segunda-feira, outubro 17, 2005
O Bispo come ou é comido!
Nada contra as igrejas que insistem em fazer politicagem. Não satisfeitas em iludir o povo, tomar parte de seu salário suado em forma de dízimos, agora inundam nosso congresso, câmeras legislativas e outras esferas do governo. Tudo com um único propósito: arrecadar mais para os seus respectivos cultos. Acho que não leram direito na constituição que estado e igreja são entes separados, um não deve se meter na área de atuação do outro. Caso contrário, basta olhar para o Oriente Médio e ver no que dá meter padres, pastores ou outra forma de religioso no poder.
Falo isso por causa da greve de fome do dom Luiz Flávio Cappio, como forma de protesto contra o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Para que dar tanta publicidade a um religioso maluco desses? Devia deixar passar fome mesmo, afinal de contas, todo bispo que morre no Brasil em condições espetaculares vira herói. Todo mundo sabe que dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil, foi devorado pelos índios caetés na costa de Alagoas, ainda no século XVI. Mas quem é o bispo de sua cidade? Errr, hum,,, sei lá! Sei do bispo Rodrigues, mas esse já é outra aberração. Deviam ter deixado o dom Luiz Cappio lá, sem dar publicidade. Com o tempo, ele ia se enjoar, pegar um Big Mac e sair com o rabo entre as pernas. Ainda por cima que suicídio para a Igreja Católica é o pior de todos os pecados. O bispo estava blefando!
A transposição do Rio São Francisco é uma idéia antiga, da época do dom Pedro Segundo. A redução do volume de água vai ser de, no máximo, 5%, conforme os planos. O impacto social vai ser imenso, possibilitando condições melhor de vida aos atingidos pela secular seca. Quem perde? Os caciques nordestinos que usam a seca para controlar o seu eleitorado. Ah, sim, e o Bispo Cappio, que vai perder uma boquinha, pois povo feliz, bem alimentado e saudável costuma rezar menos.
Falo isso por causa da greve de fome do dom Luiz Flávio Cappio, como forma de protesto contra o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Para que dar tanta publicidade a um religioso maluco desses? Devia deixar passar fome mesmo, afinal de contas, todo bispo que morre no Brasil em condições espetaculares vira herói. Todo mundo sabe que dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil, foi devorado pelos índios caetés na costa de Alagoas, ainda no século XVI. Mas quem é o bispo de sua cidade? Errr, hum,,, sei lá! Sei do bispo Rodrigues, mas esse já é outra aberração. Deviam ter deixado o dom Luiz Cappio lá, sem dar publicidade. Com o tempo, ele ia se enjoar, pegar um Big Mac e sair com o rabo entre as pernas. Ainda por cima que suicídio para a Igreja Católica é o pior de todos os pecados. O bispo estava blefando!
A transposição do Rio São Francisco é uma idéia antiga, da época do dom Pedro Segundo. A redução do volume de água vai ser de, no máximo, 5%, conforme os planos. O impacto social vai ser imenso, possibilitando condições melhor de vida aos atingidos pela secular seca. Quem perde? Os caciques nordestinos que usam a seca para controlar o seu eleitorado. Ah, sim, e o Bispo Cappio, que vai perder uma boquinha, pois povo feliz, bem alimentado e saudável costuma rezar menos.
sexta-feira, outubro 14, 2005
É Brincadeira!

Quem estamos querendo enganar, se não a nós mesmos? Esse referendo que estão nos submetendo não significa nada, nada mesmo. Não é importante. Se fosse, você acha que o Congresso iria submeter à decisão à população? Eles têm todas as condições de decidir por eles mesmos, sem nos expor a caríssimas campanhas na mídia, que consomem nosso tempo e torram nossos sacos. Porque não pedem para a gente decidir sobre os cassáveis? Isso sim, seria um referendo interessante! Imaginem: o povo vai decidir se o Dirceu deve ser cassado ou não. Ele faria sua exposição na TV, jornal e rádio, alguém faria a contra-argumentação, o povo teria toda a informação necessária para dar o veredicto popular. Ou então, porque não nos perguntar sobre o salário dos servidores do legislativo? Iria um barnabé, representando a classe, para a mídia e falaria: “olha, eu ganho quase quinze vezes mais que o equivalente meu no setor privado, mas ainda não dá para manter meu estilo de vida, por isso peço a vocês para votarem sim, para eu ter o aumento.” Daí, outra pessoa, um médico que ganha perto de um salário mínimo iria responder: “não que seja contra você manter o seu estilo de vida, mas eu faço duas jornadas em dois hospitais públicos por dia. Faltam medicamentos e as condições de trabalho são precárias. Que tal votar não e destinar essa verba para a saúde?”
No referendo do desarmamento, eu voto SIM. Mas sei que nada vai mudar. Talvez uns percam o trabalho na fábrica de armas, talvez uns executivos tenham que mudar de empresa, talvez uns congressistas não consigam mais grana para o caixa-dois dos lobistas do armamento. Mas a violência vai continuar. O referendo mais importante que poderiam nos submeter seria da destinação de verbas para a educação. Já que nossos representantes acham mais importante destinar o orçamento para obras eleitoreiras, um referendo poderia forçar eles a aprovar um orçamento que destinasse muito dinheiro, por várias décadas, para a educação e realmente transformar esse país. Queria ver alguém ir para a TV argumentar contra a destinação de grana para a educação!
terça-feira, outubro 11, 2005
Wireless para Todos!
Outro dia estava contando para um colega que instalei um sistema de internet sem fio aqui em casa e que não havia conseguido colocar uma senha para entrar na rede. Ele perguntou: porque vc quer uma senha? Respondi: para ninguem usar a internet no meu sistema. Ele argumentou: isso é coisa de egoísta capitalista. A idéia, que eu comprei, é todo mundo ter um sistema sem fio e deixar aberto. Tipo uma comunidade, onde todos contribuem o que podem e todos usufruem de tudo na medida que a comunidade possa oferecer. Isso apelou muito para as minha convicções anarquistas. Já convenci o vizinho de baixo, que tmb tem uma rede, para deixar a dele sem senha. Isso potencializou nosso campo de alcance, ambos agora podem usar no apartamento inteiro. Imaginem num prédio onde todos deixam a rede disponível para todos. Numa vila, numa cidade, no mundo! Temos que deixar de lado essas noções de que eu paguei, então ninguém mais usa. Tipo na Holanda, onde tinham umas bicicletas que eram de todos. Você saia do trabalho pegava uma, pedalava até o bar e deixava na calçada. Um outro sujeito saia, pegava a mesma e pedalava até o supermerdado, deixando-a na calçada, novamente. E assim por diante. Ou seja, todas bicicletas eram de todos. Sabem como acabou isso? Os turistas começaram a roubar as bicicletas como lembranças. O que leva a outra lição anarquista: quem está fora da comunidade, ou segue as regras dela, ou não participa dos benefícios. Get pissed, destoy!
sexta-feira, outubro 07, 2005
Enquanto o DVD não vem....
Aproveitem para ver as filmagens do Paulo Abdel no http://www.videolog.tv/maispleberude. Ele é um plebeu roxo que a gente tem tido o prazer de sempre permitir filmar os nossos shows em Brasília. O resultado tem sido ótimo, parabéns Paulo. É uma vontade nossa sempre interagir com os fãs que fazem foto, pintura, vídeo e outras formas de arte que envolvam, diretamente ou não, a Plebe. Como podem reparar, fotos são postadas aqui, temos o livro do Richard e os clipes do Paulo. Ah sim, respondendo uma das questões mais perguntadas: o site oficial está sendo preparado. Esse blog é plebe, mas sob a visão distorcida do André X. O site oficial, em breve, estará na rede.
terça-feira, outubro 04, 2005
Bush Sabe Contar?
O general responsável pela América Latina junto à Casa Branca estava reportando ao Presidente Bush.
- Senhor Presidente, sinto informar que four brazillians morreram ontem.
- Nossa isso é horrível, responde o Bush.
Sem enteder o porquê do pessar e depressão do presidente sobre a notícia, o general espera o Bush enxugar as lágrimas.
- Me diz uma coisa, general.
- Sim senhor.
- How much is a brazillion? (tradução: quanto que é um brazillion?)
- Senhor Presidente, sinto informar que four brazillians morreram ontem.
- Nossa isso é horrível, responde o Bush.
Sem enteder o porquê do pessar e depressão do presidente sobre a notícia, o general espera o Bush enxugar as lágrimas.
- Me diz uma coisa, general.
- Sim senhor.
- How much is a brazillion? (tradução: quanto que é um brazillion?)
Político Honesto Não Dá Ibope.
Todo político é corrupto, ladrão e safado? Todo congressista, vereador, deputado, senador usou caixa dois para se eleger e só vota nas emendas de acordo com barganhas feitas junto à presidência? É claro que não. Mas então como é que a gente nunca ouve falar desses nossos representantes sérios, que fazem aquilo para que foram eleitos? Pela simples razão de que político honesto não dá Ibope. A mídia não tem interesse nenhum em destacar essas pessoas. Prefere imprimir nas suas manchetes todo lixo parlamentar, pois isso vende jornais, aumenta a audiência nas TVs. E que perde somos nós. O povão, obrigado pela lei a votar, escolhe justamente aqueles que mais ouve falar, aqueles que foram destacados dia após dia nos jornais. Vê aquele rosto familiar e vota no pilantra, que volta ao posto mandato após mandato. E assim caminha a humanidade.
segunda-feira, outubro 03, 2005
VMBs 2005
Bom, todos viram, todos ficaram se perguntando: que diabos Wanesa Camargo e Felipe Dylon estavam fazendo cantando rock? Aliais, aquilo era rock? Fico bobo com a MTV tentando ser moderninha e dando um deslize desses. Claro que tem jabá por trás, gravadora grande querendo que seus produtos sejam aceitos pelos roqueiros. Afinal de contas, o mercado, igual o mar, não está para peixe. Mas porra!, se música fosse peixe, aquilo seria um baiacu! Ou um uma cabeça de bagre, no mínimo!
O VMB é bacana porque mostra que no fundo todos querem é vender seus discos, ser queridinhos da mídia e rolar na fama. Não digo que dessa água a Plebe nunca beberá, pois seria bacana tocar lá. Mas irei me sentindo desconfortável.
O VMB é bacana porque mostra que no fundo todos querem é vender seus discos, ser queridinhos da mídia e rolar na fama. Não digo que dessa água a Plebe nunca beberá, pois seria bacana tocar lá. Mas irei me sentindo desconfortável.
segunda-feira, setembro 26, 2005
Sniff sniff, tchau Don Admas!

Essa é uma homenagem ao melhor e mais bacana agente secreto da Guerra Fria: o Agente 86. Don Adams, esse aí da foto, falheceu hoje. 007 está de luto. Essa página também! Muito obrigado pelas reprises intermináveis nas férias, pelas tardes solitárias pós-escola, pelas exibições de madrugada, me salvando do tédio. A agente 99, a viúva, está livre e desimpidida, Sean Connery se habilita?
A vida é dura para quem é mole!
quarta-feira, setembro 21, 2005
1983 - Plebe no Napalm.

Naquele dia, matei as aulas de arquitetura na UnB, pois a ansiedade não me deixava concentrar em mais nada. Sei lá se o Philippe e o Gutje foram para suas respectivas escolas. Tenho certeza que o Jander não foi, pois ele já tinha abandonado definitivamente os estudos. O ano era 1983 e, naquela noite, a Plebe ia enfrentar uma viajem de 12 horas de ônibus até São Paulo para tocar uma noite no Napalm e outra no Rose Bom Bom.
Quem tinha armado o show foi a Fernanda, que havia começado um namorico com o Dado, da Legião. Estão casados até hoje. Ela tinha acertado tudo com a Astride, que era auxiliar de nossa empresária, a Camila. Até hoje não sei porque a necessidade de ter uma assistente, já que o trabalho era pouco, mas tudo bem. Não que a Astride fizesse grandes coisas. Logo se enroscou com o Nasi e desapareceu, nos deixando para resolver as coisas sozinhos.
O show no Napalm foi histórico. Era a última noite da boate, que ia fechar. Estava lotado. Conhecemos o Clemente, o João Gordo, entre outras figuras. O Philippe estava inspiradíssimo, com seu topete até o queixo. Até que o garoto tocava bem quando bebia! Deixou que o público tocasse sua guitarra enquanto ele segurava os acordes no braço. O Jander, na época careca e forte, chamava muita atenção. No meio do show, deixo a palheta cair perto dos meus pés. Vejo uma mão se estender para pegá-la. Quando toca na palheta, dou um pisão, esmagando os dedos do ladrão. Era o Branco, dos Titãs! He he he, lembro a cara de dor do maluco até hoje!
Depois foi uma socialização nota dez com a nata do punk e new wave de São Paulo. Nem precisávamos de bebida, pois a excitação de encontrar outros como nós era suficiente para nos deixar altos. Até perdi minha correia de baixo, que tinha feito na aula de artes no último ano do colégio. Era de couro e tinha umas caveiras pintadas. Anos depois, vejo ela nos ombros de alguém do Ultraje.
A noite terminou em tom trágico, com os metaleiros invadindo o Napalm para dar porrada nos punks. Nos refugiamos no camarim, que tinha as paredes de madeira e tremiam com a porrada que rolava no lado de fora. Quem se esconde lá com a gente? O João Gordo. Chegamos para ele e perguntamos: você gosta de ska? Ele nos prensa contra a parede e responde: gosto, mas se espalhar, dou porrada. Vi uma cadeira ser quebrada em cima de um cara. Não era igual nos Trapalhões, onde a cadeira quebra e o cara fica legal. A cadeira ficou inteira, o cara desmaiado no chão. Foi barra, mas, na retrospectiva, foi excitante, legal, quebrou a monotonia do planalto central.
Ficamos na casa de um oriental, amigo do indiano Hefter, que veio de Brasília com a gente. Apelidamos ele de Vietcong. Ele ficava fora o dia todo, e a gente dormindo nos sofás, no banheiro, no colchão. Quando ele chegava, a gente ia para a rua. Para o Carbono 14, assistir vídeos do Pil, dos Cramps. Chegávamos em casa quando o Vietcong estava saindo para o trabalho. Depois do show do Rose Bom Bom, tomei um porre de Gim com limonada. Quase morri. Tomando banho na casa do Vietcong, fiz uma lambança, xampu para tudo quanto é lado. A Astride aparece para pegar o ônibus de volta, dá-lhe Nasi!
Isso foi pré-MTV, quando o DDD era caríssimo! Era destino a gente encontrar esse pessoal de São Paulo. Depois tiveram outros shows, outras aventuras. Mas essa foi a melhor.
segunda-feira, setembro 19, 2005
Plebe e Ira!
Quando a gente começou a sair de Brasília para tocar em São Paulo, uma das bandas que mais nos deram apoio foi o Ira!, lá pelos meados dos 1980s. Descíamos de ônibus, 12 horas, sem ter muito bem onde ficar, sabendo somente onde tocaríamos e torcíamos para que a bilheteria pagasse as passagens e a alimentação. O Edgar e o Nasi sempre nos acolhiam muito bem. Uma vez, fomos ensaiar na casa do Nasi, que é onde o Ira! tinha base. Longe pra caralho! Última estação do metrô, meia hora caminhando e a gente sempre se perdia, pois éramos candangos numa metrópole. Achamos estranha que eles ensaiavam sem microfone, o vocalista tinha que gritar, segurar o ensaio na garganta. Abrimos alguns shows deles, se não me engano, um deles foi o lançamento do compacto Pobre Paulista. É uma banda que tem as mesmas raízes que as nossas. Podemos falar Stiff Little Fingers e Jam que eles sabem exatamente sobre o que nos referimos.
Acompanho as duas comunidades no Orkut. A da Plebe tem sempre 9% de membros do que a do Ira! Claro, com um acústico te promovendo, era para ser goleada de dez para um mesmo. Esse é o índice que quero usar quando o disco sair. Se conseguirmos igualar os membros da comunidade Plebe à do Ira!, ficarei satisfeito.
Acompanho as duas comunidades no Orkut. A da Plebe tem sempre 9% de membros do que a do Ira! Claro, com um acústico te promovendo, era para ser goleada de dez para um mesmo. Esse é o índice que quero usar quando o disco sair. Se conseguirmos igualar os membros da comunidade Plebe à do Ira!, ficarei satisfeito.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Teatro Odisséia: 9 de setembro, sexta.
terça-feira, setembro 13, 2005
Túnel do Tempo!

Leitor do blog e frequentador de nossos shows, o Marcelo me enviou documentos do século passado. Reparem só: Canecão, 1988, lançamento do Nunca Fomos tão Brasileiros. O preço: Cz$ 200,00. Alguém se lembra do cruzado? Coisa do Sarney, o maior golpe político já aplicado no povo brasileiro. Todos crente que era para arrumar a economia, mas o que o velho safado bigodudo queria era eleger o máximo de cargos para o PMDB. Bacana os autógrafos no verso. O Jander ainda assinava Bilaphra, codinome para quem laphra (gíria brasiliense da tchurma - significa algo como malandrear) duas vezes e trás uma conotação de Biafra, homenagem ao Jello, dos Dead Kennedys. Ele abandonou isso quando ficou um músico sério. Uma relíquia.
segunda-feira, setembro 12, 2005
Serra Attack!
BMF 2005

Foi bom o show do BMF - mas nada comparado aos do Teatro Odisséia, cercado de plebeus gritando, cantando e confraternizando com a banda. Esse negócio de festival é meio frio, me sinto um burocrático no palco. Mas saldo positivo. Estou esperando as fotos do Rio para postar aqui, assim com outras do BMF. Obrigado a todos pelas palavras de elogios e incentivo. Esse blog é de vocês!
segunda-feira, setembro 05, 2005
Semana Cheia.

Que rapaziada simpática, acima, não? Essa foto foi feita antes do primeiro show com a nova formação. O Txotxa não aparece que estava tentando achar a entrada para o Circo Voador, foi parar num pagode suspeito na Lapa e voltou meio estranho. Mas isso não importa! O que importa é que esta semana trás três shows! Dois no Rio, no Teatro Odisséia, na quinta e na sexta, e outro no BMF, em Brasília, no sábado! Tomara que essa maratona continue Brasil a fora! Quero tocar! Quero o disco na praça!
Isso que é lambança!

Mais uma vez a incompetência, a displicência e a estupidez humana fizeram a natureza vítima da ganância. Por erro do pessoal de terra, um navio que tentava atracar no estaleiro de Niterói teve o casco perfurado e toneladas de óleo vazaram na Baía de Guanabara. As imagens das praias de Niterói, com a areia negra e oleosa, resultante do vazamento é de cortar o coração. E o quê faz o governo carioca? Manda três garis recolherem as toneladas de óleo, armados com pás e baldes. É uma piada isso! Rosinha, Garotinho e o prefeito de Niterói mostram o quanto se preocupam com a natureza. Quando os três garis reclamaram, falando que seria impossível completar o trabalho, receberam reforços: mais dez garis! Ah, bom, agora sim deve dar para limpar as praias de Icaraí, Adão e Eva, Rio Branco, Imbuí, Prainha e Piratininga. Queria que tivesse vazado na cabeça deles!
Katarina
Bush sobrevoa Nova Orleans e diz: "Daqui de cima tá tudo azul, vamos voltar para a Casa Branca e liberar grana para bombardear escolas e mesquitas no Iraque."O azar do povo de Nova Orleans e arredores é eles não terem petróleo, nem abrigarem um ditador sanguinário que gera ódio contra os EUA. Se tivessem, com certeza o Bush teria mandado helicópteros, médicos, marines e o caralho-a-quatro para ajudar as vítimas do furacão Katarina. Como era um povo pacífico, sem grande importância na economia global, com uma população composta principalmente por minorias, para que o Bush se preocupar? Melhor ficar torrando os milhões de dólares no Iraque.
E o mais gozado é que, já que o governo ianque não ajuda, quem vem para o resgate? O Chaves! Sim, aquele presidente da Venezuela que critica os Estados Unidos a torto e direita! Sim, aquele mesmo que vive se encontrando com Lula e Fidel, mas que prefere vender o seu petróleo para os gringos que pagam em dia e em dólar. Muito boa essa do Chaves, um golpe de mestre. A doação Venezuelana para as vítimas, até o momento, soma cinco milhões de dólares.
Outro que encheu o saco de esperar que o governo Bush ajudasse o seu próprio povo foi o ator Sean Penn, que pegou um barco e tentou, com as próprias mãos, fazer a diferença. Só que o barco dele rachou o casco e ficou à deriva. Um mico, mas um mico bem intencionado.
Mico de verdade foi a do Itamaraty, nosso Ministério de Relações Exteriores. Parece que a ajuda às vítimas brasileiras foi um desastre, quase nula. É sempre assim, você, brasileiro, se tiver que depender do Itamaraty lá fora, tá frito! Me lembro quando fiz 18 anos, morava na Inglaterra, pois minha mãe estava fazendo seu dotorado, e tive que ir para e embaixada me alistar. Fui tratado como lixo, eu e todos os outros brasileiros presentes. Enquanto isso, tratamento tapete-vermelho para os gringos. Hoje, os jornais trazem as reclamações dos brasileiros que receberam esse tratamento-Itamaraty em Nova Orleans.
Ver a maior economia do mundo ter que aceitar a ajuda da ONU, para alguns, é colírio. O que me assusta é que, se são tão incompetentes assim com assuntos internos, como é que estão lidando com os assuntos externos que afetam a todos nós, como a escalada do ódio-mulçumano contra todos? Isso é assustador.
quinta-feira, setembro 01, 2005
Pajelança na Capital!

Hoje tem festa em Brasília! Tem várias festas, regadas ao melhor que o dinheiro público pode comprar, mas você não está convidado e ainda vai pagar a conta! O Congresso ontem, num ato de irresponsabilidade fiscal, de inexistência de ética e de egoísmo corporativo derrubou veto presidencial que impedia o aumento de 15% para os trabalhadores (sim, eles se dizem trabalhadores) da casa. O impacto disso nas contas públicas é atroz, mas tudo bem, a gente tira um pouco da educação, um pouco da segurança e, por que não, um outro nhaco da saúde e pronto! mais grana para os barnabés do legislativo. O único jeito de unir os congressistas numa idéia única é quando o tema é aumento de salário. Reforma trabalhista, sindical, fiscal ou qualquer outro tema que possa beneficiar o Brasil? Esqueça, só com mensalão, distribuição de cargos e outros agrados.
Meu herói da semana (do ano talvez) é o Gabeira. Sensacional o que ele teve o peito de falar para o nandertal do Severino! Estou contigo, nobre deputado PV, vamos arrumar um jeito de derrubar esse símbolo de tudo que é ruim e retrógado na nossa política.
Se pudesse, cobraria preços difenciados nos shows da Plebe. Funcionário do legislativo pagaria o triplo, do judiciário o dobro, deputado teria que deixar uma mala de dinheiro na porta. Acesso para o camarim após o show? Só trabalhador com carteira assinada ou estudante ou aposentado (desde que não seja pelos cofres públicos). Já que ninguém faz a distribuição da renda, que pelo menos nós façamos a primeira tentativa.
quarta-feira, agosto 31, 2005
De Onde Viemos? Para Onde Vamos?

Não acredito na evolução das espécies, declarou a Governadora Rosinha. Casado com aquele troglodita Garotinho, até entendo a declaração da evangélica fervorosa (pelo menos enquanto as igrejas estiverem dando o apoio ao seu péssimo governo). Mas não precisava proibir as escolas públicas municipais de ensinar o que Darwin demostrou há séculos. Já imaginou o mico? O carioca, "experrto", que estudou em escola pública vai achar que realmente viemos de Adão e Eva! Que a cobra deu a maça e fomos expulsos do paraíso! Se deus criou Adão e Eva, dona Rosinha, eles não deveriam ter umbigo, mas isso já é outra história. O Presidente Bush, esse que vem pescar no Brasil no começo do ano que vem a convite de Lula (vão preparando os ovos!), também não acredita. Ele acredita em armas de destruição em massa, mas não acredita na evolução, que piada! O negócio não é de onde viemos, é para onde vamos? A Plebe vai para estrada, tocar. A Rosinha, o Bush e o Lula podem ir para o inferno!
terça-feira, agosto 30, 2005
Ovo Neles!

Dizem que o Lula só bebe uísque falsificado, porque o Genoíno dá dor de cabeça.
Péssima essa, eu sei. Me lembro quando estava na Unb, anos 80s, e o Kissinger visitou o campus. Levou ovo. O Genoíno, aí na foto, levou uma torta na cara. Bush também já levou tomates. O pai dele, após um comentário contra brócolis, teve a Casa Branca como alvo dos plantadores desse legume. Na França, os pescadores de sardinha depositaram toneladas de peixe morto na porta da prefeitura de Paris. São tipos de protestos legais, que não machucam ninguém a não ser o ego de alguns políticos. Torta neles!
sexta-feira, agosto 26, 2005
Não julgue um livro pela capa.

Vejam o prédio acima. Bonito, não? Moderno, equipado com tudo que um edifício deveria ter. É da Procuradoria Geral da República. Custou uma fortuna aos cofres públicos. Agora, procurem na internet ou outra fonte de pesquisa a condição das escolas públicas no Brasil. Umas sem teto, a maioria com infiltração, sem luz, sem equipamento, tinta descascando, menos carteiras que alunos. Viram no noticiário a condição da UFF? Lamentável! Quer dizer, para os juizes, tem grana. Para o ensino, não.
Tenho uma teoria que é que o desenvolvimento de um povo pode ser medido por meio dos edifícios públicos que um país constrói. A relação é inversamente proporcional, ou seja, quanto mais suntuosos, menos desenvolvido é o país. Aplicando ao Brasil, vemos que estamos no fundo do poço. Nada justifica tribunais modernos, com ar condicionado central, vidros fume, espelhos de água internos, decorados com quadros bacanas, esculturas – um templo ao desperdício. Nos países desenvolvidos, os sérios, os prédios públicos são os mais discretos possíveis. Para que chamar a atenção com a fachada, quando o serviço oferecido é o que importa?
Em Washington, a maioria dos moradores não sabe onde fica o Federal Reserve, o banco central deles. É um prédio baixinho, que não chama a atenção de ninguém. Em Brasília, basta perguntar onde fica o Banco Central do Brasil e todos apontam: é aquela torre de 21 andares, com vidro preto, terraço no meio e recheado com quadros do Portinari.
Pagam mal aos professores, mas os técnicos dos tribunais ganham uma fortuna, ainda outras compensações como ajuda-créche, ajuda-terno, etc. Enfermeiros pegam horas de ônibus para chegarem aos hospitais públicos. Os juizes têm carros com ar pagos pelo erário, com motorista 24 horas.
A vida é dura para que é mole!
quinta-feira, agosto 25, 2005
Anarquia, Oi Oi Oi!

Outro dia estava ouvindo o nosso quarto disco, e a música Sem Deus, Sem Lei me chamou a atenção. Sim, certamente é uma letra anarquista, que visa o mundo ideal, onde não precisaríamos de regras e dogmas para vivermos bem uns com os outros. Pena que a imagem do anarquista foi tão deturpada nessas últimas décadas. Ser anarquista não significa pintar um A na camiseta, cobrir o rosto com um lenço e sair quebrando vidraças, dando porrada. Pelo contrário, é muito mais difícil. Trata-se de respeitar o próximo, influenciar por meio de ações boas, jogar flores, não pedras. Criar comunidades, agir localmente, pensando globalmente. Respeitar as diferenças.
segunda-feira, agosto 22, 2005
Cariocada: a Plebe vem aí!
Atenção galera do Rio de Janeiro, Niterói e proximidades! A Plebe Rude estará fazendo dois shows, dias 8 e 9 de setembro, no Teatro Odisséia, no centro. Iremos experimentar músicas para o novo show. Servirá como um preparatório para o BMF, no dia 10. Leitores cariocas do blog, aparecam para trocarmos idéias ao vivo e dar nome aos anônimos e cara aos nomes.
Trash dos Trashes!
Imaginem um programa que mistura Hebe Camargo com Domingão do Gugu e é feito por argentinos. Imaginem que esse programa tenha um grupo de bailarinas iguais as do Faustão, com uma coreografia pior (sim, aquilo pode ficar pior!), só que desengonçadas. Imaginem que a figura central, o apresentador, está tão debilitado mentalmente pelo consumo de cocaína que precisa de outro apresentador para ficar ao seu lado ditando o que fazer. Imaginem, então, que esse outro apresentador parece um sócia do Rick Martin do subúrbio, com direito à cachecol roxo em volta do pescoço, cobrindo o terninho Armani.
Esse programa trash existe! É o Camisa 10, estrelado pelo Maradona! E é muito muito muito ruim! Trash total! Pior do que o Sílvio Santos na década de 70! E apareceu o Pelé! Que cantou com Diego! E teve uma argentina vestida de mulata tentando sambar!!!!! E apareceu uma bola-humana para dizer que sente falta das “carícias” que o Maradona fazia nela! E ele chorou para a bola!!!!
Não deixem de ver. É intragável. É trash total!
Esse programa trash existe! É o Camisa 10, estrelado pelo Maradona! E é muito muito muito ruim! Trash total! Pior do que o Sílvio Santos na década de 70! E apareceu o Pelé! Que cantou com Diego! E teve uma argentina vestida de mulata tentando sambar!!!!! E apareceu uma bola-humana para dizer que sente falta das “carícias” que o Maradona fazia nela! E ele chorou para a bola!!!!
Não deixem de ver. É intragável. É trash total!
quinta-feira, agosto 18, 2005
Dirija a sua vida, não um carro
Hoje, tomava café e observava o transito pela janela da cozinha. Um rio de carros passava, todos apresados para chegar ao seu destino. Daí que me dei conta, a maioria dos automóveis continha somente uma pessoa, o motorista. A rua logo ficou congestionada, dando para observar as emissões poluentes dos motores distorcer a luz do sol. Fiquei pensando, que desperdício de espaço urbano, que falta de planejamento.
Não sei qual esse poder que carros têm sobre as pessoas. Ficam possessas, cada um querendo um mais potente, mais novo, maior. Na direção, esquecem toda civilidade, xingam quando são ultrapassados, ficam ofendidas quando são cortadas e podem até matar por uma batidinha qualquer. O pedestre é visto como o inimigo, as vias públicas pertencem aos automóveis, incluindo as calçadas. O motorista é um egocêntrico, se tranca no seu mundinho de metal e vidro, se isola do resto da humanidade e ai de quem estiver no seu caminho.
Carros isolam as pessoas, quebram canais de comunicação, poluem, matam, ocupam espaços públicos, gastam gasolina, entre outras coisas negativas. Sou muito a favor de um sistema de transporte público que fosse bom, atendesse a todos, a qualquer hora, abrangente e eficiente. Se fosse governador de Brasília, nos eixinhos iram circular somente ônibus elétricos. E muitos. E confortáveis. No meio do eixão, um trem de superfície. Metrô, de Planaltina até Samambaia. Mas nunca esperem isso de nossos políticos, eles já estão capturados pela indústria automobilística e petroleira.
Não entendo como Brasília foi projetada sem levar em conta o transporte público. Nem ciclovias passaram pela cabeça do Lúcio Costa! A capital federal é, proporcionalmente, a cidade mais perigosa para ciclistas no Brasil! Morrem mais ciclista por número de habitantes aqui do que no resto do país. Um absurdo. Ainda bem que o preço do petróleo está disparando. Há sempre um ignorante atrás do volante.
Não sei qual esse poder que carros têm sobre as pessoas. Ficam possessas, cada um querendo um mais potente, mais novo, maior. Na direção, esquecem toda civilidade, xingam quando são ultrapassados, ficam ofendidas quando são cortadas e podem até matar por uma batidinha qualquer. O pedestre é visto como o inimigo, as vias públicas pertencem aos automóveis, incluindo as calçadas. O motorista é um egocêntrico, se tranca no seu mundinho de metal e vidro, se isola do resto da humanidade e ai de quem estiver no seu caminho.
Carros isolam as pessoas, quebram canais de comunicação, poluem, matam, ocupam espaços públicos, gastam gasolina, entre outras coisas negativas. Sou muito a favor de um sistema de transporte público que fosse bom, atendesse a todos, a qualquer hora, abrangente e eficiente. Se fosse governador de Brasília, nos eixinhos iram circular somente ônibus elétricos. E muitos. E confortáveis. No meio do eixão, um trem de superfície. Metrô, de Planaltina até Samambaia. Mas nunca esperem isso de nossos políticos, eles já estão capturados pela indústria automobilística e petroleira.
Não entendo como Brasília foi projetada sem levar em conta o transporte público. Nem ciclovias passaram pela cabeça do Lúcio Costa! A capital federal é, proporcionalmente, a cidade mais perigosa para ciclistas no Brasil! Morrem mais ciclista por número de habitantes aqui do que no resto do país. Um absurdo. Ainda bem que o preço do petróleo está disparando. Há sempre um ignorante atrás do volante.
terça-feira, agosto 16, 2005
Mais Gatos, Mais Sacos
Atenção! Até a BMF, Mil Gatos no Telhado estará sendo tocada na Transamérica e na Jovem Pan, em Brasília. Se a receptividade for boa, pode entrar na programação. Favor, quem ouvir, dar a opinião. A letra trata do absurdo do brasileiro sempre achar que está tudo bem, que o Brasil é o país do futuro, só que esse futuro nunca chega. Os sinais estão claros! Há mil gatos no telhado e mil ratos no sobrado. Não tenha medo de mudanças. Em fim, grande letra do Seabra, lembrando a Plebe de antigamente, sem falar diretamente, mas por meio de simbologias que o nosso ouvinte já sabe decifrar.
segunda-feira, agosto 15, 2005
Posh Spice: Linda e Burra
Quando minha filha, Alice, tinha 5 anos era a maior fã das Spice Girls. Hoje em dia ela não quer nem saber delas e morre de vergonha do passado vexaminoso (de acordo com suas próprias palavras). Eu, naquela época, elegi a Victoria Spice, também conhecida como Posh Spice, hoje Sra. Beckhan, como a mais legal. Caros leitores, peço desculpas, retiro o meu voto. Leiam a seguinte notícia que saiu no Estadão: Victoria Beckham diz que nunca leu um livro. Ela fez esta declaração a um jornalista espanhol. Explicando que prefere ler revistas e ouvir música, especialmente quando trazem seu nome na capa ou sua autobiografia.
Livros são mais poderosos que bombas! Valem muito mais que uma carreira de futebol! Mudam as pessoas mais que o rock! Que imbecil! Péssimo exemplo. A Alice tinha razão quando as abandonou e foi para o Offspring, que tem entre eles um PhD em microbiologia. Linda e burra. Linda, até envelhecer. Burra, para sempre.
Livros são mais poderosos que bombas! Valem muito mais que uma carreira de futebol! Mudam as pessoas mais que o rock! Que imbecil! Péssimo exemplo. A Alice tinha razão quando as abandonou e foi para o Offspring, que tem entre eles um PhD em microbiologia. Linda e burra. Linda, até envelhecer. Burra, para sempre.
O Gato Saiu do Saco!
Atenção! A Rádio Transamérica, no sul, estará tocando hoje, exclusivamente, a música Mil Gatos no Telhado! É uma iniciativa nossa, com a rede, enquanto as negociações com as gravadoras avança. Quem ouvir, favor comentar aqui.
Mais baú do fundo!
quinta-feira, agosto 11, 2005
Plebe Rude no BMF-Mix
sexta-feira, agosto 05, 2005
Tasca a Velha!
Energia Limpa = Independência
Acredito que são as companhias de petróleo que empacam qualquer tentativa de substituir o combustível fóssil por uma fonte mais barata e limpa de energia. Os australianos tomaram a primeira iniciativa e vão construir um imenso painel solar para abastecer uma cidade inteira. Palmas! Se a gente conseguir nos livrarmos da necessidade pelo petróleo: 1. energia barata significa um melhoramento de vida para muitos; 2. as empresas de petróleo, a maioria americanas, perdem todo o poder; 3. os árabes deixam de fazer sentido econômico, teriam paz para construir o seu mundo mulçumano e se isolem do resto do planeta (mas seriam pobres como o diabo!); 4. a Petrobás fecha, significando uma economia em milhões só em salários de barnabés públicos e recursos para corrupção, que não precisarão mais ser gastos; 5. quem tiver um painel solar, não precisa pagar conta de nada, fica livre das estatais elétricas; 6. poderíamos aposentar a energia nuclear, Angra viraria um parque temático; 7. não seria mais necessário destruir a flora e fauna com repressas. Em fim, solução há.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Manobras radicais num mar de lama.
Totalmente acuado, abandonado, tendo que, pela primeira vez desde que entrou para a política, pensar por si só, o nosso Presidente se volta para os desavisados, os sem informação, os que não tem como acompanhar os recentes acontecimentos, na tentativa de receber alguma solidariedade. Basta entrar no site da Radiobrás e verificar que a agenda presidencial mais parece a de um candidato. Encontro com taxistas, com o povo de sua terra natal, com estudantes – só falta comer bucho de bode e beijar criançinhas. E realmente está em campanha; esforça-se para não afogar no mar de lama que os seus partidários criaram.
Acho que agora a fachada caiu, todos estamos vendo o verdadeiro Lula: um fantoche na mão de alguns intelectuais de esquerda, com ranço pelo poder, que o escolheram com símbolo de seu partido, o PT. Eles identificaram o então operário do ABC como um porta-voz importante, arrecadador de votos e magneto de notícias. Por isso nunca o deixaram estudar, nunca o deixaram progredir como político e intelectual. Também nunca o estimularam a ocupar nenhum outro cargo público, como prefeito ou governador, por exemplo. Até quando o Lula foi deputado, não o deixaram participar de nenhuma comissão. Tudo isso para evitar que ele pensasse por si mesmo, o que fatalmente iria acontecer, e descobrir que não passava de um laranja, um manipulado.
Bom, agora está abandonado, pois o dedo-duro Jefferson resolveu chutar o pau da barraca. Todos seus colegas lhe viram as costas, mais preocupados em salvar a própria pele, e o incompetente do Lula se vê sozinho. Isso é um grande perigo para o nosso país, pois outros, piores intencionados, podem se aproximar para manipulá-lo. Então ele vai ao povão, aquele que não entende o que está acontecendo. Que não entende as manobras do PT e do Valério de se livrarem de um crime penal, preferindo um eleitoral, cuja a pena é uma simples multa. Não entendem que Lula usou caixa 2 no valor de milhões, que sangrou os cofres públicos. São aqueles infelizes que devido à falta de educação pública, não entendem nada a não ser os discursos patéticos do Presidente, com frases de efeitos e bravatas.
Pensei que depois do Collor, íamos amadurecer politicamente. Talvez depois do Lula.....
Acho que agora a fachada caiu, todos estamos vendo o verdadeiro Lula: um fantoche na mão de alguns intelectuais de esquerda, com ranço pelo poder, que o escolheram com símbolo de seu partido, o PT. Eles identificaram o então operário do ABC como um porta-voz importante, arrecadador de votos e magneto de notícias. Por isso nunca o deixaram estudar, nunca o deixaram progredir como político e intelectual. Também nunca o estimularam a ocupar nenhum outro cargo público, como prefeito ou governador, por exemplo. Até quando o Lula foi deputado, não o deixaram participar de nenhuma comissão. Tudo isso para evitar que ele pensasse por si mesmo, o que fatalmente iria acontecer, e descobrir que não passava de um laranja, um manipulado.
Bom, agora está abandonado, pois o dedo-duro Jefferson resolveu chutar o pau da barraca. Todos seus colegas lhe viram as costas, mais preocupados em salvar a própria pele, e o incompetente do Lula se vê sozinho. Isso é um grande perigo para o nosso país, pois outros, piores intencionados, podem se aproximar para manipulá-lo. Então ele vai ao povão, aquele que não entende o que está acontecendo. Que não entende as manobras do PT e do Valério de se livrarem de um crime penal, preferindo um eleitoral, cuja a pena é uma simples multa. Não entendem que Lula usou caixa 2 no valor de milhões, que sangrou os cofres públicos. São aqueles infelizes que devido à falta de educação pública, não entendem nada a não ser os discursos patéticos do Presidente, com frases de efeitos e bravatas.
Pensei que depois do Collor, íamos amadurecer politicamente. Talvez depois do Lula.....
quarta-feira, agosto 03, 2005
terça-feira, agosto 02, 2005
Essa é do baú!
Quando lançamos o Enquanto a Trégua Não Vem, em 2000, fizemos uma série de programas de divulgação, entre eles o Musikaos, em São Paulo, de onde vem essa foto. A curiosidade é a seguinte: o Gutje, para variar, sumiu. A gente passou o som com outro baterista e o Clemente, que trabalhava no programa, ia dar uma palhinha. Cinco anos depois, ele está com a gente em todos os shows. Essa é a vida.
Gonzaga, populismo e o luto por Jean Charles.
Assisti abismado a consagração em mártir de Gonzaga o enterro do Jean Charles Menezes, morto pela polícia inglesa que o confundiu com um terrorista. Nem o Sérgio Vieria de Melo, representante máximo da ONU, em missão no Iraque, quando assassinado recebeu tantas honras. Vi o corpo do Jean Charles chegar em avião oficial, vi o Lula mandar ministros para representá-lo no enterro, vi o povo de Gonzaga colocar panos pretos de luto nas janelas e vi o prefeito declarar o dia como feriado municipal.
Alguém se lembra, mês passado, quando uma senhora tentou atravessar o Rio Grande, fronteira do México com os EUA e morreu afogada? Teve algum prefeito que declarou estado de tristeza municipal? No Brasil, só se torna mártir quem a imprensa quer.
Eu não fiquei de luto pelo Jean Charles. Estou de luto é pela incapacidade de nossos políticos de darem educação para nosso povo, obrigando-o a imigrar ilegalmente para fora como único jeito de sustentar a família. Estou de luto pela capacidade de nossos políticos de aproveitarem uma situação dolorida para a família do morto, usando os mais indecentes gestos populistas para se promoverem. Estou de luto pela ignorância de nosso povo em cair nessa.
Alguns dados que me chamaram a atenção nesse episódio: a polícia britânica mata, em média, duas pessoas por ano. A paulista, só em 2004, matou 313. Essas são as estatísticas oficiais, imagine as verdadeiras! O Jean Charles deve ter feito alguma coisa, como correr em direção ao trem, para ter levado oito tiros. Um tudo bem, poderia ter sido um engano, mas oito?!?
O governo inglês imediatamente se desculpou, inclusive mandando seu embaixador para Gonzaga para pedir perdão e, claro, negociar uma compensação para a família, que dizem ser na ordem de US$ 2 milhões. O governo Lula, até o momento, nem se pronunciou sobre as várias crises éticas e políticas de qual é ator principal. E será que vai compensar o povo pelos seus erros? Espere sentado.
Alguém se lembra, mês passado, quando uma senhora tentou atravessar o Rio Grande, fronteira do México com os EUA e morreu afogada? Teve algum prefeito que declarou estado de tristeza municipal? No Brasil, só se torna mártir quem a imprensa quer.
Eu não fiquei de luto pelo Jean Charles. Estou de luto é pela incapacidade de nossos políticos de darem educação para nosso povo, obrigando-o a imigrar ilegalmente para fora como único jeito de sustentar a família. Estou de luto pela capacidade de nossos políticos de aproveitarem uma situação dolorida para a família do morto, usando os mais indecentes gestos populistas para se promoverem. Estou de luto pela ignorância de nosso povo em cair nessa.
Alguns dados que me chamaram a atenção nesse episódio: a polícia britânica mata, em média, duas pessoas por ano. A paulista, só em 2004, matou 313. Essas são as estatísticas oficiais, imagine as verdadeiras! O Jean Charles deve ter feito alguma coisa, como correr em direção ao trem, para ter levado oito tiros. Um tudo bem, poderia ter sido um engano, mas oito?!?
O governo inglês imediatamente se desculpou, inclusive mandando seu embaixador para Gonzaga para pedir perdão e, claro, negociar uma compensação para a família, que dizem ser na ordem de US$ 2 milhões. O governo Lula, até o momento, nem se pronunciou sobre as várias crises éticas e políticas de qual é ator principal. E será que vai compensar o povo pelos seus erros? Espere sentado.
segunda-feira, agosto 01, 2005
Noitícias do Front.
Ainda estamos no ar! A pausa dos últimos dias deveu-se a dificuldades operacionais. É que estou de férias e o meu plano de atualizar o blog aqui de casa foi água-à-baixo quando a internet falou. Mas hoje, como podem reparar, já está tudo consertado e vamos lá!
Quinta-feira passada, à noite, fizemos uma audição de todas as faixas do CD, como foram mixadas pelo Philippe Seabra no estúdio Mega, no Rio de Janeiro. O arrepiómetro foi à mil, muito bom mesmo. Hoje, decidimos a ordem das músicas. O último passo, no que diz respeito à parte sonora, vai acontecer na quarta à noite, quando o Philippe volta para o Rio para masterizar o CD. Depois disso, é só mandar prensar.
Quanto às negociações, queria explicar um pouco em que pé está. Hoje em dia, as gravadoras não dão nada além de uma distribuição. Isso deixa todas em pé de igualdade, seja grande, multinacional ou independente. Temos algumas propostas, mas muita coisa só na palavra. O Ivan está tentando conseguir a melhor garantia de que o CD estará disponível a todos que queiram comprar. Em todas as lojas. Isso é o que interessa. Uma decisão deve sair nos próximos dias.
Finalmente, quem viu o Philippe no Fama? Eu não, pois não assisto TV aberta, por isso quero ouvir de quem viu. Outra: amanhã devo estar no Multishow, num programa da Oi! Fui!
Quinta-feira passada, à noite, fizemos uma audição de todas as faixas do CD, como foram mixadas pelo Philippe Seabra no estúdio Mega, no Rio de Janeiro. O arrepiómetro foi à mil, muito bom mesmo. Hoje, decidimos a ordem das músicas. O último passo, no que diz respeito à parte sonora, vai acontecer na quarta à noite, quando o Philippe volta para o Rio para masterizar o CD. Depois disso, é só mandar prensar.
Quanto às negociações, queria explicar um pouco em que pé está. Hoje em dia, as gravadoras não dão nada além de uma distribuição. Isso deixa todas em pé de igualdade, seja grande, multinacional ou independente. Temos algumas propostas, mas muita coisa só na palavra. O Ivan está tentando conseguir a melhor garantia de que o CD estará disponível a todos que queiram comprar. Em todas as lojas. Isso é o que interessa. Uma decisão deve sair nos próximos dias.
Finalmente, quem viu o Philippe no Fama? Eu não, pois não assisto TV aberta, por isso quero ouvir de quem viu. Outra: amanhã devo estar no Multishow, num programa da Oi! Fui!
sábado, julho 23, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
Assuma, Luma!
Assuma, Luma! Todos já sabem, deu até no The Independent, seriíssimo jornal inglês. Deu no jornal, assim como você dá por aí, ambos procurando o máximo de publicidade, de retornos financeiros pela exposição pública. Ou vai ficar posando de “empresária e modelo” (como gosta de ser referenciada)? Sabemos o produto que você empresaria e que sua pista de desfile é na horizontal (se bem que dizem que é boa na vertical também!).
Para quem não sabe do que estou falando, o jornal inglês publicou, hoje, um artigo sobre prostituição no Brasil e, para ilustrar a matéria, acertadamente, colocaram uma foto da Luma de Oliveira. Ela ficou indignada! Quer processar, já mandou o advogado para Londres (será que ele estava no metrô na hora da explosão?). O advogado, que estava de férias em Nova York, relata que recebeu um telefonema de uma Luma muito indignada. Ainda bem que não falou “muito puta”, pois aí todos achariam que ela estaria na condição normal, do dia-a-dia.
O teor da reportagem é sobre umas festinhas organizadas pela alta diretoria da Volkswagem/Brasil regadas a sexo. Ah, agora a ficha caiu, Luma ficou puta (desculpe a redundância), ops, digo, revoltada porque não foi convidada! Ah, querida empresária, modelo, produtora e socialite, deve ser porque você é muito chique para andar num fusca! Ou tava com a agenda tomada com outros compromissos na qual seria fotografada por um número maior de jornais sensacionalistas?
Desculpem pegar no pé dessa criatura, mas essa velha enxuta, para mim, é o pior exemplo para a nova geração. O exemplo que ela passa é de que estudar, batalhar e se esforçar não vale a pena, é uma perda de tempo. O negócio é casar com um ricaço, divorciar, fazer uns mini-escândalos, e viver dos frutos. Adriane Galisteu perde.
Para quem não sabe do que estou falando, o jornal inglês publicou, hoje, um artigo sobre prostituição no Brasil e, para ilustrar a matéria, acertadamente, colocaram uma foto da Luma de Oliveira. Ela ficou indignada! Quer processar, já mandou o advogado para Londres (será que ele estava no metrô na hora da explosão?). O advogado, que estava de férias em Nova York, relata que recebeu um telefonema de uma Luma muito indignada. Ainda bem que não falou “muito puta”, pois aí todos achariam que ela estaria na condição normal, do dia-a-dia.
O teor da reportagem é sobre umas festinhas organizadas pela alta diretoria da Volkswagem/Brasil regadas a sexo. Ah, agora a ficha caiu, Luma ficou puta (desculpe a redundância), ops, digo, revoltada porque não foi convidada! Ah, querida empresária, modelo, produtora e socialite, deve ser porque você é muito chique para andar num fusca! Ou tava com a agenda tomada com outros compromissos na qual seria fotografada por um número maior de jornais sensacionalistas?
Desculpem pegar no pé dessa criatura, mas essa velha enxuta, para mim, é o pior exemplo para a nova geração. O exemplo que ela passa é de que estudar, batalhar e se esforçar não vale a pena, é uma perda de tempo. O negócio é casar com um ricaço, divorciar, fazer uns mini-escândalos, e viver dos frutos. Adriane Galisteu perde.
quarta-feira, julho 20, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
Seis já mixadas!
Philippe Seabra veio passar o fim-de-semana em Brasília, para tocar no Clash City Rockers, e trouxe seis músicas já mixadas para ouvir. Só posso dizer isso: está muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom! Realmente a espera está valendo a pena.
Ainda estou atrás de fotos do Porão do Rock para botar no Blog, ninguém tem?
Ainda estou atrás de fotos do Porão do Rock para botar no Blog, ninguém tem?
quarta-feira, julho 13, 2005
Notícias do Front - Mixagem Vento em Popa
Philippe está no Rio de Janeiro, no estúdio Mega, mixando as doze faixas do novo CD, entitulado Erre ao Contrário (ou R ao Contrário, tanto faz). Um anônimo me perguntou: se o estúdio do Philippe é tão bom, porquê mixar fora. Bem, são processos diferentes. Imagine uma filmagem. O ato de filmar, de registar as cenas, são feitas pelas câmeras. A montagem do filme, num outro equipamento próprio para isso. Com gravações é a mesma coisa. Registra-se o som numa espécie de equipamento, que tem no estúdio do Philippe, e mixa-se com outro, que é muito especializado e caro e por isso estamos no Mega.
A capa está 90% pronta. Está sendo feito pela Eye Design, de Brasília, projeto gráfico de Cláudia El-moor. E as fotos, também já feitas, tiradas pelo Nicolau El-moor. O conceito da capa: elegantemente agressivo, ou agressivamente elegante.
As negociações com as gravadoras também estão muito adiantadas. Todas estão mandando representantes ao estúdio ouvir as mixagens. A definição de qual vai lançar sai esses dias.
That's All Folks!
A capa está 90% pronta. Está sendo feito pela Eye Design, de Brasília, projeto gráfico de Cláudia El-moor. E as fotos, também já feitas, tiradas pelo Nicolau El-moor. O conceito da capa: elegantemente agressivo, ou agressivamente elegante.
As negociações com as gravadoras também estão muito adiantadas. Todas estão mandando representantes ao estúdio ouvir as mixagens. A definição de qual vai lançar sai esses dias.
That's All Folks!
segunda-feira, julho 11, 2005
Sobre o Porão do Rock
Massacration
Fui na sexta, acompanhado da minha filha, para rir com o Massacration. E eles entregaram aquilo que foi combinado: diversão, sátira e heavy metal. Muito gozado. Mais gozado ainda é um bando de metaleiro levar aquilo à sério. Isso é assustador...
Tenda Eletrôncia na Sexta
Quando me chamaram para DJ, os organizadores me avisaram: "olha, na sexta, é noite dos metaleiros, portanto, na tenda eletrôncia, vamos tocar rock". OK, lá vai o André escolher as faixas de rock para tocar. Só que esqueceram de avisar o público! Muita gente lá queria eletrônico! Muita gente queria balançar o esqueleto nos grooves para afastar o frio. Muita genter queria heavy, outros clássicos do rock. Na verdade, era impossível agradar a todos. Cansei de ficar levando dedos, e ataquei de Africa Baambaatta. Que saudades das pistas onde o pessoal queria ouvir músicas novas....
O Show
Estava em casa, terminado de lanchar e toca o telefone. Era o Raul, um dos organizadores do Porão: "se vocês não estiverem no palco dentro de quinze minutos, vão ficar para o final!" Acho que nunca dirigi tão rápido pela W3 norte! Cheguei no local junto com a van do resto da banda, que pela cara, também receberam o mesmo recado. Nem fomos direito para o camarim, deixar os casacos, e direto para o palco. O show foi adrenalina pura. Do meu ponto-de-vista, sensacional, com o público curtindo muito. Faz tempo que a gente espontaneamente não emenda as cinco primeiras músicas. Bam! Uma atrás da outra, sem pausa. A nova foi muito bem recebida, tem gente que até já aprendeu o refrão! Do palco, direto para as entrevistas coletivas, campanha pra usar camisinha, campanha para dirigir sem beber, etc... Ufa, lá pela madrugada consegui entrar no camarim para tomar umas e algumém me avisa: hora de evacuar o camarim! Tá certo, temos que manter o cronograma...
Li opiniões opostas do show. Tem gente que adorou, gente que achou fraco. Sou suspeito, mas, para mim, foi o melhor de todos deste ano. E eu até solei em Até Quando! he he he.... não esperem isso de novo.... he hehe.
Até agora, não tenho fotos para postar, se alguém tiver alguma boa, favor mandar que eu ponho no ar, com créditos, claro!
Fui na sexta, acompanhado da minha filha, para rir com o Massacration. E eles entregaram aquilo que foi combinado: diversão, sátira e heavy metal. Muito gozado. Mais gozado ainda é um bando de metaleiro levar aquilo à sério. Isso é assustador...
Tenda Eletrôncia na Sexta
Quando me chamaram para DJ, os organizadores me avisaram: "olha, na sexta, é noite dos metaleiros, portanto, na tenda eletrôncia, vamos tocar rock". OK, lá vai o André escolher as faixas de rock para tocar. Só que esqueceram de avisar o público! Muita gente lá queria eletrônico! Muita gente queria balançar o esqueleto nos grooves para afastar o frio. Muita genter queria heavy, outros clássicos do rock. Na verdade, era impossível agradar a todos. Cansei de ficar levando dedos, e ataquei de Africa Baambaatta. Que saudades das pistas onde o pessoal queria ouvir músicas novas....
O Show
Estava em casa, terminado de lanchar e toca o telefone. Era o Raul, um dos organizadores do Porão: "se vocês não estiverem no palco dentro de quinze minutos, vão ficar para o final!" Acho que nunca dirigi tão rápido pela W3 norte! Cheguei no local junto com a van do resto da banda, que pela cara, também receberam o mesmo recado. Nem fomos direito para o camarim, deixar os casacos, e direto para o palco. O show foi adrenalina pura. Do meu ponto-de-vista, sensacional, com o público curtindo muito. Faz tempo que a gente espontaneamente não emenda as cinco primeiras músicas. Bam! Uma atrás da outra, sem pausa. A nova foi muito bem recebida, tem gente que até já aprendeu o refrão! Do palco, direto para as entrevistas coletivas, campanha pra usar camisinha, campanha para dirigir sem beber, etc... Ufa, lá pela madrugada consegui entrar no camarim para tomar umas e algumém me avisa: hora de evacuar o camarim! Tá certo, temos que manter o cronograma...
Li opiniões opostas do show. Tem gente que adorou, gente que achou fraco. Sou suspeito, mas, para mim, foi o melhor de todos deste ano. E eu até solei em Até Quando! he he he.... não esperem isso de novo.... he hehe.
Até agora, não tenho fotos para postar, se alguém tiver alguma boa, favor mandar que eu ponho no ar, com créditos, claro!
quarta-feira, julho 06, 2005
Libertadores - a tentativa de tapetão paulista!
É sempre assim. Os grandes se unem e não deixam os pequenos aparecerem. O São Paulo, morrendo de medo de joga na Arena da Baixada (o único estádio do Brasil aprovado pela Fifa, caso haja uma copa aqui), utilizou uma cláusula esquecida no regulamento das Libertadores e fez com que o primeiro jogo da final fosse transferida para Porto Alegre. E a imprensa, morrendo de medo do título sair do eixo Rio-São Paulo aplaude. Eu já estava satisfeito em chegar na final, agora, faço questão de vencer! Vamos ao gramado!
André X - Punk DJ no Orange!
Paralelamente à mostra de 30 anos de punk no CCBB, em Brasília, aceitei o convite do meu amigo JVC para ser DJ numa noite punk no Orange, boate que fica no Gilbertinho, no Lago Sul. Dia 14 de julho, próxima quinta-feira, quem quiser curtir punk 77 (Clash, Pistols, SLF, Damned, Stranglers) e satélites (Specials, Madness, Iggy Pop, New York Dolls) pintem lá. Parece que o JVC vai sortear dez CDs gravados por mim com músicas da época, mas não tão conhecidas. Preparem para pogar a noite toda!
quinta-feira, junho 30, 2005
Plebe Rude no Porão do Rock
Totalmente 100% confirmadíssimo! Plebe Rude tomará conta do palco principal do Porão do Rock no sábado, dia 9 de junho, lá pelas 22 horas. Esse é um festival tradicional de Brasília, feita por um pessoal que tem a música como principal fonte de inspiração. Conheço o trabalho que eles têm, como é duro fazer um evento desse porte e o cuidado que entra na concepção e organização. Eles estão de parabéns e fico feliz em participar.
O Porão é especial para a Plebe pois foi graças à insistência dos organizadores que a gente se regrupou em 2000, gerando a possibilidade do disco ao vivo. Pena que, por motivos de personalidade, interesses e incompatibilidade, não fomos muito adiante. Agora será a chance de testar a nova formação diante de um público querido, mas exigente. Vamos à luta!
E para quem quiser mais, o André X estará discotecando clássicos do punk e obscuridades do rock na sexta feira, dia 8, junto com o Balé, baterista do Escola de Escândalo e companheiro inseparável nessas aventuras sonoras.
Para quem quiser conhecer mais: www.poraodorock.com.br.
O Porão é especial para a Plebe pois foi graças à insistência dos organizadores que a gente se regrupou em 2000, gerando a possibilidade do disco ao vivo. Pena que, por motivos de personalidade, interesses e incompatibilidade, não fomos muito adiante. Agora será a chance de testar a nova formação diante de um público querido, mas exigente. Vamos à luta!
E para quem quiser mais, o André X estará discotecando clássicos do punk e obscuridades do rock na sexta feira, dia 8, junto com o Balé, baterista do Escola de Escândalo e companheiro inseparável nessas aventuras sonoras.
Para quem quiser conhecer mais: www.poraodorock.com.br.
terça-feira, junho 28, 2005
DESARMAMENTO JÁ!
Em que tipo de país você quer morar? Todos temos uma resposta, que, na maioria vezes, quando respondidas por pessoas esclarecidas, incluem as palavras justo, paz, oportunidade igual, livre de violência e paz. Pois bem, como vocês devem saber, está sendo discutido no Congresso Nacional a emissão de um plebiscito no qual a população brasileira vai responder se armas de fogo devem ou não ser comercializadas no Brasil.
Como vocês devem imaginar, o lobby da indústria bélica está em peso tentando convencer os nossos “nobres” deputados e senadores a não aprovarem o texto do plebiscito, a deixar o assunto morrer, empurrando com a barriga até que caia no esquecimento.
Eu confesso que me sentiria bem mais seguro morando num país onde armas fossem ilegais e, claro, houvesse uma repressão imensa em cima dos portadores de armas, paralelo a campanhas maciças de desarmamento da população. Alguns dados para vocês considerarem:
· Pesquisa da UNESCO – “Cotidiano das Escolas: Entre Violências” –, realizada em escolas públicas de cinco capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belém), além do Distrito Federal, revela que 35% dos alunos (585 mil estudantes) e 29% dos professores entrevistados disseram que viram armas.
· No Brasil, os civis possuem cerca de 10 vezes mais armas do que os órgãos de governo.
· Ao mesmo tempo, o país é líder mundial em número anual de mortes por arma de fogo.
· Estudo determinou que mais de 38.000 pessoas morreram em 2002 de ferimentos causados por armas. O número inclui as vítimas de homicídios, suicídios e acidentes, e coloca o Brasil em primeiro lugar, com o mais alto número de mortes dessa natureza no mundo. Houve 30.242 mortes relacionadas a armas nos Estados Unidos em 2002.
· Mais de 550 mil pessoas morreram vítimas de disparos de armas de fogo no Brasil entre 1979 e 2003, num ritmo crescente e constante.
· Segundo o estudo, nesses 24 anos, as vítimas de armas de fogo cresceram 461,8 por cento, enquanto a população do país cresceu apenas 51,8 por cento.
Sei que não é uma solução, mas sim um primeiro passo para civilizar a nossa sociedade. Claro que um aporte fenomenal na educação seria muito mais proveitosa, mas acredito que um dia chegaremos lá (quando o Sarneys, Calheiros, Dirceus, ACMs, Barbalhos da vida sumirem).
O que você pode fazer? Mande um e-mail para o seu deputado, dizendo que está de olho na atuação dele nessa questão. Vamos pressionar, nos fazer ouvir.
Como vocês devem imaginar, o lobby da indústria bélica está em peso tentando convencer os nossos “nobres” deputados e senadores a não aprovarem o texto do plebiscito, a deixar o assunto morrer, empurrando com a barriga até que caia no esquecimento.
Eu confesso que me sentiria bem mais seguro morando num país onde armas fossem ilegais e, claro, houvesse uma repressão imensa em cima dos portadores de armas, paralelo a campanhas maciças de desarmamento da população. Alguns dados para vocês considerarem:
· Pesquisa da UNESCO – “Cotidiano das Escolas: Entre Violências” –, realizada em escolas públicas de cinco capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belém), além do Distrito Federal, revela que 35% dos alunos (585 mil estudantes) e 29% dos professores entrevistados disseram que viram armas.
· No Brasil, os civis possuem cerca de 10 vezes mais armas do que os órgãos de governo.
· Ao mesmo tempo, o país é líder mundial em número anual de mortes por arma de fogo.
· Estudo determinou que mais de 38.000 pessoas morreram em 2002 de ferimentos causados por armas. O número inclui as vítimas de homicídios, suicídios e acidentes, e coloca o Brasil em primeiro lugar, com o mais alto número de mortes dessa natureza no mundo. Houve 30.242 mortes relacionadas a armas nos Estados Unidos em 2002.
· Mais de 550 mil pessoas morreram vítimas de disparos de armas de fogo no Brasil entre 1979 e 2003, num ritmo crescente e constante.
· Segundo o estudo, nesses 24 anos, as vítimas de armas de fogo cresceram 461,8 por cento, enquanto a população do país cresceu apenas 51,8 por cento.
Sei que não é uma solução, mas sim um primeiro passo para civilizar a nossa sociedade. Claro que um aporte fenomenal na educação seria muito mais proveitosa, mas acredito que um dia chegaremos lá (quando o Sarneys, Calheiros, Dirceus, ACMs, Barbalhos da vida sumirem).
O que você pode fazer? Mande um e-mail para o seu deputado, dizendo que está de olho na atuação dele nessa questão. Vamos pressionar, nos fazer ouvir.
Punk no CCBB
O Centro Cultural Banco do Brasil montou uma mostra sobre os 30 anos do punk. A primeira vista, pode parecer uma captura do movimento pelo sistema. Um banco oficial bancando uma mostra sobre o punk? Será que é o que o Clash cantava em White Man in Hammersmith Palais: "you think it's funny, turning rebelion into money"? Mas é muito válido, pois que movimento é esse que tem 30 anos e ainda interessa a todos. Depois de três décadas, não é mais movimento, é espressão cultural. Nada mais apropriado filtrar e distribuir as informações a respeito por meio de um centro cultural.
Se vocês só puderem assistir a um filme, assistam Rude Boy, do Clash. Não é um documentário, não é um musical (graças a Deus!). Trata-se da história de um menino que mora num bairro operário pobre na Inglaterra. Assistindo a esse filme que o Philippe e eu escrevemos as letras de Mentiras Por Enquanto. Muito bom, e, de quebra, tem cenas com o Clash - que escreveram a história.
Muito recomendado também assistir aos Dead Kennedys, Siouxsie & the Banhsees e the Jam, para reconhecer que o punk, no seu início, tinha várias caras, vários tons. Depois é que virou uma sonoridade só, infelizmente.
Não poderia deixar de mencionar o filme O Começo do Fim do Mundo, sobre o punk paulista. Sensacional terem incluído esse filme na mostra! Parabéns pela equipe que conseguiu recuperar essa gema. Esse festival, mesmo a distância, influenciou muito a galera de Brasília.
Já o Sid & Nancy mostra uma visão errada do que foi esse panaca, garoto mimado metido a punk. Não expõe, por exemplo, que ele não tocava nada, que o resto da banda preferia estar longe dele e que ele tentava a todo custo imitar o Dee Dee Ramone. Retrata o Johnny Lydon de forma imbecil, nada tendo a ver com o genial Rotten. O Lixo e a Fúria já é bem melhor.
Deleitem-se.
Se vocês só puderem assistir a um filme, assistam Rude Boy, do Clash. Não é um documentário, não é um musical (graças a Deus!). Trata-se da história de um menino que mora num bairro operário pobre na Inglaterra. Assistindo a esse filme que o Philippe e eu escrevemos as letras de Mentiras Por Enquanto. Muito bom, e, de quebra, tem cenas com o Clash - que escreveram a história.
Muito recomendado também assistir aos Dead Kennedys, Siouxsie & the Banhsees e the Jam, para reconhecer que o punk, no seu início, tinha várias caras, vários tons. Depois é que virou uma sonoridade só, infelizmente.
Não poderia deixar de mencionar o filme O Começo do Fim do Mundo, sobre o punk paulista. Sensacional terem incluído esse filme na mostra! Parabéns pela equipe que conseguiu recuperar essa gema. Esse festival, mesmo a distância, influenciou muito a galera de Brasília.
Já o Sid & Nancy mostra uma visão errada do que foi esse panaca, garoto mimado metido a punk. Não expõe, por exemplo, que ele não tocava nada, que o resto da banda preferia estar longe dele e que ele tentava a todo custo imitar o Dee Dee Ramone. Retrata o Johnny Lydon de forma imbecil, nada tendo a ver com o genial Rotten. O Lixo e a Fúria já é bem melhor.
Deleitem-se.
quinta-feira, junho 23, 2005
Mais Punk
Esse debate todo sobre o punk trouxe uma onda de saudosísmo. Como era bom descobrir as bandas novas no fim dos anos 70s! Cada uma levando o rock noutra direção, temperando a revolta com outros sons e sabores. A transição dos Pistols, Clash e Damned para Joy Division, Cabaret Voltaire e Cure, para Sisters of Mercy, Jesus & Marychain foi bem lógica para mim. Por isso nunca aceitei o hardcore, que não permitia variações, experimentações. Criou suas regras e todos eram obrigados a seguí-las. Essa mesma euforia eu senti em meados dos 90s quando descobri a cena eletrônica. Aliáis, me identifiquei muito com a galera eletrôncia de Brasília, correndo atrás de sua própria diversão e sons. Me lembrou muito dos primeiros punks candangos. Pena que o Luciano Hulk, o Acioli e um monte de outros playboys adotaram o eletrônico com trilha sonora de suas vidas. Pena que a MTV transformou a revolta em dólares. Porque alguém ouve Green Day ao invés de Stiff Little Fingers está além de minha compreensão.
sexta-feira, junho 17, 2005
Punk ou Punkeca?
A Plebe é punk? Vejo as duas mil e tantas pessoas da comunidade Plebe Rude no Orkut discutir o assunto. Muitos afirmam categoricamente que não!, nunca é, nunca foi. Outros defendem que sim, que as origens mostram ser cem por cento punk. O ser humano tem uma necessidade intrínseca de rotular tudo que o cerca. Ele precisa, porque precisa, nomear, apontar, apelidar, catalogar. Acho que o faz sentir mais seguro.
Lendo a coluna do Clemente no site da MTV intitulada “O Pai da Criança”, , outra discussão sobre o punk reaparece: quem inventou o punk tupiniquim: São Paulo ou Brasília? São temas recorrentes que vou tratar juntos, a seguir.
Primeira coisa: nos anos setenta não havia esse fluxo de informação em tempo real, nem a facilidade de comunicação que existem hoje. Não havia internet, as notícias chegavam atrasadas, eram filtradas pela imprensa escrita e falada. Para conseguir um LP importado, era um sacrifício! Não existia internet, nem celulares, nem TV a cabo, nem MTV, nem vídeo-clipes (sim crianças, tal época existiu não muito tempo atrás!). As tarifas DDD eram muito caras, ninguém ficava falando ao telefone em chamadas interestaduais. E mais: estávamos numa ditadura e existia censura!
Nesse cenário, não havia possibilidade de alguém em São Paulo saber do que se passava no underground brasiliense, nem vice-versa. Eu soube do começo do punk, lendo uma reportagem na extinta versão brasileira da Rolling Stone. Achei interessante. Quando o Fê Lemos, hoje baterista do Capital Inicial, foi para a Inglaterra, acompanhando o pai que estava lá para tirar seu doutorado, em 1976, viu a coisa acontecer. Sex Pistols, Clash, Damned e Stranglers foi onde tudo começou. E ele mandou fitas K7s que eu ouvia sem parar. De uma hora para a outra, meus discos do Led Zep, Deep Purple e Rush não faziam mais sentido. Aguçou a minha curiosidade política. Comecei a desconfiar dos mais velhos, não queria nada com a visão pós-hippy de minha geração.
Essa foi a semente, no DF, para o surgimento do Aborto Elétrico, da Bliz 64 e, mais tarde, dos Metralhas, entre outros. Adaptamos o punk à nossa realidade e, sim, fizemos uma diferença! Conseguimos converter um monte de pessoas e criamos um movimento cultural que até hoje é sentido em Brasília, não só na música, com também na fotografia, no cinema, nas artes, etc.
Simultaneamente, em SP, jovens vivendo outra realidade também foram contaminados pelo punk inglês. Também adaptaram o movimento e as idéias para sua própria realidade, bem mais dura e violenta do que a nossa. Esse processo todo o Clemente descreve bem em seu artigo.
O que quero mostrar aqui é que NÃO IMPORTA quem inventou antes. Foram os dois! Cada um sem saber da existência do outro. Me lembro que quando chegamos em São Paulo pela primeira vez para tocar no Napalm, viramos fãs e admiradores dos punks paulistas. Ratos de Porão, Inocentes, Fogo Cruzado, Olho Seco, Cólera – aquilo para a gente era o máximo! Nos identificamos muito com as idéias do João Gordo, do Redson, do Clemente. Para mim, esse trio são os verdadeiros intelectuais do underground brasileiro. Ouçam eles, meus jovens!
Voltando à comunidade Orkut: não vou ficar defendendo se somos ou não punk, não devo isso à ninguém. Só sei que me sinto muito punk, me orgulho de ter feito parte do movimento em Brasília. Não gosto da imagem do punk que a imprensa, principalmente a Globo, faz. Deve ser essa que esse pessoal tem como referência. Jaqueta de couro com um A nas costas, rosto coberto por um lenço e uma cabeça cheia de clichês. É assim que devem imaginar um punk. A Plebe Rude foi a única banda candanga que nunca renegou o rótulo. Me lembro de Legião e Capital se dizendo New Wave, um rótulo que carregava muito menos cobranças ideológicas do que o punk.
O punk paulista e o brasiliense certamente seguiram caminhos diferentes. Os primeiros foram para o hardcore, tiveram contato com o punk escandinavo. Nós seguimos uma linha mais experimental, mais sombria. Mas as origens foram, como não poderia deixar de ser, a mesmas.
Fim de conversa!
Lendo a coluna do Clemente no site da MTV intitulada “O Pai da Criança”, , outra discussão sobre o punk reaparece: quem inventou o punk tupiniquim: São Paulo ou Brasília? São temas recorrentes que vou tratar juntos, a seguir.
Primeira coisa: nos anos setenta não havia esse fluxo de informação em tempo real, nem a facilidade de comunicação que existem hoje. Não havia internet, as notícias chegavam atrasadas, eram filtradas pela imprensa escrita e falada. Para conseguir um LP importado, era um sacrifício! Não existia internet, nem celulares, nem TV a cabo, nem MTV, nem vídeo-clipes (sim crianças, tal época existiu não muito tempo atrás!). As tarifas DDD eram muito caras, ninguém ficava falando ao telefone em chamadas interestaduais. E mais: estávamos numa ditadura e existia censura!
Nesse cenário, não havia possibilidade de alguém em São Paulo saber do que se passava no underground brasiliense, nem vice-versa. Eu soube do começo do punk, lendo uma reportagem na extinta versão brasileira da Rolling Stone. Achei interessante. Quando o Fê Lemos, hoje baterista do Capital Inicial, foi para a Inglaterra, acompanhando o pai que estava lá para tirar seu doutorado, em 1976, viu a coisa acontecer. Sex Pistols, Clash, Damned e Stranglers foi onde tudo começou. E ele mandou fitas K7s que eu ouvia sem parar. De uma hora para a outra, meus discos do Led Zep, Deep Purple e Rush não faziam mais sentido. Aguçou a minha curiosidade política. Comecei a desconfiar dos mais velhos, não queria nada com a visão pós-hippy de minha geração.
Essa foi a semente, no DF, para o surgimento do Aborto Elétrico, da Bliz 64 e, mais tarde, dos Metralhas, entre outros. Adaptamos o punk à nossa realidade e, sim, fizemos uma diferença! Conseguimos converter um monte de pessoas e criamos um movimento cultural que até hoje é sentido em Brasília, não só na música, com também na fotografia, no cinema, nas artes, etc.
Simultaneamente, em SP, jovens vivendo outra realidade também foram contaminados pelo punk inglês. Também adaptaram o movimento e as idéias para sua própria realidade, bem mais dura e violenta do que a nossa. Esse processo todo o Clemente descreve bem em seu artigo.
O que quero mostrar aqui é que NÃO IMPORTA quem inventou antes. Foram os dois! Cada um sem saber da existência do outro. Me lembro que quando chegamos em São Paulo pela primeira vez para tocar no Napalm, viramos fãs e admiradores dos punks paulistas. Ratos de Porão, Inocentes, Fogo Cruzado, Olho Seco, Cólera – aquilo para a gente era o máximo! Nos identificamos muito com as idéias do João Gordo, do Redson, do Clemente. Para mim, esse trio são os verdadeiros intelectuais do underground brasileiro. Ouçam eles, meus jovens!
Voltando à comunidade Orkut: não vou ficar defendendo se somos ou não punk, não devo isso à ninguém. Só sei que me sinto muito punk, me orgulho de ter feito parte do movimento em Brasília. Não gosto da imagem do punk que a imprensa, principalmente a Globo, faz. Deve ser essa que esse pessoal tem como referência. Jaqueta de couro com um A nas costas, rosto coberto por um lenço e uma cabeça cheia de clichês. É assim que devem imaginar um punk. A Plebe Rude foi a única banda candanga que nunca renegou o rótulo. Me lembro de Legião e Capital se dizendo New Wave, um rótulo que carregava muito menos cobranças ideológicas do que o punk.
O punk paulista e o brasiliense certamente seguiram caminhos diferentes. Os primeiros foram para o hardcore, tiveram contato com o punk escandinavo. Nós seguimos uma linha mais experimental, mais sombria. Mas as origens foram, como não poderia deixar de ser, a mesmas.
Fim de conversa!
quinta-feira, junho 16, 2005
Na Raça!
Não sou eu quem diz, é o Estado de São Paulo:
Santos - O lanterna do Campeonato Brasileiro é um dos quatro melhores times da América do Sul. O Atlético-PR derrotou o Santos, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, por 2 a 0, e está na semifinal da Copa Libertadores. Jogando com muita raça, a equipe paranaense voltou a superar o Santos, pois vencera em Curitiba, por 3 a 2.
Que venha o Chivas!
Santos - O lanterna do Campeonato Brasileiro é um dos quatro melhores times da América do Sul. O Atlético-PR derrotou o Santos, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, por 2 a 0, e está na semifinal da Copa Libertadores. Jogando com muita raça, a equipe paranaense voltou a superar o Santos, pois vencera em Curitiba, por 3 a 2.
Que venha o Chivas!
quarta-feira, junho 15, 2005
Porquês e Comos?
Perguntar não ofende e eu só quero uma explicação simples. Alguém poderia me dizer:
· Como é que o GDF não tem dinheiro para investir na saúde básica - vemos diretores e médicos do Hospital de Base pedir demissão pois não tem condições de continuarem a atender a população - e o Roriz arruma 4 milhões de reais para embonecar o estádio Mané Garrincha para a partida Brasil e Chile, programada para setembro?
· Porque a reação de que não é possível um bom político de passado humilde, quando se referem ao Lula? Na verdade, não é possível um bom político sem estudo e base, não importa o passado, humilde ou não.
· Como que o Rio de Janeiro consegue se manter um lugar tão legal, apesar dos Brizolas, Rosinhas, Garotinhos e Beneditas?
· Porque o Furacão não ganha uma no Brasileirão?
· Como controlar a ansiedade da espera do novo CD?
· Como é que o GDF não tem dinheiro para investir na saúde básica - vemos diretores e médicos do Hospital de Base pedir demissão pois não tem condições de continuarem a atender a população - e o Roriz arruma 4 milhões de reais para embonecar o estádio Mané Garrincha para a partida Brasil e Chile, programada para setembro?
· Porque a reação de que não é possível um bom político de passado humilde, quando se referem ao Lula? Na verdade, não é possível um bom político sem estudo e base, não importa o passado, humilde ou não.
· Como que o Rio de Janeiro consegue se manter um lugar tão legal, apesar dos Brizolas, Rosinhas, Garotinhos e Beneditas?
· Porque o Furacão não ganha uma no Brasileirão?
· Como controlar a ansiedade da espera do novo CD?
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