sexta-feira, abril 30, 2010
Censura e Plebe
Excelente série de reportagens sobre a censura na era da ditadura, no Correio Brasiliense, chega ao rock. Vejam a reportagem aqui. Trata-se da história da música Censura, do disco Nunca Fomos Tão Brasileiros, que foi censurada. A censura se auto-censurou e deu um holofote legal na divulgação do disco. Até hoje tocamos essa música, pois a liberdade da imprensa nunca foi muito aceita pelos que estão no poder. Vide as várias tentativas desse governo de criar leis que controlam os jornais. Lembro também que o Estadão está a mais de 6 meses sob censura quando se trata do filho do Sarney.
sábado, abril 24, 2010
+ Fotos dos 50s
Novas fotos do show de 50 anos de Brasília, agora com fotos do show mesmo. Reparem as imagens de fundo como ficaram legais.
sexta-feira, abril 23, 2010
quinta-feira, abril 22, 2010
Festa 50 Anos

Muito bonita a festa dos 50 anos de Brasília. Apesar do aparteid religioso (um palco católico e um palco evangélico - da próxima vez deviam promover luta livre entre as duas facções), apesar da sombra da intervenção federal ainda pairando sobre o DF, apesar do corte de orçamento, apesar da Daniela Mercury, foi uma linda festa. Muito graças as mais de um milhão de pessoas presentes.
A organização também foi de tirar o chapéu. Três palcos paralelos. Uma banda terminava, anunciava a próxima, que já emendava. Funcionou bem. Quem anunciou a gente foi a Daniela, ha ha ha....
Bonitas imagens ao fundo enquanto tocávamos, bem realistas e algumas até pessadas, como de policiais batendo numa multidão durante Proteção.
Tocamos Até Quando com o pessoal da ONG Percussucata, que usam garrafas PET como instrumentos. Foi um excelente show, ótima resposta da platéia, um Philippe rouco.
Teve também encontro memoráveis, com o Jander, Juliano, Renato Mattos, Hamilton de Holanda, Frango, Canisso, Digão, entre outros.
domingo, abril 18, 2010
Que venham mais 50!
Brasília inicia a semana de seu meio século com uma programação de metrópole. No sábado, tinha Moby no Museu da República e Varukers no Conic (tá bom, tinha Chiclete com Banana no autódromo, mas isso é replay aqui). No dia 21, mega programação na esplanada, com a Plebe programada para tocar lá pelas 23 horas (mas se desandar a produção, provavelmente entraremos no dia 22 de madrugada). Hoje, Simply Red. Quinta, Megadeath. Tá de bom tamanha, né?
Os grupos escalados para a quarta, entre eles a Plebe, não vão tocar shows inteiros. Será um potpourri de bandas, com mini apresentações. Mas nós estamos preparando algo especial para deixar nosso pequeno show mega. Estejam lá.
Os grupos escalados para a quarta, entre eles a Plebe, não vão tocar shows inteiros. Será um potpourri de bandas, com mini apresentações. Mas nós estamos preparando algo especial para deixar nosso pequeno show mega. Estejam lá.
segunda-feira, abril 12, 2010
Brasília 50 Anos: A Festa

Cofirmadíssimo, Plebe Rude nos festejos de meio século de Brasília. Apesar dos pesares, as comemorações estão ganhando força. Aqui no Banco Central vai ter uma exposição interessantíssima com objetos da época da criãção de Brasília. O mais interessante são uns carros antigos. Essa semana, o Philippe voltou de uma turnê de divulgaçã pré-DVD, passando pelo Rio e por São Paulo. Amanhã, voltamos aos ensaios e espero não parar mais.
domingo, abril 11, 2010
terça-feira, março 30, 2010
André X no início
Foto scaneada da minha carteira da UnB, de 1982. Foi quando formamos a Plebe, o Philippe e eu. Com idéias novas na cabeça, tentando passar um recado que estava muito além da divisão direita/esquerda que predominava entre os jovens. Tentando criar uma cena em Brasília. Pintando camisetas com dizeres "enforquem Fábio Jr." ou "Que se Fodam as Baleias" ou "Vamos Asfaltar a Amazônia". Eu tinha um sonho, ainda tenho.
sexta-feira, março 19, 2010
Jamari desqualifica Pistols
Quem sou eu para ficar defendendo banda? Já passei dessa fase, cada um é movido por aquilo que mexe com sua alma. Mas desqualificar os Sex Pistols, banda divisora de águas, sem a qual ainda estaríamos num prog chato, mexeu comigo.
Aconteceu no blog do Jamari França, no site do Globo. Ele comenta sobre o John Lydon, dando a entender que o cara é um mané que fica inventando esqueminhas para arrecadar dinheiro. Diz que os Pistols são uma banda de butique, pois começaram na Sex, loja de roupas do McLaren e Westwood. Então uma banda que começa num bar são alcólatras e uma que começa na garagem são mecânicos? Entenda essa lógica.
Comenta sobre a volta do PiL, botando essa importantíssima banda de post punk, que quebrou paradigmas (odeio usar esse termo!)e trouxo o estúdio como instrumento fundamental ao novo rock, lá em baixo. Diz que a única música boa é My Religion, no First Issue. Errou até o nome da música, que é Religion. Deve ter confundido com Loosing My Religion, do REM.
O que mais me deixou abismado foi mensoprezar a volta do PiL por ser independente. Ainda bem que existe o Coldplay para gente assim.
(Ah, sim, a foto (que ficou de cabeça para baixo, é só virar o computador para ver direito, ou plantar bananeira). Trata-se de placa pichada a caminho do local onde foi o show do Exploited.
sexta-feira, março 12, 2010
Sniff Sniff para Glauco
Assassinaram o Glauco e seu filho hoje de madrugada em São Paulo. Dois rapazes aparentemente drogados invadiram sua casa e numa reação a algum evento durante o assalto deram quatro tiros em cada um.
Isso me abalou muito. Não só pelo fato de estarmos perdendo um cartunista original, criativo e inovador, que conseguiu encontrar um espaço com sua arte no Brasil, país difícil de conquistar com essa forma de arte, mas também da forma e violência que uma família é dizimada.
Muitos agora apelam para o Estado, querem vingança, justiça, exigem a pena de morte. Acho tarde demais. Deveríamos exigir a presença do Estado é antes, na educação desses meninos, na condução da política nas favelas, nos bairros menos favorecidos, no acompanhamento da transição da vida adolescente para adulto, mostrando alternativas, horizonte positivo. No afastamento de soluções fáceis e mortais como tráfego, assaltos e bandidagem.
Como o Estado se ausenta, o vacum é ocupado por outras organizações com outros interesses. Interesses esses que não se incluem vidas como a dos dois rapazes que invadiram a casa do Glauco. Vidas como a do Glauco e seu filho. Como a de centenas de famílias menos conhecidas, que não ganham destaque na imprensa.
Li e revi vários quadrinhos do autor, fáceis de encontrar na internet. Não consegui rir de nenhum, hoje.
Um dia depois:
Reviravolta no caso. Não retiro nada do que disse acima, mas entramos em outro conceito. People are no good (the Cramps).
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Zamba, Zuor e Houriço

Feliz ano novo!! Fim de carnaval e tudo volta ao normal, pelo menos até a páscoa! Sem tempo para fazer longos textos, tenho me limitado ao Twitter. Foi interessante acompanhar o desenrolar da situação do GDF por meio de tweets. A limitação de 140 letras nos obriga a ser bem criativos e não enrolar.
Ontem, fui aos estúdios Daybreak - também moradia do Philippe – onde, com o Sr. Seabra, aprovamos a mixagem dos áudios de Seu Jogo e Dançando no Vazio. O disco está porrada, com um punch que sempre deixou a desejar em nossos últimos trabalhos. Uma curiosidade: na fila na masterização da gravação, atrás da gente, estava o novo trabalho dos Gorillaz. Coisa fina!
Todo fã de post-punk tem uma quedinha – mesmo que seja secreta e contida – por discoteca. Refiro-me ao som que rolava paralelamente ao post-punk nos inícios dos 80s, que também era uma contrapartida ao rock corporativo contra o qual lutávamos para nos liberar. Pop Group, Depeche Mode, Au Pairs, Gang of Four e Talking Heads, só para citar alguns que beberam dessa fonte.
Por que isso? Porque estou curtindo demais esse retorno do disco music no underground. Os edits e re-edits das músicas antigas estão ótimas. O fato de ter mais música orgânica do que eletrônica também. Cada baixão! Cada riff! Estou perdoado ou sou um traidor do movimento?
Já receberam seus carnês de impostos? Satisfeitos? Sempre pode piorar, há há há há.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Fê Lemos na Play!
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Foto doida na Play
Essa foto aí também foi tirada na Play. Ficou muito esquisita, metade clara, metade escura. Não queria esse efeito e não saberia repetir se quisesse. Acho que tem algo a ver com o strobo, talvez. Ou então a energia rolando.....
X DJ na Play
Dia 5 de fevereiro toquei na Play. Foi muito especial, saí de lá com um orgulho imenso de Brasília, ciente de que o espírito roqueiro ainda sobrevive na cidade. Público legal, casa cheia, dançando de tudo, de Sonics ao Prodigy, dos smashes esquisitos ao Futureheads, do novo ao velho, sem preconceito. Muito diferente de outros clubinhos de rock que toquei no ano passado.
Reparem duas coisas na foto acima: o Philippe dançando (coisa rara) e o Traktor rodando no iMac.
Reparem duas coisas na foto acima: o Philippe dançando (coisa rara) e o Traktor rodando no iMac.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
X Na Play!

Sexta-feira, dia 5, estarei como DJ convidado da festa Play, que acontece no Clube 904 (Clube da ASCEB, 904 SUL). Trata-se de uma festinha de rock, muito bem organizada e bacana para dançar e se divertir. Quem quiser curtir barulhos e gritos de 1977 até 2010, aparecam e fumaremos um charuto juntos. Se o Milton aparecer ganha um uísque! Quem arrastar ele para lá ganha dois!
Estou aceitando pedidos desde agora, mas não garanto atender, ha ha ha....
www.fotolog.com/gonzaloinsonia
www.twitter.com/playbrasilia
www.dotmagazine.com.br
www.gonzaloinsonia.com
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Renato Russo - Participação
Para quem não conhece, a cena na qual o Renato aparece no filme da Plebe. Enjoy.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Trash Food na Praia
Quem tem coragem de experimentar essa guloseima local? Queijo coalho, mel, orégano e, ainda, molho de alho. Tudo isso transportado num veículo com refrigeração própria para o condicionamento dos ingridientes. Esse é o segredo do gostinho final, lá dentro do carrinho, a temperatura chega a 50 graus, suficiente para derreter o prazo de validade de todas as comidas. A chefe gourmet, que também é motorista (e motor!) garante ser uma declícia. Tive que passar a oferta.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Saudações de Porto de Galinhas
Distante da batcaverna, digo do Estúdio Daybreak, não tenho muitas novidades sobre o DVD ou shows para postar. Estou no Nordeste e a vida passa lentamente. Estando aqui, tenho a maior saudades de tocar por aqui - tipo Salvador, onde estamos mais em casa que Brasília. Ou Natal, onde fizemos uma excelente apresentação ao lado dos Paralamas uns anos atrás. Se a distribuição do DVD for bem feita, voltaremos para todas essas praças.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Audição do DVD.
Ontem à noite fui ao estúdio do Philippe ouvir a primeira mixagem do áudio do novo DVD. A idéia era ver o trabalho que ele trouxe de Nova York e sugerir alguns ajustes finos. Para tornar a coisa mais real, levei o meu iBook, onde rodamos o filme já editado, enquanto o computador dele rodava as músicas. Isso dava um certo trabalho, pois tínhamos que, música a música, sincronizar digitalmente os dois. E por digitalmente, quero dizer no dedo mesmo, tentando e errando até estarem mais ou menos em sinc.
Está muito muito bom. Gozado como as possibilidades de mixar mudaram durante essas décadas nas quais acompanho gravações. Nos anos 80s, mesmo em gringolândia, colocar a guitarra (ou qualquer outro instrumento) lá em cima, na cara, era sacrificar o resto da música. Hoje, não. As guitarras estão phoda, na testa do ouvinte dando tapas, e dá para identificar bem o que o baixo e bateria estão fazendo. Aqui nos trópicos, ainda não sabemos mixar assim. Nossos técnicos colocam o vocal lá em cima e um instrumental chapado atrás. E assim caminha a MPB e seus derivados.
O visual também está chapante. Começa à luz do dia, com o pôr do sol atrás. Depois penumbra e, no final, escuridão. Excelentes imagens. Tenho certeza que alguns plebeus vão ter ataques cardíacos ao se verem no “snake pit”.
Ainda há um grande trabalho pela frente. Esse ajuste fino requer uma comunicação diária com o técnico em NY, mais audições e masterização. Depois, o pessoal da filmagem tem que colocar tudo junto. Ainda tem a capa, burocracia editorial e, a parte mais importante, negociar com uma distribuidora. Daí, vai pra rua e a Plebe pra divulgação. Yeah!
Recado para quem tem twitter: durante a audição de ontem, fiquei tão empolgado que fiz uma transmissão via twits. Acompanhem, o apelido lá é apmmx.
Está muito muito bom. Gozado como as possibilidades de mixar mudaram durante essas décadas nas quais acompanho gravações. Nos anos 80s, mesmo em gringolândia, colocar a guitarra (ou qualquer outro instrumento) lá em cima, na cara, era sacrificar o resto da música. Hoje, não. As guitarras estão phoda, na testa do ouvinte dando tapas, e dá para identificar bem o que o baixo e bateria estão fazendo. Aqui nos trópicos, ainda não sabemos mixar assim. Nossos técnicos colocam o vocal lá em cima e um instrumental chapado atrás. E assim caminha a MPB e seus derivados.
O visual também está chapante. Começa à luz do dia, com o pôr do sol atrás. Depois penumbra e, no final, escuridão. Excelentes imagens. Tenho certeza que alguns plebeus vão ter ataques cardíacos ao se verem no “snake pit”.
Ainda há um grande trabalho pela frente. Esse ajuste fino requer uma comunicação diária com o técnico em NY, mais audições e masterização. Depois, o pessoal da filmagem tem que colocar tudo junto. Ainda tem a capa, burocracia editorial e, a parte mais importante, negociar com uma distribuidora. Daí, vai pra rua e a Plebe pra divulgação. Yeah!
Recado para quem tem twitter: durante a audição de ontem, fiquei tão empolgado que fiz uma transmissão via twits. Acompanhem, o apelido lá é apmmx.
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