sexta-feira, agosto 24, 2007

Abobrinhas com Farofa.

Já pegaram a gripe Flamengo? Primeiro ela vem e tudo piora. Depois, quando parece que vai melhorar, piora mais. Depois melhora, depois piora. Piadas à parte, agora estou nervoso, com o rubro-negro carioca ganhando ontem, se aproxima do Furacão e ainda tem um jogo a menos. Isso é muito preocupante, meus caros. Não quero ver o Atlético na segundona junto com outros timecos como Coritiba, Portuguesa e Guarani. Sem mencionar os São Raimundos e Íbis da vida, he he he.

Um atleticano me explicou que a meta da diretoria para 2007 é terminar a Arena da Baixada, o melhor estádio do Brasil. Para tanto, direcionariam sua atenção para as obras, deixando os investimentos no time para depois. Tudo bem, mas inaugurar a Arena completa na segunda divisão é pobreza demais!

Já ouviram Nine Black Alps? Nada de novo, mas a música Burn Faster fez um sorriso aparecer e o pé bater com entusiasmo. Tentei postar o vídeo aqui, mas o You Tube tá com algum problema. Outra dica é The Horrors. Coisa de primeira, me dá ânimo ver bandas assim. Não deixem de procurar o clipe da música Sheena is a Parasite no You Tube. Aliais, esse disco não sai do meu som. Um cara descreve a banda como “assim que Franz Ferdinando soaria no inferno”. Muito pior, meu caro, muito pior. É lama radioativa e pútrida transformada em ondas sonoras. Coisa realmente maravilhosa. Também procurem o vídeo do She Is The New Thing – Edgar Allen Poe perde.

E para finalizar, ouçam o cômico Maurice Pôrt aqui, na sua página no My Space. Só para não levar a vida séria demais.

Grande fim-de-semana para todos!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Flatulências Jurídicas


O Supremo Tribunal Federal, STF, está com a incumbência de julgar os mensaleiros. Tarefa essa que não é de sua competência. Um supremo tribunal é o ambiente propício para se discutir grandes concepções jurídicas, dar esclarecimentos sobre leis com redação dúbia, orientar a comunidade em questões jurídicas, dirimir dúvidas maiores sobre a legislação que possam estar travando a atividade do país. Julgar pilantra é para ocorrer em outras instâncias.

Mas no Brasil tudo se inverte. O Distrito Federal age como um estado, o espaço público é privatizado informalmente, enquanto o privado é estatizado oficialmente, e o nosso supremo se rebaixa à condição de juizinhos menores quando aceita julgar um bando de criminosos comuns. E justamente por essa não ser uma atribuição deles, estão meio perdidos. Vamos ver o que acontecerá.

O PT já está vindo com um argumento de defesa que está mais furado que peneira de Serra Pelada. Dirão que sim, houve aliciamento de políticos em troca de apoio parlamentar, mas que isso ocorreu sem danos aos cofres públicos. Foi usado dinheiro privado e, portanto, não constituí improbidade, muito menos peculato. Afirmarão que o que ocorreu foi meramente conduta partidária imprópria e que isso deve ser tratado dentro do partido.

No entanto, aqueles que foram prejudicados por leis votadas contra seus interesses, ou mais grave, leis que não foram votadas por não ser do interesse do Governo Federal, sabem que as conseqüências não estão restritas ao grupinho partidário. E se não foi usado dinheiro público, quem pagou aquela nota preta à agência de publicidade do Marcos Valério? Mesmo se não houvesse um centavo de dinheiro público envolvido, pagar mensalão para mim é suborno que, quando se trata de funcionário público, é peculato. Alguém me explica com o Banco do Brasil se envolveu nisso sem forças políticas por trás? Mais uma vez, uso da máquina pública em favor de interesses próprios, peculato.

Talvez esteja errado. Nessa terra de Alice no País das Maravilhas, tudo que parece que é, não é; e o que não é, acaba sendo. Vai ver que estamos na Itaguaí do Alienista, onde os criminosos ficam soltos e os honestos, por serem em minoria, presos.

quarta-feira, agosto 22, 2007

A Neblina Já Rachou


Brasília não tem mais neblina. Assim como a magia de Avalon se dissolveu junto com a neblina que a cercava, o romantismo de Brasília não existe mais. Quando adolescente, morando nesse quadradinho no centro do Brasil, a neblina acompanhava meus melhores momentos. Tornava a volta para casa das baladas enigmática, e as idas para a universidade com ar de romance, propício para atividades intelectuais. Como era bom acordar cedo e encontrar o mundo escondido por trás da cortina branca, como uma proteção contra tudo de ruim que tinha lá fora. O carro nunca estava vazio quando voltávamos das festas. A neblina nos forçava a diminuir o ritmos, fazendo a viagem ser preguiçosa e íntima. Íamos trocando idéias, ouvindo música no som e jogando conversa fora.

Hoje, tudo está à vista. A podridão está escancarada. A roubalheira no Congresso. As invasões de terra pública. A decadência do sistema educacional. O asfalto defeituoso. As hordas que pagam uma nota para uma mortalha, mas não dão apoio às bandas locais. Foi-se o mistério, o romance, as amizades. Já era o clima gótico, substituído pelo iluminismo da seca, do deserto lentamente sendo formado nesse Planalto Central.

Vindo ao trabalho, hoje de manhã, sem neblina, sob um sol ofuscante, cruzo um Monza velho, caindo aos pedaços com uma placa atrás: “Vendo / Completo”. Completo? De que, ferrugem?!?! Não poderia ser um símbolo melhor para representar Brasília.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Back from the Limbo!

Do limbo eu fui, do limbo eu retornei! Na verdade, estava no Rio de Janeiro, onde fui a trabalho (dar um curso sobre Liderança e Negociação) e fiquei sem acesso à internet.

Numa das noites lá, jantei com o Fred, ex-batera dos Raimundos, que agora está tocando com o Supergalo e fazendo shows regularmente. É muito legal isso, ver que a moçada não pára, que há vida após o superstardome. Não consegui conferir o som, por isso não me atrevo a dar palpites, mas pela empolgação dele, acho que deve ser bom.

Gozado que ele, assim como eu, sentiu a diferença em tocar com outro instrumentista par formar a cozinha da banda. No meu caso, com o Txotxa, que é o sonho de qualquer baixista. No dele, tocar com o Alf que arrebenta no baixo. A cozinha indo bem, ninguém segura o trem.

Domingo, encontrei o Philippe num churrasco. Ele estava vestindo uma camisa onde estava estampado: passei minha lua de mel em Porto de Galinhas. Típico humor Seabra. O importante é que ele está de volta e com gás – inclusive com várias novas idéias que vamos colocar em prática.

Finalmente, quem voltou ao Brasil após um estágio em Portugal renovando as piadas é o Txotxa. Considerando que o Clemente já gravou o DVD dos Inocentes, estamos todos prontos para atacar o restante do ano com shows, gravações e muito rock n roll!

sexta-feira, agosto 10, 2007

Pérolas para o fim-de.

Pensamentos para o fim-de-semana:

1. É óbvio o movimento anti-Brasil encabeçado pela Argentina nos discursos da candidata Cristina Kirchner. É a tendência de polarizar contra nossa nítida predominância econômica, cultural e comercial. Tipo torcida anti-flamenguista, saca? Duas histórias verdadeiras para vocês contarem para seus amigos hermanos:
• Um dia, um diplomata brasileiro (que vou manter anônimo) conversava com seu par argentino. Uísque vai, uísque vem, o hermano declara: “todas as mulheres brasileiras são putas!”. Muito calmamente, o brasileiro respondeu: “pelo menos a gente nunca elegeu uma.” Se referia à Evita, claro, mas dentro de alguns meses pode ganhar outro significado.
• A Evita Perón, quando foi visitar a Itália, foi recebida por uma manifestação contrária a sua ideologia fascista. Ela estava ao lado de um premier italiano e chocada, desabafou: “eles estão me chamando de puta!”. O velhinho respondeu: “mas isso é fácil de explicar, minha cara, eles ainda me chamam de almirante, mas fazem anos que não piso num navio.”

2. Reciclar é tão benéfico para a sociedade que deveria ser muito mais incentivado. Uma pesquisa recente mostra que, além de preservar a natureza e diminuir a emissão de gases nocivos, a reciclagem economiza energia. Tendo em vista a crise que está para pairar novamente sobre o país, é bom saber que reciclar alumínio gasta 95% menos energia do que extrair o metal de minérios. Para plástico é 70% menos demandante de energia do que começar do zero. Economias de 60% para aço, 40% para papel e 30% para vidro. A Nicarágua, hoje, tem racionamento de energia 8 horas por dia. Isso é um terço do dia sem energia elétrica. Talvez se a reciclagem entrar em ação.....
3. Trinta anos atrás saía o disco divisor de águas de todo o rock n roll: Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Acho que todos devemos fazer um brinde!

Bom descanso!!!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Carta Aberta ao Ministro Jobim

Vossa Excelência Ministro Nelson Jobim,

Mais uma vez estou vendo o Governo Federal metendo o dedo onde não deve e ignorando o que todos sabem que tem que ser feito. Refiro-me às últimas declarações de V. Exa. sobre a atual (perpétua?) crise aérea que está debilitando a economia, paciência e imagem de nosso Brasil.

Beiro os dois metros de altura e confesso que não é muito confortável viajar nos vôos comerciais. No entanto, nunca reclamei do número de assentos no avião, pois sei que são por causa dessa quantidade que o preço do bilhete aéreo despencou nos últimos anos. Nesse sentido, sendo me dado a escolha pagar pouco versos viajar com mais espaço, opto sempre pelo primeiro.

O custo de um vôo de um ponto A para um ponto B é fixo. Não importa quantas pessoas estejam a bordo, a empresa aérea paga o mesmo (talvez com um pouco mais ou menos devido ao peso da aeronave). Assim sendo, qualquer menino escolado sabe que quantas mais pessoas estiverem lá dentro, menos cada um tem que pagar, presumindo-se que haverá um lucro máximo, ditado pelo mercado, e que esse será rateado entre os usuários.

Entre as dores de meus joelhos batendo no assento da frente e as dores na minha carteira, fico com as hematomas no joelho. Claro, eu sou um cidadão que paga as próprias passagens com dinheiro suado do meu trabalho. Não tenho um governo que banca minhas viagens, ternos, gravatas, assessores, carros, apartamento e outras mordomias. Se tivesse, também estaria passando leis para fazer as empresas deixarem os aviões com jacuzzis, aeromoças gostosas e camas.

Agora, será que alguém já pensou em regulamentar a aviação civil e deixar o mercado resolver essas questões como assentos e cor dos aviões? Tipo, umas regras bem claras que envolveriam segurança aérea, pontualidade, rotas, malha, etc. Daí, se uma empresa quer se destacar por ser mais confortável, que a faça. Deixe o público decidir se quer pagar mais por isso ou não. Outra idéia é baixar os impostos, deixando que a gente tenha mais dinheiro no bolso para comprar passagens e que essas fiquem mais baratas. Mas tendo em vista as vergonhosas atitudes do governo para garantir a prorrogação da mais que vergonhosa CPMF, acho que não vão querer trabalhar nesse sentido.

Alguém já pensou em descobrir como que milhões foram gastos em Congonhas sem que o equipamento básico para pousos e decolagens fossem trocados? Por que querem proteger o sigilo bancário e telefônico dos altos funcionários da Infraero? Será que vai aparecer alguma coisa suspeita?

No mais, acho que está fazendo um bom início como Ministro da Defesa. Desejo-lhe sorte e que não se infecte pelo vírus do populismo do atual governo.

Abraço!

terça-feira, agosto 07, 2007

Zabriskie Point - Cena Final

E vamos criar uma nova sociedade! abaixo os valores tradicionais!

Zabriskie Point trailer

Um aperitivo para aguçar a vontade de vocês verem Antonioni.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Antonioni & Bergman


Enquanto o Philippe está curtindo a sua lua-de-mel, não há muitas novas sobre a Plebe Rude que posso divulgar no momento. Então vou falar sobre uma das minhas paixões: cinema.

Na verdade, quero acender uma vela e falar dois amens para dois diretores muito importantes que se foram: Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Lembro-me de quando era adolescente e Brasília, isolada do mundo por uma ditadura e isolada do Brasil pela deficiência de transporte e comunicação, tínhamos que agarrar com as duas mãos qualquer oportunidade de conhecer arte vinda de fora. Nossa salvação eram as embaixadas dos países que tinham representação no país que, volta e meia, exibiam uns filmes legais.

Íamos em bando, ainda por cima por serem de graça. Outra opção era o cinema da Cultura Inglesa. Foi lá que vi, pela primeira vez, Blow Up, do italiano Antonioni, num preguiçoso domingo à tarde, de onde partimos em grupo para o Gilbertinho para finalizar a semana. Bons tempos, bons filmes.

Admito que também sou fã do grande cinema americano, hollywoodiana, as grandes produções, coisa e tal (vem Homem de Ferro em 2008!!). Mas acho importantíssimo contrabalancear com o cinema arte, sério, que não só entretém, mas também faz pensar. Adoro Fanny & Alexander, adoro Zabriski Point. Eram diretores que estavam antenados ao underground, à contracultura de suas épocas, mas também entendiam sobre o que era o CINEMA, com letras maiúsculas.

Destaco, ainda, que fizeram cinema de qualidade sem nenhum patrocínio governamental, tipo Petrobras, como nossos “diretores” fazem seus “cinemas nacionais”.

sexta-feira, julho 27, 2007

Saiu no blog N.R.D.R.!

Republico, na íntegra, os comentários do Cristiano Castor Troy no blog Na Rota do Rock sobre a festa de despidida de solteiro do Philippe no O'Rilleys. Como é legal ouvir a voz de alguém que estava lá no público. Realmente foi uma grande festa.





Adaptação em tempo: Luzes que piscam, gritam e avisam, que no O’Rilley foi um “puta” show, diversão de “prima” que chegou ao fim, ao encerramento sobrou orgulho e calor!


Dia 20/07/07, show da Plebe? Show? Acho que festa é a palavra apropriada, afinal, show é um evento com pretensão, geralmente ultra organizado, e festa, apesar da organização cabe muita improvisação, quem foi ao O’Rilley Pub (409 Sul) viu os plebeus muito à vontade no pequeno palco do aconchegante Pub, o clima de celebração e diversão estava estampado na face do público, seja pelas canções clássicas da banda, seja pela Jam bacana com músicos da cidade, seu companheiro no projeto Daybreak Gentlemen (“caralhóvskis”, esqueci o nome do cara, desculpem) e Bruno Gouveia do Biquini Cavadão, tocando clássicos do The Clash (Should I Stay Should I Go), Gang of Four (Damage Goods), Stiff Little Fingers (Alternative Ulster), The Jam (Heat Wave), Led Zeppelin (Starway to Heaven), The Cure (Killing An Arab) e The Stooges (I Wanna Be Your Dog), só para citar algumas das pavimentadas músicas que passaram pelos acordes da banda que foi se revezando entre os convidados.


Em relação a Jam é legal citar Pânico SP (Inocentes), Train In Vain (The Clash) que teve uma versão gravada pelo Ira! no Acústico MTV e uma curiosidade, Bruno Gouveia fazendo “embromation” de primeira qualidade nas canções Starway to Heaven (Led Zeppelin) e Killing An Arab (The Cure). – Esqueci a letra! Confessava o vocalista quando perguntei sobre as mesmas.
No set list da Plebe a banda arrasou com Proteção, Brasília, O Que Se Faz, Bravo Mundo Novo, Aurora, Johnny Vai à Guerra, Luzes, Discórdia, A Ida, Este Ano, Medo, E Quanto a Você?, Códigos, R ao Contrário, Censura, Sexo e Karatê, Minha Renda e Até Quando Esperar.


Philipe Seabra era o mais animado da trupe, com casamento marcado para o dia seguinte, era só felicidade e distribuiu “good vibration” a todos presentes, ensaiou covers de músicas bregas e soltou: – Vocês só gostam de sucessinhos né? Para uma platéia que pedia sem parar Até Quando Esperar, indefectível hit.


Meu amigo Farinha disse que não ia porque o show seria o mesmo do Shopping Deck no Lago Norte, velhinho, você marcou toca e dançou!


Postado por Cristiano Castor Troy em 21:56

quinta-feira, julho 26, 2007

Coluna Social do X: Casório do Seabra








As férias acabaram e posso garantir que o ponto alto foi o casamento do Philippe com a Fernanda. Me sinto um pouco como o Ibrahim Sued comentanto um grande evento social. Um casamento clássico, com boas pintadas de rock n roll e punk!

A festança começou na sexta-feira, dia 20 de julho, no O’Rilley, um pub irlandês aqui em Brasília que tem entre os sócios o Bi, baixista dos Paralamas. Músicos relacionados ao Philippe – na verdade amigos que tocam música – vieram, literalmente, de todos os pontos do globo e se juntaram no minúsculo palco do pub para homenagear o vocalista/guitarrista fundador da Plebe. Tivemos o Kyle, produtor americano do Daybreak Gentelmen, o Alex Seabra, obviamente irmão do Philippe e baterista do Yell County, entre outros grupos, o Bruno do Bikini Cavadão, o pessoal do Clash City Rockers (leia-se Prot(o) e Bois de Gerião) e, claro a Plebe Rude.

O show foi anunciado como da Plebe, mas foi um jam session da melhor qualidade. Começou com os quatro plebeus no palco mandando ver quatro músicas da Plebe, uma atrás da outra. Depois de uma versão de Damanged Goods, do Gang of Four, desce o Txotxa, sobe o Alex e tocamos I Wanna be Your Dog, dos Stooges, e Alternative Ulster, do SLF. Desce o André, sobe o Kyle, que pega a guitarra, Philippe vai para o baixo e sai uma coisa que me falaram que era AC/DC. Desce o Clemente e o trio restante toca uma série de hard rock que, entre outros, tinha Cheap Trick, Grand Funk e Van Hallen. Em algum momento, o Bruno cantou Boys Don’t Cry, do Cure, com a Plebe inteira. O Clash City Rockers fez um bloco de Clash (claro!). Ainda tocamos Stairway to Heaven, versão do Dread Zeppelin, com o Kyle solando e outras coisas.

Não foi perfeito, o teor alcoólico estava em ascensão, mas foi divertido. O público sempre incentivando e curtindo muito. Se fosse planejado, não seria melhor. Faz tempo que música não une tão bem amigos, velhos e novos conhecidos e plebeus. E o casamento foi lindo.

Ademã, De leve eu chego lá, Os cães ladram e a caravana passa, Olho vivo porque cavalo não desce escada!

E minhas férias chegaram ao fim!

sexta-feira, julho 13, 2007

Prinzhorn Dance School: novo single

E para não deixar saudades, o mais novo do PDS.
Sensacional!

Férias do X!

Pessoal, estarei ausente nos próximos dias devido a uma excelente razão: FÉRIAS!!! Vou levar o laptop, mas não sei se terei tempo de atualizar o blog. Minha sugestão: relaxem e esperem minha volta, he he he.

E curtam o Prinzhorn Dance School, a melhor banda de 2007. Linda baixista, excelente som, senso de humor (negro), imagem e atitude.

terça-feira, julho 10, 2007



Dois momentos no Mané Garrincha que simbolizam bem Brasília. De longe, lindo, de perto, um caos, onde sobrevive o mais "experto".

Se vocês leram os comentários do último post, tem uma do Milton que é demais. Eu me lembro dele contando pessoalmente essa história numa batatada na casa do Fê. A gente se dobrava de rir. Milton, a entrada do Mané Garrincha continua do mesmo jeito. Goiânia é faroeste, mas aposto que a Serra Dourada tem, pelo menos, um placar, coisa que aqui na capital federal é inexistente!

segunda-feira, julho 09, 2007

Furacão vs. Foginho, o relato isento.

É raro ver o Furacão jogar. É um privilégio que, comigo, acontece uma vez a cada dois anos. Geralmente na Arena da Baixada, o melhor estádio de futebol do Brasil. Sábado, fui com o Pio ver Atlético e Botafogo no Mané Garrincha. Brasília merece um estádio melhor ou o Mané reflete Brasília? Essa é a pergunta que não quer calar.

Jogo fraquinho, então ficamos observando as torcidas. Eram 25 mil botafoguenses e duas dúzias de atleticanos. Vou postar as fotos depois. Momentos que valem a pena resgatar nesse blog:

1. A ida para o banheiro no intervalo. O que é isso? Uns microbanheiros, miniportas e uma massa querendo tirar água do joelho. Uma fila entrando e outra saindo. Uma massa humana unida pela vontade de urinar. E todos apertados, ombros a ombros, gritando: “au au au, tira a bunda do meu pau!” Uma vez lá dentro, vaso vazio era coisa rara. O jeito era mijar onde desse, no chão, na pia, no lixo e pegar a fila outra vez, gritando o hino de guerra.
2. O bar. O que é isso? Fazendo playbacks na Zona Norte do Rio, dentro de áreas bastante desfavorecias economicamente já vi bares ruins, mas nunca como esse. Vou postar a foto mais tarde. E essa é a Capital Federal!
3. Com uma torcida tão pequininha, porque a Fúria Jovem quis cair na porrada? Se não fosso a ação eficaz dos PMs, seria uma cena feia. E a gente lá no meio....
4. O mané que se achava líder de torcida. Ficava de pé, mãos para o céu, gritando palavras de ordem. Claro que todos ignoravam. Teve um momento hilário que ele chegou para um bando de torcedores e propôs: “vamos gritar Dodô na Seleção?” e eles responderam: “não! Não vamos não!” Saiu apitando aquela corneta barulhenta.

O Furacão só perdeu porque o mascote, a caveira, não estava presente. Na próxima talvez. E contra um time que não usa doping.......

sexta-feira, julho 06, 2007

Prêmio Óleo de Peróba!

Mais uma para rolar de rir!

Alguém Leva Isso à Sério?

Querem rir? Vejam o vídeo, acima. Aula de hiprocrisia, de populismo e de política a lá antiga. É muito bom, quase tão bom quanto o Sarney defendendo a filha Roseane nas eleições retrasadas.

Enquanto isso, no mundo da Plebe, avanços vão indo para o DVD. Shows estão sendo fechados para julho, aguardem.

Bom fim de semana!

quarta-feira, julho 04, 2007

aRoriz de Festa


Pobre Distrito Federal! Só é “distrito” no nome e “federal” nos sonhos. A história recente desse quadradinho no meio do Brasil mostra claramente que essas terras não têm dono – aliais, tem sim, dos expertos, dos malandros, dos usurpadores de cargos públicos.

Um distrito federal não é um estado, não é um município, não é um ente governamental. Em todo mundo, quando distritos federais são criados, a intenção é proteger alguma instituição que lá estará abrigado de pressões políticas advindas de governos menores, deixando sempre os interesses da nação em primeiro lugar. Geralmente, uma capital federal. No México é assim, em Washington é assim. A forma de governo de um distrito federal, justamente para o isolar das tensões políticas do dia-a-dia, são diferenciadas.

No Brasil não. Para atender um grupo de aliados do Palácio do Planalto, a Emenda Constitucional n° 25, de 25 de maio de 1985, em seu artigo 39 e parágrafo único, fixou a primeira representação para o Distrito Federal, estabelecendo em oito o número de vagas para a Câmara dos Deputados e em três para o Senado Federal. A partir deste momento, desencadeou-se o processo político-eleitoral no Distrito Federal. E também o processo de roubalheira, usurpação de terras públicas, grilagem, uso da máquina estatal, etc.

Comparem só, desde 1985, em cada mandato de senador, tem um que é pego com a mão na caixa. Luís Estevão, casado, Arruda, renunciou e, agora, Roriz, fazendo o que todos sabem que o Roriz faz bem.

Se tem uma pessoa responsável pela deterioração da qualidade de vida no DF, esse é o Roriz. E para conseguir fazer tudo isso impunemente, conta com largo apoio na nossa Câmara Distrital, já chamada pela revista Veja de “Casa Assombrada”. Leiam, abaixo, transcrição de um artigo da Maria Jandyra Cunha - (Coluna do Noblat) que está circulando na internet para sentirem o peso-pesado que é esse político. É meio longo e quem mora no DF já sabe de cor, mas vale a pena a leitura.

Minhas esperanças estão no governo competente que até agora está fazendo o Arruda. O DF voltará um dia a ser distrito e federal? Esperemos.....

Roriz nu e cru

Joaquim Roriz foi governador do Distrito Federal quatro vezes. Já no primeiro mandato (1988-1990), exercido por nomeação do Presidente José Sarney, começou uma política de distribuição de lotes em terras públicas, prometendo remover as favelas em torno de Brasília. Os assentamentos, que ainda hoje carecem de infra-estrutura, garantiram-lhe os votos para a histórica eleição de 1990, quando pela primeira vez se elegeu pelo voto direto um mandatário no Distrito Federal. A vitória de Roriz foi incontestável: maioria absoluta em primeiro turno.

No segundo mandato (1990-1994), a distribuição de lotes e a promessa de construção do metrô representaram a esperança de casa e a perspectiva de emprego para as populações pobres. Trabalhadores com famílias inteiras migraram de zonas carentes do Brasil para Brasília, seduzidos pela possibilidade de uma colocação nas novas obras de urbanização.

Durante o terceiro (1998-2002) e quarto (2002-2004) mandatos, Roriz conquistou um eleitorado seguro com sua política populista sem se importar com o inchaço populacional da capital, muito menos pelo seu visível desordenamento urbano. Ao invés de erradicar, Roriz incentivou e disseminou a favelização em Brasília.

Nos quatro mandatos, foram muitas as denúncias contra o governo de Roriz, a maior parte delas afetando justamente os mais necessitados, como os desvios de verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o superfaturamento da merenda escolar. Em diferentes processos, Roriz foi acusado de crimes contra a fé pública, improbidade administrativa, falsidade ideológica e até de racismo. Nada disso afastou seu eleitorado fiel que, ainda encantado pela imagem de ‘pai dos pobres’, editada por uma assessoria esperta e divulgada por uma mídia manipulada, conseguiu que Roriz fosse eleito para o Senado Federal em 2006.

No entanto, não foram necessários quatros mandatos na cadeira de senador para que Roriz mostrasse a todo o país o que os eleitores mais politizados do Distrito Federal já tinham percebido. Bastaram quatro meses. Atendendo a orientação de assessores que temiam por sua fragilidade vernacular e sua debilidade de raciocínio, Roriz silenciou durante seis dias após ter sido acusado de participar da partilha de um cheque de R$2,2 milhões, do Banco do Brasil, descontado no Banco de Brasília com a interferência do então presidente da instituição, Tarcísio Franklim de Moura.

Reaparecendo, Roriz fez, sobre os tapetes aveludados do Senado, o mesmo discurso messiânico que fazia nos grotões empoeirados da periferia do Distrito Federal, onde dominava as platéias com sua enganosa empatia. Não desconfiou que havia uma funda diferença na audiência. Com tom gaguejante e forçado, evocou santos e deuses em vão, negando explicações e camuflando a questão política ao assumir seu estudado tom religioso. Desnorteado, confundiu tribuna com púlpito. Era impossível crer no senador. Roriz queria que sua palavra de pastor fosse acreditada, suas lágrimas consagradas e perdoados seus insultos à gramática.

Um senador da República, pego e gravado em flagrante delito, não pode se esconder do país. Precisa sair de seu nobre refúgio, revelar-se e explicar-se. Mas o pregador que enganou em Brasília não consegue iludir o Brasil. Desta vez, o homem e o estilo se mostraram à Nação brasileira pelas câmeras de TV. Agora, sem manipulação, sem artifício. O Brasil viu e ouviu Roriz, nu e cru. Roriz concedeu a si próprio uma extrema-unção. Sem choro, nem vela.

Maria Jandyra Cavalcanti Cunha, lingüista, é pesquisadora do Núcleo de Estudos em Mídia e Política da Universidade de Brasília.

segunda-feira, julho 02, 2007

Philippe Comanda a Trupe 80s

Éis que surge no You Tube um vídeozinho do Programa Livre com Ultraje, Philippe e um (perdido e sem jeito) Dinho tocando uma versão muito foda de Até Quando Esperar. Ah sim, e tem até o Lobão na Bateria.

quarta-feira, junho 27, 2007

O Povo é Criativo!


Você, mulher brasileira na pindaíba, sem grana, nem oportunidade de subir na vida, seus problemas acabaram! Basta falar com Renan e não só o seu futuro estará garantido, mas também do seu filho. De acordo com a declaração do Presidente do Senado, ele tem cabeças de bois suficiente para criar uma prole e tanto. Por isso, façam fila!