DICAS DE INVESTIMENTO
Segundo este site, uma mulher apelou e colocou um anúncio no Craigslist pedindo ajuda para um problema... diferente:
"Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (...) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego no nível dela?"
Sim, a garota estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta tão bem articulada e fundamentada que eu não resisti e tive que traduzir tudo pra postar aqui (os negritos são meus, pra mostrar as melhores partes):
"Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema. Fiz a seguinte análise da situação.
Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano. Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:
Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente... de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!
Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de "trading position" (posição para comercializar), e não de "buy and hold" (compre e retenha) - que é o que você deseja ... daí o problema... casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, "comprar" você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la. Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.
Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota "articulada, com classe e maravilhosamente linda" como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um "test drive".
Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.
Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica "capitalização via golpe do baú". Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo ."
quarta-feira, novembro 21, 2007
Mulheres e Investimentos.
terça-feira, novembro 20, 2007
Horror Friends
Acho que estou uma semana distante desse blog - um pecado na bíblia dos blogeiros. Tenho desculpa? Sim, estava fazendo mudança, computador desligado, sem banda larga, etc. etc. Como forma de redenção, um videozinho que me deu caimbra de tanto rir.
sexta-feira, novembro 09, 2007
the stranglers-strange little girl
a mensagem é simples: não tente se adaptar, crie uma sociedade paralela, com valores próprios que todos consigam se identificar. Se não pode vencê-los, ignore-os!
quarta-feira, novembro 07, 2007
Spirit, o Filme - Contagem Regressiva.

Quando tinha uns doze anos, saiu uma série de revistas em quadrinhos entitulada Gibi. Comprava semanalmente, antecipando ler as histórias de Modesy Blaze, Al Capp e, especialmente, the Spirit, do Will Eisner. Depois, segui lendo os livros do Eisner, grande figura, conhecedora do mundo, discute os problemas com uma visão muito particular. Outro herói de quadrinhos meu é o Frank Miller, que reviveu o Batman, o Demolidor e fez fama com Sin City. Pois bem, os dois agora se unem, pois o Miller vai ser o diretor e roteirista do filme sobre o Spirit. Vejam o site que entrou no ar hoje. Entra em cartaz no dia 16 de janeiro de 2009. Contagem regressiva!
PS - Se alguém souber onde posso comprar a coleção inteira do GIBI, me avisem, ficarei muito grato!
Miss Teen USA - comédia ou tragédia?
Sensação na internet, a loira (com todas as implicações que essa palavra carrega)candidata a Miss Teen USA se enrola toda para responder uma pergunta simples: porque, na opinião dela, um quinto dos americanos tem dificuldade em apontar os EUA num mapa? A resposta: porque muitos não tem mapas! ha ha ha..... muito bom, deveria fazer parte do gabinete do Lula, tomar o lugar da Marta Suplicy!!! No final, o Bush tenta responder a mesma questão.
terça-feira, novembro 06, 2007
Inside Deep Throat Trailer (Documentary)
Estou fascinado pelo documentário do Adam Curtis, mencionado no post de ontem. Descobri mais uma série dele que foi ao ar na BBC2 em 2006 chamado The Power Of Nightmare, que conta como a nova direita e o islamismo radical, hoje em lados diferentes da batalha pelo globo, tem origens similares. Outro, que também trata de liberdade e expressão, é esse de 2005, chamado Inside Deep Throat e conta como a administração Nixon foi atrás do filme. É assustador um governo escolher um alvo, como pornografia ou drogas, e usá-lo como justificativa para tentar nos coibir. Procurem na internet, achem esses documentários. E, por favor, vejam como olhar crítico, pois lembrem que a pessoa que fez cada um também defende interesses. A verdade é uma falácia!
segunda-feira, novembro 05, 2007
De volta aos Trópicos
Voar não é mais a mesma coisa. As empresas aéreas e suas reguladoras se afundam em números e estatísticas, esquecendo que nós humanos temos emoções e sentimentos. Deveria começar a olhar para o passageiro como algo mais que litros por assento, tempo de consumo e preço por vôo. Uma viagem não é mais aquela coisa agradável que uma vez foi. Hoje é preferível passar pelos portões do inferno do que pelo portão de embarque. Acho que os responsáveis deveriam se perguntar: esse é o tipo de serviço que queremos oferecer? Essa é a experiência que queremos proporcionar aos nossos clientes?
A volta de NY ao Brasil foi um inferno! Mudaram meu destino de entrada no país do Rio para Guarulhos. Nisso, perdi minha conexão para Brasília, além de ter minhas malas extraviadas. Sobre o atraso de 8 horas, nem vou mencionar.
Contudo, esse tempo todo a bordo de um avião cheio até o talo me deu a chance de assistir um documentário da BBC chamado The Trap: What Ever Happened to Our Dreams of Freedom. Se você acha que vive num mundo livre, onde há liberdade, assista e mude seu ponto de vista. Com fruto na Guerra Fria, estatísticos, psicólogos, economistas e políticos criaram uma falsa sensação de liberdade na qual vivemos hoje. Recomendo e muito. Vou mostrar para o Philippe, será inspirador para novas letras.
Chegando, abri a nova Rolling Stones e vi que tinha uma lista dos 100 discos mais importantes para a música brasileira. Feita, obviamente, por paulistas, pois incluiu, em sua maioria, discos de baianos (todo paulista adora citar a Bahia para mostrar que não tem preconceito) e de paulistas. Nada contra o Ira!, mas o proto-Jam entra com dois discos, o RPM com um (!!!) e a Legião (que é muuuuiitto mais importante que os dois juntos) com um só (acho), e mesmo assim, lá no fundo da lista. O Concreto Já Rachou, Paralamas, Joelho de Porco, Casa das Máquinas – nada.
Em fim, nunca fizemos parte da panelinha. Mas temos vocês...... ahhhhhhh!
sexta-feira, novembro 02, 2007
Halloween em NY
Halloween em Nova York. Como retrata bem o Jello Biafra na música Halloween, os americanos aproveitam a data para soltarem as suas fantasias e liberarem a franga. Desde manhã, no metrô, várias pessoas (adultas!) fantasiadas. É uma válvula de escape do dia-a-dia, assim como o nosso carnaval. Fomos ao Roseland assistir B-52s com abertura do Rapture. O que mais me chamou a atnenção é que show de anos 80s, aqui, só atrai gente dos anos 80s. Ou seja, idade média do público era de uns 50 anos! A Alice era a mais jovem no recinto.... de longe! O Rapture mandou muito bem. Entraram no palco com a música Gostbusters no PA e eles estavam vestidos de Gostbusters. Who you gonna call? Rapture! Excelente inspiração, pois são otimos músicos e cantam bem paca. Além disso, misturam com eficiência a tecnologia com os instrumentos tradicionais. Arrebentaram. Já os Bifecomxuxus não demonstraram tanta energia, foi um show médio. Depois fomos a um diner com garçons cantores, que além de servir, ficam soltando a voz. No frio, voltamos para casa.
quinta-feira, novembro 01, 2007
Show Goiânia - Comentários


Vocês já devem ter reparado, mas a Plebe tomou a decisão de nunca mais perder uma data.
Assim fizemos o show da festa dos anos 80s, em Brasília, sem o André, e o show em Goiânia, sem o Clemente. Esse último foi muito bom. Público roqueiro, participativo, bandas independentes com atitude. Parecia Brasília nos bons tempos. Foi um show gratificante. Ainda espero as fotos que o pessoal prometeu. Por enquanto, seguem as acima, tiradas após a passagem de som.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Goiânia e Nova York - lá vou eu!
Crítcas e críticos
quarta-feira, outubro 24, 2007
Henry: Portait of a Serial Killer
Em 1992, eu tinha uma loja de CDs com o Dado, chamada Rock It!. Na verdade, era mais que uma loja de discos, pois vendíamos tudo relacionado à cultura pop, de camisetas a quadrinhos. A Rock It! virou um selo, que lançou Second Come, Low Dream e Pelvs, entre outros. Caiu nas nossas mãos uns vídeos trash e a gente resolveu fazer um festival, grauito, mostrando um filme por sábado. Ganhamos uma divulgação dos jornais do Rio, entre eles, uma página inteira no Globo. O primeiro a ser mostrado era esse, do serial killer Henry. Só que a gente só resolveu ver na véspera e ficamos chocados com a violência. Não dava para desmarcar, já estava anunciado. No sábado, casa cheia, a maioria adolescentes e pré-adolescentes. A gente, ainda chocados com o filme, achávamos que todos ficariam traumatizados. Que nada, a cada morte, urros de torcida organizada: henry! henry! henry! Até hoje tenho pesadelos e essa garotada imune à violência...
Eizou Hakusho 2 Yusuke no Sho
Eu adoro esses vídeos caseiros para as nossas músicas. Johnny é porrada mesmo, ficou ótimo.
terça-feira, outubro 23, 2007
Descanse em Paz: Paul Raven RIP
Faleceu o baixista Paul Raven, do Killing Joke, mas que também teve passagens pelo Ministry, Prong e Murder Inc. Grande músico, incorporou a personalidade industrial, substituiu à altura o Youth. Grande influência. Amém.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Sobre Reis, Plebeus e Futebol
Pelé é o rei! Tudo bem que não é o REI, mas fica bem na colocação, entre o primeiro rei, Elvis, e o terceiro, Roberto Carlos. Rei Pelé pediu para ninguém mais vaiar a Seleção. Como tenho tendências anti-monarquistas, tenho algumas dúvidas em atender prontamente essa solicitação real. Se o Edson Arantes analisar a recente goleada em cima do Equador, vai reparar que os Canarinhos só começaram a jogar bem após serem vaiados. Então, concluímos que a reação da torcida foi que contribuiu para que os onze em campo se tocassem que aquilo não era amistoso nem partida de churrasco e se dedicassem ao ludopédio, que, afinal de contas, é o que fazem para ganhar a vida.
O pedido do rei Pelé tem como fundamento uma questão cultural brasileira, a de confundir a Seleção com a Nação. Pode até ser que essa representa esta, mas quando a gente analisa mais de perto, vemos que tem algumas contradições. A CBF é um ente privado. Como tal, busca lucros. Como sabemos que dinheiro transcende nacionalidade, religião e estado civil, a CBF busca o que é melhor para ela, não para o País. Se apropriam, indevidamente na minha opinião, dos símbolos nacionais, mas não são uma manifestação oficial do Brasil como povo, cultura e país.
Uma das imagens mais bacanas que me lembro foi num dos jogos de classificação para a Copa de 2006, quando, perante mais um resultado pífio, o público começou a jogar no gramado bandeirinhas do Brasil que haviam sido distribuídas pela CBF. Eram ondas de bandeiras verde e amarelas sendo descartadas, com o Galvão Bueno narrando: “que coisa feia, não façam isso!”. De vez em quando o tiro sai pela culatra.
Desde a ditadura, a Seleção é usada como ferramenta de controle do povo. Lembram da famosa foto do Médici com o radinho de pilha na orelha? Do fato do João Saldanha ter sido afastado por ser comunista? Da ordem do Arthur Bernardes de não convocar jogadores negros? Marx errou, não é a religião que é o ópio....
Mas voltando a fantástica atuação perante o Equador, não foi a realeza que energizou os jogadores, foi a plebe. Cuidado, Rei, os súditos ainda não conhecem a própria força. Viva a Plebe!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Festa Anos 80s
No dia 6 de outubro, a Plebe Rude tocou na Festa Anos 80s, em Brasília, como convidado "surpresa". Ninguém sabia que iríamos tocar no evento e fomos recebidos muito bem. Conseguiram me achar no vídeo? Quem é aquele no baixo? Como estaria em Atlanta, a trabalho, conseguimos que o Pedro Ivo, baixista do Prot(o) me substituísse, coisa que fez muito bem, como podem verificar. E a bronca do Philippe nos brigões é boa também.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Mi$$ Senado 2007

Você, jovem mulher brasileira, está na hora de rever o seu projeto de vida. Para que se matar de estudar, de se esforçar em ser uma profissional competente e produtiva? Isso não leva a nada no Brasil. Cancele suas aulas, esqueça o segundo idioma! Vá agora para a academia, tome tostesterona até seu corpo enrijecer e seu cérebro virar uma ervilha (você não vai precisar dele mesmo!). Tire de sua lista aquelas mulheres que você admira por conseguirem subir na vida por meio de seus próprios méritos e coloque no lugar delas pessoas como Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e, a mais nova craque desse time, Mônica Veloso.
Como já foi dito antes, o Renan comeu, você pagou a conta. Como se isso não bastasse, ela ainda tira a roupa, engordando sua conta bancária em mais meio milhão, e aumentando a sua aparição em “eventos” para R$ 30 mil. Agora entendi porque deixou sua promissora carreira de jornalista na Rede Globo!
Mãe muito atuante, dedicou o ensaio à filha (sim, aquela que teve com o Calhorda de Alagoas). Já imaginou o comovente diálogo mãe/filha? “Essa foto de eu de quatro, é para você, filhinha!” “Eu aqui com as pernas abertas, foi pensando em você, Renanzinha!” “Essa cara de safada, fiz em sua honra, menina!” Mas pensando bem, para quem mais que poderia dedicar esse momento feliz e lucrativo pelo qual passa? Para a filha, investimento de médio prazo que fez e está pagando com dividendos!
O interessante é abrir uma página da internet, tipo Globo ou Yahoo, que tratam de celebridades e ver as outras pessoas que figuram ao lado da notícia da Mônica. Temos lá a Brittney, viciada e má mãe, a Pamela Anderson, que ofereceu uma trepada para quem quitasse as dívidas dela, a Kate Moss, super-modelo cheiradora de primeira, e uma desculpa de um site de prostituição à Flávia Alessandra. Só gente fina! São essas as pessoas que você deve se mirar, aprenda com a nata das mulheres bem-sucedidas!
quinta-feira, outubro 11, 2007
Nas Bancas: Spin, edição especial sobre o Punk!


Voltando de Atlanta, comprei uma cópia da revista Spin de outubro. Não costumo ler essas revistas corporativas que trazem o rock junto com todo tipo de propaganda, mas a capa chamou minha atenção: edição especial sobre os 30 anos do punk. Como todos sabem, eu prego e insisto que 1977 foi o grande divisor d’água no rock. A revista capricha, tem uma entrevista com o John Lydon, com o Mick Jones e algumas fotos maravilhosas (e um tanto perturbadoras) de alguns músicos hoje. Eles dividem em turma de Londres, de NY e da Costa Oeste dos EUA. Caramba, meu herói, Hugh Cornwall, guitarrista dos Stranglers tá um bagaço! E o Captain Sensible usa camisas havaianas!!
Vale a pena dar uma lida. O que mais chama a atenção é que todos concordam que punk foi o último movimento no qual o rock era considerado algo perigoso, que chamou a atenção do sistema, que se armou para destruí-lo. E estamos falando de punk ’77, nada de moicanos, casacos de couro e piercings. Hoje, qualquer movimento musical, de jovens ou artístico é automaticamente capturado pelas corporações, embalado e vendido de volta a preços astronômicos. Uma pena.
Outra coisa que a gente percebe ao ler os artigos, é como tudo era excitante, desconhecido e empolgante. Por isso que mexeu com tantas pessoas.
segunda-feira, outubro 08, 2007
The Earl, em Atlanta

Ontem, graças à internet e aos esforços do Emílio, fomos parar no The Earl, um pub pós-punk de Atlanta. Era a noite final do Horrorfest, com uma banda cover dos Misfits tocando. Quando o vocalista subiu no palco, gargalhadas, pois o cara era gordinho, nada a ver com o cantor original. Logo um carinha grita: engordou! E o vocalista responde: pega leve, assim fica difícil fazer posse de mal. Começou bem, morri de rir. Diversão pura. Depois, bebendo umas cervas, tocando no jukebox Wire, Gang of Four, Adam & the Antz e outras coisas que não ouvia em um lugar público fazem anos. A banda que fechou a noite se chamava Featrure Creature e eu sugiro urgentemente que baixem o disco deles. Dêem uma olhada na dupla no my space dos caras. Um eletro rock misturado com o melhor (ou seria o pior) dos filmes de terror trash. Um achado no meio de Atlanta.
O anfitrião da noite era um doido, vestido de monstro cientista maluco. Hipnotizou um carinha, fez um frankenstein desfilar no palco, entrou outras loucuras. O cara estava feliz, pois tinha patrocinado uma passeatas de zumbis pelo centro de Atlanta, com mais de 300 doidos vestidos de vivos-mortos assustando a população. Queria ter visto, saiu nos jornais.
Então já sabem, em Atlanta, o lugar é o The Earl. Com direito ao melhor dos alternativos, moicanos, carecas, motoqueiros, cabeludos e cerveja de primeira!
domingo, outubro 07, 2007
X em Atlanta

Estou em Atlanta, a trabalho. Cidade esquisita, pois não tem nenhum marco que me fará lembrar dela quando partir. Brasília, Rio, São Paulo, NY, em fim, todas as cidades que conheço tem algum prédio, contrução ou marco da natureza que serve como referência visual. Atlanta, não. Só um monte de edifícios que poderiam ser qualquer outro lugar.
Mas não é um lugar ruim. Terça estou voltando e atualizo o blog.
Para aqueles que foram na festa Anos 80s do Paulinho Madrugada, em Brasília, foram graciados pela aparição surpresa da Plebe. Mais surpresa ainda quando viram que o baixista não era o André, mas sim o Pedro Ivo, do Prot(o). Como tinha essa viagem marcada, não deu para comparecer. Mas o Pedro tirou de letra.
terça-feira, outubro 02, 2007
Arruda Demite o Gerúndio!!!
Estou de acordo, o gerúndio, difundido pelo telemarketing é uma forma muito feia de utilizar o nosso idioma. Mas não está gramaticalmente errado. E será que a melhor forma de acabar com a forma de falar é por meio de lei? Alguém tem dúvida se esta lei vai estar pegando ou não? E qual a penalidade se algum servidor distrital usar o gerúndio? Vai ter que ficar ouvindo uma hora dos piores discursos do Roriz?
Tem outro método que ajudaria, que é por meio da educação, planejada, orientada a objetivos e executada com orçamento disponibilizado a longo prazo. Funciona muito bem, talvez melhor até do que uma lei banindo a mania.
Agora, dizem, que o Arruda quer banir a lei da gravidade, para ver se as pessoas passem a flutuar.
Estou gozando o Governador, mas suas intenções foram as melhores possíveis. Veja a explicação do Arruda:
“O gerúndio é uma arma da burocracia para adiar e não tomar providências imediatamente. A ironia é para chamar a atenção contra a ineficiência da máquina pública. A demissão do gerúndio é uma idéia para gerar polêmica e fazer as pessoas se mexerem.”
No entanto, já tem um movimento dos sem-gerúndio que vão estar protestando logo perto de uma biblioteca ou escola. Eles vão estar reivindicando que a forma de falar possa ser usada livremente. Vamos estar acompanhando para ver o que vai estar acontecendo.
sexta-feira, setembro 28, 2007
Chegou o fim-de-semana, fim de mês!
Vamos finalizar a semana com algumas boas notícias, alguns comentários ácidos e alguns fatos revoltantes.
O Lula está sentindo na pele o preço do apoio do PMDB, partido insaciável, sempre a busca de mais cargos, mais poder, mais indicações. Eu estou é rindo. O Mercadante, o pizzaiolo do Renan, está revoltado. Fez toda aquela palhaçada para salvar o calhorda alagoano, que não cumpre sua parte da barganha, não aprova a criação de nova secretaria e, também, ameaça não votar o CPMF. Claro, querem mais, a ganância do PMDB não tem fim. O Governo Federal, pressionado, vai ceder, dando mais cargos, consumindo mais dinheiro público. Se o povo brasileiro tivesse o mínimo de indignação coletiva estaria nas ruas hoje mesmo.
Um novo indicador elaborado pelas consultorias Economist Intelligence Unit (EIU), de Londres, e Heidrick & Struggles, de Chicago. Trata-se do Índice Global de Talentos (IGT) mede a capacidade de um país de formar ou atrair jovens talentosos e criativos em relação a outros países. Más notícias para vocês que estão se formando e querem um lugar para demonstrar sua capacidade: de uma lista de 30 países, o Brasil ficou em 25º lugar. Isso significa que o Brasil irá se desenvolver muito mais lentamente e sempre na rasteira das outras nações. Significa, também, que a educação é colocada em secundo plano pelos nossos líderes (alguém está surpreso?). Querem um emprego? Melhor se filiar ao PMDB, assim seu futuro estará garantido.
Como diria Monty Python, agora para algo completamente diferente: boas novas. Foi confirmado show da Plebe Rude em Goiânia, dia 27 de outubro, um sábado. Outra dica: fiquem espertos, Plebe Rude em aparição surpresa em algum evento no início de outubro.
Bom fim-de-semana. Não façam nada que eu não faria.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Terra do Césio 57: Show em Vista!

Notinha rápida: alguém sabe em que cidade aconteceu o maior acidente radioativo do Brasil? Que tal o maior acidente radiológico de todos os tempos? Aconteceu a extatos 20 anos atrás quando 112 800 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, muitas com contaminação corporal externa revertida a tempo. 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa concreta vindo a desenvolver sintomas e medicadas. Porém, 49 foram internadas, sendo que 21 precisaram sofrer tratamento intensivo; destas, quatro não resistiram e acabaram morrendo.
Tirando o tom tétrico da coisa, a dica vale, pois é lá que acontecerá o próximo show da Plebe Rude. Quem adivinha?
quarta-feira, setembro 26, 2007
Di$tritai$

Vou bater de novo na mesma tecla: a Assembléia Distrital de nosso querido Distrito Federal. Para aqueles que moram aqui, mais um motivo de tristeza, sentimento de desamparo e revolta. Para aqueles que moram fora do DF, uma idéia o que acontece aqui, que é bem pior que o município mais chifrim deste Brasil.
De acordo com a Lei Orgânica do DF, os cargos comissionados deveriam ser preenchidos, em sua maioria (esqueço o percentual) por servidores concursados do GDF. O Tribunal de Contas vem insistindo que a lei seja cumprida – é claro que não é a anos. Então, pressionados, nossos distritais votaram em tempo recorde uma modificação na lei, excepcionalizando os gabinetes. Ou seja, justamente onde estão lotados essa corja de assessores não concursados que consomem milhões de reais mensais de impostos! Com isso, dão um by-pass na Lei Orgânica e atendem ao TC.
Até nosso querido Reguffe, no qual votei pelo posicionamento ético, votou a favor! Quando digo tempo recorde, é coisa de entrar no Guiness mesmo: 20 minutos para fazer a modificação, aprovar no comitê de constituição e justiça e ser votado em plenária!!! Gozado que quando é uma lei que interessa o povo, levam meses, até anos!
A principal razão que eles querem nomear os assessores é porque o repasse do salário é feito direto na conta do Deputado, que engorda seus ganhos. Se fossem servidores concursados, isso não ocorreria e milhões de reais seriam economizados cada mês.
Alguém tem o telefone do Unabomber?
terça-feira, setembro 25, 2007
2 Filmes = 2 Trailers
E por falar em favoritos, acima, os trailers de meus dois filmes favoritos de todos os tempos!!!
100 Discos = 1 Vida
Mais difícil é responder “quais 100 discos você levaria, para ouvir pelo resto de sua vida?” Daí a coisa complica. Não é tão fácil quanto parece, você não vai querer nenhuma droga estragando seu prazer auditivo na ilha paradisíaca. Pensando durante muitos dias, cheguei à lista, abaixo. Sem ordem de preferências, somente os discos, em vinil preferencialmente, que me deixariam felizes pelo resto da minha vida.
À consideração e comentários.
1. Stranglers – Rattus Norvegicus
2. Stranglers – No More Heroes
3. Stranglers – Black and White
4. Clash – Clash
5. Clash – London Calling
6. Sex Pistols – Never Mind the Bollocks
7. PiL – Metal Box
8. PiL – Greatest Hits
9. Damned – Damned, Damned, Damned
10. Damned – Black Album
11. Damned – Phantasmagoria
12. Leftfield – Leftfism
13. Underworld – Dubnobasswithmyhead
14. Underworld – Second Toughest in the Infants
15. DJ Food – Refried Food
16. Horrors – Strange House
17. Only Ones – Only Ones
18. Fatboy Slim – Better Living Through Chemestry
19. Nick Cave – Kicking Against the Pricks
20. Nick Cave – Murder Ballads
21. PJ Harvey – Dry
22. PJ Harvey – Stories from the City, Stories from the Sea
23. My Bloody Valentine – Loveless
24. Stiff Little Fingers – Inflammable Material
25. Stiff Little Fingers – What Then
26. Undertones – Undertones
27. Undertones – Positive Touch
28. Buzzcocks – Another Music in a Different Kitchen
29. Buzzcocks – A Different Kind of Tension
30. Gang of Four – Entertainment
31. Gang of Four – Solid Gold
32. Gang of Four – Songs for the Free
33. Slits – Cut
34. UK Subs – Another Kind of Blues
35. Angelic Upstarts – Teenage Warning
36. Carl Craig – More Songs About Food and Revolutionary Art
37. Shit Disco – Kingdome of Fear
38. Shriekback – Tench
39. Lords of the New Church – New Church
40. Shriekback – My Spine is the Bassline
41. Sisters of Mercy – First & Last & Always
42. Sisters of Mercy – Floodland
43. Jesus & Marychain – Darklands
44. Justice - ┼
45. LCD Soundsystem – Same
46. Cure – Faith
47. Cure – Seventeen Seconds
48. Bauhaus – In a Flat Field
49. Bauhaus – Sky’s Gone Out
50. Bauhaus – Mask
51. Dali’s Car – Waking Hour
52. Led Zeppelin – Led Zeppelin
53. Led Zeppelin – III
54. Led Zeppelin – Physical Graffiti
55. Mark Stewart & the Mafia – As the Veneer of Democracy Starts to Fade
56. Goldie – Timeless
57. Siouxsie & the Banshees – Scream
58. Siouxsie & the Banshees – Join Hands
59. Siouxsie & the Banshees – Juju
60. Human League – Travelougue
61. Cabaret Voltaire – 2X45
62. Deep Purple – Made in Japan
63. Deep Purple – Come Taste the Band
64. Joelho de Porco – Joelho de Porco
65. Adam & the Ants – Dirk Wears White Sox
66. Grandmaster Flash & the Furious Five – The Message
67. B.A.D. – 10, Upping Street
68. Talking Heads – Fear of Music
69. Velvet Underground & Nico
70. Talking Heads – More Songs About Buildings and Food
71. Frank Zappa – One Size Fits All
72. Sector 27 – Sector 27
73. Tom Robinson Band – Power in the Darkness
74. King Crimson – In the Court of
75. League of Gentlemen – same
76. Magazine – Real Life
77. Magazine – Secondhand Daylight
78. Magazine – Correct Use of Soap
79. Names – Swimming
80. Howard Devoto – Jerky Versions of the Dream
81. Pete Shelly – Homosapien
82. Daftpunk – Homework
83. Beastie Boys – Paul’s Boutique
84. Sonic Youth – Daydream Nation
85. Sonic Youth – Evol
86. Sonic Youth – Sister
87. Minor Threat – Complete Discography
88. Rezilloes – Can’t Stand the
89. Cockney Rejects – Greatest Hits Vol. 1
90. Joy Division – Unknown Pleasures
91. Joy Division – Closer
92. New Order – Movement
93. Killing Joke – Killing Joke
94. Killing Joke – Extremities, Dirt and Various Repressed Emotions
95. Prinzhorn Dance School – same
96. Echo & the Bunnymen – Crocodiles
97. Echo & the Bunnymen – Heaven Up Here
98. Echo & the Bunnymen – Ocean Rain
99. Teardrops Explode – Kilimanjaro
100. Saints – Eternally Yours
segunda-feira, setembro 24, 2007
Começo Dífcil de Semana!
Tem leitor deste blog que parece mais comunista durante a ditadura: só se uniam na cadeia. Fora dela, era uma discussão teórica sem fim, que não só não levava a nada, como também dividiam os esforços para combater o estado ilegal no qual o Brasil se encontrava. Como é que os ânimos podem ficar tão exaltados sobre se guitarrista toca com ou sem palheta?!?! Calma aí, povo! Temos um Senado para derrubar, uma população para esclarecer, uma vida curta para nos divertimos. Deixe cães dormindo ficarem deitados.
Dois clipes para acalmar os nervos e começar a semana com o dedão direito. Renato Russo Super Special Linha Direta (com participação do Philippe)- que eu atá achei bem legalzinho - e o Dr. Feelgood com outro guitarrista, o Gypie Mayo, que usa palheta!!! yeah!
sexta-feira, setembro 21, 2007
Dr. Feelgood
Estou surfando numa onda nostálgica, que começou com aqueles vídeos do Eddie & the Hot Rods que postei recentemente. Meu iPod está cheio de Tom Tom Club, Au Pairs, Mo-detts e outros afins. Daí me veio à cabeça o Dr. Feelgood.
Eles eram uma espécie de Blues Brothers sem o lado cômico. Aliais, pelo contrário, tocando nos pubs de operários na Inglaterra no início dos anos 70s, muitas vezes acabavam em brigas com a platéia bêbada (inglês bebe e logo quer cair na porrada). O guitarrista Wilco Johnson era considerado um virtuoso bluseiro, com uma pegada muito particular. O Lemmy cansou de convidar ele para formar uma banda. Se tivesse aceito, estaria no Motorhead, mas seu estilo é completamente diferente. Quem tem o primeiro LP do Motorhead, olhe o encarte que tem várias fotos do Wilco no estúdio com os caras. Bem gozado até, porque o cara não é cabeludo, só usa terno e gravata e tem cara de doido.
O vocalista Lee Brilleaux era um típico durão inglês. Álcool e porrada eram suas paixões, tirando os blues, claro. Graças à um empréstimo dele, a cena independente inglesa começou, pois ele cedeu 500 libras aos fundadores do Stiff Records, que lançou o primeiro compacto punk (New Rose, do Damned).
Posto o vídeo acima, gravado num programa adolescente de TV. Reparem que o Lee está para perder a calma e socar alguns manés da platéia, muito gozado. E o público tentando dançar como se entendessem o que está sendo tocado. Lembrem da época, eles estavam acostumados com Bay City Rollers e Rod Stewart, há há há!
Vi eles uma vez em Sheffield. Os caras não param de tocar, passam por todos seu repertório e ainda partem para os covers. Saí antes do fim, pois estava tão tarde que os ônibus iam parar de circular.
Finalizando, nas festinhas da tchurma, tinha uma música deles que rolava sempre: All Through the Night, que o pessoal cantava em coro uma versão tosca em português, cheia de palavrões. Ah, bons tempos......
quinta-feira, setembro 20, 2007
O rombo que a dupla Roriz/Abadia deixou no DF ainda está sendo sentido. O governo atual não pode contrair empréstimos internacionais, pois o GDF não está nas conformidades da Lei de Responsabilidade Fiscal. Resumindo, o que aconteceu é que o Roriz gastou mais do que podia e deixou a conta para o Arruda pagar. O Arruda não, nós! Sem empréstimos, tudo pára – especialmente o transporte integrado e outras ações que beneficiam, principalmente, a população dos entornos.
Para se adequar à Lei, os nossos nobres deputados distritais tiveram que cortar na carne para ficar dentro dos limites de gastos estabelecidos. Claro que não a carne deles, mas sim dos servidores da casa, da verba de educação, da segurança, entre outros. Por exemplo, se cortassem o 14º e o 15º salário que recebem, já bastaria. Não quiseram fazer esse sacrifício. Se cortassem a verba de representação (que só representa mais dinheiro em seus bolsos), também bastaria. Mas preferiram agir como anti-representantes, mandando a conta para outros pagarem.
Uma pergunta que não sei responder: já que o Roriz fez o rombo, não tem ação contra ele? Cadê a justiça nesse país?
Distrito Federal, eu choro por você. Além da natureza que nos castiga com essa seca recorde, nossos deputados nos castigam com uma seca orçamentária. Ovo neles!
quarta-feira, setembro 19, 2007
Martin Atkins SG Video for the Web
Mais Martin Atkins, falando dele mesmo, como chegou de baterista do NIN, Killing Joke, Ministry, Pigface, Damage Manual, Suicide Girls, PiL, até ser um palestrante no Columbia University em Chicago. Tenho orgulho dos meus heróis, sempre inovando, sempre um paso além, nunca parando e caíndo na mesmice!
The Damage Manual: Martin Atkins
Txotxa, o Martin Atkins já tocou no Killing Joke, no Ministry e no Damage Manual. Merce um espaço no seu blog! Aprecie.
terça-feira, setembro 18, 2007
Quem Viu o Plim-plim?

Quem viu o Philippe no especial Renato Russo televisionado pela Globo, na última sexta-feira? Confesso que nem em casa estava, mas sim no Monumental curtindo um choppe por ocasião do aniversário do Chico Bóia.
Ainda me impressiona o impacto que o Renato tem sobre o público brasileiro. Talvez por ter conhecido ele antes de ser o Russo, tenha uma visão diferente – o que não significa de forma nenhuma negativa – da pessoa que era. Grande amigo, influenciador, humor muito particular, metódico, saudavelmente ambicioso, profundo conhecedor de músicas, filmes e livros.
Quando ouço as pessoas falarem dele, parece que estão se referindo a outra pessoa. Descendo no elevador do prédio, na sexta de manhã, o casal do quarto andar entra cantando em uníssono Será e antecipando: “é hoje à noite, é hoje!” No sábado, outra vizinha: “me lembrei de você na sexta!”. Tomara que a Globo tenha feito seu dever de casa, pesquisado e transmitido um bom programa.
E um sniff para Pedro de Lara, o eterno júri do Silvio Santos, o pai do Lemmy e grande niteroiense!
“I’ll take my work underground to prevent it falling in the wrong hands.” - William S. Burroughs, Naked Lunch
quarta-feira, setembro 12, 2007
Pizza Podre e o Urubu Maranhense
O Fernando Gabeira soltou uma frase ótima: nesta quarta-feira, quando o plenário do Senado votar pela cassação ou não do senador Renan Calheiros, vai haver uma morte. A morte política do próprio Renan, ou a morte política do Senado. Eu já pressinto que vai ser a segunda morte, a do Senado. Aliais, o deputado fluminense foi muito macho enfrentando a polícia do Senado, que a mando de seu presidente e réu do dia, tentou barrar a sua entrada. Gabeira entrou a socos.
Estou acompanhando tudo pelo blog do Noblat, graças à indicação do Txotxa. Lá ficamos sabendo que o Mercadante, sim aquele do PT, da esquerda, da ética, está pedindo votos pela absolvição do alagoano malandro. Passem o saquinho do vomito aí, porque vem pizza podre pra cima de nós!
Enquanto isso, o Senador, ex-presidente da república, José Sarney, age nos bastidores querendo o lugar do Renan. Típico representante detestável do que é pior em nossos políticos, o urubu do Maranhão só espera para ver para que lado o vento sopra para dar seu bote.
R ao Contrário! É disso que precisamos
Casamento Jam
De alguma forma, durante a festa pré-casamento do Philippe no O'Rielleys, minha máquina captou essa imagem. Trata-se de um jam de primeira com o Philippe, Alex, Kyle e Clemente. Provavelmente a música era Encoleirado, do Supla. Fiz uma versão vídeo-remix para poderem ver mais de uma vez, tendo em vista que dura segundos.
Ana na Batera
Enquanto as crianças do mundo estão se intoxicando com o nível de chumbo acima do permitido nos briquedos da Mattel, Aninha segue tocando sua bateria eletrôncia. A menina já domina todos os comandos, escolhe o acompanhamento e manda ver. Txotxa que se cuide!
Momento corujice do blog ;>
terça-feira, setembro 11, 2007
De Lula à Luiz Inácio
Não é só com a Brittney. Não é só no mundo artístico. O marketing, a propaganda, hoje em dia, vendem qualquer coisa. Subvertem qualquer conceito. Seriam capazes, até, de tornar a Plebe Rude num Capital Incial. O Philippe num Dylon. Basta banho de loja, banho de marketing, banho de imagem e, por fim, um banho mesmo, com água e sabão.
O mal do digital.
Um dos males da digitalização de arquivos (fotos, músicas, filmes, etc.) é que temos que dar um nome ao ícone que representa o documento para conseguirmos achá-lo depois. Quando se trata de fotos, se não fizer isso, ficamos com um monte de ícones com númerozinhos que não ajudam em nada na hora que queremos recuperar a imagem.
Então, se prestarem atenção, cada vez que salvamos no nosso computador uma foto da internet, vem com o nome com que foi salva no computador de origem. De vez em quando, tem umas coisas gozadas, que ajudam o dono a achar a foto depois.
Vejam o nome da foto do Lulu Santos, acima, como foi arquivada digitalmente. Uma imagem vale mais que mil palavras ou vice-versa?
segunda-feira, setembro 10, 2007
Brittney e Teoria da Regulamentação

Eu respeito muito a MTV. Formadora de opinião, sem ela, o rock-Br não seria o que é hoje. Tendências e modas foram lideradas pela emissora, que geralmente se calça num bom gosto acima de outros veículos da imprensa do mesmo porte voltado para jovens. A forma de se divulgar um artista, hoje, é o que é graças à MTV.
E ainda por cima, a idéia é de um ex-Monkees, e como todos sabem, sou mais os Monkees que os Beatles.
Podemos considerar a MTV uma entidade reguladora do gosto pop da população mundial. Um órgão regulador tem que ser independente, para poder cumprir suas obrigações agindo imparcialmente às vontades do mercado. Imaginem um Grunge surgindo com o mercado fonográfico metendo o bedelho na programação da MTV! Não aconteceria nunca. Dada sua importância na determinação dos rumos do mundo rock/pop/juvenil, é importante a imparcialidade, até mesmo para a sua reputação.
Por outro lado, a teoria econômica sobre entidades reguladoras adverte para o perigo da captura desta pelo mercado. Assim como se as companhias aéreas tivessem alguma influência sobre a Anac, por exemplo. Volta e meia, vemos algum indício de que isso está acontecendo com a MTV. Como deixar o Felipe Dilon e Vanessa Camargo apresentar uma “homenagem” ao rock n roll no VMBs. Detalhes pequenos, que indicam que ouve dedo alheio à conduta séria da emissora. Geralmente, a própria MTV enxerga o perigo e dá a volta por cima buscando demonstrar sua independência e liderança com a promoção de algum talentoso artista desconhecido ou enfatizando uma nova tendência ou fazendo campanhas pro-ética na política.
Uns desses deslizes dados pela MTV-matriz acabou sendo um tiro pela culatra. Refiro-me a tentativa desesperada de tentar reerguer a carreira titanic da Britney Spears, em recente MTV Awards EUA. A crítica caiu de pau, alguns dando a entender a pressão da gravadora em tentar recuperar os milhões investidos com a mimada, que agora, provavelmente, não darão o retorno financeiro desejado. Algumas críticas: “Depois de semanas de rumores, Britney Spears apareceu no MTV Video Music Awards mal vestida, fora de forma e com uma apresentação medíocre de sua recente canção Gimme More, que poderia ter ensaiado muito mais", "totalmente ultrapassada pelos acontecimentos, ela não estava preparada para uma hora de grande audiência" e "parecia mais Edie Sedgwick nas cenas pós-lobotomia do filme underground Ciao, Manhattan.”
A nossa MTV é muito mais ágil e antenada que a de lá. Tenho certeza que uma gafe dessas dificilmente ocorreria aqui. Ocorrendo, seria neutralizado na hora, com mudanças de programação e orientação. Lá é outra história. Slow moving, slow thinking, slow to die.
Só um PS: mal vestida e fora de forma é pichar demais! Amenizem o veneno, imprensa gringa!
quinta-feira, setembro 06, 2007
Plebe e Ira!
Quando começamos a sair de Brasília, São Paulo foi uma das primeiras cidades que nos receberam. Tocamos no fechamento do Napal em 1984 e conhecemos um mundo totalmente diferente daquele que vivíamos no DF. Tinha uma cena vibrante, com gente interessante e pessoas interessadas em ouvir, participar dos shows. Tinha casas noturnas, que tocavam música boa, rádios, lojas de disco e mulheres idependentes. As pessoas de nossa idade não moravam mais com os pais, trabalhavam, tinham fonte de renda própria. Universo paralelo mesmo.
Uma das bandas que mais nos acolheu foi o Ira! Acho que isso se deve à dificuldade de rotular – à época, claro. A grande pergunta era: vocês são new wave ou punks? Bem, punk eram aqueles moicanos, de coturnos, casaco de couro, andavam em gangs e ouviam hardcore. New Wave era o Kid Abelha. Não éramos nem um, nem outro. Ouvíamos punk 77, mas estávamos ligados no post-punk. Tínhamos um pé no punk e outro na sua evolução.
Voltamos para passar o verão em SP. Onde que fomos ensaiar? Na casa de um dos membros do Ira!, pra lá de Tatuapé. Não me lembro de quem era. Começamos a andar com o pessoal do Número Dois (depois Akira S e as Garotas Que Erraram). O Nasí estava sempre por perto. Philippe se entendia com o Edgar.
Nosso primeiro show fora de Brasília, já com o contrato foi na Bahia. O segundo, foi num festival em Juiz de Fora. O Ira! estava lá e isso foi ótimo, pois nos diferenciou dos outros que lá estavam e não tinha nada a ver com a gente.
Durante a divulgação do Mais Raiva, fizemos um show em BH com o Ira! Eles viajaram de ônibus com a gente. Foi, no mínimo, pitoresco!
Férias de uma ano! Quero o contrário! Trabalhar duro um ano inteiro. No palco, tocando. Bom descanço.
quarta-feira, setembro 05, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
Plebe: Processo Criativo
A primeira é a composição individual. Geralmente vinda do Philippe, que chega com um idéia pronta, início, meio e fim. Não que outros não possam palpitar, palpitam muito, mas como a canção já tem formato próprio, já tem cara de música, não muda muito. Tudo bem que a gente fica meses aperfeiçoando a letra. Sobre isso, um fato curioso: o Philippe mantém em cadernos espiralados, tipo aqueles de colégio, todas as versões de todas as letras da Plebe. Desde da idéia inicial, até a que saiu no disco. Interessante ver como mudam, algumas drasticamente.
A segunda maneira de nascer uma música da Plebe é a apresentação de um riff ou uma meia-idéia. A música não está nem perto de pronta, não tem letra, é só uma linha de baixo, por exemplo. Daí o Philippe pega, fica tocando, experimentando, e a coisa vai ganhando forma. Geralmente isso é feito no violão, com eu no baixo, até desligado. É um processo lento, mas pelo qual sai boas canções, como O Que Se Faz. De novo, meses batalhando em cima da letra uma vez definida a harmonia vocal.
A última forma é o jam. Tem que ser com a banda toda. Começamos do nada e alguém toca algo legal. “Repita isso! Toque em Lá!” e assim idéias viram música. Remota Possibilidade e R ao Contrário surgiram de tais encontros informais.
O interessante é que estamos voltando ao estúdio do Philippe justamente para retomar o processo de compor. Vamos ver o que saí.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Eddie & the Hot Rods
Vamos falar de raízes. Quando mencionam o punk, muitos apontam para os óbvios Stooges, MC5 e New York Dolls. Tudo bem, foram importantes, mas tem uma banda que injusticadamente sempre é esquecida: Eddie & the Hot Rods. O som, em 1975, era mais pesado e rápido que o progressivo e glam que dominava. Eram virtuosos, mas na contramão do Yes e Cia., as músicas eram curtas, não passando dos três minutos.
Mas o que leva a banda para uma posição importante no ranking daqueles que influenciaram o punk são as letras. Veja (ouça) Teenage Depression. Eu ouvindo isso com 16 anos virou meu mundo! Não mais precisava ficar aquentando o Robert Plant cantando baby, baby, baby. Não mais precisava ouvir o Rick Wakeman contar a viagem ao centro da terra. Finalmente, alguém cantava sobre coisas que conseguia me relacionar.
O Jake Burns, líder do Stiff Little Fingers, já disse em entrevista que toda música que ele compõe tem como base o Do Anything You Wanna Do. De novo, ouvindo isso com 17, junto com o Never Mind e o primeiro Clash, foi identificação na hora. Faça aquilo que quiser, não seja influenciado, era a mensagem. Nessa altura, meus LPs do Deep Purple, do Rush e do ELP já tinham virado alvo da minha espingarda de chumbo.
Posto três vídeos dos Hot Rods. Dois antigos e um mais novo (sim, os caras estão acabados – põe acabado nisso! – mas ainda estão na estrada!).
E por incrível que pareça, tirando os Ramones, foi a banda gringa que mais vi ao vivo. Por alguma coincidência incrível, cada vez que viajava para fora, tinha um show dos Hot Rods. Energia pura!
quarta-feira, agosto 29, 2007
Copa 2014: Brasília, Cidade Sede.
Fiquei pensando, se Brasília realmente for uma das cidades sedes da Copa Mundial de 2014, vai ser um desastre. Não pela infra-estrutura, acredito que até lá dê tempo de melhorar o Mané Garrincha e até construir outro estádio se necessário. Temos os hotéis, os restaurantes, a mobilidade e tudo mais que um centro urbano precise para receber os times, a imprensa e os torcedores.
A pressão em cima do GDF vai ser imensa. Todos os deputados distritais vão querer ingressos grátis. Não só um, mas também para seus assessores e familiares. O governador (não importa quem for à época) vai ter que estar presente e, como de praxe, vai levar uma comitiva considerável. Como temos outros parasitas governamentais em nossa cidade, por ser capital do país, os deputados, senadores, ministros, diretores de bancos estatais, secretários executivos, juízes de tribunais superiores, procuradores, entre outros, vão exigir seus ingressos cortesias. Claro que o presidente da república vai comparecer, mesmo com medo de ser vaiado, e trará uma penca de aspones. Isso sem falar nos VIPs da Capital Federal, os pioneiros, Carlinhos Beauty, Roriz, Luiz Estevão, entre outros.
Em fim, é inviável trazer a Copa para Brasília. Imagine a situação: estádio lotado, 75 mil espectadores, com bilheteria de cem pagantes! Se isso!
Por alguma razão estranha, as faixas desapareceram, mas o gato morto continua lá. Captei a mensagem!
sábado, agosto 25, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
Abobrinhas com Farofa.
Um atleticano me explicou que a meta da diretoria para 2007 é terminar a Arena da Baixada, o melhor estádio do Brasil. Para tanto, direcionariam sua atenção para as obras, deixando os investimentos no time para depois. Tudo bem, mas inaugurar a Arena completa na segunda divisão é pobreza demais!
Já ouviram Nine Black Alps? Nada de novo, mas a música Burn Faster fez um sorriso aparecer e o pé bater com entusiasmo. Tentei postar o vídeo aqui, mas o You Tube tá com algum problema. Outra dica é The Horrors. Coisa de primeira, me dá ânimo ver bandas assim. Não deixem de procurar o clipe da música Sheena is a Parasite no You Tube. Aliais, esse disco não sai do meu som. Um cara descreve a banda como “assim que Franz Ferdinando soaria no inferno”. Muito pior, meu caro, muito pior. É lama radioativa e pútrida transformada em ondas sonoras. Coisa realmente maravilhosa. Também procurem o vídeo do She Is The New Thing – Edgar Allen Poe perde.
E para finalizar, ouçam o cômico Maurice Pôrt aqui, na sua página no My Space. Só para não levar a vida séria demais.
Grande fim-de-semana para todos!
quinta-feira, agosto 23, 2007
Flatulências Jurídicas

O Supremo Tribunal Federal, STF, está com a incumbência de julgar os mensaleiros. Tarefa essa que não é de sua competência. Um supremo tribunal é o ambiente propício para se discutir grandes concepções jurídicas, dar esclarecimentos sobre leis com redação dúbia, orientar a comunidade em questões jurídicas, dirimir dúvidas maiores sobre a legislação que possam estar travando a atividade do país. Julgar pilantra é para ocorrer em outras instâncias.
Mas no Brasil tudo se inverte. O Distrito Federal age como um estado, o espaço público é privatizado informalmente, enquanto o privado é estatizado oficialmente, e o nosso supremo se rebaixa à condição de juizinhos menores quando aceita julgar um bando de criminosos comuns. E justamente por essa não ser uma atribuição deles, estão meio perdidos. Vamos ver o que acontecerá.
O PT já está vindo com um argumento de defesa que está mais furado que peneira de Serra Pelada. Dirão que sim, houve aliciamento de políticos em troca de apoio parlamentar, mas que isso ocorreu sem danos aos cofres públicos. Foi usado dinheiro privado e, portanto, não constituí improbidade, muito menos peculato. Afirmarão que o que ocorreu foi meramente conduta partidária imprópria e que isso deve ser tratado dentro do partido.
No entanto, aqueles que foram prejudicados por leis votadas contra seus interesses, ou mais grave, leis que não foram votadas por não ser do interesse do Governo Federal, sabem que as conseqüências não estão restritas ao grupinho partidário. E se não foi usado dinheiro público, quem pagou aquela nota preta à agência de publicidade do Marcos Valério? Mesmo se não houvesse um centavo de dinheiro público envolvido, pagar mensalão para mim é suborno que, quando se trata de funcionário público, é peculato. Alguém me explica com o Banco do Brasil se envolveu nisso sem forças políticas por trás? Mais uma vez, uso da máquina pública em favor de interesses próprios, peculato.
Talvez esteja errado. Nessa terra de Alice no País das Maravilhas, tudo que parece que é, não é; e o que não é, acaba sendo. Vai ver que estamos na Itaguaí do Alienista, onde os criminosos ficam soltos e os honestos, por serem em minoria, presos.
quarta-feira, agosto 22, 2007
A Neblina Já Rachou

Brasília não tem mais neblina. Assim como a magia de Avalon se dissolveu junto com a neblina que a cercava, o romantismo de Brasília não existe mais. Quando adolescente, morando nesse quadradinho no centro do Brasil, a neblina acompanhava meus melhores momentos. Tornava a volta para casa das baladas enigmática, e as idas para a universidade com ar de romance, propício para atividades intelectuais. Como era bom acordar cedo e encontrar o mundo escondido por trás da cortina branca, como uma proteção contra tudo de ruim que tinha lá fora. O carro nunca estava vazio quando voltávamos das festas. A neblina nos forçava a diminuir o ritmos, fazendo a viagem ser preguiçosa e íntima. Íamos trocando idéias, ouvindo música no som e jogando conversa fora.
Hoje, tudo está à vista. A podridão está escancarada. A roubalheira no Congresso. As invasões de terra pública. A decadência do sistema educacional. O asfalto defeituoso. As hordas que pagam uma nota para uma mortalha, mas não dão apoio às bandas locais. Foi-se o mistério, o romance, as amizades. Já era o clima gótico, substituído pelo iluminismo da seca, do deserto lentamente sendo formado nesse Planalto Central.
Vindo ao trabalho, hoje de manhã, sem neblina, sob um sol ofuscante, cruzo um Monza velho, caindo aos pedaços com uma placa atrás: “Vendo / Completo”. Completo? De que, ferrugem?!?! Não poderia ser um símbolo melhor para representar Brasília.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Back from the Limbo!
Numa das noites lá, jantei com o Fred, ex-batera dos Raimundos, que agora está tocando com o Supergalo e fazendo shows regularmente. É muito legal isso, ver que a moçada não pára, que há vida após o superstardome. Não consegui conferir o som, por isso não me atrevo a dar palpites, mas pela empolgação dele, acho que deve ser bom.
Gozado que ele, assim como eu, sentiu a diferença em tocar com outro instrumentista par formar a cozinha da banda. No meu caso, com o Txotxa, que é o sonho de qualquer baixista. No dele, tocar com o Alf que arrebenta no baixo. A cozinha indo bem, ninguém segura o trem.
Domingo, encontrei o Philippe num churrasco. Ele estava vestindo uma camisa onde estava estampado: passei minha lua de mel em Porto de Galinhas. Típico humor Seabra. O importante é que ele está de volta e com gás – inclusive com várias novas idéias que vamos colocar em prática.
Finalmente, quem voltou ao Brasil após um estágio em Portugal renovando as piadas é o Txotxa. Considerando que o Clemente já gravou o DVD dos Inocentes, estamos todos prontos para atacar o restante do ano com shows, gravações e muito rock n roll!
sexta-feira, agosto 10, 2007
Pérolas para o fim-de.
1. É óbvio o movimento anti-Brasil encabeçado pela Argentina nos discursos da candidata Cristina Kirchner. É a tendência de polarizar contra nossa nítida predominância econômica, cultural e comercial. Tipo torcida anti-flamenguista, saca? Duas histórias verdadeiras para vocês contarem para seus amigos hermanos:
• Um dia, um diplomata brasileiro (que vou manter anônimo) conversava com seu par argentino. Uísque vai, uísque vem, o hermano declara: “todas as mulheres brasileiras são putas!”. Muito calmamente, o brasileiro respondeu: “pelo menos a gente nunca elegeu uma.” Se referia à Evita, claro, mas dentro de alguns meses pode ganhar outro significado.
• A Evita Perón, quando foi visitar a Itália, foi recebida por uma manifestação contrária a sua ideologia fascista. Ela estava ao lado de um premier italiano e chocada, desabafou: “eles estão me chamando de puta!”. O velhinho respondeu: “mas isso é fácil de explicar, minha cara, eles ainda me chamam de almirante, mas fazem anos que não piso num navio.”
2. Reciclar é tão benéfico para a sociedade que deveria ser muito mais incentivado. Uma pesquisa recente mostra que, além de preservar a natureza e diminuir a emissão de gases nocivos, a reciclagem economiza energia. Tendo em vista a crise que está para pairar novamente sobre o país, é bom saber que reciclar alumínio gasta 95% menos energia do que extrair o metal de minérios. Para plástico é 70% menos demandante de energia do que começar do zero. Economias de 60% para aço, 40% para papel e 30% para vidro. A Nicarágua, hoje, tem racionamento de energia 8 horas por dia. Isso é um terço do dia sem energia elétrica. Talvez se a reciclagem entrar em ação.....
3. Trinta anos atrás saía o disco divisor de águas de todo o rock n roll: Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Acho que todos devemos fazer um brinde!
Bom descanso!!!
quinta-feira, agosto 09, 2007
Carta Aberta ao Ministro Jobim
Mais uma vez estou vendo o Governo Federal metendo o dedo onde não deve e ignorando o que todos sabem que tem que ser feito. Refiro-me às últimas declarações de V. Exa. sobre a atual (perpétua?) crise aérea que está debilitando a economia, paciência e imagem de nosso Brasil.
Beiro os dois metros de altura e confesso que não é muito confortável viajar nos vôos comerciais. No entanto, nunca reclamei do número de assentos no avião, pois sei que são por causa dessa quantidade que o preço do bilhete aéreo despencou nos últimos anos. Nesse sentido, sendo me dado a escolha pagar pouco versos viajar com mais espaço, opto sempre pelo primeiro.
O custo de um vôo de um ponto A para um ponto B é fixo. Não importa quantas pessoas estejam a bordo, a empresa aérea paga o mesmo (talvez com um pouco mais ou menos devido ao peso da aeronave). Assim sendo, qualquer menino escolado sabe que quantas mais pessoas estiverem lá dentro, menos cada um tem que pagar, presumindo-se que haverá um lucro máximo, ditado pelo mercado, e que esse será rateado entre os usuários.
Entre as dores de meus joelhos batendo no assento da frente e as dores na minha carteira, fico com as hematomas no joelho. Claro, eu sou um cidadão que paga as próprias passagens com dinheiro suado do meu trabalho. Não tenho um governo que banca minhas viagens, ternos, gravatas, assessores, carros, apartamento e outras mordomias. Se tivesse, também estaria passando leis para fazer as empresas deixarem os aviões com jacuzzis, aeromoças gostosas e camas.
Agora, será que alguém já pensou em regulamentar a aviação civil e deixar o mercado resolver essas questões como assentos e cor dos aviões? Tipo, umas regras bem claras que envolveriam segurança aérea, pontualidade, rotas, malha, etc. Daí, se uma empresa quer se destacar por ser mais confortável, que a faça. Deixe o público decidir se quer pagar mais por isso ou não. Outra idéia é baixar os impostos, deixando que a gente tenha mais dinheiro no bolso para comprar passagens e que essas fiquem mais baratas. Mas tendo em vista as vergonhosas atitudes do governo para garantir a prorrogação da mais que vergonhosa CPMF, acho que não vão querer trabalhar nesse sentido.
Alguém já pensou em descobrir como que milhões foram gastos em Congonhas sem que o equipamento básico para pousos e decolagens fossem trocados? Por que querem proteger o sigilo bancário e telefônico dos altos funcionários da Infraero? Será que vai aparecer alguma coisa suspeita?
No mais, acho que está fazendo um bom início como Ministro da Defesa. Desejo-lhe sorte e que não se infecte pelo vírus do populismo do atual governo.
Abraço!
terça-feira, agosto 07, 2007
segunda-feira, agosto 06, 2007
Antonioni & Bergman

Enquanto o Philippe está curtindo a sua lua-de-mel, não há muitas novas sobre a Plebe Rude que posso divulgar no momento. Então vou falar sobre uma das minhas paixões: cinema.
Na verdade, quero acender uma vela e falar dois amens para dois diretores muito importantes que se foram: Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Lembro-me de quando era adolescente e Brasília, isolada do mundo por uma ditadura e isolada do Brasil pela deficiência de transporte e comunicação, tínhamos que agarrar com as duas mãos qualquer oportunidade de conhecer arte vinda de fora. Nossa salvação eram as embaixadas dos países que tinham representação no país que, volta e meia, exibiam uns filmes legais.
Íamos em bando, ainda por cima por serem de graça. Outra opção era o cinema da Cultura Inglesa. Foi lá que vi, pela primeira vez, Blow Up, do italiano Antonioni, num preguiçoso domingo à tarde, de onde partimos em grupo para o Gilbertinho para finalizar a semana. Bons tempos, bons filmes.
Admito que também sou fã do grande cinema americano, hollywoodiana, as grandes produções, coisa e tal (vem Homem de Ferro em 2008!!). Mas acho importantíssimo contrabalancear com o cinema arte, sério, que não só entretém, mas também faz pensar. Adoro Fanny & Alexander, adoro Zabriski Point. Eram diretores que estavam antenados ao underground, à contracultura de suas épocas, mas também entendiam sobre o que era o CINEMA, com letras maiúsculas.
Destaco, ainda, que fizeram cinema de qualidade sem nenhum patrocínio governamental, tipo Petrobras, como nossos “diretores” fazem seus “cinemas nacionais”.
sexta-feira, julho 27, 2007
Saiu no blog N.R.D.R.!


Adaptação em tempo: Luzes que piscam, gritam e avisam, que no O’Rilley foi um “puta” show, diversão de “prima” que chegou ao fim, ao encerramento sobrou orgulho e calor!
Dia 20/07/07, show da Plebe? Show? Acho que festa é a palavra apropriada, afinal, show é um evento com pretensão, geralmente ultra organizado, e festa, apesar da organização cabe muita improvisação, quem foi ao O’Rilley Pub (409 Sul) viu os plebeus muito à vontade no pequeno palco do aconchegante Pub, o clima de celebração e diversão estava estampado na face do público, seja pelas canções clássicas da banda, seja pela Jam bacana com músicos da cidade, seu companheiro no projeto Daybreak Gentlemen (“caralhóvskis”, esqueci o nome do cara, desculpem) e Bruno Gouveia do Biquini Cavadão, tocando clássicos do The Clash (Should I Stay Should I Go), Gang of Four (Damage Goods), Stiff Little Fingers (Alternative Ulster), The Jam (Heat Wave), Led Zeppelin (Starway to Heaven), The Cure (Killing An Arab) e The Stooges (I Wanna Be Your Dog), só para citar algumas das pavimentadas músicas que passaram pelos acordes da banda que foi se revezando entre os convidados.
Em relação a Jam é legal citar Pânico SP (Inocentes), Train In Vain (The Clash) que teve uma versão gravada pelo Ira! no Acústico MTV e uma curiosidade, Bruno Gouveia fazendo “embromation” de primeira qualidade nas canções Starway to Heaven (Led Zeppelin) e Killing An Arab (The Cure). – Esqueci a letra! Confessava o vocalista quando perguntei sobre as mesmas.
No set list da Plebe a banda arrasou com Proteção, Brasília, O Que Se Faz, Bravo Mundo Novo, Aurora, Johnny Vai à Guerra, Luzes, Discórdia, A Ida, Este Ano, Medo, E Quanto a Você?, Códigos, R ao Contrário, Censura, Sexo e Karatê, Minha Renda e Até Quando Esperar.
Philipe Seabra era o mais animado da trupe, com casamento marcado para o dia seguinte, era só felicidade e distribuiu “good vibration” a todos presentes, ensaiou covers de músicas bregas e soltou: – Vocês só gostam de sucessinhos né? Para uma platéia que pedia sem parar Até Quando Esperar, indefectível hit.
Meu amigo Farinha disse que não ia porque o show seria o mesmo do Shopping Deck no Lago Norte, velhinho, você marcou toca e dançou!
Postado por Cristiano Castor Troy em 21:56
quinta-feira, julho 26, 2007
Coluna Social do X: Casório do Seabra







As férias acabaram e posso garantir que o ponto alto foi o casamento do Philippe com a Fernanda. Me sinto um pouco como o Ibrahim Sued comentanto um grande evento social. Um casamento clássico, com boas pintadas de rock n roll e punk!
A festança começou na sexta-feira, dia 20 de julho, no O’Rilley, um pub irlandês aqui em Brasília que tem entre os sócios o Bi, baixista dos Paralamas. Músicos relacionados ao Philippe – na verdade amigos que tocam música – vieram, literalmente, de todos os pontos do globo e se juntaram no minúsculo palco do pub para homenagear o vocalista/guitarrista fundador da Plebe. Tivemos o Kyle, produtor americano do Daybreak Gentelmen, o Alex Seabra, obviamente irmão do Philippe e baterista do Yell County, entre outros grupos, o Bruno do Bikini Cavadão, o pessoal do Clash City Rockers (leia-se Prot(o) e Bois de Gerião) e, claro a Plebe Rude.
O show foi anunciado como da Plebe, mas foi um jam session da melhor qualidade. Começou com os quatro plebeus no palco mandando ver quatro músicas da Plebe, uma atrás da outra. Depois de uma versão de Damanged Goods, do Gang of Four, desce o Txotxa, sobe o Alex e tocamos I Wanna be Your Dog, dos Stooges, e Alternative Ulster, do SLF. Desce o André, sobe o Kyle, que pega a guitarra, Philippe vai para o baixo e sai uma coisa que me falaram que era AC/DC. Desce o Clemente e o trio restante toca uma série de hard rock que, entre outros, tinha Cheap Trick, Grand Funk e Van Hallen. Em algum momento, o Bruno cantou Boys Don’t Cry, do Cure, com a Plebe inteira. O Clash City Rockers fez um bloco de Clash (claro!). Ainda tocamos Stairway to Heaven, versão do Dread Zeppelin, com o Kyle solando e outras coisas.
Não foi perfeito, o teor alcoólico estava em ascensão, mas foi divertido. O público sempre incentivando e curtindo muito. Se fosse planejado, não seria melhor. Faz tempo que música não une tão bem amigos, velhos e novos conhecidos e plebeus. E o casamento foi lindo.
Ademã, De leve eu chego lá, Os cães ladram e a caravana passa, Olho vivo porque cavalo não desce escada!
E minhas férias chegaram ao fim!
sexta-feira, julho 13, 2007
Férias do X!
Pessoal, estarei ausente nos próximos dias devido a uma excelente razão: FÉRIAS!!! Vou levar o laptop, mas não sei se terei tempo de atualizar o blog. Minha sugestão: relaxem e esperem minha volta, he he he.
E curtam o Prinzhorn Dance School, a melhor banda de 2007. Linda baixista, excelente som, senso de humor (negro), imagem e atitude.
terça-feira, julho 10, 2007
Dois momentos no Mané Garrincha que simbolizam bem Brasília. De longe, lindo, de perto, um caos, onde sobrevive o mais "experto".
Se vocês leram os comentários do último post, tem uma do Milton que é demais. Eu me lembro dele contando pessoalmente essa história numa batatada na casa do Fê. A gente se dobrava de rir. Milton, a entrada do Mané Garrincha continua do mesmo jeito. Goiânia é faroeste, mas aposto que a Serra Dourada tem, pelo menos, um placar, coisa que aqui na capital federal é inexistente!
segunda-feira, julho 09, 2007
Furacão vs. Foginho, o relato isento.
É raro ver o Furacão jogar. É um privilégio que, comigo, acontece uma vez a cada dois anos. Geralmente na Arena da Baixada, o melhor estádio de futebol do Brasil. Sábado, fui com o Pio ver Atlético e Botafogo no Mané Garrincha. Brasília merece um estádio melhor ou o Mané reflete Brasília? Essa é a pergunta que não quer calar.
Jogo fraquinho, então ficamos observando as torcidas. Eram 25 mil botafoguenses e duas dúzias de atleticanos. Vou postar as fotos depois. Momentos que valem a pena resgatar nesse blog:
1. A ida para o banheiro no intervalo. O que é isso? Uns microbanheiros, miniportas e uma massa querendo tirar água do joelho. Uma fila entrando e outra saindo. Uma massa humana unida pela vontade de urinar. E todos apertados, ombros a ombros, gritando: “au au au, tira a bunda do meu pau!” Uma vez lá dentro, vaso vazio era coisa rara. O jeito era mijar onde desse, no chão, na pia, no lixo e pegar a fila outra vez, gritando o hino de guerra.
2. O bar. O que é isso? Fazendo playbacks na Zona Norte do Rio, dentro de áreas bastante desfavorecias economicamente já vi bares ruins, mas nunca como esse. Vou postar a foto mais tarde. E essa é a Capital Federal!
3. Com uma torcida tão pequininha, porque a Fúria Jovem quis cair na porrada? Se não fosso a ação eficaz dos PMs, seria uma cena feia. E a gente lá no meio....
4. O mané que se achava líder de torcida. Ficava de pé, mãos para o céu, gritando palavras de ordem. Claro que todos ignoravam. Teve um momento hilário que ele chegou para um bando de torcedores e propôs: “vamos gritar Dodô na Seleção?” e eles responderam: “não! Não vamos não!” Saiu apitando aquela corneta barulhenta.
O Furacão só perdeu porque o mascote, a caveira, não estava presente. Na próxima talvez. E contra um time que não usa doping.......
