quarta-feira, setembro 10, 2008


Sinais dos tempos, a Discoteca 2001, onde eu comprava vinil quando adolescente e CDs mais tarde foi à falência. CDs, DVDs, música paga, tudo isso é coisa do passado. Incrível a incapacidade do mercado fonográfico em se adaptar, se reinventar. De novo, lembro que estão sentados em cima de catálogos com sucessos de mais de quatro décadas e não sabem nem o que fazer com esse tesouro. Investem em sistemas caríssimos de criptografia que qualquer nerdzinho sabe quebrar. Não mudam a velha forma de divulgação, mesmo com a internet aí com todo potencial de colaboração e velocidade de transmissão. Continuam pagando jabás, quando o que o mundo faz é a segmentação. Depois não sabem porque estão desempregados.

terça-feira, setembro 09, 2008

Sorte em Vegas


Dizem que chove duas vezes por ano em Vegas. E sorte minha, foi justamente ontem! Chove tão pouco que a cidade não tem sistema pluvial. Ou seja, inunda tudo! Foi assim que fui ao Sam Ash, loja de instrumentos musicais onde comprei um transmissor sem fio. Agora nos shows da Plebe, nada de cabos!!! Passei por uns tratores gigantes, que cabe um estádio de futebol dentro. Coisa de louco. No mais, essa artificialidade do lugar esta começando a me encher o saco.

Lembrança: dia 19 de setembro tem Plebe em Belém!
Tratores Gigantes

domingo, setembro 07, 2008

Viva Las Vegas

André à frente do Casino NY
Estou em Las Vegas, a trabalho. Aqui estão tocando Elton John, Billy Idol e Alice Cooper. É deprimente ver como as gravadoras aqui aproveitam o catálogo que tem e as do Brasil cagam para isso! Eles têm os senso de oportunidade de uma minhoca num anzol. Reclamam da pirataria, mas quando a gente quer comprar um antigo do Ira!, Ultraje ou Plebe, nada! Que tal o Arte no Escuro ou o Finis Africae? Nem pensar, só baixando. Mais uma razão para a gente regravar as melhores músicas e disponibilizar de grátis na internet e a preço de custo nos shows.
vegas

quarta-feira, setembro 03, 2008

Corra, X, Corra!

Hoje o Philippe deve estar retornando dos EUA, onde foi mixar alguns artistas que estão sob sua tutela de produtor. Em breve, estaremos ensaiando para nosso Plebe Rude Roots e, também, para as regravações de nossas músicas visando torná-las acessível ao grande público.

Comecei o dia, como toda quarta, correndo. Fiz 6 quilômetros em 36 minutos. Nada mal para um roqueiro de 46 anos! Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Tá, sei dessa, mas no auge da minha fase quarentona gostaria de oferecer algumas dicas para os mais jovens (os mais velhos que me perdoem, não tenho nada a oferecer para vocês, há há há).

1. Balancem sua ambições em curto e longo prazo, dando mais ênfase ao segundo. A vida é muito longa, tudo é possível com planejamento e persistência. Frustrações imediatas são compensadas por sucessos construídos.
2. Sejam fiéis a vocês mesmos. Não precisam entrar na última onda, seguir a última moda. Se gosta de algo, aproveite, independentemente da opinião alheia.
3. Emoções fortes só deixam o pensamento nebuloso. Amor, ódio, raiva, tudo é controlável. Quem está no controle de seus sentimentos, está por cima.
4. Nada é impossível. Mao já dizia, a maior caminhada começa com o primeiro passo. É o passo mais difícil, mas tem que ser dado o quanto antes quando se tem um objetivo.
5. Vocês vão chegar aos 100 anos, mas não precisam agir como seus pais. Comecem já a malhar o corpo, a mente e a alma. Corram, leiam, façam o bem. Vão colher os frutos mais tarde.

No meu iPod, durante a corrida, músicas que neutralizam o cansaço e dão energia aos músculos. Fratellis, Rolling Stones (i know, it’s only rock n roll, but i like it!), Ladytron e os novos compactos do Cure. Por isso, uma pequena homenagem aos meus animadores aurais nos vídeos, abaixo.



sexta-feira, agosto 29, 2008

Mais info na guerra plástico vs. papel

Plástico ou Papel?

É complicado ser um cidadão eco-consciente hoje em dia. Tome, por exemplo, os malditos sacos de supermercado. Alguém pode perguntar: o que você prefere, de plástico ou de papel? Sem pensar muito, um cidadão com viés ecológico responderia: de papel, pois são biodegradáveis e os de plástico poluem. Mas daí vem o seguinte argumento:

Sim, mas matamos 14 milhões de árvores ano passado para fazer papel, isso está contribuindo para o aquecimento global.
Certo, mas sacos de plástico consomem 12 milhões de barris de petróleo e estão afixando os oceanos e matando vida marinha.
Ok, mas a fabricação de sacos de papéis criam 70% a mais de poluição no ar.
Ah, tudo bem, mas sacos plásticos criam quatro vezes mais lixo.
Considere isso: sendo mais grossos, os sacos de papel demandam sete vezes mais caminhões para transportar o mesmo número do de plástico, liberando mais poluição, contribuindo para o aquecimento global.

E assim por diante. É importante termos as informações corretas antes de tomarmos as nossas decisões. O establishmento (Estado, Corporações, Governos, Mídia) só divulga o que é do interesse deles. Pesquisem e não aceitem como certa a primeira resposta. Sejam pastores, não carneiros.

A resposta certa para a questão acima seria: nenhum dos dois, nem plástico, nem de papel. Eu levo para o mercado meu próprio saco de pano, que reuso várias vezes. Ele tem uma caveira ecológica (contradição) pintada no lado. Quando a compra é maior, levo minha mochila. Agindo localmente, pensando globalmente. Na Europa, já cobram 15 centavos por cada saco, forçando todos a usarem o seu.

Valeu, Txotxa, pelas informações acima! Acertou em cheio, me interesso por isso.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Salve Plebe no Festival de Inverno de Brasília



Reparem que na passagem de Que País É Esse para Fio Maravilho, há uma troca de baixistas. André sai, entra o Bruno do Salve. Acontece que, sem nada para fazer, esse que lhes escreve foi para a percursão, que acabou demontando em minhas mãos!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Energia Limpa ou Mico Preto?

Brasil comemora a descoberta de mares de petróleo abaixo do leito marinho, numa camada geológica conhecida como pré-sal. O governo já alardeou que o País encontrou sua mina para financiar a escalada para o primeiro mundo. Houve até a excelente idéia de reservar boa parte dos lucros dessa reserva à educação, que, caso aconteça, irá impulsionar o Brasil como nunca feito antes. Isso já foi desmentido e, infelizmente, ninguém fala mais nisso.

O que queria comentar é sobre a visão de futuro. O Lula afirmou hoje que o Brasil não exportará o petróleo cru, mas irá refiná-lo para vender o produto final, com isso ganhando mais. Ok, mas quem vai construir as refinarias? O dinheiro é pouco. Vão buscar parcerias com empresas privadas ou vão desviar recursos da educação e saúde para refinarias (já que nem pensam em desviar recursos da manutenção da máquina estatal). Sendo 100% estatais, essas refinarias seriam administradas por quem, padrinhos dos políticos ou profissionais sérios? Sendo padrinhos, já sabemos que serão ineficientes, buraco negros de dinheiro público, resultando no não cumprimento da meta de trazer mais divisas ao País.

Um fato a considerar: se tudo correr bem, no máximo, em 2014 é que estaremos vendo os primeiros frutos da reserva pré-sal. Como sabemos que a eficiência do governo é a passos de tartaruga, digamos 2020. Até lá, o preço do barril de petróleo será proibitivo e acredito que o mundo estará testando novas fontes energéticas, que, possivelmente serão não escassas, baratas e limpas. Então, a demanda mundial para combustível fóssil estará em baixa. Ou seja, caso venha esse cenário, estaremos com um mar de petróleo em nossas mão que ninguém vai querer ou poder pagar. Já jogaram Mico Preto? É tipo isso.

Os países do Oriente Médio, no século passado, só tinham importância estratégica por serem passagem para as Índias. Os beduínos que lá habitavam só geravam interesse em escritores e outros com gostos exóticos. Já viram Laurence das Arábias? Então o mundo se viciou em petróleo e os caras se acharam em cima de um riqueza incalculável. Nos anos 1907s, quando eles sacaram que tinham o mundo pelo culhões, começaram a aumentar o preço do barril, que era de US $ 7,00 e escalonou para hoje US $ 150,00. Infelizmente, essa época já passou. Espero que sejamos espertos e dirijamos nossos esforços para fontes alternativas.

terça-feira, agosto 26, 2008

TV Manchete 1989: Especial Plebe Rude


Outra pérola do passado! Não entendo porque o Philippe e eu estamos de colete. Nem me lembrava que tinha esse tipo de roupa no meu armário! Revendo, acho que o Jander está meio desanimado, ou é impressão minha?

segunda-feira, agosto 25, 2008

Wii!!!


Difícil é começar a semana com um 4 a zero pairando no ar. Mas o Furacão há de soprar forte de novo!

Eu nunca fui chegado a videogames. Tenho amigos viciados e gastam um tempão à frente das telas jogando. Quando surgiu o Wii, mudei de idéia. Para quem não conhece, trata-se de uma nova forma de jogar, com controles sem fios que conseguem perceber os seus movimentos. Isso significa menos apertar botões e mais ação.

O Wii foi originalmente feito para conquistar o público pré-adolescente. Achavam que o público mais maduro não ia gostar dos gráficos de baixa resolução, então erraram no cálculo da demanda. Acontece que atingiu os pré e os adolescente e, pela primeira vez na história dos jogos eletrônicos, o público da melhor idade (eufemismo para aqueles acima de 50 anos). Isso porque o joginho que vem junto com o console permite jogar tênis, golfe, boliche, baseball e boxe com os movimentos do jogo verdadeiro. A gente sua a camisa jogando Wii.

Bem, isso gerou uma demanda incrível e o console do Wii ficou super-difícil de achar. Para encontrar o meu, foram várias encomendas a amigos que iam aos EUA. Finalmente, em NY, numa loja, encontrei o meu.

Os fabricantes vendem os consoles abaixo do preço de fabricação, visando recuperar a perda nos jogos. Acontece que no Wii o jogo de esportes que vem junto com o console é tão legal, que ninguém comprava outro. Isso até sair o Mario Galaxy, considerado o jogo mais perfeito já feito. Na minha opinião, somente agora os programadores de jogos estão conseguindo usar a tecnologia Wii. Não basta adaptar jogos feitos para botões, tem que criar jogos quebrando paradigmas. Isso que o Steven Spielberg fez quando criou o sensacional Boom Blox.

Tudo isso para dizer que em 2009 vai sair o MadWorld. Vejam o filminho teaser acima, esse promete! Tudo preto e branco, menos o vermelho, sangue! Um pouco violento, mas serve para aliviar as tensões. Lembra Sin City, do mestre Miller. E essa notícia fez a nuvem negra do 4 a zero se dissolver.

sexta-feira, agosto 22, 2008

A Nova Lara Croft


Tudo bem, tem essa onda toda de idolatrar a Angelina Jolie, gêmeos e trilhões de adoções, Brad Pitt, etc. Mas ela foi uma péssima Lara Croft, mais preocupada com sorrisos cínicos do que aventuras. Tudo bem que o script não ajudou em nada. Para todos aqueles que queiram seus computadores jogando Tomb Raider, apresento a nova Lara Croft, Alison Caroll, uma ginasta britânica. Vamos ver se os produtores serão tão felizes na escolha dos escritores. Se fosse eu, seria um filme dark, com muita neblina, suspense psicológico, trama inteligente (daquelas que obriga você a assistir o filme duas vezes para entender), não teria final com deixa para uma continuação (odeio isso!) e mil cenas para ela mostrar suas aberturas e outros dotes de ginasta. Infelizmente, o roteiro deve ser dado a um imbecil de Hollywood com ordens de ser engracadinho, óbvio e enfiar um monte de merchandising no filme.

Quais vão para o trono?

Está quase certa nossa residência em uma casa noturna de Brasília (a ser anunciada em breve). A idéia é tocar músicas que influenciaram a Plebe ou que foram influenciados por aqueles que nos influenciaram. Assim, tipo Pixies que beberam da mesma fonte que a gente. Volta e meia teremos convidados ilustres que poderão escolher aquelas que gostaria de tocar. Também, usaremos o espaço para tocar novas múscias, testá-las em um ambiente mais descontraído. Será uma festa movida à Plebe!

Agora, o quê tocar? Abro o espaço para que vocês dêem sugestões. O que seria interessante ver a Plebe tocar?

quinta-feira, agosto 21, 2008

Eu voltei, agora pra ficar!

Caros leitores, cancelem as sessões extras de psicanálise, joguem fora o prozac e esqueçam a sensação de abandono, pois trago boas notícias em matéria de Plebe Rude!

Primeiro, estamos com empresário novo. Trata-se do Cacá Prates. A decisão foi tomada para que a Plebe tenha suas bases em São Paulo. O Ivan ainda mora em nossos corações, mas o Rio não está mais no centro do show-biz nacional.

A mudança já começou a trazer algum resultado positivo. Temos shows marcados em Belém, Pará, em setembro, Brasília, em outubro, e São Paulo, em dezembro. Isso só para começar.

Além disso, estamos negociando uma residência em uma casa noturna de Brasília. Mas não para tocar Plebe, mas sim nossas influências. Em São Paulo é bem comum as bandas tocarem na night um set mais solto, de músicas que gostam. Tipo, Ira! tocando the Who. Se tudo der certo, vocês poderão ver a gente regularmente tocando Clash, Pistols, Pixies, Generation X, e outros. A idéia é também ter convidados ilustres e utilizar a ocasião para testar músicas novas. Será uma festa animada pela Plebe. Aguardem.

Também estamos nos preparando para regravar nossas músicas com a formação ideal. Não para ser vendido comercialmente, mas sim em nossos shows, a preço acessível. Isso vem de encontro com nossa indignação de que nossos discos não estão disponíveis nas lojas, a EMI simplesmente não repõe catálogo. Então, vamos regrara as músicas e garanto que terá um punch a mais com o Clemente e o Txotxa. É uma forma de trazer a Plebe aos ouvidos de toda uma nova geração.

Adiantei muito, mas tem mais na manga. O Blog continua!

sábado, agosto 16, 2008

sexta-feira, agosto 15, 2008

Torcedora do Atlético-PR

Quando ela descobrir, o Furacão já vai estar na segundona! Caramba, e pensar que fui prestar minhas homenagens visitando a Arena da Baixada recentemente....

quinta-feira, agosto 07, 2008

Rumo à Tóquio!


Ufa, Furacão saiu da zona de perigo!
Futebol é assunto para quem não tem assunto. Na verdade, no caso do blog, para disfarçar a impossibilidade de falar sobre novidades plebianas que serão bem divertidas e legais. Posso adiantar que Philippe e eu estamos bastante animados. Uma dica para o pessoal de Belém: se preparem. Outra dica para o pessoal de Brasília: suas quartas nunca mais serão chatas!

terça-feira, agosto 05, 2008

É Por Isso Que O Furacão Está na Zona de Rebaixamento!!!

Quem tem cultura pop?


Essa é para testar a cultura pop de cada um. Tentem identificar o máximo de referências no poster, acima (clique nele para aumentar). Alguém consegue ver o Repo Man (meu filme favorito de todos os tempos)?

sexta-feira, agosto 01, 2008

Sobre Papeis e Computadores

Tirei duas semanas de férias e sai por ai com minhas duas filhas, uma adolescente, 15 anos, e outra de 3. Diferença grande, mas foi muito bacana, servindo para sedimentar o conceito de família e irmãs. Nesse tempo, a dificuldade de achar um computador e tempo foi prejudicial para o blog. Agora estou de volta e vamos botar a casa em ordem.
Em Curitiba, me dei conta da necessidade que temos de cuidar de nosso planeta e como isso pode ser incentivado pelo governo, principalmente pela educação. Lá, o lixo seletivo já está no DNA do curitibano. Até no hotel, cestinhas de lixos específicas para metais, papel, plásticos e orgânicos. As fábricas e comércio exibem orgulhosamente certificados de carbono zero. Nos parques, nada de tratores cortando a grama, mas sim carneiros cuidados por pastores da prefeitura, economizando diesel e adubando o gramado ao mesmo tempo.
Li um cartaz muito legal: “se você tivesse que pagar pela embalagem de suas compras, reclamaria. O planeta paga.” É um absurdo mesmo a quantidade de papel que usamos. Façam uma comprinha qualquer e vejam o quanto vai direto para o lixo. No Rio, li uma entrevista com um promoter da noite que parou com a panfletagem com papel e usa só o virtual, via e-mail. Diz que dá mais certo. Acredito. No Beirute, ontem, recebi mais de 20 panfletos, todos deixando de atingir seu propósito, pois com o spam não li nada!
A musica virtual, alem de democratizar o acesso das bandas pequenas ao público e derrubar as gravadoras, também tem o ponto positivo de economizar plástico e papel. É por aí. Nos EUA jovens ativistas já estão colocando fogo nos SUVs (aqueles jipes off-road que a classe media gosta tanto, apesar de nunca irem off road com eles, ha ha ha ha), por serem poluentes e consumirem muito petróleo.
Divagações, divagações....

sexta-feira, julho 25, 2008

Mil Gatos no Cover


Ufa!, finalmente acesso a um computador! Estou viajando, passando pelo Rio, agora em Curitiba, num hotel que tem internet e disponibiliza computadores. Bem, a tempos que estou para postar o vídeo acima. Vocês sabem que adoro covers da Plebe, principalmente quando fogem do óbvio. Sempre que tiver acesso a um, posto aqui. Na verdade, não é um cover, mas sim uma aula de como tocar a música. O Philippe toca quase assim.

quinta-feira, julho 17, 2008

Algema Neles!


Pai de família, pobre, rouba, muitas vezes por falta de opção e é preso. Algemado, é levado à prisão. Banqueiro milionário desvia dinheiro público, faz gestão fraudulenta à frente de uma instituição financeira e a justiça recebe ordens que a proíbe de algemar o pilantra.

Bandido negro, pobre, pai de família, é pego roubando, é julgado, condenado e, devido a um vacilo da polícia escapa. Quando o pegam, leva porrada, é algemado e conduzido de volta à prisão. Executivo rico, branco, dupla cidadania européia, é pego, condenado a 13 anos de cadeia, foge, vive numa boa na Itália, é pego, conduzido de volta em jatinho particular, sem algemas, sem restrições quanto ao modo de vestir, dá entrevistas, todo sorridente, acompanhamento médico na prisão, e não é algemado.

Quem disse para não algemar? O Supremo Tribunal de Justiça – STJ. Já disse muitas vezes, a justiça pode ser cega, mas tem um faro excelente para o dinheiro e poder. Lembram quando os executivos da Enron foram presos? Algemas neles! Nem um casaquinho em cima para esconder. Sábia decisão. É necessário deixar claro que ninguém está acima da lei, ela é universal. Prisioneiro escoltado, só imobilizado com algemas.

Os advogados do Sr. Cacciola argumentaram que o ex-dono do Banco Marka poderia sofrer constrangimento público ao desembarcar no Brasil. Alegam que isso pode ocorrer se Cacciola for apresentado em público com algemas. Corretíssimo! Tem apresentar para mostrar à quadrilha de colarinho branco que está infiltrada em nosso sistema que esse é o fim reservado para os pilantras. Algema e cadeia!

Não acham estranha a rapidez com que o Daniel Dantas foi solto? Quem mandou soltar foi o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Poxa, nunca vi ele se pronunciar quando aquela empregada foi presa roubando uma lata de Nescau. Rabo preso em porta de cofre de banco em algum paraíso fiscal? Diz que não, que agiu dentro de interpretação da lei. Enfim, justiça no Brasil no século XXI continua igual na época das Capitanias Hereditárias. Fiquem na sua, trabalhem dentro de sua rotina e não saiam da linha. A não ser se tiverem mais de um bilhão de reais em sua conta.

quarta-feira, julho 16, 2008

The Spirit, de Eisner e Miller.


Frank Miller faz o Tarantino parecer um aspirante amador à figura cult. Já nos quadrinhos, o cara se destacava. Refez o Demolidor, deu credibilidade ao Batman, nos trouxe Sin City e 300 para a grande tela. Também escreveu o roteiro melhor Robocop de todos, que é o segundo. Agora está se arriscando por trás das câmeras com diretor do Spirit, do outro gênio Will Eisner.

Saiu um novo trailer do filme – basicamente um desfile das beldades que farão parte da estória. Eisner ficaria orgulhoso! Li que o Miller quis dar um pouco mais de seriedade ao personagem. Vamos ver. Material de primeira. Também, com um sobrenome desses....

terça-feira, julho 15, 2008

Valor - TV Manchete 1989


A falída e extinta TV Manchete fez um especial muito bacana da Plebe, em 1989, por ocasião do lançamento do nosso terceiro disco. Como sabem, foi um disco considerado experimental, no qual buscávamos novos caminhos sonoros. Entre erros e acertos, é bastante interessante. A música Valor é uma das quais tenho bastante orgulho. Baseada numa idéia do Jander, o Philippe contribuiu muito com a guitarra e construção da linha de baixo. A letra é uma de minhas favoritas de todos os tempos. Ouvindo, acho que ganharia um gás se a gente conseguisse tirar o teclado e colocar um pouco mais de distroção, tirando o apelo nordestino. Tipo quando ela está na sua parte final e as guitarras tomam conta. Do acro da velha!

Frank Cho faz mais uma !


Aqueles que lêem essas páginas regularmente devem se lembrar do Frank Cho, desenhista de quadrinhos que adora uma bunda nas suas capas. Lembram daquela do Wolverine que a Marvel censurou? Bem, agora tem outra, dessa vez para revista do Hulk. A arte censurada vazou na internet e estou postando aqui.
Agora vamos divagar. Que tamanho de camisinha o Hulk usa? Acho que teria que ser um pneumático de carro! Ele vira o Bruce Banner quando consuma o ato, ou continua a ser o Hulk? Teóricamente, quando o Hulk acalma, retorna a ser o Bruce. Sexo acalma, então a teoria procede. Trepar com o Thor é divino? E o Sr. Fantástico pede para a Mulher Invisível ficar invisível durante o ato para "ver o negócio entrar"? E ela pede para ele usar seus poderes de esticar? O Tocha Humana faz sexo quente? E o Besta faz sexo animal? O Dr. Estranho pratica sexo tântrico? Falta de assunto faz o X escrever besteiras?

segunda-feira, julho 14, 2008

This is England (filme)


Essa eu devo para o Clemente. Trata-se do filme THIS IS ENGLAND, de 2006. A estória se passa no interior da Inglaterra em 1983. É sobre um menino que se envolve com uns skinheads. No começo, tudo bem; aos poucos, tudo vai se deteriorando. O visual do filme está muito bem feito. Eu morrei em Sheffield, que fica perto de Machester, de 1978 a 1979. Fiquei com sensação de deja vu durante todo o filme.

O interessante sobre o interior da Inglaterra é que eles tinham visão somente de seus umbigos. Ou seja, somente interessava aquela pequena região onde viviam (hoje, com a internet, já deve estar diferente). Quando o Bernardo e eu íamos passar um fim-de-semana em Londres, todos acham um absurdo a gente viajar tão longe. A viagem não durava mais que duas horas! Tinha colega de escola que nunca tinha visto uma lasanha na vida! Eram ignorantes e preconceituosos, um terreno fértil para plantar a semente da intolerância e atrair os jovens para a extrema-direita (no caso, o National Front, tão combatido pelo Clash, Tom Robinson Band, John Lydon, entre outros).

O Clemente me disse que na Galeria do Rock, em São Paulo, dá para achar versões “genéricas” do filme com legendas em português. Eu baixei a minha usando torrents, com legenda. O problema é que não sei fazer rodar com a legenda, pois está em arquivo separado (alguma dica?).

terça-feira, julho 08, 2008

Festival de Inverno - comentado.

Foi assim: Gustavo Dreher, nosso produtor local, liga quando estava a caminho do hotel para encontrar o resto da banda. "Salve Jorge já está no palco, venham logo!" Deu 20 minutos para chegarmos lá. Vôo até o hotel, atropelando uns dois quebra-molas. A van já está lá, mas cadê o Clemente e o Philippe? Alguns telefonemas para o quarto e eles descem, tranquilos. Temos 15 minutos, informo. Saímos cantando pneus, o motorista entendeu bem o espírito da coisa. Um detalhe, temos que pegar o Txotxa. Ligamos para ele nos encontrar no Eixão. Pontualmente, ele está lá, feio garota de programa, sentado no meio fio, esperando a van.

Chegamos na Hípica e direto para o palco. O plano era esse: 40 minutos de Salve Jorge, 40 de Plebe e mais 40 de jam. Tocamos um show curto, no meio de Até Quando entra o S.J., emendamos em Should I Stay or Should I Go, com direito à percursão e naipe de metais, e partimos para o meledy. Esse era todo baseado em I Don't Care, dos Ramones, pois cabe cantar em cima Que País É Esse e Fio Maravilha. Finalizamos a noite com Homem Gol, do Jorge Ben.

Foi divertido, foi um show diferente. O mais legal é que o pessoal do fã clube estavam lá e garantiram a diversão. Também valeu por tocarmos para um pessoal que nunca viu a Plebe em ação antes. Nota dez para a organização do show e para o motora da van, que mostrou que há um Hamilton em cada um de nós.

sexta-feira, julho 04, 2008

Plebe Rude - O Que Se Faz

Finalmente aparece no You Tube o vídeo do O Que Se Faz, dirigido pelo brilhante (e lunático) José Eduardo Belmonte. Adorei a abordagem que ele dá á letra, despolitizando-a e dando um cunho mais emocional.

quinta-feira, julho 03, 2008

Salve Plebe!


Ontem à noite, no estúdio Jam, do ex-Dungeon Alexandre Parente, o Salve Jorge e a Plebe Rude fizeram um ensaio do que será o nosso jam no Festival de Inverno, sábado, dia 5 de julho. Ensaiar jam é a mesma coisa que trazer discurso de improviso datilografado, mas o que importa é o resultado. Garanto, será um show único, muito legal mesmo. Cheguem cedo, pois seremos os primeiros.
Já tem no nosso Flickr um álbum do ensaio. A foto, acima, é um painel, cliquem para abrir e apreciá-la em sua totalidade. Trata-se de quatro fotos que foram emendadas pelo H.E.L., meu computador. 2001 não tinha o H.A.L.? Pois eu tenho o H.E.L.

Lembrança para todos: HOJE TEM O MAKING OF DO CONCRETO JÁ RACHOU NA MTV!

quarta-feira, julho 02, 2008

Virada Cultural SP - 2007


Um dos shows mais emocionantes do ano passado foi o da Virada Cultural em São Paulo. No mesmo dia, Cólera, Inocentes, Ratos, Garotos Podres e Plebe. Achavam que ia dar porrada, foi tudo em paz. Já, na noite anterior, Racionais e Eduardo Suplicy apanharam da polícia. Punk = paz e respeito! Vejam as fotos aqui.

terça-feira, julho 01, 2008

Eu bebo sim, mas não dirijo, tem gente que dirige e está morrendo.

Eu ia postar outro álbum da Plebe, mas isso pode esperar. Estou adorando a discussão em torno da lei que tenta coibir a direção alcoolizada. Apesar da derrapagem final, de alto nível e boa argumentação. Gostaria de colocar outras considerações, totalmente enviesadas com minhas opiniões pessoais.

1. Porque proibir a direção sob efeito da bebida? Por que causa mortes, geralmente dos que não estão embriagados, de inocentes. Mortes desestruturam famílias. Também causam danos ao erário público, que tem que pagar por conseqüentes danos ao bem público, desviando recursos que seriam melhore utilizados em outro programas.
2. Se dirigir, não beba. Se beber não dirija. O resto todo deveria estar liberado. Se há o mínimo risco de alguém beber (entenda também fumar, cheirar, tomar bala, ácido, zé gotinha, LSD ou qualquer outro entorpecente) e causar danos a outros, que não o faça. Já que não temos o bom senso de fazer isso por nós próprios, que venha uma lei e o faça.
3. Diversão boa mesmo é aquela que fazemos sem risco aos outros. Riscos a nossa própria pessoa, tudo bem. Queimem seus neurônios, criem fungos nos pulmões, torrem seus cérebros – afinal, o corpo é seu e nenhum governo, religião ou pessoa deveria te proibir. Agora, respeito o próximo.
4. Gostei da argumentação da educação. Sempre a exigimos, mas quando é dada, reclamamos.
5. Não tem essa de aumentar a tolerância. Isso é argumento típico herdado culturalmente de nossos colonizadores. Já quando do primeiro plantador de cana em solo brasileiro, foi aberta uma exceção para que a coroa portuguesa arcasse com os prejuízos. Sempre queremos ser enquadrados na exceção, desde que os outros sigam a regra. O Brasil é considerado como um país com leis excelentes que não são respeitadas, nem enforcadas. Um político já disse que as leis brasileiras são que nem teias de aranha, só pegam os insetos pequenos, os grandes a furam.
6. Gosto de beber. Sigo a máxima do Ian McCulloch que uma bebedeira por mês exorciza os diabos internos. Também os japoneses acham que os bêbados estão sendo visitados por deuses. No entanto, esses deuses não tem carteira de motorista.

segunda-feira, junho 30, 2008

Bafómetro neles!

Você logo nota quando tem grupo de lobbistas atrás da notícia, quando os jornais começam a chamar a lei que tenta controlar motoristas bêbados como “lei seca”. Lei Seca é quando NADA de álcool pode ser consumido LUGAR NENHUM, nem em casa, nem nos restaurantes, nem nos bares. A nova lei só não deixa quem beber, dirigir. São com pequenos detalhes assim que esses grupos de interesse corporativo começam a minar normas que contrariam seus intere$$es.

A lei que tenta evitar mortes no trânsito causadas por motoristas alcoolizados está gerando um tremendo debate. Eu vou ser claro quanto ao meu posicionamento: sou totalmente a favor. Não gosto de repressão. Acho que cada um tem o direito de fazer o que quiser com seu corpo. Sou a favor da liberação das drogas, do aborto, de deixar quem quiser encher a cara quando quiser. Desde que não prejudiquem os outros.

É balela dizer que você consegue dirigir com um copo de chope na cabeça. Em primeiro lugar, que chope sempre é consumido no plural, nunca no singular. Em segundo lugar, o motorista sempre acha que está em condições de dirigir. Acho que nós, que buscamos uma sociedade sem governos em nossas vidas privadas, devemos assumir a responsabilidade que esse tipo de liberdade demanda. Saímos com amigos, um não bebe. No meu caso, não é nenhum sacrifício. E olha que sou bom de copo....

Balela também dizer que o álcool não é esse vilão no trânsito que está pintando. Mais uma vez, lobistas mexendo com números, alterando as estatísticas. É só abrir o jornal: Motorista de caminhão embriagado provoca acidente e mata quatro pessoas (Correio Braziliense, 29/junho). Quatro de cada dez motoristas parados pelo DETRAN apresentam índices de álcool superiores à 2 gramas.

O debate continua, tenho certeza que, nesse momento, muitos deputados, juízes e auxiliares de ministros estão recebendo agrados da indústria bebedeira. Assim como conseguiram eliminar a lei que impedia vender bebidas nas margens das rodovias, vão dar um jeito de ridicularizar essa e torná-la inválida.

Leiam a entrevista com o Drázuio Varela no Estadão de ontem. Muito boa, mesmo para um médico global. O perigo é que hoje, devido a facilidade econômica, o jovem tem acesso à álcool e a carros. O pior, se acha no direito de encher a cara e botar o pé na estrada. Incrível como, de um lado, defendemos maior liberdade e, do outro, acham que liberdade é o indivíduo fazer o que quer, quando quer, sem respeito aos outros.

sexta-feira, junho 27, 2008

Inauguração do Radicaos - 1984


Um presentinho visual para o fim de semana: fotos da Plebe e do Capital na inauguração do Radicaos, em 1984. Fotos tiradas pelo insubstituível Ric Novaes.

Em 1984, a tchurma já era um fato cultural e antropológico em Brasília. As bandas estavam a pleno vapor, sendo o núcleo desse grupo. Fazíamos nossas próprias camisetas e roupas, cartazes e até instrumentos, no caso do Geruza. Trocávamos idéias de filmes e livros, tendo como cenário a capital federal e como trilha sonora o punk e o pós-punk.

Naquela época, tudo era novidade, as informações não vinham fáceis, mas éramos brindados por ter entre nós vários filhos de diplomatas e professores universitários que vinham de fora cheio de coisas novas. Eis que bandas que nunca nem estouraram em seus próprios países tinham hits nas festas da tchurma, como grupos da África do Sul e Iugoslávia, assim como bandas bem independente inglesas como Spizz Energi.

Éramos tachados de punks, o que causou muita confusão quando fomos para São Paulo, forçando os punks de lá a quererem competir conosco sobre quem eram os primeiros. Nunca entramos nessa, pois o que Brasília tinha era único e singular. Nos chamavam de punks por absoluta falta de outro adjetivo. Na verdade éramos a tchurma (expressão cunhada pelo Renato Russo).

E o Radicaos foi feito por gente da tchurma, para a tchurma. Lá, a gente ouvia o que gostávamos, ninguém se importava como a gente se vestia, não tinha treta, estávamos em nosso ambiente. Pena que durou tão pouco – talvez tenha a ver com o fato dos donos preferirem se divertir com os clientes (nós) ao invés de gerir o lugar, há há há.

quinta-feira, junho 26, 2008

Assaltante imita políticos no DF!


O epicentro do poder brasileiro fica na Praça dos Três Poderes, delimitada pelo Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Palácio da Justiça, sedes, respectivamente do legislativo, do executivo e do judiciário. Na verdade, não funciona como uma praça, se tomarmos a sua definição urbanística: praça é qualquer espaço público urbano livre de edificações e que propicie convivência e/ou recreação para seus usuários.

Nunca vi o brasiliense ir à Praça dos Três Poderes conviver, socializar, utilizando-a como ferramenta urbanística comunitária. À noite, está abandonada. De dia, cheia de turistas. O lugar, assim como os outros espaços públicos de Brasília criados pelo Lúcio Costa, é um deserto fantasiado, não faz seu papel de praça.

Essa semana, uma turista foi assaltada em plena Praça dos Três Poderes. Cercada por todo aparato de segurança que protege os nossos representantes, Presidente e juízes, um larápio levou a bolsa, mochila e celular de uma estudante de 29 anos que estava visitando a Capital Federal. A desculpa da Polícia Militar, responsável pela segurança da área, era que ela estava em um ponto afastado. Quem conhece a praça, sabe que não existe ponto afastado, em qualquer direção que ela fosse, estaria perto de alguma coisa.

Na verdade, todo brasileiro é assaltado diariamente na praça. Imposto mirabolantes versus serviços de nível subafricanos; justiça diferenciada para ricos e pobres; imunidade parlamentar que permite aos congressistas fazerem qualquer falcatrua; ineficiência na nossa educação, saúde e segurança. Pensando bem, até que a estudante paulista pagou barato! A desculpa é que os três poderes estão em um ponto muito afastado, além do controle dos brasileiros. Nisso, a PM acertou!

quarta-feira, junho 25, 2008

Clube Belfiori - a primeira vez a gente nunca esqueçe.


Em dezembro de 2007 tocamos no CB pela primeira vez. Foi uma festa da Ray Ban e ganhamos uns óculos - eu até já perdi o meu (coisa que não causou surpresa no Philippe). As fotos foram enviadas por várias pessoas presentes ao meu e-mail. Apreciem aqui.

Aliáis, sempre que alguem me encaminhar fotos nossas, elas vão automaticamente para o nosso Flickr e o respectivo álbum. Darei crédito quando for possível. Nesse álbum, me esqueci quem tirou o quê. O que gostaria é que os fotógrafos entrassem no Flickr e colocassem nas observações o nome, para que possa dar os devidos louros.

terça-feira, junho 24, 2008

Lançamento do R ao Contrário no Rio (2006)


Continuando a me dedicar ao nosso Flickr.

Em setembro de 2006 fizemos o lançamento do R ao Contrário no Circo Voador, Rio de Janeiro. Ao contrário do que foi vendido, a revista Outra Coisa contribuiu com pouca coisa, sendo que a conta saiu direto do nosso bolso. Tudo bem, os plebeus merecem. Apareceram para a festa e consequentemente no palco: Lobão, Hebert Vianna e Marcelo D2. E também o Dado, só que esse abriu o show. Vejam o novo álbum aqui.

segunda-feira, junho 23, 2008

Hoje só será ontem amanhã!


Vamos abrir a semana olhando para o passado. Foram adicionadas ao nosso Flickr fotos antigas. Na verdade, fotos do último show com o Gutje, se não me engano, em algum lugar do ABC paulista. Tem também uma outra foto de 1986, publicada na Skate Magazine. Confiram aqui.

quinta-feira, junho 19, 2008

Plebe no Festival de Inverno de Brasília


Inverno em Brasília é frio! Já foi mais, mas ainda é o suficiente para exigir casacos de madrugada. Esse festival prima pela qualidade, como podem observar pelo site. Querem se difernciar dos demais desta Capital nesse sentido.

A Plebe vai tocar num mix com o Salve Jorge, outra banda de Brasília que tem um estilo bem difente do nosso, mas afinados na atitude. No dia 5 de julho, Salve Jorge entra, faz seu repertório, depois a Plebe e, na sequência, um jam imperdível do punk com o samba-rock. O que pode sair? Só estando lá para ver.

quarta-feira, junho 18, 2008

Kazebre: Aurora e Johnny


Achei esse vídeo postado no You Tube hoje pela Elizabete. O som está prá lá de distorcido (morram de inveja Jesus & Marychain!), que não reflete o real som do lugar. Saiu assim pela proximidade, acho eu, da máquina de filmar com as caixas de som. Mas a textura está linda, lembra um filme europeu de vanguarda.

Plebe no Kazebre - 14.06.2008




Kazebre é tosco. Tosco no sentido do elogio, assim como Ed Wood é tosco, Chaves é tosco, uma feijoada à 40º é tosco, My Bloody Valentine é tosco e um monte de outras coisas que adoro é tosco. Um exemplo? Basta chegar e ver as faixas anunciando as próximas atrações do lugar: cover de Elvis, Pitty, Possessed e um monte de outros, se misturando numa lista eclética que o denominador comum é a tosqueira. A melhor faixa é uma anunciando um show dos Raimundos cujo atrativo é a “volta do Canisso” e tem os Mamonas Assassinas cover abrindo. Quer mais tosqueira que isso?

Mas o público dessa casa da Zona Leste de São Paulo é fiel, não gosta de ser enganado e sabe receber muito bem. Ficar naquele frio (tinha até uma fogueira acessa dentro do lugar!!!) até as 4 da madruga é ter o rock nas veias mesmo! No camarim: Ronaldo (Inocentes) e Redson (Cólera). Toquei com minha camisa da Betty Page em homenagem à casa, que nos brindou com a tradicional pizza de “muxarella”, devorada em segundos (mesmo sem o Txotxa por perto, há há há).

Muita das fotos do nosso álbum no Flickr foram tiradas pela Elizabete e/ou a Bruna, presenças constantes em nossos shows em SP (estamos até pensando em incorporá-las à equipe). Mais fotos e vídeos virão.

terça-feira, junho 17, 2008

Plebe no CB - 13.06.2008




Primeiro vou falar da sexta, dia 13 de junho, no Clube Belfiori, vulgo CB. A casa é algo de fazer qualquer brasiliense roqueiro chorar e querer emigrar imediatamente. Clima bom, som excelente, comida de primeira, ampla escolha de bebidas, donos consciente e um público da melhor qualidade. O show foi espetacular, aquela sinergia muito especial que rola entre a Plebe e o público, cada um retroalimentando a energia do outro.

A profundidade do palco é estreita, então não pude ficar na minha posição de praxe que é no meio, em frente à bateria. Aliais, na batera, substituindo o Txotxa – e fazendo um ótimo trabalho – o Capucci. Fiquei meio de lado, atrás do Philippe, mas não prejudicou em nada.

Foi muito legal receber o pessoal no camarim. Uns depoimentos bem legais, de um cara que agradeceu muito por estar acompanhando a gente desde os anos 80s e finalmente conseguir nos pegar ao vivo. Outro de um garoto que lê e adora este blog. Essa é a parte mais legal de tocar.

A maioria das fotos no nosso Flickr do show foram tiradas pela Fabiane, valeu, quero as fotos do Kazebre também!

sexta-feira, junho 13, 2008

Hoje tem show no CB!!!


Hoje é dia de show, ó dia feliz!
É muito bom tocar, especialmente em SP. Surpresa no show de hoje, tem. Não é música nova, mas sim, músico novo. Na bateria. Txotxa em férias na alemanha, fazendo roteiro gastronómico de degustação de salsichas. Então o Capuccino estará n lugar dele. E confiem em nós, o cara é animal!

Acima, vídeo do último show no CB, para dar água na boca.

terça-feira, junho 10, 2008

Mala Direta do CB

• Hell Oh Dear! | Sexta 13/6, 23h

O grupo Peble Rude, um dos bastiões do punk rock brasileiro, faz show nesta sexta no CB. Formado nos anos 1980 em Brasília, o Peble ajudou a moldar o som do rock nacional como o conhecemos hoje. Em sua nova formação, a banda conta com os integrantes originais Philippe Seabra e André X juntos a Txotxa e Clemente (Inocentes). Venha conferir os clássicos e novidades do disco "R Ao Contrário", lançado em 2006. DJs: Lu Riot, Tchelo e Flávio Forgotten Boys. Promoção: Ao pedir o Ranchero's Deluxe Burger a cerveja Dos Equis sai por R$ 4,00. Preço: R$ 15 (nome na lista) ou R$ 20 (porta). Lista: lista@cbbar.com.br.

sexta-feira, junho 06, 2008

Pensamento para o Fim-De.

Hoje foi publicado no Jornal de Brasília texto de meu amigo, Freddy Charlson, que reproduzo abaixo para atiçar o debate da galera. Muito bom mesmo! O cara, além de tenista virtual de primeira, escreve muito bem. Faltam 7 dias para o CB!!!

Mulheres servidas à mesa
Freddy Charlson

Não é de hoje, creiam, que surgiu essa história de fazer a ligação entre mulheres e frutas. Que me perdoem os cristãos mais ortodoxos, mas já nos idos tempos de Eva (a primeira mulher, segundo a Bíblia) a fruta – no caso o fruto proibido, a maçã – já exercia uma forte atração sobre o sexo feminino. A questão é que, pimba!, com o passar dos tempos, essa ligação foi vulgarizada. É uma tal de Mulher Samambaia para cá, Mulher Melancia para lá, Mulher Jaca aqui, Mulher Moranguinho acolá e até de Mulher Filé em todo lugar.

Por "todo lugar" entenda-se televisão, rádio, internet, revistas masculinas, outdoors, festas privé ou apresentações em boates de caráter duvidoso. Ou seja, em qualquer canto que se olhe estará uma moça seminua ou nua (nada contra a nudez, muito pelo contrário) associando sua imagem de fêmea a algum produto hortifrutigranjeiro, ou vegetal, que seja. E colocando-se, enfim, à disposição dos voyeurs

A Mulher Samambaia, condinome de Daniele Souza, por exemplo, já há alguns anos aparece vestida (?!) apenas com um pequeno biquíni no programa Pânico na TV. Sua singela tarefa é rebolar e sorrir para as câmeras. E só. Feito uma samambaia ela só decora o ambiente. O suficiente para despertar a sede das revistas masculinas. Samambaia vem de uma escola antiga, porém menos vulgar, que surgiu com as chacretes, passou pelas paquitas, cruzou o caminho das boletes (assistentes de palco do finado apresentador Bolinha) e chegou ao ápice com titia Gretchen e suas "descendentes", as meninas do É o Tchan!, ao lado das menos famosas Malandrinhas, além de Tiazinha e Feiticeira.

Ou seja, estão ali para atiçar a libido masculina, provocar os adolescentes e fazer dinheiro, ao mesmo tempo em que causam asco nas feministas, sempre tão preocupadas com "o verdadeiro papel da mulher na sociedade". Algo que viria a ser, claro, menos vulgar. Ora, mulher tem mais é que se dar ao respeito!, pensam, quase que em vão.

Parece que tal corrente, a da pureza, não vem fazendo mesmo muito sucesso. Vide o escândalo que a tal Mulher Melancia, ex-dançarina do Créu, batizada como Andressa Soares, 19 aninhos, tem provocado em bancas de revista e vídeos internet afora. Ela, que rebola os quadris numa vertiginosa "velocidade 5", já posou para uma edição especial da Playboy e planeja carreira internacional. É, a moça que tem declarados 121 cm de quadris vai lançar o hit Velocidade 6, na Espanha e Portugal. Sorte (?) dos patrícios. Melancia, digo, Andressa, ainda estampa as manchetes por ter magoado, ao mesmo tempo, o MC Créu – que a lançou, e a acusa de fazer carreira em cima do sucesso dele – e o badalado fotógrafo JR Duran, que a repreendeu pelo fato de ela ter se atrasado no ensaio para a mesma Playboy que chega às bancas no dia 10.

Está pensando que acabou? Necas de pitibiriba. Tem, ainda, a Mulher Moranguinho. Essa é a alcunha de Ellen Cardoso, 27 anos, também dançarina do Créu, substituta da Melancia. Moranguinho vai brilhar numa edição especial da revista Sexy e é capaz de dizer, candidamente, que se identifica com a fruta, oh!, porque é apaixonada, romântica e sedutora. Moranguinhos são apaixonados, românticos e sedutores? Vá saber...

E o que dizer, então, da Mulher Jaca? Trata-se de Daiane Cristina, prima de Andressa Soares e protagonista de uma bizarra árvore genealógica (há parentesco entre jacas e melancias?). Daiane, a quem interessar possa, colocou uma prótese de silicone de 235ml, aproveitou para fazer lipo nas costas e barriga, clareou os cabelos e ostenta 110 cm de quadril, uma fartura.

Um pouco menos farta, aliás, é a tal da Mulher Filé, dançarina do Mister Catra. Yani de Simone tem 19 anos, "apenas" 100 cm de quadril e espírito mais polêmico. Um exemplo? Ela vive a dizer que chega de fruta! "Homem gosta é de comer carne", garante a moça que já faz sucesso com uma certa "Dança do Pisca". Melhor não explicar o que significa, acreditem, leitores. Enfim, pelo jeito, o atual quadro da cultura pop brasileira é um prato cheio, com perdão pelo trocadilho.

quarta-feira, junho 04, 2008

DesmataMinco


Bom dia, povo! Outra manhã, outra pizza. CPI concluída e ninguém indiciado pelo mau uso dos cartões corporativos. Conclusão dos congressistas: o uso de dinheiro público para compras de duty free, tapioca, roupa pessoal, bebida e restaurante foi distração dos usuários. Porra, para mim usuário é quem usa maconha, e para esses, os falsos moralistas não perdoam.

Acrescentando lenha na fogueira, a pizza vai ser assada com madeira proveniente do desmatamento da Amazônia. De todos os ministros desse governo, o que mais tinha simpatia era a Marina, do Meio Ambiente. Justamente por ser séria, geria sua pasta com competência, defendendo sempre o desenvolvimento sustentável. Isso interessava ao governo? Pense bem, controlar o avanço do agro-business, brecar a geração de emprego, postergar construções como barragens e estradas, na visão governamentista significa somente uma coisa: menos arrecadação. Menos arrecadação = menos grana para torrar em publicidade, salários, propinas e, também, cartões corporativos. Eis que cai a Marina e entra o Minc.

E o que faz o Minc? Libera todas as licenças ambientais que estavam paralisando obras duvidosas. Doa milhões de reais para aqueles que desmataram, para que plantem de novo. Epa, agora entendi. Se eu quero grana do governo, primeiro eu desmato, depois ele me paga para replantar tudo! E claro, eu planto toda a grana em contas abertas nos paraísos fiscais! Valeu Minc!

Para apaziguar a população, foram buscar uma solução lá da época do Sarney, creditada ao Funaro: confiscar boi no pasto. Garanto que nenhum pecuarista que desmatou para criar pasto perdeu um segundo de sono por causa dessa ameaça, pois sabem que quem criou essa regra só conhece a vaca de sua mãe, não aquelas que fazem múúú. Logisticamente é muito difícil tirar a vaca do pasto. O governo não tem gente, nem para fiscalizar, muito menos para uma operação dessas. E menos vacas = menos arrecadação e entramos no ciclo vicioso que vocês já conhecem.

Em fim, vamos ter que voltar a tocar A Serra.

terça-feira, junho 03, 2008

Sexo, Drogas e Metáforas

Turbinas esquentando para os shows em Sampa! Hey Ho, Let’s Go!

Enquanto isso, uma nova listinha. Dessa vez das músicas que falam sobre drogas e sexo, mas de uma forma escondida, disfarçada. Gosto de referências não diretas, onde o autor usa suas habilidades poéticas para fingir que está falando de alguma coisa, quando na verdade está falando de outra. Nesse sentido, não entraria as músicas explicitas do D2 sobre maconha, nem as da Tati Quebra Barraco sobre sexo. Vejamos:

1. Beatles - Lucy in the Sky with Diamonds. Nunca confirmado pelo Lennon se realmente era ou não sobre LSD. Mas se você ainda tem dúvidas, pergunte para o Albert Hoffmann, há há há. É legal ver músicas que chocariam o establishment chegarem ao topo das paradas sem que os conservadores entendam o que está acontecendo. Quando percebem, já é tarde demais.


2. Stranglers – Golden Brown. Essa foi realmente um cavalo de Tróia musical. Chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas, foi escolhido como tema de seriado infantil, sucesso total. Daí foram entrevistar o Hugh Cornwell, o autor, que confessou ser sobre heroína, e não necessariamente falando mal!



3. Sisters of Mercy – Vision Thing. Bem, começa com uma cheiradona, então é fácil adivinhar sobre o que se trata. O verso: “What do wee need to make our world come alive? What does it take to make us sing? While were waiting for the next one to arrive?
One million points of light One billion dollar vision thing” dá de bandeja para os entendidos.


4. Velvet Underground – Waiting for My Man. Poderia ser até sobre um encontro homosexual, mas na verdade trata de um viciado esperando desesperadamente o seu traficante chegar com a mercadoria. Vício deixa o homem fraco e desesperado, nunca caiam nessa.



5. Breeders - Divine Hammer. Única música que conheço de mulheres cantando sobre orgasmo. Ela descreve sua cruzada por uma martelada divina e se vai ou não encontrá-la. Sensacional.

quarta-feira, maio 28, 2008

Liquid Liquid

O punk veio e quebrou todas as regras, deixando o terreno livre para misturar, experimentar e, principalmente, rejeitar Chuck Berry. Eis que nasce o pós-punk, que teve em 1978 – 1984 sua fase mais fértil. Nem tudo era bom, mas tudo tinha um ar de novidade, de que o rock estava definitivamente saindo da camisa de força artística e descobrindo novos terrenos.

Uma das bandas desse período que mais tenho ouvido recentemente é o Liquid Liquid, de Nova York. Faziam parte do que hoje é rotulado punk-funk ou, outro rótulo, disco-not-disco. A banda não tinha guitarra, mas sim um cara tocando marimbas (!?!?!), coisa muito inusitada. Tudo bem, de vez em quando, o baixista pegava na guitarra e, eventualmente no piano. Na época não recebeu muita atenção, compreensível, pois eram muitas bandas, muitas coisas acontecendo, que não cabiam todos debaixo do holofote. No entanto, hoje são aclamados pela crítica como uma das maiores influências no novo rock. Tanto é que o Dennis Young que toca marimbas é convidado especial no disco do Padded Cell.

Apesar de obscuro, todos conhecem uma linha de baixo do Liquid Liquid sampleada pelo Grandmaster Flash para a música que virou um mega-hit chamada White Lines (sobre cocaína). O interessante é que o LL nunca recebeu um centavo por isso! Quer dizer, não é sample, é roubo mesmo! Comparem os vídeos.





Acabou de sair lá for a uma coletânea da banda que vale muito a pena. Isso porque o Liquid Liquid nunca lançou um disco de verdade, mas sim vários EPs. O CD reúne todos num formato só. Se chama Slip In and Out of the Phenomenon e foi lançado pela Domino.

Confirmados shows em SP!

Junho tem Plebe Rude em São Paulo. No sábado, estaremos no Kazebre dividindo o palco com o 365, companheiros nessa batalha desde os primórdios. No dia antes, 13 de junho, sexta, estaremos no CB. Notícia saíndo do forno.

terça-feira, maio 27, 2008

Outro gole e pé na estrada!

Durante as festas de fim de ano de 2007 para 2008, o Brasil ficou chocado com o número de mortes nas estradas. Pior, foi identificado que o principal causador dos acidentes foram motoristas bêbados. Em seguida, foi promulgada uma Medida Provisória impedindo a venda de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos a beira das rodovias. Não era a solução perfeita, mas enquanto não temos maturidade para uma fiscalização bem feita, nem uma legislação que puna com gravidade o motorista bêbado, poderia impedir um monte de mortes.

Claro que o lobby da indústria bebedeira, dos hotéis e dos bares e restaurantes entraram em campo e conseguiram, nessa terça, derrubar a lei. Ou seja, querem encher a cara e atropelar um monte de gente, tendo como pena máxima o pagamento de algum serviço comunitário ridículo, o Senado acabou de liberar!

Tudo bem que a medida tinha um monte de pontos fracos, poderia até prejudicar alguns comerciantes, mas era um início. Aqui em Brasília é notável o número de motorista alcoolizados que dirigem pela noite. Uma vez fiquei chocado com o comentário que ouvi de um cara que, antes de iniciar uma viagem, dizia que enchia a cara para economizar dinheiro – nas rodovias a cerveja e a pinga custam mais caro. Punição rigorosa seria uma solução, mas isso é balela no Brasil.

O álcool é a droga mais perigosa, que mais causa mortes, que mais destrói famílias que existe. E é legal! Enquanto outras são perseguidas pelos falsos moralistas que compõe a nossa sociedade. Veja só o que acontece quando tentam brecar os ganhos da indústria bebedeira. Que Mad Max nada, vou ficar vendo os brasileiros se matarem nas estradas!

quarta-feira, maio 21, 2008

The Good, The Bad & The Tosco.




Bom fim de semana para todos, apreciem.

terça-feira, maio 20, 2008

Banksy

Um anônimo já antecipou, Banksy reina na arte subversiva deste século. O cara – seja quem for, ninguém sabe - é um grafiteiro de primeira, seu trabalho tendo um diferencial de todos os outros que já vi. Deixando a humildade de lado, é o que a Plebe Rude seria se fosse um artista. Suas intervenções urbanas trazem com bom humor uma crítica ácida de nossos tempos. Vejam algumas aqui.

Outro aspecto que aprecio muito nele é o de que eu chamo terrorismo cultural. Banksy faz umas artes e, clandestinamente, as insere nos museus pelo mundo. Cuidado, da próxima vez que estiver no MoMA ou no Museu Britânico, pode estar olhando para um Banksy original, cuja existência no acervo, nem os curadores sabem. Veja o filminho a seguir mostrando sua técnica ao mundo.



Grafitar icones de nosso século, que representam nossa intolerância, é outra especialidade do Banksy. Vejam ele deixando sua marca no muro que separa Israel da Palestina. Não entendo como não levou bala!



Tem um livro, chamado Wall & Piece, que vale muito a pena.

Se um dia ele quiser, pode pichar as paredes lá de casa...... ou o Congresso Nacional!


PS – Eu adoro grafitismo original. Tenho várias fotos. Se vocês se depararem com alguma intervenção urbana que vale a pena ver, tirem uma foto e me mandem. Vamos descobrir o Banksy nacional!

segunda-feira, maio 19, 2008

Winston Smith




Vocês conhecem Winston Smith? Alguns afirmarão que sim, e estarão certos. Outros, com a mesma resposta positiva, errados. Outros, mais atentos, devolverão a resposta: qual deles?

Realmente há dois Winston Smiths que todo ser humano que questiona nossa existência no planeta deve conhecer. Um deles, é o personagem de 1984, livro de George Orwell escrito em 1948 sobre um futuro sombrio onde governos mantêm um controle total, incluindo espionagem dentro de cada casa, sobre seus governados. Uma guerra baseada em falsos argumentos é mantida ad-infinitum (lembra alguma coisa?). Smith quer fugir de tudo isso, mas o Grande Irmão (Big Brother) está de olho nele. Se ainda não leu, jogue fora o que está atualmente lendo, pois esse livro certamente vale muito mais a pena.

Não é desse Winston que estamos falando, mas sim do segundo, que emprestou o nome do romance orweliano, o Winston Smith designer do underground, porta-voz dos independentes, que tornava vivos nossos pesadelos da Guerra Fria em formas de lindas colagens visuais. Tinha um época que somente os fãs dos Dead Kennedys conheciam o trabalho do Smith, que fez todas as capas, logos e imagens visuais da banda. Hoje, o artista já entendeu seus tentáculos para outras áreas, trabalhando em revistas mainstream (Spin) e ilustrando livros que não tratam de música. Tudo isso sem perder a coerência (lembram do posto láááá da semana passada?).

Convido vocês a entrarem no seu site e se deliciarem com as colagens subversivas de Winston Smith. Se ficarem bastante interessados, aproveitando que o dólar está lá em baixo, encomendem os livros Act Like Nothings Wrong (eu tenho e fica na estante da sala, em posição de honra, onde antigamente minha avó guardava a Bíblia) e o novo Artcrimes (que vou encomendar, ah se vou!).

O interessante é que, após conhecer sua obra, dá a maior vontade de sair fazendo colagens. Se fizerem alguma, mandem para o meu e-mail. Sonho: Winston fazer uma capa da Plebe!

sexta-feira, maio 16, 2008

GANGRENA GASOSA EU NÃO ENTENDI MATRIX

GANGRENA GASOSA O RETORNO

Gangrena Gasosa: o Retorno!


Sexta-feira, dia de despacho nas encruzilhadas deste Brasil. Menos em Brasília, onde não temos esquinas, há há há. Momento muito oportuno para anunciar a volta daquela que foi a banda muito à frente de seu tempo, Gangrena Gasosa, a que inventou e, até agora é a única banda do movimento Sarava Metal, que mistura com muito humor, barulho e criatividade o metal com a macumba.

Eu estive pouquíssimas vezes em estúdio sem ser com a Plebe. Numa dessas ocasiões foi para produzir o disco Sarava Metal, que lançamos na Rock It! Um dia ainda conto as histórias de assombração e sobrenatural que ocorreram durante as semanas que ficamos trancados no estúdio. Tenho muito orgulho desse CD.

Mesmo se o som for um pouco, digamos, barulhento para vocês, não deixem de ir ver um show do Gangrena. Tem despacho, tem farofa, tem exú, tem pomba-gira, tem gargalhadas infernais. Diversão pura!

Bem vindos do além, rapazes! Que Deus ilumine as suas almas, vocês vão precisar!

O show oficializando o retorno será em Barra Mansa, RJ, no dia 31 de maio. Quem for vai presenciar história sendo feita!

quinta-feira, maio 15, 2008

Coerência e o Woody Allen


Woody Allen é um dos meus diretores favoritos. Saboreio com real satisfação todos seus filmes, em todas as suas fases. Sempre cobramos que um artista seja coerente, um adjetivo já usado muito pela imprensa quando quer falar bem da Plebe. Mas o que é ser coerente, ficar batendo sempre no mesmo prego? Dizem que a loucura é ficar repetindo alguma coisa que você já sabe qual será o resultado, desejando que dê algo diferente.

Por isso comecei a pensar se realmente é tão bom assim ser coerente, ou se a incoerência é um traço positivo também. Woody Allen é um ser altamente incoerente, mas talvez aí more a sua genialidade.

Por exemplo, nunca freqüentava a festa do Oscar, apesar de concorrer várias vezes e ser sempre convidado. Quando houve o ataque de 11 de setembro, ele fez questão de ir e implorar para que continuem a filmar em Nova York. No entanto, desde então, nunca mais filmou na cidade! Seus últimos filmes são ambientados em Londres e, o mais recente, em Barcelona.

Ah, você diz, mas ele é coerente com sua linha de filmagem, sua independência em termos de direção e roteiro. Certo, talvez aí a ligação com a Plebe. Acho que a gente poderia dar uma de incoerente no som, talvez ousar mais, experimentar. Mas sem deixar de ser a Plebe, assim como o W.A. sempre será o W.A.

Outra informação: os filmes dele geralmente saem no prejuízo. Na Europa, recupera um pouco, mas nos EUA são low budget/low return. No entanto, não tenta se adaptar para o mercado. Coerência! Ou será que o Philippe deve colocar um piercing no umbigo e se tatuar? Cara!....... Incoerência!

Mudando para o mundo da fantasia, e fantasiar é preciso! A vantagem de ser um cineasta é que você pode filmar as suas. Woody Allen coloca uma pegação entre Scarlett Johansson e Penélope Cruz (vide foto acima) no seu novo filme Vicky Cristina Barcelona. Talvez seja seu piercing no umbigo, se é que vocês me entendem......

Joaquim e o Trem Fantasma

Joaquim sempre se destacou pela sua inteligência. Se bem que seus pais adorariam que ele fosse, digamos, normal. Provas e testes escolares não eram um problema. Todos seus professores reconheciam a potencialidade do garoto. O problema, de acordo com eles, era que as matérias pouco interessavam ao Joaquim, que passava em tudo com notas brilhantes, porém demonstrando um distanciamento enorme. Escola, estudos e bom comportamento eram um tédio para ele, como se fosse uma dorzinha que se aprende a conviver.

O uso de seu brilhantismo intelectual era usado com entusiasmo para outro fim. Não que fosse para o mal, não havia traço de maldade em sua personalidade. O negócio era testar os limites, desafiar a sociedade, ganhar do status quo. Assim como fazer experimentos em colegas envolvendo choques disparados por um “magiclik” roubado da cozinha de casa. Pimenta no focinho de cachorros. Ir para uma loja de departamentos e acertar todos os despertadores em exposição para dispararem na mesma hora. Reprogramar elevadores. Não havia limites para suas estripulias.

Sua escola planejou uma ida ao Parque Nicolândia. Joaquim e seus outros colegas da quinta série entraram no ônibus escolar discutindo animadamente qual o brinquedo favorito de cada um. Ele reparou que todos ainda tinham um certo receio do trem assombrado. Obviamente Joaquim sabia que aquilo eram apenas bonecos mecânicos cobertos com plástico e papel. Anunciou a todos que iria entrar lá sozinho e fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Iria fazer o brinquedo assustar o próprio dono, seja lá que fosse o dono do Nicolândia.

Chegando ao parque, aqueles que ouviram sua bravata, conhecendo sua potencialidade, seguiram-no até a entrada do trem fantasma. O sujeito que vendia entradas estranhou que dos quinze moleques que apareceram, somente um comprou ingresso. Nem notou que esse, quando subiu no vagão, carregava um rolo de papel higiênico e uma garrafa de água. Todos observaram em silêncio o vagão desaparecer pela porta pintada com motivos de caveiras com o Joaquim sentado imóvel em sua cadeira.

Uma vez dentro do brinquedo, Joaquim não perdeu tempo. Começou a fazer bolas de papel higiênico, molhando-as com bastante água. Na primeira curva, uma bruxa. Joaquim arremessa e acerta em cheio o torpedo molhado pela boca escancarada, que cai nos fios expostos do controle e provoca um pequeno curto. A bruxo balança como se estivesse em convulsão e apaga. Joaquim sorri marotamente.

O trem vai seguindo lentamente seu percurso e Joaquim bombardeando todos os habitantes da casa. Alguns ele erra. Alguns, acerta em cheio. O Frankenstein leva uma bolada no olho que causa algumas fagulhas maiores. Essas caem na lona sintética que é usada para cobrir o teto, um material altamente inflamável. Em menos de um minuto, a construção que abriga o trem fantasma está em chamas. A eletricidade cai, todos os mecanismos do brinquedo param. Só não fica breu porque as labaredas iluminam de forma lúgubre o interior da casa assombrada.

Joaquim leva um susto inicial, mas logo se recupera. Entende o que aconteceu, sua culpa claro. O jeito é seguir os trilhos até a saída, antes que fique impossível se movimentar no interior do incêndio. O calor aumenta, fica empapado de suor enquanto prossegue. Usa o restante da água para molhar seus cabelos, evitando que queimem. Quando vira a curva e entra num corredor escuro, seu coração dá uma parada e em seguida dispara. Sabe que é um boneco, mas no contexto está muito realista. Um diabo, todo vermelho, chifrudo, com uma expressão maléfica, segurando um tridente vermelho, cercado de chamas, olha para o garoto fixamente. Seu dedo parece que está mexendo, chamando o menino para perto de si. Deve ser um jogo de sombras, justifica Joaquim, tentando se acalmar.

A figura satânica parece que ganha vida com a parede que desaba, revelando mais chamas e fumaça. Joaquim começa a se sentir tonto. Vê o diabo vindo em sua direção. Devo estar alucinando com a falta de ar, diz para si mesmo. Quando sua cabeça começa a rodar, uma tontura enjoativa tomando conta, aparece um bombeiro e puxa o menino pela gola, arrastando-o para fora.

Os colegas de Joaquim juntam em volta do bombeiro que realiza respiração boca-a-boca para reviver o garoto. Com sucesso, depois de vomitar todo o chão, está respirando normalmente. O dono do parque vem ao seu encontro, ver se está bem.

“Muito realista aquele boneco do diabo!”, comenta o Joaquim.

O dono sorri para o gerente, feliz que ninguém se machucou e que o brinquedo está no seguro. Quando se afastam, o gerente afirma, coçando a cabeça confuso: “Mas nós não temos nenhum boneco de diabo no trem fantasma!”

quarta-feira, maio 14, 2008

Padded Cell

Faz tempo que não tenho tanto prazer, tesão e ansiedade em recomendar uma banda. Acho que a útlima foi quando morava na Inglaterra, em 1978, e vi uma banda chamada Joy Division abrir um show dos Buzzcocks. Na mesma noite, escrevi ao Fê, no Brasil, para manter seu radar-musical programado para eles.

O que queria mostrar também rompe um pouco o ortodoxo, assim como o Joy rompeu com o que era feito à época. Trata-se do Padded Cell, duo inglês, inspiradíssimo na cena punk-funk de NY no início da década de 80s. Tem baixo, tem guitarras, tem sopros, tem programações. E tem classe.

Dêem uma conferida no myspace deles.

Dito e feito!

terça-feira, maio 13, 2008

Discoteca Básica: Segunda Temporada

Foi confirmado, a MTV transmitirá a Discoteca Básica do Concreto Já Rachou no dia 3 de julho. Não temos idéia de como ficou, pois só acompanhamos as entrevistas realizadas comigo e o Philippe aqui em Brasília. Nos divertimos muito falando sobre o disco que mudou nossas vidas. Várias histórias foram relembradas, mas somente algumas vão ao ar, pois o programa dura somente 30 minutos. A seguir, o release da MTV sobre o programa.


DISCOTECA MTV – Segunda Temporada

O programa Discoteca MTV conta como foram feitos os álbuns clássicos do rock brasileiro. Além de trazer depoimentos das bandas sobre a composição das faixas e o processo de gravação, o programa traça um panorama da cena musical e comportamental da época. Depois do sucesso da primeira temporada no ano passado, o Discoteca volta com uma segunda temporada com oito programas, mostrando mais discos inesquecíveis do pop brasileiro. Skank, Pato Fu, Engenheiros do Hawaii, Raimundos, Capital Inicial , Barão Vermelho, Camisa de Vênus e Plebe Rude foram as bandas escolhidas.

Foram mais de 50 entrevistas. Humberto Gessinger , Canisso, Digão, Jorge du Peixe, Andreas e Paulo (Sepultura), Nando Reis, Jimmy (Matanza), Gabriel (Autoramas), Philippe Seabra e André X (Plebe Rude), Herbert Vianna, Fernanda e John (Pato Fu), Dudu Marote, Dé, Mauricio, Frejat, Guto (Barão Vermelho), Beto Bruno (Cachorro Grande) e Miranda foram apenas alguns dos músicos e produtores que foram entrevistados no Discoteca.

Para contar sobre um pouco sobre as histórias dos anos 80 e 90, foram entrevistados vários jornalistas. José Flávio Jr.(Bravo), Pedro Alexandre Sanches (Carta Capital), Thiago Ney, (Folha de São Paulo), André Forastieri, Paulo Marchetti (autor de “O diário da turma), Maria Juçá (Circo Voador), Tom Leão (Globo), Pablo Miyazawa (Rolling Stone) foram alguns deles.

A estréia é dia 22 de maio, às 00h15, com Skank, contando as histórias por trás de Samba Poconé, disco de 1996. Os músicos contaram, entre outras coisas, que na época ficaram fartos do sucesso de Garota Nacional.

No programa dos Raimundos, eles revelam que não queriam gravar a música “Selim”. Mas por insistência do Miranda, produtor do disco, a música entrou e deu a eles o disco de ouro.

No episódio do Barão Vermelho, Maria Juçá, produtora do Circo Voador, conta que em um dos shows da banda, Cazuza chegou a parar o evento por uma hora, pois tinha perdido um vidro de remédio. Público e banda tiveram que procurar até achar o misterioso vidrinho.

Ordem de exibição:

22/05 - Skank - Samba poconé - 1996
29/05 - Pato fu - Isopor - 1999
05/06 - Raimundos - Raimundos - 1994
12/06 - Barão Vermelho - Maior abandonado - 1984
19/06 – Não tem
26/06 - Engenheiros do Hawaii - A revolta dos dândis - 1987
03/07 - Plebe rude - O concreto já rachou - 1986
10/07 - Capital inicial - Capital inicial - 1986
17/07 - Camisa de Vênus - Viva - 1986

DISCOTECA MTV - Toda quinta –feira, às 00h15.
Reprises: segunda-feira às 12h e terça-feira às 19h