quarta-feira, setembro 12, 2007

Pizza Podre e o Urubu Maranhense

A casa do povo está lacrada, nossos representantes escondidos, impedindo que os eleitores presenciem a sessão que decidirá como será o futuro político do Renan Calhorda, ops, digo, Calheiros. Desde Roma, quando foi criado, o Senado sempre votou às claras, mesmo se contra o interesse do povo. Imagino a imundice, as acusações, o palavreado, a falta de ética e outras tramóias que estejam escondendo da gente.

O Fernando Gabeira soltou uma frase ótima: nesta quarta-feira, quando o plenário do Senado votar pela cassação ou não do senador Renan Calheiros, vai haver uma morte. A morte política do próprio Renan, ou a morte política do Senado. Eu já pressinto que vai ser a segunda morte, a do Senado. Aliais, o deputado fluminense foi muito macho enfrentando a polícia do Senado, que a mando de seu presidente e réu do dia, tentou barrar a sua entrada. Gabeira entrou a socos.

Estou acompanhando tudo pelo blog do Noblat, graças à indicação do Txotxa. Lá ficamos sabendo que o Mercadante, sim aquele do PT, da esquerda, da ética, está pedindo votos pela absolvição do alagoano malandro. Passem o saquinho do vomito aí, porque vem pizza podre pra cima de nós!

Enquanto isso, o Senador, ex-presidente da república, José Sarney, age nos bastidores querendo o lugar do Renan. Típico representante detestável do que é pior em nossos políticos, o urubu do Maranhão só espera para ver para que lado o vento sopra para dar seu bote.

R ao Contrário! É disso que precisamos

Casamento Jam


De alguma forma, durante a festa pré-casamento do Philippe no O'Rielleys, minha máquina captou essa imagem. Trata-se de um jam de primeira com o Philippe, Alex, Kyle e Clemente. Provavelmente a música era Encoleirado, do Supla. Fiz uma versão vídeo-remix para poderem ver mais de uma vez, tendo em vista que dura segundos.

Ana na Batera


Enquanto as crianças do mundo estão se intoxicando com o nível de chumbo acima do permitido nos briquedos da Mattel, Aninha segue tocando sua bateria eletrôncia. A menina já domina todos os comandos, escolhe o acompanhamento e manda ver. Txotxa que se cuide!

Momento corujice do blog ;>

terça-feira, setembro 11, 2007

De Lula à Luiz Inácio


Não é só com a Brittney. Não é só no mundo artístico. O marketing, a propaganda, hoje em dia, vendem qualquer coisa. Subvertem qualquer conceito. Seriam capazes, até, de tornar a Plebe Rude num Capital Incial. O Philippe num Dylon. Basta banho de loja, banho de marketing, banho de imagem e, por fim, um banho mesmo, com água e sabão.

O mal do digital.


Um dos males da digitalização de arquivos (fotos, músicas, filmes, etc.) é que temos que dar um nome ao ícone que representa o documento para conseguirmos achá-lo depois. Quando se trata de fotos, se não fizer isso, ficamos com um monte de ícones com númerozinhos que não ajudam em nada na hora que queremos recuperar a imagem.

Então, se prestarem atenção, cada vez que salvamos no nosso computador uma foto da internet, vem com o nome com que foi salva no computador de origem. De vez em quando, tem umas coisas gozadas, que ajudam o dono a achar a foto depois.

Vejam o nome da foto do Lulu Santos, acima, como foi arquivada digitalmente. Uma imagem vale mais que mil palavras ou vice-versa?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Brittney e Teoria da Regulamentação


Eu respeito muito a MTV. Formadora de opinião, sem ela, o rock-Br não seria o que é hoje. Tendências e modas foram lideradas pela emissora, que geralmente se calça num bom gosto acima de outros veículos da imprensa do mesmo porte voltado para jovens. A forma de se divulgar um artista, hoje, é o que é graças à MTV.

E ainda por cima, a idéia é de um ex-Monkees, e como todos sabem, sou mais os Monkees que os Beatles.

Podemos considerar a MTV uma entidade reguladora do gosto pop da população mundial. Um órgão regulador tem que ser independente, para poder cumprir suas obrigações agindo imparcialmente às vontades do mercado. Imaginem um Grunge surgindo com o mercado fonográfico metendo o bedelho na programação da MTV! Não aconteceria nunca. Dada sua importância na determinação dos rumos do mundo rock/pop/juvenil, é importante a imparcialidade, até mesmo para a sua reputação.

Por outro lado, a teoria econômica sobre entidades reguladoras adverte para o perigo da captura desta pelo mercado. Assim como se as companhias aéreas tivessem alguma influência sobre a Anac, por exemplo. Volta e meia, vemos algum indício de que isso está acontecendo com a MTV. Como deixar o Felipe Dilon e Vanessa Camargo apresentar uma “homenagem” ao rock n roll no VMBs. Detalhes pequenos, que indicam que ouve dedo alheio à conduta séria da emissora. Geralmente, a própria MTV enxerga o perigo e dá a volta por cima buscando demonstrar sua independência e liderança com a promoção de algum talentoso artista desconhecido ou enfatizando uma nova tendência ou fazendo campanhas pro-ética na política.

Uns desses deslizes dados pela MTV-matriz acabou sendo um tiro pela culatra. Refiro-me a tentativa desesperada de tentar reerguer a carreira titanic da Britney Spears, em recente MTV Awards EUA. A crítica caiu de pau, alguns dando a entender a pressão da gravadora em tentar recuperar os milhões investidos com a mimada, que agora, provavelmente, não darão o retorno financeiro desejado. Algumas críticas: “Depois de semanas de rumores, Britney Spears apareceu no MTV Video Music Awards mal vestida, fora de forma e com uma apresentação medíocre de sua recente canção Gimme More, que poderia ter ensaiado muito mais", "totalmente ultrapassada pelos acontecimentos, ela não estava preparada para uma hora de grande audiência" e "parecia mais Edie Sedgwick nas cenas pós-lobotomia do filme underground Ciao, Manhattan.”

A nossa MTV é muito mais ágil e antenada que a de lá. Tenho certeza que uma gafe dessas dificilmente ocorreria aqui. Ocorrendo, seria neutralizado na hora, com mudanças de programação e orientação. Lá é outra história. Slow moving, slow thinking, slow to die.

Só um PS: mal vestida e fora de forma é pichar demais! Amenizem o veneno, imprensa gringa!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Plebe e Ira!

Já que o Ira! vai tirar férias, vale a pena recordar um pouco da relação deles com a Plebe.

Quando começamos a sair de Brasília, São Paulo foi uma das primeiras cidades que nos receberam. Tocamos no fechamento do Napal em 1984 e conhecemos um mundo totalmente diferente daquele que vivíamos no DF. Tinha uma cena vibrante, com gente interessante e pessoas interessadas em ouvir, participar dos shows. Tinha casas noturnas, que tocavam música boa, rádios, lojas de disco e mulheres idependentes. As pessoas de nossa idade não moravam mais com os pais, trabalhavam, tinham fonte de renda própria. Universo paralelo mesmo.

Uma das bandas que mais nos acolheu foi o Ira! Acho que isso se deve à dificuldade de rotular – à época, claro. A grande pergunta era: vocês são new wave ou punks? Bem, punk eram aqueles moicanos, de coturnos, casaco de couro, andavam em gangs e ouviam hardcore. New Wave era o Kid Abelha. Não éramos nem um, nem outro. Ouvíamos punk 77, mas estávamos ligados no post-punk. Tínhamos um pé no punk e outro na sua evolução.

Voltamos para passar o verão em SP. Onde que fomos ensaiar? Na casa de um dos membros do Ira!, pra lá de Tatuapé. Não me lembro de quem era. Começamos a andar com o pessoal do Número Dois (depois Akira S e as Garotas Que Erraram). O Nasí estava sempre por perto. Philippe se entendia com o Edgar.

Nosso primeiro show fora de Brasília, já com o contrato foi na Bahia. O segundo, foi num festival em Juiz de Fora. O Ira! estava lá e isso foi ótimo, pois nos diferenciou dos outros que lá estavam e não tinha nada a ver com a gente.

Durante a divulgação do Mais Raiva, fizemos um show em BH com o Ira! Eles viajaram de ônibus com a gente. Foi, no mínimo, pitoresco!

Férias de uma ano! Quero o contrário! Trabalhar duro um ano inteiro. No palco, tocando. Bom descanço.

terça-feira, setembro 04, 2007

Plebe: Processo Criativo

Achei boa a pergunta da Aline: como é que é o processo criativo da Plebe? Identifico três vias pelas quais as músicas que chegam nos nossos discos saem. O importante aqui é que não importa qual, no final, a música sempre tem a chancela do Philippe e minha. Sempre foi assim, desde que compusemos a primeira versão de Nada, em 1982, no escritório da casa dos Seabras, até O Que Se Faz, em 2005, no estúdio Daybreak Gentelmen, que fica no ex-quarto do Ricky na casa dos Seabras.

A primeira é a composição individual. Geralmente vinda do Philippe, que chega com um idéia pronta, início, meio e fim. Não que outros não possam palpitar, palpitam muito, mas como a canção já tem formato próprio, já tem cara de música, não muda muito. Tudo bem que a gente fica meses aperfeiçoando a letra. Sobre isso, um fato curioso: o Philippe mantém em cadernos espiralados, tipo aqueles de colégio, todas as versões de todas as letras da Plebe. Desde da idéia inicial, até a que saiu no disco. Interessante ver como mudam, algumas drasticamente.

A segunda maneira de nascer uma música da Plebe é a apresentação de um riff ou uma meia-idéia. A música não está nem perto de pronta, não tem letra, é só uma linha de baixo, por exemplo. Daí o Philippe pega, fica tocando, experimentando, e a coisa vai ganhando forma. Geralmente isso é feito no violão, com eu no baixo, até desligado. É um processo lento, mas pelo qual sai boas canções, como O Que Se Faz. De novo, meses batalhando em cima da letra uma vez definida a harmonia vocal.

A última forma é o jam. Tem que ser com a banda toda. Começamos do nada e alguém toca algo legal. “Repita isso! Toque em Lá!” e assim idéias viram música. Remota Possibilidade e R ao Contrário surgiram de tais encontros informais.

O interessante é que estamos voltando ao estúdio do Philippe justamente para retomar o processo de compor. Vamos ver o que saí.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Eddie & the Hot Rods


Vamos falar de raízes. Quando mencionam o punk, muitos apontam para os óbvios Stooges, MC5 e New York Dolls. Tudo bem, foram importantes, mas tem uma banda que injusticadamente sempre é esquecida: Eddie & the Hot Rods. O som, em 1975, era mais pesado e rápido que o progressivo e glam que dominava. Eram virtuosos, mas na contramão do Yes e Cia., as músicas eram curtas, não passando dos três minutos.

Mas o que leva a banda para uma posição importante no ranking daqueles que influenciaram o punk são as letras. Veja (ouça) Teenage Depression. Eu ouvindo isso com 16 anos virou meu mundo! Não mais precisava ficar aquentando o Robert Plant cantando baby, baby, baby. Não mais precisava ouvir o Rick Wakeman contar a viagem ao centro da terra. Finalmente, alguém cantava sobre coisas que conseguia me relacionar.

O Jake Burns, líder do Stiff Little Fingers, já disse em entrevista que toda música que ele compõe tem como base o Do Anything You Wanna Do. De novo, ouvindo isso com 17, junto com o Never Mind e o primeiro Clash, foi identificação na hora. Faça aquilo que quiser, não seja influenciado, era a mensagem. Nessa altura, meus LPs do Deep Purple, do Rush e do ELP já tinham virado alvo da minha espingarda de chumbo.

Posto três vídeos dos Hot Rods. Dois antigos e um mais novo (sim, os caras estão acabados – põe acabado nisso! – mas ainda estão na estrada!).

E por incrível que pareça, tirando os Ramones, foi a banda gringa que mais vi ao vivo. Por alguma coincidência incrível, cada vez que viajava para fora, tinha um show dos Hot Rods. Energia pura!

quarta-feira, agosto 29, 2007

Copa 2014: Brasília, Cidade Sede.

Segunda-feira, passando pelo eixão de manhã, observo umas faixas colocadas a cada 100 metros com os dizeres: “2014 – Brasília, cidade sede. GDF”. Lá perto da rodoviária, junto à última faixa propondo trazer a Copa para o DF, um gato morto.

Fiquei pensando, se Brasília realmente for uma das cidades sedes da Copa Mundial de 2014, vai ser um desastre. Não pela infra-estrutura, acredito que até lá dê tempo de melhorar o Mané Garrincha e até construir outro estádio se necessário. Temos os hotéis, os restaurantes, a mobilidade e tudo mais que um centro urbano precise para receber os times, a imprensa e os torcedores.

A pressão em cima do GDF vai ser imensa. Todos os deputados distritais vão querer ingressos grátis. Não só um, mas também para seus assessores e familiares. O governador (não importa quem for à época) vai ter que estar presente e, como de praxe, vai levar uma comitiva considerável. Como temos outros parasitas governamentais em nossa cidade, por ser capital do país, os deputados, senadores, ministros, diretores de bancos estatais, secretários executivos, juízes de tribunais superiores, procuradores, entre outros, vão exigir seus ingressos cortesias. Claro que o presidente da república vai comparecer, mesmo com medo de ser vaiado, e trará uma penca de aspones. Isso sem falar nos VIPs da Capital Federal, os pioneiros, Carlinhos Beauty, Roriz, Luiz Estevão, entre outros.

Em fim, é inviável trazer a Copa para Brasília. Imagine a situação: estádio lotado, 75 mil espectadores, com bilheteria de cem pagantes! Se isso!

Por alguma razão estranha, as faixas desapareceram, mas o gato morto continua lá. Captei a mensagem!

sábado, agosto 25, 2007

The Horrors She Is The New Thing

Não apaguem as luzes.

THE HORRORS - SHEENA IS A PARASITE

Consegui postar! Senhora e senhores, the Horror!

sexta-feira, agosto 24, 2007

Abobrinhas com Farofa.

Já pegaram a gripe Flamengo? Primeiro ela vem e tudo piora. Depois, quando parece que vai melhorar, piora mais. Depois melhora, depois piora. Piadas à parte, agora estou nervoso, com o rubro-negro carioca ganhando ontem, se aproxima do Furacão e ainda tem um jogo a menos. Isso é muito preocupante, meus caros. Não quero ver o Atlético na segundona junto com outros timecos como Coritiba, Portuguesa e Guarani. Sem mencionar os São Raimundos e Íbis da vida, he he he.

Um atleticano me explicou que a meta da diretoria para 2007 é terminar a Arena da Baixada, o melhor estádio do Brasil. Para tanto, direcionariam sua atenção para as obras, deixando os investimentos no time para depois. Tudo bem, mas inaugurar a Arena completa na segunda divisão é pobreza demais!

Já ouviram Nine Black Alps? Nada de novo, mas a música Burn Faster fez um sorriso aparecer e o pé bater com entusiasmo. Tentei postar o vídeo aqui, mas o You Tube tá com algum problema. Outra dica é The Horrors. Coisa de primeira, me dá ânimo ver bandas assim. Não deixem de procurar o clipe da música Sheena is a Parasite no You Tube. Aliais, esse disco não sai do meu som. Um cara descreve a banda como “assim que Franz Ferdinando soaria no inferno”. Muito pior, meu caro, muito pior. É lama radioativa e pútrida transformada em ondas sonoras. Coisa realmente maravilhosa. Também procurem o vídeo do She Is The New Thing – Edgar Allen Poe perde.

E para finalizar, ouçam o cômico Maurice Pôrt aqui, na sua página no My Space. Só para não levar a vida séria demais.

Grande fim-de-semana para todos!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Flatulências Jurídicas


O Supremo Tribunal Federal, STF, está com a incumbência de julgar os mensaleiros. Tarefa essa que não é de sua competência. Um supremo tribunal é o ambiente propício para se discutir grandes concepções jurídicas, dar esclarecimentos sobre leis com redação dúbia, orientar a comunidade em questões jurídicas, dirimir dúvidas maiores sobre a legislação que possam estar travando a atividade do país. Julgar pilantra é para ocorrer em outras instâncias.

Mas no Brasil tudo se inverte. O Distrito Federal age como um estado, o espaço público é privatizado informalmente, enquanto o privado é estatizado oficialmente, e o nosso supremo se rebaixa à condição de juizinhos menores quando aceita julgar um bando de criminosos comuns. E justamente por essa não ser uma atribuição deles, estão meio perdidos. Vamos ver o que acontecerá.

O PT já está vindo com um argumento de defesa que está mais furado que peneira de Serra Pelada. Dirão que sim, houve aliciamento de políticos em troca de apoio parlamentar, mas que isso ocorreu sem danos aos cofres públicos. Foi usado dinheiro privado e, portanto, não constituí improbidade, muito menos peculato. Afirmarão que o que ocorreu foi meramente conduta partidária imprópria e que isso deve ser tratado dentro do partido.

No entanto, aqueles que foram prejudicados por leis votadas contra seus interesses, ou mais grave, leis que não foram votadas por não ser do interesse do Governo Federal, sabem que as conseqüências não estão restritas ao grupinho partidário. E se não foi usado dinheiro público, quem pagou aquela nota preta à agência de publicidade do Marcos Valério? Mesmo se não houvesse um centavo de dinheiro público envolvido, pagar mensalão para mim é suborno que, quando se trata de funcionário público, é peculato. Alguém me explica com o Banco do Brasil se envolveu nisso sem forças políticas por trás? Mais uma vez, uso da máquina pública em favor de interesses próprios, peculato.

Talvez esteja errado. Nessa terra de Alice no País das Maravilhas, tudo que parece que é, não é; e o que não é, acaba sendo. Vai ver que estamos na Itaguaí do Alienista, onde os criminosos ficam soltos e os honestos, por serem em minoria, presos.

quarta-feira, agosto 22, 2007

A Neblina Já Rachou


Brasília não tem mais neblina. Assim como a magia de Avalon se dissolveu junto com a neblina que a cercava, o romantismo de Brasília não existe mais. Quando adolescente, morando nesse quadradinho no centro do Brasil, a neblina acompanhava meus melhores momentos. Tornava a volta para casa das baladas enigmática, e as idas para a universidade com ar de romance, propício para atividades intelectuais. Como era bom acordar cedo e encontrar o mundo escondido por trás da cortina branca, como uma proteção contra tudo de ruim que tinha lá fora. O carro nunca estava vazio quando voltávamos das festas. A neblina nos forçava a diminuir o ritmos, fazendo a viagem ser preguiçosa e íntima. Íamos trocando idéias, ouvindo música no som e jogando conversa fora.

Hoje, tudo está à vista. A podridão está escancarada. A roubalheira no Congresso. As invasões de terra pública. A decadência do sistema educacional. O asfalto defeituoso. As hordas que pagam uma nota para uma mortalha, mas não dão apoio às bandas locais. Foi-se o mistério, o romance, as amizades. Já era o clima gótico, substituído pelo iluminismo da seca, do deserto lentamente sendo formado nesse Planalto Central.

Vindo ao trabalho, hoje de manhã, sem neblina, sob um sol ofuscante, cruzo um Monza velho, caindo aos pedaços com uma placa atrás: “Vendo / Completo”. Completo? De que, ferrugem?!?! Não poderia ser um símbolo melhor para representar Brasília.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Back from the Limbo!

Do limbo eu fui, do limbo eu retornei! Na verdade, estava no Rio de Janeiro, onde fui a trabalho (dar um curso sobre Liderança e Negociação) e fiquei sem acesso à internet.

Numa das noites lá, jantei com o Fred, ex-batera dos Raimundos, que agora está tocando com o Supergalo e fazendo shows regularmente. É muito legal isso, ver que a moçada não pára, que há vida após o superstardome. Não consegui conferir o som, por isso não me atrevo a dar palpites, mas pela empolgação dele, acho que deve ser bom.

Gozado que ele, assim como eu, sentiu a diferença em tocar com outro instrumentista par formar a cozinha da banda. No meu caso, com o Txotxa, que é o sonho de qualquer baixista. No dele, tocar com o Alf que arrebenta no baixo. A cozinha indo bem, ninguém segura o trem.

Domingo, encontrei o Philippe num churrasco. Ele estava vestindo uma camisa onde estava estampado: passei minha lua de mel em Porto de Galinhas. Típico humor Seabra. O importante é que ele está de volta e com gás – inclusive com várias novas idéias que vamos colocar em prática.

Finalmente, quem voltou ao Brasil após um estágio em Portugal renovando as piadas é o Txotxa. Considerando que o Clemente já gravou o DVD dos Inocentes, estamos todos prontos para atacar o restante do ano com shows, gravações e muito rock n roll!

sexta-feira, agosto 10, 2007

Pérolas para o fim-de.

Pensamentos para o fim-de-semana:

1. É óbvio o movimento anti-Brasil encabeçado pela Argentina nos discursos da candidata Cristina Kirchner. É a tendência de polarizar contra nossa nítida predominância econômica, cultural e comercial. Tipo torcida anti-flamenguista, saca? Duas histórias verdadeiras para vocês contarem para seus amigos hermanos:
• Um dia, um diplomata brasileiro (que vou manter anônimo) conversava com seu par argentino. Uísque vai, uísque vem, o hermano declara: “todas as mulheres brasileiras são putas!”. Muito calmamente, o brasileiro respondeu: “pelo menos a gente nunca elegeu uma.” Se referia à Evita, claro, mas dentro de alguns meses pode ganhar outro significado.
• A Evita Perón, quando foi visitar a Itália, foi recebida por uma manifestação contrária a sua ideologia fascista. Ela estava ao lado de um premier italiano e chocada, desabafou: “eles estão me chamando de puta!”. O velhinho respondeu: “mas isso é fácil de explicar, minha cara, eles ainda me chamam de almirante, mas fazem anos que não piso num navio.”

2. Reciclar é tão benéfico para a sociedade que deveria ser muito mais incentivado. Uma pesquisa recente mostra que, além de preservar a natureza e diminuir a emissão de gases nocivos, a reciclagem economiza energia. Tendo em vista a crise que está para pairar novamente sobre o país, é bom saber que reciclar alumínio gasta 95% menos energia do que extrair o metal de minérios. Para plástico é 70% menos demandante de energia do que começar do zero. Economias de 60% para aço, 40% para papel e 30% para vidro. A Nicarágua, hoje, tem racionamento de energia 8 horas por dia. Isso é um terço do dia sem energia elétrica. Talvez se a reciclagem entrar em ação.....
3. Trinta anos atrás saía o disco divisor de águas de todo o rock n roll: Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Acho que todos devemos fazer um brinde!

Bom descanso!!!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Carta Aberta ao Ministro Jobim

Vossa Excelência Ministro Nelson Jobim,

Mais uma vez estou vendo o Governo Federal metendo o dedo onde não deve e ignorando o que todos sabem que tem que ser feito. Refiro-me às últimas declarações de V. Exa. sobre a atual (perpétua?) crise aérea que está debilitando a economia, paciência e imagem de nosso Brasil.

Beiro os dois metros de altura e confesso que não é muito confortável viajar nos vôos comerciais. No entanto, nunca reclamei do número de assentos no avião, pois sei que são por causa dessa quantidade que o preço do bilhete aéreo despencou nos últimos anos. Nesse sentido, sendo me dado a escolha pagar pouco versos viajar com mais espaço, opto sempre pelo primeiro.

O custo de um vôo de um ponto A para um ponto B é fixo. Não importa quantas pessoas estejam a bordo, a empresa aérea paga o mesmo (talvez com um pouco mais ou menos devido ao peso da aeronave). Assim sendo, qualquer menino escolado sabe que quantas mais pessoas estiverem lá dentro, menos cada um tem que pagar, presumindo-se que haverá um lucro máximo, ditado pelo mercado, e que esse será rateado entre os usuários.

Entre as dores de meus joelhos batendo no assento da frente e as dores na minha carteira, fico com as hematomas no joelho. Claro, eu sou um cidadão que paga as próprias passagens com dinheiro suado do meu trabalho. Não tenho um governo que banca minhas viagens, ternos, gravatas, assessores, carros, apartamento e outras mordomias. Se tivesse, também estaria passando leis para fazer as empresas deixarem os aviões com jacuzzis, aeromoças gostosas e camas.

Agora, será que alguém já pensou em regulamentar a aviação civil e deixar o mercado resolver essas questões como assentos e cor dos aviões? Tipo, umas regras bem claras que envolveriam segurança aérea, pontualidade, rotas, malha, etc. Daí, se uma empresa quer se destacar por ser mais confortável, que a faça. Deixe o público decidir se quer pagar mais por isso ou não. Outra idéia é baixar os impostos, deixando que a gente tenha mais dinheiro no bolso para comprar passagens e que essas fiquem mais baratas. Mas tendo em vista as vergonhosas atitudes do governo para garantir a prorrogação da mais que vergonhosa CPMF, acho que não vão querer trabalhar nesse sentido.

Alguém já pensou em descobrir como que milhões foram gastos em Congonhas sem que o equipamento básico para pousos e decolagens fossem trocados? Por que querem proteger o sigilo bancário e telefônico dos altos funcionários da Infraero? Será que vai aparecer alguma coisa suspeita?

No mais, acho que está fazendo um bom início como Ministro da Defesa. Desejo-lhe sorte e que não se infecte pelo vírus do populismo do atual governo.

Abraço!

terça-feira, agosto 07, 2007

Zabriskie Point - Cena Final

E vamos criar uma nova sociedade! abaixo os valores tradicionais!