Você já se perguntou porque paga tanto impostos quanto um noruegues, mas recebe do Estado serviços comparáveis ao continente africano? Ou porque que um carro, casa própria, som, discos custam mais caros que um americano médio paga pelas mesmas coisas? Descontam do seu salário, e você ainda é obrigado a pagar do próprio bolso escola particular, segurança privada, plano de saúde e academia. Ou seja, nas áreas onde o Estado deveria atuar: educação, segurança, saúde e lazer. Aqui tudo é o inverso, o Estado nem liga para essas coisa e fica se intrometendo barrando a criatividade e a livre opção do povo. Como diria o conjunto anarquista Crass, nos auges dos anos 80s: DO THEY OWE US A LIVING? OF COURSE THEY FUCKING DO! (Eles nos devem uma vida decente? É claro que sim!). Porque sim? Porque você paga por isso.
Leiam o artigo do Estadão:
Neste ano, até 20/5, brasileiro trabalhou só para pagar imposto
São Paulo - Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que neste ano os brasileiros trabalharão quatro meses e vinte dias para pagar tributos aos governos federal, estadual e municipal, ou seja, até o dia 20 de maio, nesta sexta-feira. Em 1986, quando o IBPT iniciou os levantamentos, para pagar os tributos, o contribuinte trabalhava dois meses e 22 dias.
De acordo com o IBPT, o pagamento de impostos e contribuições aos governos representou 37,81% da renda do contribuinte em 2004, e neste ano chegará a 38,35%.
O porcentual inclui o imposto de renda, contribuição previdenciária, contribuição sindical, tributações sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS), sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR), taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública).
O levantamento demonstra também que para o cidadão de classe média, que além dos tributos paga por serviços privados que deveriam ser prestados pelo governo, tais como saúde, educação, segurança, previdência e pedágio, são necessários mais 112 dias de trabalho, ou 31% da renda.
Somando os dois índices, o brasileiro de classe média trabalhará neste ano até o dia 10 de setembro, totalizando 252 dias (sete meses e 27 dias) para pagar tributos e serviços, contra 243 em 2004 e 237 em 2003.
quarta-feira, maio 18, 2005
terça-feira, maio 17, 2005
Conspirações Sinistras
Tenho um amigo que tem um verdadeiro dom na garimpagem de sites interessantes na internet. Não fica nos endereços eletrônicos manjados. Não quer saber de pornografia digital, nem de fofocas big brotherianas. Esse sujeito quer a verdade, nua e crua. Seu talento não tem limites, se existe no ciber-espaço, ele acha. Foi assim que chegou ao meu conhecimento o site www.relatórioalfa.com.br. Não deixem de ler e descobrir tudo aquilo que eles não querem que você descubra. Ninguém está a salvo.
segunda-feira, maio 16, 2005
Brasília Ocupada.

A rodovíaria de Brasília ocupada pelo exército durante a Cúpula Países Árabes - América do Sul. Reparem, na sombra do viaduto, o arame farpado. No primeiro plano, os soldados armados. Essa é a tal "plataforma" da qual o Renato Russo se refere na canção Música Urbana. A "torre" é a torre de televisão de Brasília, visível para quem está lá em cima.
Notícias do Front - Negociações em Andamento
Quando vocês aparecerem no nosso camarim, após o show, vão notar um sujeito mal humorado, olhos nervosos, observando tudo. Trata-se do Mr. Ivan, o Terrível, também conhecido como Ivan Meets GI Joe. É o nosso empresário. A gente se diverte, se embriaga com a endorfina do show. Para ele, é tudo negócio. E tem que ser assim.
Bom, o CD já está nas mãos calejadas do Ivan para negociar com as gravadoras. Que a força esteja com ele.
Bom, o CD já está nas mãos calejadas do Ivan para negociar com as gravadoras. Que a força esteja com ele.
terça-feira, maio 10, 2005
História das Arábias: Ali-bá-Lula e os 40 Ladrões.
Vocês já viram a cena de abertura do filme Soldado Ryan, que mostra o desembarque das tropas aliadas na Normandia? Pois a rodoviária de Brasília, bem no centro do Plano Piloto, está assim: cheia de soldados uniformizados e armados para guerra, aqueles “X” de barras de ferro, tanques, caminhões camuflados e arame farpado. Para que tudo isso? Por causa da Cúpula América do Sul-Países Árabes que a cidade está sendo anfitriã.
Na verdade, o evento já começou como uma farsa. Dos trinta e poucos países árabes convidados, somente três mandaram seus líderes mais prestigiados, entre os quais o Iraque e a Palestina. Claro que qualquer convite para sair daqueles infernos na terra seria aceito, mesmo que seja para Brasília. Os outros, mandaram seus sub-sub secretários. Da América do Sul, vieram chefes de governo, sim, mas eles ficam aqui do lado. O Chaves veio de novo, já deve ter passaporte brasileiro. Se não fosse o petróleo venezuelano, ninguém daria bola para esse louco.
O Governo diz que pretende dobrar o comércio do Brasil e países árabes. Mesmo que isso aconteça, não vai significar muita coisa para o país. Veja bem, se você é um pipoqueiro, que estaciona seu carrinho numa praça localizada entre dois colégios, e um colégio compra 98% de sua produção e o outro somente 2%, você gastaria um monte do seu suado dinheiro prestigiando qual? E o dinheiro que estou me referindo, no caso brasileiro, é o seu, o nosso.
Além de transformar a cidade num cenário de filme de guerra, o Governo também decretou ponto facultativo para os servidores público federais, alegando motivos de segurança com os convidados estrangeiros. Quer dizer que servidor público trabalhando é perigoso? É caso de segurança nacional? O gozado que o legislativo e o judiciário foram os primeiros a decretar feriado para seus servidores. Claro, não poderia ser diferente, eles gostam do salário, dos benefícios, mas não dos deveres. Bando de barnabés folgados! Pensem bem, os deputados e senadores trabalham normalmente de terça à quinta. Esta semana, por questão de “segurança” não vão trabalhar nem esses dias. E você aí, salariado, pagando o pato mais uma vez.
Na verdade, essa cúpula tem também uma agenda escondida que poucos percebem. É para validar duas coisas: a aliança PT –PMDB e a roubalheira do Governador Roriz (PMDB). Como assim? O GDF torrou uma fortuna reformando um centro de convenções que já servia bem à cidade. Onde vocês acham que está sendo realizado o evento? No novo-reformadíssimo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, inaugurado por Roriz, validado pelo Lula.
Como dizia aquele turco famoso: ademã, que eu vou em frente!
Na verdade, o evento já começou como uma farsa. Dos trinta e poucos países árabes convidados, somente três mandaram seus líderes mais prestigiados, entre os quais o Iraque e a Palestina. Claro que qualquer convite para sair daqueles infernos na terra seria aceito, mesmo que seja para Brasília. Os outros, mandaram seus sub-sub secretários. Da América do Sul, vieram chefes de governo, sim, mas eles ficam aqui do lado. O Chaves veio de novo, já deve ter passaporte brasileiro. Se não fosse o petróleo venezuelano, ninguém daria bola para esse louco.
O Governo diz que pretende dobrar o comércio do Brasil e países árabes. Mesmo que isso aconteça, não vai significar muita coisa para o país. Veja bem, se você é um pipoqueiro, que estaciona seu carrinho numa praça localizada entre dois colégios, e um colégio compra 98% de sua produção e o outro somente 2%, você gastaria um monte do seu suado dinheiro prestigiando qual? E o dinheiro que estou me referindo, no caso brasileiro, é o seu, o nosso.
Além de transformar a cidade num cenário de filme de guerra, o Governo também decretou ponto facultativo para os servidores público federais, alegando motivos de segurança com os convidados estrangeiros. Quer dizer que servidor público trabalhando é perigoso? É caso de segurança nacional? O gozado que o legislativo e o judiciário foram os primeiros a decretar feriado para seus servidores. Claro, não poderia ser diferente, eles gostam do salário, dos benefícios, mas não dos deveres. Bando de barnabés folgados! Pensem bem, os deputados e senadores trabalham normalmente de terça à quinta. Esta semana, por questão de “segurança” não vão trabalhar nem esses dias. E você aí, salariado, pagando o pato mais uma vez.
Na verdade, essa cúpula tem também uma agenda escondida que poucos percebem. É para validar duas coisas: a aliança PT –PMDB e a roubalheira do Governador Roriz (PMDB). Como assim? O GDF torrou uma fortuna reformando um centro de convenções que já servia bem à cidade. Onde vocês acham que está sendo realizado o evento? No novo-reformadíssimo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, inaugurado por Roriz, validado pelo Lula.
Como dizia aquele turco famoso: ademã, que eu vou em frente!
segunda-feira, maio 09, 2005
A Plebe nas Alturas.
Ao cair da noite de domingo, no caos organizado dos estúdios Daybreak, Philippe e eu fomos entrevistados pelo pessoal da TAM-TV, responsável por aqueles programas que passam nos aviões da empresa, naquelas tvzinhas que descem do teto, a-lá Star Trek. Estão finalizando um programa sobre a geração roqueira anos 80 de Brasília, e deverá estar no ar (literalmente) a partir de junho. Fiquem de olho se viajarem TAM nesse período.
Agora, querem também a sua mãe!
Todo Dias das Mães é a mesma coisa: Brasília acorda lotada de faixas contendo saudações assinadas por políticos locais e nacionais. Deputados Distritais, Senadores, Deputados Estaduais, todos querem saudar as nossas genitoras, como se fizessem parte de nossas famílias. Eu fico indignado! Esses pilantras nem sabem quem somos e, para aproveitar uma data festiva, resolvem se intrometerem naquilo que nos é mais íntimo. Anotei o nome de todos esses hipócritas, que já estão no meu banco de dados de quem NÂO votar nas próximas eleições. Bando de corruptos, não devem ter mãe que reconheça-os, então querem roubar as nossas. Que voltem para a zona e procurem as genetrizes (ou será meretrizes?) quem lhes deu luz!
quarta-feira, maio 04, 2005
Resumo da Semana - da última, até 4.5.2005
Música: Talk, Talk, Talk - do Psychedelic Furs (anos 80s no seu melhor); Awfully Deep - do Roots Manuva (hip hop inglês é o que há! nada de posses com bundudas, camisetas de basquetebol, correntes de ouro no pescoço ou cara de mau. política na veia!)
Leitura: 200 Receitas com Bons Carboidratos de Sandra Woodruff (para comer bem, saudável e ainda se satisfazer) e 48 Leis do Poder de Robert Greene com Joost Elffers (não recomendado para os ingênuos).
TV: South Park - aquele episódio sobre o Michael Jackson e a polícia corrupta e racista é muito bom, mas muito pesada também. Televisão de qualidade.
Comida: Arroz com ovo e batata palha, feita pela Rosa. Sem nenhum bom carboidrato, mas delicioso.
Rádio: documentário da BBC4 sobre o fim de tudo (A Brief History About the End of Everything) apresentado pelo Irmão Guy, astrólogo do Vaticano. Sensacional a visão da ciência de como o universo vai entrar em colapso e desaparecer (calma, só daqui a bilênios!). Tem maluco que disponibiliza no SoulSeek, procurem, vale a pena.
Diversão: Show do Finis Africae!
Leitura: 200 Receitas com Bons Carboidratos de Sandra Woodruff (para comer bem, saudável e ainda se satisfazer) e 48 Leis do Poder de Robert Greene com Joost Elffers (não recomendado para os ingênuos).
TV: South Park - aquele episódio sobre o Michael Jackson e a polícia corrupta e racista é muito bom, mas muito pesada também. Televisão de qualidade.
Comida: Arroz com ovo e batata palha, feita pela Rosa. Sem nenhum bom carboidrato, mas delicioso.
Rádio: documentário da BBC4 sobre o fim de tudo (A Brief History About the End of Everything) apresentado pelo Irmão Guy, astrólogo do Vaticano. Sensacional a visão da ciência de como o universo vai entrar em colapso e desaparecer (calma, só daqui a bilênios!). Tem maluco que disponibiliza no SoulSeek, procurem, vale a pena.
Diversão: Show do Finis Africae!
terça-feira, maio 03, 2005
segunda-feira, maio 02, 2005
Os Shows da Semana do Trabalho
Dois shows marcaram esse último fim de semana. O primeiro aconteceu na sexta-feira, no Teatro Nacional, no âmbito do Festival Independente de Música que ocorreu aqui em Brasília. Trata-se de uma apresentação histórica: Finis Africae e 5 Generais voltaram a se grupar especialmente para a ocasião. O Finis veio com todos os músicos que já passaram pela banda: Neto, Rodrigo, Alexandre, Ronaldo, Zezinho, etc. etc. Voltei ao passado. Muito bom. E ainda com participações de Loro Jones (ex-Capital) e Philippe Seabra.
O outro aconteceu no domingo, foi o show da Plebe na concha acústica, um dos eventos do GDF para as comemorações do 45º anivesário de Brasília. O que dizer? Emocionante, instigador, eletrificante, empolgador. Público maravilhoso, é bom demais tocar em casa.
Das bandas que abriram para a gente, menções especiais para o Phonopop e o Detrito Federal.
E parece que foi confirmado, dia 28 de maio, a Plebe Rude vai tocar no Festival Mada, em Natal. Será junto com nossos mestres e brothers Paralamas do Sucesso.
O outro aconteceu no domingo, foi o show da Plebe na concha acústica, um dos eventos do GDF para as comemorações do 45º anivesário de Brasília. O que dizer? Emocionante, instigador, eletrificante, empolgador. Público maravilhoso, é bom demais tocar em casa.
Das bandas que abriram para a gente, menções especiais para o Phonopop e o Detrito Federal.
E parece que foi confirmado, dia 28 de maio, a Plebe Rude vai tocar no Festival Mada, em Natal. Será junto com nossos mestres e brothers Paralamas do Sucesso.
domingo, maio 01, 2005
Mãos Sujas

Eu tinha todo um discruso planejado. Pensei que teria uma hora antes de meter a mão na massa na qual poderíamos endereçar umas palavras ao público. Mas não, o negócio era enfeitar o shopping logo e deixar o pessoal voltar às compras o quanto antes. Nada de ficarem parados, olhando os roqueiros oitentistas. Lá não podia, mas aqui sim, o que eu ia declamar era: "O historiador Eric Hobsbawn, no seu livro A Era dos Extremos, opinou que um dos grandes males dessa virada de século é o desconhecimento histórico, passado e futuro. Os jovens vivem hoje num estado permanente de presente, só o hoje importa. Cortamos as raízes com o passado e ignoramos o futuro. Hoje, estamos aqui cimentando um pouco do passado, olhando para o futuro. Por falar em passado, queria agradeçer dois colaboradores de antigas batalhas, Gutje Wortman e Jander Bilaphra, sem os quais não estaríamos aqui. E dar boas vindas aos colaboradores das futuras batalhas, Clemente e Txotxa, que as suas mãos sejam as próximas a racharem o concreto."
sexta-feira, abril 29, 2005
Plebe com a Mão na Massa!
Vamos enfiar a mão no cimento! O concreto vai rachar! Não é a calçada da fama de Hollywood, mas o similiar aqui em candangolândia-brasília. Trata-se de uma calçada no shopping Pier 21, onde as celebridades deixam sua marca. É bom o reconhecimento, pensei que eles iam ficar nas Elbas Ramalhos da vida, he he he. Será sábado, dia 30, às 18 horas. Philippe e este que vos escreve. Como cantam os Cockney Rejects: "I wanna be a star: S -T - A - R!" (piada, não me crucifiquem!)
quarta-feira, abril 27, 2005
Consideraçoes sobre os Juros
Assim como o tomate foi o vilão da inflação no governo Sarney, os juros Selic, determinados pelo Banco Central, são os malvados do cenário econômico do governo Lula. Tanto que o presidente chamou a classe media de frouxa por não procurar bancos que ofereçam juros mais baixos. Quem já leu 1984, de George Orwell, sabe que um vilão, falso ou não, é sempre necessário para desviar a atenção do povo dos problemas mais graves. Algumas considerações sobre os juros:
- conforme Celso Ming brilhantemente expôs em sua coluna, os juros do cartão de credito estão em 218% ao ano; do cheque especial em 159%, do empréstimo pessoal em 93%; e de compras parceladas em 103%. Compare isso com a Selic, que esta em 19,5%.
- de onde os bancos tiram esses números exorbitantes? Eles simplesmente cobram o que conseguem passar para o consumidor de credito. Assim como você gosta de trabalhar pelo melhor salário e o padeiro da esquina vende seu pão pelo melhor preço que permite que esvazie o seu estoque diário, os bancos também querem o melhor para eles.
- e conseguem por que o governo remunera muito muito (e põe muito nisso) a aplicação em títulos. Para que abaixar os juros e buscar um mercado ávido por credito acessível, quando se pode comprar títulos públicos e ganhar uma nota? E a lei do menor esforço. Lula e Alencar não entenderam ainda.
Jose Alencar, empresário e vice-presidente, quer que o Copom tenha membros do empresariado. Lembram quando era assim? Durante o governo Sarney, o CMN tinha ate o Abílio Diniz, do Pão de Açúcar. Lembram como era a inflação? 80% ao mês! Eles, os empresários, tinham como se defender, aplicavam no over-night. Os pobres, não.
Inflação também se combate cortando os gastos, gastando menos o dinheiro público. Não estamos vendo Lula nem Alencar tocar nesse ponto. Preferem desviar a atenção para os juros. Inflação também se combate com um sistema simples e justo de impostos. Também não vemos o governo tocar nesse ponto.
Tudo isso para dizer: não caiam nessa armadilha! Tudo bem que o Banco Central poderia ser mais imaginativo no combate a inflação, mas essa é necessária. Quando a Plebe gravou o Concreto, recebíamos da gravadora a cada trimestre, 45 dias depois do fechamento - sem correção. Eram centavos por milhares de discos vendidos. A inflação corroia tudo. Assim como o ganha-pão dos assalariados. Hoje, não esta perfeito, mas esta melhor. Vamos para frente, não para trás.
Alencar e Lula, obviamente, nunca jogaram Banco Imobiliário. Pois, se sim, dariam muito mais valor as suas palavras levianas.
- conforme Celso Ming brilhantemente expôs em sua coluna, os juros do cartão de credito estão em 218% ao ano; do cheque especial em 159%, do empréstimo pessoal em 93%; e de compras parceladas em 103%. Compare isso com a Selic, que esta em 19,5%.
- de onde os bancos tiram esses números exorbitantes? Eles simplesmente cobram o que conseguem passar para o consumidor de credito. Assim como você gosta de trabalhar pelo melhor salário e o padeiro da esquina vende seu pão pelo melhor preço que permite que esvazie o seu estoque diário, os bancos também querem o melhor para eles.
- e conseguem por que o governo remunera muito muito (e põe muito nisso) a aplicação em títulos. Para que abaixar os juros e buscar um mercado ávido por credito acessível, quando se pode comprar títulos públicos e ganhar uma nota? E a lei do menor esforço. Lula e Alencar não entenderam ainda.
Jose Alencar, empresário e vice-presidente, quer que o Copom tenha membros do empresariado. Lembram quando era assim? Durante o governo Sarney, o CMN tinha ate o Abílio Diniz, do Pão de Açúcar. Lembram como era a inflação? 80% ao mês! Eles, os empresários, tinham como se defender, aplicavam no over-night. Os pobres, não.
Inflação também se combate cortando os gastos, gastando menos o dinheiro público. Não estamos vendo Lula nem Alencar tocar nesse ponto. Preferem desviar a atenção para os juros. Inflação também se combate com um sistema simples e justo de impostos. Também não vemos o governo tocar nesse ponto.
Tudo isso para dizer: não caiam nessa armadilha! Tudo bem que o Banco Central poderia ser mais imaginativo no combate a inflação, mas essa é necessária. Quando a Plebe gravou o Concreto, recebíamos da gravadora a cada trimestre, 45 dias depois do fechamento - sem correção. Eram centavos por milhares de discos vendidos. A inflação corroia tudo. Assim como o ganha-pão dos assalariados. Hoje, não esta perfeito, mas esta melhor. Vamos para frente, não para trás.
Alencar e Lula, obviamente, nunca jogaram Banco Imobiliário. Pois, se sim, dariam muito mais valor as suas palavras levianas.
O Kassler Perfeito
Qual a cozinha mais difícil de se fazer? Muitos de vocês provavelmente responderão francesa ou japonesa. Estão errados, amigos. O prato mais difícil, complicado de se preparar é uma boa bisteca de porco defumada com chucrute e batatas assadas. Muito mais que sushi, que para se fazer basta ser bom com facas. Palavra de Mueller, um bom Kassler é raro, e quando encontrarem um, por favor, o tratem a reverência que ele merece.
Como reconhecer um? As bistecas (geralmente vem duas) são cor-de-rosa, exibindo orgulhosamente a marca preta da grelha em ambos os lados. Não aceitem marcas diversas, essas têm que ser firmes e únicas. É como a diferença entre o tapinha da amor e a agressão, uma causa prazer à carne, a outra, destruição. O chucrute tem que ter sido lavado, retemperado e refogado. Mas a cebola não pode estar detectável visualmente. É obrigatório a presença de pelo menos uma semente de zimbro (tempero, que destilado, da o steinheger) e cubinhos minúsculos de maça. Se o cozinheiro simplesmente tirou da lata o chucrute, esquentou-o e jogou no prato, esqueça! Vá para um Mc Donalds que a refeição será mais prazerosa. As batatas têm que estar firmes e se comportarem como atores coadjuvantes, mas com uma performance capaz de ganhar o Oscar. Se forem maioria no prato, você esta sendo enganado, meu amigo.
Tudo certinho, vamos comer? Sim, mas observem os rituais, que são mais sagrados do que um haraquiri. Numa mesma garfada, tem que ter uma quantidade suficiente de cada elemento para que terminem simultaneamente. Se você chegou ao fim do chucrute e do porco e ainda tiver batata no seu prato, você errou! Tá errado. É um leigo! Devia ter pedido um hambúrguer.
Comece assim: peça um chope claro e um steinheger. Este, tem que durar até o fim da refeição. A ultima coisa que descer pela sua garganta será o derradeiro gole do steinheger. Quando o prato chegar, você deverá estar no fim do chope. Agora peça um escuro. Note que o garçom reparará que o seu steinheger esta pela metade e também quanto ao seu pedido. Saberá que você e um profissional, te servira o chope escuro com o devido respeito de estar na presença de um profissional. Lembre-se que as garfadas contêm um pouco de cada elemento. Aprecie, ria, divirta-se. E termine com aquele ultimo gole. O ritual é sagrado, os deuses da culinária alemã agradecem.
Um ultimo toque: raiz-forte e mostarda não só são permitidas, como incentivadas. Ketchup é um sacrilégio - a pena de morte e pouco.
Como reconhecer um? As bistecas (geralmente vem duas) são cor-de-rosa, exibindo orgulhosamente a marca preta da grelha em ambos os lados. Não aceitem marcas diversas, essas têm que ser firmes e únicas. É como a diferença entre o tapinha da amor e a agressão, uma causa prazer à carne, a outra, destruição. O chucrute tem que ter sido lavado, retemperado e refogado. Mas a cebola não pode estar detectável visualmente. É obrigatório a presença de pelo menos uma semente de zimbro (tempero, que destilado, da o steinheger) e cubinhos minúsculos de maça. Se o cozinheiro simplesmente tirou da lata o chucrute, esquentou-o e jogou no prato, esqueça! Vá para um Mc Donalds que a refeição será mais prazerosa. As batatas têm que estar firmes e se comportarem como atores coadjuvantes, mas com uma performance capaz de ganhar o Oscar. Se forem maioria no prato, você esta sendo enganado, meu amigo.
Tudo certinho, vamos comer? Sim, mas observem os rituais, que são mais sagrados do que um haraquiri. Numa mesma garfada, tem que ter uma quantidade suficiente de cada elemento para que terminem simultaneamente. Se você chegou ao fim do chucrute e do porco e ainda tiver batata no seu prato, você errou! Tá errado. É um leigo! Devia ter pedido um hambúrguer.
Comece assim: peça um chope claro e um steinheger. Este, tem que durar até o fim da refeição. A ultima coisa que descer pela sua garganta será o derradeiro gole do steinheger. Quando o prato chegar, você deverá estar no fim do chope. Agora peça um escuro. Note que o garçom reparará que o seu steinheger esta pela metade e também quanto ao seu pedido. Saberá que você e um profissional, te servira o chope escuro com o devido respeito de estar na presença de um profissional. Lembre-se que as garfadas contêm um pouco de cada elemento. Aprecie, ria, divirta-se. E termine com aquele ultimo gole. O ritual é sagrado, os deuses da culinária alemã agradecem.
Um ultimo toque: raiz-forte e mostarda não só são permitidas, como incentivadas. Ketchup é um sacrilégio - a pena de morte e pouco.
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