terça-feira, dezembro 09, 2008

Agenda Fim de Ano e Philippe em Fortaleza


A foto, acima, é de um show que rolou no fim-de-semana passado, em Fortaleza, Ceará. Fizeram uma banda dos sonhos dos anos 80s, com Philippe na guitarra, Nasi nos vocais, Bonfá na bateria, entre outros.
Anotem aí onde ver a Plebe em dezembro:
Dia 13, sábado, na Asbac, Brasília, com Aranldo Antunes e Edgar Scandura
Dia 14, domingo, em São Sebastião, SP
Dia 18, quinta, no Bocanegra, a última aparição do Plebe Roots em 2008.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Furacão na Copa Sulamericana!!!




Desde pequena, já escolheu seu time! O Furacão sopra em suas veias. Para quem não conhece, essa é a terceira camisa do Atlético, que ele usou para bater o Vasco naquele 3 a 1 em junho.

Atléééééééééééééééééééééético!!!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Losing my religion.


E para terminar a semana, um presentinho para aqueles que apreciam uma música nacional de qualidade. E vocês achavam que eu não sacava nada de rock nacional, heim?
Esse Po Para Com o Po destronou Seu Jogo como a melhor música anti-drogas do país.
Bom fim-de para todos!

terça-feira, dezembro 02, 2008

Wire.

Se tem uma coisa que me alegra hoje em dia é constatar que existem roqueiros cinqüentões que ainda fazem um bom e original rock, e ainda conseguem manter a credibilidade entre os fãs. São poucas as bandas que se qualificam com essas características. Poucas que fazem a gente ficar antecipando com ansiedade um novo lançamento e não ficar apenas ouvindo os primeiros discos.

Estava falando com o Philippe outro dia sobre isso. Bandas que adorávamos, tipo Stranglers e Stiff Little Fingers, apresentam um trabalho novo chato e sem inspiração. Não é o caso do Wire. Já em 1977, o Wire era uma banda fora dos padrões. O primeiro disco, Pink Flag, tinha umas vinte músicas – estamos falando de vinil – sendo dez de cada lado, muitas com menos de um minuto. Eram músicas pequenas, porém maravilhosas, o pop levado a outro extremo.

Mês passado saiu o 47º disco do Wire, o Object 47. Muito muito bom. Existe rock após os cinqüenta! São poucos os discos do Wire que não deixam a gente pelo menos curioso. Vejam a excelente faixa One of Us. O vídeo é ruim, barato, pois eles são a própria gravadora, portanto, tem orçamento baixo. Mas a música é de ficar na cabeça.


Tem um fato bastante curioso envolvendo o Wire e a banda Elastica, que teve um minuto de fama nos anos 90s. O Elástica plagiou a canção Three Girl Rumba, do LP Pink Flag. Plagiou brabo e não deu crédito. Daí rolou aquela disputa judicial e eles se acertaram foram dos tribunais, ou seja, o Wire merecidamente embolsou uma grana. Comparem e votem no melhor.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Dia 13 de Dezembro: Plebe + Arnaldo Antunes

Área 51 Outside
Sábado, dia 13 de dezembro, a partir das 22h, no Varanda Tropical (Asbac, Setor de Clubes Sul). Festa-show com Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra e Plebe Rude. Ingressos à venda na Área 51 (203 Norte e 515 Sul). Mais informações: 9638-2323.

Plebe Roots toca Queen


A música é o Now I'm Here, do Queen, de uma época que a banda ainda era roqueira.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Plebe Roots - 20/11/2008 I Will Folow (U2)

Mais uma do show do Plebe Roots em novembro!

quinta-feira, novembro 27, 2008

A Revolução não será Televisionada!


Se tem uma música que todos devem conhecer, memorizar e repetir muitas vezes por dia, usar como arma contra chatos, agressivos, moderninhos e neuróticos, é The Revolution Will Not Be Televised, do Gil Scott Heron. Achei esse vídeo que pode ajudar.

Quando quer testar se uma banda é séria, pergunte a qualquer um dos membros se conhece. Se o cara falar não, saia de fininho do camarim....

quarta-feira, novembro 26, 2008

Te cuida Guilherme Fontes: Carros Verdes vêm Aí!


Minha bronca com carros é conhecida pelos leitores. Acho que, além de poluir, são símbolos de individualismo e egoísmo social. Eles estão em todos os lugares, ocupando espaços que poderiam servir para outros fins urbanos, como parques, espaços verdes e quadras de esporte. Pessoas pacatas, que não fariam mal a ninguém, dentro de seus veículos se tornam agressivos, violentos e totalitários.

Qual a minha surpresa quando li que a Land Rover está tocando um projeto para fabricar um Range Rover elétrico? O Land Rover é tudo menos “verde”. Queima muito combustível e polui adoidado. Comparado a um carro normal, que tem a emissão de 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetros, o Land Rover emite 376 gramas. Para um carro que se diz preocupado com o meio-ambiente, isso é inaceitável.

A idéia é boa. Se pegar, e tudo indica que vai, pois parece que a BMW também está estudando um Mini elétrico, não terei mais a bronca poluente dos carros. Não só poluição do ar diminuirá, mas também a sonora, tendo em conta que carros elétricos são silenciosos.

O protótipo do Land Rover elétrico roda 322 quilômetros com uma carga da bateria. Mas tudo indica que uma nova tecnologia, estado-da-arte, será usada, que será capaz de dar carga extra só com o movimento do ar em volta do carro enquanto ele desliza pelas estradas. Genial, parece coisa de ficção científica.

Nos livrando da dependência do petróleo, podemos ignorar os árabes e venezuelanos e deixar que sigam seus próprios caminhos. De uma hora para a outra, estarão sentados em cima de um monte de combustível fóssil que não vale nada. Também poderemos fechar a Petrobrás, mandar para casa um monte de “amigos de governantes”, além de deixar um monte de cineastas sem recursos para fazer seus filmes. O mundo seria mais belo!

Anos 80s: C&A Shop Show


Os anos 80s eram cafonas. Mas havia muita novidade no ar. Era uma época pré-jabá, onde as emissoras faziam programas segmentados, sem procurar catalogar toda a juventude no mesmo Caldeirão. Onde a Plebe, Bauhaus e Cocteau Twins podia aparecer no mesmo programa.
Achei essa pérola sem querer. Trata-se do C&A Shop Show (sim, até os nomes eram cafonas) apresentado pela Luciana Vendramini (ex-modelo, ex-numero uno no imaginário masculino da época, ex-Paulo Ricardo, próxima Brasileirinha?)com uma gangue muito "moderna". Era um programa legal. Foi uma época de surpresas.

terça-feira, novembro 25, 2008

Plebe Roots 20/11/2008 - Midnight Oil e AC/DC

Vídeo do Marcelo Éboli, que veio de SP só para ver o Plebe Roots. Gravado com uma câmera no meio da platéia, mesmo assim o som tá legal. Apreciem e venham no último do ano em dezembro.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Ceilândia: 22/11/2008


Sábado tocamos um dos shows mais memoráveis do ano. Foi na Ceilândia, que é uma das cidades satélites mais tradicionais do Distrito Federal. Os organizadores deram sangue para conseguir montar o festival, que começou ao meio-dia, teve várias bandas, entre as quais o 10zero4, com o qual nos identificamos muito. Ceilândia vem de Centro de Erradicação de Invasões, com lândia.
Ceilândia
O local do festival foi num ginásio no qual três administrações da Ceilândia já “investiram” R$ 13 milhões, e que só tem quatro paredes erguidas. Um marco da roubalheira que é esse DF, especialmente o entorno, onde há menos fiscalização, policiamento, cidadania. A obra, abandonada, é ocupada por famílias sem-teto (que esperaram no lado de fora durante o festival) e drogados. A entrada para o camarim era um buraco na parede.
Entrada do Camarim
Era uma noite que faria qualquer londrino sentir saudades de casa: neblina, chuva, frio e um vento persistente, que teimava em derrubar as laterais do palco, feitas de vinil amarelo. O público, um dos mais fiéis e animados que já vi, agüentou a noite toda, com um entusiasmo sem igual. Foi literalmente uma festa, onde a garra dos organizadores e do público nos levaram a tocar com adrenalina a mil.


A volta para casa foi uma viagem de trem fantasma. Uma Kombi do GDF, com uma motorista pé-de-chumbo. A estrada molhada, derrapando em cada curva, era um perigo mesmo a baixa velocidade. Não era o caso, a dona estava com pressa e pisava mesmo, levando o motor a gritos de agonia. Pensei que seria o fim da Plebe. Cada vez que pedíamos para ir mais devagar, ela respondia: “ vocês não estão com pressa, mas eu estou!”. No próximo jogo do Bezerrão, o Arruda devia tirar o troféu do Massa e passar para ela.

As fotos do Flickr estão aqui.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Integração Transporte/Saúde no GDF


É só assim que temos a integração da gestão do transporte público e saúde pública no GDF, quando um tromba no outro! Acidente verídico onde ninguém se machucou, nem o cara na maca dentro da ambulância. Reparem o motorista pulando pela janela.

Bush Explica a Crise Financeira Global

terça-feira, novembro 18, 2008

Ceilândia: Mega Confirmado! (Flyer Legível)


Quanta maldade, acusando os ceilandenses de não saber fazer flyers! O erro foi meu na hora de scanear o panfleto. Agora sim, uma versão legível.

segunda-feira, novembro 17, 2008

PunkMovies



Tem um site que eu abro diariamente, além das versões virtuais dos jornais Estado de São Paulo e Gazeta do Povo, que é o Omelete. Eles se auto-definem como “entretenimento levado à sério” e a idéia deles de entretenimento é a mesma que a minha: música, quadrinhos, games e filmes. Fala “sério” desses assunto é um trabalho difícil, e o pessoal do Omelete consegue fazer um excelente trabalho.

Hoje eles postaram um texto sobre punks no cinema, e está bem escrito. Começando pelo Jubilee e indo até o SCL Punk. Vi todos e recomendo que baixem já! Concordo com a teoria de que Rock n Roll High School, com os Ramones, iniciou toda onda de filmes escolares dos anos 80s, aqueles que sempre tinham uns nerds e uns playbas e umas gostosas e humor muito bom.

Interessante também a sacada sobre o filme Blank Generation, do Richard Hell, que é basicamente como os punks NY se viam, como um bando de intelectuais não reconhecidos. Bacana mesmo.

Discordo, porém, dos comentários do Rude Boy, com o Clash. O filme é muito legal, comovente e mostra como a questão ideológica era importante tanto para as bandas como para os ouvintes punks 77. Além disso, após assistir numa noite de chuva e relâmpagos, o Philippe e eu compusemos Mentiras Por Enquanto. Só isso já merece uma indicação de Oscar para o filme.

Ainda bem que mencionou os filmes do Alex Cox. Acho que Repoman é um dos meus favoritos de todos os tempos. Straight to Hell, com os Pogues e o Joe Strummer é um clássico (mesmo com a participação da “yoko ono” Courtney Love, fazendo papel dela mesmo, ao que parece!).

Música e cinema tem tudo a ver, ainda mais quando é tratado a “sério”, sem o intuito de encher salas e arrecadar bilheteria. Arte levada a “sério”. Caramba, quanto sério aí......

Triste é constatar a história do rock nacional com o cinema. A primeira coisa que vem na cabeça é Rock Estrela, um filme ruinzinho, mais caracterizando o alienismo carioca dos anos 80s do que a situação ímpar que o País passava e que o rock estava engajado. Tem também o recente dos Titãs, mas eu não pagaria um centavo para ver isso....

quinta-feira, novembro 13, 2008

Novo Round de Plebe Roots



Confirmadísso! Plebe Roots volta no dia 20 de novembro no Bocanegra. Dessa vez com o Clemente. O que estamos preparando? Bem, se você não está familiarizado com o XTC, Queen, Stiff Little Fingers e Generation X, é melhor se informar. Ou não, simplesmente venha para se divertir nessa plebe-festa.

Duel de Titãs: Plebe x Capital


Esse foi a manchete do caderno cultural do Jornal de Brasília de ontem. Por acaso, a Plebe e o Capital fizeram shows muito próximos em Brasília, e o editor do jornal teve a idéia de comparar os dois, na forma de um torneio. Se alguém se der ao trabalho de contar os pontos, a Plebe venceu, ha ha ha ha ha.... ainda bem que não levaram em conta o bordereau das bilheterias, ha ha ha ha......
Bacana como o JB vem fazendo excelentes matérias na área cultural. Brasília merece.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Sho Nuff!!

Quem é o mestre? Sho Nuff!!! Quem já assistiu Shogum do Harlem sabe do que estou falando e vai ficar maravilhado que estão sendo inicializadas as refilmagens. Para quem não conhece, assista os trailers abaixo.



Que Bruce Lee, que nada. Eu aposto minhas fichas no Sho Nuff.

Bom fim de semana para todos. Lembrando que dia 20 de novembro tem a segunda rodada de Plebe Roots, dessa vez com o Clemente.

quarta-feira, novembro 05, 2008

A Minha Renda!


Um commodity é uma mercadoria que é globalmente negociada, de qualidade quase uniforme, produzida em grande quantidade por muitos produtores e, mais importante, cujo preço é estabelecido pelo mercado e não pelo produtor. Alguém pensou em música? Pois é isso mesmo que está acontecendo com a música, uma “commoditação”.

As gravadoras, até algumas décadas atrás, eram os únicos produtores de música. Controlavam tudo, desde a matéria prima (artistas), passando pela produção, distribuição e marcação de preço. Daí veio a primeira onda, que eles ignoraram: a proliferação de selos independentes. Foi logo anulada pelas gravadoras grandes, pois eles compravam os selos pequenos. Acharam que, assim, estavam em controle de novo. O que não perceberam é que os consumidores gostavam da relação que tinham com os independentes, que atendiam demandas de segmentos (punk, heavy, trash, jazz, etc.) com uma rapidez e competência impossível nas mega-corporações. Também gostavam do fato de que os que estão à frente dos selos independentes colocam música em primeiro lugar, pensando mais como um fã do que um executivo. Bem ao contrário das gravadoras multinacionais.

A segunda onda que até hoje esses altos executivos da indústria fonográfica não entenderam foi a digitalização da música. Esse fato, junto com a troca de músicas pela internet, foi o principal que empurrou a música de um produto único para ser um commodity. De acordo com uma pesquisa recente, os jovens consumidores de música acham que essa deveria ser grátis. Isso desesperou as gravadoras, que estão vendo suas vendas caírem ano após ano.

Parece que agora há uma luz no fim do túnel na forma de uma solução que irá satisfazer ambos, os consumidores e as gravadoras. Se trata da venda de produtos, como celulares e assinaturas de banda larga, com o direito à download ilimitado de músicas. Graças a um acordo entre empresas e gravadoras, isso se tornou possível.

Quem saiu na frente foi a Nokia com o serviço “Comes With Music”, CWM, que entrou em efetividade esse mês, na Inglaterra. Funciona assim, você compra um celular Nokia e tem o direito de, durante um ano, baixar o que quiser de fontes seguras e legais. Você ainda pode guardar tudo que você baixou e usar como quiser, queimando CDs, etc. Terminou o ano, pode fazer outra assinatura do CWM ou, como espera a Nokia, comprar outro celular.

A empresa dinamarquesa TDC, também fez o mesmo com assinaturas de banda-larga. A Orange, uma operadora de celular, também entrou na onda com o Musique Max, que funciona muito igual a CWM.

Apesar de ter muitas reservas contra a indústria fonográfica, acredito que sem ela, a qualidade e acessibilidade à música podem piorar. É importante para o artista e para o público que a produção musical só cresça e melhore. Tomara que, com soluções como a descrita acima, os executivos fonográficos sosseguem seu apetite por lucro ilimitado e repensem a indústria. Poderiam para de tratar músicos como reis, como deuses. Não há razão nenhuma para um músico ganhar mais que um trabalhador normal. Gostaria muito que parassem com atividades sujas, como pagar jabás, congelar artistas, criar sucessos artificiais. Talvez um dia nós teremos uma indústria fonográfica que ponha música em primeiro lugar.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Bem vindo micro, não sei prá que....

A Nova Era Tecno me deixou para trás! Adoro modernidade e tecnologia, mas quando não funciona é tão útil quanto o jornal de ontem.

Deixei meu MacBook convertendo um filme de avi para MP4. Estava demorando para finalizar. Quando fui ver, estava travado o sistema. Forcei encerrar e quando tento religar, aparece um símbolo de “proibido”. Levei para o conserto, resultado: HD queimado! Fui obrigado a trocar, perdendo todas minhas fotos (ainda bem que tenho Flickr!) e toda a minha agenda!

Meus MP3s e filmes são guardados, muito bem organizados, em um HD externo. O MacBook volta do conserto, ligo o iTunes e vou adicionar as músicas à biblioteca. Esqueci de desmarcar a opção de auto-organizar as músicas do iTunes. Quando abro o HD, vejo tudo duplicado, dentro da pasta ROCK, que tinha mandado adicionar, e solto dentro do HD externo. Como se trata de duplicação, deletei as pastas soltas e ainda entrei no lixo e deletei para sempre. Para minha surpresa, quando vou na pasta ROCK, as pastinhas de cada disco estão vazias! Perdi em dois cliques 10 anos de músicas!

Não terminou ainda. Ontem, meu celular dá uma piscada e, de uma hora para outra, apaga todos meus contatos! Aqueles que eu tinha na minha agenda no HD do MacBook que queimou! Estou refazendo meus contatos......

Agora acabou. Alguém sabe de alguma proteção para mal olhado tecnológico?

quinta-feira, outubro 30, 2008

Luana e Dado


Luana Piovani declarou: “faz tempo que não via Dado”. Todos em volta rirem, incrédulos. Um até comenta com o outro: “12 horas?” O outro responde: “não, dez minutos.”
“Gente, não tô falando disso, mas sim do meu ex-noivo, o Dado Dollabela!”
Ahhhhhhhhh bommmmmm.

Eu rolo no chão de rir com essas nossas “celebridades”. Grazzi, Piovani, Letícia, Dado, são todos uns manipulados, jogados sob holofotes pela imprensa, geralmente a Globo. Aliais, o site da Globo é o único que dá destaque em pé de igualdade para notícias importantes, como a crise financeira global, e o mundo fútil e besta das celebridades.

Dado e Luna aproveitaram a mídia em cima do namorico e alavancaram sua exposição nos meios de comunicação. E acaba assim: roupa suja lavada em público. Eu, que não leio Caras (a não ser no dentista), não acesso globo.com, não leio Contigo, sei que ela deu pra ele (sem trocadilhos) um Crusier Pt de aniversário. Ele retribuiu com uma Vespa. Iam para praia juntinhos, com um exército de paparazzi atrás. Fico puto em ocupar espaço ROM de meus neurônios com frivolidades desse tipo.

Agora o casalzinho se separou e os paparazzi não sabem qual seguir. Sim, porque não tenham dúvidas que o anonimato e low profile não faz parte dos planos de nenhum dos dois. Que tal outra entrevista do Dado com o João Gordo? Quem viu a primeira, sabe que o playboy chegou lá doidão e quase destruiu o estúdio. Vejam abaixo.

“Seduzidos pela luz
Oprimidos pela cruz
Sem noção do ridículo
Adivinhe quem é o próximo a engolir

A capa do mês, o eliminado da vez
Só preenchem a lacuna da sua estupidez
A melodia no ar, demagogia no ar
Iluminando as paredes da sala de estar”


quarta-feira, outubro 29, 2008

Quando Punks se Vendem


Em 1979, quando a Levi's anunciou que iria lançar campanha de jeans na TV tendo como trilha "Should I Stay or Should I Go", foi um momento de reflexão. Sempre havia no ar um sentimento de que punks não deviam "se vender". Propaganda, então, nem pensar! Depois, foi o João Gordo fazendo propaganda de Ki-Bom e de Gol VW. Muitos radicalizaram, expulsando ele do "movimento".
Sempre fui meio contra esse tipo de visão. Se o artista é coerente, ou seja, não muda seu estilo para ser chamado para fazer propaganda, não acho que esteja "se vendendo". Pelo contrário, está permitindo que uma obra sua chegue intacta a um público maior. O problema é ter sua música ou imagem tachada como a de certa marca. Então o artista tem que escolher muito bem a forma de fazer isso. Se não, quando toca a música, alguém pode dizer: "ei, é a música da Levi´s!" ou "olha, o gordo da Ki Bom!". Para divulgar um produto, o artista tem que ter certeza que ele é maior que a marca. Tipo, o Clash é maior que a Levi´s, o J. Gordo maior que a Ki Bom.
Todos merecem ganhar dinheiro com sua obra, ainda mais sendo coerente com seu legado. Daí a diferença entre Ivete Sangalo e Clash. A Ivete empresta sua imagem para qualquer merda. O Clash escolhe. Pessoalmente, não compro nenhum produto que se associa às imagems da Ivete Sangalo ou da Adriane Galisteu. Nem do Zeca Pagodinho! Esses não tem credibilidade nenhuma para mim.
O Moby conseguiu licenciar todas as músicas de um disco dele sem perder o controle de sua imagem. É um fato incrível.
Mas em Londres vi uma propaganda no metrô que me chocou: John Lydon (ex-Rotten) divulgando manteiga! Se fosse o Dinho, entenderia, mas o cantor do PiL? Líder dos Pistols? Tenho que repensar meus parâmetros.

Rotten Butter

terça-feira, outubro 28, 2008

Killing Joke no Forum.

Killing Joke
Killing Joke
Killing Joke
Killing Joke
Se tem uma banda que é um denominador comum na Plebe Rude (entre o Philippe e eu) é o Killing Joke. Influenciou nossas batidas, baixo e guitarras. Tive o prazer de vê-los, com a formação original, pela primeira vez desde 1989, tocando o Pandemonium inteiro, todas as faixas, mais todos os compactos. Foi um momento muito especial para mim, igual a quando vi Pixies em Curitiba. Nunca pensei em presenciar isso, Youth no baixo, Big Paul na bateria, Jaz nos vocais e Geordie nas guitarras. Só música boa. E o público, todo, tinha minha idade e eram roqueiros! O que acontece com os quarentões brasileiros, de minha geração, que viraram pacatos cidadãos? Londres respira rock n roll, para qualquer idade.

Duas bandas de abertura, horríveis! Que saudades da época que o Play Dead abria para o Killing Joke. Depois, meia hora de, adivinhem, um DJ tocando só dub e o público dançando. Muito bom.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Brasil Telecom Hall: Álbum Flickr

Batucada em Até Quando
Vocês devem ter notado que acrescentei um novo link na coluna da direita. Trata-se do Flickr da Plebe Rude. Para encerrar o assunto Brasil Telecom Hall, informo que álbum foi criado para guarda e acesso das fotos do show.

Dia 20 de novembro, nova edição do Plebe Roots, no Bocanegra. Dessa vez com o Clemente, que ficará direto para possível show na Ceilândia no sábado seguinte e, no domingo, show dos Inocentes em Goiânia.

Ainda, dia 14 de dezembor, Plebe Rude em São Sebastião, litoral paulista.

sábado, outubro 25, 2008

Até Quando Esperar - 23/10 - Brasilia

Essa foi filmada do público pelo Maudornelas.

Plebe Rude: Johnny

Visão do amp de baixo.

Plebe Rude: Aurora

Da série "câmera em cima do amp de baixo."

Brasil Telecom Hall: os X-clipes

Dois clips filmados por mim. A passagem de som, onde acertamos os níveis dos instrumentos e a luz, e Medo, da câmera ligada em cima do amplificador de baixo.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Brasil Telecom Hall - E Quanto A Você?

Uma das minhas faixas favoritas do R ao Contrário. Letra muito contundente. Outra do Flutuante.

Brasil Telecom Hall - O Que Se Faz

Outro video postado pelo plebeu Flutuante.

Brasil Telecom Hall - Censura

Foi um dos shows mais legais do ano. Foi para 2008 o que o show no Sesc Pompéia foi para 2007. Público excelente, banda inspiradíssima. Rolou até Tá Com Nada, música da Plebe gravada pelo Detrito Federal, que não tocávamos a mais de duas décadas. Um clássico. Abrimos com Censura.

quinta-feira, outubro 23, 2008

É Hoje!


23/10/2008
Plebe Rude engata a quinta-feira dos brasilienses

Pedro Brandt
Do Correio Braziliense

Banda se apresenta no Espaço Brasil Telecom
Há oito anos, a banda brasiliense Plebe Rude não pisa no palco de um teatro da cidade. “A última vez foi no lançamento do Ao vivo, na Sala Villa-Lobos”, lembra o vocalista e guitarrista Philippe Seabra. Hoje, às 21h, o jejum dos rudes plebeus será quebrado com uma apresentação no Espaço Brasil Telecom (Brasília Alvorada Hotel, Setor de Clubes Norte, próximo ao Palácio da Alvorada), pelo projeto Engate a Quinta. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia) e o evento não é recomendado para menores de 12 anos.

“Será o último show do disco R ao contrário em Brasília”, avisa Seabra. Lançado em 2006, encartado na revista Outracoisa, o álbum marcou a volta definitiva da Plebe – formada, atualmente, pelo baixista André X (integrante original do grupo, assim como Philippe), o guitarrista e vocalista Clemente (também da paulistana Inocentes) e o baterista Txôtxa (ex-Maskavo Roots).

Para 2009, a banda está cheia de novidades. Além de novas composições, Philippe Seabra adianta que parte do repertório antigo (ainda pertencente à gravadora EMI) será regravado. “A idéia é lançar um CD por semestre durante um ano e meio”, conta o vocalista. No dia 20 de novembro, o grupo volta ao Bar Bocanegra (403 Sul), para o show Plebe Rude: In the roots, só com versões das bandas favoritas.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Canto dos Plebeus

Sempre advoguei que o que diferencia a Plebe das outras bandas é o fato de que nossos fäs são muito mais inteligentes. Isso cria uma relação banda/público muito mais interessante e intensa. Para provar, vejam esse blog: www.cantodoplebeu.blogspot.com. Para comprovar, amanã tem o último show da Plebe em Brasília em 2008.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Tem Plebe na Quinta!


Quinta-feira, dia 23 de outubro, às 21 horas, a Plebe Rude estará tocando no Brasil Telecom Hall, lá no Alvorada Hotel (ex-Blue Tree), ao lado do Palácio da Alvorada. Convidamos o Lula, já que poderá ir a pé, e já reservamos mesa com aquela branquinha para ele e Dona Marisa.
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sexta-feira, outubro 17, 2008

Plebe Roots - Holidays in the Sun

Abertura do show.

Plebe Roots - Hash Pipe (Weezer)

Música incluída no set graças ao Txotxa. Mandou bem!

Plebe Roots - Kaiser Chiefs


Esse clipzinho saiu no You Tube. É a gente tocando I Predict a Riot, dos Kaiser Chiefs, ontem no Bocanegra, dentro do projeto Plebe Roots. Outras músicas que rolaram:
- Money Talks (AC/DC)
- Rockaway Beach (Ramones)
- Holidays in the Sun (Pistols)
- I FOUGHT the Law (Clash
- Heatwave (vesão do Jam)
- Down, Down (BTO)
- Pinball Wizard (Who)
e mais várias outras.

Foi muito divertido, tipo uma festinha entre amigos com a Plebe tocando as músicas. Daqui duas quintas tem mais.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Plebe Roots: É Hoje!


É hoje! Plebe Rude tocando as influências e outras músicas legais. Pistols, Clash e Ramones? Claro! AC/DC? Talvez. Outras surpresas? Óbvio!
Vejam a entrevista do Philippe no Correio Brasiliense aqui.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Plebe Roots e Mais Trânsito


Um lembrete de véspera: amanhã começa o projeto Plebe Roots, no Bocanegra, que fica na 402 sul. Será uma oportunidade de ver a Plebe (Philippe, Txotxa e eu) tocando algumas músicas que nos influenciaram. Foi legal fazer a escolha das canções, tendo em vista que nossos gostos não são unânimes. Tudo à base da negociação.

Ouvi no rádio que a Câmera Legislativa do DF (uma contradição, já que distritos não deveriam ter o legislativo...) promulgou uma lei que torna obrigatório o transporte de bicicletas nos ônibus e metrô. Um bom esforço, mas daquelas coisas demagôgas que não levam a lugar algum, pois não está coordenada com outras leis e atitudes governamentais que permitam o ciclista se sentir mais seguro, nem prevê um vagão ou espaço próprio para isso. De qualquer forma, o Arruda vai vetar.

Mas o que ele não vai vetar é outra lei que dará isenção de ICMS e IPVA aos empresários de transportes no DF. Isso é um absurdo total. Primeiro porque o que esses caras deixam de pagar nunca vai ser repassado para o povo na forma de passagens mais baratas. Segundo, porque o que deixam de arrecadar vai ser jogado como acréscimo no IPTU e IPVA dos contribuintes físicos, eu e você. Se ele quer mesmo baixar o preço das passagens, basta introduzir mais competitividade ao setor, tipo permitir que pequenas empresas façam o mesmo trajeto das empresas grandes. Parece até que interesse aqui é deixar os empresários com lucros maiores (e vai ver que é mesmo!).

Agora, a lei que ele teria que ter muito culhão para vetar é a que a Câmera Legislativa (também apelidada de Casa Assombrada pela Veja) está propondo, de elevar a ajuda de representação de cada distrital para R$ 100 mil. Isso é mais que um senador recebe! Esses sangue-sugas usam essa verba como salário deles mesmos. Só o Reguffe, no qual votei, está propondo que seja diminuído o valor da verba. Está pregando para o vento, as parêdes.....

segunda-feira, outubro 13, 2008

Congestion Zone para o Mundo!


Uma das coisas que me marcou em Londres foi o esforço do governo de conscientizar os londrinos a não usarem carros. É um exemplo que deveria ser seguido em todo o mundo. Primeiro, investiram pesado em transportes públicos. A gente comprava um "day pass" que valia tanto para metrô (tube), ônibus ou barcos. Com esse passe, íamos a todos os lugares, sem o menor problema ou incômodo. Depois, demarcaram uma zona central onde quem quiser passar de carro, paga um pedágio. Vejam no mapa, é como se fosse o centrão de SP Por final, fazem campanhas de conscientização. É um governo que não está refém dos impostos vindos de vendas de carros. Que não é acuado por lobbys de indústrias.

Isso fica impregnado no dia-a-dia do cidadão. Fomos para uma exposição onde os carros eram violentamente atacados (botaram fogo numa Mercedes - isso é arte!) ou eram revistos para servirem de outra coisa (sofá, por exemplo).

Um dia Brasília será assim.......

sexta-feira, outubro 10, 2008

Espírito Coletivo da Tchurma

Antes de viajar, o Carlos Marcelo me passou duas fotos antigas, da época da tchurma. Chamaram a minha atenção para um fato que já havia esquecido: como a gente agia como equipe, como grupo, mesmo sem ter um chefe ou líder. Nas duas fotos, dois momentos diferentes onde toda a turma se mobilizava e ajudava: na preparação, montagem, desmontagem e divulgação dos shows na ABO e no Foods. Desde confeccionar os cartazes, ir atrás de patrocínio, carregar equipamento, arrumar caminhão, todos se envolviam. E o interessante é ver como os mais expostos, se envolviam menos. Havia uma urgência no ar, sabíamos que estávamos marcando presença, fazendo história, e todos queriam fazer sua parte, deixar a sua marca. Isso que tornou esse movimento único. As circunstâncias eram completamente desfavoráveis, ditadura, isolamento cultural, censura, mas mesmo assim, ou até por causa disso, a gente se unia e fazia nossa parte. Vejam as fotos aqui.

quarta-feira, outubro 08, 2008

London Calling




É o fim do mundo como conhecemos. Para financiar uma guerra sem sentido, Bush estimula crédito fácil e leva o capitalismo à pior crise que se tem notícia. E eu aqui em Londres, vendo meu Real comprar cada vez menos. Bem, amanhã voltamos para Brasília.
Essa foto na estátua, para quem reconhece, é onde foi tirada a tomada para a capa do Join Hands, segundo LP da Siouxsie & the Banshees. Deus salve a Rainha! Enquanto isso, continuo a me divertir com meu amigo, o Carrasco.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Belém Se Rasgum - Divulgação TV

Plebe na TV paraense, divulgando a participação no III Se Rasgum.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Achei a Máquina!

Recebi um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo para fazer uma promessa para São Longinho que eu acharia a câmera perdida. Como acredito em tudo, fiz, prometendo pular mil vezes. Não é que no ensaio de ontem, quando fui guardar o baixo, vi algo preso no cantinho do case e era a máquina fotográfica. Então se me verem pulando como um doido por aí, saibam que estou cumprindo uma promessa.
Entrevista na TV
O melhor é que tenho as fotos de Belém! Não do show, claro, pois tocar baixo e fotografar ao mesmo tempo é impossível. Porém, tenho várias de nossa divulgação de TV, o Philippe sendo maquiado para parecer em frente das câmeras e muitas do DJ Maluquinho, um cara que une o Brega Paraense com batidas eletrônicas. O link para o álbum no Flickr está aqui.
Vistoriando o local do show.
Mais uma notícia, amanhã, Rosa e eu estamos de viagem para Londres, de férias! Sábado tem show do Killing Joke, com formação original! Preparem-se para notícias londrinas em breve.
Entrevista na TV
E dia 16 de outubro, no Bocanegra, na 402 sul, o início do projeto Plebe Roots, onde vamos tocar nossas influências. De Pixies a Clash, passando por BTO e Stray Cats. Estejam lá!
X e as Dançarinas.

terça-feira, setembro 30, 2008

Um Mundo Sem Carros.

Como todos sabem, dia 22 de setembro foi o Dia Mundial Sem Carro. Uma utopia pela qual vale lutar, na minha opinião. Sorte dos motoristas que não sou um poderoso líder da nação. Veriam o transporte coletivo ganhar um mega-upgrade, faixas exclusivas para bicicletas e outros meios de transportes limpos, IPVA ter um aumento mais do que significativo, gasolina taxada (ainda mais) e a Petrobrás ser sucateada. Tudo para fazer com que o povo se locomova coletivamente, deixarem os carros enferrujarem e as cidades mudarem de hábitos. Claro, a classe média brasileira, tão apegadinha a seus veículos particulares, ira me crucificar. Mas no longo prazo, seria saudado como herói. (Sonhe, X, sonhe.....).

É confortante saber que tem outros que pensam como eu. Vejam esse site: FUH2, ou seja Fuch You and your Hummer Too! A idéia é, quando você ver um Hummer, mande o dedo, tire uma foto e posta no site. Tem milhares de participantes e muitos vídeos no You Tube. O Hummer consome uma quantidade enorme de gasolina, poluí muito, geralmente só carrega um mala dentro (e não é no porta-malas, mas sim na direção). Foi escolhido como o Judas dos carros.

Tem esse outro que bolou uma forma de protesto bem interessante, no site Tag a Dummer. Você baixa uns stencils com a letra D e prega em cima do H no Hummer, que fica Dummer (ou seja, mais idiota).

Finalmente, recomendo o site nacional Apocalipse Motorizado, dando notícias de protestos anti-carros pelo Brasil. O mais legal é o pessoal que está criando ciclovias piratas. À noite, eles pintam numa via qualquer que ela é exclusiva de bicicletas. Põe placas nos postes avisando a mesma coisa. Fica tão real, que os carros evitam andar naquela mão! Obviamente, o DETRAN já vem no próximo dia apagando tudo.

Esse Brasil foi modernizado para os carros, para o individualismo. Não temos senso coletivo, não agimos como comunidade. O carro não é a causa, mas é o símbolo mais possante dessa falta de civilidade nacional. Pedalem mais, acelerem menos. Façam amigos no ônibus. Leiam um livro no metrô.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Belém - 19/09/2008





Com a participação da Plebe no III Festival Se Rasgum, em Belém, estreamos nossa presença em festivais independentes. Na verdade, nossa verdadeira vocação. Nos sentimos tão à vontade em ambientes como esses que é incrível como não nos tocamos disso antes. Sem demagogia, mil vezes mais à vontade, por exemplo, do que no backstage da gravação do DVD Renato Russo.

Belém também é especial porque a família materna do Philippe é de lá. Tanto é que já encontrou uma prima no aeroporto na chegada e ficou uns dias a mais para matar saudades.

Faziam vinte anos que não botávamos o pé na cidade. Ela mudou muito, para melhor. O pessoal que organizou o festival está de parabéns, o mais bem organizado do qual já participei. O cronograma dos shows foram mantidos, segurança presente mas sem acuação dos roqueiros, tempestividade, conforto, etc. Para vocês terem uma idéia, chegando no hotel tinha uma página impressa com boas vindas, todos os telefones de contatos, agenda de entrevistas, onde seriam as refeições, em fim, todos os detalhes que nunca estão disponíveis para as bandas em situações similares. São um exemplo.

Marcamos presença na cidade, dando várias entrevistas, inclusive para os principais canais de televisão. Fechamos o primeiro dia do Se Rasgum III, com chave de ouro. O som estava tão bom, o público tão receptivo, que fizemos um show bem maior do que o usual. Comprido demais, talvez, mas estava muito divertido.

Gostaria de ter mais fotos para mostrar, tirei muitas, mas acabei perdendo a minha máquina. Quem achar, será bem recompensado. É uma Canon 1000 digital. Pequena mas eficiente. Então posto umas fotos do Wagner Méier, indicando, aqui, o link para que vejam todas no seu site. Posto junto as únicas fotos que sobraram, tiradas do celular, de uma entrevista na Feira do Açaí. Também indico o site do Rodrigo Lariú com resenha do festival, aqui.

Alguém de Belém lendo, parabéns – e peloamordedeus, achem minha máquina!



quinta-feira, setembro 25, 2008

Pedro Ribeiro torce o arame.


Quando nos mudamos para o Rio de Janeiro, em 1986, para começar a vida de roqueiros, o Pedro Ribeiro, irmão do Bi (Paralamas) foi nosso road-manager. Trabalhou nessa função durante muitos anos até ser abduzido pelos Paralamas. Foi uma pena, pois é excelente profissional.

Mas o que mais gosto do Pedro é sua paixão por revistas em quadrinhos e criatividade. Fico feliz em anunciar que estará realizando a sua primeira exibição de figuras feitas de arame. Quem estiver em São Paulo vale a pena conferir. De quebra, poderá convencê-lo a contar várias histórias de estrada da Plebe, coisas que tenho vergonha ou medo de colocar nesse blog.

terça-feira, setembro 23, 2008

É o que o tempo permite.


Trabalho, trabalho, correria, busca-e-trás na escola, minha vida tá uma correria absurda. Mas não vou deixar vcs na mão. Seguem duas pérolas visuais. Tomara que amanhã tenha um tempinho para relatar o excepcional show de Belém.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Plebe Rude em Belém.

Amanhã, sexta-feira, dia 19 de setembro, tem Plebe Rude no III Festival Se Rasgum, em Belém do Pará. Philippe Seabra volta às origens. Para quem não sabe, o lado maternal de sua família é de lá. A última e única vez que tocamos lá foi no Ginásio Superior de Educação Físics, em 1986. À época, tocamos com o Kiko Zambianchi, e me lembro que a acústica era péssima, o hotel maravilhoso e o público muito bom.

Leiam a entrevista no jornal O Liberal aqui.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Tasarac no Roxy!


É comum gestores e pessoas antenadas no comportamento da sociedade falar que estamos passando por uma tesarac. O que vem a ser isso? É um período de quebra generalizada de paradigmas. Durante esse período, a sociedade se torna caótica e confusa, para depois se reorganizar. Disso, nascem novos paradigmas e novos valores. (Nota do autor, tesarac também é um excelente nome para um disco!).

Acho que a melhor tesarac que a música já passou foi em 1977, em Londres. Lá o punk foi um divisor de águas, um desmontador de paradigmas, cujos efeitos assistimos até hoje. Um dos principais atores nesse cenário foi o rasta Don Letts, que, entre outras coisas, registrou os primeiro dias com sua câmera, recebia os jovens punks em sua casa (que virou point) e era DJ do Roxy Club, onde foi gravado o (in)famoso Live at the Roxy, com Wire, X-Ray Specs, Buzzcocks, entre outros.

E o que tocava no Roxy? Regae! Isso memso. Os alfinetados pogavam para as bandas punks e, no intervalo, dançavam para o doce som jamaicano. Pois o Don Letts, que já lançou um documentário sobre o punk que é essencial, lança agora um disco chamado Dread Meets Punk Rockers Uptown. Eu sempre tentei imaginar que tipo de reggae o Don tocava nesse início de tesarac punk. Agora eu sei: muito dub, muito politizado, muito diferente. Certamente as sementes para o pós-punk foram plantadas então.

No vídeo, uma entrevista com o dono do Roxy. Também, cenas do Roxy do filme do Don Letts, com Slaughter & the Dogs e o Eater.



terça-feira, setembro 16, 2008

Wright se une ao Syd.


Nunca poderia admitir isso no auge dos meus anos punks (1977 a 1980), mas gosto muito do Pink Floyd no seu início. Gosto do experimentalismo e ouço, até hoje, com freqüência, o Saucerful of Secrets. Não sou muito fã dos discos mais recentes, mas respeito. Inclusive, outro grande punk, o Captain Sensible, do Damned, é fã incondicional do Floyd, trazendo o baterista, Nick Mason, para produzir o segundo disco, Music for Pleasure. Isso em 1978!!!

Por isso, hoje acendo uma vela para o Richard Wright, tecladista do Pink Floyd, que faleceu ontem, vítima de câncer. O Cazuza estava errado! Meus heróis não estão morrendo de overdose, estão morrendo de velhice. Mostra o quão overrated era esse poeta (?) carioca.

Wright e eu temos em comum que nos formamos em arquitetura e somos autodidatas musicalmente. RIP!

Agora minha banda favorita no céu é: Keith Moon (batera), Johnny Ramone (guitarra base), Joe Strummer (vocais), Syd Barret (guitarra solo) e Richard Wright nos teclados.