negociar com as gravadoras. Que a força esteja com ele.
Bom, o CD já está nas mãos calejadas do Ivan para negociar com as gravadoras. Que a força esteja com ele.
terça-feira, maio 10, 2005
História das Arábias: Ali-bá-Lula e os 40 Ladrões.
Vocês já viram a cena de abertura do filme Soldado Ryan, que mostra o desembarque das tropas aliadas na Normandia? Pois a rodoviária de Brasília, bem no centro do Plano Piloto, está assim: cheia de soldados uniformizados e armados para guerra, aqueles “X” de barras de ferro, tanques, caminhões camuflados e arame farpado. Para que tudo isso? Por causa da Cúpula América do Sul-Países Árabes que a cidade está sendo anfitriã.
Na verdade, o evento já começou como uma farsa. Dos trinta e poucos países árabes convidados, somente três mandaram seus líderes mais prestigiados, entre os quais o Iraque e a Palestina. Claro que qualquer convite para sair daqueles infernos na terra seria aceito, mesmo que seja para Brasília. Os outros, mandaram seus sub-sub secretários. Da América do Sul, vieram chefes de governo, sim, mas eles ficam aqui do lado. O Chaves veio de novo, já deve ter passaporte brasileiro. Se não fosse o petróleo venezuelano, ninguém daria bola para esse louco.
O Governo diz que pretende dobrar o comércio do Brasil e países árabes. Mesmo que isso aconteça, não vai significar muita coisa para o país. Veja bem, se você é um pipoqueiro, que estaciona seu carrinho numa praça localizada entre dois colégios, e um colégio compra 98% de sua produção e o outro somente 2%, você gastaria um monte do seu suado dinheiro prestigiando qual? E o dinheiro que estou me referindo, no caso brasileiro, é o seu, o nosso.
Além de transformar a cidade num cenário de filme de guerra, o Governo também decretou ponto facultativo para os servidores público federais, alegando motivos de segurança com os convidados estrangeiros. Quer dizer que servidor público trabalhando é perigoso? É caso de segurança nacional? O gozado que o legislativo e o judiciário foram os primeiros a decretar feriado para seus servidores. Claro, não poderia ser diferente, eles gostam do salário, dos benefícios, mas não dos deveres. Bando de barnabés folgados! Pensem bem, os deputados e senadores trabalham normalmente de terça à quinta. Esta semana, por questão de “segurança” não vão trabalhar nem esses dias. E você aí, salariado, pagando o pato mais uma vez.
Na verdade, essa cúpula tem também uma agenda escondida que poucos percebem. É para validar duas coisas: a aliança PT –PMDB e a roubalheira do Governador Roriz (PMDB). Como assim? O GDF torrou uma fortuna reformando um centro de convenções que já servia bem à cidade. Onde vocês acham que está sendo realizado o evento? No novo-reformadíssimo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, inaugurado por Roriz, validado pelo Lula.
Como dizia aquele turco famoso: ademã, que eu vou em frente!
Na verdade, o evento já começou como uma farsa. Dos trinta e poucos países árabes convidados, somente três mandaram seus líderes mais prestigiados, entre os quais o Iraque e a Palestina. Claro que qualquer convite para sair daqueles infernos na terra seria aceito, mesmo que seja para Brasília. Os outros, mandaram seus sub-sub secretários. Da América do Sul, vieram chefes de governo, sim, mas eles ficam aqui do lado. O Chaves veio de novo, já deve ter passaporte brasileiro. Se não fosse o petróleo venezuelano, ninguém daria bola para esse louco.
O Governo diz que pretende dobrar o comércio do Brasil e países árabes. Mesmo que isso aconteça, não vai significar muita coisa para o país. Veja bem, se você é um pipoqueiro, que estaciona seu carrinho numa praça localizada entre dois colégios, e um colégio compra 98% de sua produção e o outro somente 2%, você gastaria um monte do seu suado dinheiro prestigiando qual? E o dinheiro que estou me referindo, no caso brasileiro, é o seu, o nosso.
Além de transformar a cidade num cenário de filme de guerra, o Governo também decretou ponto facultativo para os servidores público federais, alegando motivos de segurança com os convidados estrangeiros. Quer dizer que servidor público trabalhando é perigoso? É caso de segurança nacional? O gozado que o legislativo e o judiciário foram os primeiros a decretar feriado para seus servidores. Claro, não poderia ser diferente, eles gostam do salário, dos benefícios, mas não dos deveres. Bando de barnabés folgados! Pensem bem, os deputados e senadores trabalham normalmente de terça à quinta. Esta semana, por questão de “segurança” não vão trabalhar nem esses dias. E você aí, salariado, pagando o pato mais uma vez.
Na verdade, essa cúpula tem também uma agenda escondida que poucos percebem. É para validar duas coisas: a aliança PT –PMDB e a roubalheira do Governador Roriz (PMDB). Como assim? O GDF torrou uma fortuna reformando um centro de convenções que já servia bem à cidade. Onde vocês acham que está sendo realizado o evento? No novo-reformadíssimo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, inaugurado por Roriz, validado pelo Lula.
Como dizia aquele turco famoso: ademã, que eu vou em frente!
segunda-feira, maio 09, 2005
A Plebe nas Alturas.
Ao cair da noite de domingo, no caos organizado dos estúdios Daybreak, Philippe e eu fomos entrevistados pelo pessoal da TAM-TV, responsável por aqueles programas que passam nos aviões da empresa, naquelas tvzinhas que descem do teto, a-lá Star Trek. Estão finalizando um programa sobre a geração roqueira anos 80 de Brasília, e deverá estar no ar (literalmente) a partir de junho. Fiquem de olho se viajarem TAM nesse período.
Agora, querem também a sua mãe!
Todo Dias das Mães é a mesma coisa: Brasília acorda lotada de faixas contendo saudações assinadas por políticos locais e nacionais. Deputados Distritais, Senadores, Deputados Estaduais, todos querem saudar as nossas genitoras, como se fizessem parte de nossas famílias. Eu fico indignado! Esses pilantras nem sabem quem somos e, para aproveitar uma data festiva, resolvem se intrometerem naquilo que nos é mais íntimo. Anotei o nome de todos esses hipócritas, que já estão no meu banco de dados de quem NÂO votar nas próximas eleições. Bando de corruptos, não devem ter mãe que reconheça-os, então querem roubar as nossas. Que voltem para a zona e procurem as genetrizes (ou será meretrizes?) quem lhes deu luz!
quarta-feira, maio 04, 2005
Resumo da Semana - da última, até 4.5.2005
Música: Talk, Talk, Talk - do Psychedelic Furs (anos 80s no seu melhor); Awfully Deep - do Roots Manuva (hip hop inglês é o que há! nada de posses com bundudas, camisetas de basquetebol, correntes de ouro no pescoço ou cara de mau. política na veia!)
Leitura: 200 Receitas com Bons Carboidratos de Sandra Woodruff (para comer bem, saudável e ainda se satisfazer) e 48 Leis do Poder de Robert Greene com Joost Elffers (não recomendado para os ingênuos).
TV: South Park - aquele episódio sobre o Michael Jackson e a polícia corrupta e racista é muito bom, mas muito pesada também. Televisão de qualidade.
Comida: Arroz com ovo e batata palha, feita pela Rosa. Sem nenhum bom carboidrato, mas delicioso.
Rádio: documentário da BBC4 sobre o fim de tudo (A Brief History About the End of Everything) apresentado pelo Irmão Guy, astrólogo do Vaticano. Sensacional a visão da ciência de como o universo vai entrar em colapso e desaparecer (calma, só daqui a bilênios!). Tem maluco que disponibiliza no SoulSeek, procurem, vale a pena.
Diversão: Show do Finis Africae!
Leitura: 200 Receitas com Bons Carboidratos de Sandra Woodruff (para comer bem, saudável e ainda se satisfazer) e 48 Leis do Poder de Robert Greene com Joost Elffers (não recomendado para os ingênuos).
TV: South Park - aquele episódio sobre o Michael Jackson e a polícia corrupta e racista é muito bom, mas muito pesada também. Televisão de qualidade.
Comida: Arroz com ovo e batata palha, feita pela Rosa. Sem nenhum bom carboidrato, mas delicioso.
Rádio: documentário da BBC4 sobre o fim de tudo (A Brief History About the End of Everything) apresentado pelo Irmão Guy, astrólogo do Vaticano. Sensacional a visão da ciência de como o universo vai entrar em colapso e desaparecer (calma, só daqui a bilênios!). Tem maluco que disponibiliza no SoulSeek, procurem, vale a pena.
Diversão: Show do Finis Africae!
terça-feira, maio 03, 2005
segunda-feira, maio 02, 2005
Os Shows da Semana do Trabalho
Dois shows marcaram esse último fim de semana. O primeiro aconteceu na sexta-feira, no Teatro Nacional, no âmbito do Festival Independente de Música que ocorreu aqui em Brasília. Trata-se de uma apresentação histórica: Finis Africae e 5 Generais voltaram a se grupar especialmente para a ocasião. O Finis veio com todos os músicos que já passaram pela banda: Neto, Rodrigo, Alexandre, Ronaldo, Zezinho, etc. etc. Voltei ao passado. Muito bom. E ainda com participações de Loro Jones (ex-Capital) e Philippe Seabra.
O outro aconteceu no domingo, foi o show da Plebe na concha acústica, um dos eventos do GDF para as comemorações do 45º anivesário de Brasília. O que dizer? Emocionante, instigador, eletrificante, empolgador. Público maravilhoso, é bom demais tocar em casa.
Das bandas que abriram para a gente, menções especiais para o Phonopop e o Detrito Federal.
E parece que foi confirmado, dia 28 de maio, a Plebe Rude vai tocar no Festival Mada, em Natal. Será junto com nossos mestres e brothers Paralamas do Sucesso.
O outro aconteceu no domingo, foi o show da Plebe na concha acústica, um dos eventos do GDF para as comemorações do 45º anivesário de Brasília. O que dizer? Emocionante, instigador, eletrificante, empolgador. Público maravilhoso, é bom demais tocar em casa.
Das bandas que abriram para a gente, menções especiais para o Phonopop e o Detrito Federal.
E parece que foi confirmado, dia 28 de maio, a Plebe Rude vai tocar no Festival Mada, em Natal. Será junto com nossos mestres e brothers Paralamas do Sucesso.
domingo, maio 01, 2005
Mãos Sujas

Eu tinha todo um discruso planejado. Pensei que teria uma hora antes de meter a mão na massa na qual poderíamos endereçar umas palavras ao público. Mas não, o negócio era enfeitar o shopping logo e deixar o pessoal voltar às compras o quanto antes. Nada de ficarem parados, olhando os roqueiros oitentistas. Lá não podia, mas aqui sim, o que eu ia declamar era: "O historiador Eric Hobsbawn, no seu livro A Era dos Extremos, opinou que um dos grandes males dessa virada de século é o desconhecimento histórico, passado e futuro. Os jovens vivem hoje num estado permanente de presente, só o hoje importa. Cortamos as raízes com o passado e ignoramos o futuro. Hoje, estamos aqui cimentando um pouco do passado, olhando para o futuro. Por falar em passado, queria agradeçer dois colaboradores de antigas batalhas, Gutje Wortman e Jander Bilaphra, sem os quais não estaríamos aqui. E dar boas vindas aos colaboradores das futuras batalhas, Clemente e Txotxa, que as suas mãos sejam as próximas a racharem o concreto."
sexta-feira, abril 29, 2005
Plebe com a Mão na Massa!
Vamos enfiar a mão no cimento! O concreto vai rachar! Não é a calçada da fama de Hollywood, mas o similiar aqui em candangolândia-brasília. Trata-se de uma calçada no shopping Pier 21, onde as celebridades deixam sua marca. É bom o reconhecimento, pensei que eles iam ficar nas Elbas Ramalhos da vida, he he he. Será sábado, dia 30, às 18 horas. Philippe e este que vos escreve. Como cantam os Cockney Rejects: "I wanna be a star: S -T - A - R!" (piada, não me crucifiquem!)
quarta-feira, abril 27, 2005
Consideraçoes sobre os Juros
Assim como o tomate foi o vilão da inflação no governo Sarney, os juros Selic, determinados pelo Banco Central, são os malvados do cenário econômico do governo Lula. Tanto que o presidente chamou a classe media de frouxa por não procurar bancos que ofereçam juros mais baixos. Quem já leu 1984, de George Orwell, sabe que um vilão, falso ou não, é sempre necessário para desviar a atenção do povo dos problemas mais graves. Algumas considerações sobre os juros:
- conforme Celso Ming brilhantemente expôs em sua coluna, os juros do cartão de credito estão em 218% ao ano; do cheque especial em 159%, do empréstimo pessoal em 93%; e de compras parceladas em 103%. Compare isso com a Selic, que esta em 19,5%.
- de onde os bancos tiram esses números exorbitantes? Eles simplesmente cobram o que conseguem passar para o consumidor de credito. Assim como você gosta de trabalhar pelo melhor salário e o padeiro da esquina vende seu pão pelo melhor preço que permite que esvazie o seu estoque diário, os bancos também querem o melhor para eles.
- e conseguem por que o governo remunera muito muito (e põe muito nisso) a aplicação em títulos. Para que abaixar os juros e buscar um mercado ávido por credito acessível, quando se pode comprar títulos públicos e ganhar uma nota? E a lei do menor esforço. Lula e Alencar não entenderam ainda.
Jose Alencar, empresário e vice-presidente, quer que o Copom tenha membros do empresariado. Lembram quando era assim? Durante o governo Sarney, o CMN tinha ate o Abílio Diniz, do Pão de Açúcar. Lembram como era a inflação? 80% ao mês! Eles, os empresários, tinham como se defender, aplicavam no over-night. Os pobres, não.
Inflação também se combate cortando os gastos, gastando menos o dinheiro público. Não estamos vendo Lula nem Alencar tocar nesse ponto. Preferem desviar a atenção para os juros. Inflação também se combate com um sistema simples e justo de impostos. Também não vemos o governo tocar nesse ponto.
Tudo isso para dizer: não caiam nessa armadilha! Tudo bem que o Banco Central poderia ser mais imaginativo no combate a inflação, mas essa é necessária. Quando a Plebe gravou o Concreto, recebíamos da gravadora a cada trimestre, 45 dias depois do fechamento - sem correção. Eram centavos por milhares de discos vendidos. A inflação corroia tudo. Assim como o ganha-pão dos assalariados. Hoje, não esta perfeito, mas esta melhor. Vamos para frente, não para trás.
Alencar e Lula, obviamente, nunca jogaram Banco Imobiliário. Pois, se sim, dariam muito mais valor as suas palavras levianas.
- conforme Celso Ming brilhantemente expôs em sua coluna, os juros do cartão de credito estão em 218% ao ano; do cheque especial em 159%, do empréstimo pessoal em 93%; e de compras parceladas em 103%. Compare isso com a Selic, que esta em 19,5%.
- de onde os bancos tiram esses números exorbitantes? Eles simplesmente cobram o que conseguem passar para o consumidor de credito. Assim como você gosta de trabalhar pelo melhor salário e o padeiro da esquina vende seu pão pelo melhor preço que permite que esvazie o seu estoque diário, os bancos também querem o melhor para eles.
- e conseguem por que o governo remunera muito muito (e põe muito nisso) a aplicação em títulos. Para que abaixar os juros e buscar um mercado ávido por credito acessível, quando se pode comprar títulos públicos e ganhar uma nota? E a lei do menor esforço. Lula e Alencar não entenderam ainda.
Jose Alencar, empresário e vice-presidente, quer que o Copom tenha membros do empresariado. Lembram quando era assim? Durante o governo Sarney, o CMN tinha ate o Abílio Diniz, do Pão de Açúcar. Lembram como era a inflação? 80% ao mês! Eles, os empresários, tinham como se defender, aplicavam no over-night. Os pobres, não.
Inflação também se combate cortando os gastos, gastando menos o dinheiro público. Não estamos vendo Lula nem Alencar tocar nesse ponto. Preferem desviar a atenção para os juros. Inflação também se combate com um sistema simples e justo de impostos. Também não vemos o governo tocar nesse ponto.
Tudo isso para dizer: não caiam nessa armadilha! Tudo bem que o Banco Central poderia ser mais imaginativo no combate a inflação, mas essa é necessária. Quando a Plebe gravou o Concreto, recebíamos da gravadora a cada trimestre, 45 dias depois do fechamento - sem correção. Eram centavos por milhares de discos vendidos. A inflação corroia tudo. Assim como o ganha-pão dos assalariados. Hoje, não esta perfeito, mas esta melhor. Vamos para frente, não para trás.
Alencar e Lula, obviamente, nunca jogaram Banco Imobiliário. Pois, se sim, dariam muito mais valor as suas palavras levianas.
O Kassler Perfeito
Qual a cozinha mais difícil de se fazer? Muitos de vocês provavelmente responderão francesa ou japonesa. Estão errados, amigos. O prato mais difícil, complicado de se preparar é uma boa bisteca de porco defumada com chucrute e batatas assadas. Muito mais que sushi, que para se fazer basta ser bom com facas. Palavra de Mueller, um bom Kassler é raro, e quando encontrarem um, por favor, o tratem a reverência que ele merece.
Como reconhecer um? As bistecas (geralmente vem duas) são cor-de-rosa, exibindo orgulhosamente a marca preta da grelha em ambos os lados. Não aceitem marcas diversas, essas têm que ser firmes e únicas. É como a diferença entre o tapinha da amor e a agressão, uma causa prazer à carne, a outra, destruição. O chucrute tem que ter sido lavado, retemperado e refogado. Mas a cebola não pode estar detectável visualmente. É obrigatório a presença de pelo menos uma semente de zimbro (tempero, que destilado, da o steinheger) e cubinhos minúsculos de maça. Se o cozinheiro simplesmente tirou da lata o chucrute, esquentou-o e jogou no prato, esqueça! Vá para um Mc Donalds que a refeição será mais prazerosa. As batatas têm que estar firmes e se comportarem como atores coadjuvantes, mas com uma performance capaz de ganhar o Oscar. Se forem maioria no prato, você esta sendo enganado, meu amigo.
Tudo certinho, vamos comer? Sim, mas observem os rituais, que são mais sagrados do que um haraquiri. Numa mesma garfada, tem que ter uma quantidade suficiente de cada elemento para que terminem simultaneamente. Se você chegou ao fim do chucrute e do porco e ainda tiver batata no seu prato, você errou! Tá errado. É um leigo! Devia ter pedido um hambúrguer.
Comece assim: peça um chope claro e um steinheger. Este, tem que durar até o fim da refeição. A ultima coisa que descer pela sua garganta será o derradeiro gole do steinheger. Quando o prato chegar, você deverá estar no fim do chope. Agora peça um escuro. Note que o garçom reparará que o seu steinheger esta pela metade e também quanto ao seu pedido. Saberá que você e um profissional, te servira o chope escuro com o devido respeito de estar na presença de um profissional. Lembre-se que as garfadas contêm um pouco de cada elemento. Aprecie, ria, divirta-se. E termine com aquele ultimo gole. O ritual é sagrado, os deuses da culinária alemã agradecem.
Um ultimo toque: raiz-forte e mostarda não só são permitidas, como incentivadas. Ketchup é um sacrilégio - a pena de morte e pouco.
Como reconhecer um? As bistecas (geralmente vem duas) são cor-de-rosa, exibindo orgulhosamente a marca preta da grelha em ambos os lados. Não aceitem marcas diversas, essas têm que ser firmes e únicas. É como a diferença entre o tapinha da amor e a agressão, uma causa prazer à carne, a outra, destruição. O chucrute tem que ter sido lavado, retemperado e refogado. Mas a cebola não pode estar detectável visualmente. É obrigatório a presença de pelo menos uma semente de zimbro (tempero, que destilado, da o steinheger) e cubinhos minúsculos de maça. Se o cozinheiro simplesmente tirou da lata o chucrute, esquentou-o e jogou no prato, esqueça! Vá para um Mc Donalds que a refeição será mais prazerosa. As batatas têm que estar firmes e se comportarem como atores coadjuvantes, mas com uma performance capaz de ganhar o Oscar. Se forem maioria no prato, você esta sendo enganado, meu amigo.
Tudo certinho, vamos comer? Sim, mas observem os rituais, que são mais sagrados do que um haraquiri. Numa mesma garfada, tem que ter uma quantidade suficiente de cada elemento para que terminem simultaneamente. Se você chegou ao fim do chucrute e do porco e ainda tiver batata no seu prato, você errou! Tá errado. É um leigo! Devia ter pedido um hambúrguer.
Comece assim: peça um chope claro e um steinheger. Este, tem que durar até o fim da refeição. A ultima coisa que descer pela sua garganta será o derradeiro gole do steinheger. Quando o prato chegar, você deverá estar no fim do chope. Agora peça um escuro. Note que o garçom reparará que o seu steinheger esta pela metade e também quanto ao seu pedido. Saberá que você e um profissional, te servira o chope escuro com o devido respeito de estar na presença de um profissional. Lembre-se que as garfadas contêm um pouco de cada elemento. Aprecie, ria, divirta-se. E termine com aquele ultimo gole. O ritual é sagrado, os deuses da culinária alemã agradecem.
Um ultimo toque: raiz-forte e mostarda não só são permitidas, como incentivadas. Ketchup é um sacrilégio - a pena de morte e pouco.
sábado, abril 23, 2005
Agora com fotos!
sexta-feira, abril 22, 2005
SHOW DA PLEBE: 1º DE MAIO
Sim! Outro show, o quinto com o mestre Clemente. Dessa vez será na concha acústica de Brasília, na comemoração do Dia do Trabalho. Domingo, 1º de maio. Nessa ocasião será anunciado oficialmente a finalização da gravação do CD. E, se tudo der certo, vamos incluir uma nova no repertório: Mil Gatos. Quem tirar uma cópia dessa página e apresentar no camarim ganha uma cerveja (enquanto os estoques durarem).
Blogeiros - me ajudem!
Alguém aí em ciberlândia sabe como colocar fotos no blog? Se sim, me mandem e-mail explicando timtim por timtim, por favor! Quero colocar fotos de shows, gravações e outra coisas do gênero para ilustrar o blog. Valeu!
Bula de Remédio
Sou um leitor compulsivo. Ler me distrai e acalma. É quase um vício. Sabe aquele clichê, do cara que gosta tanto de ler que lê até bula de remédio? Pois bem, outro dia estava no banheiro, sentando no trono, liberando o Nelson Mandela, falando com o Rambo (entre outras metáforas), quando me dei conta que não tinha nada para ler. Não tive dúvidas, passei a mão em algumas bulas e comecei a decifrar as escritas.
Quem escreve essas coisas? Aliais, a pergunta deveria ser: para que escrevem? Certamente não é para um leigo entender. Querem um exemplo: “O efeito terapêutico do Papuless na acne vulgar parece envolver principalmente a inibição da 3’-5’-fosfodiesterase e a transformação do linfócito antígeno induzido, o que inibe a proliferação epitelial da unidade pilo-sebácea, fator primário no desenvolvimento das lesões acneias.” Entendeu? Tradução: esse remédio seca as espinhas.
Vocês acham que um adolescente punheteiro, com a cara cheia de espinhas, iria aplicar o remédio na cara após ler essa bula? Não ia entender patavina, colocaria o remédio na gaveta e aplicaria a velha e boa pasta de dente na pele.
Outra: sempre tem um capítulo sobre contra-indicações, onde sempre está escrito: “em pacientes com antecedentes de hipersensibilidade aos componentes da formulação.” Oras, isso até minha filha recém-nascida sabe. É o óbvio tucanês, como diria o Macaco Simão.
Todas também trazem vários avisos como não interromper o tratamento sem autorização do médico (isso para você usar tudo até o fim e, com certeza, comprar outra caixa) ou para manter fora do alcance de crianças (que também não entenderiam a bula).
Conclusão, não é uma leitura agradável, não ajuda o paciente a entender o que está tomando e confere todo o poder aos médicos e farmacêuticos que cobram fortunas para interpretar as recomendações e informações. Minha recomendação: levem uma vida saudável, evitem ficar doentes – ou serão expostos à bula!
Quem escreve essas coisas? Aliais, a pergunta deveria ser: para que escrevem? Certamente não é para um leigo entender. Querem um exemplo: “O efeito terapêutico do Papuless na acne vulgar parece envolver principalmente a inibição da 3’-5’-fosfodiesterase e a transformação do linfócito antígeno induzido, o que inibe a proliferação epitelial da unidade pilo-sebácea, fator primário no desenvolvimento das lesões acneias.” Entendeu? Tradução: esse remédio seca as espinhas.
Vocês acham que um adolescente punheteiro, com a cara cheia de espinhas, iria aplicar o remédio na cara após ler essa bula? Não ia entender patavina, colocaria o remédio na gaveta e aplicaria a velha e boa pasta de dente na pele.
Outra: sempre tem um capítulo sobre contra-indicações, onde sempre está escrito: “em pacientes com antecedentes de hipersensibilidade aos componentes da formulação.” Oras, isso até minha filha recém-nascida sabe. É o óbvio tucanês, como diria o Macaco Simão.
Todas também trazem vários avisos como não interromper o tratamento sem autorização do médico (isso para você usar tudo até o fim e, com certeza, comprar outra caixa) ou para manter fora do alcance de crianças (que também não entenderiam a bula).
Conclusão, não é uma leitura agradável, não ajuda o paciente a entender o que está tomando e confere todo o poder aos médicos e farmacêuticos que cobram fortunas para interpretar as recomendações e informações. Minha recomendação: levem uma vida saudável, evitem ficar doentes – ou serão expostos à bula!
NOTÍCIAS DO FRONT - QUASE, QUASE
Coloquei as vozes em Voto em Branco. Pela primeira vez, vocês poderão ouvir a voz de André X num disco da Plebe Rude. O estúdio do Philippe é perfeito para a gravação dos vocais. Ele criou uma espécie de caverna talibã onde o vocalista fica enfurnado, no conforto de um pseudo-útero. Esse retorno psicológico materno engrandece a performance. Isso sem falar que é no escuro, breu total - tirando um abajurzinho que ilumina o papel com as letras. Parabéns, Sr. Seabra! A bola está rolando, há luz no fim do túnel, e não é um trem vindo na contramão. Quase, quase....
terça-feira, abril 19, 2005
NOTÍCIAS DO FRONT - PROMESSA DO PHILIPPE
Ontem liguei para o Philippe para saber o que faríamos esta semana no disco. Ele respondeu: André, você não entendeu, esta semana a gente TERMINA as gravações. Então é isso, promessa de Seabra. Na verdade, falta muito pouco, tipo minhas vozes, alguns detalhes e, voalá, estamos com o novo - e eu diria melhor, depois do Concreto - disco da Plebe Rude pronto.
Resumo da Semana - 29 março a 19 da abril
Música: Novo Beck - Novo New Order - Clifford Brown - Versão de Heart of Glass, do Blondie, com o nome de Heart ov Glass, dos britânicos Product 01 (pela Compost Records) - coletânea Future Sounds of Jazz vol. 10.
Leitura: Songs of the Doomed, do Dr. Hunter S. Thompson (jornalistas, por favor leiam e aprendam a escrever e, principalmente, ter opinião própria).
Acontecimento do ano: é campeão, é o furacão - Atlééééééééééééético!
TV: Lost (de novo!) - Truques do Oliver - Mesa a Dois, com o chefe Atala.
Social da semana: visitas dos amigos para conhecer a Ana - valeu Balé, Kelly, Leo e Luana!
Leitura: Songs of the Doomed, do Dr. Hunter S. Thompson (jornalistas, por favor leiam e aprendam a escrever e, principalmente, ter opinião própria).
Acontecimento do ano: é campeão, é o furacão - Atlééééééééééééético!
TV: Lost (de novo!) - Truques do Oliver - Mesa a Dois, com o chefe Atala.
Social da semana: visitas dos amigos para conhecer a Ana - valeu Balé, Kelly, Leo e Luana!
quinta-feira, abril 14, 2005
O Anjinho
Havia a disputa de quem ela mais parecia, se com a mãe ou o pai. Os amigos “tucanos” afirmavam que tinha traços dos dois. A única coisa que todos concordavam era que a Carminha era um anjinho, parecia ter descido direto do firmamento para alegrar a casa de Horácio e Cidinha, seus pais. Loira, de olhos azuis, sempre um sorrisinho nos lábios, Carminha chamava a atenção por onde passava. Parece um querubim, exclamavam maravilhados os que cruzavam com ela no seu carrinho de bebê, sendo empurrada pelo pai orgulhoso. Nunca se irritava, chorava só em último caso, dormia bem, era o neném perfeito.
Sendo um programador de sistemas, Horácio acredita somente naquilo que pode ser traduzido para a lógica. Claro que olhava com desdém as manias esotéricas de sua esposa, chegada num horóscopo, espiritista amadora e praticante Wica. Ele nem se deu ao trabalho de ler o mapa astral que a Cidinha tinha encomendado a preço de ouro do melhor astrólogo de sua cidade. Mas se deixava ela feliz, ele não se opunha.
Um dia, Horácio estava a sós na cozinha, dando uma sopa de beterraba para seu xodó. Ela sentada na sua cadeira alta, própria para bebês, e ele a sua frente, numa cadeira mais baixa. Adorava esses momentos com a Carminha, seu anjinho. Nesse dia, o programador se lembrou de uma besteira que tinha ouvido da mulher. De acordo com ela, se fosse perguntado a uma criança novinha o que tinha sido antes de nascer, a criança contaria o que tinha sido na vida passada. Achava isso uma asneira, mas, por brincadeira, resolveu tentar.
Olhou a filha bem no fundo dos olhos azuis e perguntou: Carminha, quem era você antes da nascer?
O bebê fez uma cara séria e respondeu violentamente, com uma voz rouca e grave, que mais lembrava um cantor de banda de death metal escandinava: “Átila, o Huno!”.
Com o susto, Horácio cai para trás, a sopa derramando sobre ele, tingindo seu rosto de roxo. Seu coração disparado parece que vai saltar do tórax. Olha para cima e vê sua filha com aquela expressão angelical de sempre sorrindo para ele. Sua esposa entra na cozinha e se depara com a cena. Sinceramente, Horácio, diz ela, reprovando o marido.
Desde então, Horácio nunca mais passou um momento sozinho com a filha.
Sendo um programador de sistemas, Horácio acredita somente naquilo que pode ser traduzido para a lógica. Claro que olhava com desdém as manias esotéricas de sua esposa, chegada num horóscopo, espiritista amadora e praticante Wica. Ele nem se deu ao trabalho de ler o mapa astral que a Cidinha tinha encomendado a preço de ouro do melhor astrólogo de sua cidade. Mas se deixava ela feliz, ele não se opunha.
Um dia, Horácio estava a sós na cozinha, dando uma sopa de beterraba para seu xodó. Ela sentada na sua cadeira alta, própria para bebês, e ele a sua frente, numa cadeira mais baixa. Adorava esses momentos com a Carminha, seu anjinho. Nesse dia, o programador se lembrou de uma besteira que tinha ouvido da mulher. De acordo com ela, se fosse perguntado a uma criança novinha o que tinha sido antes de nascer, a criança contaria o que tinha sido na vida passada. Achava isso uma asneira, mas, por brincadeira, resolveu tentar.
Olhou a filha bem no fundo dos olhos azuis e perguntou: Carminha, quem era você antes da nascer?
O bebê fez uma cara séria e respondeu violentamente, com uma voz rouca e grave, que mais lembrava um cantor de banda de death metal escandinava: “Átila, o Huno!”.
Com o susto, Horácio cai para trás, a sopa derramando sobre ele, tingindo seu rosto de roxo. Seu coração disparado parece que vai saltar do tórax. Olha para cima e vê sua filha com aquela expressão angelical de sempre sorrindo para ele. Sua esposa entra na cozinha e se depara com a cena. Sinceramente, Horácio, diz ela, reprovando o marido.
Desde então, Horácio nunca mais passou um momento sozinho com a filha.
NOTÍCIAS DO FRONT - 12 DE ABRIL 2005
Minha participação no disco está quase no fim - todos os baixos já estão gravados. Ontem, matamos os baixos da parte final de Suficiente por Um Dia e a segunda parte de Voto em Branco. Agora, só volto para o estúdio para gravar a voz de Voto em Branco. Estamos muito perto, muito perto mesmo do fim. Agora sei como o Stalin se sentiu quando a vitória sobre o exército de Hitler era iminente.
quarta-feira, abril 13, 2005
AFRO-LULA
Lula, não tendo mais nada a fazer em Brasília, cansado de ficar inaugurando marcos pelo país, comprou um avião novo e, para não ser acusado de não usá-lo, viaja pelo mundo a qualquer pretexto. Agora mesmo, está na África, visitando ditadores, déspotas e líderes de valores morais questionáveis. Ao ser acusado de viajar muito, o nosso presidente se defende: “negociar olho-no-olho vale mais do que 500 e-mails”. Ele deveria avisar isso aos grandes administradores que cada vez mais fecham negócios pela internet, economizando dinheiro e acelerando o processo. Mas afinal, o quê mesmo que ele foi negociar lá? Hoje é sabido que quanto mais um país se envolve em comércio com os outros, mais ele progride. Essas republiquetas que o Lula está visitando representam traço na nossa balança comercial. Seria melhor ele visitar uma França, Rússia ou China, olhar no olho e derrubar barreiras comerciais que tragam vantagens reais para o Brasil. Eu, pessoalmente, acho que ele ficou uma gracinha vestido à caráter naquela festa africana. Consigo imaginar os anfitriões se trancando no banheiro, batendo nas costas uns dos outros e gargalhando sem parar: “conseguimos colocar aquela roupa ridícula no Presidente do Brasil, há há há há há há há há há!” E a gente aqui chora com o desperdício de dinheiro público: buá buá buá!
terça-feira, abril 12, 2005
O SONO DOS JUSTOS
Como é fácil quebrar o espírito do ser humano, pensa Alexandre enquanto espera a sua vez na fila do check-in no aeroporto para voltar para casa. Agora ele entende a utilização da técnica de interrogação que consiste em deixar o interrogado acordado durante dias. Sem sono, o homem perde a noção, o contato com a realidade. Os seus bloqueios viram pó, sua esperança morre. Alexandre chega a essa conclusão como um conhecedor da causa, fazem três noites e três dias que não prega os olhos. Primeiro foi o nascimento de seu primeiro filho. Vinte e quatro horas viradas acompanhando o parto, ajudando a esposa a amamentar, caçando médicos e enfermeiras pelo hospital, agüentando choro, trocando fraldas e cuidando da recém-tornada mãe. Depois foi o show da Plebe Rude, onde trabalha como técnico de som.
Nem teve tempo de se banhar e trocar de roupa. Quando encontrou o resto da equipe no aeroporto para partir em direção à Florianópolis, todos estranharam seu jeito de vagabundo: barba por fazer, cabelo comprido todo despenteado, olheiras que os óculos escuros não conseguem esconder e um cheirinho característico de suor azedo. O Philippe não vai gostar, avisou o roadie Felipão. Todos sabem que o Philippe é muito chato com a aparência do pessoal que trabalha com a Plebe. Ele vai ter que entender, responde o Alexandre, sem maiores explicações. Na verdade, o guitarrista não notou nada, pois viajou nas poltronas da frente e o técnico de som nas últimas.
Durante o vôo, também não conseguiu dormir. O gordo do seu lado era muito espaçoso, e a velhinha não parava de falar. Sem contar que a sua poltrona não reclinava e os seus joelhos ficavam espremidos contra a mesinha. Foi um inferno. Pior a chegada na capital catarinense: direto do aeroporto para a passagem de som, onde, claro, deu tudo errado e ele teve que arrumar os cabos até a hora do show, que terminou somente às seis da manhã, hora de voltar para o aeroporto, onde se encontra agora.
Os olhos do Alexandre ardem, parece que suas lágrimas são ácido sulfúrico. Sua língua jaz morta no fundo da boca, quando tenta falar, ela nem se mexe, pediu arrego há muito tempo. Ele agüenta pacientemente na fila, junto com o resto da equipe. Quando chegam no balcão, a moça avisa que o excesso de bagagem vai custar trezentos reais. Alexandre, como costuma fazer nessas horas, tenta argumentar com ela, talvez para reduzir o custo ou deixar passar. Ela não só não entende uma palavra do que ele diz, como acha sua aparência muito esquisita, por não falar suspeita. Mantém um sorriso forçado no rosto enquanto aperta o botãozinho vermelho debaixo de sua mesa.
Temos um código 22, avisa o chefe dos seguranças do aeroporto, e sai correndo, acompanhado por outros quatro colegas, nenhum pesando menos do que cem quilos, trajados em seus ternos pretos, a-lá matrix. Em suas mãos, um bastão anti-motim com descarga elétrica de vários volts. Não foi difícil identificarem o arruaceiro. Só pode ser aquele hippy drogado lá no balcão da Gol, aponta o segurança. O primeiro choque consegue acordar a língua do Alexandre que solta um grito de agonia. O segundo o faz cair no chão. O pior foram as porradas dos cassetetes, doem em dobro, primeiro com a pancada, segundo com a voltagem descarregada no seu corpo. Sem conseguir reagir mais, o arrastam para uma cabine a prova de som.
Olha só o que ele tem na mochila, grita um dos seguranças. Alexandre, como faz em todo final de show, coloca tudo que sobra no camarim na sua mochila para distribuir entre a equipe da Plebe. Dessa vez, os músicos não consumiram quase nada e ele embolsou três Johnny Walkers Red, duas Smirnoffs e algumas latas de Inferno. É um bebum, todos concluem. Foi direto do aeroporto para a cela da delegacia.
Ivan já sabia que o Philippe ia reclamar. Não gosto de drogados na equipe, ainda mais esses que fazem confusão, avisa o guitarrista. Fica relaxado, sugere o empresário, vou me livrar dele. Alexandre não está nem aí, dorme que nem um anjo no colchão surrado de sua cela.
Nem teve tempo de se banhar e trocar de roupa. Quando encontrou o resto da equipe no aeroporto para partir em direção à Florianópolis, todos estranharam seu jeito de vagabundo: barba por fazer, cabelo comprido todo despenteado, olheiras que os óculos escuros não conseguem esconder e um cheirinho característico de suor azedo. O Philippe não vai gostar, avisou o roadie Felipão. Todos sabem que o Philippe é muito chato com a aparência do pessoal que trabalha com a Plebe. Ele vai ter que entender, responde o Alexandre, sem maiores explicações. Na verdade, o guitarrista não notou nada, pois viajou nas poltronas da frente e o técnico de som nas últimas.
Durante o vôo, também não conseguiu dormir. O gordo do seu lado era muito espaçoso, e a velhinha não parava de falar. Sem contar que a sua poltrona não reclinava e os seus joelhos ficavam espremidos contra a mesinha. Foi um inferno. Pior a chegada na capital catarinense: direto do aeroporto para a passagem de som, onde, claro, deu tudo errado e ele teve que arrumar os cabos até a hora do show, que terminou somente às seis da manhã, hora de voltar para o aeroporto, onde se encontra agora.
Os olhos do Alexandre ardem, parece que suas lágrimas são ácido sulfúrico. Sua língua jaz morta no fundo da boca, quando tenta falar, ela nem se mexe, pediu arrego há muito tempo. Ele agüenta pacientemente na fila, junto com o resto da equipe. Quando chegam no balcão, a moça avisa que o excesso de bagagem vai custar trezentos reais. Alexandre, como costuma fazer nessas horas, tenta argumentar com ela, talvez para reduzir o custo ou deixar passar. Ela não só não entende uma palavra do que ele diz, como acha sua aparência muito esquisita, por não falar suspeita. Mantém um sorriso forçado no rosto enquanto aperta o botãozinho vermelho debaixo de sua mesa.
Temos um código 22, avisa o chefe dos seguranças do aeroporto, e sai correndo, acompanhado por outros quatro colegas, nenhum pesando menos do que cem quilos, trajados em seus ternos pretos, a-lá matrix. Em suas mãos, um bastão anti-motim com descarga elétrica de vários volts. Não foi difícil identificarem o arruaceiro. Só pode ser aquele hippy drogado lá no balcão da Gol, aponta o segurança. O primeiro choque consegue acordar a língua do Alexandre que solta um grito de agonia. O segundo o faz cair no chão. O pior foram as porradas dos cassetetes, doem em dobro, primeiro com a pancada, segundo com a voltagem descarregada no seu corpo. Sem conseguir reagir mais, o arrastam para uma cabine a prova de som.
Olha só o que ele tem na mochila, grita um dos seguranças. Alexandre, como faz em todo final de show, coloca tudo que sobra no camarim na sua mochila para distribuir entre a equipe da Plebe. Dessa vez, os músicos não consumiram quase nada e ele embolsou três Johnny Walkers Red, duas Smirnoffs e algumas latas de Inferno. É um bebum, todos concluem. Foi direto do aeroporto para a cela da delegacia.
Ivan já sabia que o Philippe ia reclamar. Não gosto de drogados na equipe, ainda mais esses que fazem confusão, avisa o guitarrista. Fica relaxado, sugere o empresário, vou me livrar dele. Alexandre não está nem aí, dorme que nem um anjo no colchão surrado de sua cela.
COMO FOI A RAVE E NOTÍCIAS DO FRONT
Foi uma massa negra, e foi massa! Até a vodca era negra! Mordo a língua e abaixo a cabeça em respeito e admiração, a 7ª Thorns Rave Gótica foi muito bem organizada, freqüentada e executada. No Clube dos Bancários, um imenso resort sindical em São Bernado, SP, se reuniram mais de cinco mil jovens (e mais tantos velhos) vestidos de vampiros, gárgulas, noivas, coveiros e outras variações do tema. Divertiram-se muito e nós também. O show foi impecável, rolando até um triz, cover do I Fought the Law, do Clash. E o público ainda queria mais.
Depois do show, acompanhado pela Fernanda, namorada do Philippe, e o Txotxa, super batera, dei uma rolé pelo lugar. Demos muita risada com a dança do ventre para uma platéia de darks que a gente tinha certeza que ia se levantar, sacrificar a moça e beber o seu sangue. Coisa que não aconteceu. O show do Das Ich me agradou muito também, me remetendo a um passado no qual ouvia muito EBM e coisas do gênero. Pena que não tirei fotos, o povo estava bem à caráter, tornando o clima perfeito para a ressurreição do Bela Lugosi.
Boas notícias do front, também. O Clemente esteve em Brasília e terminou a sua participação n o disco. Gravou todas as vozes e guitarras. Pessoal, estamos muito próximo do fim. Faltam detalhes, somente detalhes. Espero que a próxima vez que postar novas sobre a gravação seja para anunciar a sua finalização.
Depois do show, acompanhado pela Fernanda, namorada do Philippe, e o Txotxa, super batera, dei uma rolé pelo lugar. Demos muita risada com a dança do ventre para uma platéia de darks que a gente tinha certeza que ia se levantar, sacrificar a moça e beber o seu sangue. Coisa que não aconteceu. O show do Das Ich me agradou muito também, me remetendo a um passado no qual ouvia muito EBM e coisas do gênero. Pena que não tirei fotos, o povo estava bem à caráter, tornando o clima perfeito para a ressurreição do Bela Lugosi.
Boas notícias do front, também. O Clemente esteve em Brasília e terminou a sua participação n o disco. Gravou todas as vozes e guitarras. Pessoal, estamos muito próximo do fim. Faltam detalhes, somente detalhes. Espero que a próxima vez que postar novas sobre a gravação seja para anunciar a sua finalização.
terça-feira, abril 05, 2005
OLHO VIVO!
Fim de carnaval, época maldita, na qual a mídia vem de rodão obrigando-nos a nos divertir, mesmo que não gostemos de samba, axé, calor, ginga e alegria popular. Querendo me juntar aos meus semelhantes, fui tentar a sorte em Salvador, afinal, lá não tem samba. Maldições, deveria ter ficado em Brasília. O pior foi o que se seguiu, quarta-feira de cinzas não havia mais passagens de ônibus para voltar ao DF. O rapaz da rodoviária colocou as alternativas na mesa: “Meu rei, fica aqui, onde o carnaval ainda vai durar mais duas semanas, ou vá de cidadezinha em cidadezinha até Brasília. Agora mesmo, tem um ônibus saindo para São Judas do Concal Doce. De lá você pega outro até Deodato e assim por diante, até ter um direto para sua casa.”
“Mais duas semanas de carnaval?!?! Prefiro tentar a sorte na estrada, me vê uma passagem para esse tal de São Judas.”
Depois de seis horas saracoteando dentro de uma sauna sobre rodas que chamam de ônibus, junto com trinta outras pessoas, duas galinhas e um porco, parando de cidadezinha em cidadezinha, chegamos na parada final, São Judas do Concal Doce, o fim do mundo, na minha opinião. Uma estrada de terra com casas de barro em ambos os lados, uma igreja, uma delegacia, um colégio, uma rodoviária, em fim, um de cada coisa que uma vila deveria ter. Acho que nem Clint Eastwood se sentiria em casa num lugar inóspito desses.
Assim que saí do ônibus, fui correndo para o guichê – o único, claro – para comprar passagem para Deodato. “Meu rei, você acabou de perder a condução, hoje só depois de amanhã.” Desolado, fui me sentar nas cadeiras de madeira que ficavam sob o teto de zinco que chamavam de rodoviária para decidir o quê fazer. Ficar aqui? Ir para outra cidade? Voltar para Salvador? Estava entorpecido pelo calor, olhar distante, ouvindo as moscas zumbirem sobre a cabeça. De repente uma mão gelada toca o meu rosto. Levo um baita susto. Focalizo a visão e tem um homem parado, seu pélvis a centímetros do meu nariz. Sua mão suada ainda pousada na minha bochecha.
“Filho da puta!”, grito, e empurro o cara, que cai sentado no chão e rola descontroladamente para os lados.
O movimento da rodoviária cessa. Todos olham para a cena: eu de pé, o cara no chão, agonizando. “Ele empurrou o ceguinho!”, alguém grita. Logo, aparecem uns dois negões para ajudar o sujeito a se levantar. Não deu nem tempo para pedir desculpas, de explicar que não tinha idéia que era um cego. Levei um soco na barriga que me jogou sentado. “Quero ver bancar o valente com alguém do seu tamanho!”, diz o agressor, se afastando.
Sinto os olhos de todos sobre mim, me fuzilando, me condenando por ter agredido o cego. Retiro-me devagar, olhando para o chão, tentando não cruzar olhares com ninguém. Vou até o bar do outro lado da rua e peço um café. O cara atrás do balcão põe o copo cheio na minha frente e, quando vou pegá-lo, cospe dentro e me xinga: “babaca!”. Sinto que também não sou bem vindo no bar. Assim que saio na rua, um grupo está me esperando. “Vamos descontar nele o que fez com o ceguinho!”, comando um garoto fedelho, e todos obedecem. Derrubam-me, levo chutes, cascudos e escarradas. Quando cansam de me agredir, me arrasto até a calçada e fico lambendo as feridas.
Só percebo que tem alguém no meu lado quando levanto a cabeça. Com os dentes cerrados, esperando ser agredido novamente, resmungo: “Cara, sei que errei, mas eu não sabia..”
“Fica frio. Adorei o que você fez. Toma um gole.” O sujeito coloca um copo de água na minha mão. Bebo gulosamente, mas sem entender nada. Quando o encaro, noto que é caolho. O olho bom me observa com ternura; o ruim, todo opaco e negro, fita o nada.
“Já ouviu o ditado em terra de cego, quem tem olho é rei? Tudo papo furado! Eu tenho um olho, mas quem ganha todas as esmolas é o cego! Todos ficam com pena dele e o cara leva dez vezes mais grana para casa todas as noites do que eu.”
“Sinto muito,” respondo.
“Pois é, pra mim não dá mais, vou me mandar. Meu cunhado vai me levar para Deodoro, lá não tem cego nenhum e vou poder pedir esmola sem competição. Quer uma carona?”
Digo que sim, animado. Dentro de minutos uma Rural caindo aos pedaços estaciona na nossa frente, nos levantamos. O caolho senta na frente e eu, sendo o caronista, me acomodo no baú, atrás. Quando começamos a partir, vejo o ceguinho apoiado no muro, esmolando. Bato no vidro que dá para a cabine e falo para o motorista: “espera um pouco, tenho um último negócio a acertar.”
Pulo do carro, corro até o cego e aplico-lhe uma banda. Ele voa no ar e cai de costas no chão. Ainda cuspo em cima e xingo: “cego filho da puta”. Antes que os locais consigam reagir – certamente me linchariam se me pegassem – pulo na Rural que arranca. Vejo uns furiosos correndo atrás do carro, tentando nos acertar com pedras. Em vão.
Olho para frente e reparo na mão do caolho estendida para fora do carro, o dedo do meio em riste, se despedindo da cidade.
“Mais duas semanas de carnaval?!?! Prefiro tentar a sorte na estrada, me vê uma passagem para esse tal de São Judas.”
Depois de seis horas saracoteando dentro de uma sauna sobre rodas que chamam de ônibus, junto com trinta outras pessoas, duas galinhas e um porco, parando de cidadezinha em cidadezinha, chegamos na parada final, São Judas do Concal Doce, o fim do mundo, na minha opinião. Uma estrada de terra com casas de barro em ambos os lados, uma igreja, uma delegacia, um colégio, uma rodoviária, em fim, um de cada coisa que uma vila deveria ter. Acho que nem Clint Eastwood se sentiria em casa num lugar inóspito desses.
Assim que saí do ônibus, fui correndo para o guichê – o único, claro – para comprar passagem para Deodato. “Meu rei, você acabou de perder a condução, hoje só depois de amanhã.” Desolado, fui me sentar nas cadeiras de madeira que ficavam sob o teto de zinco que chamavam de rodoviária para decidir o quê fazer. Ficar aqui? Ir para outra cidade? Voltar para Salvador? Estava entorpecido pelo calor, olhar distante, ouvindo as moscas zumbirem sobre a cabeça. De repente uma mão gelada toca o meu rosto. Levo um baita susto. Focalizo a visão e tem um homem parado, seu pélvis a centímetros do meu nariz. Sua mão suada ainda pousada na minha bochecha.
“Filho da puta!”, grito, e empurro o cara, que cai sentado no chão e rola descontroladamente para os lados.
O movimento da rodoviária cessa. Todos olham para a cena: eu de pé, o cara no chão, agonizando. “Ele empurrou o ceguinho!”, alguém grita. Logo, aparecem uns dois negões para ajudar o sujeito a se levantar. Não deu nem tempo para pedir desculpas, de explicar que não tinha idéia que era um cego. Levei um soco na barriga que me jogou sentado. “Quero ver bancar o valente com alguém do seu tamanho!”, diz o agressor, se afastando.
Sinto os olhos de todos sobre mim, me fuzilando, me condenando por ter agredido o cego. Retiro-me devagar, olhando para o chão, tentando não cruzar olhares com ninguém. Vou até o bar do outro lado da rua e peço um café. O cara atrás do balcão põe o copo cheio na minha frente e, quando vou pegá-lo, cospe dentro e me xinga: “babaca!”. Sinto que também não sou bem vindo no bar. Assim que saio na rua, um grupo está me esperando. “Vamos descontar nele o que fez com o ceguinho!”, comando um garoto fedelho, e todos obedecem. Derrubam-me, levo chutes, cascudos e escarradas. Quando cansam de me agredir, me arrasto até a calçada e fico lambendo as feridas.
Só percebo que tem alguém no meu lado quando levanto a cabeça. Com os dentes cerrados, esperando ser agredido novamente, resmungo: “Cara, sei que errei, mas eu não sabia..”
“Fica frio. Adorei o que você fez. Toma um gole.” O sujeito coloca um copo de água na minha mão. Bebo gulosamente, mas sem entender nada. Quando o encaro, noto que é caolho. O olho bom me observa com ternura; o ruim, todo opaco e negro, fita o nada.
“Já ouviu o ditado em terra de cego, quem tem olho é rei? Tudo papo furado! Eu tenho um olho, mas quem ganha todas as esmolas é o cego! Todos ficam com pena dele e o cara leva dez vezes mais grana para casa todas as noites do que eu.”
“Sinto muito,” respondo.
“Pois é, pra mim não dá mais, vou me mandar. Meu cunhado vai me levar para Deodoro, lá não tem cego nenhum e vou poder pedir esmola sem competição. Quer uma carona?”
Digo que sim, animado. Dentro de minutos uma Rural caindo aos pedaços estaciona na nossa frente, nos levantamos. O caolho senta na frente e eu, sendo o caronista, me acomodo no baú, atrás. Quando começamos a partir, vejo o ceguinho apoiado no muro, esmolando. Bato no vidro que dá para a cabine e falo para o motorista: “espera um pouco, tenho um último negócio a acertar.”
Pulo do carro, corro até o cego e aplico-lhe uma banda. Ele voa no ar e cai de costas no chão. Ainda cuspo em cima e xingo: “cego filho da puta”. Antes que os locais consigam reagir – certamente me linchariam se me pegassem – pulo na Rural que arranca. Vejo uns furiosos correndo atrás do carro, tentando nos acertar com pedras. Em vão.
Olho para frente e reparo na mão do caolho estendida para fora do carro, o dedo do meio em riste, se despedindo da cidade.
ANA'S IN THE HOUSE!
Sim, estive ausente. È frustrante para os leitores de um blog acessarem o endereço todos os dias somente para verificar que não há mudanças nenhuma. Pelo desculpas, mas houve um bom motivo. É que uma mulher nova entrou na minha vida. Ela me mantém ocupado praticamente todas as horas do dia. Quando digo nova, é nova mesmo: tem apenas uma semana de idade. Ana, minha filha mais nova, nasceu dia 29 de março às 05h19min. Já está em casa conosco e, junto com minha primogênita, Alice, e a Rosa formamos uma Happy Family. Hey Ho, Let’s Go! Bem vinda!
segunda-feira, março 28, 2005
A PLEBE ESTARÁ NUMA RAVE GÓTICA!
Acreditem, a sétima edição da Thorns Gothic Rave (traduzindo: Rave Gótica Espinhos) será no dia 9 de abril e, sim, a Plebe estará lá. O que vem a ser uma rave gótica? Bom, numa rave presume-se encontrar um monte de gente alegre dançando e se divertindo; pulando e berrando; roupas leves, tênis retrôs ou sandálias; luzes brilhantes e coloridas. Por góticos, imagina-se um grupo todo vestido de preto, caras amarradas, filosofando, discutindo existencialismo, falsidade da humanidade e outros assuntos do gênero, usando botas e tentando não se misturar com a podridão hipócrita que habita esse planeta. Agora, junte os dois e se tem...... o quê mesmo? Nick Cave com os braços para o ar gritando "uhú, cachû e cogû"? A Siouxsie doida de ecstacy? O Sisters of Mercy fazendo uma almôndega humana ao som de house? Quem estiver curioso, apareça, nós vamos dar o máximo para que seja um acontecimento digno do nome.
Posso parecer estar zoando, mas, nos anos 1980s, já fui dark (que é como chamavam os góticos na época). Já li muito Friedrich Nietzsche. Já discuti o existencialismo enquanto bebia cachaça. Já me vesti todinho de preto e andava pelas sombras no auge do verão carioca. Já vi Sisters of Mercy no Canecão e fiquei de joelhos gritando "caramurú, caramurú". Minha filha já usou o pijama que herdei do filho do Nick Cave. Já colecionei caveiras. Por isso, minha curiosidade. Quem quiser saber mais, entre no site: www.thorns.com.br ou fiquem ligados neste blog para os comentários póstumos.
Só uma reclamação: para que colocar no site e na divulgação uma foto do Philippe tocando com os Paralamas (eles são góticos? >:) Ou aquela foto velha, com o saudoso Jander?
Posso parecer estar zoando, mas, nos anos 1980s, já fui dark (que é como chamavam os góticos na época). Já li muito Friedrich Nietzsche. Já discuti o existencialismo enquanto bebia cachaça. Já me vesti todinho de preto e andava pelas sombras no auge do verão carioca. Já vi Sisters of Mercy no Canecão e fiquei de joelhos gritando "caramurú, caramurú". Minha filha já usou o pijama que herdei do filho do Nick Cave. Já colecionei caveiras. Por isso, minha curiosidade. Quem quiser saber mais, entre no site: www.thorns.com.br ou fiquem ligados neste blog para os comentários póstumos.
Só uma reclamação: para que colocar no site e na divulgação uma foto do Philippe tocando com os Paralamas (eles são góticos? >:) Ou aquela foto velha, com o saudoso Jander?
RESUMO DA SEMANA (até 28 de março)
MÚSICA: Cosmic Sounds, último CD do Thievery Corporation. Miles Davis, Charlie Parker e muito West Coast Jazz.
LEITURA: Históira do Olho, de Georges Bataille (é pornografia? é erotismo intlectual? é um safado escrevendo ou um acadêmico respeitado? dúvidas......)
COMIDA: Vatapá da Sogra.
TRAIÇÃO À PÁTRIA: torcer para o Peru. Calma, eu explico: temos muita gordura para queimar, estamos longe do terceiro lugar. Se o Peru ganha, o Parreira cai. Tudo pelo bem da Seleção.
LEITURA: Históira do Olho, de Georges Bataille (é pornografia? é erotismo intlectual? é um safado escrevendo ou um acadêmico respeitado? dúvidas......)
COMIDA: Vatapá da Sogra.
TRAIÇÃO À PÁTRIA: torcer para o Peru. Calma, eu explico: temos muita gordura para queimar, estamos longe do terceiro lugar. Se o Peru ganha, o Parreira cai. Tudo pelo bem da Seleção.
quarta-feira, março 23, 2005
DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA, 22 DE MARÇO.
Ainda insistem em avacalhar a data tocando aquela música insuportável do Guilherme Arantes, Planeta Água. Mas o tema é dos mais sérios, pois a água é um bem escasso, ou seja, um dia vai acabar. Quando isso acontecer, tudo bem, morreremos juntos. O pior é o que ocorrerá antes: só terão acesso à água os mais ricos. Pobres serão aniquilados pela sede. Será pior que a corrida por petróleo, pois sem gasolina a vida continua, sem água, não.
E alguém se preocupa com isso? Sim, a WWF, o Greenpeace e outras organizações que, infelizmente, não apitam nada. Os políticos, que têm o dever de legislar sobre o assunto, possuem uma visão míope, que se restringe aos seus mandatos. De que adianta fazer leis que só afetará os eleitores daqui a algumas décadas se eu não estiver mais no poder? É assim que pensam. Literalmente, os burros d’água!
O Distrito Federal, de acordo com o Ibama, é um dos exemplos mais negativos no gerenciamento dos recursos hídricos. Dos três rios planejados para serem represados no intuito de abastecimento de água à população, um está inutilizado. O São Bartolomeu deveria ter sido, pelos projetos originais de Brasília, represado alguns quilômetros acima para construção de um segundo lago que viria amenizar o clima e garantir o abastecimento d´água. Devido aos condomínios e chácaras que ocuparam suas cabeceiras e boa parte das áreas que seriam inundadas, o projeto foi deixado de lado. Ou seja, permite-se o aumento da população, por meio de invasões e crescimento desordenado, mas não do acesso à água. Mais eleitores, tudo bem, mas vão passar sede. Reza o dito popular que a água é silenciosa, mas perigosa. A bomba relógio está armada.
Os bacanas que moram nos lagos desconsideram a lei e sugam sem parar do lençol freático, com sérias conseqüências para o futuro do abastecimento do DF. Fazem isso não porque são malvados e gananciosos, mas porque não existe uma política de longo prazo que eduque e, principalmente, fiscalize. Tudo para não perder votos. A água dá, a água leva. É o que vai acontecer.
Mas estou chovendo no molhado. Muitos outros também estão. Se não resulta em votos, os nossos representantes não estão interessados. Água fria não escalda pirão. Depende de nós. Águas passadas não movem moinhos, mas as urnas futuras sim.
E alguém se preocupa com isso? Sim, a WWF, o Greenpeace e outras organizações que, infelizmente, não apitam nada. Os políticos, que têm o dever de legislar sobre o assunto, possuem uma visão míope, que se restringe aos seus mandatos. De que adianta fazer leis que só afetará os eleitores daqui a algumas décadas se eu não estiver mais no poder? É assim que pensam. Literalmente, os burros d’água!
O Distrito Federal, de acordo com o Ibama, é um dos exemplos mais negativos no gerenciamento dos recursos hídricos. Dos três rios planejados para serem represados no intuito de abastecimento de água à população, um está inutilizado. O São Bartolomeu deveria ter sido, pelos projetos originais de Brasília, represado alguns quilômetros acima para construção de um segundo lago que viria amenizar o clima e garantir o abastecimento d´água. Devido aos condomínios e chácaras que ocuparam suas cabeceiras e boa parte das áreas que seriam inundadas, o projeto foi deixado de lado. Ou seja, permite-se o aumento da população, por meio de invasões e crescimento desordenado, mas não do acesso à água. Mais eleitores, tudo bem, mas vão passar sede. Reza o dito popular que a água é silenciosa, mas perigosa. A bomba relógio está armada.
Os bacanas que moram nos lagos desconsideram a lei e sugam sem parar do lençol freático, com sérias conseqüências para o futuro do abastecimento do DF. Fazem isso não porque são malvados e gananciosos, mas porque não existe uma política de longo prazo que eduque e, principalmente, fiscalize. Tudo para não perder votos. A água dá, a água leva. É o que vai acontecer.
Mas estou chovendo no molhado. Muitos outros também estão. Se não resulta em votos, os nossos representantes não estão interessados. Água fria não escalda pirão. Depende de nós. Águas passadas não movem moinhos, mas as urnas futuras sim.
terça-feira, março 22, 2005
SHOW DA PLEBE DIA 19 DE MARÇO: KAZEBRE
O Kazebre já tem minha simpatia por ser um clube de motos. A organização é impecável, melhor camarim que pegamos nos últimos anos. Aliáis, melhor público também. Só não entendi o Iron Maiden depois que tocamos, deve ser alguma praxe do lugar, tudo bem. A reação da platéia à nova formação é inspiradora. Dá a força necessária para derrubar todos os obstáculos e seguir em frente. Conheci um monte de gente que não me lembro mais, abraços!
quarta-feira, março 16, 2005
PAPA ESSA!
Está no jornal: “Papa aparece de surpresa para abençoar fiéis.” Imagino a cena: um grupo de turistas brasileiros passeando pelo Vaticano. Passam maravilhados pelas obras de arte, pelas esculturas, pelas tapeçarias. Liderando a turma, um senhor, tipo Severino Cavalcanti, se achando mais perto de Deus por estar em local tão sagrado. Atrás dele, senhoras religiosas ficam repetindo “benza Deus” a cada atração. No meio, uns adolescentes entediados, loucos para sair dali para ver um jogo do Inter de Milão.
De repente, de trás de uma coluna, pula o pontífice, todo de branco, e diz, em latim, “em nome do pai, do filho e do espírito santo”. As velhas quase morrem de susto! Fantasma!, gritam, assombração! O pseudo-Severino sente seu coração fraco disparar e os braços ficarem dormentes. Tem que se apoiar no joelho de Davi para não desmaiar. O menino grita: “é o Jabá, the Hut!” E a irmã, mais acertadamente, grita: "não! é o bicho papão!"
O Papa some, tão rápido quanto veio, para pregar a mesma peça em outros turistas desavisados.
De repente, de trás de uma coluna, pula o pontífice, todo de branco, e diz, em latim, “em nome do pai, do filho e do espírito santo”. As velhas quase morrem de susto! Fantasma!, gritam, assombração! O pseudo-Severino sente seu coração fraco disparar e os braços ficarem dormentes. Tem que se apoiar no joelho de Davi para não desmaiar. O menino grita: “é o Jabá, the Hut!” E a irmã, mais acertadamente, grita: "não! é o bicho papão!"
O Papa some, tão rápido quanto veio, para pregar a mesma peça em outros turistas desavisados.
20 ANOS NO LIXO.
Foi um golpe! Um golpe no sentido do pôquer, do blefe, do assustar o colega que tem uma mão melhor, que desiste, e você, que tem um jogo horrível, pega o prêmio. O Figueiredo sabia, saiu pelos fundos, querendo nos avisar: esse cara é um pilantra, não vou passar a faixa para ele. Pena que ninguém ouviu! Depois de 21 anos de ditadura, não estavam acostumados com os ares democráticos e, feito um alcoólatra reincidente, foram contaminados, foram com muita sede ao pote. Engolimos o Sarney, a Constituinte, o Ulysses, o Funaro, o Plano Cruzado e todo o resto da farsa sem pestanejar. Como dizem na pesca: anzol, vara e tudo.
Queríamos começar com o pé direito, mas acabamos com cabelo na sopa. Ou melhor, fio de bigode. O Mestre do Maranhão hoje diz que foi “obrigado a fazer um plano populista pois faltou apoio da inteligência nacional ou da opinião pública, nem de grupos econômicos.” Quer dizer, foi tudo uma fachada, que pagamos caro até hoje. Na verdade ele não tinha o apoio porque esse pessoal viu nele um charlatão. Não iam colocar suas fichas numa furada dessas. Aliais, ele não enganou ninguém, a não ser os fiscais do Sarney, um bando de donas-de-casa que não tinham mais o que fazer.
Hoje fazem 20 anos! Nesse mesmo tempo, a Coréia, investindo maciçamente em educação, elevou o nível do seu povo para o de primeiro mundo. Em duas décadas, investindo em educação e infra-estrutura, o Japão se recuperou de uma guerra e duas bombas atômicas, se tornando referência econômica mundial. Não só perdemos o bonde da história, como entramos numa canoa furada. O capitão, seu José Sarney. Jogamos esses 240 meses no lixo acreditando na Constituição de 88, que ainda engessa o país. O Delfin vai voltar, agora como ministro do PT. O Maluf ainda tem força. Quércia apita. O único que está no fundo é o Ulysses, literalmente. Estamos ainda na linha de largada e o resto do mundo moderno já está voltas à nossa frente.
E o pior: quem manda ainda é o bigodudo.
Queríamos começar com o pé direito, mas acabamos com cabelo na sopa. Ou melhor, fio de bigode. O Mestre do Maranhão hoje diz que foi “obrigado a fazer um plano populista pois faltou apoio da inteligência nacional ou da opinião pública, nem de grupos econômicos.” Quer dizer, foi tudo uma fachada, que pagamos caro até hoje. Na verdade ele não tinha o apoio porque esse pessoal viu nele um charlatão. Não iam colocar suas fichas numa furada dessas. Aliais, ele não enganou ninguém, a não ser os fiscais do Sarney, um bando de donas-de-casa que não tinham mais o que fazer.
Hoje fazem 20 anos! Nesse mesmo tempo, a Coréia, investindo maciçamente em educação, elevou o nível do seu povo para o de primeiro mundo. Em duas décadas, investindo em educação e infra-estrutura, o Japão se recuperou de uma guerra e duas bombas atômicas, se tornando referência econômica mundial. Não só perdemos o bonde da história, como entramos numa canoa furada. O capitão, seu José Sarney. Jogamos esses 240 meses no lixo acreditando na Constituição de 88, que ainda engessa o país. O Delfin vai voltar, agora como ministro do PT. O Maluf ainda tem força. Quércia apita. O único que está no fundo é o Ulysses, literalmente. Estamos ainda na linha de largada e o resto do mundo moderno já está voltas à nossa frente.
E o pior: quem manda ainda é o bigodudo.
segunda-feira, março 14, 2005
RESUMO DA SEMANA (7 a 14/março/2005)
Música: "Moving Targets" do Penetration, conjunto punk de Manchester, liderado pela incrível Pauline Murray, gravado em 1978. Mixes do Laurent Garnier e Jeff Mills pela Radio Nova, na qual saem do tradicional e mixam tudo, inclusive Marcelo D2 e Jorge Ben.
Leitura: Artigo sobre Clevelândia, o Inferno Verde, publicado na última revista História, que conta um pouco dessa colônia penal no Oiapoque para onde o presidente Arthur Bernardes mandava os líderes trabalhadores, anarquistas e outros que se opunham ao governo central. Tortura, repressão e censura não era exclusividade da "gloriosa" de 1964.
Comida: Paella da Luana e Saiuri!
TV: Lost, na AXN.
Link: http://www.showstudio.com/projects/hyena/start.html
Leitura: Artigo sobre Clevelândia, o Inferno Verde, publicado na última revista História, que conta um pouco dessa colônia penal no Oiapoque para onde o presidente Arthur Bernardes mandava os líderes trabalhadores, anarquistas e outros que se opunham ao governo central. Tortura, repressão e censura não era exclusividade da "gloriosa" de 1964.
Comida: Paella da Luana e Saiuri!
TV: Lost, na AXN.
Link: http://www.showstudio.com/projects/hyena/start.html
sexta-feira, março 11, 2005
CADEIA DE TELEVISÃO
José Cruel nunca foi um expoente no mundo do crime. Teve sorte de nascer com esse sobrenome, pois essa alcunha nunca teria lhe sido dada se não estivesse na sua certidão de nascimento. Zé Cruel, como era conhecido na Ceilândia, desde pequeno andava com os maus elementos da sua vizinhança. Tanto que o povo começou a se acostumar com sua figura ao lado dos traficantes e criminosos locais. Lá vai o Zé Cruel, diziam, e o nome ficava gravado na cabeça do ouvinte. O marketing faz o produto e, com um apelido desses, logo ganhou fama de perigoso, apesar de não passar de um garoto de recados dos verdadeiros criminosos.
Estudou pouco, sua escola foi a rua; seus “professores”, todos procurados pela polícia. Mas não aprendeu muito, Zé Cruel era mais pose do que fato, e esse foi todo o problema. Um dia, a turma local pegou um dedo-duro, um informante da polícia infiltrado no bando. Torturaram o coitado. O corpo foi achado enterrado no lixão. O defunto era bem quisto na delegacia. O delegado queria a todo custo o assassino. Quem teria o sangue-frio para fazer uma barbaridade dessas? Foi o quê os tiras se perguntaram. Só pode ter sido obra do Zé Cruel!, responderam todos, inclusive os verdadeiros culpados, para se inocentarem. Resultado: sem ter para onde ir, traído pelos amigos, Zé foi obrigado a se refugiar num quartinho em cima de um bar de um primo, enquanto a barra não esfriava para o seu lado.
Zé Cruel está se sentindo a Anne Frank, escondido do mundo nesse quartinho minúsculo decorado com um colchão e uma TV. Nada mais. A única janela é pequena e estreita e fica colada à laje, longe do seu alcance. Fica vendo televisão 24 horas por dia, pois não se arrisca descer e ser reconhecido. É do interesse de todos que seja preso logo, então passa o seu tempo vendo a programação da Globo, SBT, Record e MaisTV. E não agüenta mais! Quanta merda!, diz para si mesmo. Isso está o deixando maluco.
Começa o dia com o Bom Dia DF, passa pela Ana Maria Braga (tem desejos secretos de matar o Louro José), pelos desenhos animados, pelo Jornal Hoje, pelas novelas mexicanas, pelo Vale A Pena Ver De Novo, pelas reprises de filmes ruins, pelos programas de fofoca, pela Hébe, pelo Leão, pelo Ratinho e termina a noite vendo a Ana Paula Padrão. Dorme pensando na telinha, na programação ruim. Seu desejo é falar para as emissoras o quão ruim é. Não é possível que eles não saibam. Ninguém merece, concluí.
Um dia, no meio da reprise vespertina de Se Meu Fusca Falasse, o primo aparece na porta e avisa: Zé, pega leve que o Ibope está lá em baixo.
Zé Cruel vê a sua chance. O Ibope? É com eles mesmo que quero falar! Eles têm que saber! Eles têm que me ouvir, vou contar a verdade sobre a TV. Desce correndo a escada, passando pelo primo, sem ouvir as advertências e protestos do parente. Está convicto de suas ações. Quer, porque quer, dar um jeito nessa programação de merda.
Quando chega no bar, o reconhecem na hora. Os quatro policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais sacam suas armas, imobilizam o coitado e jogam ele no camburão. Esteja preso! Não era o Ibope, mas sim o BOPE. Bem que o primo tentou avisar, mas fazer o quê, o Zé se entregou. Foi o que achou. Não percebeu que o outro tinha entendido errado.
A caminho da prisão, o policial fala para o Zé Cruel: fique tranqüilo, cara, na prisão agora tem televisão. Levou um susto com a reação do preso: nãããããããããããããããooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!
Estudou pouco, sua escola foi a rua; seus “professores”, todos procurados pela polícia. Mas não aprendeu muito, Zé Cruel era mais pose do que fato, e esse foi todo o problema. Um dia, a turma local pegou um dedo-duro, um informante da polícia infiltrado no bando. Torturaram o coitado. O corpo foi achado enterrado no lixão. O defunto era bem quisto na delegacia. O delegado queria a todo custo o assassino. Quem teria o sangue-frio para fazer uma barbaridade dessas? Foi o quê os tiras se perguntaram. Só pode ter sido obra do Zé Cruel!, responderam todos, inclusive os verdadeiros culpados, para se inocentarem. Resultado: sem ter para onde ir, traído pelos amigos, Zé foi obrigado a se refugiar num quartinho em cima de um bar de um primo, enquanto a barra não esfriava para o seu lado.
Zé Cruel está se sentindo a Anne Frank, escondido do mundo nesse quartinho minúsculo decorado com um colchão e uma TV. Nada mais. A única janela é pequena e estreita e fica colada à laje, longe do seu alcance. Fica vendo televisão 24 horas por dia, pois não se arrisca descer e ser reconhecido. É do interesse de todos que seja preso logo, então passa o seu tempo vendo a programação da Globo, SBT, Record e MaisTV. E não agüenta mais! Quanta merda!, diz para si mesmo. Isso está o deixando maluco.
Começa o dia com o Bom Dia DF, passa pela Ana Maria Braga (tem desejos secretos de matar o Louro José), pelos desenhos animados, pelo Jornal Hoje, pelas novelas mexicanas, pelo Vale A Pena Ver De Novo, pelas reprises de filmes ruins, pelos programas de fofoca, pela Hébe, pelo Leão, pelo Ratinho e termina a noite vendo a Ana Paula Padrão. Dorme pensando na telinha, na programação ruim. Seu desejo é falar para as emissoras o quão ruim é. Não é possível que eles não saibam. Ninguém merece, concluí.
Um dia, no meio da reprise vespertina de Se Meu Fusca Falasse, o primo aparece na porta e avisa: Zé, pega leve que o Ibope está lá em baixo.
Zé Cruel vê a sua chance. O Ibope? É com eles mesmo que quero falar! Eles têm que saber! Eles têm que me ouvir, vou contar a verdade sobre a TV. Desce correndo a escada, passando pelo primo, sem ouvir as advertências e protestos do parente. Está convicto de suas ações. Quer, porque quer, dar um jeito nessa programação de merda.
Quando chega no bar, o reconhecem na hora. Os quatro policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais sacam suas armas, imobilizam o coitado e jogam ele no camburão. Esteja preso! Não era o Ibope, mas sim o BOPE. Bem que o primo tentou avisar, mas fazer o quê, o Zé se entregou. Foi o que achou. Não percebeu que o outro tinha entendido errado.
A caminho da prisão, o policial fala para o Zé Cruel: fique tranqüilo, cara, na prisão agora tem televisão. Levou um susto com a reação do preso: nãããããããããããããããooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, março 10, 2005
VIVA O REI CHARLES!
Longa vida ao Charles! Viva o futuro Rei da Grã Bretanha! Estou de saco cheio de todo essas manifestações conservadoras e caretas sobre o casamento de Charles com a Camila Parker Bowles. o orelhudo teve culhão de assumir seus sentimentos pela feiosa e que se foda o resto do mundo. O amor não só é lindo, como é uma questão individual que se restringe aos envolvidos. Quem quer se meter na vida dos outros que volte ao Big Brother.
Neozelandesas protestam, mostrando os peitos. Devem morrer de inveja da noiva real, pois pelo menos os delas estão recebendo carinhos e não têm que ficar ao vento para ganhar alguma atenção. George Bush proíbe a Camila de entrar na Casa Branca porque ela é divorciada e, de acordo com o caubói fascista, causou a separação Charles e Diana. Que diabos! Queria ele que o orelhão ficasse morando com alguém que não amava? Então chifrar a Diana pode, separar não? Se o Bush fosse realmente contra o divórcio, não teria enviado soldados para a guerra, pois os traumas causados por estar em campo são a maior fonte de separação nas forças armadas.
A Rainha Elizabeth não vai ao casamento do filho. Que moralismo falso. Dizem que ela e o marido, o tal do príncipe consorte, rolam de bêbados pelos corredores do Palácio de Buckinham. Ela é que não está a fim de largar a coroa! God save the queen, the fascist regime, cantavam os Sex Pistols. Eles sabiam do que estavam falando. Charles e Camila recentemente foram vaiados pelos súditos durante uma aparição pública. Deveriam ter mandado um dedo real para todos. É muita frustração causado pela inveja da felicidade alheia.
Charles é gente boa. Diz que é fã do Darkness. Alguém com um senso de humor assim não pode ser gente ruim. Viva o Rei Charles!
Neozelandesas protestam, mostrando os peitos. Devem morrer de inveja da noiva real, pois pelo menos os delas estão recebendo carinhos e não têm que ficar ao vento para ganhar alguma atenção. George Bush proíbe a Camila de entrar na Casa Branca porque ela é divorciada e, de acordo com o caubói fascista, causou a separação Charles e Diana. Que diabos! Queria ele que o orelhão ficasse morando com alguém que não amava? Então chifrar a Diana pode, separar não? Se o Bush fosse realmente contra o divórcio, não teria enviado soldados para a guerra, pois os traumas causados por estar em campo são a maior fonte de separação nas forças armadas.
A Rainha Elizabeth não vai ao casamento do filho. Que moralismo falso. Dizem que ela e o marido, o tal do príncipe consorte, rolam de bêbados pelos corredores do Palácio de Buckinham. Ela é que não está a fim de largar a coroa! God save the queen, the fascist regime, cantavam os Sex Pistols. Eles sabiam do que estavam falando. Charles e Camila recentemente foram vaiados pelos súditos durante uma aparição pública. Deveriam ter mandado um dedo real para todos. É muita frustração causado pela inveja da felicidade alheia.
Charles é gente boa. Diz que é fã do Darkness. Alguém com um senso de humor assim não pode ser gente ruim. Viva o Rei Charles!
quarta-feira, março 09, 2005
QUEM (OU O QUE) É A TURMA DA COLINA?
Renato Russo sempre aludia ao grupo de amigos e conhecidos que formavam o núcleo do chamado “movimento punk de Brasília” como a Turma da Colina. Muito mais do que um punhado de músicos que vieram a formar a Legião Urbana, o Capital Inicial, a Plebe Rude, a Escola de Escândalos, o Diamante Cor-de-Rosa, entre outros, faziam parte do grupo pessoas que faziam suas próprias camisetas, estavam envolvidos com fotografia, arte, serigrafia, cinema e desenvolveram um humor próprio identificável até hoje em certas rodas brasilienses. Quando íamos em bando para o Rio ou São Paulo, sempre tentavam nos rotular: vocês são punks ou new wave? Não tínhamos resposta, essa falta de identificação classificatória nunca gerou traumas em nossas cabeças. Éramos únicos, e isso é o que importava.
Para quem não sabe, a Colina não é um monte de terra onde brincávamos em cima, mas sim quatro blocos de três andares dentro do campus da Universidade de Brasília, cercada por mato, isolada no Plano Piloto, onde moravam os professores da instituição. Só que, à época do surgimento da turma, ninguém mais morava lá. Para falar a verdade, do grupo, somente quem morou na Colina foram os irmãos Felipe e Flávio (hoje no Capital), o Gutje, meu irmão Bernardo e eu. A maioria dos outros integrantes da turma nunca botou os pés no local. Morávamos lá muito antes do punk. Éramos recém adolescentes e o Russo, que ainda era Manfredini, nem conhecíamos.
Para nós, que morávamos lá, a turma da Colina era um pessoal mais velho, com jeito de hippies, que ouviam Jimi Hendrix, montavam bandas para tocar blues no térreo dos blocos, acampavam debaixo de umas árvores, liam Marx, jogavam xadrez e nos tratavam bem, mas como pirralhos. Eles, até hoje, mantêm uma ligação forte, tendo até grupo virtual na internet, do qual faço parte como ex-morador do lugar. Por isso estranho quando leio na imprensa, quando vejo na MTV, quando ouço alguém se referir às bandas de Brasília com a Turma da Colina. Sempre me lembro daqueles que foram nossos mentores àquela época.
Passei 18 meses na Inglaterra com meus pais, em 1978. Quando voltamos ao Brasil, permaneci em Curitiba por mais seis meses estudando para o vestibular. No feriado de 7 de setembro, fiz uma pausa e vim para Brasília, me reencontrando com o Fê e conhecendo o Renato Russo, o Loro, o Geraldo, o Aborto Elétrico e a Blitx 64. Saímos uma noite na Caravan laranja dos Lemos e fomos passar o tempo num balão que dividia um cruzamento na Colina. Aprendi que era um lugar favorito do pessoal. Nunca me diverti tanto, ouvindo K7s no toca-fita do carro, falando merda e planejando as bandas que montaríamos e que iriam estourar. Daí a alcunha que o Russo tacou à turma. E colou.
Para quem não sabe, a Colina não é um monte de terra onde brincávamos em cima, mas sim quatro blocos de três andares dentro do campus da Universidade de Brasília, cercada por mato, isolada no Plano Piloto, onde moravam os professores da instituição. Só que, à época do surgimento da turma, ninguém mais morava lá. Para falar a verdade, do grupo, somente quem morou na Colina foram os irmãos Felipe e Flávio (hoje no Capital), o Gutje, meu irmão Bernardo e eu. A maioria dos outros integrantes da turma nunca botou os pés no local. Morávamos lá muito antes do punk. Éramos recém adolescentes e o Russo, que ainda era Manfredini, nem conhecíamos.
Para nós, que morávamos lá, a turma da Colina era um pessoal mais velho, com jeito de hippies, que ouviam Jimi Hendrix, montavam bandas para tocar blues no térreo dos blocos, acampavam debaixo de umas árvores, liam Marx, jogavam xadrez e nos tratavam bem, mas como pirralhos. Eles, até hoje, mantêm uma ligação forte, tendo até grupo virtual na internet, do qual faço parte como ex-morador do lugar. Por isso estranho quando leio na imprensa, quando vejo na MTV, quando ouço alguém se referir às bandas de Brasília com a Turma da Colina. Sempre me lembro daqueles que foram nossos mentores àquela época.
Passei 18 meses na Inglaterra com meus pais, em 1978. Quando voltamos ao Brasil, permaneci em Curitiba por mais seis meses estudando para o vestibular. No feriado de 7 de setembro, fiz uma pausa e vim para Brasília, me reencontrando com o Fê e conhecendo o Renato Russo, o Loro, o Geraldo, o Aborto Elétrico e a Blitx 64. Saímos uma noite na Caravan laranja dos Lemos e fomos passar o tempo num balão que dividia um cruzamento na Colina. Aprendi que era um lugar favorito do pessoal. Nunca me diverti tanto, ouvindo K7s no toca-fita do carro, falando merda e planejando as bandas que montaríamos e que iriam estourar. Daí a alcunha que o Russo tacou à turma. E colou.
terça-feira, março 08, 2005
Resumo da Semana (última de fevereiro)
Leitura: História dos Videogames, artigo na web encaminhado pelo Sr. Pio, garimpador número uno da internet. O endereço é http://outerspace.terra.com.br/retrospace/materias/consoles/historiadosconsoles1.htm .
Música: Hotel Básico, disco solo de Fê Lemos. Ska-p, grupo ska mexicano.
Comida: Pipoca de microondas, sabor bacon.
Alegria: derrota dupla do Severino no Congresso: a liberação das células tronco para pesquisas e o não aumento dos deputados.
TV: Fórmula 51, filme inglês, e a transmissão de Palmeira x Santos (porco!!!!).
Música: Hotel Básico, disco solo de Fê Lemos. Ska-p, grupo ska mexicano.
Comida: Pipoca de microondas, sabor bacon.
Alegria: derrota dupla do Severino no Congresso: a liberação das células tronco para pesquisas e o não aumento dos deputados.
TV: Fórmula 51, filme inglês, e a transmissão de Palmeira x Santos (porco!!!!).
Notícias do Front - Voto em Branco
Ontem foi, ao meu ver, um dia histórico. Finalmente, depois de vinte e cinco anos como músico, gravei uma música com meu ex-vizinho da Colina, companheiro de adolescência, Felipe Lemos, baterista do Capital Incial. Gozado que, ele sendo baterista e eu baixista, era de se imaginar que já teríamos gravado antes. A verdade é que até tocar juntos posso contar no dedo da mão direita as ocasiões. Mas, por obra do destino, nunca entramos no mesmo estúdio. Gravamos a base de Voto em Branco no estúdio do Philippe. Música com menos de dois minutos, 198 bpm. Divertisão pura.
segunda-feira, março 07, 2005
SHOW DA PLEBE DIA 18 DE MARÇO
Sim, é isso mesmo. Dia 18 de março, uma sexta-feira, estaremos tocando no Kazebre Rock Bar, em São Paulo (me falaram que é perto de Guarulhos). Quem vai abrir são nossos brothers Phonopop (de Brasília) e Bikini Cavadão. A promoção é da Rádio 89 FM, então, qualquer dúvida, liguem para lá.
COMO NASCEM AS AMIZADES (E O PUNK BSB).
André Pretorious era uma figura. Quase dois metros de altura, um Sid Vicious loiro que lembra um pouco o Billy Idol. Filho do embaixador da África do Sul, estudava no mesmo colégio que eu, só que uma série na minha frente. Acho que a amizade começou quando nos demos conta que ambos odiavam os Rolling Stones. Isso, numa época em que as chamadas “big bands” (Led Zeppelin, Aerosmith, Lynard Skynard, Deep Purple, etc.) dominavam a cabeça dos jovens. Fomos salvos, em 1976, pelos Ramones, Clash e Pistols. No colégio inteiro, éramos os únicos a ouvir esses grupos novos. Entendíamos que algo estava acontecendo, que 1977 era um divisor de águas. Os outros insistiam em ouvir Free Bird do Lynard Skynard durante o recreio. Coisa que nos dava náuseas, nos obrigando a lanchar no parquinho, junto com os alunos do jardim de infância. Lá, pelo menos o barulho era mais digerível.
Naquele mesmo ano, aconteceu um mega-evento, uma espécie de olimpíada escolar de grande porte, no Rio de Janeiro. Oitenta por cento dos alunos da escola foram. Só ficaram para trás um bando de nerds, uns rebeldes e nós (até hoje não sei se me enquadro no primeiro ou segundo grupo...). Como a maioria dos professores também foram, criaram uma programação “alternativa” para aqueles que permaneceram em Brasília. Eram umas oficinas de arte, leitura e muito, muito tempo livre, que gastávamos ouvindo Never Mind the Bollocks, o primeiro do Clash, Rocket to Russia e uma coletânea punk da revista POP.
Mas éramos obrigados a participar das oficinas. Uma das quais, a oficina de bonecos, nos deu uma idéia genial. Na aula, um professor nos ensinava a costurar meias, calças e camisa, tudo junto, enchendo aquilo de jornal e pronto, um boneco tamanho humano estava produzido. Fazer o quê com esse manequim? Tínhamos a resposta. Naquela sexta, fui dormir na casa dele, a embaixada da África do Sul, no setor de embaixadas sul (Brasília é assim mesmo, uma redundância só!). Esperamos os pais deles ir dormir, e ainda enrolamos um pouco a mais ouvindo discos. Assim que estávamos certos que todos estavam nos braços de morfeu, saímos pelos fundos da embaixada e descemos uma rua que, àquela época, tinha mato em ambos os lados (a capital era assim, um monte de ruas cercadas por mato.) Com uma espingardinha de chumbo apagamos a luz de um dos postes e botamos o boneco deitado no meio do asfalto. Detalhe: para ficar mais realista, o André Pretorious tirou seu tênis novo e calçou o manequim de pano. Depois, nos enfiamos dentro do mato para observar a reação dos carros.
A rua era de pouco movimento. De madrugada, então, quase não passava ninguém. Escondidos, vimos as luzes do farol de um automóvel subindo a rua. Quando o motorista viu o boneco, freiou, repentinamente, e saiu disparado de ré. Rolamos de rir! Nosso plano tinha dado certo. O segundo carro desviou em cima da hora, catando o meio fio e acelerando do local. Estávamos satisfeitos. A nossa alegria terminou no terceiro carro: um patrulha da polícia. Esses pararam e examinaram o “atropelado”, descobrindo a farsa. Puxaram uma lanterna do carro e começaram a vasculhar os arredores, suas pistolas nas mãos.
O André entrou em pânico. Imagine só a vergonha: filho de embaixador pregando peças marotas na madrugada brasiliense. Também tinha o perigo da polícia, afinal, estávamos em plena ditadura. Poderiam achar que éramos terroristas de esquerda, assaltantes ou algo assim, agindo sorrateiramente para destruir embaixadas pela causa comunista. Foram minutos de tensão que pareceram horas. Acho que ouvi o Pretorious rezar, coisa que ele sempre negou.
Ficamos deitados na terra entre os capins gordura esperando os policiais desistirem. Quando ouvimos a patrulhinha ir embora, ainda não nos mexemos, temendo um guarda ter ficado para trás. Passado uns quinze minutos, levantamos, devagar, e constatamos que a costa estava limpa, poderíamos voltar para casa. Daí ouço o André xingar: puta que pariu! Que foi? pergunto. Levaram meus tênis novos, eram importados! Morremos de rir – eu mais do que ele, pois não tive que caminhar para casa de meias.
André Pretorious fundou, junto com o Renato Russo e Felipe Lemos, hoje baterista do Capital Inicial, o Aborto Elétrico, primeiro conjunto punk de Brasília. Para mim, é a figura mais importante de todo o rock candango, pela sua originalidade, energia, garra e determinação.
Naquele mesmo ano, aconteceu um mega-evento, uma espécie de olimpíada escolar de grande porte, no Rio de Janeiro. Oitenta por cento dos alunos da escola foram. Só ficaram para trás um bando de nerds, uns rebeldes e nós (até hoje não sei se me enquadro no primeiro ou segundo grupo...). Como a maioria dos professores também foram, criaram uma programação “alternativa” para aqueles que permaneceram em Brasília. Eram umas oficinas de arte, leitura e muito, muito tempo livre, que gastávamos ouvindo Never Mind the Bollocks, o primeiro do Clash, Rocket to Russia e uma coletânea punk da revista POP.
Mas éramos obrigados a participar das oficinas. Uma das quais, a oficina de bonecos, nos deu uma idéia genial. Na aula, um professor nos ensinava a costurar meias, calças e camisa, tudo junto, enchendo aquilo de jornal e pronto, um boneco tamanho humano estava produzido. Fazer o quê com esse manequim? Tínhamos a resposta. Naquela sexta, fui dormir na casa dele, a embaixada da África do Sul, no setor de embaixadas sul (Brasília é assim mesmo, uma redundância só!). Esperamos os pais deles ir dormir, e ainda enrolamos um pouco a mais ouvindo discos. Assim que estávamos certos que todos estavam nos braços de morfeu, saímos pelos fundos da embaixada e descemos uma rua que, àquela época, tinha mato em ambos os lados (a capital era assim, um monte de ruas cercadas por mato.) Com uma espingardinha de chumbo apagamos a luz de um dos postes e botamos o boneco deitado no meio do asfalto. Detalhe: para ficar mais realista, o André Pretorious tirou seu tênis novo e calçou o manequim de pano. Depois, nos enfiamos dentro do mato para observar a reação dos carros.
A rua era de pouco movimento. De madrugada, então, quase não passava ninguém. Escondidos, vimos as luzes do farol de um automóvel subindo a rua. Quando o motorista viu o boneco, freiou, repentinamente, e saiu disparado de ré. Rolamos de rir! Nosso plano tinha dado certo. O segundo carro desviou em cima da hora, catando o meio fio e acelerando do local. Estávamos satisfeitos. A nossa alegria terminou no terceiro carro: um patrulha da polícia. Esses pararam e examinaram o “atropelado”, descobrindo a farsa. Puxaram uma lanterna do carro e começaram a vasculhar os arredores, suas pistolas nas mãos.
O André entrou em pânico. Imagine só a vergonha: filho de embaixador pregando peças marotas na madrugada brasiliense. Também tinha o perigo da polícia, afinal, estávamos em plena ditadura. Poderiam achar que éramos terroristas de esquerda, assaltantes ou algo assim, agindo sorrateiramente para destruir embaixadas pela causa comunista. Foram minutos de tensão que pareceram horas. Acho que ouvi o Pretorious rezar, coisa que ele sempre negou.
Ficamos deitados na terra entre os capins gordura esperando os policiais desistirem. Quando ouvimos a patrulhinha ir embora, ainda não nos mexemos, temendo um guarda ter ficado para trás. Passado uns quinze minutos, levantamos, devagar, e constatamos que a costa estava limpa, poderíamos voltar para casa. Daí ouço o André xingar: puta que pariu! Que foi? pergunto. Levaram meus tênis novos, eram importados! Morremos de rir – eu mais do que ele, pois não tive que caminhar para casa de meias.
André Pretorious fundou, junto com o Renato Russo e Felipe Lemos, hoje baterista do Capital Inicial, o Aborto Elétrico, primeiro conjunto punk de Brasília. Para mim, é a figura mais importante de todo o rock candango, pela sua originalidade, energia, garra e determinação.
Notícias do Front - De volta ao ponto.
Os marcos de destruição e perda causados pelo piripaque do computador do Philippe foram rapidamente saneados pelo competentíssimo Txotxa. E tem males que vem para o bem, pois as regravações das baterias perdidas ficaram bem melhores do que as originais. Então, estamos de volta ao ponto de partida. Meu palpite: fim de março = fim das gravações.
quinta-feira, março 03, 2005
Notícias do Front- baixas e destruição!
As notícias não são boas. Lembram daquele pau que o computador do Philippe deu? Bom, perdemos todas as baterias gravadas pelo Txotxa e todos os baixos gravados por mim. Foram para o espaço!
Sem lágrimas, nobres plebeus! Perdemos a batalha, mas estamos ganhando a guerra. A regravação vai ser muito mais fácil, provavelmente num fim-de-semana estaremos de volta ao ponto de vozes e guitarras.
Mas a lição fica: façam back-up para não dar um fuck-up!
Sem lágrimas, nobres plebeus! Perdemos a batalha, mas estamos ganhando a guerra. A regravação vai ser muito mais fácil, provavelmente num fim-de-semana estaremos de volta ao ponto de vozes e guitarras.
Mas a lição fica: façam back-up para não dar um fuck-up!
quarta-feira, março 02, 2005
QUEM PEIDOU NA SAUNA?
Sábado pré-páscoa, exprimido entre a Sexta-Feira Santa e o Domingo. Caí uma chuvinha fina, daquelas que as gotas ficam suspensas no ar. Nada de bom na programação da tarde na TV, os amigos que puderam viajar já estão longe de Brasília. Aliais, aqui tem um ditado: “quando você passar pelo Conjunto Nacional e achar a fachada bonita, está na hora de sair de Brasília”. Tenho medo de dar uma volta de carro e achar lindo aqueles anúncios iluminados. Tédio total!
De repente, lembro da sauna na cobertura coletiva do prédio. Santa solução, Batman! Ligo para o porteiro, que confirma: está ligada desde a manhã. Beleza! Deve estar quentinha! Visto uma sunga, agarro uma toalha e corro escada acima até a laje superior do bloco, onde ficam as churrasqueiras, a piscina (na verdade um tanque disfarçado) e, meu objetivo, a sauna. Ficar deitado, suando, nos degraus de azulejo vai salvar o dia. Depois, talvez, saia para rehidratar e tomar uns chopes.
Chegando lá, vejo os sinais indicando que tudo não vai ser tão perfeito assim. No pé da porta metálica que dá acesso à sauna, uma coleção de sandálias, chinelos, tamancos e tênis. Na parede, algumas toalhas penduradas. Mais toalhas, dobradas, empilhadas em cima do muro. Putz, outros estão lá dentro, nem todos abandonaram Brasília! Não faz mal, tento me animar, vai ser legal ter alguém com quem conversar. Chuto minhas havaianas do Atlético Paranaense para longe, jogo a toalha em cima da pilha e adentro a sala quente.
O bafo quente força os olhos a piscarem, enquanto fecho a porta o mais rápido possível, para evitar a perda de calor. Quando me viro, e o foco de visão se acostuma à meia-luz, percebo que todos os outros moradores do bloco tiveram a mesma idéia, o lugar está lotado! Nos três degraus da sauna tem gente empilhada, sentados, seminus, espremidas, lado a lado. Ameaço ir embora, achando melhor ir direto ao chope. Quando estou dando meia volta, a gorda do andar debaixo vomita o velho clichê:
- Sempre cabe mais um para quem usa Rexona. Saí pro lado, Wilson (que é seu marido, um magricela), vamos lá, gente, vamos fazer espaço para o vizinho.
Todos mexem as bundas, movendo um pouco para a direita, com sorrisos forçados nos lábios. Logo, uma brecha se abre entre os corpos suados. Bem ao lado da gorda. Sou obrigado a aceitar, tendo em vista o esforço que fizeram. Agradeço e sento no pequeno espaço, tentando abstrair o pensamento da troca de suores quando minha pele esbarra na dos meus vizinhos de banco. E assim ficamos, calados, como galinhas no poleiro, transpirando coletivamente.
Um trovão soa, quebrando a meditação grupal. Um peido! Daqueles bem dados, altos, que animam reuniões de velhos geriátricos. Esse devia entrar para o Guiness, pois, além da sonoridade, longa e grave, enche o pequeno quarto azulejado com um fedor horroroso. É a fetidez das entranhas podre do ser humano alimentado de bacalhau, ovos de chocolate e outras coisas típicas da Semana Santa. A sauna vira uma câmera de gás. Entre gemidos de reclamação e nojo, alguns ameaçam abandonar o barco. Daí eu grito, meio por instinto:
- O primeiro a sair é quem peidou!
Os dissidentes levam isso a sério e voltam para seus lugares. Outros, que também queriam ir embora, desistem. Ninguém quer ficar com fama de peidão perante o condomínio e, assim, permanecemos no calor, que está beirando ficar insuportável. Depois de uns quinze minutos, a gatinha do 412, ainda com os dedos segurando o nariz para evitar cheirar o ar, reclama:
- Não agüento mais, tá muito quente, véio! Vamos acabar com isso. Já passou. Vou embora, falou?
A galera ri, dando a entender que se ela realmente se retirar, vai ficar subentendido que ela que é a flatulenta. Bonita, mas podre por dentro. A menina desiste e fica onde está. Melhor derreter, pegar uma insolação do que ser taxada de peidolenta. A gorda tem outra idéia:
- Vamos pelo menos diminuir o calor. Vamos deixar a porta aberta, daí o vapor sai e a gente fica mais à vontade.
Ninguém aceita a idéia. Falam todos de uma vez, argumentando que, se as condições ficarem propícias, o culpado nunca vai se revelar. Temos que sofrer, até que o peidão não agüente mais e assuma sua condição de porco anti-social. O calor aumenta, já estou tonto, transpiro rios de suor, a visão começa a falhar. Assim não dá, decido. Resolvo admitir tudo, me levantando e confessando timidamente, enquanto caminho em direção à saída:
- Tá bom, tá bom, fui eu. Tô fora, tchau!
Meus companheiros de bloco me olham como se fosse um criminoso, afinal, a idéia de todos ficarem na sauna até o criminoso se identificar foi minha. Quando estou saindo, um senhor, sentado bem ao lado da porta, reclama:
- Não sabe segurar não, rapaz?
- Eu não, o senhor sabe?
- Sei sim, filho.
- Então segura essa! – digo, soltando outro peido fedorento em sua cara e me mandando do lugar.
De repente, lembro da sauna na cobertura coletiva do prédio. Santa solução, Batman! Ligo para o porteiro, que confirma: está ligada desde a manhã. Beleza! Deve estar quentinha! Visto uma sunga, agarro uma toalha e corro escada acima até a laje superior do bloco, onde ficam as churrasqueiras, a piscina (na verdade um tanque disfarçado) e, meu objetivo, a sauna. Ficar deitado, suando, nos degraus de azulejo vai salvar o dia. Depois, talvez, saia para rehidratar e tomar uns chopes.
Chegando lá, vejo os sinais indicando que tudo não vai ser tão perfeito assim. No pé da porta metálica que dá acesso à sauna, uma coleção de sandálias, chinelos, tamancos e tênis. Na parede, algumas toalhas penduradas. Mais toalhas, dobradas, empilhadas em cima do muro. Putz, outros estão lá dentro, nem todos abandonaram Brasília! Não faz mal, tento me animar, vai ser legal ter alguém com quem conversar. Chuto minhas havaianas do Atlético Paranaense para longe, jogo a toalha em cima da pilha e adentro a sala quente.
O bafo quente força os olhos a piscarem, enquanto fecho a porta o mais rápido possível, para evitar a perda de calor. Quando me viro, e o foco de visão se acostuma à meia-luz, percebo que todos os outros moradores do bloco tiveram a mesma idéia, o lugar está lotado! Nos três degraus da sauna tem gente empilhada, sentados, seminus, espremidas, lado a lado. Ameaço ir embora, achando melhor ir direto ao chope. Quando estou dando meia volta, a gorda do andar debaixo vomita o velho clichê:
- Sempre cabe mais um para quem usa Rexona. Saí pro lado, Wilson (que é seu marido, um magricela), vamos lá, gente, vamos fazer espaço para o vizinho.
Todos mexem as bundas, movendo um pouco para a direita, com sorrisos forçados nos lábios. Logo, uma brecha se abre entre os corpos suados. Bem ao lado da gorda. Sou obrigado a aceitar, tendo em vista o esforço que fizeram. Agradeço e sento no pequeno espaço, tentando abstrair o pensamento da troca de suores quando minha pele esbarra na dos meus vizinhos de banco. E assim ficamos, calados, como galinhas no poleiro, transpirando coletivamente.
Um trovão soa, quebrando a meditação grupal. Um peido! Daqueles bem dados, altos, que animam reuniões de velhos geriátricos. Esse devia entrar para o Guiness, pois, além da sonoridade, longa e grave, enche o pequeno quarto azulejado com um fedor horroroso. É a fetidez das entranhas podre do ser humano alimentado de bacalhau, ovos de chocolate e outras coisas típicas da Semana Santa. A sauna vira uma câmera de gás. Entre gemidos de reclamação e nojo, alguns ameaçam abandonar o barco. Daí eu grito, meio por instinto:
- O primeiro a sair é quem peidou!
Os dissidentes levam isso a sério e voltam para seus lugares. Outros, que também queriam ir embora, desistem. Ninguém quer ficar com fama de peidão perante o condomínio e, assim, permanecemos no calor, que está beirando ficar insuportável. Depois de uns quinze minutos, a gatinha do 412, ainda com os dedos segurando o nariz para evitar cheirar o ar, reclama:
- Não agüento mais, tá muito quente, véio! Vamos acabar com isso. Já passou. Vou embora, falou?
A galera ri, dando a entender que se ela realmente se retirar, vai ficar subentendido que ela que é a flatulenta. Bonita, mas podre por dentro. A menina desiste e fica onde está. Melhor derreter, pegar uma insolação do que ser taxada de peidolenta. A gorda tem outra idéia:
- Vamos pelo menos diminuir o calor. Vamos deixar a porta aberta, daí o vapor sai e a gente fica mais à vontade.
Ninguém aceita a idéia. Falam todos de uma vez, argumentando que, se as condições ficarem propícias, o culpado nunca vai se revelar. Temos que sofrer, até que o peidão não agüente mais e assuma sua condição de porco anti-social. O calor aumenta, já estou tonto, transpiro rios de suor, a visão começa a falhar. Assim não dá, decido. Resolvo admitir tudo, me levantando e confessando timidamente, enquanto caminho em direção à saída:
- Tá bom, tá bom, fui eu. Tô fora, tchau!
Meus companheiros de bloco me olham como se fosse um criminoso, afinal, a idéia de todos ficarem na sauna até o criminoso se identificar foi minha. Quando estou saindo, um senhor, sentado bem ao lado da porta, reclama:
- Não sabe segurar não, rapaz?
- Eu não, o senhor sabe?
- Sei sim, filho.
- Então segura essa! – digo, soltando outro peido fedorento em sua cara e me mandando do lugar.
terça-feira, março 01, 2005
LONDON CALLING FAZ 25 ANOS
No último dia 25 de fevereiro, saiu um artigo no Correio Braziliense sobre os 25 anos do disco London Calling, do Clash. A pedidos, escrevi um complemento ao texto, que incluo abaixo.
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Imagine o cenário: Sheffield, cidade industrial no norte da Inglaterra, vizinha de Manchester, só que mais escura, mais sombria e suja. 1979, dois brasileiros, meu irmão Bernardo e eu, entramos numa loja de discos, depositamos nossas mesadas no balcão e saímos para enfrentar uma caminhada gélida com uma cópia do LP duplo London Calling do Clash debaixo de nossos braços. Assim que entramos em casa, o lado um do primeiro disco vai para a vitrola, antes de acender o aquecedor, antes de tirar as luvas e os cachecóis. Ouvimos consecutivamente os quatro lados até a hora de dormir. Um clássico instantâneo, um divisor de águas. O melhor disco de rock de todos os tempos? Sem dúvida, à época, nos pareceu que sim.
O quarteto Clash já era nosso herói punk desde a saída do Brasil, um ano antes. O primeiro disco, de 1977, trazia o ante-projeto do que seriam os anos 1980, o London Calling, cristalizou o conceito. Era um disco duplo que foi vendido, a pedidos da banda, por o preço de um. Eles abriram mão dos próprios rendimentos, isso tocava nossos corações. As músicas eram todas perfeitas e tiveram a coragem de fugir da camisa de força que o movimento punk estava forçando quanto a criatividade das bandas. Nos dois discos, tínhamos jazz, folk, funk, rock'a'billy e rock, tudo interpretado sob o ponto de vista do punk. A mensagem era que não tínhamos que ficar parados no tempo, que o movimento não era só um espasmo iconoclasta, mas sim uma reconstrução do rock n roll.
A faixa título, Brand New Cadillac, Jimmy Jazz, Lost in the Supermarket, nossa, só de escrever o nome dessas músicas consigo imaginar cada acorde, cada letra na minha cabeça. Sem o London Calling, talvez fossemos obrigados a ouvir GBH e Exploited durante o resto da vida, gritando clichês vazios em fórums sociais. O Clash nos ensinou a pensar e a lição principal está em London Calling.
Outro grande feito do disco foi ter aberto o mercado americano, e conseqüentemente mundial, ao punk e new wave. Não que seja necessário invadir a América, mas, sem isso, a banda estaria até hoje rezando para os convertidos, igual ao Fall, conjunto tão importante quanto o Clash, mas que não conseguiu produzir o seu London Calling (o quê? não conhece The Fall? tá esperando o que, a MTV te apresentar?).
E claro, sem o Clash, não haveria Plebe Rude. 25 anos depois, o disco ainda soa tão sensacional tanto. Só que agora, ligo o ar condicionado para ouvir.
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Imagine o cenário: Sheffield, cidade industrial no norte da Inglaterra, vizinha de Manchester, só que mais escura, mais sombria e suja. 1979, dois brasileiros, meu irmão Bernardo e eu, entramos numa loja de discos, depositamos nossas mesadas no balcão e saímos para enfrentar uma caminhada gélida com uma cópia do LP duplo London Calling do Clash debaixo de nossos braços. Assim que entramos em casa, o lado um do primeiro disco vai para a vitrola, antes de acender o aquecedor, antes de tirar as luvas e os cachecóis. Ouvimos consecutivamente os quatro lados até a hora de dormir. Um clássico instantâneo, um divisor de águas. O melhor disco de rock de todos os tempos? Sem dúvida, à época, nos pareceu que sim.
O quarteto Clash já era nosso herói punk desde a saída do Brasil, um ano antes. O primeiro disco, de 1977, trazia o ante-projeto do que seriam os anos 1980, o London Calling, cristalizou o conceito. Era um disco duplo que foi vendido, a pedidos da banda, por o preço de um. Eles abriram mão dos próprios rendimentos, isso tocava nossos corações. As músicas eram todas perfeitas e tiveram a coragem de fugir da camisa de força que o movimento punk estava forçando quanto a criatividade das bandas. Nos dois discos, tínhamos jazz, folk, funk, rock'a'billy e rock, tudo interpretado sob o ponto de vista do punk. A mensagem era que não tínhamos que ficar parados no tempo, que o movimento não era só um espasmo iconoclasta, mas sim uma reconstrução do rock n roll.
A faixa título, Brand New Cadillac, Jimmy Jazz, Lost in the Supermarket, nossa, só de escrever o nome dessas músicas consigo imaginar cada acorde, cada letra na minha cabeça. Sem o London Calling, talvez fossemos obrigados a ouvir GBH e Exploited durante o resto da vida, gritando clichês vazios em fórums sociais. O Clash nos ensinou a pensar e a lição principal está em London Calling.
Outro grande feito do disco foi ter aberto o mercado americano, e conseqüentemente mundial, ao punk e new wave. Não que seja necessário invadir a América, mas, sem isso, a banda estaria até hoje rezando para os convertidos, igual ao Fall, conjunto tão importante quanto o Clash, mas que não conseguiu produzir o seu London Calling (o quê? não conhece The Fall? tá esperando o que, a MTV te apresentar?).
E claro, sem o Clash, não haveria Plebe Rude. 25 anos depois, o disco ainda soa tão sensacional tanto. Só que agora, ligo o ar condicionado para ouvir.
BOBOS-DA-CORTE
Hoje o Uruguai está em festa. A posse de Tabaré Vázquez leva o povo à rua para comemorar a quebra de alternância no poder entre os Colorados e os Blancos, após longos 180 anos. Detalhe: nunca, na curta história democrática do Uruguai, houve manifestação popular na posse de um presidente eleito.
Como em toda festa que se preze, foram convidados os bobos-da-corte. Um, o Presidente Chaves, da Venezuela, aceitou, claro. Ele não perde uma boca-livre e a oportunidade de dar o fora do clima hostil que está seu país. Outro, o Fidel Castro, está doente, não vai poder visitar o mundo livre. Reparem que essas duas figurinhas carimbadas dão o toque em todas as festas públicas com cunho político realizado na América Latina. E porquê bobos-da-corte? Leiam abaixo.
Certamente vocês já viram filmes ou leram livros sobre as festas dos reis medievais. Sabem aquela figura, com o chapéu de três pontas, fazendo gracinhas o tempo todo? Pois é, esse é o bobo-da-corte. Sua origem é islâmica e sua missão era fazer imitações grotescas dos nobres para que todos refletissem sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano. De um site: “suas atitudes contrárias, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário”.
Fidel e Chaves são assim. Não é que os líderes latino-americanos gostem deles ou se identificam com suas trapalhadas políticas. É que, estando presente nas ocasiões importantes, servem para que eles reflitam sobre as bobagens que os dois fizeram nos respectivos países e não cometam as mesmas atrocidades durante seus mandatos.
Os reis caíram e os bobos-da-corte foram substituídos por figuras históricas contemporâneas, porém o objetivo permanece o mesmo: fazer refletir. Na França, após a queda da Bastilha, os ricos poderosos chamavam vagabundos imundos para participar de suas festas. Na década de 1960, membros dos Black Panthers eram convidados a freqüentar – e iam! – festas da alta sociedade. No início do movimento punk, alguns também freqüentaram como convidados especiais festas desse porte.
Aqui, onde a festança com o dinheiro público nunca tem fim, o mestre-de-cerimônias do momento, Severino Cavalcanti, quer porque quer ministérios para seu pseudo-partido, o PP. Até o governo palestino, cercado por fundamentalistas radicais, de um lado, e israelenses vingativos, de outro, ao montar seu ministério, optou pela escolha de pessoas técnicas, capazes de administrar com perfeição a pasta, mais de metade com doutorado. Aqui, no Brasil, não. O perfil técnico pouco importa, o político vale tudo.
A festa continua, e adivinha! O bobo-da-corte é você! Só não espere reflexão por parte dos nossos políticos, eles estão muito ocupados se divertindo, enchendo a pança e os bolsos para tomar conhecimento da falta de saúde e de segurança, educação precária, infra-estrutura decrépita, desemprego e outros detalhes que estão além de sua área de atuação.
Como em toda festa que se preze, foram convidados os bobos-da-corte. Um, o Presidente Chaves, da Venezuela, aceitou, claro. Ele não perde uma boca-livre e a oportunidade de dar o fora do clima hostil que está seu país. Outro, o Fidel Castro, está doente, não vai poder visitar o mundo livre. Reparem que essas duas figurinhas carimbadas dão o toque em todas as festas públicas com cunho político realizado na América Latina. E porquê bobos-da-corte? Leiam abaixo.
Certamente vocês já viram filmes ou leram livros sobre as festas dos reis medievais. Sabem aquela figura, com o chapéu de três pontas, fazendo gracinhas o tempo todo? Pois é, esse é o bobo-da-corte. Sua origem é islâmica e sua missão era fazer imitações grotescas dos nobres para que todos refletissem sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano. De um site: “suas atitudes contrárias, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário”.
Fidel e Chaves são assim. Não é que os líderes latino-americanos gostem deles ou se identificam com suas trapalhadas políticas. É que, estando presente nas ocasiões importantes, servem para que eles reflitam sobre as bobagens que os dois fizeram nos respectivos países e não cometam as mesmas atrocidades durante seus mandatos.
Os reis caíram e os bobos-da-corte foram substituídos por figuras históricas contemporâneas, porém o objetivo permanece o mesmo: fazer refletir. Na França, após a queda da Bastilha, os ricos poderosos chamavam vagabundos imundos para participar de suas festas. Na década de 1960, membros dos Black Panthers eram convidados a freqüentar – e iam! – festas da alta sociedade. No início do movimento punk, alguns também freqüentaram como convidados especiais festas desse porte.
Aqui, onde a festança com o dinheiro público nunca tem fim, o mestre-de-cerimônias do momento, Severino Cavalcanti, quer porque quer ministérios para seu pseudo-partido, o PP. Até o governo palestino, cercado por fundamentalistas radicais, de um lado, e israelenses vingativos, de outro, ao montar seu ministério, optou pela escolha de pessoas técnicas, capazes de administrar com perfeição a pasta, mais de metade com doutorado. Aqui, no Brasil, não. O perfil técnico pouco importa, o político vale tudo.
A festa continua, e adivinha! O bobo-da-corte é você! Só não espere reflexão por parte dos nossos políticos, eles estão muito ocupados se divertindo, enchendo a pança e os bolsos para tomar conhecimento da falta de saúde e de segurança, educação precária, infra-estrutura decrépita, desemprego e outros detalhes que estão além de sua área de atuação.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Feijão e Arroz
Outro dia, me lembrei de um fato bem antigo: a Plebe estava em São Paulo, todos no ônibus, e na rádio começou a tocar Eduardo e Mônica, da Legião. Daí vem aquela frase: "E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa que nem feijão com arroz", e nosso roadie, o Fred, grita lá de trás: "nada combina mais do quê arroz com feijão!!!!!!"
Daí pensei, será mesmo? Ou será outro mito urbano tipicamente brasileiro? Recentemente, fiz uma lista de combinações, que na minha humilde opinião, estão muito acima da dupla arroz e feijão:
1. strogonoff & batata palha
2. grão de bico & cerveja
3. brócolis & alho frito
4. caviar & umbigo de modelo (a gente come só o caviar, o umbigo é recipiente!)
5. kassler & chucrute
6. misto quente & mostarda
7. peixe frito & limão
8. pão fresco & manteiga
9. domingo de manhã & jornal & café recém passado
10. língua & purê de batata.
Daí pensei, será mesmo? Ou será outro mito urbano tipicamente brasileiro? Recentemente, fiz uma lista de combinações, que na minha humilde opinião, estão muito acima da dupla arroz e feijão:
1. strogonoff & batata palha
2. grão de bico & cerveja
3. brócolis & alho frito
4. caviar & umbigo de modelo (a gente come só o caviar, o umbigo é recipiente!)
5. kassler & chucrute
6. misto quente & mostarda
7. peixe frito & limão
8. pão fresco & manteiga
9. domingo de manhã & jornal & café recém passado
10. língua & purê de batata.
RESUMO DA SEMANA
Música: Dragnet e Live at the Witch Trials, CDs do Fall. Human After All, novo CD do Daft Punk.
Literatura: Ressureição, de Machado de Assis. As matérias sobre Hunter S. Thompson publicadas nos jornais por ocasião de sua morte.
Comida: Risoto de bacalhau.
Programa noturno: minha festa de casamento.
TV: mais uma vez, nada que prestasse foi transmitido durante a semana.
Piada da semana: www.gordinho.cjb.net. Vejam isso!
Literatura: Ressureição, de Machado de Assis. As matérias sobre Hunter S. Thompson publicadas nos jornais por ocasião de sua morte.
Comida: Risoto de bacalhau.
Programa noturno: minha festa de casamento.
TV: mais uma vez, nada que prestasse foi transmitido durante a semana.
Piada da semana: www.gordinho.cjb.net. Vejam isso!
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
AMANHÃ ME CASO!
Amanhã me caso. Com a pessoa que venho dividindo o teto a mais de cinco anos. Com alguém que entende exatamente o que eu estou pensando sem eu ter que falar uma só palavra. Com a mãe da Ana, que ainda não nasceu, mas dá chutes e socos sem parar. Ela está é comemorando! Mais do que uma mera burocratização de nossa união, é um passo a mais para cristalizar nossa cumplicidade. Nick Cave pergunta:
As you've been moving surely toward me/My soul has comforted and assured me/That in time my heart it will reward me/And that all will be revealed/So I've sat and I've watched an ice-age thaw/Are you the one that I've been waiting for?
Com certeza, Rosinha, you are the one. A espera chega ao fim.
As you've been moving surely toward me/My soul has comforted and assured me/That in time my heart it will reward me/And that all will be revealed/So I've sat and I've watched an ice-age thaw/Are you the one that I've been waiting for?
Com certeza, Rosinha, you are the one. A espera chega ao fim.
LÁGRIMAS PARA HUNTER S. THOMPSON
Só uma notinha lamentando a morte do grande escritor Hunter S. Thompson, que meteu uma bala na cabeça no início dessa semana. Drogas, violência, sarcasmo, política, álcool, esportes e, ainda por cima, tudo verdadeiro, nada ficção? Esse é o mundo do Hunter. Brilhante escritor, pai do jornalismo "gonzo". A Editora Conrad lançou dois livros do mestre em português: Hell's Angels (história verdadeira do início dos anos 1970 quando o Hunter se infiltrou na gangue, tomando todas, inclusive porrada) e A Grande Caçada aos Tubarões. Tá com preguiça de ler, tire o DVD Medo e Delíro em Las Vegas (Fear and Loathing in Las Vegas) dirigida pelo ex-Monthy Python Terry Gillam, estrelando Johnny Depp e Benício del Touro. Um minuto de silêncio e algumas lágrimas, em respeito.
BURNING DOWN THE HOUSE!
A manchete do Estadão me animou: Incêndio em Montanha de Esterco. Imaginei logo o Congresso Nacional pegando fogo, os deputados e demais barnabés presos lá dentro, achando que a imunidade parlamentar os salvaria das chamas. Que nada! Lendo a notícia, descobri que trata-se de uma montanha de esterco de vacas nos EUA que está queimando a quatro meses.
Para o nosso azar, o esterco produzido pelos nossos congressistas não entra em auto-combustão. Se entrasse, a fogueira iria durar muito mais. Aliais, eles fazem a merda e quem se queima somos nós. Que empregão esse, heim? Onde se pode aumentar o próprio salário quando bem quiser, negociar o futuro e vida do seu povo em troca de votos, ter regalias e ainda estar protegido da lei! Até Adão deixaria o paraíso para trabalhar num lugar assim.
Aqui em Brasília tem uma propaganda do Congresso Nacional convidando pessoas a visitarem a Instituição. Nos outdoors está escrito: “Entre, a casa é sua.” Pode ser, afinal, nós é que pagamos por aquilo, pelos salários, pelas regalias, pelas férias de noventa dias, pelos barnabés que lá parasitam. A casa é nossa, mas fomos despejados a muito tempo. Até para entrar, ir visitar, temos que nos vestir bem. Meninas, querem ir de mini-saia? Não pode. O parlamentar é sem-vergonha, mas só fora do seu local de trabalho. Garotos, querem ir de bermuda? Vão ser barrados. Lá dentro, vamos manter o respeito, por favor. Nada de pernas de fora. E deixe seu voto na porta que eles vão precisar nas próximas eleições.
A casa é nossa? Como diria os Talking Heads: Burning Down the House!
Para o nosso azar, o esterco produzido pelos nossos congressistas não entra em auto-combustão. Se entrasse, a fogueira iria durar muito mais. Aliais, eles fazem a merda e quem se queima somos nós. Que empregão esse, heim? Onde se pode aumentar o próprio salário quando bem quiser, negociar o futuro e vida do seu povo em troca de votos, ter regalias e ainda estar protegido da lei! Até Adão deixaria o paraíso para trabalhar num lugar assim.
Aqui em Brasília tem uma propaganda do Congresso Nacional convidando pessoas a visitarem a Instituição. Nos outdoors está escrito: “Entre, a casa é sua.” Pode ser, afinal, nós é que pagamos por aquilo, pelos salários, pelas regalias, pelas férias de noventa dias, pelos barnabés que lá parasitam. A casa é nossa, mas fomos despejados a muito tempo. Até para entrar, ir visitar, temos que nos vestir bem. Meninas, querem ir de mini-saia? Não pode. O parlamentar é sem-vergonha, mas só fora do seu local de trabalho. Garotos, querem ir de bermuda? Vão ser barrados. Lá dentro, vamos manter o respeito, por favor. Nada de pernas de fora. E deixe seu voto na porta que eles vão precisar nas próximas eleições.
A casa é nossa? Como diria os Talking Heads: Burning Down the House!
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
O BRASILEIRO É LIMPO?
De acordo com vários estudos de antropólogos e sociólogos, sim, o povo brasileiro tem uma higiene corporal muito apurada. Basta comparar o hábito de nossos trabalhadores de obras com os seus equivalentes anglo-saxão. O peão brasileiro, terminando o expediente, antes de voltar para casa, toma um banho. Todo fazem isso, sem exceção. O gringo não, termina o trabalho, entra no seu ônibus/carro/metrô e vai para casa daquele jeito mesmo, sujo e fedido. Me lembro de quando estudava na Inglaterra, no segundo grau, terminava educação física e ninguém tomava banho. Simplesmente botavam o uniforme e iam assistir aula, suados. O futum não incomoda, acho.
Mas por outro lado, o brasileiro é um porco quando se trata de higiene pública. Joga lixo na rua, taca papel e lata pela janela do carro. Limpa seu lote e joga o entulho no do vizinho. Ao contrário do europeu, que tem cuidado redobrado em não sujar seu habitat. Vejam um favela, no pé do morro, pilhas de lixo. Vejam os gramados públicos, toquinhos de cigarros, copos de plásticos e papel pontilhando o verde.
Porquê isso? Imagino que seja nossa falta de interesse coletivo, a incapacidade do brasileiro de viver em comunidade, de pensar no todo. Sim, nos limpamos, mas isso é um gesto egoísta, só pensando na gente. Somos individualistas. Nossa casa está bem cuidada, que se foda a vizinhança! Falta pensar no bem geral, no global. A causa: educação precária, catolicismo fortemente embutido (a mais individualista das religiões), exemplos de políticos ao longo de toda nossa história que governam de acordo com seus interesses privados, entre várias outras.
Dêem um passeio pelo Lago Norte, aqui em Brasília. Os moradores cuidam de seus jardins, mantêm as casa pintadas e o telhado reformado. Daí, cercam o terreno com uma cerca horrorosa de zinco e se isolam da comunidade. Pelo lado de fora, um labirinto metálico que lembra Auswitch; dentro de cada lote, um lugarzinho exemplarmente cuidado. O pensamento é: o quê é meu eu cuido, o quê é de todos, eu ignoro.
Por favor, não se empolguem, continuem tomando banho, mas pensando no seu vizinho. Melhor, convide-o para um banho coletivo, e destruam os muros que te separam.
Mas por outro lado, o brasileiro é um porco quando se trata de higiene pública. Joga lixo na rua, taca papel e lata pela janela do carro. Limpa seu lote e joga o entulho no do vizinho. Ao contrário do europeu, que tem cuidado redobrado em não sujar seu habitat. Vejam um favela, no pé do morro, pilhas de lixo. Vejam os gramados públicos, toquinhos de cigarros, copos de plásticos e papel pontilhando o verde.
Porquê isso? Imagino que seja nossa falta de interesse coletivo, a incapacidade do brasileiro de viver em comunidade, de pensar no todo. Sim, nos limpamos, mas isso é um gesto egoísta, só pensando na gente. Somos individualistas. Nossa casa está bem cuidada, que se foda a vizinhança! Falta pensar no bem geral, no global. A causa: educação precária, catolicismo fortemente embutido (a mais individualista das religiões), exemplos de políticos ao longo de toda nossa história que governam de acordo com seus interesses privados, entre várias outras.
Dêem um passeio pelo Lago Norte, aqui em Brasília. Os moradores cuidam de seus jardins, mantêm as casa pintadas e o telhado reformado. Daí, cercam o terreno com uma cerca horrorosa de zinco e se isolam da comunidade. Pelo lado de fora, um labirinto metálico que lembra Auswitch; dentro de cada lote, um lugarzinho exemplarmente cuidado. O pensamento é: o quê é meu eu cuido, o quê é de todos, eu ignoro.
Por favor, não se empolguem, continuem tomando banho, mas pensando no seu vizinho. Melhor, convide-o para um banho coletivo, e destruam os muros que te separam.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
TUDO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE O NOVO CD DA PLEBE RUDE MAS TEVE MEDO DE PERGUNTAR.
Acho importante passar a limpo, colocar as cartas na mesa, nivelar a informação sobre o novo disco da Plebe Rude. Como todos sabem, a gente voltou com um disco ao vivo, no ano 2000, chamado Enquanto a Trégua Não Vem. A idéia foi boa, a execução ruim. Depois de dez anos de cada um cuidando de sua vida, ensaiamos por duas horas, fizemos um show no Porão do Rock, em Brasília, voamos para o Rio, ensaiamos três semanas, gravamos o disco e caímos na estrada. Não houve tempo para discutir as ansiedades de cada um, os objetivos, lavar roupa suja e fazer a conciliação com o passado. Ou seja, as mágoas cresceram, os desafetos também. Resultado: o clima piorou e o projeto desandou.
À época, no entanto, ainda não tínhamos desistido. Compusemos, não sei como, algumas músicas novas, que, junto com outras que o Philippe tinha na bagagem de Daybreak Gentlemen (sua banda solo) fariam o grosso do CD. Tudo pronto para gravar no estúdio do Philippe em Brasília, onde já encontrávamos eu e ele. Gutje e Jander de passagens em mão e viriam numa sexta-feira, isso foi em 2002, se me recordo corretamente. Horas antes de entrar para gravar, Gutje liga: vai atrasar, está em algum lugar do Nordeste andando de wind-surf. Detalhe: nosso tempo era exíguo. Essa foi a gota d’água! O caldeirão de emoções entornou, ninguém mais quis participar do processo. Novo fim para a Plebe.
Mas, assim como a árvore cortada pelos madeireiros gananciosos renasce, ainda demos uns shows, sem o Gutje, somente o Philippe, Jander e eu, sempre com um baterista convidado. Desses, o quê mais se destacou foi o Txotxa. Philippe, aproveitando que mora dentro de um estúdio, resolve pegar as músicas e gravar um disco solo, com Iuri na bateria. E faz!
Um dia, ele me chama para ouvir. Está muito bom, ele tocando tudo menos bateria. Algumas interpretações estão um pouco fracas, mas, no geral está bom. Philippe me convida para botar o nome da Plebe Rude no disco. Eu recuso, ainda estou traumatizado da última volta. Mais shows, mais oportunidades de ensaio, mais entrosamento. A semente foi plantada, volto atrás: "Sim, Philippe, vamos chamar o Jander e ir em frente." Fazemos até outra música, que fica sensacional. Decepção: Jander não topa, tá fora. O quê fazer? Como substituir o insubstituível? Chamar o Clemente, velho colega de guerra.
E assim estamos. Regravando o quê tem que ser regravado. Gravando as novas e, talvez, até um Voto em Branco, primeira música nossa, de 1981, com eu nos vocais e o Fê do Capital Inicial na batera, como um brinde aos fãs antigos. E está ficando muito bom. Está ficando ótimo! Assim que estiver pronto, vamos levar às gravadoras. Espero que esteja em suas mãos até junho.
Explicado? Então não façam mais perguntas, ok?
À época, no entanto, ainda não tínhamos desistido. Compusemos, não sei como, algumas músicas novas, que, junto com outras que o Philippe tinha na bagagem de Daybreak Gentlemen (sua banda solo) fariam o grosso do CD. Tudo pronto para gravar no estúdio do Philippe em Brasília, onde já encontrávamos eu e ele. Gutje e Jander de passagens em mão e viriam numa sexta-feira, isso foi em 2002, se me recordo corretamente. Horas antes de entrar para gravar, Gutje liga: vai atrasar, está em algum lugar do Nordeste andando de wind-surf. Detalhe: nosso tempo era exíguo. Essa foi a gota d’água! O caldeirão de emoções entornou, ninguém mais quis participar do processo. Novo fim para a Plebe.
Mas, assim como a árvore cortada pelos madeireiros gananciosos renasce, ainda demos uns shows, sem o Gutje, somente o Philippe, Jander e eu, sempre com um baterista convidado. Desses, o quê mais se destacou foi o Txotxa. Philippe, aproveitando que mora dentro de um estúdio, resolve pegar as músicas e gravar um disco solo, com Iuri na bateria. E faz!
Um dia, ele me chama para ouvir. Está muito bom, ele tocando tudo menos bateria. Algumas interpretações estão um pouco fracas, mas, no geral está bom. Philippe me convida para botar o nome da Plebe Rude no disco. Eu recuso, ainda estou traumatizado da última volta. Mais shows, mais oportunidades de ensaio, mais entrosamento. A semente foi plantada, volto atrás: "Sim, Philippe, vamos chamar o Jander e ir em frente." Fazemos até outra música, que fica sensacional. Decepção: Jander não topa, tá fora. O quê fazer? Como substituir o insubstituível? Chamar o Clemente, velho colega de guerra.
E assim estamos. Regravando o quê tem que ser regravado. Gravando as novas e, talvez, até um Voto em Branco, primeira música nossa, de 1981, com eu nos vocais e o Fê do Capital Inicial na batera, como um brinde aos fãs antigos. E está ficando muito bom. Está ficando ótimo! Assim que estiver pronto, vamos levar às gravadoras. Espero que esteja em suas mãos até junho.
Explicado? Então não façam mais perguntas, ok?
Notícias do Front - Clemente de Férias em Brasília
Desastre total! Aqueles maconheiros fantasiados de cientistas que apresentam no Discovery o programa Mith Busters (Caçadores de Mitos) deveriam fazer uma matéria sobre o computador Macintosh. Mito: o Mac nunca dá pau. Realidade: o Mac do Philippe, coração do seu estúdio, Daybreak Gentlemen, entupiu as coronárias e deu um pití. Justo no fim-de-semana que o Clemente veio de SP para gravar a sua participação. Ou seja, nesse último fim-de, não foi feito nada.
Nada, não! Serviu para o Philippe e o Clemente passarem a limpo as músicas, determinar quem vai cantar o quê e acertar as guitarras. Rendeu um semi-ensaio, no sábado. Mas, em termos gerais, foi uma decepção.
A boa notícia é que já está tudo consertado e o Philippe começa a colocar as vozes e guitarras esta semana. Outra: esse incidente não deve atrasar o prazo de terminar tudo em março. Oremos ao Santo Steve Jobs.
Nada, não! Serviu para o Philippe e o Clemente passarem a limpo as músicas, determinar quem vai cantar o quê e acertar as guitarras. Rendeu um semi-ensaio, no sábado. Mas, em termos gerais, foi uma decepção.
A boa notícia é que já está tudo consertado e o Philippe começa a colocar as vozes e guitarras esta semana. Outra: esse incidente não deve atrasar o prazo de terminar tudo em março. Oremos ao Santo Steve Jobs.
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