Vejam que legal a mensagem de início de ano que recebi da Fabiane, uma plebéia das antigas (mas ainda novinha, ha ha ha):
"André! E não é que em 2010 faz 10 anos que vi a Plebe ao vivo pela primeira vez?! Noooooooossa! Parece que foi ontem, no Musikaos, lá no SESC Pompéia (meu preferido!)... com Jander e Gutje! O Clemente, produtor musical do programa, nem imaginava que alguns anos depois iria virar plebeu, heim?!
Sim, sim o tempo passa. E meu 6° sentido sagitariano aliado à minha intuição feminina me dizem que esse será um ano inesquecivelmente feliz! Pra mim, pra você, pra Plebe e pra todos que assim o desejam que seja. Um ano divino, cheio de boas histórias pra viver.
São dez anos e preciso dizer que a Plebe faz parte de uma boa parcela de ótimos momentos que vivi e espero que em 2020 eu esteja dizendo algo muito parecido com isso. Então, para que isso aconteça, desejo muito sucesso e muito trabalho! Que o DVD traga o retorno merecido (...ai, ai... só eu sei como quereria ter estado lá... sniff!) e que venha muito mais: shows por todo o Brasil (e por que não em Mauá, né não?! ), outro CD, um DVD especial gravado em São Paulo durante uma semana (... pra não ter chance de eu perder hehehehe!) e tudo aquilo que minha banda favorita merece!
A você e a todos que ama, força, equilíbrio, saúde, felicidade, alegrias e sucesso.
Feliz Ano Todo!
Beijo,
Fabiane
sexta-feira, janeiro 08, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Padrões de Beleza
Siliconadas, turbinadas, malhadas, bronzeadas, chapinadas, esticadas e lobotizadas. Esse é o padrão de beleza brasileiro. Nosso país é singular, só cabe um em cada categoria. Só temos um arquiteto (Niemeyer), um pianista (Arthur Moreira Lima), um paisagista (Burle Marx), um médico (Drauzio Varella) e um padrão de beleza, que é esse representado pelas BBBs (boas, bonitas e burras) da vida.
Fazendo um comparativo com a música, o modelo beleza BBB é aquela que faz bater o pé (além de bater outras coisas), mas que você nunca vai querer botar no som de sua casa. Se fosse comida, seria um Big Mac genérico. Se fosse cerveja, seria uma Polar. Nunca um Whopper, nunca uma Baden Baden.
É assim também fora das revistas masculinas. As patricinhas parecem um exército de clones. Todas vestidas iguais, tendo como referência novelas e Caras! Preferem cultuar celebridades a celebrar a cultura. Quando vou à night, fico impressionado com a falta de originalidade, com a necessidade de ser mais uma gota no oceano, dessas mulheres.
Por isso apoio totalmente a Fernanda Young na polêmica com as ex-BBBs. O fato de alguém intelectual, tatuada, com piercings e 40 anos ter chegado à capa da Playboy, ter invadido esse ícone do padrão de beleza nacional, é um ato político. Foi a única PB que comprei esse ano. Prefiro as modificações corporais da FY do que as turbinações padronizadas das BBBs. As fotos da Young pelada são dez, as da BBB são cinco-contra-um, se é que me entendem!
Tem um BBB (sei lá quem, pra mim são todos uns anônimos) que saiu em defesa da sua companheira afirmando que não conhecia Fernanda Young. Claro que não, para tanto, como diz a Rosinha, teria que ler! Para conhecer uma BBB, basta ligar a TV (Idiot Box, como diria o Damned).
“Acceptance of prevailing standards often means we have no standards of our own.” - Jean Toomer. (Quem aceita os padrões vigentes, não tem padrões próprios).
E vem aí uma nova leva de BBBs para entreter o povão, povoar as revistas e apavorar os neurônios.
Fazendo um comparativo com a música, o modelo beleza BBB é aquela que faz bater o pé (além de bater outras coisas), mas que você nunca vai querer botar no som de sua casa. Se fosse comida, seria um Big Mac genérico. Se fosse cerveja, seria uma Polar. Nunca um Whopper, nunca uma Baden Baden.
É assim também fora das revistas masculinas. As patricinhas parecem um exército de clones. Todas vestidas iguais, tendo como referência novelas e Caras! Preferem cultuar celebridades a celebrar a cultura. Quando vou à night, fico impressionado com a falta de originalidade, com a necessidade de ser mais uma gota no oceano, dessas mulheres.
Por isso apoio totalmente a Fernanda Young na polêmica com as ex-BBBs. O fato de alguém intelectual, tatuada, com piercings e 40 anos ter chegado à capa da Playboy, ter invadido esse ícone do padrão de beleza nacional, é um ato político. Foi a única PB que comprei esse ano. Prefiro as modificações corporais da FY do que as turbinações padronizadas das BBBs. As fotos da Young pelada são dez, as da BBB são cinco-contra-um, se é que me entendem!
Tem um BBB (sei lá quem, pra mim são todos uns anônimos) que saiu em defesa da sua companheira afirmando que não conhecia Fernanda Young. Claro que não, para tanto, como diz a Rosinha, teria que ler! Para conhecer uma BBB, basta ligar a TV (Idiot Box, como diria o Damned).
“Acceptance of prevailing standards often means we have no standards of our own.” - Jean Toomer. (Quem aceita os padrões vigentes, não tem padrões próprios).
E vem aí uma nova leva de BBBs para entreter o povão, povoar as revistas e apavorar os neurônios.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Pôr do Sol? Não! Plebe Rude.
O Rafael alertou e fui dar uma olhada, muito bacana. Se trata de uma filmagem postada no You Tube por um tal de Sérgio Farange mostrando o pôr do sol no dia da gravação do DVD. Legal que a música de fundo é a gente tocando Remota Possibilidade, uma das minhas favoritas do show, com direito a um solo arrepiante do Philippe no final.
Feliz 2010!
PS - A piada embutida no título deste posto só entende quem morou em Brasília nos anos 80s.
terça-feira, dezembro 29, 2009
Se Abra e Seabra
Mistério resolvido, achei o Philippe. Estava em um retiro natalino no interior de Goiás. Agora, enquanto passa pela tradicional descontaminação de pequi, aproveita para contar como foi a mixagem do áudio do DVD em Nova York. Parece que não foi tão fácil quanto imaginava, as gravações tinham vários problemas que exigiu uma perícia tecnológica e habilidades de produção para chegar ao resultado final. Com isso, o Seabra não viu nada da Big Apple, pois ficou trancado dias num estúdio escuro. O resultado valeu à pena, pelo pouco que ouvi (Remota Possibilidade) e pelas declarações entusiasmadas do Sr. Seabra. Vou conferir em breve o show na íntegra.
Uma surpresa e excelente oportunidade que surgiu: a nova novela das 7 da Rede Globo, Tempos Modernos, terá como música tema Até Quando Esperar. Muito oportuno inundar o povão com Plebe Rude justamente num período quando estamos planejando lançar o DVD. Verifiquem as chamadas, acima.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Top 10 de 2009
Chegou o final do ano e a hora das listinhas. Abaixo, os melhores discos de 2009, com modestos comentários justificando cada escolha.
Bibio – Ambivalence Avenue
Cozinha fusion é aquela na qual o chef mistura técnicas e sabores de diferentes gastronomias para criar pratos novos, modernos, tentando sair dos paradigmas da cozinha tradicional. Impossível ouvir o Ambivalence Avenue do Bibio e não fazer o paralelo com a cozinha fusion. Como um chef ousado, Bibio mistura uma guitarrinha limpa e dedilhada, um vocal que me remete à Califórnia hippy (ou folk) com modernos eletrônicos, criando algo totalmente novo. Sabe dosar as guitarras que têm um timbre que normalmente me fariam sair correndo, com as linha melódicas cantadas em falsete, que também causariam enjôos se exageradas, com os blips e as batidas eletrônicas. Se não ouvido com cuidado, pode levar o ouvinte a pensar se tratar de um disco cafona, tal as guitarras passadas pelo Jazz Chorus, os vocais em coro. No entanto, como um prato fusion, os paladares individuais devem ser relegados e o novo, emergente paladar posto sob o holofote. E tem mais, uma capa contendo uma rua cheio da Karmanguias estacionados só pode ser indício de uma pessoa de extremo bom gosto.
_____________________________________________________________________
The Phantom Band – Checkmate Savage
Esse disco foi lançado no início do ano. Logo quando saiu, uma critica de um site que respeito muito declarou que já era o disco do ano na opinião do autor. Achei um exagero, mas baixei o disco para saber do que se tratava. Achei tão boas as musicas desses escoceses que resolvi comprar o LP, em vinil. Se tivesse que escolher um rótulo para facilitar o entendimento, diria que é indie-inglês. No entanto, é tocado de uma maneira tão íntima, que não se compara com os outros pseudos Oasis/Blurs/Primal Screams que vivem batalhando um espaço nas páginas do NME (que, graças a Deus ignorou o Phantom Band – hoje estar no NME é igual estar nas páginas da Contigo ou da Atrevida). Os Highlands da Grã Bretanha se fazem presentes no feeling geral do disco, com letras obscuras e climas célticos, se isso é possível de se imaginar. Low key, low production, grande banda. Foi uma das minhas trilhas sonoras de 2009.
_____________________________________________________________________
Boys Noize – Power
Grande surpresa o Power, do produtor eletrônico alemão Alexander Ridha. Não apreciei muito o disco de estréia de 2007, Oi Oi Oi, pois não trazia nada de novo ao mundo da eletrônica. Mas esse é outra história. Soa como se o Kraft e o Justice estivessem fazendo um jam para salvar a humanidade do tédio. Experimental sem ser pedante, divertido sem ser clichê. Grande companheira sonora nas viagens feitas com a Plebe em 2009.
_____________________________________________________________________
Crookers - I Love Techno
Posso incluir um compilação nos melhores do ano? Sem dúvida! Ainda mais quando se trata de músicas mixadas e preparadas especialmente para esse feito. Os italianos dos Crookers não economizaram nas pesquisas e conseguiram entregar num CD uma festinha portátil. E como tem grave! Isso num sistema bom ou num bom fone de ouvidos (sugiro os do Dr. Dre) é uma experiência sensorial de outro mundo.
_____________________________________________________________________
__________________________________
LCD Soundsystem - Bye Bye Bayou
Dos Horrors ao LCD, todos adoram o Suicide. Essa música, a única do disco - um 12 polegadas de um só lado - é uma versão do Alan Vega, ex-Suicide. É pouco, mas é eficiente. O James Murphy tem um grande mérito, bebe das fontes certas e não tem medo de usar suas influências nas suas composições. Só que faz isso de forma bastante criativa. Mesmo assim, em algumas, a gente percebe bem a forma original. Nesse caso, um cover como covers deveriam ser feitos: não tentando imitar o original, mas adicionando a esse o talento do intérprete. Se o novo disco for nessa linha, vai ser uma maravilha.
_____________________________________________________________________
Shit Robot - Simple Things
Shit Robot lança seu segundo 12” no DFA. Não são os queridinhos da mídia, com outros artistas do selo, mas eu os coloco lá em cima. Começa com um tema que vai se repetindo, pequenos barulhos sendo acrescentados aqui e ali. Daí começa o rap/canto do xxxxxx, descrevendo como a vida da gente muda com responsabilidade, como é difícil acordar e ir para o trabalho, como até respirar se torna um fardo. Ouço indo para o Banco. Para o final da música, um groove meio disco-not-disco entra e o clima reverte para o entusiasmo. O outro lado, outra versão da mesma música. Altamente recomendada, ainda quero descobrir uma pista onde som assim é tocado.
_____________________________________________________________________
White Denim - Fits
Um trio de texanos loucos! Redundância? Nesse caso não, esses caras misturam Grand Funk Railroad, com Hendrix e pintadas de Motown. Resultado? Ares novos para o rock. Gravado nas coxas, mas com um impacto sonoro respeitável. Coladeiras de baixo e guitarra, viradas malucas, vocais setentistas. Um puta disco de Rock, com R maiúsculo, mostrando que há vida inteligente nesse seguimento.
_____________________________________________________________________
Yo La Tengo - Popular Songs
Adoro quando bandas se reinventam sem perder o estilo. Ouvi esse disco sem esperar muito, pensando ser outro low fi shoegazer americana rock. Mas a música de abertura, com orquestra simplesmente é fantástica. O resto das obras não decepcionam, tornando uma das boas surpresas de 2009.
_____________________________________________________________________
The Horrors - Primary Colours
A volta dos morcegos! Tanta referência óbvia aqui que é quase um pastiche: My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, the Bunnymen, Cramps, e assim vai a lista. Mas os caras são autênticos e a música é viajante. Serviu como analgésico sonoro durante o ano todo. Altamente recomendado!
_____________________________________________________________________
Chilly Gonzales - Wake
Versão chocante de Wake, hino techno original do Erol Alkan & Boys Noize. Com pianinho e melodia. Inacreditável! E no lado B, o próprio Chilly comentando o remake.
Bibio – Ambivalence Avenue
Cozinha fusion é aquela na qual o chef mistura técnicas e sabores de diferentes gastronomias para criar pratos novos, modernos, tentando sair dos paradigmas da cozinha tradicional. Impossível ouvir o Ambivalence Avenue do Bibio e não fazer o paralelo com a cozinha fusion. Como um chef ousado, Bibio mistura uma guitarrinha limpa e dedilhada, um vocal que me remete à Califórnia hippy (ou folk) com modernos eletrônicos, criando algo totalmente novo. Sabe dosar as guitarras que têm um timbre que normalmente me fariam sair correndo, com as linha melódicas cantadas em falsete, que também causariam enjôos se exageradas, com os blips e as batidas eletrônicas. Se não ouvido com cuidado, pode levar o ouvinte a pensar se tratar de um disco cafona, tal as guitarras passadas pelo Jazz Chorus, os vocais em coro. No entanto, como um prato fusion, os paladares individuais devem ser relegados e o novo, emergente paladar posto sob o holofote. E tem mais, uma capa contendo uma rua cheio da Karmanguias estacionados só pode ser indício de uma pessoa de extremo bom gosto.
_____________________________________________________________________
The Phantom Band – Checkmate Savage
Esse disco foi lançado no início do ano. Logo quando saiu, uma critica de um site que respeito muito declarou que já era o disco do ano na opinião do autor. Achei um exagero, mas baixei o disco para saber do que se tratava. Achei tão boas as musicas desses escoceses que resolvi comprar o LP, em vinil. Se tivesse que escolher um rótulo para facilitar o entendimento, diria que é indie-inglês. No entanto, é tocado de uma maneira tão íntima, que não se compara com os outros pseudos Oasis/Blurs/Primal Screams que vivem batalhando um espaço nas páginas do NME (que, graças a Deus ignorou o Phantom Band – hoje estar no NME é igual estar nas páginas da Contigo ou da Atrevida). Os Highlands da Grã Bretanha se fazem presentes no feeling geral do disco, com letras obscuras e climas célticos, se isso é possível de se imaginar. Low key, low production, grande banda. Foi uma das minhas trilhas sonoras de 2009.
_____________________________________________________________________
Boys Noize – Power
Grande surpresa o Power, do produtor eletrônico alemão Alexander Ridha. Não apreciei muito o disco de estréia de 2007, Oi Oi Oi, pois não trazia nada de novo ao mundo da eletrônica. Mas esse é outra história. Soa como se o Kraft e o Justice estivessem fazendo um jam para salvar a humanidade do tédio. Experimental sem ser pedante, divertido sem ser clichê. Grande companheira sonora nas viagens feitas com a Plebe em 2009.
_____________________________________________________________________
Crookers - I Love Techno
Posso incluir um compilação nos melhores do ano? Sem dúvida! Ainda mais quando se trata de músicas mixadas e preparadas especialmente para esse feito. Os italianos dos Crookers não economizaram nas pesquisas e conseguiram entregar num CD uma festinha portátil. E como tem grave! Isso num sistema bom ou num bom fone de ouvidos (sugiro os do Dr. Dre) é uma experiência sensorial de outro mundo.
_____________________________________________________________________
__________________________________
LCD Soundsystem - Bye Bye Bayou
Dos Horrors ao LCD, todos adoram o Suicide. Essa música, a única do disco - um 12 polegadas de um só lado - é uma versão do Alan Vega, ex-Suicide. É pouco, mas é eficiente. O James Murphy tem um grande mérito, bebe das fontes certas e não tem medo de usar suas influências nas suas composições. Só que faz isso de forma bastante criativa. Mesmo assim, em algumas, a gente percebe bem a forma original. Nesse caso, um cover como covers deveriam ser feitos: não tentando imitar o original, mas adicionando a esse o talento do intérprete. Se o novo disco for nessa linha, vai ser uma maravilha.
_____________________________________________________________________
Shit Robot - Simple Things
Shit Robot lança seu segundo 12” no DFA. Não são os queridinhos da mídia, com outros artistas do selo, mas eu os coloco lá em cima. Começa com um tema que vai se repetindo, pequenos barulhos sendo acrescentados aqui e ali. Daí começa o rap/canto do xxxxxx, descrevendo como a vida da gente muda com responsabilidade, como é difícil acordar e ir para o trabalho, como até respirar se torna um fardo. Ouço indo para o Banco. Para o final da música, um groove meio disco-not-disco entra e o clima reverte para o entusiasmo. O outro lado, outra versão da mesma música. Altamente recomendada, ainda quero descobrir uma pista onde som assim é tocado.
_____________________________________________________________________
White Denim - Fits
Um trio de texanos loucos! Redundância? Nesse caso não, esses caras misturam Grand Funk Railroad, com Hendrix e pintadas de Motown. Resultado? Ares novos para o rock. Gravado nas coxas, mas com um impacto sonoro respeitável. Coladeiras de baixo e guitarra, viradas malucas, vocais setentistas. Um puta disco de Rock, com R maiúsculo, mostrando que há vida inteligente nesse seguimento.
_____________________________________________________________________
Yo La Tengo - Popular Songs
Adoro quando bandas se reinventam sem perder o estilo. Ouvi esse disco sem esperar muito, pensando ser outro low fi shoegazer americana rock. Mas a música de abertura, com orquestra simplesmente é fantástica. O resto das obras não decepcionam, tornando uma das boas surpresas de 2009.
_____________________________________________________________________
The Horrors - Primary Colours
A volta dos morcegos! Tanta referência óbvia aqui que é quase um pastiche: My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, the Bunnymen, Cramps, e assim vai a lista. Mas os caras são autênticos e a música é viajante. Serviu como analgésico sonoro durante o ano todo. Altamente recomendado!
_____________________________________________________________________
Chilly Gonzales - Wake
Versão chocante de Wake, hino techno original do Erol Alkan & Boys Noize. Com pianinho e melodia. Inacreditável! E no lado B, o próprio Chilly comentando o remake.
terça-feira, dezembro 22, 2009
Back from the USA
De volta e a procura do Sr. Seabra, que, teoricamente, também retornou para o Brasil no mesmo dia que eu. Ele estava lá numa missão muito mais gloriosa: mixar o áudio de nosso DVD. Estou louco para ouvir, pois quando saiu daqui, o Philippe garantiu que seria uma porrada sonora. Ansiedade, ansiedade. Ontem, teve uma batatada na casa do Fê e do Flávio, pré-natal tradicional da tchurma. Esse ano, contamos com a presença do Pedro Hienna, ex- Arte No Escuro, que está aqui vindo de Londres (para onde retorna hoje). Porém, nada do Philippe, que não respondia nem as chamadas no celular que foram constantes durante a noite.
Scooby, temos um mistério em nossas mãos!
Scooby, temos um mistério em nossas mãos!
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Saudações de San Diego
Estou em San Diego, a trabalho. Um fuso horário de 6 horas a menos do que o Brasil está me deixando louco! E pior é que quando acostumar, já estarei voltando. Tijuana, o paraíso dos adolescentes americanos é aqui do lado, atravesando a fronteira para o México. Lá é possível a molecada reprimida beber até cair sem medo da lei. Tem uns show legais lá, inclusive foi cenário de um show clássico dos Cramps.
Tentando não dormir às 16 horas (22 no meu relógio biológico) fui ver Ninja Assassino. A idéia era boa demais para ser verdade: um filme sobre ninjas com toda tecnologia que o cinema moderno pode nos oferecer. Pena que o roteiro é uma merda. Não foi dessa vez que Hollywood nos entregou um bom filme de ninjas. As lutas até que são legais, mas a história é óbvia demais, muita ponta solta, muito clichê.
Não entendo pq Hollywood não pára de usar esse roteristas manjados e contrata sangue novo, do underground, de preferência de fora do cinema, pessoas vindas dos quadrinhos.
Hasta la vista!
sexta-feira, dezembro 11, 2009
The Decapitator




Intervenções artísticas urbanas sempre me interessaram. Desde os vagões de metrô pintados por grafiteiros, até as obras do Keith Harring, admiro essas manifestações e queria muito trazer várias para minha casa. Todos conhecem – e se não conhecem paguem duzentas flexões e vão procurar conhecer – o Banksy, mestre dos artistas urbanos, que ganhou até uma retrospectiva no Bristol City Museum.
Agora tem outro que gosto mais: The Decapitator. O que o cara faz é pegar um anúncio de rua e decapitar o modelo. Muito legal! Vejam as imagens originais e após intervenção. Ele tem uma conta no Flickr que vale a pena conhecer.
Mais interessante foi saber que o Decapitator passou por São Paulo e fez umas intervenções bem bacanas no Iguatemi e nas ruas paulistas. Queria que ele fizesse uma capa para a Plebe Rude – ai meu pescoço!
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Indie clipe de Proteção
Adoro esses clipes feitos em casa que postam no You Tube. Esse é de Proteção, com umas imagens bem bacanas.
Philippe deve estar enfurnado num estúdio em NY mixando o áudio do DVD. Volta em dez dias!
terça-feira, dezembro 08, 2009
Nada é o que parece!

Parece que o ano terminou para a Plebe? Parece! Estamos sem fazer shows, as notícias são poucas e não muito informativas. Mas não é a real. Ontem fui ao estúdio do Philippe ver algumas imagens do DVD. Excelentes, tá lindo, vocês estão lindos, estamos todos lindos (papo esquisito, não?). Isso porque, hoje, agora, o Sr. Seabra está num avião rumo aos EUA onde será mixado o áudio do DVD. Volta em dez dias com tudo pronto. Em janeiro, será feito a sincronização com as imagens e daí partimos para escolher que irá lançar e distribuir o primeiro DVD da Plebe Rude.
E ainda, nesse último fim de semana, o Philippe, Nasi, Manteiga e outros músicos deram um super jam em Rezende. Yeah, the train keeps a rollin' all night long!
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Até Quando no Blog do Noblat
Como indicado pelo João, no blog do Noblat, entre uma nota sobre o mensalão mineiro e outra sobre um calendário de manifestações contra o Arruda, um vídeo da Plebe Rude tocando Até Quando Esperar no Programa Livre. Yeah!
E agora na TV, um documentário sobre o mestre da Chapada, Raul Seixas. Muito bom!
E agora na TV, um documentário sobre o mestre da Chapada, Raul Seixas. Muito bom!
Sniff Sniff para Lombardi
Como disse a Renata Assunção, as vozes da infância estão se silenciando. Primeiro o Hebert Richards, agora Lombardi. São sons que me acompanharam desde pequeno. Domingos sendo finalizados ao som do Lombardi anunciando abobrinhas para o Silvio Santos, aquela sensação de que o fim de semana está se finalizando e a segunda-feira se aproxima como uma cadeia sobre rodas (para citar o Clash). Ou então aquelas tardes sem nada pra fazer, lição de casa já feita, reprises na Sessão da Tarde sendo encerradas com "versão brasileira Hebert Richards". Um sniff sniff para os dois!
E para finalizar: o Lombardi chega no céu cantando Silvo Santos vem aí!
terça-feira, dezembro 01, 2009
Rap do Arruda!
Cliquem aqui para ouvir o Rap do Arruda. Depois, gravem e fiquem ouvindo a todo volume circulando por Brasília.
Gostei da parte: "para pobre é invasão, para rico é expansão da área verde", isso reflete o DF demais.
Também excelente a parte que diz que vai chorar nos bancos dos réus. Igual ao Sarney, ha ha ha......
Gostei da parte: "para pobre é invasão, para rico é expansão da área verde", isso reflete o DF demais.
Também excelente a parte que diz que vai chorar nos bancos dos réus. Igual ao Sarney, ha ha ha......
segunda-feira, novembro 30, 2009
Nasi toca Plebe no AC/DC
Nasi abriu o show do AC/DC, provando que o rock está acima das Madonas e festivaizinhos da vida!!! E foi bem recebido, claro!
O Concreto Vai Rachar!
Será que agora vamos ser um Distrito Federal ou ainda vamos continuar sendo uma exceção entre os distritos federais do mundo? Digo isso porque nenhum DF que tem uma assembléia legislativa e outros órgãos típicos de estados e municípios. Sendo um distrito que pertence à federação, quem é responsável é o senado, pelo menos esse é o entendimento jurídico. O governador no caso é um representante do Senado, que atua em nome deste.
Sempre desconfio quando algum governante começa a construir estradas e pontes em tudo quanto é lugar. Aí tem coisa!
E os cinqüenta anos de Brasília já estão comprometidos. Que Madona, que nada! Nem Paul McCartney! Vamos chamar The Police!
Voltei de um fim de semana no Rio. Lá, o governador quer educar o povo a não poluir a cidade. Para isso, propõe não recolher o lixo durante um dia. Que porcaria vai dar, heim!
quarta-feira, novembro 25, 2009
Submergido no Rio
Estou preso no trânsito, dentro de um taxi, debaixo de um toró, no Rio de Janeiro. Só assim para arrumar um tempo para atualizar o blog. Na decida para aterrizar no Santos Dumont, o piloto errou a pista e foi um momento de pânico dentro do avião. Mas tudo bem, estou vivo e em solo carioca!
O Philippe passou os últimos dias trabalhando o áudio do DVD. O Clemente ouviu e diz estar impressionante. Com os testemunhos que ouvi sobre a imagem, acho que vamos entregar um belo registro da Plebe ao vivo.
Não perguntem por onde vai sair, nem quando. Vamos finalizar o disco, preparar a capa e depois procurar um interessado em comercializar o produto.
Enquanto isso, o lobby carioca tá crente que vai levar o brasilierão.
O Philippe passou os últimos dias trabalhando o áudio do DVD. O Clemente ouviu e diz estar impressionante. Com os testemunhos que ouvi sobre a imagem, acho que vamos entregar um belo registro da Plebe ao vivo.
Não perguntem por onde vai sair, nem quando. Vamos finalizar o disco, preparar a capa e depois procurar um interessado em comercializar o produto.
Enquanto isso, o lobby carioca tá crente que vai levar o brasilierão.
sexta-feira, novembro 20, 2009
Mekons - Never Been in a Riot

Depois de escrever o último post, sobre o selo Fast Products, fui pesquisar um pouco mais sobre os Mekons e, mais especificamente, sobre a música Never Been in a Riot. Descobri duas coisas interessantes. Primeira: os Mekons eram amigos pobres do Gang of Four. Foi com os instrumentos deles que gravaram o primeiro disco pela EMI, que errou na arte e colocou fotos do Gof4 na contracapa!!! Segunda: a música era uma resposta ao White Riot, do Clash. "Nunca estive numa confusão e isso tem funcionado para mim!" Muito bom!
"I’ve never been in a riot / Never been in a fight / Never been in anything / That turns out right”
Fast Products

Morava em Sheffield, na Inglaterra, quando o movimento de selos independentes ganhou força. Liderados pela Stiff e pela Factory, muito selos novos surgiram. Cada um tinha seu estilo, objetivos e propósitos. O Fast Products era um que se destacava. Gerenciado pelo Bob Last, começou suas operações a partir de Edimburgo, Escócia, lançando o compacto dos Mekons, chamado “Never Been in a Riot” (tradução: Nunca Estive Numa Revolta/Bagunça/Confusão). Lembro-me de como essa letra me afetou a primeira vez que ouvi a música na BBC, no programa do John Peel. Até então, todos os punks tinham uma imagem de durões, que batiam e perguntavam depois. Os Mekons são os primeiros geek rockers! Vieram falando que nunca tinham estado em brigas, que evitavam confusões. Bacana!
Depois, fiquei chapado com o primeiro compacto do Human League, uma banda da cidade em qual morava, Sheffield, que tocavam só sintetizadores, fazendo um som mais acessível e dançante do que o Kraft. O compacto Being Boiled fez um X adolescente dançar muito sozinho no meu quarto!
Outro compacto dos Mekons é até hoje a minha música de amor favorita de todos os tempos: Where Were You?
Daí, veio o grande divisor de águas: o primeiro compacto do Gang of Four, Damaged Goods. Três sensacionais músicas! Todas regravadas para o primeiro LP pela EMI, mas as versões do compacto da Fast Products são muito melhores, principalmente a microfonia de Armalite Rifle.
O FP também lançou compactos de estréia dos Scars, uma das bandas que mais influenciaram a Plebe e favoritos do Renato Russo (reconheço muitas referências de letras dos Scars nas primeiras composições da Legião), e dos Dead Kennedys.
Outro dia, surfando o eBay, me dei de cara com um leilão da compilação de 1978 do selo chamado The First Year Plan. Fiz um lance e ganhei! O bolachão chegou hoje! Imagine um cara feliz! Tenho, num disco só, os cinco primeiros compactos do Fast Products. Rock n Roll não fica melhor do que isso.
De novo vem a pergunta: porque não funciona selos independentes no Brasil? Será porque não têm identidade (o FP, a Factory , a Rough Trade (no começo) todos tinham uma linha clara de sonoridade)? Será que porque o roqueiro brasileiro não se interessa? Dúvidas......
quarta-feira, novembro 18, 2009
Unidade Repressora Oficial!
Não chega a ser uma censura, mas fui obrigado a colocar um dispositivo nos comentários que me permite filtrar o que vai ou não ser exibido. A gota d'água foi um comentário anônimo de que eu estou me lixando para os amigos dos anos 80s. Em primeiro lugar, respeito muito os idosos. Em segundo, não sou a Capricho para ficar fazendo fofoca sobre a desgraça dos outros. Sobre o Dinho, desejo total e irrestrita recuperação.
Minha intenção não é vetar críticas, por mais tendenciosas que sejam, mas sim esses abusos que ferem minha vida pessoal e dos meus chegados.
Se o Sarney pode censurar o Estadão, eu também posso filtrar o meu blog!
Minha intenção não é vetar críticas, por mais tendenciosas que sejam, mas sim esses abusos que ferem minha vida pessoal e dos meus chegados.
Se o Sarney pode censurar o Estadão, eu também posso filtrar o meu blog!
Assinar:
Postagens (Atom)