A tchurma está invadindo a Play! Depois desse que lhes escreve ter feito a discotecagem na sexta passada, hoje é a vez do Fê Lemos, Capital Inicial. Vai ser muito bom, estejam lá.
Essa foto aí também foi tirada na Play. Ficou muito esquisita, metade clara, metade escura. Não queria esse efeito e não saberia repetir se quisesse. Acho que tem algo a ver com o strobo, talvez. Ou então a energia rolando.....
Dia 5 de fevereiro toquei na Play. Foi muito especial, saí de lá com um orgulho imenso de Brasília, ciente de que o espírito roqueiro ainda sobrevive na cidade. Público legal, casa cheia, dançando de tudo, de Sonics ao Prodigy, dos smashes esquisitos ao Futureheads, do novo ao velho, sem preconceito. Muito diferente de outros clubinhos de rock que toquei no ano passado.
Reparem duas coisas na foto acima: o Philippe dançando (coisa rara) e o Traktor rodando no iMac.
Sexta-feira, dia 5, estarei como DJ convidado da festa Play, que acontece no Clube 904 (Clube da ASCEB, 904 SUL). Trata-se de uma festinha de rock, muito bem organizada e bacana para dançar e se divertir. Quem quiser curtir barulhos e gritos de 1977 até 2010, aparecam e fumaremos um charuto juntos. Se o Milton aparecer ganha um uísque! Quem arrastar ele para lá ganha dois!
Estou aceitando pedidos desde agora, mas não garanto atender, ha ha ha....
Quem tem coragem de experimentar essa guloseima local? Queijo coalho, mel, orégano e, ainda, molho de alho. Tudo isso transportado num veículo com refrigeração própria para o condicionamento dos ingridientes. Esse é o segredo do gostinho final, lá dentro do carrinho, a temperatura chega a 50 graus, suficiente para derreter o prazo de validade de todas as comidas. A chefe gourmet, que também é motorista (e motor!) garante ser uma declícia. Tive que passar a oferta.
Distante da batcaverna, digo do Estúdio Daybreak, não tenho muitas novidades sobre o DVD ou shows para postar. Estou no Nordeste e a vida passa lentamente. Estando aqui, tenho a maior saudades de tocar por aqui - tipo Salvador, onde estamos mais em casa que Brasília. Ou Natal, onde fizemos uma excelente apresentação ao lado dos Paralamas uns anos atrás. Se a distribuição do DVD for bem feita, voltaremos para todas essas praças.
Ontem à noite fui ao estúdio do Philippe ouvir a primeira mixagem do áudio do novo DVD. A idéia era ver o trabalho que ele trouxe de Nova York e sugerir alguns ajustes finos. Para tornar a coisa mais real, levei o meu iBook, onde rodamos o filme já editado, enquanto o computador dele rodava as músicas. Isso dava um certo trabalho, pois tínhamos que, música a música, sincronizar digitalmente os dois. E por digitalmente, quero dizer no dedo mesmo, tentando e errando até estarem mais ou menos em sinc. Está muito muito bom. Gozado como as possibilidades de mixar mudaram durante essas décadas nas quais acompanho gravações. Nos anos 80s, mesmo em gringolândia, colocar a guitarra (ou qualquer outro instrumento) lá em cima, na cara, era sacrificar o resto da música. Hoje, não. As guitarras estão phoda, na testa do ouvinte dando tapas, e dá para identificar bem o que o baixo e bateria estão fazendo. Aqui nos trópicos, ainda não sabemos mixar assim. Nossos técnicos colocam o vocal lá em cima e um instrumental chapado atrás. E assim caminha a MPB e seus derivados. O visual também está chapante. Começa à luz do dia, com o pôr do sol atrás. Depois penumbra e, no final, escuridão. Excelentes imagens. Tenho certeza que alguns plebeus vão ter ataques cardíacos ao se verem no “snake pit”. Ainda há um grande trabalho pela frente. Esse ajuste fino requer uma comunicação diária com o técnico em NY, mais audições e masterização. Depois, o pessoal da filmagem tem que colocar tudo junto. Ainda tem a capa, burocracia editorial e, a parte mais importante, negociar com uma distribuidora. Daí, vai pra rua e a Plebe pra divulgação. Yeah! Recado para quem tem twitter: durante a audição de ontem, fiquei tão empolgado que fiz uma transmissão via twits. Acompanhem, o apelido lá é apmmx.
Vejam que legal a mensagem de início de ano que recebi da Fabiane, uma plebéia das antigas (mas ainda novinha, ha ha ha):
"André! E não é que em 2010 faz 10 anos que vi a Plebe ao vivo pela primeira vez?! Noooooooossa! Parece que foi ontem, no Musikaos, lá no SESC Pompéia (meu preferido!)... com Jander e Gutje! O Clemente, produtor musical do programa, nem imaginava que alguns anos depois iria virar plebeu, heim?! Sim, sim o tempo passa. E meu 6° sentido sagitariano aliado à minha intuição feminina me dizem que esse será um ano inesquecivelmente feliz! Pra mim, pra você, pra Plebe e pra todos que assim o desejam que seja. Um ano divino, cheio de boas histórias pra viver. São dez anos e preciso dizer que a Plebe faz parte de uma boa parcela de ótimos momentos que vivi e espero que em 2020 eu esteja dizendo algo muito parecido com isso. Então, para que isso aconteça, desejo muito sucesso e muito trabalho! Que o DVD traga o retorno merecido (...ai, ai... só eu sei como quereria ter estado lá... sniff!) e que venha muito mais: shows por todo o Brasil (e por que não em Mauá, né não?! ), outro CD, um DVD especial gravado em São Paulo durante uma semana (... pra não ter chance de eu perder hehehehe!) e tudo aquilo que minha banda favorita merece! A você e a todos que ama, força, equilíbrio, saúde, felicidade, alegrias e sucesso. Feliz Ano Todo! Beijo, Fabiane
Siliconadas, turbinadas, malhadas, bronzeadas, chapinadas, esticadas e lobotizadas. Esse é o padrão de beleza brasileiro. Nosso país é singular, só cabe um em cada categoria. Só temos um arquiteto (Niemeyer), um pianista (Arthur Moreira Lima), um paisagista (Burle Marx), um médico (Drauzio Varella) e um padrão de beleza, que é esse representado pelas BBBs (boas, bonitas e burras) da vida.
Fazendo um comparativo com a música, o modelo beleza BBB é aquela que faz bater o pé (além de bater outras coisas), mas que você nunca vai querer botar no som de sua casa. Se fosse comida, seria um Big Mac genérico. Se fosse cerveja, seria uma Polar. Nunca um Whopper, nunca uma Baden Baden.
É assim também fora das revistas masculinas. As patricinhas parecem um exército de clones. Todas vestidas iguais, tendo como referência novelas e Caras! Preferem cultuar celebridades a celebrar a cultura. Quando vou à night, fico impressionado com a falta de originalidade, com a necessidade de ser mais uma gota no oceano, dessas mulheres.
Por isso apoio totalmente a Fernanda Young na polêmica com as ex-BBBs. O fato de alguém intelectual, tatuada, com piercings e 40 anos ter chegado à capa da Playboy, ter invadido esse ícone do padrão de beleza nacional, é um ato político. Foi a única PB que comprei esse ano. Prefiro as modificações corporais da FY do que as turbinações padronizadas das BBBs. As fotos da Young pelada são dez, as da BBB são cinco-contra-um, se é que me entendem!
Tem um BBB (sei lá quem, pra mim são todos uns anônimos) que saiu em defesa da sua companheira afirmando que não conhecia Fernanda Young. Claro que não, para tanto, como diz a Rosinha, teria que ler! Para conhecer uma BBB, basta ligar a TV (Idiot Box, como diria o Damned).
“Acceptance of prevailing standards often means we have no standards of our own.” - Jean Toomer. (Quem aceita os padrões vigentes, não tem padrões próprios).
E vem aí uma nova leva de BBBs para entreter o povão, povoar as revistas e apavorar os neurônios.
O Rafael alertou e fui dar uma olhada, muito bacana. Se trata de uma filmagem postada no You Tube por um tal de Sérgio Farange mostrando o pôr do sol no dia da gravação do DVD. Legal que a música de fundo é a gente tocando Remota Possibilidade, uma das minhas favoritas do show, com direito a um solo arrepiante do Philippe no final.
Feliz 2010!
PS - A piada embutida no título deste posto só entende quem morou em Brasília nos anos 80s.
Mistério resolvido, achei o Philippe. Estava em um retiro natalino no interior de Goiás. Agora, enquanto passa pela tradicional descontaminação de pequi, aproveita para contar como foi a mixagem do áudio do DVD em Nova York. Parece que não foi tão fácil quanto imaginava, as gravações tinham vários problemas que exigiu uma perícia tecnológica e habilidades de produção para chegar ao resultado final. Com isso, o Seabra não viu nada da Big Apple, pois ficou trancado dias num estúdio escuro. O resultado valeu à pena, pelo pouco que ouvi (Remota Possibilidade) e pelas declarações entusiasmadas do Sr. Seabra. Vou conferir em breve o show na íntegra. Uma surpresa e excelente oportunidade que surgiu: a nova novela das 7 da Rede Globo, Tempos Modernos, terá como música tema Até Quando Esperar. Muito oportuno inundar o povão com Plebe Rude justamente num período quando estamos planejando lançar o DVD. Verifiquem as chamadas, acima.
Chegou o final do ano e a hora das listinhas. Abaixo, os melhores discos de 2009, com modestos comentários justificando cada escolha.
Bibio – Ambivalence Avenue
Cozinha fusion é aquela na qual o chef mistura técnicas e sabores de diferentes gastronomias para criar pratos novos, modernos, tentando sair dos paradigmas da cozinha tradicional. Impossível ouvir o Ambivalence Avenue do Bibio e não fazer o paralelo com a cozinha fusion. Como um chef ousado, Bibio mistura uma guitarrinha limpa e dedilhada, um vocal que me remete à Califórnia hippy (ou folk) com modernos eletrônicos, criando algo totalmente novo. Sabe dosar as guitarras que têm um timbre que normalmente me fariam sair correndo, com as linha melódicas cantadas em falsete, que também causariam enjôos se exageradas, com os blips e as batidas eletrônicas. Se não ouvido com cuidado, pode levar o ouvinte a pensar se tratar de um disco cafona, tal as guitarras passadas pelo Jazz Chorus, os vocais em coro. No entanto, como um prato fusion, os paladares individuais devem ser relegados e o novo, emergente paladar posto sob o holofote. E tem mais, uma capa contendo uma rua cheio da Karmanguias estacionados só pode ser indício de uma pessoa de extremo bom gosto.
Esse disco foi lançado no início do ano. Logo quando saiu, uma critica de um site que respeito muito declarou que já era o disco do ano na opinião do autor. Achei um exagero, mas baixei o disco para saber do que se tratava. Achei tão boas as musicas desses escoceses que resolvi comprar o LP, em vinil. Se tivesse que escolher um rótulo para facilitar o entendimento, diria que é indie-inglês. No entanto, é tocado de uma maneira tão íntima, que não se compara com os outros pseudos Oasis/Blurs/Primal Screams que vivem batalhando um espaço nas páginas do NME (que, graças a Deus ignorou o Phantom Band – hoje estar no NME é igual estar nas páginas da Contigo ou da Atrevida). Os Highlands da Grã Bretanha se fazem presentes no feeling geral do disco, com letras obscuras e climas célticos, se isso é possível de se imaginar. Low key, low production, grande banda. Foi uma das minhas trilhas sonoras de 2009.
Grande surpresa o Power, do produtor eletrônico alemão Alexander Ridha. Não apreciei muito o disco de estréia de 2007, Oi Oi Oi, pois não trazia nada de novo ao mundo da eletrônica. Mas esse é outra história. Soa como se o Kraft e o Justice estivessem fazendo um jam para salvar a humanidade do tédio. Experimental sem ser pedante, divertido sem ser clichê. Grande companheira sonora nas viagens feitas com a Plebe em 2009.
Posso incluir um compilação nos melhores do ano? Sem dúvida! Ainda mais quando se trata de músicas mixadas e preparadas especialmente para esse feito. Os italianos dos Crookers não economizaram nas pesquisas e conseguiram entregar num CD uma festinha portátil. E como tem grave! Isso num sistema bom ou num bom fone de ouvidos (sugiro os do Dr. Dre) é uma experiência sensorial de outro mundo.
Dos Horrors ao LCD, todos adoram o Suicide. Essa música, a única do disco - um 12 polegadas de um só lado - é uma versão do Alan Vega, ex-Suicide. É pouco, mas é eficiente. O James Murphy tem um grande mérito, bebe das fontes certas e não tem medo de usar suas influências nas suas composições. Só que faz isso de forma bastante criativa. Mesmo assim, em algumas, a gente percebe bem a forma original. Nesse caso, um cover como covers deveriam ser feitos: não tentando imitar o original, mas adicionando a esse o talento do intérprete. Se o novo disco for nessa linha, vai ser uma maravilha.
Shit Robot lança seu segundo 12” no DFA. Não são os queridinhos da mídia, com outros artistas do selo, mas eu os coloco lá em cima. Começa com um tema que vai se repetindo, pequenos barulhos sendo acrescentados aqui e ali. Daí começa o rap/canto do xxxxxx, descrevendo como a vida da gente muda com responsabilidade, como é difícil acordar e ir para o trabalho, como até respirar se torna um fardo. Ouço indo para o Banco. Para o final da música, um groove meio disco-not-disco entra e o clima reverte para o entusiasmo. O outro lado, outra versão da mesma música. Altamente recomendada, ainda quero descobrir uma pista onde som assim é tocado.
Um trio de texanos loucos! Redundância? Nesse caso não, esses caras misturam Grand Funk Railroad, com Hendrix e pintadas de Motown. Resultado? Ares novos para o rock. Gravado nas coxas, mas com um impacto sonoro respeitável. Coladeiras de baixo e guitarra, viradas malucas, vocais setentistas. Um puta disco de Rock, com R maiúsculo, mostrando que há vida inteligente nesse seguimento.
Adoro quando bandas se reinventam sem perder o estilo. Ouvi esse disco sem esperar muito, pensando ser outro low fi shoegazer americana rock. Mas a música de abertura, com orquestra simplesmente é fantástica. O resto das obras não decepcionam, tornando uma das boas surpresas de 2009.
A volta dos morcegos! Tanta referência óbvia aqui que é quase um pastiche: My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, the Bunnymen, Cramps, e assim vai a lista. Mas os caras são autênticos e a música é viajante. Serviu como analgésico sonoro durante o ano todo. Altamente recomendado!
_____________________________________________________________________ Chilly Gonzales - Wake
Versão chocante de Wake, hino techno original do Erol Alkan & Boys Noize. Com pianinho e melodia. Inacreditável! E no lado B, o próprio Chilly comentando o remake.
De volta e a procura do Sr. Seabra, que, teoricamente, também retornou para o Brasil no mesmo dia que eu. Ele estava lá numa missão muito mais gloriosa: mixar o áudio de nosso DVD. Estou louco para ouvir, pois quando saiu daqui, o Philippe garantiu que seria uma porrada sonora. Ansiedade, ansiedade. Ontem, teve uma batatada na casa do Fê e do Flávio, pré-natal tradicional da tchurma. Esse ano, contamos com a presença do Pedro Hienna, ex- Arte No Escuro, que está aqui vindo de Londres (para onde retorna hoje). Porém, nada do Philippe, que não respondia nem as chamadas no celular que foram constantes durante a noite.
Estou em San Diego, a trabalho. Um fuso horário de 6 horas a menos do que o Brasil está me deixando louco! E pior é que quando acostumar, já estarei voltando. Tijuana, o paraíso dos adolescentes americanos é aqui do lado, atravesando a fronteira para o México. Lá é possível a molecada reprimida beber até cair sem medo da lei. Tem uns show legais lá, inclusive foi cenário de um show clássico dos Cramps.
Tentando não dormir às 16 horas (22 no meu relógio biológico) fui ver Ninja Assassino. A idéia era boa demais para ser verdade: um filme sobre ninjas com toda tecnologia que o cinema moderno pode nos oferecer. Pena que o roteiro é uma merda. Não foi dessa vez que Hollywood nos entregou um bom filme de ninjas. As lutas até que são legais, mas a história é óbvia demais, muita ponta solta, muito clichê.
Não entendo pq Hollywood não pára de usar esse roteristas manjados e contrata sangue novo, do underground, de preferência de fora do cinema, pessoas vindas dos quadrinhos.
Intervenções artísticas urbanas sempre me interessaram. Desde os vagões de metrô pintados por grafiteiros, até as obras do Keith Harring, admiro essas manifestações e queria muito trazer várias para minha casa. Todos conhecem – e se não conhecem paguem duzentas flexões e vão procurar conhecer – o Banksy, mestre dos artistas urbanos, que ganhou até uma retrospectiva no Bristol City Museum.
Agora tem outro que gosto mais: The Decapitator. O que o cara faz é pegar um anúncio de rua e decapitar o modelo. Muito legal! Vejam as imagens originais e após intervenção. Ele tem uma conta no Flickr que vale a pena conhecer. Mais interessante foi saber que o Decapitator passou por São Paulo e fez umas intervenções bem bacanas no Iguatemi e nas ruas paulistas. Queria que ele fizesse uma capa para a Plebe Rude – ai meu pescoço!
Parece que o ano terminou para a Plebe? Parece! Estamos sem fazer shows, as notícias são poucas e não muito informativas. Mas não é a real. Ontem fui ao estúdio do Philippe ver algumas imagens do DVD. Excelentes, tá lindo, vocês estão lindos, estamos todos lindos (papo esquisito, não?). Isso porque, hoje, agora, o Sr. Seabra está num avião rumo aos EUA onde será mixado o áudio do DVD. Volta em dez dias com tudo pronto. Em janeiro, será feito a sincronização com as imagens e daí partimos para escolher que irá lançar e distribuir o primeiro DVD da Plebe Rude.
E ainda, nesse último fim de semana, o Philippe, Nasi, Manteiga e outros músicos deram um super jam em Rezende. Yeah, the train keeps a rollin' all night long!
Como indicado pelo João, no blog do Noblat, entre uma nota sobre o mensalão mineiro e outra sobre um calendário de manifestações contra o Arruda, um vídeo da Plebe Rude tocando Até Quando Esperar no Programa Livre. Yeah!
E agora na TV, um documentário sobre o mestre da Chapada, Raul Seixas. Muito bom!