Quinta à noite, quase 5 graus centígrados e um ventinho que entra pelas frestas da roupa, Txotxa e eu chegamos à noite no aeroporto de São José dos Pinhais, vizinha de Curitiba. O Felipão nos encontra e vamos direto ao Jokers para encontrar o restante do pessoal. Para o nosso alívio, o som já havia sido passado – passar som é sempre uma tarefa monótona. O Jokers é uma casa bem rock n roll, com uma freqüência excelente. Serve ótimos pratos e as cervejas são do mundo todo. Cenário perfeito para um show da Plebe. O palco é pequeno, mas isso conta mais como um ponto favorável.
Quanto melhor o público, melhor a nossa performance. O de Curitiba foi o top do ano! Cantavam tudo, até as músicas novas! A Marielle, ex-Escola de Escândalos, que é curitibana, subiu ao palco durante Luzes. A casa vibrava, o suor jorrava e o som estava imbatível. Foi um lançamento à altura do CD.
Dia seguinte, Circo Voador. O Ivan e a Mônica prepararam um lounge atrás do palco que estava bem legal, tanto na qualidade, quanto nos convidados e amigos presentes, todas das antigas, quando a gente morava no Rio. O palco é beeeeem maior do que o do Jokers, a gente até se perdeu um pouco. Nada que interrompesse o gás. O Philippe e o Clemente estavam a mil, totalmente dedicados a dar ao Rio um lançamento merecido. Isso se refletiu nos bises, foram dois. O segundo, com Códigos e Should I Stay or Should I Go, com o Lobão na bateria (tudo bem que ele não conhecia a música, mas, bem ou mal, tocamos).
Dei uma volta pelo público durante o show do Dado. É sempre um prazer ver o carinho dos plebeus e ouvir as diversas opiniões sobre a banda. Contem com a gente, cada palavra é anotada.
Dois shows bacanas. Se a turnê toda for nesse nível, estaremos no paraíso.
segunda-feira, setembro 25, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
Vamos lá Clemente, destruas as urnas!
Durante nossas discussões virtuais em torno da eleição, vocês vão se lembrar, eu alertei para o fato de países considerados de primeiro mundo, mais desenvolvidos tecnologicamente que o Brasil, não usam urnas eletrônicas em seus pleitos eleitorais. Se a “invenção eleitoral” brasileira é tão boa, porque não é adotada por outros países? Nem pela Argentina, nem pelo Paraguai, nossos sócios de bloco econômico. Pois veja a reportagem, acima, da TV Bandeirantes vinculada no You Tube. Talvez essa seja a razão.
De acordo com o Estadão, no blog do Ricardo Anderros, de onde tirei as informações desse post: “um estudo que acaba de ser colocado no website da Universidade de Princeton pelo professor de ciência da computação Edward Felten mostra como ele e seu alunos conseguiram plantar programas maliciosos em uma dessas urnas eletrônicas usadas por lá. Além de alterar o resultado da votação, o programa tem a capacidade de se espalhar para outras urnas, comprometendo toda eleição.”
Vamos lá Clemente, destrua as urnas eletrônicas! He he he.......
Durante nossas discussões virtuais em torno da eleição, vocês vão se lembrar, eu alertei para o fato de países considerados de primeiro mundo, mais desenvolvidos tecnologicamente que o Brasil, não usam urnas eletrônicas em seus pleitos eleitorais. Se a “invenção eleitoral” brasileira é tão boa, porque não é adotada por outros países? Nem pela Argentina, nem pelo Paraguai, nossos sócios de bloco econômico. Pois veja a reportagem, acima, da TV Bandeirantes vinculada no You Tube. Talvez essa seja a razão.
De acordo com o Estadão, no blog do Ricardo Anderros, de onde tirei as informações desse post: “um estudo que acaba de ser colocado no website da Universidade de Princeton pelo professor de ciência da computação Edward Felten mostra como ele e seu alunos conseguiram plantar programas maliciosos em uma dessas urnas eletrônicas usadas por lá. Além de alterar o resultado da votação, o programa tem a capacidade de se espalhar para outras urnas, comprometendo toda eleição.”
Vamos lá Clemente, destrua as urnas eletrônicas! He he he.......
quarta-feira, setembro 20, 2006
Voto em Branco competindo com Cicarelli!!!
Outra notícia excelente: o clipe de Voto em Branco no You Tube está classificado da seguinte forma:
- número 31 dos mais vistos da semana!
- número 3 dos mais vistos na categoria arte & animação!
Se cuida, Cicarelli, vamos estamos quase alcançando a sua propaganda de bronzeador solar(não sai da água nem fudendo! ha ha ha) vinculada esses dias!
Tudo isso, mais uma vez, devida a grande massa de manobra dos Plebeus. Somos gratos. Que tal a gente levar para 1º lugar?
Como diria o nosso diretor Steve Eponto: massa!
- número 31 dos mais vistos da semana!
- número 3 dos mais vistos na categoria arte & animação!
Se cuida, Cicarelli, vamos estamos quase alcançando a sua propaganda de bronzeador solar(não sai da água nem fudendo! ha ha ha) vinculada esses dias!
Tudo isso, mais uma vez, devida a grande massa de manobra dos Plebeus. Somos gratos. Que tal a gente levar para 1º lugar?
Como diria o nosso diretor Steve Eponto: massa!
terça-feira, setembro 19, 2006
Site Novo Está no Ar!

Consegui a minha cópia! Como é bom entrar numa banca e ver lá o fruto de um trabalho que começou em 2002! A capa ficou linda! Valeu a pena termos brigado por caixinha de plástico, encarte colorido, CD com impressão e tudo mais que os ouvintes da Plebe merecem! Lágrimas de emoção....
E para completar o site definitivo entrou no ar. Acessem o www.pleberude.com.br e vejam o trabalho do Philippe Seabra em toda sua glória. O Philippe é o idealizador do site, dando sangue e noites sem sono para que toda a informação disponível sobre a Plebe fosse ao ar. Acho que tem material de leitura suficiente para entreter qualquer plebeu.
E quinta tem Curitiba! Será que alguém finalmente vai me arrumar uma camiseta dos Fanáticos, com caveira e tudo?
Ah, sim! E ainda por cima chegou o primeiro mix do vídeo de O Que Se Faz, aquele filmado no Torre de TV!
segunda-feira, setembro 18, 2006
São Gonçalo - 16 de setembro de 2006
São Gonçalo, grande Niterói, caminho para a Região dos Lagos e, no último sábado, cidade que se destacou por ser a primeira onde foi lançado o CD R ao Contrário. O Tulipão é um lugar que, em outros tempos e outra dimensão, poderia se tornar cult. Basta fazer eventos legais, do tipo que rolou no fim-de-semana.
O show para mim começou mal, o baixo roncava e peidava, pior que um velho após almoço de domingo com a família. Trocaram o cabeçote do amplificador, trocaram os cabos, o direct-box, tudo, mas nada tirava aquele som horroroso. Até o Júnior ter uma brilhante idéia: é a pilha do baixo. Era mesmo! Ela tinha arrebentado a conexão. Passado esse problema, Bravo Mundo Novo começou com um sonzão grave e o show foi de vento em popa!
Destaque para o público que cantava tudo a pleno pulmões e, nas novas, prestava uma atenção dobrada. Estreamos oficialmente mais três músicas. Duas do novo CD: E Quanto A Você e Discórdia, e uma que não tocávamos a anos, com arranjo novo: Aurora. O novo set-list também ficou arrasador. Txotxa, por favor, mande um post com a lista (o Txotxa é o responsável oficial pelos set-lists, qualquer reclamação, é com ele!).
Em breve fotos. E valeu por todos os que estavam presente, fizeram a data ser mais especial ainda.
O show para mim começou mal, o baixo roncava e peidava, pior que um velho após almoço de domingo com a família. Trocaram o cabeçote do amplificador, trocaram os cabos, o direct-box, tudo, mas nada tirava aquele som horroroso. Até o Júnior ter uma brilhante idéia: é a pilha do baixo. Era mesmo! Ela tinha arrebentado a conexão. Passado esse problema, Bravo Mundo Novo começou com um sonzão grave e o show foi de vento em popa!
Destaque para o público que cantava tudo a pleno pulmões e, nas novas, prestava uma atenção dobrada. Estreamos oficialmente mais três músicas. Duas do novo CD: E Quanto A Você e Discórdia, e uma que não tocávamos a anos, com arranjo novo: Aurora. O novo set-list também ficou arrasador. Txotxa, por favor, mande um post com a lista (o Txotxa é o responsável oficial pelos set-lists, qualquer reclamação, é com ele!).
Em breve fotos. E valeu por todos os que estavam presente, fizeram a data ser mais especial ainda.
R ao Contrário sendo distribuído (aos poucos)
Esta semana devem estar chegando às bancas do restante do país a revista Outra Coisa com o CD R ao Contrário. Isso porque em São Paulo já está em todas as bancas, inclusive com vendas de vento em popa.
Quanto da decisão de lançar pela revista do Lobão, queria tecer umas considerações que ponderamos antes de optar por essa opção, em detrimento às outras possíveis.
1. Conversamos com todas as majors. Estavam interessadas, mas, sem exceção, estão todas enroladas com a crise que está se agravando no segmento fonográfico. Assim sendo, estão dedicando toda sua energia no lançamento de tiros certeiros, que possam alavancar vendas e resultar em balancetes positivos que serão apresentados às matrizes no final do ano. A mensagem é clara: não querem arriscar.
2. Nesse sentido, o que nos ofereceram era inviável. Coisas do tipo: a gente lança, mas não garante prensagem maior do que 2 mil cópias. Não garantia de distribuição, de divulgação, de prensagem. Ou seja, lançar por lançar não era jogo.
3. Leio alguns comentários sobre a distribuição da revista. Gente, quem não se lembra do lançamento do Enquanto a Trégua Não Vem? A crítica do CD saiu nos jornais do sudeste um mês antes de chegar às lojas em Brasília! Ou seja, não é por estar numa major que a garantia de chegar mais cedo às lojas funciona.
4. A Outra Coisa nos garantiu um número de cópias muito maior do que qualquer major e com preço menor para os consumidores.
5. Entendo a ansiedade. Eu também ainda não tenho minha cópia! Aliais, ninguém da Plebe tem, nem o Clemente, que já viu a revista na banca, mas quando voltou para comprar, não tinha mais! Estamos pressionando a editora para que aja com mais rapidez, mas é só o que podemos fazer.
6. Para quem comprar na banca, pagará somente 14 reais e alguns centavos, muito mais barato do que quando for para as lojas, daqui a 45 dias. E ainda ganha a revista de brinde (ou será vice-versa, há há há).
Outra que ouço de alguns espíritos-de-porco: vocês falam mal da MTV e ainda querem que a emissora passe o clipe? Primeiro, minhas menções à emissora sempre foram no contexto mais de mostrar que o jovem, hoje, só baseia às suas influências musicais na MTV. Isso está mudando com o You Tube. É mais uma crítica ao acomodismo adolescente do que à emissora, que sempre nos recebeu muito bem. Conformar para deformar, esse sempre foi nosso lema.
Finalmente, os elogios que estão chegando nos emocionam muito! Obrigado, fizemos para vocês! Às críticas, também agradecemos, nos esforçaremos em dobro no próximo para transformá-las em cumprimentos!
Quanto da decisão de lançar pela revista do Lobão, queria tecer umas considerações que ponderamos antes de optar por essa opção, em detrimento às outras possíveis.
1. Conversamos com todas as majors. Estavam interessadas, mas, sem exceção, estão todas enroladas com a crise que está se agravando no segmento fonográfico. Assim sendo, estão dedicando toda sua energia no lançamento de tiros certeiros, que possam alavancar vendas e resultar em balancetes positivos que serão apresentados às matrizes no final do ano. A mensagem é clara: não querem arriscar.
2. Nesse sentido, o que nos ofereceram era inviável. Coisas do tipo: a gente lança, mas não garante prensagem maior do que 2 mil cópias. Não garantia de distribuição, de divulgação, de prensagem. Ou seja, lançar por lançar não era jogo.
3. Leio alguns comentários sobre a distribuição da revista. Gente, quem não se lembra do lançamento do Enquanto a Trégua Não Vem? A crítica do CD saiu nos jornais do sudeste um mês antes de chegar às lojas em Brasília! Ou seja, não é por estar numa major que a garantia de chegar mais cedo às lojas funciona.
4. A Outra Coisa nos garantiu um número de cópias muito maior do que qualquer major e com preço menor para os consumidores.
5. Entendo a ansiedade. Eu também ainda não tenho minha cópia! Aliais, ninguém da Plebe tem, nem o Clemente, que já viu a revista na banca, mas quando voltou para comprar, não tinha mais! Estamos pressionando a editora para que aja com mais rapidez, mas é só o que podemos fazer.
6. Para quem comprar na banca, pagará somente 14 reais e alguns centavos, muito mais barato do que quando for para as lojas, daqui a 45 dias. E ainda ganha a revista de brinde (ou será vice-versa, há há há).
Outra que ouço de alguns espíritos-de-porco: vocês falam mal da MTV e ainda querem que a emissora passe o clipe? Primeiro, minhas menções à emissora sempre foram no contexto mais de mostrar que o jovem, hoje, só baseia às suas influências musicais na MTV. Isso está mudando com o You Tube. É mais uma crítica ao acomodismo adolescente do que à emissora, que sempre nos recebeu muito bem. Conformar para deformar, esse sempre foi nosso lema.
Finalmente, os elogios que estão chegando nos emocionam muito! Obrigado, fizemos para vocês! Às críticas, também agradecemos, nos esforçaremos em dobro no próximo para transformá-las em cumprimentos!
sábado, setembro 16, 2006
Voto em Branco, o clipe oficial.
A pedidos, volta ao You Tube o clipe oficial de Voto em Branco. Dirigido pelo demente Steve Eponto, que fez um belíssimo trabalho inspirado no lendário artista amigo do Jello Biafra, Winston Smith. Agradecimentos também à Renata, à Juliana e todos da Cara de Cão.
Divulguem, as eleições vêm aí, vamos fazer a difereça!
A pedidos, volta ao You Tube o clipe oficial de Voto em Branco. Dirigido pelo demente Steve Eponto, que fez um belíssimo trabalho inspirado no lendário artista amigo do Jello Biafra, Winston Smith. Agradecimentos também à Renata, à Juliana e todos da Cara de Cão.
Divulguem, as eleições vêm aí, vamos fazer a difereça!
A turma se encontra no show do Finis Africae
Vejam só o vídeo que encontrei no You Tube. São filmagens backstage do show do Finis Africae que rolou no Teatro Nacional no ano passado. A tchurma se encontra novamente no século XXI.
E, sim, o vídeo de Voto em Branco, o oficial, voltará ao You Tube ainda esse fim-de-semana!
Vejam só o vídeo que encontrei no You Tube. São filmagens backstage do show do Finis Africae que rolou no Teatro Nacional no ano passado. A tchurma se encontra novamente no século XXI.
E, sim, o vídeo de Voto em Branco, o oficial, voltará ao You Tube ainda esse fim-de-semana!
sexta-feira, setembro 15, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
Bang Bang no Rádio X!
Enquanto o R não vem, uma músiquinha para descontrair. O quinto programa do Rádio X está no ar, com uma homenagem singular aos filmes de bangue-bangue. O melhor dos filmes de faroeste eram as músicas. Quem nunca ouviu falar de Ennio Morricone? As quatro músicas escolhidas são:
1. Johnny Marr, do Smiths, e Billy Duffy, do Cult, fazendo uma versão chapante de The Good, The Bad & The Ugly, do maestro Morricone. Essa música é A MÚSICA de faroeste. O interessante é que a gravaram, um, em Los Angeles e, o outro, em Londres.
2. Havana 3 A.M., a banda do Paul Simenon, ex-baixista do Clash, tocando Hey Amigo, inspiradíssima nos filmes do Clint.
3. The Stranglers com a música Time to Die, com forte influência de trilhas de spaguetti westerns.
4. Outra versão do Good, Bad & Ugly, dessa vez do Swell Session, completamente diferente da primeira e, também, da original.
Divirtam-se!
1. Johnny Marr, do Smiths, e Billy Duffy, do Cult, fazendo uma versão chapante de The Good, The Bad & The Ugly, do maestro Morricone. Essa música é A MÚSICA de faroeste. O interessante é que a gravaram, um, em Los Angeles e, o outro, em Londres.
2. Havana 3 A.M., a banda do Paul Simenon, ex-baixista do Clash, tocando Hey Amigo, inspiradíssima nos filmes do Clint.
3. The Stranglers com a música Time to Die, com forte influência de trilhas de spaguetti westerns.
4. Outra versão do Good, Bad & Ugly, dessa vez do Swell Session, completamente diferente da primeira e, também, da original.
Divirtam-se!
terça-feira, setembro 12, 2006
Do anarquista russo do século 19, Mikhail Bakunin (1814-1876):

Enquanto o R não vem, aproveito para postar uma frase para reflexção. Sim, eu também rodei todas as bancas de Brasília, também fiquei frustrado e o que me acalmou é que me garantiram que amanhã estará nas ruas. Alegaram problemas de distribuição.
"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a natureza humana."
sexta-feira, setembro 08, 2006
quarta-feira, setembro 06, 2006
Coniderações sobre Voto em Branco (a música e o ato)
Alguns esclarecimentos sobre a música Voto em Branco:
1. Foi composta em 1980, ainda em plena ditadura, influenciada por leituras de Bakunin – passadas pelo Renato Russo – e a coloração anarquista que enfeitava o movimento punk.
2. A simplicidade da letra e da música são reflexos de uma inexperiência musical do então adolescente André X. No entanto, passa o recado com humor e ironia.
3. A razão que nunca foi lançada antes é óbvia: quando o país foi redemocratizado, não seria prudente advogar o votar em ninguém. A Plebe, assim como a maioria do país, contava que, por meio do voto direto, o Brasil entraria na linha, progredindo, diminuindo o fosso social, se incluindo no mundo global.
4. No entanto, não foi isso que aconteceu. A situação foi se deteriorando até que chegamos no cenário atual, onde quase todos os representantes federais têm alguma suspeita de má conduta parlamentar. Isso gerou uma descrença generalizada nos políticos e, também, na democracia brasileira.
5. Nesse contexto, Voto em Branco está maduro para ser exposto ao grande público, como música oficial da Plebe, para cutucar a indiferença de todos e gerar discussão quanto à representatividade que temos no Congresso Nacional.
6. Sempre vão ter aqueles que vão interpretar a música ao pé da letra, mas mesmo assim, o objetivo terá sido alcançado, em parte, pois uma mudança consciente de postura estará sendo gerada.
O clipe da música será bem despojado, brincando com os donos do poder, mas sem dar sermão. Para quem quiser ver fotos do pessoal do fã clube em frente ao Congresso Nacional, ir para o link: http://www.acessepiaui.com.br/brasilia2.php?id=57602.
1. Foi composta em 1980, ainda em plena ditadura, influenciada por leituras de Bakunin – passadas pelo Renato Russo – e a coloração anarquista que enfeitava o movimento punk.
2. A simplicidade da letra e da música são reflexos de uma inexperiência musical do então adolescente André X. No entanto, passa o recado com humor e ironia.
3. A razão que nunca foi lançada antes é óbvia: quando o país foi redemocratizado, não seria prudente advogar o votar em ninguém. A Plebe, assim como a maioria do país, contava que, por meio do voto direto, o Brasil entraria na linha, progredindo, diminuindo o fosso social, se incluindo no mundo global.
4. No entanto, não foi isso que aconteceu. A situação foi se deteriorando até que chegamos no cenário atual, onde quase todos os representantes federais têm alguma suspeita de má conduta parlamentar. Isso gerou uma descrença generalizada nos políticos e, também, na democracia brasileira.
5. Nesse contexto, Voto em Branco está maduro para ser exposto ao grande público, como música oficial da Plebe, para cutucar a indiferença de todos e gerar discussão quanto à representatividade que temos no Congresso Nacional.
6. Sempre vão ter aqueles que vão interpretar a música ao pé da letra, mas mesmo assim, o objetivo terá sido alcançado, em parte, pois uma mudança consciente de postura estará sendo gerada.
O clipe da música será bem despojado, brincando com os donos do poder, mas sem dar sermão. Para quem quiser ver fotos do pessoal do fã clube em frente ao Congresso Nacional, ir para o link: http://www.acessepiaui.com.br/brasilia2.php?id=57602.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Ricardo Schott comenta R ao Contrário.
Vejam só o comentário do Ricardo Schott no seu blog no site da Bizz. Fiquei muito animado com isso, que bom que tem gente vendo o novo disco dessa forma! E que legal achar alguém que goste mais do Mais Raiva do que o Concreto!! E ainda fiquei conhecendo o blog do cara, que escreve super bem e, graça a Deus!, não é um desses jornalistas adepto às modinhas!
O novelo das gravadoras
28/08/2006
A notícia de que sairá daqui a poucos dias (11 de setembro, aliás ô data mais emblemática... até no que diz respeito a ser o dia em que sai meu salário) um álbum novo da Plebe Rude me deixou pelo menos entusiasmado para passar a gostar de bandas que voltam. Sinceramente, não tenho muito apreço por grupos que terminam e voltam, porque grande parte deles volta pra não dizer absolutamente nada, quando não enterram de vez um passado de glórias. No caso da Plebe, grupo que tem, na minha opinião, dois grandes álbuns na discografia (O concreto já rachou, de 1986, e Mais raiva do que medo, de 1992), a primeira tentativa de volta rendeu alguns shows bem legais - um deles aqui em Niterói - e um disco ao vivo, Enquanto a trégua não vem, à meia-bomba. Até o CD-R pirata com o show do Rock In Rio III, que rolou em condições adversas, é bem melhor que esse disco ao vivo, apesar de conter menos músicas. Dá até pra dizer que o grupo voltou graças à demanda popular - de fâs que eram muito crianças para ter visto a banda ao vivo nos anos 80, de seguidores antigos, etc - numa época em que o rock nacional dos anos 80 começava a dar ibope. Mas não disseram muito a que vieram.
O fato é que R ao contrário (título que o baixista André X vem divulgando desde o ano passado em seu blog, X da Questão - por sinal um dos melhores blogs da atualidade) vai sair independente, encartado na revista Outracoisa e, espera-se, vai fazer a banda não viver só de flashback. Até porque a Plebe hoje é outra: sobraram só o vocalista/guitarrista Phillipe Seabra e André no baixo. Na outra guitarra, entrou Clemente, dos Inocentes (que andou declarando, de brincadeira, que a banda foi procurá-lo "porque precisava de um líder") e na bateria, Txotxa, que já foi do Maskavo Roots. Pra muitos, o disco pode ser a prova de que a tese que coloca a Plebe como uma banda que só gravou um disco realmente bom é furada - eu até gosto mais do quarto disco deles, que tem o semi-hit (tocou bastante, mas apenas em algumas rádios) "Este ano". No mais só aguardando. Também espero que a banda tenha sepultado de vez aquelas idéias de fazer um som mais brasileiro - que deu em bobagens como "Repente", do terceiro disco, e na inaudível viola de sete cordas tocada pelo ex-guitarrista Jander Bilaphra nos shows da volta em 2000. E olha que um amigo meu tem a teoria (maluca, concordo) de que a Plebe é a versão roqueira-anos-80 do Zé Geraldo, aquele trovador dos anos 70 que gravou discos em multinacionais mas foi jogado na vala das gravadoras pequenas (chegou a lançar LPs pelo selinho baixa-renda Copacabana) por tocar demais em temas complexos de serem tratados em tempos de ditadura. Se bem que o próprio André, no seu blog, admite que a banda andou cometendo algumas cagadas complicadas...
O novelo das gravadoras
28/08/2006
A notícia de que sairá daqui a poucos dias (11 de setembro, aliás ô data mais emblemática... até no que diz respeito a ser o dia em que sai meu salário) um álbum novo da Plebe Rude me deixou pelo menos entusiasmado para passar a gostar de bandas que voltam. Sinceramente, não tenho muito apreço por grupos que terminam e voltam, porque grande parte deles volta pra não dizer absolutamente nada, quando não enterram de vez um passado de glórias. No caso da Plebe, grupo que tem, na minha opinião, dois grandes álbuns na discografia (O concreto já rachou, de 1986, e Mais raiva do que medo, de 1992), a primeira tentativa de volta rendeu alguns shows bem legais - um deles aqui em Niterói - e um disco ao vivo, Enquanto a trégua não vem, à meia-bomba. Até o CD-R pirata com o show do Rock In Rio III, que rolou em condições adversas, é bem melhor que esse disco ao vivo, apesar de conter menos músicas. Dá até pra dizer que o grupo voltou graças à demanda popular - de fâs que eram muito crianças para ter visto a banda ao vivo nos anos 80, de seguidores antigos, etc - numa época em que o rock nacional dos anos 80 começava a dar ibope. Mas não disseram muito a que vieram.
O fato é que R ao contrário (título que o baixista André X vem divulgando desde o ano passado em seu blog, X da Questão - por sinal um dos melhores blogs da atualidade) vai sair independente, encartado na revista Outracoisa e, espera-se, vai fazer a banda não viver só de flashback. Até porque a Plebe hoje é outra: sobraram só o vocalista/guitarrista Phillipe Seabra e André no baixo. Na outra guitarra, entrou Clemente, dos Inocentes (que andou declarando, de brincadeira, que a banda foi procurá-lo "porque precisava de um líder") e na bateria, Txotxa, que já foi do Maskavo Roots. Pra muitos, o disco pode ser a prova de que a tese que coloca a Plebe como uma banda que só gravou um disco realmente bom é furada - eu até gosto mais do quarto disco deles, que tem o semi-hit (tocou bastante, mas apenas em algumas rádios) "Este ano". No mais só aguardando. Também espero que a banda tenha sepultado de vez aquelas idéias de fazer um som mais brasileiro - que deu em bobagens como "Repente", do terceiro disco, e na inaudível viola de sete cordas tocada pelo ex-guitarrista Jander Bilaphra nos shows da volta em 2000. E olha que um amigo meu tem a teoria (maluca, concordo) de que a Plebe é a versão roqueira-anos-80 do Zé Geraldo, aquele trovador dos anos 70 que gravou discos em multinacionais mas foi jogado na vala das gravadoras pequenas (chegou a lançar LPs pelo selinho baixa-renda Copacabana) por tocar demais em temas complexos de serem tratados em tempos de ditadura. Se bem que o próprio André, no seu blog, admite que a banda andou cometendo algumas cagadas complicadas...
Notícias: Shows e Clipe
Nesse fim-de-semana, gravamos mais um clipe, o de Voto em Branco. Na verdade, as últimas cenas estão sendo gravadas nesse momento, na rodoviária de Brasília, onde um grupo de plebeus está segurando faixas escritas: Seja Alguém, Vote em Ninguém. Sim, é o clipe de Voto em Branco, que deverá ir ao ar antes e até as eleições, para aproveitar o momento histórico. Depois disso, começamos que O Que Se Faz, que traduz melhor o som atual da Plebe.
Alguns shows confirmados para setembro:
14 - Curitiba, Jokers
16 - São Gonçalo, Tulipão
22 - Rio de Janeiro, Circo Voador
Alguns shows confirmados para setembro:
14 - Curitiba, Jokers
16 - São Gonçalo, Tulipão
22 - Rio de Janeiro, Circo Voador
sábado, setembro 02, 2006
Rádio X Homenageia Gang of Four
Novo podcast no ar! Dessa vez uma homenagem ao Gang of Four que, esta semana, estará no Brasil fazendo shows em Floripa, SP e BH. Uma das bandas mais influentes do post-punk, provaram que é possível fazer pop com viéz político. Grande diversão, grande pregadores. Segue a lista:
1. Essence Rare - do Gang of Four, de uma gravação para a BBC2, lá pelos começo da década de 1980. Versão mais crua da que nos discos, pois nos estúdios da BBC se tem menos recursos. Isso só fortaleceu a banda, que se sai bem em situações menos favorecidas.
2. Dan Dare - dos Mekons, a banda irmã do Gang of Four. Eles dividiam o mesmo estúdio de ensaios, tipo Legião e Plebe. Interessante notar uma das primeiras críticas que recebemos na Bizz, o Alex Antunes escreveu: "a Plebe está mais para Mekons do que Gang of Four". Se quis falar mal, não sei, mas para mim foi um elogio.
3. Out of the Tracks - do Rapture, banda que todos falam mal por imitar o Gang. Eu acho-os ótimos.
4. Buy and Sell - do Radio 4, outra banda atual que tem o GO4 como fonte inspiradora.
5. Entrevista de 1980 com o Andy Gill e o Jon King para a BBC.
Divirtam-se!
1. Essence Rare - do Gang of Four, de uma gravação para a BBC2, lá pelos começo da década de 1980. Versão mais crua da que nos discos, pois nos estúdios da BBC se tem menos recursos. Isso só fortaleceu a banda, que se sai bem em situações menos favorecidas.
2. Dan Dare - dos Mekons, a banda irmã do Gang of Four. Eles dividiam o mesmo estúdio de ensaios, tipo Legião e Plebe. Interessante notar uma das primeiras críticas que recebemos na Bizz, o Alex Antunes escreveu: "a Plebe está mais para Mekons do que Gang of Four". Se quis falar mal, não sei, mas para mim foi um elogio.
3. Out of the Tracks - do Rapture, banda que todos falam mal por imitar o Gang. Eu acho-os ótimos.
4. Buy and Sell - do Radio 4, outra banda atual que tem o GO4 como fonte inspiradora.
5. Entrevista de 1980 com o Andy Gill e o Jon King para a BBC.
Divirtam-se!
quinta-feira, agosto 31, 2006
The Rakes - Retreat
Essa é a banda The Rakes, para quem os Young Knives estão abrindo os shows. São considerados o grupo mais irônico que saiu da inglaterra. A estrutura da música me lembra muito Plebe, mas não sei explicar como. O Gang of Four pediu que eles regravassem uma música deles para o disco Return the Gift, está no CD2. E eu quero um baixo desses!!!
Essa é a banda The Rakes, para quem os Young Knives estão abrindo os shows. São considerados o grupo mais irônico que saiu da inglaterra. A estrutura da música me lembra muito Plebe, mas não sei explicar como. O Gang of Four pediu que eles regravassem uma música deles para o disco Return the Gift, está no CD2. E eu quero um baixo desses!!!
Chamado Urgente aos Plebeus de Planaltina!!!
Atenção, antenção, fã clube de Planaltina!!! Lembram da conversa que tivemos no show dos Resistores? Bem, precisamos de vocês para fazer figuração no clipe de Voto em Branco. Por favor, entrem em contato o quanto antes!! Se não tiverem o meu telefone, mandem o de vocês para o meu e-mail!!! Convite extensivo a qualquer plebeu que gostaria de participar. Urgente, urgente!!
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