domingo, abril 22, 2007

BMF - 2005

Em 2005 fizemos uma série de três shows que marcaram a turnê do R ao Contrário. Foram dois no Teatro Odisséia e um no Brasília Music Festival, esse último ao lado do Capital Inicial. Viemos empolgados do Rio prontos para detonar no BMF. Quando nos avisaram a ordem dos shows, foi um balde de água fria. Para que desse tempo para todos os DJs tocarem, a Plebe teria que tocar cedão, tipo 19 horas. Claro que o público estava reduzido e o sol ainda se pondo. Nos momento mais difíceis, é que a gente tira a energia extra e dá o máximo. Felizmente o público reagiu muito bem (tinham plebeus na platéia, yes!) e tudo foi gravado e, agora, disponibilizado aqui.

Dois pontos para atentar: durante a Serra, um monstro, que apelidamos de Hildegarzinho, entra no palco com uma serra elétrica e quase degola o Philippe. E tem meu discurso mais do que exagerado antes de Voto em Branco. Ouvindo hoje, parece meio demais, mas as circunstâncias políticas de então empolgaram a nós todos.

Enjoy.

sexta-feira, abril 20, 2007

Plebe Leva Prêmio!!!


Depois de mais de duas décadas de carreira, estrada e poeira, a Plebe Rude recebeu, ontem, seu primeiro prêmio. Fomos votados pelos assinantes do Laboratório Pop como melhor disco independente de 2006!!! Muito obrigado. O Philippe estava lá no Teatro Odisséia para receber o nosso troféu. A taça é nossa! Em breve, fotos.

Sabem aquela votação do Cult 22? Bom, estamos em segundo lugar, disputando voto a voto com a Legião Urbana. É um caso clássico de Sansão e Goliath. Se ainda não votaram, votem.

quinta-feira, abril 19, 2007

BOYS (The) - Terminal Love / See you later

Outra banda segunda linha que merecia ser primeira eram os Boys. Essa apresentação é de 1978, no GOWT, da BBC. Reparem que a mulher fala que eles iam abrir a turnê dos Ramones pela Inglaterra. Ei, eu vi dois shows dessa turnê! Posso falar que foi uma das melhores bandas de abertura que já vi, recebendo inclusive elogios do Joey.

Lurkers - Shadow

Como fiquei feliz em achar essa pérola. Lá pelos idos de 1978, com o punk já bem divulgado e absorvido pela mídia, surgiu uma segunda linha de bandas. Muitas eram bem medíocres, mas algumas mereciam seu lugar ao sol. Entre elas, os Lurkers, que tinham esse clássico (obscuro)chamado Shadows. O legal é ver o pessoal pogoando, a dança oficial dos punks 77. Quando fui à Inglaterra em 78, todo show era um pula pula sem parar. Melhor que aeróbica!

Plebe no CCBB/Bsb - Maio 2004


Em 2004, o Centro Cultural Banco do Brasil fez uma exposição sobre o Renato Russo. Como parte da divulgação, teve um show com participação de várias bandas e a finalização pela Plebe Rude. O evento foi histórico porque foi a última apresentação do Jander com a Plebe. No dia seguinte, no lobby do hotel, prestes a partir, informou ao Ivan e a mim que não estava interessado mais em tocar com a gente. Foi nessa ocasião que tocamos Mil Gatos pela primeira vez como Plebe Rude. Saiu meio capenga, mas saiu. Outra música que merece uma atenção maior é Bravo Mundo Novo que trás no seu meio inserção de Soldados, como homenagem ao Manfredini. O baterista, à época, era o Iuri.

O Paulo Abdel conseguiu essa gravação (incompleta, mas tá valendo) e postou para compartilhamento de todos. Baixem aqui e deixem seus comentários.

quarta-feira, abril 18, 2007

Votações Abertas no Cult 22


O Cult 22 é um dos poucos programas que toca rock aqui no DF. No site deles, está tendo uma votação sobre qual banda de Brasília deve abrir o programa do dia 20, véspera do aniversário de Brasília. A Plebe está concorrendo. Votem aqui.

Staring at the Rude Boys - The Ruts

Como preparação para o Odisséia, posto aqui os Ruts tocando Rude Boys no TOTPs. Essa era para ser "a" banda, mas o vocalista morreu aos 26 anos após o lançamento do segundo lp. A nossa versão se chama Dançando no Vazio e conta com uma versão da letra muito boa, feita pelo Philippe. Vamos tocá-la pela primeira vez no Rio, dia 26. Quero ver quem vai gritar "nunca se renda!"

Plebe Rude e Legiao Urbana - Pressao Social

Pressão Social foi uma das primeiras músicas que o Philippe e eu fizemos. Isso, no começo da Plebe, quando ainda nem baterista tínhamos, era só ele e eu. Ela foi finalmente gravada no Mais Raiva, contando com a participação do Dado na guitarra solo e do Renato Russo, numa noite muito bizarra. Essa estória ainda vai ser contada em detalhes! Alguém fez esse vídeo caseiro que é bem tosco, mas gostei bastante.

terça-feira, abril 17, 2007

Tudo Que é Sólido se Desmancha no Ar


O quê fazer em Brasília? Essa questão anda ressoando lá em casa sem parar. Lee “Scratch” Perry toca em São Paulo. Ele foi o responsável pela versão original de Police & Thieves, imortalizada pelo Clash no seu primeiro disco. Também foi produtor do compacto Complete Control, votada a melhor música do Clash entre seus fãs. Andando pelas retilíneas rua dessa Capital, a gente se depara com umas faixas anunciando as próximas atrações em solo brasiliense: DJ Malboro, Bruno e Marrone, Sorriso Maroto, Calcinha Preta. Deprê demais! E ainda tem neguinho que insiste em chamar isso de capital do rock!

Outro dia fomos levar a Ana para passear no novo complexo cultural de Brasília, o Museu e Biblioteca Pública. É a cara da cidade, bonito (?) de longe, sujo e mal-acabado de perto. Temos lá outra (OUTRA!?!?!) obra da múmia Neimeyer. Uma biblioteca sem livros e um museu sem acervo. É a cara do país.

Sandy e Júnior anunciam a separação. Ichê, agora teremos que atuar o dobro, CDs solos de cada um dos irmãos. Tem um site aí que fica apostando quando que a Sandy irá tirar as roupas para uma revista masculina. Eu acho que não vai ser nunca! Aliais, só para o registro, sou muito mais a Sady do que a Wanesa Camagro. Uma representa a luta, a constância. A outra, o tudo por dinheiro. Mas o que pesou mesmo foi a Wanesa dizer que é fã da Janis Joplin, cantora mais insuportável do mundo. No nosso primeiro show em solo capixaba, quase saímos no pau com uma banda de pop-metal que insistiam em dizer que a JJ era legal. Só não saímos às vias de fato porque eles não queriam desarrumar o cabelo e por medo de rasgarem as calças de lycra coloridas que apertavam as suas coxas.

Tirando isso, estou no final do meu inferno astral, apanhando para transformar em MP3 e disponibilizar o show na íntegra que levou ao disco ao vivo. Tem também uma gravação do BMF que está na boca do forno. Ensaios continuam e estamos todos animados para estrear Dançando no Vazio no show do Teatro Odisséia, no próximo dia 26.

Por fala nisso, quem estiver de bobeira dia 19 vá ao Teatro Odisséia para ver a entrega do prêmio Laboratório Pop. Terão uma agradável surpresa.

sexta-feira, abril 13, 2007

Blog do Txotxa!


Quem viu o documentário do Clash, Westways to the World, deve se lembrar de um comentário do Joe Strummer que uma banda de rock só é tão boa quanto seu baterista. Como baixista, assino em baixo. A bateria é o coração da banda, o baixo segue, e os dois fazem pulsar a cozinha sobre a qual as harmonias podem brincar à vontadade. O melhor batera que já toquei em toda minha carreira foi o Txotxa. Sei que posso complicar o que quiser, que ele estará lá, on the beat, para me salvar. E não é que o Txotxa começou um blog só sobre bateria. Está só no começo e vale a pena a leitura.









quarta-feira, abril 11, 2007

Kapital, Bi$$ e o Mercado.

Acabei de voltar da banca, onde dei a folhada mensal na revista Bizz. Aquela com o grande Miranda na capa. Lendo as resenhas dos últimos lançamentos, me deparei com uma crítica do novo CD do Capital Inicial que quase fez com que jogasse o periódico no lixo. Me contive, pois a revista era da banca e não minha.

O repórter, que não lembro o nome, elogiou o Capital por estar jogando a favor do mercado. Na opinião dele, não há nada errado com isso, é até sinal de maturidade para a banda. Vai além, diz que até os Sex Pistols jogaram com o mercado. Se fosse do Capital, escreveria uma carta à revista nos moldes abaixo.

Gozado que o mercado é visto como perverso em todos os segmentos, menos no meio musical. Por meio musical, excluo os compradores, pois eles são meramente estatísticas para o mercado. Me refiro às gravadoras, meios de divulgação, rádios, imprensa especializada, etc. Sabemos que vivem de forma simbiótica e se defendem quando um componente é atacado, os outros defendem com unhas e dentes. As bandas são meros peões no jogo e é perigosíssimo quando uma tenta fazer o “jogo do mercado”.

Quando um banco cobra juros abusivos, a desculpa é “agimos de acordo com o mercado”. Quando uma loja cobra preços inpagáveis por produtos que obviamente não valem isso a razão é “o mercado nos força a agir assim.” Quando as empresas aéreas fazem overbooking, dizem que é prática comum do mercado. Sempre o mercado é a desculpa por agir contra os consumidores. No meio musical não é diferente. Por isso o perigo, a ofensa até, em dizer que uma banda de rock joga junto com o mercado.

Não é isso que acha o crítico da Bizz. Fazer o jogo é sinal positivo para ele. Gozado que quando alguém menciona que uma banda joga com o mercado, me lembro de KLB, Tchan, Bruno e Marrone, Rebeldes, entre outros sons aguados. Difícil classificar o Capital nesse contexto, mas quem sou eu? Se o grande jornalista diz que é assim.....

Mas esse jornalista deveria ler um pouco mais. Sex Pistols fazendo o jogo do mercado? Obviamente esse cara não fez sua lição de casa. Recomendo que leia o livro England’s Dreaming, que detalha a extrema dificuldade do Malcom McLaren em lançar os discos dos Pistols da forma que queria, em divulgar como queria. Não vou me aprofundar, mas qualquer neófito ao rock n roll sabe que, pelo menos quando banda atuante, os Sex Pistols nunca fizeram o jogo do mercado.

Será que o Dinho vai defender a banda dessa injusta acusação?

terça-feira, abril 10, 2007

Entrevista na Drop Music.


Um portal bem legal é a Drop Music. Confiram a entrevista que dei ao site recentemente aqui.

segunda-feira, abril 09, 2007

Mc Plebe


Conformar para deformar? Só se for deformar o bucho, há há há! E não é que a Plebe Rude foi parar naqueles protetores de papel que vêm nas bandejas do Mc Donalds! O império contra-ataca! Nesse caso, o império do palhaço Ronald, não aquele ex-noivo da Cicareli, mas o tal que vende gordura trans aos nossos jovens. Tá bom, tá bom, eu sou culpado, comi um Mc Chicken ontem. Mas só porque estava com muita fome, e para acompanhar a Ana que devorava seus Mc Nuggets – tão jovem, já fisgada pelo consumismo alimentar. Mas o resto da semana vai ser à base de soja e farelo para desintoxicar.

A semana começou e muitas coisas boas vêm pela frente.

Tarde demais para desejar Feliz Páscoa?

quarta-feira, abril 04, 2007

Vem Coisa Boa Aí!!!

Desculpem estar fora do ar esses dias. Muitas coisas exigindo a minha atenção e acabei sem tempo de logar e postar coisas novas. Temos novidades pela frente! Em abril e maio a Plebe estará no Rio de Janeiro, Bauru e Riberão Preto. É o que temos confirmado, outras cidades entrarão no rol em breve. Com isso, voltamos a ensaiar. Nos shows novos, tocaremos pela primeira vez ao vivo Dançando No Vazio, do R ao Contrário. A versão está foda!

E preparem para fazer uns downloads especiais em breve. O Philippe achou a gravação completa dos dois shows que deram origem ao disco ao vivo. Como sabem, gravamos dois shows e escolhemos os melhores momentos de cada. Agora, vamos disponibilizar os dois shows inteiros, sem alterações ou edições. Estamos passando para MP3.

Aguardem;/

sexta-feira, março 30, 2007

Ira! e Plebe na Transamérica - Novo Link

Conforme solicitado, fiz um novo upload, dessa vez no Easy Share, do arquivo contendo a transmissão da gente e do Ira na Transamérica. Outra correção, o ano é 1989.

NOVO LINK!
download

quinta-feira, março 29, 2007

Ira! e Plebe na Transamérica (1988)

Esse ao vivo no estúdio foi gravado junto com o Ira! na rádio Transamérica de São Paulo, capital, em 1988. O que mais me vem à memória dessa apresentação é que eu estava com uma puta febre, o ar condicionado estava a mil e eu só estava de camiseta, insuficiente para me proteger da Sibéria artificial onde estávamos tocando.

O Ira! tinha acabado de lançar o Psicoacústico, uma das melhores capas de rock dos anos 80s. Era um disco meio que experimental, já com nuances de eletrônico entrando no meio. Lembro-me de ter desejado que os meus companheiros da Plebe fossem um pouco menos conservadores e gostassem de pesquisar sonoramente um pouco mais.

Dito isso, acho que demos um banho no Ira!, tocando bem e inspirados. O arquivo originalmente foi disponibilizado pelo Igor, umas duas postagens atrás. Valeu, cara! Façam como eu, baixem aqui.

quarta-feira, março 28, 2007

Ric Novaes Anjo


O Bruno, do Rio, que postou o comentário do artigo passado, falou dessa foto. Achei tão boa que resolvi colar aqui. Para mais informações www.moo.com.br.

segunda-feira, março 26, 2007

Adeus, Ric!

A verdadeira perda, aquela que dói, que deixa um vazio, a gente sente aos poucos. Quando registramos o fato, talvez não percebamos o quão grande o impacto vai ser. Dizemos “que pena” e tentamos seguir em frente. Mas lentamente, o vacum se abre, aquela noção do nada se sedimenta e a percepção de sua inexistência se instala. A alma vagarosamente destila a tristeza. Triste por perder um amigo, uma pessoa especial na minha vida, uma parte de minha própria história.

Olho em volta e tudo que vejo é Ric Novaes. A Rosa, minha esposa, foi o Ric que nos apresentou e deu força para a união. Dez anos atrás! Na minha estante, livros do Irvin Welsh. Foi o Ric que me mostrou os primeiros livros daquele que viria a ser meu escritor favorito. O Estadão falando de Carl Craig, dou risada. O Ric já tinha me apresentado a esse fantástico produtor no século passado! Abro a geladeira, lá no congelador, uma garrafa de Absolute Ruby Red, obra do Ric. Amigos me ligam para conversarmos sobre sua ida. A maioria, foram amizades facilitadas pela presença do Ric.

Como que conheci o Ric Novaes? Nem me lembro. Deve ter tido algo a ver com a tchurma. Talvez por ele ter sido empresário do Escola de Escândalo. Vivemos muitas aventuras juntas, muitas histórias para contar que nunca serão contadas, mas que ficam se repetindo na minha cabeça. Como o dia que quase apanhamos em Copacabana por ficar olhando para a mulher invisível. Ou quando decidimos fazer uma trilha em Teresópolis e desistimos nos primeiros 100 metros, voltando à cidade para beber e tocar violão. Ou as idas para festas do Ocho em Alto Paraíso, dirigindo por mais de 3 horas para chegar, festejando a noite toda, um banho de cachoeira para acordar e mais 3 horas para voltar para casa. Ou quando fiz o concurso para o Banco Central, que subimos na laje de seu prédio na 410 sul e matamos uma garrafa de uísque. Naquele momento, ambos sentimos que estávamos deixando uma boa parte de nossos sonhos para trás entrando no serviço público. Ele no Itamaraty, eu no BCB.

Os grandes amigos são assim, não precisamos estar em contato o tempo todo, mas sempre sabemos o que o outro anda aprontando. Mesmo em continentes separados, ele no Vietnã, Polônia, Espanha ou Portugal, eu em Brasília, o convívio era divertido. Ele me apresentando músicas novas, estórias surreais que haviam acontecido tendo ele como personagem central, livros, pessoas, iching. Fazia a consulta habitual sobre “negócios sérios”. Como é que pago imposto de renda? Como que abro uma conta bancária? Conhece algum advogado? Como pago parcela atrasadas do cartão de crédito?

Tinha um tempo em que saíamos toda segunda-feira. Eu me referia a esses dias de heads-down-no-nonsence-mindless-Mondays. Minhas terças eram uma ressaca infernal por causa deles! Foi numa dessa que acabei namorando a Rosa. Um de nossos primeiros beijos foi na casa do Ric. Quando estávamos brigados, ele armou com nós dois uma ida no Café da Rua 8 e, propositadamente, não foi. Fizemos as pazes. Valeu, Ric!

Ric Novaes faleceu na madrugada desse domingo. Descanse em paz, amigo! Sua falta será sentida, boas lembranças não pararão de serem revividas.

"How frighteningly few are the persons whose death would spoil our appetite and make the world seem empty."
--Eric Hoffer


Valeu, Ric!

Sesc Pompéia - Parte 2 - Completa!

Tá certo, errei. A pasta disponibilizada de download da parte 2 do show de 25 de novembro de 2007 no Sesc Pompéia estava faltavando alguns arquivos, entre os quais Medo com a participação do Redson. Baixe aqui a versão completa.