Minha bronca com carros é conhecida pelos leitores. Acho que, além de poluir, são símbolos de individualismo e egoísmo social. Eles estão em todos os lugares, ocupando espaços que poderiam servir para outros fins urbanos, como parques, espaços verdes e quadras de esporte. Pessoas pacatas, que não fariam mal a ninguém, dentro de seus veículos se tornam agressivos, violentos e totalitários.
Qual a minha surpresa quando li que a Land Rover está tocando um projeto para fabricar um Range Rover elétrico? O Land Rover é tudo menos “verde”. Queima muito combustível e polui adoidado. Comparado a um carro normal, que tem a emissão de 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetros, o Land Rover emite 376 gramas. Para um carro que se diz preocupado com o meio-ambiente, isso é inaceitável.
A idéia é boa. Se pegar, e tudo indica que vai, pois parece que a BMW também está estudando um Mini elétrico, não terei mais a bronca poluente dos carros. Não só poluição do ar diminuirá, mas também a sonora, tendo em conta que carros elétricos são silenciosos.
O protótipo do Land Rover elétrico roda 322 quilômetros com uma carga da bateria. Mas tudo indica que uma nova tecnologia, estado-da-arte, será usada, que será capaz de dar carga extra só com o movimento do ar em volta do carro enquanto ele desliza pelas estradas. Genial, parece coisa de ficção científica.
Nos livrando da dependência do petróleo, podemos ignorar os árabes e venezuelanos e deixar que sigam seus próprios caminhos. De uma hora para a outra, estarão sentados em cima de um monte de combustível fóssil que não vale nada. Também poderemos fechar a Petrobrás, mandar para casa um monte de “amigos de governantes”, além de deixar um monte de cineastas sem recursos para fazer seus filmes. O mundo seria mais belo!



























